Em 07 de Fevereiro de 2024, o Jornal “ONU News” informou que o secretário-geral da ONU teria afirmado que o mundo tinha entrado na “ERA DO CAOS”.
https://news.un.org/pt/story/2024/02/1827417
São tantas as causas sobejamente relatadas e comentadas – e incluo aqui as conhecidas como sendo "politicamente correctas" - que, a uma pessoa tão ignorante quanto eu, sobre tanta coisa que ouve e vê, ser-lhe-á (ou não) permitido fazer conjecturas absolutamente pessoais, sobre as mesmas.
Sou de opinião que a raiz daquele caos foi gerada pela acumulação de vários factores muito importantes, intrinsecamente ligados à formação, e consequente competência, de quem tem a estoica missão de governar o seu país. Entendendo bem as afirmações feitas pelo Secretário-Geral da ONU, Senhor Eng.º António Guterres, sinto, no entanto, dever juntar-se a esse global de causas, os transtornos físicos e psicológicos que o malogrado Covid-19 e seus sucessores - travestidos de múltiplas “variantes” - têm provocado, sobretudo, a partir de 2019.
Se é verdade que defendo, de alma e coração, a necessidade de evitar que o mundo chegue a qualquer situação caótica, através duma reestruturação social bastante abrangente - sobretudo no sentido perfeito do que significa “amar o próximo como a ti mesmo” - também é verdade sentir que, devido a diferentes ideologias, nomeada e principalmente de carácteres religioso e político, essa pretensão nunca passará de verdadeiramente utópica. Tal poderia, hipoteticamente, ter sucesso... se aplicada, e muito cautelosamente gerida, em cada País onde tal pretensão fosse aceite. Todavia, nos interesses envolvidos nas relações internacionais existentes, estão implícitos objectivos que esmagam qualquer esperança numa paz permanente. Assim, na mente dos responsáveis e dos seus seguidores, prevalecerá sempre “a lei do mais forte”, numa tentativa de levar àvante as suas pretensões, as quais começam por “provocações”, passando por esporádicos ou permanentes ataques e, não resultando... surge a ameaça do recurso a armas nucleares. Instalado o terror, vem o caos, faltando apenas a concretização da grande ameaça... se nada mais surtir efeito. E passa a reinar o desespero entre a população, começando as dramáticas fugas em busca de razões para continuarem vivos.
Entretanto, enquanto a população dos países em guerra, grita por paz ou foge em busca de um porto seguro, outras populações, alheias a essa realidade e a tantas outras, continuam a tentar “brilhar” sob as luzes da ribalta, indiferentes aos que estão sofrendo duma sede incessante do Saber que lhes permitiria entender a ganância humana, pela ponta justa.
Deixo, fora de lista, aqueles que, à semelhança dum passado histórico de longuíssima data, seguem procurando “O PARAÌSO INEXISTENTE.”
Quando um ser do sexo feminino nasce, é portador de um baú de responsabilidades a cumprir. Cabe a esse ser o dever de executá-las no tempo e, à Justiça, o de protegê-lo para que o consiga.
Não me faço perguntas escusadas sobre a escalada de violência que, diariamente, caem nas páginas dos jornais e nos noticiários - que já evito escutar. Trata-se de um conjunto de causas, cujos efeitos estão a tornar-se profundamente lamentáveis, assustadores, e indicadores de um país sem rédeas. Tudo à volta dos problemas - já para não referir tantos outros – que geram consequências nefastas a muitos níveis, agravadas pela demora das condenações que tantas vezes urge fazer. Actualmente parece não bastar ao criminoso simplesmente matar. Hoje ele consegue ser mais sádico, mais hediondo e mais perverso!
Politicamente, a população está a sentir-se desprotegida, negligenciada e altamente prejudicada, se tivermos em conta o que se passa com o final de muitos processos contra elementos do Estado e outros de tantas figuras com cargos de grande responsabilidade no País, e que se tornaram, mais do que uma GRANDE desilusão, uma GRANDE vergonha para Portugal.
Focando, paralelamente, o interesse que aos media suscita notícias mundanas que não acrescentam nada seja a quem for, assistimos a que os mesmos - preocupados com a necessidade de manterem a percentagem de audiências no topo, transmitam programas que, ao invés de gerarem cultura e bons princípios de formação, dão ao povo aquilo que a maioria dele prefere: drama, violência, e uma série de maus exemplos servidos com muito "molho", deixando a outra percentagem de pessoas limitada a uma minoria de bons canais.
Repare-se, ainda, na forma como são feitas entrevistas a pessoas vítimas de um dramático episódio nas suas vidas, como por exemplo terem matado à força de pontapés na cabeça, de forma brutal (MESMO QUE BRUTAL SEJA SEMPRE!) um familiar de alguém. Exemplo ao acaso:
- O que é que sentiu quando lhe contaram o que aconteceu?
Isto é uma pergunta que se faça? Alguém tem dúvida que o seu familiar está em sofrimento??? Porquê perguntar? Seriam muito desejadas palavras de conforto, não massacrando mais a pessoa entrevistada. É espremer o sentimento até às lágrimas, senão não gera uma atmosfera de dor... Será isso? Chega-se ao cúmulo de assistirmos à forma como alguns apresentadores orientam as perguntas que fazem aos entrevistados, e ouvimos verdadeiros disparates, até com perguntas sem qualquer interesse para o tema da conversa, o que deixa a impressão de que foi dado um tempo demasiado longo ao entrevistador, levando-o a fazer perguntas que mais parecem de natureza coscuvilheira, do que de análise de dados que teriam muito interesse para o tema a explorar. Que mediocridade!
Este meu texto reflecte uma certa decepção que tenho vindo a acumular dia, após dia, face às circunstâncias em que se vive neste País. Estes foram os temas que hoje, cansada e desgastada, ocuparam a minha manhã.
Neste primeiro dia dos 365 que se seguirão, deixo votos de esperança na necessária luta mundial contra a carência de amor, de dedicação a causas humanitárias, de coesão e de resiliência, carências estas que tornam impeditivo o desejado progresso e paz mundiais de que tanto precisamos.
Chegou o momento em que urge filtrar de cada um de nós todo e qualquer pensamento negativo, por erros cometidos no passado, afim de avançarmos para um futuro sem egoísmo ou atitudes em que a ganância e defesa de interesses pessoais ou de estado, prejudicaram a liberdade e o bem-estar geral da Humanidade. A prática destes erros colocou o mundo numa situação de insegurança generalizada, a qual se encontra no limite do suportável.
Esta manhã, vi um vídeo no YouTube em que uma criança, com apenas nove anos, falava da sua paixão pela música com tanto entusiasmo que captou imediatamente a minha atenção. Toca piano desde os três anos e foi a ouvir Frank Sinatra que começou a desenvolver essa paixão. Durante a curta apresentação, a criança afirmou que não tinha nada em comum com o pai e que este "não vestia calções". Apenas a mãe estava presente na audição, o que me levou a supor que a figura paternal não fazia parte do agregado familiar. Fiquei presa a este detalhe, atribuindo-lhe a importância que merece, mesmo reconhecendo que as minhas deduções se baseiam num curto espaço de tempo, no qual as poucas palavras proferidas me deixaram com muitas perguntas e nenhumas respostas.
A música, como sabemos, tem um papel fulcral no desenvolvimento cognitivo infantil. Estudos comprovam que o contacto com a música desde cedo melhora a concentração, a memória e a coordenação motora. A música torna-se, assim, uma linguagem poderosa, através da qual as crianças podem expressar-se e estruturar o pensamento. Feita esta breve introdução ao manifesto, avanço para o que me parece verdadeiramente importante. O caso que apresentei representa o levantar de um véu sobre pequenas grandes iniciativas que deveriam, globalmente, ser postas em prática em todas as creches e jardins de infância. Estes estabelecimentos têm a missão de substituir um elemento central na vida de uma criança: a Mãe, cujo papel exige uma profunda reflexão. Poderão ser encontradas alternativas à sua presença, em inúmeros casos até mais profícuas do que manter a criança ao lado de alguém emocionalmente ausente, que desconheça a importância crítica de um desenvolvimento mental saudável.
O vídeo que vi fez-me reflectir sobre a necessidade urgente de actuação. Partindo do princípio de que nem todas as crianças têm o mesmo grau de capacidade para apreender uma matéria, e de que não saberemos, à partida, para qual demonstrarão maior interesse, seria necessário começar pelo princípio: analisar, cuidadosamente, por que matéria a criança se revela interessada e, a partir daí, "alimentar a sua alma com esse fruto". Este conceito remete para a teoria das inteligências múltiplas, defendida por Howard Gardner, que postula que cada criança tem diferentes tipos de aptidões – sejam musicais, linguísticas ou espaciais, entre outras. A educação deve, portanto, ser ajustada a estas individualidades, de modo a garantir que o desenvolvimento da criança seja o mais enriquecedor e completo possível..
URGE REVER AS LEIS QUE ESTABELECEM A PUNIÇÃO A SER APLICADA EM CADA CASO
a) O execrável aumento da violência;
b) O que os "mass media" transmitem/publicam, fugindo ao respeito pelo pudor e sensibilidade
dos outros, para atraírem a atenção de um público bem específico e, assim, aumentarem as
suas audiências/os seus leitores;
c) A inoperância das leis que regem as punições pelo abuso sexual de crianças e de adultos;
d) A incontrolável falta de respeito dos alunos nas escolas, para com os professores;
e) O assustador aumento de jovens que recorrem ao uso das chamadas drogas leves, quantas
vezes evoluindo, mais tarde, para as drogas pesadas.
