Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
Quando um frente a frente é importante e merecedor de muita atenção, deveria sofrer, doravante, uma particular proibição:
O jornalista que fosse designado para fazer perguntas, com um fim em vista, deveria manter-se muito bem calado, mesmo que desagrado pela resposta exista.
Só deveria poder fazer perguntas e nunca contestar quaisquer respostas; caso contrário, não será um frente a frente.
Perante mil questões em série, adjuntas, estaremos perante tendências contrapostas, quiçá com outro fim adjacente.
Que ninguém se sinta ofendido com o desabafo que trago hoje. Há modas que não são modas: são autênticas epidemias estéticas que me desgastam a paciência e me fazem duvidar da imaginação humana. Parece que basta algo ficar “tendência” para se desligarem cérebros e ligarem o modo “imitar até cair”. Falo, concretamente, de duas pragas contemporâneas: certos penteados e certos bailados televisivos. A primeira praga é o penteado da risca ao meio, aquele em que os cabelos são esticados com tal violência que, se a moda continuar, qualquer dia vemos testas a ir da sobrancelha ao pescoço. Fortemente colados ao couro cabeludo, lá seguem eles — favoreça ou não, pouco importa; a ordem é obedecer à moda. A segunda praga habita os palcos dos cantores pimba: uma coreografia sempre igual, sempre abanada, sempre no mesmo registo… duas ou três bailarinas a fazer exactamente o mesmo, dia após dia, programa após programa. Chega a ser quase hipnótico, não fosse tão pobre, tão repetitivo e tão profundamente enjoativo. E pior: quando se tropeça em certos canais que insistem em injectar estes programas repetidos até à náusea, os telespectadores ficam com duas opções — desistir… ou aceitar o risco de ficarem meio chonés. Antigamente via pouca televisão por falta de tempo; agora vejo ainda menos, mas por sanidade mental. Descobri um antídoto infalível: escolher apenas canais que não me dêem cabo do sistema nervoso. Chamo-lhes “OPÇÕES” — e digo-vos que, para quem não aprecia epidemias estilísticas, é a cura perfeita.
Olhai a chuva que cai durante uma tempestade. Olhai os lírios dos campos, cercados de pirilampos. Desfrutai da luz do sol, enquanto canta o rouxinol. São frutos da linda Natureza, em toda a sua beleza.
Escutai o som dos trovões, ou o ruído dos canhões, factos deste nosso mundo, tão fecundo pela coexistência brutal entre o bem e tanto mal. Somos todos viajantes temporários nestes cenários.
Meros humanos, vítimas de muitos enganos, alguns, vultos disfarçados, como que ocultos por um véu de incastidade, sem pureza e sem verdade, - quiçá traídos pela ignorância durante a sua infância.
Façamos um cerco à vida, quando desprovida de justiça perante o crime que nos oprime. Abracemos o belo e tudo o que existe em paralelo com a prática do bem – eis o que ao Universo convém!
Ó mar, acalma-te, amansa; essa raiva que tu geras contra um todo desregrado seca a alma, enerva, cansa. Não agites mais as feras deste mundo atormentado. Gentalha amante da guerra, onde impera a misandria, e o desamor pela vida pode acabar com a Terra e enveredar pela via de uma paz comprometida.
Deixaste-me, em herança, um Amor eterno. Repousa, reflectida na minha memória, a tua imagem serena, tranquila, calma. Comigo jaz um sentimento eterno. Da nossa vida guardo a longa história, que ainda hoje conforta a minha alma.
Hoje gostaria de transmitir-lhe o que penso de algumas das Suas afirmações que me intrigam pelo que podem significar. A forma eloquente como se expressa poderá, eventualmente, arrastar nela pontos a mais, que carecem de especificação.
Gostaria, por exemplo, de conhecer qual o tipo de liderança que V. Ex.ª desejará para a sua actuação como Presidente da República, já que foi a esse cargo que acabou por candidatar-se, em vez daquele que inicialmente pretendia, isto é, o de primeiro ministro. Por exemplo, quando cita espanha, reino Unido, etc., como países exemplares no que diz respeito a determinados sectores sobre os quais os distingue, eu desejaria que definisse melhor, para as pessoas menos cultas, qual o tipo de hegemonia aplicada a esses mesmos países: coersiva, cultural ou política.
