Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
Abraço os sonhos que tenho, indiferente aos sinais que me recordam a idade. Vivo meu dia após dia com enorme felicidade, pois ninguém se atreveria a travar o que é demais. Vou até onde eu puder, sem pressa ou agitação. Ninguém corre atrás de mim. Sou livre e sem compromissos... seguirei vivendo assim! Meus quereres insubmissos? Combato-os, por precaução.
Data da criação deste conteúdo: 2016-11-01 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Esta minha saudação especial vai para todas as pessoas que, neste momento, choram a morte de um ente querido, com particular relevância, desta vez, para os familiares de quem morre em consequência das inaceitáveis negligências que têm ocorrido no Serviço Nacional de Saúde Português. Tais negligências exigem acção imediata da parte do Estado, para bem dos que sofrem e dos que vêm sofrer. Nem todos têm a possibilidade de recorrer aos cuidados médicos de uma instituição privada, até porque o que recebem, mensalmente, não chegará para as despesas básicas do seu agregado familiar. Nunca pensei assistir a esta vergonhosa situação, que tanto afecta pessoas de mente sã.
Data da criação deste conteúdo: 2024-01-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Procuro na escrita o que não encontro em ninguém, mas já não sei se escrevo ou se me deixo mergulhar nas pausas que o tempo me vai dando. Vou-me desfolhando lentamente, contando, um a um, os Bem-me-Quer, Malmequer, da minha vida de Mulher. Oh! Como eu gostaria de prolongar a minha existência! Quantas histórias irei deixar inacabadas, se me afogar num dos mergulhos que vou dando. Coragem e comunicação foram sempre as minhas armas de combate contra os ácidos da Vida. Não gosto da solidão. Umas vezes é flor, outras vezes um espinho, espetado no coração. Quando narro o que ficou escrito, nas palmas da minha mão, sinto o doce do mel, e o acre do limão. Quantas feridas se abriram em mim, sem um lamento meu e sem revolta. Foram muitas viagens que fizeram, de ida... e de volta. Fui Mãe nas horas de ponta e madrasta vezes sem conta, quando aquilo que exigia não se dissolvia nas águas em que me envolvia. Não! Não me tortura mais o Passado. Tortura-me o Presente. Esse sim, que é responsável pelo que sinto em mim. O meu corpo tem marcas, mas o meu espírito, não! Sou amor e desamor, numa mistura que dói, mas que não corrói a minha mente, porque a realidade não lho consente. Deslizo numa descida a pique, sem qualquer vontade, escorregando aqui ou ali, mas levantando-me sempre. Quero manter-me na vertical até que me chegue a desistência que aniquilará esta minha resistência. Não, eu não quero caminhar mais em chão de areia! Quero mergulhar em mares, como se fosse uma sereia.
Data da criação deste conteúdo: 2015-05-01 Livro "Contos ao Vento": Edições Vieira da Silva Excerto de: Maria Letr@ Autor da imagem: Fred Azevedo.
URGE REVER AS LEIS QUE ESTABELECEM A PUNIÇÃO A SER APLICADA EM CADA CASO
a) O execrável aumento da violência;
b) O que os "mass media" transmitem/publicam, fugindo ao respeito pelo pudor e sensibilidade
dos outros, para atraírem a atenção de um público bem específico e, assim, aumentarem as
suas audiências/os seus leitores;
c) A inoperância das leis que regem as punições pelo abuso sexual de crianças e de adultos;
d) A incontrolável falta de respeito dos alunos nas escolas, para com os professores;
e) O assustador aumento de jovens que recorrem ao uso das chamadas drogas leves, quantas
vezes evoluindo, mais tarde, para as drogas pesadas.
De a)+b)+c)+d) e e) resulta a tendência para criar, na geração mais velha, a defesa da hedionda falsa moralidade dos "extremistas", como justificação para atingirem objectivos bem concretos, ocultos por um "manto diáfano de bons propósitos".