De a)+b)+c)+d) e e) resulta a tendência para criar, na geração mais velha, a defesa da hedionda falsa moralidade dos "extremistas", como justificação para atingirem objectivos bem concretos, ocultos por um "manto diáfano de bons propósitos".
Hoje achei por bem voltar a um manifesto que escrevi em 2015, baseado num texto de Natália Correia - que achei fantástico - mas que estou impossibilitada de transcrever, uma vez que o perdi. Tratava-se de uma premunição feita por esta escritora, dramaturga, poeta e deputada do Parlamento, de quem, muito sinceramente, eu sabia pouco. Portanto, passo a escrever o texto que, na altura, publiquei, inspirada no que li desta controversa autora.
Não importa se tu és de esquerda ou de direita, basta que tenhas consciência das opções que assumires ao tomar uma decisão importante, decisão essa que pode vir a prejudicar fortemente a tua Nação, se não souberes escolher o Homem que gostarias de ver governá-la. Tal escolha não deve – de forma alguma – servir o teu partido, mas sim a tua Nação.
Por classe social entendo várias, entre elas:
• a que teve acesso à cultura e que a adaptou a bons princípios que defende;
• a que teve acesso a uma cultura apenas libresca e que a adaptou a si, para
tentar satisfazer as suas excessivas e egoístas ambições;
• a que não teve acesso – por um ou por outro motivo – à base cultural que
poderia ter-lhe dado a possibilidade de julgar por si e não pelo que os
outros lhe dizem.
• etc....
Não acredito em classes sociais ditas ricas e pobres. Não é o ter ou não ter dinheiro que nos coloca num dos dois patamares. São os valores que defendemos e, aí, os patamares são vários. Temos tido governos escolhidos por maiorias que votam no seu partido, e não no HOMEM que convém por provas dadas das suas grandes qualidades. Essa maioria, confia num programa que lhes apresentam e que vai de encontro à provável satisfação das suas ambições, sem respeito pelas ambições de outros. Mas, nessa maioria, encontram-se também eleitores que, ao votar, não têm consciência da responsabilidade do seu acto porque, provavelmente, foram manipulados por defensores de partidos que funcionam como “clubes” aos quais são fiéis. Esta é uma realidade, não é uma suposição. Os sacrificados, as grandes vítimas, são aqueles que estão a pagar pela predominância duma classe privilegiada e egoísta. Não estou a refirir-me a uma classe social como é, normalmente, destacada: rica, ou pobre. Estou a referir-me a uma classe de gente para quem os valores são, predominantemente, materiais. Quanta gente muito pobre os defende! Eu não seria contra a situação da classe privilegiada desde que, os outros, tivessem direito a uma base segura, que lhes garantisse emprego, um tecto, um bom serviço de saúde e de educação gratuitos e o direito inquestionável a condições que lhes permitissem uma velhice tranquila, num ambiente de Amor. O que saísse deste grupo de bens de direito, faria parte de conquistas conseguidas, desde que com lealdade, honestidade, e não prejudicando fosse quem fosse.
Eis a razão acima, muito sintetizada, do que penso sobre o porquê da existência de tantos privilegiados, em deterimento do chocante número de pessoas que vive na miséria - sem receio de exagerar! – pessoas essas que estão a pagar uma pesadíssima factura por erros cometidos por devoção a partidos e não a Valores.
Termino deixando a pergunta que faço muitas vezes a mim própria:
Temos, em Portugal, um vasto número de pessoas cultas, idóneas, bem formadas e de elevada competência para governar o País. Mas... será que aceitariam candidatarem-se à Presidência de um governo, depois de tudo o que temos visto acontecer no País, sobretudo nos últimos trinta anos?
Ano da criação do Manifesto original: 2015
Data da readaptação deste conteúdo: 2023-08-10
Quando leio notícias nas quais se transcrevem determinadas declarações, tendencialmente ameaçadoras, feitas por chefes de governo de uma qualquer nação, fico estupefacta.
Não me sentindo à altura de discutir o regime político que aqueles mesmos chefes de governo defendem, por carência de dados seguros e/ou, por ignorância, limito-me a comentar apenas, humildemente, mas com grande veemência, aquilo que considero serem afirmações denunciadoras de alguém com uma formação de carácter inexoravelmente perigosa. Neste caso - pergunto eu - se devemos considerar tranquilizantes as soluções que esses chefes de governo apresentam como forma de resolver um conflito, ameaçando recorrerem a uma solução através do uso de armas nucleares, mesmo que medianamente potentes. Esta solução não os tornará, jamais, vencedores. Tal armamento, eventual e premeditadamente concebido para imposição do que defendem, tira-lhes a honra de saírem vencedores do conflito. Guerra não deveria - NUNCA! - ser solução para conflitos entre as nações, se esta puser em causa a vida na Terra, em geral.
Poderá parecer utópica a solução que irei sugerir a seguir, já referida num outro manifesto escrito por mim, anteriormente:
Se este tipo de chefes de governo, e mesmo de população, é a favor da guerra como solução de conflitos - qualquer que seja a sua natureza - procurem um campo de batalha para poderem, livremente, digladiarem-se entre si.
Dei vida a seis filhos, os quais geraram os meus catorze netos. Eis a razão pela qual não consigo viver tranquila, lendo declarações como as que referi. Estamos a assistir a uma onda de troca de afirmações altamente perigosas e temíveis, as quais colocam milhões e milhões de pessoas em permanente ansiedade.
Mais ainda, aquilo que tenho vindo a constatar como sendo, paralelamente, perigoso, é a possibilidade de esses mesmos chefes de governo perderem algumas das suas forças humanas, nomeadamente de inteligência emocional, de humanidade, de justiça, de sabedoria e de temperança… e começarem a surgir evidentes sinais de colapso nas suas forças de carácter, sobretudo por ausência de bravura, de perseverança e de honestidade.
Mesmo que a distância nos afaste, haverá sempre uma força que nos une, no turbilhão de actos em contraste. Enquanto alguém de errar sai sempre impune, um outro grita a vida que merece. Salvé toda a amizade que não perece!
As palavras, e a forma como as expressamos, têm uma importância extraordinária na vida das pessoas, tanto em quem as ouve, ou lê, como nas pessoas que as expressam, pelas reacções adjacentes ao seu significado. Elas podem alterar, significativamente, estados de alma, ou alteração de situações que se apresentavam complexas mas que, quando bem pensadas, reflectidas, podem mudar todo o quadro duma situação.
Façamos, portanto, das palavras que usamos para manifestarmo-nos, a nossa arma de construção de algo que possamos desejar valorizar, e nunca agravar, qualquer caso. As palavras devem transmitir
Comece cada dia reflectindo bem sobre as palavras que deverá pronunciar sempre que pretenda manifestar a sua reacção a qualquer situação, mesmo que esta possa requerer uma posição de desagrado ou de contrariedade. Usemos as palavras bem ajustadas a cada caso, escritas ou pronunciadas com respeito, sem agressividade. Se, porém, com o uso destes princípios, a reacção ao que disser ou escrever, for imprópria, decida com ponderação o que deverá fazer, não devendo piorar a situação se tomar atitudes que possam tornar-se gravosas.
Partilhar o que sinto através da poesia foi, sem dúvida, a melhor forma que encontrei, aos 13 anos, para sentir tranquilidade espiritual. Não sei é se, com isso, arranjei “lenha para queimar-me” ou se, bem pelo contrário, fui ao encontro de tantas pessoas que se identificam com o que escrevo.
O facto de escrever não faria de mim uma escritora, se se tratasse de uma circunstância ocasional. Bem pelo contrário, eu sinto um permanente comprometimento com a prática da escrita, até para manter a minha sanidade mental. Lamento só que esta minha vocação reflicta, frequentemente, os dramas que vivi ao longo da minha vida pessoal, na minha tentativa de neutralizar os efeitos que provocaram em mim. Tranquiliza-me, porém, o facto de haver sempre a possibilidade do leitor ignorar-me.
Com que moral é que nós, adultos, nos sentimos no direito de exigir dos jovens formação, educação e respeito, quando não lhes são facultados, na base, os fundamentos a que têm direito para o conseguirem?
Com que direito pretendemos que os jovens se preparem para o futuro quando o presente que milhões de adultos estão a proporcionar-lhes é deplorável?
Para que possamos pretender dos jovens uma boa formação, nas suas várias vertentes, impõe-se facultar-se-lhes, no presente, o direito às bases – também estas nas suas várias vertentes – que lhes proporcionem a possibilidade de realizarem o que nós, adultos, pretendemos deles.
Quando um ser do sexo masculino nasce, é portador de uma certeza:
a igualdade de direitos e deveres entre ele e o sexo feminino,
independentemente das diferenças biológicas que os caracterizam.
A Natureza se encarregará de neutralizá-las de forma a coexistirem
em perfeita sintonia.