Pela forma como se expressa, fico quase sempre com a sensação de vazio num turbilhão de campos de actuação que lhe dão a possibilidade de ficar indefinido o que carece de definição. Pretenderá V. Ex.ª usar apenas “uma manga que venha a resultar em muitas outras que essa poderá gerar” ? Com isto, poderá ser julgado como alguém que pretende estar defendido pelas afirmações que faz, actuando, eventualmente, num sentido contrário àquele que a maioria das pessoas menos cultas, julga. Não é desta forma que, pessoalmente, gostaria de continuar a ouvi-lo expressar-se. Se um país hegemónico se define pela sua posição de supremacia na sociedade… quando, concretamente, não a define, mencionando apenas o seu objectivo, a sua “meta”, poderá ser mal interpretado/a, na minha modesta opinião. Assim, seria talvez melhor que evitasse a certos entrevistadores tantas insistências, definindo melhor a sua resposta, em vez do “deixe-me só dizer o seguinte”, demasiadamente frequente. Talvez até perceba por que o faz, mas penso que o colocaria em melhor posição, se o evitasse.
Vergo-me perante as marcas da saudade que não conhece as penas que sofri. Passei a ser presença e castidade de erros que no passado cometi.
São essas marcas que hoje me concedem idoneidade que no tempo em mim gerei. São memórias reais que não me impedem de recordar vivências que ultrapassei.
Saúdo um grande mestre, de excepção. Permitiu-me, eficazmente, separar factores flutuantes em ablação no centro de valores a ponderar.
Faço reflexões neste Universo grande considerando o que sou, sem o que fui. A água vai correndo sem que a comande… porque o que vai com ela não dilui.
Hoje irei dedicar ao “Dia da Alimentação” um manifesto muito particular, dada a sua importância real na vida de cada um e da sociedade. Regra geral, considero que “o dia de” – seja ele do que for – alimenta interesses que nada têm a ver com o objectivo que deveria representar. Daí a minha relutância em aceitá-lo pelo que envolve.
O tipo de alimentação que cada ser humano deveria seguir dependerá de vários factores, entre eles:
a) Conhecimentos científicos – Com base na opção de cada um, cada pessoa deverá ponderar se é fiável a fonte de informação da qual adquiriu o conhecimento que possui.
b) Questão cultural – Todas as pessoas deveriam ter suficiente cultura para saber bem o que não devem comer, pormenor que determina se pretendem viver bem ou viver mal, muito embora a imunidade seja, neste caso, determinante até nos seus comportamentos.
c) Casos particulares – Existe, por exemplo, o problema das alergias, pormenor de relevante importância a dever respeitar.
d) Situação económica – Esta alínea levou-me, sobretudo, a dar especial atenção a este dia porque, considerando quem de a), b) e c) respeita – ou não – estas três alíneas, quis debruçar-me sobre as seguintes considerações:
Se uma pessoa vive sem problemas económicos e está minimamente segura de que a alínea a) lhe permite seguir os ensinamentos adquiridos, tudo bem.
Se não dá grande importância a regimes alimentares, terá de suportar as consequências do regime alimentar que escolher.
Na alínea c), diria que será de toda a conveniência uma consulta – ou mesmo três – para adquirir mais confiança na opção que considerar seu dever escolher. O que, certamente, irá tocar no problema económico que me conduziu à apreciação deste dia particularmente importante porque, mesmo considerando as três alíneas…
Se uma pessoa carecer de capacidade económica que lhe permita defender a sua saúde da melhor maneira possível, acaba por perder saúde e ganhar doença, alavancando:
- O excessivo custo de certos medicamentos. - Perturbações de natureza física e psicológica do paciente. - Sobrecarga económica para o Estado. - Aumento das listas de espera no SNS. - Redução da produtividade laboral. - Maior absentismo no trabalho e na escola. - Pressão acrescida sobre programas sociais e subsídios. - Enfraquecimento da sustentabilidade económica e social a médio prazo.
Imbuído de maldade, um mundo sujo, imoral, actua na derrocada de valores essenciais. Opera sem piedade! Usa só forças do mal. Com enorme crueldade, mata por tudo e por nada! Nem a criança é poupada… E, enquanto muitos mortais pedem Pão, Paz e Amor e um Tecto que proteja... um grupo vil, sem pudor, pratica o que mais almeja: satisfazer o seu ego. De tanto querer, viciado, não vê nada… Virou cego!
