Recordo hoje um manifesto que escrevi em 2012. Onze anos decorridos... parece que foi ontem… O panorama agravou de tal modo que começo a acreditar no estoicismo da humanidade que tenta “segurar a barra” que esperamos não vergue perante a sede de matar que têm os muitos (des)humanos para quem a vida de milhões de pessoas nada significa.
“MAS AS CRIANÇAS, SENHOR, POR QUE LHES DAIS TANTA DOR, POR QUE PADECEM ASSIM?” Excerto do poema “Balada da Neve”, de Augusto Gil
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REMANDO CONTRA A MARÉ
Gostaria de acreditar que este caos em que vivem as nações, mesmo as que se pensava mais estáveis, não permanecerá assim durante muito mais tempo, porque algo de muito bom acontecerá, inevitavelmente. Estamos a caminhar na direcção errada. A inoperância de certos programas, a indiferença e a incapacidade de certos governantes, a inflexibilidade de certos sistemas políticos, totalitaristas - e outros bem disfarçados - levam-me a admitir que o mundo está a seguir uma rota capaz de conduzir-nos a um fim indesejável. Não fosse a força de certos seres verdadeiramente interessados em levar importantes temas a discussão em inúmeras reuniões internacionais e estou convencida que já teríamos tido uma Terceira Guerra Mundial. Constitui uma constante ameaça à Paz Mundial o ódio gerado entre algumas nações, seja porque seguem ideologias políticas antagónicas, onde não há espaço para atitudes de tolerância e de aceitação do respeito que cada um merece, seja porque o facto de serem países ricos em petróleo os torna gananciosos, ou - talvez mais grave ainda - porque esse ódio é resultante de diferentes convicções religiosas. Entretanto, há nações muçulmanas, fundamentalistas, que constituem uma ameaça pela sua cada vez mais crescente aquisição de tecnologias modernas para o fabrico de armas nucleares e, portanto, porque de fundamentalistas se trata, não podemos deixar de vê-los, também, como uma ameaça à Paz, devido às suas fanáticas crenças e ambição de aumentar o seu poder através da aquisição de armas nucleares sofisticadíssimas. Tal é ocaso da Índia, Israel e Paquistão. Paralelamente à crise mundial, que é um facto indubitável, como se sabe, assiste-se ao crescimento de potências como a China Comunista, que está a fazer tremer os alicerces económicos de certos países da Europa. Não sei até que ponto a abertura que lhe foi concedida para comercialização dos seus produtos a nível internacional e, consequentemente, o seu enriquecimento devido ao considerável aumento das suas exportações, não venha a ser irreversivelmente lamentada, sobretudo pelo ocidente. Com a entrada no mercado de produtos chineses a um baixíssimo preço, o que temos de considerar ser bastante bem aceite por quem vê as suas possibilidades financeiras cada vez mais afectadas pela crise, vimos muitas empresas acabarem na falência. Isto é um facto indiscutível e não se vê forma de isso ser evitado porque a moral da maior parte dos fabricantes só lhes permite lutar por um objectivo: atingir elevado número de vendas, com lucros exagerados. Sabemos que o preço pago pela mão-de-obra é elevado, mas também sabemos que, dificultando a importação de produtos da China e de outros países que praticam o abuso de pagarem baixíssimos valores aos operários, que vivem miseravelmente, iria pôr termo a este tipo de exploração. Esta medida, aliada à de contenção nos lucros dos fabricantes iria certamente contornar, também, o problema. Não sendo assim, gera-se um ciclo vicioso que só beneficia e fortalece esses países, capazes de recorrerem à mão-de-obra barata, pois enquanto os outros enfraquecem, eles tornam-se fortes potências mundiais, as quais passam a constituir, igualmente, uma outra ameaça quando, a par deste crescimento, sobretudo em países de governos totalitaristas, surge a sua corrida ao armamento nuclear. Eu não acredito, portanto, que o mundo esteja a seguir o rumo que convém à construção duma política de actuação correcta por parte dos governos a qual, se conscientemente pensados e estruturados os seus fundamentos, iria permitir vivermos num mundo, senão perfeito, que contemplasse... - acabar com o espírito do lucro excessivo, - dar dignidade a quem está a passar