Face a certas notícias deploráveis que leio diariamente, por vezes tenho a impressão de sentir a minha alma gritar-me ao ouvido para parar de ter a esperança de que o mundo vai melhorar. Não devendo abandonar a minha necessidade de manter-me informada, busco formas de travar os meus ocasionais ímpetos de revolta interior pelo que vai acontecendo, mas não é fácil. Há actos que tento ultrapassar, muito embora com grande dificuldade, mas fica a martelar na minha mente uma pergunta: em qual direcção estará a humanidade a desejar seguir, uma vez que, apesar dos esforços que pessoas de bem tentam pôr em prática - no sentido de acabar com os hediondos crimes que acontecem todos os dias - as estatísticas revelam resultados frustantes que nos estrangulam toda a esperança que possamos desejar manter.
Fico perplexa quando leio que alguém, numa determinada localidade onde é considerado/a pelos vizinhos como uma pessoa cortês, educada - enfim, uma boa pessoa! - inesperadamente surpreende todos com a atitude macabra de matar, com hedionda barbaridade, alguém a si ligado/a, atitude essa reveladora de um ódio profundo pela vítima quando, aparentemente, na opinião dos referidos "todos", sempre havia revelado amar, profundamente, a pessoa que acaba de matar. Isto leva a uma lenta mas bem fundamentada razão para duvidarmos de toda e qualquer pessoa, o que é revoltante! Mas que mundo é este que estamos a tentar mudar, no sentido de ser gerada confiança no futuro quando, simultaneamente, a realidade coloca-nos perante um cenário tão cinzento e tão sombrio? Desagrada a qualquer ser humano, de "mente mente sana in corporeo sano", dever acreditar que ninguém é fiável, mas impõe-se que aceitemos esta tristíssima realidade, se pensarmos nos nossos filhos e nos nossos netos, bem assim como nas crianças que, inúmeras vezes também, ficam abandonadas a si próprias, envoltas no mistério de tanta coisa que não entendem e que os marca para sempre.
É um facto real que, ao longo da história, foram praticados actos de extrema violência, mas estamos a viver uma muitíssimo recente viragem, no nosso país, viragem essa aparentemente inspiradora pelos esforços que estão a ser feitos no sentido anti-corrupção, anti-crime, anti tudo e mais alguma coisa, e o resultado não está a gerar o que se pretende. Está em processamento uma luta real pela renovação da sociedade, em prol de valores que sabemos estarem em degradação, mas os resultados desejados estão a ser desgastantes e de grande frustração, por contra-acções paralelas. Tal luta carece de um forte 'background' de apoio estatal. Vejamos o que está a acontecer relativamente
a) à violência social,
b) à péssima conduta de orgãos de soberania responsáveis,
c) à desonestidade de quadros com altos cargos em grandes potências económicas,
todavia, tudo parece continuar “em modo conveniente”. E conveniente para quem? Para um certo núcleo de gente!
Resiliência parece ser a única ferramenta a que poderemos recorrer, mas trata-se de uma arma muito pouco abrangente, se pensarmos no muito que está a ser exigido de todos nós, nos mais variados campos, levando ao desespero total dos mais fracos de espírito e/ou de menos sólida formação.
Esta minha saudação especial vai para todas as pessoas que, neste momento, choram a morte de um ente querido, com particular relevância, desta vez, para os familiares de quem morre em consequência das inaceitáveis negligências que têm ocorrido no Serviço Nacional de Saúde Português. Tais negligências exigem acção imediata da parte do Estado, para bem dos que sofrem e dos que vêm sofrer. Nem todos têm a possibilidade de recorrer aos cuidados médicos de uma instituição privada, até porque o que recebem, mensalmente, não chega para as despesas básicas do seu agregado familiar.
Nunca pensei assistir a esta vergonhosa situação, que tanto me afecta.
É inconcebível que haja monstros predispostos a matar, sobretudo crianças, puras representantes do amor em toda a sua plenitude, com o objectivo de impor as suas doentias ambições. Recorrem à força incomensurável de invenções concebidas para a destruição, sempre que aquilo que pretendem não for aceite através de conversações entre cada nação envolvida no que os desespera. Matam em massa inocentes, sem o mínimo de constrangimento.
Vou repetir-me: - Convidem-se mutuamente para um confronto corpo-a-corpo, gladiando-se entre si, e deixem viver a vida quem nela foi inserida sem opção de escolha ou qualquer culpa.
- Lê, lê muito!
- Analisa com muita atenção o conteúdo de cada livro que escolheste.
- Sobre cada matéria de teu interesse busca, com entusiasmo, outras opiniões, outros dados de autores de prestígio.
- Não deixes o que foste lendo permanecer arquivado no teu cérebro, sem que te dês a oportunidade de construires a tua própria opinião.
- Cultura livresca não chega, não te torna culto/a. Só te fornece informação, mas esta, necessita de ser submetida ao teu julgamento, depois de teres colhido o máximo possível do conhecimento de mestres na matéria.
- O que, finalmente, concluíres ajustar-se a ti, ou parecer-te mais em conformidade com o aceitável, essa será a tua cultura, não a cultura de outros.
- Mantém-te sempre aberto/a ao aparecimento de conhecimentos renovados. O CONHECIMENTO, seja do que for, NÃO É ESTÁTICO. Manter-se-á SEMPRE DINÂMICO.
O povo português é massacrado diariamente com longos períodos de publicidade durante os programas de televisão, noticiários, sites de convívio social, etc., etc.; publicidade essa absolutamente imprescindível como fonte de receita de quase todas as empresas de comunicação. Representa, porém, um “ataque massivo” à resistência psicológica de cada um. Naturalmente, os importunados poderão sempre, naqueles quinze, vinte minutos – ou o que quer que seja – aproveitar esse período para fazer quaisquer tarefas pendentes de atenção. Contudo, os interessados em promover as suas marcas só beneficiam, eventualmente, dessa publicidade com as pessoas que estiverem permanentemente dependentes da televisão ou de qualquer outro transmissor de publicidade.
E se a publicidade – fastidiosa, maçadora – fosse transformada em curtos vídeos humorísticos, de diversão, sobre o produto a promover, acabando por produzir um efeito positivo em vez de instantes de verdadeiro repúdio? Seria uma forma cativante de transformar “um grande peso” em “uns minutos de boa disposição.” Conheço esse sistema, praticado em Itália, por exemplo, há muitos anos – e até em Portugal, muito esporadicamente. Todos ficariam a lucrar com isso, certamente. Ou não? Imagino que esta sugestão ficaria mais cara, mas num tempo necessariamente curto, é provável que se sentissem bons resultados. O povo português já está demasiadamente massacrado pela vida.
Capa da revista "TELENOVELAS"
Soma… e soma… e segue!
Haverá alguém que negue
que certas pessoas, sem graça,
se nutrem com a desgraça
de explorar males de base
carecendo de catarse?
Sinto que esta revista
tem um propósito em vista,
quando promove a agressão
com chamadas de atenção
para tantas telenovelas.
… Elas bastam-se, só por elas,
para aumentar audiências…
Dispensam bem diligências
que acabem por piorar
- sem receio de exagerar! -
um cenário paradoxal
que agravou, em Portugal:
o aumento, na juventude,
de falências em certas mentes,
claramente doentes.
………………………………..
Implora-se clemência
para tanta prepotência!
Parem de enfatizar o crime!
A vossa capa… deprime!
Quando, há dias, alguém me disse que um dos meus poemas, intitulado "A Força do Trabalhador", escrito em 1985, me vincula à esquerda, politicamente, fiquei surpreendida. Naquela altura, eu já estava desligada de qualquer ideologia política que não fosse a de defender, acima de tudo, a boa formação de cada membro de um governo, para que a justiça social se tornasse uma realidade e não a pouca vergonha a que assistimos frequentemente. Estávamos - e estamos ainda - a viver a era do individualismo mais vergonhoso de que tenho memória, em que uma escandalosa maioria zela apenas pelos seus interesses pessoais, protegendo o próprio "umbigo". Esse umbigo parece estar enfiado numa redoma, como se assim fosse possível protegê-lo da usurpação de tudo o que considera ser seu e só seu. Só que, muitas vezes, esquecem-se de que a redoma é de vidro. O referido poema foi escrito em função daquilo que a minha sensibilidade me ditou… e nada mais. Haverá alguém que duvide da função importantíssima do trabalhador? Eu não mencionei no poema que defendo as opções políticas de certos — ou de todos — os operários. Tal abordagem seria um campo vastíssimo que transformaria esta simples nota num grande "calcanhar de Aquiles".
Quero, tão simplesmente, deixar claro o meu desejo de que não me sejam atribuídas tendências políticas que não defendo, apenas porque acredito que o operário tem um papel muitíssimo relevante na prosperidade económica de um país — isto para não mencionar muitíssimas outras áreas. O que seria das empresas se eles não existissem? Cada vez mais, é necessária uma boa formação profissional e cultural para que o operário possa sair do "status" em que foi colocado. A sua importância é tão grande que me parece mesmo indiscutível. Prefiro lidar com um operário competente do que ser confrontada com a incompetência de certos "doutores", enfarpelados e com gravatas ao pescoço em jeito de forca.