Na estrada em que caminhamos, ora ausentes, ora conscientes da meta com a qual fechamos o livro da nossa Vida, o tempo dá-nos vertentes que podem precipitar essa força presumida a que uns chamarão morte, outros alívio de penas, outros também, pouca sorte. Heterónimos apenas! Não sei qual deles o pior. O rasto... é sempre de dor...
Sinto-me, de verdade, uma mulher feliz quando repenso em tudo de que fui capaz. Fiz aquilo que, mal ou bem, eu quis… mal-grado, por vezes, carecer de paz.
Longos anos sofri de impensáveis medos não sei bem de quê, nem sei bem de quem. Imaginava cenários com dezenas de enredos e clamava ajuda à minha querida Mãe.
Na escola primária, a velha professora invadia-me a vida gerando terror. Malvada palmatória! Era ameaçadora. Martelava-me a mente com a palavra: dor.
Fui mulher-criança, Virei poetisa. Venerava Camões e as suas poesias, as quais declamava de forma precisa, sem ponto ou ajuda servindo de guias.
Sofri violência em mulher-adulta. Para defesa minha e preservar a calma, faço por mantê-la secretamente oculta. Se escrever sobre ela traio a minha alma.
Percorri quilómetros, voei dias e dias, Fiz exposições, visitei clientes… Sobrevivi a tudo! “Um ver se te avias” sempre com respeito pelas leis vigentes.
E eis-me chegada a Mulher de Respeito, com as marcas antigas, mas mais indulgente. Continuo activa, porém, de outro jeito. Vivo mais em mim. Tornei-me prudente.
Paira no mundo, de lés a lés, uma onda de mil opiniões sobre a situação mundial. Está tão viciada que, ao invés de cancelar negativos chavões de teor forte e universal, fomenta a guerra. Conduz a intuir a existência de grandes Proveitos neste tão intrincado, complexo processo, levando-nos facilmente a concluir haver nele hipotéticos defeitos: com pouco de bom e muito de excesso. Os argumentos que são apresentados por cada grupo das populações, uns cultos, outros apenas “sabichões”, baralham os existentes – aos milhões – que retratam in modo vultos. Vagueiam, calmamente, pela Terra, de forma assaz inversa e controversa, sobre conteúdos de algum valor. Não querem, porventura, a guerra, querem, certamente, futebol! Valorizam, de maneira diversa, múltiplas formas de sentir Amor.
Sou como um rio em busca de um destino, ou será ânsia de encontrar acolhimento? Perante os obstáculos, me obstino e sigo em frente, sem constrangimento.
Amo a aventura! Gera em mim audácia. Não temo o imprevisível Universo. Face ao perigo, activo a perspicácia e jogo contra tudo o que é perverso.
Não sei se alcançarei o que procuro, Nem saberei, ao certo, o que é que quero, mas vivo um bom momento, assaz sincero.
Viajo entre montanhas, com ar puro, mas sei que a minha água irá secar. O que sempre durou… tende a acabar.
Data da criação deste conteúdo: 2025-10-04 Imagem de Zé e Zeza
Através de cenas degradantes ocorridas, sobretudo, na Assembleia da República Portuguesa, constato que temos um razoável número de políticos cuja formação moral é, francamente, reprovável. Preocupantes são, também, todas as consequências e repercussões que as mesmas geram numa elevada camada da população portuguesa, quaisquer que sejam as vertentes culturais e políticas que cada grupo possa seguir. Trata-se de um paupérrimo cenário, que deprime todas as pessoas interessadas em ver o futuro governo português “mudar de estrada”.
Pessoalmente, dada a minha idade e o que vivi no passado, acredito que se impõe o máximo cuidado na declaração de voto, ao elegermos os diferentes candidatos a cargos de grande responsabilidade no governo. Tal candidato deverá ser isento politicamente e beneficiar de provas adquiridas de sólida idoneidade e reputação, muito embora saibamos que, muitas vezes, surgem decepções inesperadas. Se as bases não forem sólidas, podem ocorrer desvios, por manifestas tentações ou por declarada ganância adquirida com o tempo. Carecemos de gente que saiba defender princípios como humanidade, justiça, realismo e isenção. Gente capaz de convencer quem, como eu, se sente incrédula e insegura.
Quanto mais tempo levarmos a mudar para uma “nova estrada”, mais tempo os nossos filhos, netos ou bisnetos terão de sofrer as respectivas consequências da péssima formação que nos foi legada por certos políticos com lugares de responsabilidade assumidos no passado e no presente.