por grandes dificuldades económicas no seio das suas famílias, onde a fome e o desespero se instalaram, - dar à Natureza o seu direito de não ser agredida por constantes gestos dum menefreguismo que revolta, - dar à criança o seu direito a um crescimento são e tranquilo, - dar a cada um a tranquilidade de saber que não precisará de ser rico para ter saúde, - dar a cada criança uma educação digna de orgulhar-se quem dela irá beneficiar, i.e., ela própria, em todos os sentidos, quando adulta. Para quando podermos acreditar que tudo isto possa ser possível, se continuamos a assistir à defesa de estratégias materialistas onde a avaliação de valores tende a favorecer o tacho de grandes egoístas, em vez de respeitar o bem-estar de quem sofre? Lutemos por uma resposta traduzida em actos, não em discursos que há muito nos saturam, feitos por gente que se tornou indiferente à luta de que carecemos. Não necessitamos de conversa da treta, tida para satisfazer a sede de protagonismo de muitos vendedores da Santa Banha de Gibóia, que não cura absolutamente NADA. Precisamos, URGENTEMENTE, isso sim, de Homens de Boa-Vontade para os quais o seu bem-estar pessoal está intrinsecamente ligado ao bem-estar do seu próximo.
Data do texto original do manifesto "Remando Contra a Maré": 2012-11-20 Data da recriação deste conteúdo: 2023-11-06 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Gostaria de conhecer resultados absolutos - confirmados por quem de direito e de competência para tal – sobre os benefícios concretos que foram obtidos com a promulgação de uma lei que, aparentemente, nada alterou no que concerne ao tipo de alimentação da grande maioria das crianças.
Mais do que proibir a publicidade, seria muito preferível proibir o fabrico desses alimentos. Sei que este último recurso levantaria uma série de protestos devido às consequências daí advindas em múltiplas vertentes, o que me leva a concluir que a lei n.º 30/2019 serviu apenas como um alerta – para não afirmar que se trata de uma possível fonte de receita através das multas que possam resultar do seu incumprimento.
Reitero a minha velha convicção de que também este problema deveria começar por ser compreendido, primeiramente, pelos pais, para, depois, poder ser corrigido no seio famíliar. Não estou a querer afirmar mais do que o seguinte: O que colhemos só será verdadeiramente são se a terra onde as raízes são fecundadas for saudável.
O mesmo sucede com tantas outras leis que deveriam ser promulgadas apenas após uma atenta observação da competência de quem as idealiza. Gostaria de conhecer resultados absolutos - confirmados por quem de direito e de competência para tal – sobre os benefícios concretos que foram obtidos com a promulgação de uma lei que, aparentemente, nada alterou no que concerne ao tipo de alimentação da grande maioria das crianças.
Mais do que proibir a publicidade, seria muito preferível proibir o fabrico desses alimentos. Sei que este último recurso levantaria uma série de protestos devido às consequências daí advindas em múltiplas vertentes, o que me leva a concluir que a lei n.º 30/2019 serviu apenas como um alerta – para não afirmar que se trata de uma possível fonte de receita através das multas que possam resultar do seu incumprimento.
Reitero a minha velha convicção de que também este problema deveria começar por ser compreendido, primeiramente, pelos pais, para, depois, poder ser corrigido no seio famíliar. Não estou a querer afirmar mais do que o seguinte: O que colhemos só será verdadeiramente são se a terra onde as raízes são fecundadas for saudável.
O mesmo sucede com tantas outras leis que deveriam ser promulgadas apenas após uma atenta observação da competência de quem as idealiza. Estarei errada?
Data da criação deste conteúdo: 2024-07-31 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Surpreende-me bastante que o Doutor André Ventura pretenda – na minha humilde opinião, muito justamente – propor alterações à Constituição Portuguesa com o objectivo de pôr cobro ao caos social e económico em que Portugal mergulhou, sem que, até ao momento, tenha abordado, nomeadamente, a tão desejada e necessária protecção dos artistas, nas diversas áreas em que se empenham.