Causa-me náuseas ver esses indivíduos pavonearem-se pelas empresas, exibindo um ar de tamanha "importância" que chega a desagradar. E, quando os enfrentamos, humildemente, olhos nos olhos, para encontrar soluções para questões que a nossa honestidade exige resolvermos, deparamo-nos com um imbecil. Esse imbecil não exibe outra coisa senão obediência, óbvia e incontestável, às "regras do jogo" da empresa para a qual trabalha. Tais regras poderão até ser justificáveis e, consequentemente, aceitáveis por quem se submete a elas. O problema surge, porém, quando o funcionário faz o outro sentir-se miserável face à sua arrogância e excesso de prosápia, "depenando" argumentos de defesa que ofendem qualquer cidadão menos atento.
É evidente que, muitas vezes, um funcionário com essas características é admitido propositadamente, porque o seu perfil convém aos quadros da empresa. Ele possui tudo o que é necessário em obediência a um sistema organizado num determinado sentido. Além disso, precisa de trabalhar e receber o seu ordenado. Não é isso que fazem, também, as prostitutas? Aquilo que distingue uns dos outros é, entre outras coisas, uma questão de funções, cargos, preferências, integridade moral, opções e qualidade de vida.
Quando a idade avança e uma pessoa passa a ser considerada idosa, se ela tem uma “mente sana in corporeo sano” e sente que os outros começam a tratá-la como se estivessem a lidar com alguém com indícios de alzheimer ou dementia – que sabe não ter – pode estar a “assinar-lhe” um tratado de incapacidade “non-valido”, por distúrbios que não existem nela. A pessoa pode, muito simplesmente,
a) estar a abusar do uso da sua capacidade intelectual, na sua idade.
b) estar a ser perturbada por problemas de vária natureza, tais como abandono de familiares ou
amigos,
c) ter situações que, na sua idade, podem muito bem estar a perturbá-la profundamente.
d) etc..
Estes exemplos podem estar a magoá-la, causando-lhe um desvio da sua concentração para esses seus dilemas, de tal forma que lhe provoquem, permanentemente ou não, distracção relativamente a coisas importantes, distracção essa que passará a confundir quem lida com ela. Todavia, há que ter em consideração, quando se trata de uma pessoa de mente sã, que ela estará, eventualmente, atenta a essa nova forma de tratamento, com a qual passará a ter de lidar, sentindo-se sã, mas diminuída. Esta forma de tratamento poderá levá-la a uma permanente tristeza, perante a sua incapacidade pessoal de lutar contra “quem pode mais do que ela” _seja ou não familiar. Assim sendo, começa a notar-se, muitas vezes, o início de sintomas que dói o coração de quem a trata, mas que esta insiste em manter, por ignorância, fazendo com que a pessoa idosa passe a sentir-se condenada a incapaz. É triste, mas acontece todos os dias, e essa pessoa poderá passar a ter o que sempre receou.
Não seria óptimo - caso ainda não exista - criar-se uma disciplina extra nas escolas sobre como lidar, com respeito, com idades avançadas, e até com crianças? Aprenderiam a respeitar essas duas fases da vida tão importantes e, paralelamente, na escola iriam poder corrigir o que tantos pais, por vezes, são os primeiros a praticar erradamente.
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A Nação está afundando numa onde de
• supostas verdades, comprovadamente mentirosas;
• ganância incontrolável dos ladrões de alto gabarito, cujos actos provocam situações dramáticas em muitos
sectores;
• maus valores, nos quais o pudor e o respeito pelos outros são quase inexistentes;
• ausência absoluta de humanidade em pessoas julgadas como sendo, supostamente, competentes para
assumir o comando de cargos importantes ;
• consumismo compulsivo, em detrimento de uma cuidadosa análise para ver se o que se compra é mesmo
necessário;
• conflitos sociais generalizados, os quais afectam a mente e, consequentemente, a vida de cada um;
Lamentavelmente, se estávamos muito mal em 1974, estamos consideravelmente pior hoje, e sem perspectivas de soluções aceitáveis que possam pôr fim ao drama existente em muitos lares. Estamos de tal forma que nem o tão precário turismo que temos poderá salvar o deplorável estado em que o país se encontra.
O período mais significativo na construção da minha estrutura mental e psicológica de hoje, decorreu entre 25 de Abril de 1974 e o tempo actual. Antes desta data, nada do que fiz na minha vida tem seja o que for a ver com aquilo que eu teria feito se tivesse a consciência que tenho hoje, contudo, devo salientar que as mudanças que se operaram em mim, não foram imediatas. Decorridos tantos anos, em que fui acumulando conhecimentos e experiências de vária ordem, ganhei consciência do que estava mal em mim, parcialmente em consequência de traumas que tenho procurado ultrapassar da melhor forma, e sem ajuda especializada.
Depois de um episódio a que dei o título “A minha primeira desilusão”, muitos outros semelhantes aconteceram, mas eu sou perita em desenrolar novelos que estão cheios de fios embaraçados, embora nem sempre com sucesso. Quando consigo, fico com uma profunda sensação de felicidade pela "missão cumprida". Que outra coisa melhor fiz, na minha vida? Talvez criar os meus seis filhos; acarinhar – sempre que possível - os meus catorze netos; amar as crianças em geral, incondicionalmente; olhar os lírios dos campos nos momentos mais críticos; admirar o sol que nos aquece e a água que nos refresca... Sim, porque as marcas que me ficaram dos muitos pontapés dados em pedregulhos que me foram colocando nas estradas por onde fui caminhando em busca de novos caminhos, foram tantos, que os pés que hoje mal me seguram na posição vertical, perderam muito da sua magnífica resistência.
A minha vida é uma tela a duas cores: o azul da lealdade e o branco da verdade. Tem muitos pontos negros de amargura, e lindos pontos brancos de ternura. A clara indefinição de traços é fruto da falta de abraços.
Data da criação deste conteúdo: 2009-05-31 Imagem: Tim Mossholder
Relativamente ao género de poesia que escrevo, por vezes sou confrontada com perguntas sobre o porquê duma tendência para a melancolia, ou até para uma certa rudeza quando abordo alguns temas, razão pela qual decidi escrever este manifesto.
Escrevo sobre sentimentos, negativos ou não, ou sobre acontecimentos que mexem com as minhas fragilidades, das quais urge me liberte, daí - regra geral - o género da minha poesia. Ela é o eco de desabafos que faço comigo mesma, num espaço etéreo muito meu, criado por mim. É nele que grito, silenciosamente, as dores das minhas cicatrizes, ou as razões que me deram a força que tenho tido e que quero se mantenha, enquanto puder. Terminada a construção do tema, regressa a mim a alma que conservo de raiz: resiliente, pronta a enfrentar a vida com superação de males pessoais, ou do mundo, e com o espírito aberto a um futuro desejável e – por que não? - feliz!
Sendo eu uma cidadã atenta ao que se passa no meu país, e no mundo, será que terei motivos para encher o céu de sol quando o vejo coberto de nuvens?
Tanta cabeça a pensar
sem nenhuma conclusão...
Navegamos às escuras
num mar de desolação.
Isto lembra-me uma quadra
que escrevi, tipo arremesso,
como cachorro que ladra...
mas ninguém lhe dá apreço:
"Uma acção, quando adiada
por o velho retardatário,
promove o veloz sucesso
de um qualquer adversário."
Senhor Primeiro-Ministro,
salve o País da pressão
e desespero sinistro,
que reina entre a multidão.
Que quadro é este que vemos?
Que valores são defendidos
pelos governantes que temos?
São inaptos assumidos?
Estando a Saúde no topo do que considero ser um dos ‘ingredientes’ mais importantes para a construção de uma sociedade digna, estruturalmente sã em todos os sentidos, atrevo-me a concluir que Portugal caminha, a passos largos, para uma total degradação social, onde acabará por imperar a robustez de quem é muito rico, em detrimento de quem é extremamente pobre. Estes últimos não poderão, portanto, recorrer à medicina privada, tendo que sujeitar-se a esperar por um qualquer milagre que evite o infortúnio de ir sucumbindo lentamente, se a sua saúde continuar a depender do péssimo e inadmissível Serviço Nacional de Saúde actualmente existente em Portugal. Aplicar “remendos” numa estrutura extremamente fragilizada fragmenta cada vez mais a sociedade em geral.
No nosso país impera a riqueza; o resto é pobreza. Se fizermos uma cuidadosa análise do que está a passar-se neste momento, em todas as vertentes da nossa sociedade, verificamos que os ricos continuam a viver uma vida que representa uma afronta à situação de tantos pobres, que vivem com um miserável salário mínimo ou mesmo com um subsídio de reinserção oferecido pelo Estado àqueles que, por terem recorrido a drogas na sua fuga a uma ou outra triste realidade, acabaram por arrastar-se até ao limite da suportação do que quer que seja. E não me venham com argumentos encobridores da realidade desta degradação, pois só cada um saberá por que caiu na desgraça. Haja Humanidade consciente em quem governa um país estruturalmente degradado há tantos anos. Poucos países terão tido a possibilidade e a honra de libertar-se da opressão em que viveram ou vivem, da forma como conseguiu Portugal durante a noite de 25 de Abril de 1974; foi uma revolução feita com dignidade… e em paz! É lamentável que o que veio depois dessa data, até hoje, esteja a demonstrar ao mundo que não se pode exigir de uma árvore frutos sãos se a sua raiz carece de saúde há tantos anos.