No Choupal nos encontrámos para alfarroba colher. Não sei o que é que apanhámos. Não saberei descrever. Alfarroba não seria… porque a bolsa... veio vazia.
Data da criação deste conteúdo: 2013-07-03 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Manifesta as tuas opiniões mas nunca imponhas ou contraponhas conviccões. A liberdade de expressão não é absoluta... mas implica respeito e uma exemplar conduta.
Data da criação deste conteúdo: 2023-10-19 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando o voo dos hoazins te perturbar a vida, rodopiando nos céus, em jeito de inconstância, escuta o grasnar da gaivota enlouquecida. É tempo de combater o espectro da ganância.
Para além do que vês, há um mundo de traições planeadas por detrás de secretos bastidores. Impõe-se analisar com cura as direcções por onde seguirão esses velhos traidores.
Águas limpas deslizam pelas montanhas, limpando as impurezas que os hoazins lançam. São aves muito sujas e muito estranhas.
Não temas o inimigo. É fraco e inseguro. Joga com as tuas armas, que honra alcançam. Aposta e acredita num pacífico futuro.
Data da criação deste conteúdo: 2026-02-12 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Este caos que em portugal e espanha se instalou, gerou devastação geral, muito profunda: perda de vidas, de bens e do que ocasionou a má governação por tanta actuação imunda.
O nome “Marta”, paira na mente de quem, generosamente trocou o seu ócio por acção, e dá-se de alma e coração a alguém que ela sente estar a gritar-lhe por atenção.
Porém… sopra um vento ainda mais decisivo; nas urnas mede-se o rumo nacional. É tempo de pesar o gesto colectivo: disputam-se dois nomes bastante desiguais.
E eis chegado o momento das decisões… A ala esquerda defende o que lhe convém, e a da direita, cheia de argumentações, apela ao que disse, ao que promete… e que mantém.
Após este presente, pensemos no passado para fundamentar o próximo futuro. Somos um povo que vive ameaçado por um novo tempo, sem dúvida, não seguro.
Data da criação deste conteúdo: 2025-02-08 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Este meu manifesto de hoje representa a grande preocupação que me causam certas publicações na internet — e não só — a maioria das quais tem como fundamento fins de teor materialista, sejam eles sôbre religião, saúde, desporto, etc.
Interpreto tais publicações como acções tomadas no sentido de atingir determinados fins, sem que os seus autores considerem os prejuízos que podem causar a quem não dispõe de bases culturais suficientes para compreender o mal que lhes pode advir.
Lamento não haver uma lei que proíba, terminantemente, o abuso — aparentemente livre — da edição de vídeos sôbre os perigos a que cada pessoa estará sujeita se, a partir de certos sintomas, consumir determinados alimentos ou cometer determinados erros de comportamento.
Este abuso estende-se a diversos outros “conselhos”, muito provavelmente sem que os seus autores sejam obrigados a apresentar, perante uma autoridade designada para o efeito, qualquer certificado comprovativo das bases em que fundamentam a veracidade do que sugerem ou aconselham, deixando desprotegidos aqueles que, por fragilidade, desconhecimento ou confiança excessiva, acabam por seguir orientações que podem comprometer o seu bem-estar.
Data da criação deste conteúdo: 2026-01-29 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Almejo a primavera com íntima urgência. Estamos fartos do frio, da áspera insistência do vento e da humidade em dura permanência. Ferem este país sem dó nem complacência.
Sonhamos ver os campos em flor rendidos, mantos de cor, de beleza, de sentidos, promessas que nos deixam comovidos e devedores do tempo que nos foi subtraído.
As estações mudam — sempre mudaram — sabemos, mas nunca como agora o peso que trazemos: um inverno longo demais para quem já treme e sente a alma cansada de tanto que ela teme.
Que venha o sol romper esta tristeza fria, aquecer a Terra, a gente, a poesia. Não era este o tempo que o povo queria: tem saudades do bom tempo e vive de nostalgia.