Não me fales de amor se vives da ganância, nem de empatia se fomentas guerra. Vives a vida na crassa ignorância dos reais valores de que carece a Terra.
Vive-se uma onda de real loucura que há muito grassa no mundo… e quanto a leis nem sempre são cumpridas, pois perdura a dos que vivem, ainda, como reis.
Passam por cima de tudo e de todos para forçar vitórias. Vis, implacáveis, acabam por matar, de vários modos.
Morrem inocentes aos milhões, em cruéis lutas insustentáveis. Seguimos numa fila aos trambolhões.
Desejo começar por enviar as minhas sentidas condolências à Família dos 16 mortos em consequência do descarrilamento do elevador da Calçada da Glória, em Lisboa, e desejar rápidas melhoras aos respectivos feridos.
Pela minha já longa experiência em acidentes que vão ocorrendo, sejam eles de que natureza forem, estive três dias a aguardar pela recolha de todos os dados de informaçâo para, depois sim, manifestar-me sobre os mesmos com a isenção que me é peculiar. Como tais dados irão ainda demorar alguns dias, decidi publicar uma reflexão sumária do que me parece merecer já uma certa crítica, a qual reservei quer em relação aos três dias de luto nacional - que me agradou bastante terem sido decretados - quer em relação às reacções que já pairam no ar.
Um acidente, só por si, merece imediata e cuidada análise da parte dos entendidos, quanto à averiguação dos factos que estiveram na sua origem, independentemente do número de mortes; muito pior se esse acontecimento envolver não apenas um acidente, mas dois como neste caso, um no dia 03/09/2025 e o outro no dia 04/09/2025. Estas ocorrências pesaram bastante numa grande parte da população portuguesa, cuja gestão está nas mãos do Presidente da Câmara de Lisboa, Doutor Carlos Moedas.
Paralelamente ao exposto, como aliás é comum verificar-se numa certa camada da população, ouve-se já um lamentável “burburinho” em torno destes dois acidentes, porque se trata de pessoas que não têm a resiliência e o bom senso comum de saber esperar calados, preferindo revelar a sua impaciência ou mesmo má índole, ao pretenderem demarcar a sua posição de "grandes sabichões".
Entre planos agendados e a sua concretização, está o povo em expectação. Alguns, já habituados a promessas não cumpridas… nada dizem! Nem se movem, nem tão pouco se comovem. Procuram outras saídas. Aquele povo mais confiante, mais letrado, mais paciente, mantem-se resiliente. Nem precisa de calmante… Mas com medo de que o CHEGA gere “um país de VENTURA”, há gentinha que tortura o André, que não sossega. Promessas já foram feitas, mas sua concretização exige a alteração de leis a que estão sujeitas. Da minha parte, direi: como não tenho partido, escolho no bom sentido, optando pelo que sei convir a gente de bem. Que se faça, enfim, justiça! Seguirei insubmissa Às leis do que não convém.
A educação de uma criança está intrinsecamente dependente do comportamento parental. Por isso, assume especial relevância a formação proporcionada aos jovens nas instituições de ensino, pois eles constituirão a base sobre a qual se moldarão os pais de amanhã. Até esse momento, impõe-se a eliminação das marcas deixadas por gerações anteriores, que poderão ter sido afectadas por falhas decorrentes de uma educação deficiente. Essas marcas tenderão a desaparecer progressivamente, graças à acção correctiva e complementar desempenhada pela escola durante a juventude.
Mentes doentes, bocas abertas, geram agentes que lançam alertas. Falta confiança, sobra interrogação. Jogos de criança despertam atenção. Sábios ditam leis que impedem condutas e punem, por crimes, promotores de lutas.
Enquanto no mundo imperando está o caos, o Universo cuidará com zelo dos maus e dos bons, com amor e sincero respeito, pois rege a vida de modo perfeito.
O sol continuará a brilhar no céu sempre que consiga dissipar o breu, dando à lua luz ao final do dia. E os desgostos voam... quase por magia.
Que se elevem vozes clamando paz a quem vive em pena, pelos erros que faz, porque a alma sofre quando ages mal.
Urge neutralizar cada arma nuclear para haver vida na Terra e vida no mar. Sigamos as leis do amor universal.