Do abandono de um idoso, perpetuar-se-á o eco do seu silêncio angustiante, após a sua morte. Os surdos continuarão a não ouvi-lo... E os que gerem a sua espera da morte, manter-se-ão surdos até quando?
Senhores Directores de jornais, de revistas, de televisão, de sites de comunicação, etc., etc., etc.. Volto à desagradável forma como pretendem convencer os destinatários daquilo que anunciam, a aderir de imediato ao que pretendem com a V/ publicidade. As expressões a que V. Ex.ªs recorrem todos os dias, quer seja como promotores de vendas, quer seja como promotores de conhecimento ou mesmo para aumento de audiências, não me parece sejam elegantes, a despeito do quanto possamos estar-lhes gratos pelos conhecimentos, mais ou menos úteis, que possam proporcionar-nos, Trata-se de um intercâmbio de interesses e, até aí... quem não estiver satisfeito saberá muito bem o que deverá fazer: muda de fonte de transmissão ou busca qualquer outra forma de lidar com a publicidade. Considero que há uma coisa a ponderar no Vosso trabalho: os transmissores dos variadíssimos conhecimentos que quererão sejam aceites pelo público, não devem, de forma alguma, tratar as pessoas a quem se dirijam, como se fossem peças de submissão às vossas ordens. Seria de toda a conveniência acabarem de uma vez por todas com as expressões:
Enfim! É um bombardear de exclamações irritantes, que só merecem uma resposta:
É JÁ A SEGUIR!
Seria mais gentil, e até cativante, cancelarem o impasse que o uso do termo “JÁ” confere à frase, isto é, prepotência com sabor a comando... e passassem a uma forma mais de sujestão, ou de convite. Sabemos que os prazos para obtenção de vantagens deverão ser respeitados, mas mesmo assim, seria muito mais agradável usar uma forma mais suave de alertar o público para esse facto. Não devem negligenciar que as pessoas já vivem pressionadas pelo tempo todos dias da semana, e a forma como se dirigem a elas, repito, depois de um dia inteiro de pressão, torna-se verdadeiramente desagradável.
Sei que escrever um manifesto para extravasar injustiças que possam estar a amachucar, ou ter amachucado, a minha alma, será sempre apenas um “audaz manifesto de protesto”, pois nunca será lido pelo destinatário contra o qual me expresso, revoltada. Todavia, como sou contra toda e qualquer forma de abafo... desabafo!
1. Um governo, ou sucessivos governos, em que os elementos que dele fazem parte, mais do que
governarem, governam-se, dificilmente levará a sua missão a bom porto, seja qual for o partido nele
dominante.
2. Além disso, tratando-se, eventualmente, de governos de coligação, o objectivo pretendido deverá
ser sempre o de conseguir uma harmoniosa coordenação entre os vários ministérios de que é
composto, sem que cada um “puxe a brasa à sua sardinha” - o que requer muita competência, muita
tolerância, e muito conhecimento das necessidades dum país onde há todo o tipo de pessoas: de
direita, de esquerda, de extrema direita, de extrema esquerda e/ou de coisíssima nenhuma... porque
vivem amarrados a partidos como se de clubes de futebol se tratasse… Também aqui, torna-se
muitíssimo difícil chegar ao referido “bom porto”. Estes, podem mesmo acabar por provocar a
ascenção de uma ditadura, quer de direita, quer de esquerda!
3. Depois, muito para além da tendência política de cada elemento de um governo, há a sua reputação
e idoneidade, quando postos em causa a partir de acções praticadas, inúmeras vezes camufladas com
o tal “manto diáfano da fantasia”, a que já tenho feito referência.
Concluindo…
Sendo eu absolutamente apartidária, sinto-me à altura de poder olhar o cenário deste meu querido país, neste momento, da seguinte forma:
ESTAMOS METIDOS NUMA GRANDE ALHADA, BORRIFADA COM AFIRMAÇÕES DISPARADAS ATRAVÉS DE DISCURSOS EUFÓRICOS DA PARTE DE CADA UM DOS ELEMENTOS NA BERLINDA: AD, PARTIDO SOCIALISTA E CHEGA!
BASTA!
Escrevo, apago, volto a escrever; registo no papel ecos do meu eu, do que penso hoje a meu respeito ou do que gostaria de ter pensado no passado, antes de ter assumido certas posições que marcaram o meu futuro para sempre. Não gosto de negligenciar a forma como reajo perante cada obstáculo, tal como não devo "encher de pompa e circunstância" um acto aparentemente bem-sucedido que, com o decorrer do tempo, possa vir a revelar-se um fracasso. Será por isso, talvez, que começo a sentir-me frágil em cada momento em que tenho de tomar uma decisão importante, sobretudo quando essa decisão envolve o futuro dos meus filhos.
Presentemente, no meu dia-a-dia, faço o que posso, não o que gostaria de fazer. Vivo como posso, não como gostaria de viver. Deixo-me vaguear ao sabor do tempo e das minhas possibilidades. Para quê ordenar ou organizar ideias, quando hoje somos mais vítimas do tempo do que vencedores na corrida para alcançar um determinado objectivo? Quando pensamos que estamos quase a alcançar a vitória, cai-nos em cima mais um problema que, ao tentarmos ultrapassá-lo, acaba por nos deixar absolutamente desiludidos, levando-nos a perder a vontade de seguir a estrada da vida que escolhemos e a dar prioridade ao que é, na verdade, prioritário.
Hoje, já não sou a mulher lutadora e cheia de garra com que os outros sempre me identificaram, muito embora conserve ainda a pretensão da sua existência. Contudo, vivo-a sozinha. Sempre que posso, evito que os outros se apercebam dela, pois dura apenas umas curtas horas. Assim que percebo que se torna nefasta, encho o peito de ar e vou à rua dar uma volta, se ainda for cedo. Se não for, reduzo-me à insignificância que me foi atribuída pelo Universo. Só não danço porque teria vergonha de o fazer sozinha, não vá eu convencer-me de que estou a endoidecer. Todavia, como sempre acontece nas minhas santas noites, quando vou para a cama, durmo consciente de que tudo parecerá melhor no dia seguinte.
Desisto, por hoje, de alongar esta minha tentativa de escrever. Se insistir em continuar a procurar o fio neste novelo sem jeito, acabarei por sair desiludida. Pese embora nunca tenha sido mulher de desistências, o bom senso exige-me que tente desistir de continuar este manifesto de luta por extrair o que não encontro. Voltarei a tentar amanhã, no meu tempo livre.
Tempo livre? Quem ousará usar esta expressão quando se trata de velhos? É aquilo que lhes terá sido dado em maior quantidade, como condenação perpetuada no curto espaço daquilo a que teimam chamar existência…
Para ver o vídeo clique no link: https://www.youtube.com/watch?v=IerSNKA9DPw
Palavras de Dimash Qudaibergen sobre “THE SOUL OF HUMANITY":
"Hoje, sentado no meu quarto, pensei muito no futuro da nossa gente, do futuro da nossa família. Observei muitos vídeos de crianças da guerra, apanhando migalhas do chão para fazer sopa com elas, sopa apenas com o sabor de pão e cimento.
Por que é que isto acontece na vida? Por que é que tanta gente passa fome durante o melhor período das suas vidas? Por que se gastam bilhões em guerras, quando podem ser gastos em salvar milhões de vidas no mundo? Por que precisam deste dinheiro sujo? Vocês não o levarão convosco quando morrerem. Provavelmente a nossa geração jamais verá o dia em que não haverá guerra nas nações.”(sic)
Não resisti à tentação de trazer hoje à minha página este famoso cantor, oriundo do Cazaquistão.
Embora este texto, acima transcrito, esteja inserido no CD “THE SOUL OF HUMANITY”, vou deixo aqui o vídeo relativo a “THE STORY OF THE SKY”, um trabalho impressionante interpretado por Dimash Qudaibergen que, na minha humilde opinião, colocou-o, como intérprete, numa plataforma ainda mais acima daquela por que era já conhecido, relativamente à qualidade das suas interpretações anteriores. Sendo já um dos melhores do mundo - se não o melhor - Dimash atingiu um grau de excelência nunca atingido até hoje, tanto quanto conheço.
Recordo hoje um manifesto que escrevi em 2012. Onze anos decorridos... parece que foi ontem… O panorama agravou de tal modo que começo a acreditar no estoicismo da humanidade que tenta “segurar a barra” que esperamos não vergue perante a sede de matar que têm os muitos (Des)humanos para quem a vida de milhões de pessoas nada significa.
“MAS AS CRIANÇAS, SENHOR, POR QUE LHES DAIS TANTA DOR, POR QUE PADECEM ASSIM?”