Data da criação deste conteúdo:2026-01-22 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
O Sabichão é reconhecido em cada canto do nosso belo país, pelo que faz e pelo que diz. Reconhecido à distância, onde quer que esteja, tem saber para todos e ainda lhe sobeja.
Está imbuído de um saber com matriz.
Ele não receia o dia das votações, para a eleição, seja do que ou de quem fôr. De ventre para fora e peito para dentro… votará à esquerda ou à direita ou até ao centro.
É uma questão de escolha “do seu maior”.
O sabichão não sabe — e, se souber, não teme — a força de uma máquina de grande envergadura, que está atenta a tudo o que se passa em cada canto do universo que ele abraça.
Pairam por todo o mundo defensores da ditadura.
Perante o poder do eterno dominador, conhecedor das muitas vantagens que lhes trazem o uso de chantagens exercidas com intervenções do exterior…
Há que estar atento a margens e percentagens!
O que poderão os cidadãos mais comuns, na sua maioria incultos e desprevenidos, sem adequado saber na altura de votação? Impõe-se cultivar o estatuto do sabichão senão…
Sofreremos por abstenções e por votos falidos.
Data da criação deste conteúdo: 2026-01-17 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sou um ser sedento de passos leves, suaves. Repudio viver em constante sobressalto. Aprecio o sol, o luar e as aves, tributos reais que venero e exalto.
Sou mulher com norte! Não aceito ameaças. Repudio horizontes com princípios vis, que não respeitem crenças, nem tampouco raças, ou atitudes comandadas, sem raiz.
Sigo a direcção criada num projecto, gerador da diferença entre o vero e o vento. Repudio o que fôr vil e abjecto, ou comprometa o meu livre pensamento.
O vento sopra tão forte que estremeço. Serão claros sintomas de mudança, ou um sinal-objecto de arremeço, que o Universo, em luta, à Terra lança?
Data da criação deste conteúdo: 2026-01-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
A Propósito da Pressa que Alberto Caeiro não Tinha ................
A pressa desafia o tempo, numa correria louca. Quer voltar ao tempo atrás. Mas quando algum contratempo faz a vontade ser pouca... sabem o que a pressa faz? Tira-nos de onde houvéramos de viver, sem pressa ter e deixa-nos onde antes, éramos, ficando sem estar, nem ser. É que o tempo... que pode e manda, tanto anda... como desanda!
Data da criação deste poema: 2025-11-25 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Hoje quero interpretar o papel de actriz, ser Sol — esse enigma que me intriga. Pretendo sentir os pôdres de raiz que em muitos momentos promovem a briga.
Travestida de sol, viajarei pela Terra para fingir uma missão: dar luz. Mas tal como uma mãe, quando erra, carregarei às costas uma pesada cruz.
Actuarei à margem de qualquer certeza, porque direccionada pelo Universo. Tenho a desastrosa missão-empresa, de viajar num mundo muito controverso.
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FARSA DA MULHER SOLAR
Sou o sol amado mas pouco ou nada posso contra a natureza do Homem prevertido. Em cada canto da Terra há alvoroço causado por interesses sem sentido.
Forças nefastas proliferam neste mundo onde a ganância do Homem mal formado gere ambições de cariz muito fecundo que podem conduzir a um fim indesejado.
Discute-se a paz, explora-se a guerra. Implora-se saúde, fomenta-se a doença. A humanidade já não fala, berra… Quanto mais reune, mais o caos adensa.
Data da criação deste conteúdo: 2026-01-07 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Está partindo mais um ano em cada vida, sem acenar adeus na hora da partida. Não se lamenta, não grita, nem reclama. Aceita sempre o seu fim sem qualquer drama.
Oh! Como eu gostaria tanto de ser forte para combater a irreversível morte. Vivemos até que o Universo decida quando é chegado o momento da despedida.
O homem, ao nascer, vem com “pena” suspensa, independente de sorte ou até de crença. Vai vivendo segundo a sua condição.