Estarei eu desatenta, ou estará o Doutor André Ventura a negligenciar o importantíssimo papel que os artistas desempenham ao alertarem, de múltiplas formas, para as causas e respectivas consequências da deficiente cultura que afecta uma grande camada da população?
Data da criação deste conteúdo: 2025-06-24 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando um ser do sexo masculino nasce, é portador de uma certeza:
a igualdade de direitos e deveres entre ele e o sexo feminino,
independentemente das diferenças biológicas que os caracterizam.
A Natureza se encarregará de neutralizá-las de forma a coexistirem
em perfeita sintonia.
Relativamente ao género de poesia que escrevo, por vezes sou confrontada com perguntas sobre o porquê duma tendência para a melancolia, ou até para uma certa rudeza quando abordo alguns temas, razão pela qual decidi escrever este manifesto.
Escrevo sobre sentimentos, negativos ou não, ou sobre acontecimentos que mexem com as minhas fragilidades, das quais urge liberte-me, daí - regra geral - o género da minha poesia. Ela é o eco de desabafos que faço comigo mesma, num espaço etéreo muito meu, criado por mim. É nele que grito, silenciosamente, as dores das minhas cicatrizes, ou as razões que me deram a força que tenho tido e que quero se mantenha, enquanto puder. Terminada a construção do tema, regressa a mim a alma que conservo de raiz: resiliente, pronta a enfrentar a vida com superação de males pessoais, ou do mundo, e com o espírito aberto a um futuro desejável e – por que não? - feliz!
Sendo eu uma cidadã atenta ao que se passa no meu país, e no mundo, será que terei motivos para encher o céu de sol quando o vejo coberto de nuvens?
Data da criação deste conteúdo: 2023-06-03 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Se eu fosse uma bactéria, alojar-me-ia, escondida na alma de certa gente... Queria ver qual a matéria que compõe a sua vida, tornando-a tão indecente.
Penso na pedofilia… pior que sarna malvada ou outra, com semelhança. Só o nome me arrepia, deixando-me transtornada quando penso na criança.
Como pode, a um criminoso de tão grande envergadura, ser dada pena suspensa??? Sofre de um mal asqueroso, que nunca mais terá cura. Impunha-se outra sentença!
Dura Lex! Sed Lex! nem sempre é aplicado num ser de reles gabarito que, entretanto, “relax” e volta a ser condenado por actos em que é perito.
Data da criação deste conteúdo: 2016-11-23 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
"Viver com liberdade é melhor do que viver com repressão." [sic]
Estou integralmente de acordo com esta reflexão de V. Ex.ª, mas muita coisa terá de mudar no nosso país para que sintamos a liberdade implícita nesta expressão. Não sei até que ponto o que está a passar-se em Portugal, relativamente à prática de crimes hediondos e outras formas de violência, quase generalizada e assustadora, não será o reflexo de uma repressão camuflada, daí limitar-me a referir a frase acima. 1. Quem quiser alimentar-se bem em Portugal — considerando o salário mínimo nacional e o subsídio de reintegração vergonhosos — tem de dispor de rendimento suficiente para o fazer; caso contrário, estará a candidatar-se a doente.
2. Quem precisar de assistência médica e não tiver rendimento suficiente para recorrer ao privado, fica entregue ao SNS, que está paupérrimo, como todos sabemos.
3. Os pais que, obviamente, precisam de trabalhar, fazem-no em condições absolutamente desajustadas àquilo que exige a educação de uma criança. Consequentemente, assistimos a situações de causa-efeito inadmissíveis, porque geram conflitos nas escolas, por exemplo, onde o professor sofre as respectivas consequências.
Estes três pontos fulcrais bastarão para exemplificar algo muito básico, mas de primordial importância, que compete aos governantes gerir com conhecimento profundo e muita determinação. Mas não! O povo continua a escolher um seu representante no governo segundo a escolha feita pelo seu partido preferido, como se se tratasse do seu clube desportivo favorito, e não a competência e o bom nome do candidato em proposta.