Excerto do poema “Balada da Neve”, de Augusto Gil
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REMANDO CONTRA A MARÉ
Gostaria de acreditar que este caos em que vivem as nações, mesmo as que se pensava mais estáveis, não permanecerá assim durante muito mais tempo, porque algo de muito bom acontecerá, inevitavelmente. Estamos a caminhar na direcção errada. A inoperância de certos programas, a indiferença e a incapacidade de certos governantes, a inflexibilidade de certos sistemas políticos, totalitaristas - e outros bem disfarçados - levam-me a admitir que o mundo está a seguir uma rota capaz de conduzir-nos a um fim indesejável. Não fosse a força de certos seres verdadeiramente interessados em levar importantes temas a discussão em inúmeras reuniões internacionais e estou convencida que já teríamos tido uma Terceira Guerra Mundial. Constitui uma constante ameaça à Paz Mundial o ódio gerado entre algumas nações, seja porque seguem ideologias políticas antagónicas, onde não há espaço para atitudes de tolerância e de aceitação do respeito que cada um merece, seja porque o facto de serem países ricos em petróleo os torna gananciosos, ou - talvez mais grave ainda - porque esse ódio é resultante de diferentes convicções religiosas. Entretanto, há nações muçulmanas, fundamentalistas, que constituem uma ameaça pela sua cada vez mais crescente aquisição de tecnologias modernas para o fabrico de armas nucleares e, portanto, porque de fundamentalistas se trata, não podemos deixar de vê-los, também, como uma ameaça à Paz, devido às suas fanáticas crenças e ambição de aumentar o seu poder através da aquisição de armas nucleares sofisticadíssimas. Tal é ocaso da Índia, Israel e Paquistão.
Paralelamente à crise mundial, que é um facto indubitável, como se sabe, assiste-se ao crescimento de potências como a China Comunista, que está a fazer tremer os alicerces económicos de certos países da Europa. Não sei até que ponto a abertura que lhe foi concedida para comercialização dos seus produtos a nível internacional e, consequentemente, o seu enriquecimento devido ao considerável aumento das suas exportações, não venha a ser irreversivelmente lamentada, sobretudo pelo ocidente. Com a entrada no mercado de produtos chineses a um baixíssimo preço, o que temos de considerar ser bastante bem aceite por quem vê as suas possibilidades financeiras cada vez mais afectadas pela crise, vimos muitas empresas acabarem na falência. Isto é um facto indiscutível e não se vê forma de isso ser evitado porque a moral da maior parte dos fabricantes só lhes permite lutar por um objectivo: atingir elevado número de vendas, com lucros exagerados. Sabemos que o preço pago pela mão-de-obra é elevado, mas também sabemos que, dificultando a importação de produtos da China e de outros países que praticam o abuso de pagarem baixíssimos valores aos operários, que vivem miseravelmente, iria pôr termo a este tipo de exploração. Esta medida, aliada à de contenção nos lucros dos fabricantes iria certamente contornar, também, o problema. Não sendo assim, gera-se um ciclo vicioso que só beneficia e fortalece esses países, capazes de recorrerem à mão-de-obra barata, pois enquanto os outros enfraquecem, eles tornam-se fortes potências mundiais, as quais passam a constituir, igualmente, uma outra ameaça quando, a par deste crescimento, sobretudo em países de governos totalitaristas, surge a sua corrida ao armamento nuclear.
Eu não acredito, portanto, que o mundo esteja a seguir o rumo que convém à construção duma política de actuação correcta por parte dos governos a qual, se conscientemente pensados e estruturados os seus fundamentos, iria permitir vivermos num mundo, senão perfeito, que contemplasse...
- acabar com o espírito do lucro excessivo,
- dar dignidade a quem está a passar por grandes dificuldades económicas no seio das suas
famílias, onde a fome e o desespero se instalaram,
- dar à Natureza o seu direito de não ser agredida por constantes gestos dum menefreguismo que
revolta,
- dar à criança o seu direito a um crescimento são e tranquilo,
- dar a cada um a tranquilidade de saber que não precisará de ser rico para ter saúde,
- dar a cada criança uma educação digna de orgulhar-se quem dela irá beneficiar, i.e., ela própria,
em todos os sentidos, quando adulta.
Para quando podermos acreditar que tudo isto possa ser possível, se continuamos a assistir à defesa de estratégias materialistas onde a avaliação de valores tende a favorecer o tacho de grandes egoístas, em vez de respeitar o bem-estar de quem sofre? Lutemos por uma resposta traduzida em actos, não em discursos que há muito nos saturam, feitos por gente que se tornou indiferente à luta de que carecemos. Não necessitamos de conversa da treta, tida para satisfazer a sede de protagonismo de muitos vendedores da Santa Banha de Gibóia, que não cura absolutamente NADA. Precisamos, URGENTEMENTE, isso sim, de Homens de Boa-Vontade para os quais o seu bem-estar pessoal está intrinsecamente ligado ao bem-estar do seu próximo.
Data do texto original do manifesto "Remando Contra a Maré":
2012-11-20
Data da recriação deste conteúdo:
2023-11-06
É com profunda tristeza e inconformada perplexidade que, quase a completar oitenta e sete anos de idade, e depois de ter vivido trinta e seis anos de uma ditadura, mais cinquenta de uma democracia adulterada, vejo o meu querido país afundar-se numa onda de conflitos internos de toda a ordem, cuja causa reside, sobretudo, em situações como:
- Má orientação do SEF que tem de gerir cerca de um milhão de imigrantes no país, nomeada e principalmente porque se trata de gente a mais - dadas as condições económicas existentes. Nota: Que esta referência ao problema não seja julgada como sendo uma reacção contra a imigração, mas sim contra a má gestão de um problema tão importante, má gestão essa que está a gerar violência e desconforto em muitos pontos do país.
- Má gestão de um acumular de situações onde impera o desespero de quem carece de bases mínimas de sobrevivência e de assistência médica e que, no desespero, perde o controle da racionalidade e gera o caos e o medo por todo o país, através da prática de assaltos, violência de vária ordem, homicídios, etc..
- Ganância indecorosa de certos irresponsáveis aos quais, pelas razões que todos conhecemos, certamente, é-lhes dada a possibilidade de candidatarem-se a cargos superiores de elevadíssima responsabilidade sem que, previamente, seja explorado, ‘a pente fino’, o seu passado. No tempo, certos elementos poderão acabar por revelar-se possuidores de uma inadmissível desfaçatez, praticando actos condenáveis, e pretendendo, talvez, não serem descobertos, e/ou considerarem-se imunes ao castigo respectivo, daí resultante.
Sobre os protagonistas desta terceira alínea, atrever-me-ia a perguntar a quem propõe a sua candidatura, ou mesmo a quem a avalia, em que base fundamentou a sua análise do candidato, ou candidata. Custa-me aceitar que uma pessoa que, durante o seu mandato, supostamente, cometeu crimes contra a nação, nunca tivesse revelado certas características duvidosas. Será a sua ganância de enriquecimento tão cega que não receia as consequências dos seus actos? Se não conhece as leis, antes de cair em tentações deveria procurar saber em que labirintos se irá meter. Não fazendo isso, só prova a estreiteza das suas capacidades. Os actos ilícitos que possa, eventualmente, praticar, indiciarão não só carência de inteligência mas, também, a existência de uma inaceitável astúcia que, provavelmente, possa ser confundida com uma elevada capacidade de argumentção através de convincentes discursos, onde o recurso a argumentos ‘politicamente correctos’, possam ser-lhe muito convenientes. Os exemplos já são tantos que perguntaria ainda, sobre estas pessoas:
• sentir-se-ão superiores à máxima: “A lei é dura! Cumpra-se a lei!” ? • seriam eles já useiros e vezeiros na prática do pequeno crime? • a sua ganância atropela seja o que, e quem for, para alcançarem o que pretendem? • ou sofrerão de doença mental?
Só posso supor que quem aprova ou sugere um candidato deste calibre, provavelmente nunca teve a mínima desconfiança que o levasse a suspeitar da uma ávida e cega ganância de enriquecer à custa de milhões de pessoas em séria luta pela sobrevivência. Depois, através de uma hábil queda para a elaboração de discursos especiais, esses candidatos a “pessoas importantes” lançam ao povo mais ‘clubista’ e menos informado, uma série de promessas “engravatadas”, povo esse que, em tempo de nomeações, opta por eleger o candidato que melhor convenceu, como se de um clube de futebol se tratasse.
Conclusão: Face à delicada situação, em que Portugal, compreendo que, actualmente, não será fácil encontrar pessoas competentes predispostas a assumir a responsabilidade de ocupar lugares de grande responsabilidade, em todos os sectores do estado ou a ele ligados, daí o recurso ao que haverá disponível.
Por vezes somos surpreendidos com notícias sobre novas curas as quais nos carregam a alma de esperança, sejamos nós portadores da doença em questão, ou não. Tais notícias, porém, para os mais cépticos, levantam de imediato uma série de perguntas quando, mais tarde, se verifica que tais notícias foram um logro. Foi o que aconteceu com um texto escrito por mim em 2018-10-12, num dos meus blogues o qual, inicialmente, dava conta de uma invenção científica que traria esperança aos pacientes de uma determinada doença, mas também a todos os curiosos da matéria. A fonte teve o cuidado de cancelar a notícia original, o que motivou a correcção que também eu fiz naquele momento, 2021-02-19, relativa à interligação que eu tinha tido o cuidado de fazer. No entanto, irei manter a continuação do texto pois duplica o motivo inicial por que foi escrito.
Saberemos nós em quem confiar e no que confiar?
Mas que mundo é este em que vivemos, supostamente acreditando que os cientistas fazem descobertas para bem da humanidade e não para encher os bolsos de gananciosos sem vergonha, nem escrúpulos?