Ou reina bem, não fomentando a guerra, ou o Real Universo porá um fim à Terra... e tudo acabará em brutal escuridão.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-31 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Transmito a todas as amigas, amigos e Familiares distantes a minha mais profunda gratidão pelos votos de Boas Festas que, tão gentilmente, me enviaram. Desejo a todos um Feliz ANO Novo!!! Que venha por bem.
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Encurta-se a distância que me conduz ao fim de mais um ano, sem saber bem de mim. Busquei-me em vão no meio da confusão.
Absorvida pela vida, perdi-me pelo espaço entre pouco de nada e tanto de escasso. Foram tempos de tormenta e de muita desilusão.
Estou pronta a enfrentar mais um recomeço. Quiçá o universo entenda que o mereço. Imponho-me o dever de estar agradecida.
Gostava de abraçar com fé, com muito amor, cada ser que sofre por tanto desamor. A paz no mundo está comprometida.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-27 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quero imaginar-te, serenamente,
no etéreo espaço onde teu corpo jaz.
Permanece, meu amor, na minha mente
a ideia de que tu estarás em paz.
Partiste deste mundo em turbulência,
onde ninguém se entende ou está seguro.
Urge que tenhamos a consciência
do que possamos fazer pelo futuro.
Quando na minha vida tu surgiste,
mudou-se o meu programa de existência,
marcado por princípios de prudência.
A promessa que te fiz - porque pediste -
manter-se-á de pé, enquanto viva.
Do seu processamento estou cativa.
Ao fio desse dever me sei cativa.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-20 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando decidi abrir uma página pessoal, fi-lo movida pela vontade de partilhar o que escrevo sobre diversos temas, excluindo, porém, desgastantes discussões de natureza partidária. Estou completamente afastada desse campo e, se por acaso fizer algum comentário sobre certas “escandaleiras”, infelizmente tão frequentes hoje, esse comentário jamais será colocado na página seja de quem fôr. Permanecerá apenas neste meu espaço, tal como acontece, também, com a minha página no Facebook. Reitero, naturalmente, o respeito que me merecem as opções partidárias de cada um. Espero que compreendam esta minha decisão. A experiência que vivi ao longo de tantos anos, com um certo número de presidentes da República, gerou em mim um cansaço inquestionável. Dessa vivência ficou a sensação de um país esgotado em promessas e carente de um certo número de pessoas de bom senso, no governo. Prefiro, portanto, que não compartilhem comigo as vossas publicações neste campo, as quais poderiam vir a transformrar-se em algo bem diferente do projecto que sempre tive em mente assumir.
Data a criação deste conteúdo: 2025-12-12 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Poesia, alimento da alma, e um bom refúgio do coração de um poeta, em inspiração. Aceita, com muitíssima calma, o mais particular sentimento que ele tenha num dado momento.
Expõe aberta e publicamente o que lhe conta o seu poeta, de forma livre, mas muito concreta. Não sente algum constrangimento: faz um papel hoje já lendário neste tão particular cenário.
Posso prever esta realidade: os poemas que passaram de mão em mão e de alma em alma, com devoção, direi, sem qualquer ambiguidade, que serão sempre bem-sucedidos; os outros… eternamente esquecidos.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Defendo que devíamos ponderar seriamente sobre o que poderá levar certos seres humanos, – considerados de mente sã e de corpo são –, a praticar tantos actos cruéis e desumanos.
Escolho como palavra de ordem: a violência, que transforma o precioso amor em ódio e o natural desejo em forte rejeição. Há que pôr lhe fim logo ao primeiro episódio.
Quem fôr violento deverá ser condenado, com pena eficaz, com base na justiça imparcial, credível e jamais adulterada, onde a aplicação da lei não seja omissa.
Actuações globais, de modo organizado, deveriam acompanhar um plano assaz geral, aplicável em várias vertentes importantes. Talvez assim acabasse a violência em Portugal.