Surpreende-me bastante que o Doutor André Ventura pretenda – na minha humilde opinião, muito justamente – propor alterações à Constituição Portuguesa com o objectivo de pôr cobro ao caos social e económico em que Portugal mergulhou, sem que, até ao momento, tenha abordado, nomeadamente, a tão desejada e necessária protecção dos artistas, nas diversas áreas em que se empenham.
Estarei eu desatenta, ou estará ele a negligenciar o importantíssimo papel que os artistas desempenham ao alertarem, de múltiplas formas, para as causas e respectivas consequências da deficiente cultura que afecta uma grande camada da população?
Há ondas fortes nos mares do Oriente. Testam confrontos, tentando a sua sorte. Põem à prova o saber quem é mais forte, mas, entretanto… cai por terra muita gente!
O mundo está temendo os dois autores das guerras declaradas em pronta acção. Pergunto-me, revoltada, por que razão não lutam entre si, os temidos infractores?
Cessem as ondas nos mares, porque na Terra, há ventos rodopiando, em alvoroço. De paz não há sequer o mais leve esboço.
Carecemos de tratados contra a guerra. O mundo clama alto! Implora clemência. Salvemos a humanidade com urgência.
Como já tive ocasião de afirmar, nunca estive filiada em qualquer partido político, nem estou minimamente interessada em saber se quem governa o meu país é de esquerda, de direita ou de centro, pois o que verdadeiramente me importa é o cumprimento de atos concretos, dignificantes, e não a demagogia disfarçada de boas intenções.
Por estar atenta à concretização desses atos, manifesto-me hoje a favor do deputado da Assembleia da República Portuguesa, Dr. André Ventura, o qual, no exercício do seu mandato, tem-se insurgido veementemente contra aqueles que, no desempenho de funções governativas, agem - ou agiram - sem a verticalidade e isenção que se impõem como indispensáveis. Espero, por isso, constatar em breve que a sua actuação revelará fidelidade ao que promete, bem como a competência e a determinação necessárias para corrigir o que está verdadeiramente mal no nosso país.
Dir-se-ia que o Dr. André Ventura terá aprendido algo nos seus 17 anos de experiência política, o que o colocou, no meu entender, numa posição de defensor da ordem, em contraste com aqueles que seguem regras prejudiciais a uma estabilidade social desejável, e geraram a cegueira que conduziu ao caos a sociedade portuguesa.
A dimensão do nosso tempo de vida depende de muitos factores, alguns dos quais completamente fora da esfera da nossa responsabilidade. Consequentemente, cabe a cada um de nós gerir a própria conduta com prudência e resiliência, mas sempre confiando na suprema protecção do Universo.
Oh! Como eu gostava de viver mais anos, não sendo efémera a felicidade. Viver, para poder vencer os desenganos e ser, diariamente, eternidade.
Não fora o mal de estar em sofrimento, e saberia agir, sem raiva, a tanta dor — por depender de quem, sem um lamento, transforma cada esforço em puro amor.
Sou pena pesada a quem me cuida — eu sei. Vivo com esse alguém no meu frágil coração, sabendo que não preciso de pedir perdão.
Cada dia que passa… luto contra a lei imposta pelo Universo. Agradecida, aceito o que vier — venerando a vida.
O Senhor Presidente da República Portuguesa, Professor Dr. Marcelo Ribeiro de Sousa, estará hoje arrependido da atitude que assumiu ontem, publicamente, na Feira do Livro em Lisboa, ao enfrentar uma activista Pro-Palestina que o criticava pela forma como Portugal estará a lidar com esse grave conflito. Chocou-me ver a forma como quis impor a Sua necessidade de actualizar a informação que a referida activista teria sobre o assunto.
No início deste confronto, o Senhor Presidente aproximou-se da activista e, colocando-lhe a sua mão esquerda sobre o ombro, tentou acalmá-la, diria que “amigavelmente” - à “boa maneira” de quem, embora ofendido, procura apaziguar o momento. Contudo, provavelmente porque sentiu que tal gesto não surtia o efeito desejado, agarrou-a pela cervical, numa derradeira tentativa de a calar, mas a referida activista não desistiu, continuando a acusá-lo, ao mesmo tempo que lhe pedia que não lhe pusesse a mão no pescoço, e o mandava ir falar com os jornalistas.