Que mundo é este que coloca interesses materiais numa plataforma onde a moralidade não chega? Amigos, há muitos anos que coloco as "verdades" que nos contam numa prateleira, em "quarentena", durante algum tempo. Contudo, essa quarentena não deverá durar tanto tempo que acabe por conduzir a "incertezas" quanto aos resultados obtidos e à consequente perda total de confiança no produto. No campo da saúde, um dos mais importantes factores será o de termos uma segura confirmação de ser verdade as "verdades" que nos vão contando, para que possamos ter uma alternativa da ciência a que possamos recorrer sempre que a medicina natural não der ao doente outro caminho. Pessoalmente sou uma acérrima defensora da prevenção através do que é natural e, daí a minha preocupação.
Que vergonhosa realidade a deste mundo em que vivemos com milhões de pessoas de braços caídos, incapacitadas de tomar decisões correctas perante as "verdades" tristemente mentirosas que vão sendo passadas à população. Entretanto, quiçá os inventores de mais um tipo de pomada "Santa Jibóia" morrem empanturrados com tanto dinheiro que ganham à custa da confiança de quem acredita neles.
Claro que a indústria farmacêutica cria curas! Não concordo é com o abuso que se faz do uso de produtos químicos antes de serem tentadas alternativas tão naturais quanto possível ou, melhor ainda, usarmos a prevenção antes de termos de recorrer à cura. Há, porém, a necessidade absoluta de recorrermos, sempre que necessário, a um naturopata de absoluta confiança e NUNCA nos auto-prescrevermos com base no que lemos ou no que nos acconselham. Quando há situações de elevada complexidade, em que se impõe recorrer ao uso de um antibiótico, deveremos respeitar o conselho do médico em quem confiamos, mas não vejo com agrado recorrer-se, exageramente, à prática abusiva do uso do antibiótico, quando nem sequer se sabe de que mal o doente padece.
Data da criação deste conteúdo: 2022-06-29 Imagem: Nataliya Vaitkevitch
Está muito na moda comandarem-nos - quer na televisão, quer nos sites de comunicação social. Disparam-nos ordens, constantemente:
- Faça isto...
- Faça aquilo...
- Envie isto!
- Envie aquilo!
- Inscreva-se já!
- Telefone já!
- Encomende já!
- Compre já!
Mas que grande prepotência!!! É um verdadeiro assédio! Mas afinal o que somos??? Robots???
Seria mais bonito sugerirem, em vez de darem ordens...
A todas as pessoas que, tal como eu, têm um conhecimento apenas razoável dos malefícios de certos pesticidas, recomendo vivamente a leitura de uma notícia para a qual fui alertada hoje. Trata-se de informações relativas às PFAS-Substâncias Perfluoro Alquídicas, que são ácidos muito fortes, altamente perigosos para a saúde. A sua leitura será importante para se aperceberem dos perigos que corremos todos, relativamente ao que bebemos e ao que comemos diariamente, e o quanto podemos comprometer a nossa saúde, mesmo quando usamos certas substâncias na pele, e não só. Inicialmente li esta notícia na euronews.com, mas dada a grande importância do que acabava de ler, estendi a minha busca a outros campos de informação.
Cada vez mais convencida do que haverá, muito para além do que nos dão a saber, periodicamente faço uma cuidadosa busca de certas informações a respeito do que não deveria ser permitido vender-se, mas vende-se. Desta notícia, não tinha conhecimento.
Reforço o meu convite a lerem com atenção as notícias relativas aos links que transcreverei a seguir, numa tentativa de poderem optar por minimizar os riscos que correm em cada instante do vosso dia-a-dia, enquanto uma rigorosa legislação não seja posta em prática, e ponha um desejado fim ao que – aparentemente desde 1960 - vem sendo ignorado pela maioria da população.
a)
https://pt.euronews.com/green/2023/11/10/quimicos-eternos-novo-relatorio-afirma-que-sao-pulverizados-atraves-de-pesticidas
b)
https://www.ecycle.com.br/produtos-quimicos-eternos/
c)
https://sicnoticias.pt/especiais/curiosidades-da-ciencia/2023-03-02-Papel-higienico-uma-fonte-inesperada-de-quimicos-eternos-84e385ff.
Lamento considerar que a maioria dos canais de televisão portugueses têm programas que são uma verdadeira e lamentável fonte de conteúdos paupérrimos, num país que tanto carece de uma reestruturação a vários níveis. Os seus programas estão “encharcados” de conteúdos que em nada contribuem para o que seria desejável e que, pessoalmente, defendo, tais como:
- Conhecimento íntegro e genuíno de acontecimentos nacionais e internacionais, adquirido a partir de fontes de informação absolutamente credíveis; - Cultura geral, em variadíssimas vertentes; - Aconselhamento a nível geral e, igualmente, em várias áreas, sobre as quais reina uma inadmissível arbitrariedade de informação. - Programas exclusivamente concebidos com a perspectiva de cultivar nos jovens valores como integridade, verdade, respeito, humanidade e empatia.
De ver programas completamente carentes de qualidade já estará muita gente farta. Se os seus programadores necessitam, como é perfeitamente óbvio e natural, de recorrer aos anúncios como fonte de receita, seria bom que descobrissem criadores de publicidade que a tornassem leve ou até divertida, e não massacrante. Uma ponta de humor seria muito apreciada, algo que vejo raramente acontecer.
Certamente, muita gente que, eventualmente, leia o que estou a publicar sentir-se-á revoltada com esta minha transparência. Contudo, prezo muito a minha liberdade de opinião, a qual, tenho a certeza, não será única.
(Texto escrito e publicado em 2011. Onze anos volvidos, politicamente tudo continua como dantes)
Fico sempre muito bem impressionada quando bons críticos utilizam uma forma clara e precisa nas suas análises, tanto no que se refere ao comportamento nefasto de figuras políticas em relação aos interesses dos cidadãos, como aos interesses saudáveis defendidos por elas, cuja concretização não é possível devido ao obscurantismo que continua comodamente instalado no nosso país. Este texto foi elaborado precisamente com base numa crítica específica que li num blog, cujo texto não insiro aqui por considerar desnecessário pedir autorização para tal.
Programas adequados para o desenvolvimento cultural da população deveriam ser a base de medidas urgentes a serem implementadas por qualquer governo, em qualquer nação onde exista um elevado número de pessoas sem bases culturais sólidas. Quando me refiro a desenvolvimento cultural, falo de medidas revolucionárias a serem tomadas desde a base, visando a formação, em várias vertentes, de uma nova geração.
O sucesso dos 'vendedores de pomada Santa Gibóia' ainda ocorre devido ao elevado número de ignorantes, que, por falta de hábito e formação básica deficiente, não têm motivação para ler e são incapazes de compreender a maior parte das informações transmitidas. Esses manipuladores de promessas exploram a população de uma forma que perturba qualquer cidadão mais lúcido e informado – o que é, lamentavelmente, desagradável.
A agravar esta situação, a carência de cultura leva a tomadas de posição 'cegas' por parte daqueles que chamo de 'professores', que se julgam detentores de todo o conhecimento e não permitem que os outros aprendam. Essas atitudes, frequentemente transformadas em graves conflitos, dificultam a solução de problemas que poderiam ser resolvidos de forma democrática, mas que a referida carência não permite assimilar como sendo, em democracia, a forma correcta de ouvir e ser ouvido.
Assim, é urgente que os nossos políticos mudem de tática e comecem a usar uma transparência genuína (e não a manipulativa, que é perigosa), além de transformarem as suas promessas em discursos de verdade convincente. Seria bom, portanto, tentar de várias formas elevar o nível cultural da população menos informada, afim de ser atingido um maior grau de responsabilidade na escolha dos candidatos, não só para governar o país, mas também para assumirem lugares de chefia em outros sectores de interesse para o progresso da nação. É urgente formar pessoas de alma sã em corpo são, o que só poderá conseguir-se quando cada um tiver uma vida confortavelmente digna e de grande valor humano.
Data da criação deste conteúdo. 2011-02-16 Imagem: Harrison Haines
As bases duma cultura que poderá vir a distinguir-nos, residem na nossa entrega ao estudo e na nossa humildade em reconhecermos que sabemos apenas um pouco do muito que temos ainda para aprender. Pretendermos passar por “professores”, quando tanto precisamos de acreditar que ainda somos meros “alunos”, é pura enfatuação.
Só porque aprendeste já,
a dizer “Yes”, “Oui” e “Ya”,
não faz de ti um poliglota...
Isso é uma pretensão idiota!
Este poema é só meu,
a criadora... fui eu.
Sou a única implicada
no que escrever, revoltada.
Minha calma explodiu!
Sinto um enorme vazio
causado pela falência
de bondade... e de clemência.
Um egoísmo profundo
está gerando um mal imundo.
Há que encontrar uma via
de abolir a tirania.
Impera gentalha oca,
capaz de morrer em troca
de disparar sobre gente
absolutamente inocente.
Há monstros destruidores
por detrás dos bastidores,
a comandar, com mestria,
almas sem sabedoria.
Não posso acusar ninguém…
Não sabemos quem é quem,
mas trata-se dum compadrio
de almas duras e sangue frio…
Materialistas nojentos,
de humanidade isentos!
São aos milhões! Perigosos,
com intuitos asquerosos,
espalham terror pela Terra.
Os fracos usam a guerra
para impor uma ditadura,
e praticarem usura.
Temo que se rebele o anverso
do misterioso Universo.