Data da criação deste conteúdo:1925-12-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Que o meu amor por ti não seja breve. Quero senti-lo vivo enquanto viva. Porque, de encantamento, sou cativa… que ao grau de eternidade ele se eleve.
Entraste no meu mundo por acaso, quando de mudança era carente. Olhei-te indiferente e, por prudente, dei-me, por precaução, um certo prazo.
Não fora essa atracção inesperada a galgar o meu limite a ter em conta, e tudo mudaria. Não estava pronta: impus-me ser prudente e reservada.
O tempo foi, porém, célere na espera. Correu a meu favor sem que eu sentisse e, antes que, prudente, eu o gerisse, tomou meu coração… que hoje o venera.
Que, viva, possa ter recordação de memórias que me deixaste na partida: serão, da minha alma, a despedida. O teu amor por mim não foi em vão.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-09 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Queria partir com o sol quando se põe no além; seguir-lhe o passo lento, acolher-lhe a magia. Fugir da noite incerta e do seu turvo vaivém, na esperança de alongar-me a vida em cada dia.
Rejeito a luz da lua, expoente de alternância; perturba a minha mente — tão triste, tão soturna. Venero a luz do sol: mantém-me em vigilância, e faz de mim mudança, enquanto taciturna.
Queria poder escrever, sentir inspiração, e encontrar um rumo para viver sem mim. Eu sei… não sou eterna, mas não aceito o fim.
É tempo de reflectir e de pedir perdão por todo o embaraço que possa ter causado a quem nunca aceitou eu tanto haver mudado.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-05 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando um frente a frente é importante e merecedor de muita atenção, deveria sofrer, doravante, uma particular proibição:
O jornalista que fosse designado para fazer perguntas, com um fim em vista, deveria manter-se muito bem calado, mesmo que desagrado, pela resposta, exista.
Só deveria poder fazer perguntas e nunca contestar quaisquer respostas; caso contrário, não será um frente a frente.
Perante mil questões em série, adjuntas, estaremos perante tendências contrapostas, quiçá com outro fim adjacente.
Data da criação deste conteúdo: 2025-11-25 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Entre a fome por carência de alimento e o vazio por carência de cultura, há um grande mar de convencimento sobre como providenciar a sua cura.
No primeiro caso impõe-se haver riqueza, pelo somatório de valores que arrasta; No segundo, me interrogo - sem certeza - somente quanto baste… ou vasta?
A ausência de dinheiro para comer gera doenças e até mesmo a morte. Cabe, portanto, ao Estado prometer, dar a todo o pobre algum suporte.
Quanto à cultura, o Estado deverá abrir-lhe as portas, sem limitação. Ela é o que, na vida, produzirá o progresso e a felicidade da Nação.
Data da criação deste conteúdo: 2025-11-25 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Que ninguém se sinta ofendido com o desabafo que trago hoje. Há modas que não são modas: são autênticas epidemias estéticas que me desgastam a paciência e me fazem duvidar da imaginação humana. Parece que basta algo ficar “tendência” para se desligarem cérebros e ligarem o modo “imitar até cair”. Falo, concretamente, de duas pragas contemporâneas: certos penteados e certos bailados televisivos. A primeira praga é o penteado da risca ao meio, aquele em que os cabelos são esticados com tal violência que, se a moda continuar, qualquer dia vemos testas a ir da sobrancelha ao pescoço. Fortemente colados ao couro cabeludo, lá seguem eles — favoreça ou não, pouco importa; a ordem é obedecer à moda. A segunda praga habita os palcos dos cantores pimba: uma coreografia sempre igual, sempre abanada, sempre no mesmo registo… duas ou três bailarinas a fazer exactamente o mesmo, dia após dia, programa após programa. Chega a ser quase hipnótico, não fosse tão pobre, tão repetitivo e tão profundamente enjoativo. E pior: quando se tropeça em certos canais que insistem em injectar estes programas repetidos até à náusea, os telespectadores ficam com duas opções — desistir… ou aceitar o risco de ficarem meio chonés. Antigamente via pouca televisão por falta de tempo; agora vejo ainda menos, mas por sanidade mental. Descobri um antídoto infalível: escolher apenas canais que não me dêem cabo do sistema nervoso. Chamo-lhes “OPÇÕES” — e digo-vos que, para quem não aprecia epidemias estilísticas, é a cura perfeita.