E foi o que aconteceu. O Presidente da República dirigiu-se aos jornalistas informando-os da actual posição de Portugal quanto à admissão da Palestina como membro de pleno direito das Nações Unidas, acrescentando ainda que o Governo português estará empenhado em juntar-se a outros Estados europeus para ponderar uma atitude conjunta com vista ao reconhecimento formal do Estado Palestiniano. Contudo, da má impressão que a sua atitude causou publicamente, não se livrou.
Qualquer pessoa que analise as posições assumidas por Donald Trump, enquanto presidente, interroga-se se este senhor estará com as suas faculdades mentais a funcionar segundo os padrões normais de quem pretende evitar um conflito mundial.
Embora possa depreender que não viva uma situação familiar globalmente pacífica — o que lhe permitiria dispor do desejável apoio nos momentos que exigem concentração e responsabilidade — atrevo-me a considerá-lo, politicamente, irresponsável e negligente, sobretudo após ter vindo a público a notícia do acordo de cooperação — não se sabe bem a que nível — com o questionável elemento Elon Musk.
Senhor Presidente, quando estende a sua mão para cumprimentar uma alta individualidade como Putin, ou qualquer outra figura de grande projecção política, de nada serve o puxão quase indelével que se observa exercer na sua direcção. São pequenos nadas de um todo que não passa de fugaz autoritarismo e presunção. Seja por que outra razão for, tal gesto exacerba negativamente a sua personalidade.
Deixo, neste humilde Manifesto contra Vossa Excelência, os meus sinceros votos de que consiga obter resultados positivos nas negociações que eventualmente venha a conduzir, no sentido de pôr termo à guerra — onde quer que ela esteja a ser imposta — através de acordos que, longe de ilusórios, evitem conduzir o mundo a um desfecho maioritariamente indesejado por pessoas de mente sã.
Se Portugal está num estado, comprovado e declarado, de incontrolada pobreza e muita falta de sageza, talvez isso seja a razão que dá peso e dimensão a tanta falta de senso e ausência de consenso... ao votar esquerda ou direita. Mas vai a malta, aproveita, dá isso como desculpa, não considerando culpa optar pela abstenção. Ausência de ponderação!
Este meu manifesto é escrito pensando nas pessoas que, por motivos de saúde, ou outros dependem dos programas que a televisão lhes oferece, diariamente.
Há uma questão que gostaria de colocar a certos canais de televisão nos quais, frequentemente, apresentam cantores obcessivamente repetidos em cada programa, com a agravante de incluirem umas bailarinas que mais não fazem do que apresentar uns passos de dança de teor quiçá decorativo, absolutamente sem originalidade, que seriam desnecessários. Se um espectador gosta do programa que esse canal transmite e já não suporta mais este cenário, terá de optar por mudar de canal ou simplesmente desligar o televisor por uns segundos.
Até quando este excesso de falta de percepção do que, a partir de meses a fio, passa a ser cansativo o mesmo cenário todos os dias?
Mas afinal, porque é que nos surpreendemos com o aumento da criminalidade em múltiplas vertentes da nossa sociedade, se os respectivos responsáveis do governo, a quem competiria tomar posições firmes, não actuam como se impõe?
São vários os campos que requerem medidas adequadas, nomeadamente o da proibição de exporem, em revistas, imagens de grande violência e instigação ao crime — como, por exemplo, a revista Telenovelas — ou o livre abuso, da parte de tantos jovens, de usarem certas redes sociais onde estão infiltradas pessoas corruptas em busca de presas fáceis.
Num país onde, durante tantos anos, se abusou da tão desejada liberdade, camuflada no slogan “democracia em liberdade”, lamento o tempo que se perdeu na construção de uma determinada disciplina de actuações de base — a começar pela educação e formação dos pais — durante o qual tanta coisa foi levada a excessos que hoje muito preocupam quem assiste à derrocada de uma sociedade onde reina o descalabro.
As minhas palavras poderão ser criticadas por acumularem excesso de dramatismo, mas sintonizem — por exemplo — a televisão em certos programas, onde se narra o crime que é praticado diariamente em Portugal e que excede todos os limites do suportável, e ficarão afectados psicologicamente, tal como eu. A menos que a sensibilidade do tele-espectador seja nula, ninguém pode ficar indiferente.
Permiti-me a liberdade de voltar a falar de um tema que, como mãe e como avó, me preocupa bastante. Mas atingi limites que não me permitem mais do que chamar a atenção para um tema demasiadamente revoltante, no seu todo.