Mais um ano decorreu, deixando para o próximo o pesado fardo de destruições maciças, execráveis na sua natureza, ceifando vidas e valores irrecuperáveis. Tudo porque alguém, algures, insiste em vencer, pelo uso da força, a batalha de interesses que a maioria da população mundial repudia. Esse alguém vê nas armas um trampolim para alcançar o domínio absoluto, onde só existe deferência por si próprio, ignorando o respeito pela vida. A paz que proclama é uma ilusão apodrecida, que apenas reforça o seu sentimento de invencibilidade enquanto ser humano.
Nada na vida é eterno. Tudo será efémero enquanto persistir a ganância pelo poder absoluto sobre tudo e todos. O mundo precisa de valores comuns a toda a humanidade, onde o respeito pela individualidade e pela vida de cada ser humano sejam os alicerces imprescindíveis para a construção de uma paz duradoura.
Procuro na escrita o que não encontro em ninguém, mas já não sei se escrevo ou se me deixo mergulhar nas pausas que o tempo me vai dando. Vou-me desfolhando lentamente, contando, um a um, os Bem-me-Quer, Malmequer, da minha vida de Mulher. Oh! Como eu gostaria de prolongar a minha existência! Quantas histórias irei deixar inacabadas, se me afogar num dos mergulhos que vou dando. Coragem e comunicação foram sempre as minhas armas de combate contra os ácidos da Vida. Não gosto da solidão. Umas vezes é flor, outras vezes um espinho, espetado no coração. Quando narro o que ficou escrito, nas palmas da minha mão, sinto o doce do mel, e o acre do limão. Quantas feridas se abriram em mim, sem um lamento meu e sem revolta. Foram muitas viagens que fizeram, de ida... e de volta. Fui Mãe nas horas de ponta e madrasta vezes sem conta, quando aquilo que exigia não se dissolvia nas águas em que me envolvia. Não! Não me tortura mais o Passado. Tortura-me o Presente. Esse sim, que é responsável pelo que sinto em mim. O meu corpo tem marcas, mas o meu espírito, não! Sou amor e desamor, numa mistura que dói, mas que não corrói a minha mente, porque a realidade não lho consente. Deslizo numa descida a pique, sem qualquer vontade, escorregando aqui ou ali, mas levantando-me sempre. Quero manter-me na vertical até que me chegue a desistência que aniquilará esta minha resistência. Não, eu não quero caminhar mais em chão de areia! Quero mergulhar em mares, como se fosse uma sereia.
2015-05-01
Excerto de minha autoria, do Livro "Contos ao Vento"
Imagem da autoria do meu neto Fred Azevedo.
Hoje recordo aqui uma célebre frase de José Pinheiro de Azevedo....
"Não há perigo. O povo é sereno, ouçam. É apenas fumaça…"
Quem, como eu, viveu esse momento... acredita que, novamente, seja só fumaça...
Há que seguir, tranquilamente, e com prognósticos reservados, as investigações a importantes figuras do Estado.
Só espero é que a apregoada serenidade dos portugueses gere uma verdade que, de mentirosa, não tenha NADA!
Análise pessoal com base no que transparece do que vejo e do que ouço
O rigor das exigências do Estado português, relativamente ao incumprimento dos mais basilares deveres de cada cidadão, afigura-se-me uma verdadeira afronta... quando comparado com a forma como a justiça gere a punição dos inúmeros casos de desonestidade de alguns responsáveis que trabalham para o Estado ou para qualquer importante organização.
Se um infeliz, que vive de um subsídio de reinserção vergonhoso, ou mesmo de um salário mínimo insuficiente para viver com dignidade, falhar no cumprimento de algum pagamento, vejamos a velocidade com que é punido pelo tribunal, em comparação com o inaceitável arrastar de tempo necessário para a condenação de um qualquer servidor superior que tenha prevaricado.
Entretanto, tal arrastar permite a este recorrer às mais diversas formas de escapar às suas responsabilidades, continuando a viver no conforto daquilo que, por ganância, foi acumulando. Cumpra-se, neste ponto, uma chamada de atenção para o que poderá acontecer ao supra mencionado infeliz cidadão que caiu no incumprimento, em comparação com a “destacável” forma como continua a viver o privilegiado prevaricador superior.
Não esqueçamos que a falta de condições de vida pode accionar a aptência para a morte. A revolta extrema pode conduzir à violência contra outros que, inúmeras vezes, nem têm culpa de nada – absolutamente nada!
Criei esta página para ter um espaço onde, livremente, expresse a minha opinião, preocupação e/ou regozijo sobre assuntos de carácter geral que possam, de algum modo, interessar a quem lê o que vou escrevendo. Qualquer texto meu nesse sentido, para além de ter a função de “desabafo pessoal”, servirá de “conversa silenciosa”, durante a qual só as expressões usadas, as imagens e a pontuação do texto darão eloquência a esse silêncio. Poderão, eventualmente, mexer com a sensibilidade do leitor, mas não afectarão, seguramente, os seus ouvidos.
Os textos aqui escritos não serão portadores de mensagens pretendendo aprovação, nem servem de “pretensiosa” afirmação pessoal do que defendo. Desejaria, porém, que cada um desses textos fosse um pretexto para troca de opiniões, ou outra qualquer manifestação, desde que feita com o devido respeito pela direito de opinião a que cada cidadão tem direito. Se tal não acontecer, ver-me-ei coagida a cancelar a sua participação, pois não permitirei qualquer ofensa provocatória à minha pessoa ou a outrem.
Portugal está, indiscutivelmente, com problemas graves no Sistema Nacional de Saúde, problemas esses que geraram este meu manifesto de hoje. Antes, porém, gostaria de repetir-me afirmando que sou absolutamente apolítica, sobretudo porque, com a minha avançada idade, já vi incumprimentos de todos os lados, quer seja da esquerda, quer seja do centro ou da direita.
• Em Portugal luta-se muito na tentativa de ensinar os Portugueses a optar por uma alimentação saudável.
a) O cidadão português que vive com um salário mínimo nacional, ou com um subsídio de reinserção (?), pode comer saudavelmente, quando o dinheiro que (não) tem disponível só dá para passar fome?
b) Quanto pior se come, mais doentes são gerados! Isso acelera a ineficiência latente do serviço hospitalar, agravando, em consequência, as condições económicas da população que acabará por ter de descontar parte do que recebe, para pagar ao Estado os prejuízos que possam advir da sua deficiente actuação. Todos os aumentos que têm sido feitos podem ser considerados uma permanente anedota... Ou não?!?
c) Estou de acordo quando há dias ouvi alguém dizer, numa entrevista, que os cidadãos que possuam formação superior - como um curso universitário ou outro de elevado mérito - deveriam receber mais do que outros trabalhadores que têm uma formação básica, por exemplo. Isso poderá, na realidade, criar nos alunos interesse por adquirirem uma formação superior. Não estou, porém, de acordo que esteja a perder-se prestígio no que respeita a certas posições do governo português, que faculta um rendimento de reinserção, ou mesmo um ordenado mínimo nacional, repito, absolutamente vergonhosos, valores esses que dão facilmente para atirar um ser humano para o Serviço Nacional de Saúde actual, podendo mesmo acabar morrendo à porta do hospital, se não houver médicos disponíveis para socorrê-lo em tempo record.
Se nós somos aquilo que comemos e que pensamos, solicito ao Estado o favor de deixar que pensemos melhor e proporcione a quem vive mal, acesso a uma alimentação digna. Considero muito grave que não se apliquem medidas para pôr fim à miserável situação em que vivem tantas famílias em Portugal, daí o aumento dos doentes, o aumento do crime e o aumento de tantas outras situações nefastas a todos e à reputação de um País lindo como o nosso. Sente-se que a maior preocupação de quem gere a nossa economia, é dar de comer a certos políticos que tanto mal causaram ao país e que, “coitaditos!”, devem continuar a viver bem. Não será isso?
Há sentenças de crimes de violência, que não respeitam o perigo de reincidência.
Constata-se que é gerido muito mal, o combate à violência em Portugal.
Cada cabeça aplica a sua sentença, que pode ser... de prisão suspensa!
Se o criminoso anda à solta, gera medo - e também revolta -
na vítima e na família, que passam a viver em permanente vigília.
Trata-se de erros infelizes, ou incompetência de juizes?
Não gostaria de ser comentada como estando com uma grande “dor de cotovelo”, devido a ter sido uma das centenas ou mesmo milhares de “vítimas” de publicidade falaciosa enviada para endereços electrónicos, até porque a minha posição perante o que recebo na minha caixa de entrada segue directamente para o lixo.
É inaceitável ser permitido o envio de certos e-mails falsos, informando, com um ridículo alarido de persuasão e oportunismo, segundo o qual os receptores dos mesmos ganharam um determinado atraente produto.
Claro está que, no seguimento deste anúncio ilusório, com direito a emojis aliciantes, segue-se a previsível informação de que o atingido, após esta fase de entusiasmo, passa a expectante sentado numa cadeira, se estiver disposto a ser submetido a um procedimento definido pelo expedidor do respectivo e-mail. Quanto a mim, repito, isto tem o interesse que lhe quiserem atribuir, mas merece menção por considerar tais anúncios uma ofensa à inteligência de quem está atento a golpes de baú.