Data da criação deste conteúdo: 2025-11-19 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Olhai a chuva que cai durante uma tempestade. Olhai os lírios dos campos, cercados de pirilampos. Desfrutai da luz do sol, enquanto canta o rouxinol. São frutos da linda Natureza, em toda a sua beleza.
Escutai o som dos trovões, ou o ruído dos canhões, factos deste nosso mundo, tão fecundo pela coexistência brutal entre o bem e tanto mal. Somos todos viajantes temporários nestes cenários.
Meros humanos, vítimas de muitos enganos, alguns, vultos disfarçados, como que ocultos por um véu de incastidade, sem pureza e sem verdade, - quiçá traídos pela ignorância durante a sua infância.
Façamos um cerco à vida, quando desprovida de justiça perante o crime que nos oprime. Abracemos o belo e tudo o que existe em paralelo com a prática do bem – eis o que ao Universo convém!
Data da criação deste conteúdo: 2025-11-084 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Ó mar, acalma-te, amansa; essa raiva que tu geras contra um todo desregrado seca a alma, enerva, cansa. Não agites mais as feras deste mundo atormentado. Gentalha amante da guerra, onde impera a misandria, e o desamor pela vida pode acabar com a Terra e enveredar pela via de uma paz comprometida.
Data da criação deste conteúdo: 2025-11-04 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Deixaste-me, em herança, um Amor eterno. Repousa, reflectida na minha memória, a tua imagem serena, tranquila, calma. Comigo jaz um sentimento eterno. Da nossa vida guardo a longa história, que ainda hoje conforta a minha alma.
Data da criação deste conteúdo: 2025-10-27 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Hoje gostaria de transmitir-lhe o que penso de algumas das Suas afirmações que me intrigam pelo que podem significar. A forma eloquente como se expressa poderá, eventualmente, arrastar nela pontos a mais, que carecem de especificação.
Gostaria, por exemplo, de conhecer qual o tipo de liderança que V. Ex.ª desejará para a sua actuação como Presidente da República, já que foi a esse cargo que acabou por candidatar-se, em vez daquele que inicialmente pretendia, isto é, o de primeiro ministro. Por exemplo, quando cita espanha, reino Unido, etc., como países exemplares no que diz respeito a determinados sectores sobre os quais os distingue, eu desejaria que definisse melhor, para as pessoas menos cultas, qual o tipo de hegemonia aplicada a esses mesmos países: coersiva, cultural ou política.
Pela forma como se expressa, fico quase sempre com a sensação de vazio num turbilhão de campos de actuação que lhe dão a possibilidade de ficar indefinido o que carece de definição. Pretenderá V. Ex.ª usar apenas “uma manga que venha a resultar em muitas outras que essa poderá gerar” ? Com isto, poderá ser julgado como alguém que pretende estar defendido pelas afirmações que faz, actuando, eventualmente, num sentido contrário àquele que a maioria das pessoas menos cultas, julga. Não é desta forma que, pessoalmente, gostaria de continuar a ouvi-lo expressar-se. Se um país hegemónico se define pela sua posição de supremacia na sociedade… quando, concretamente, não a define, mencionando apenas o seu objectivo, a sua “meta”, poderá ser mal interpretado/a, na minha modesta opinião. Assim, seria talvez melhor que evitasse a certos entrevistadores tantas insistências, definindo melhor a sua resposta, em vez do “deixe-me só dizer o seguinte”, demasiadamente frequente. Talvez até perceba por que o faz, mas penso que o colocaria em melhor posição, se o evitasse.
Vergo-me perante as marcas da saudade que não conhece as penas que sofri. Passei a ser presença e castidade de erros que no passado cometi.
São essas marcas que hoje me concedem idoneidade que no tempo em mim gerei. São memórias reais que não me impedem de recordar vivências que ultrapassei.
Saúdo um grande mestre, de excepção. Permitiu-me, eficazmente, separar factores flutuantes em ablação no centro de valores a ponderar.
Faço reflexões neste Universo grande considerando o que sou, sem o que fui. A água vai correndo sem que a comande… porque o que vai com ela não dilui.
Data da criação deste conteúdo: 2025-10-26 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Hoje irei dedicar ao “Dia da Alimentação” um manifesto muito particular, dada a sua importância real na vida de cada um e da sociedade. Regra geral, considero que “o dia de” – seja ele do que for – alimenta interesses que nada têm a ver com o objectivo que deveria representar. Daí a minha relutância em aceitá-lo pelo que envolve.
O tipo de alimentação que cada ser humano deveria seguir dependerá de vários factores, entre eles:
a) Conhecimentos científicos – Com base na opção de cada um, cada pessoa deverá ponderar se é fiável a fonte de informação da qual adquiriu o conhecimento que possui.
b) Questão cultural – Todas as pessoas deveriam ter suficiente cultura para saber bem o que não devem comer, pormenor que determina se pretendem viver bem ou viver mal, muito embora a imunidade seja, neste caso, determinante até nos seus comportamentos.
c) Casos particulares – Existe, por exemplo, o problema das alergias, pormenor de relevante importância a dever respeitar.
d) Situação económica – Esta alínea levou-me, sobretudo, a dar especial atenção a este dia porque, considerando quem de a), b) e c) respeita – ou não – estas três alíneas, quis debruçar-me sobre as seguintes considerações:
Se uma pessoa vive sem problemas económicos e está minimamente segura de que a alínea a) lhe permite seguir os ensinamentos adquiridos, tudo bem.
Se não dá grande importância a regimes alimentares, terá de suportar as consequências do regime alimentar que escolher.
Na alínea c), diria que será de toda a conveniência uma consulta – ou mesmo três – para adquirir mais confiança na opção que considerar seu dever escolher. O que, certamente, irá tocar no problema económico que me conduziu à apreciação deste dia particularmente importante porque, mesmo considerando as três alíneas…
Se uma pessoa carecer de capacidade económica que lhe permita defender a sua saúde da melhor maneira possível, acaba por perder saúde e ganhar doença, alavancando:
- O excessivo custo de certos medicamentos. - Perturbações de natureza física e psicológica do paciente. - Sobrecarga económica para o Estado. - Aumento das listas de espera no SNS. - Redução da produtividade laboral. - Maior absentismo no trabalho e na escola. - Pressão acrescida sobre programas sociais e subsídios. - Enfraquecimento da sustentabilidade económica e social a médio prazo.
Data da criação deste conteúdo: 2025-10-16 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Imbuído de maldade, um mundo sujo, imoral, actua na derrocada de valores essenciais. Opera sem piedade! Usa só forças do mal. Com enorme crueldade, mata por tudo e por nada! Nem a criança é poupada… E, enquanto muitos mortais pedem Pão, Paz e Amor e um Tecto que proteja... um grupo vil, sem pudor, pratica o que mais almeja: satisfazer o seu ego. De tanto querer, viciado, não vê nada… Virou cego!
Data da criação deste conteúdo: 2014-05-29 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Na estrada em que caminhamos, ora ausentes, ora conscientes da meta com a qual fechamos o livro da nossa Vida, o tempo dá-nos vertentes que podem precipitar essa força presumida a que uns chamarão morte, outros alívio de penas, outros também, pouca sorte. Heterónimos apenas! Não sei qual deles o pior. O rasto... é sempre de dor...
Data da criação deste conteúdo: 2014-12-29 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.