São inúmeras as averiguações ainda em curso, relativas a muitos elementos que fizeram parte do governo ou foram responsáveis por importantes cargos em grandes empresas deste país, alguns dos quais estão/serão até eleitos para ocupar altos cargos no estrangeiro, que exigem elevada competência e honestidade. Eu sei que o praticante de um crime é inocente até que seja provado o contrário, mas não deveria candidatar-se a fosse o que fosse antes de ser provada a sua inocência.
Defendo a democracia veementemente, mas, por favor, Senhor Presidente, permita-me questionar a afirmação de V. Ex.ª perante o cenário que temos diante dos nossos olhos neste momento em Portugal, porque a repressão pode sentir-se de várias formas. Tal reflexão carece de ajuste adequado.
"O cidadão que é obrigado a viver em condições reprováveis sofre a repressão de não lhe ser consentido usufruir de uma vida digna, no verdadeiro sentido das palavras."
Data da criação deste conteúdo: 2024-10-05 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
- Lê, lê muito!
- Analisa com muita atenção o conteúdo de cada livro que escolheste.
- Sobre cada matéria de teu interesse busca, com entusiasmo, outras opiniões, outros dados de autores de prestígio.
- Não deixes o que foste lendo permanecer arquivado no teu cérebro, sem que te dês a oportunidade de construires a tua própria opinião.
- Cultura livresca não chega, não te torna culto/a. Só te fornece informação, mas esta, necessita de ser submetida ao teu julgamento, depois de teres colhido o máximo possível do conhecimento de mestres na matéria.
- O que, finalmente, concluíres ajustar-se a ti, ou parecer-te mais em conformidade com o aceitável, essa será a tua cultura, não a cultura de outros.
- Mantém-te sempre aberto/a ao aparecimento de conhecimentos renovados. O CONHECIMENTO, seja do que for, NÃO É ESTÁTICO. Manter-se-á SEMPRE DINÂMICO.
As bases duma cultura que poderá vir a distinguir-nos residem na nossa entrega ao estudo e na nossa humildade em reconhecer que sabemos apenas um pouco do muito que temos ainda para aprender. Pretendermos passar por “professores”, quando tanto precisamos de acreditar que ainda somos meros “alunos”, é pura enfatuação.
Saberes dizer “Yes”, “Oui”, “Ya” não faz de ti um poliglota… Faz só figura de idiota!
"Quem se gaba sem saber, encontra o eco da própria vaidade."
Data da criação deste conteúdo: 2015-03-09 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por Miguel Letra
O crime em Portugal teve um aumento muito significativo e tornou-se um sério factor de preocupação, não só pelo que representa para as vítimas, mas também pela consequente instabilidade emocional que cria a todos os níveis, instabilidade essa que abrange desde o exterior das nossas casas, e o interior das escolas e de lugares públicos, até ao sagrado direito de paz no interior de tantos lares ameaçados por criminosos de quem a última coisa que se esperaria seria a prática de um crime que vitimize um cônjuge, uma criança ou mesmo um familiar.
O programa ”Em Cima da Hora”, da TVI, só vê quem aguenta e/ou quem quer, pois muitas pessoas poderão considerá-lo bastante pesado pela exposição em bloco do que está a passar-se no mundo do crime em Portugal. A constatação da existência de casos hediondos é, sem sombra de qualquer dúvida, altamente preocupante porque esconde, muitas vezes, realidades camufladas por comportamentos dissimulados da parte dos transgressores, como sendo reais provas de (des)amor cheias de “boas intenções”. Estas atitudes, frequentemente. levam as vítimas a menosprezar realidades diferentes das que imaginariam. Pessoalmente, aprecio a existência deste programa televisivo incluindo a presença de técnicos na área do crime, os quais não só nos facultam uma análise detalhada da realidade que se vive neste momento em Portugal, mas também da mesma ser discutida por bons especialistas na área do crime, cujas chamadas de atenção para certos comportamentos poderão ajudar os interessados a reconhecer certos particulares da imaginação fertil de tantos criminosos, para com as suas vítimas. Programas de breve referência a casos isolados não bastavam. Eram noticiados casos demasiadamente fragmentados, sabendo-se que enquanto tais casos eram focados, o crime estava alastrando cada vez mais.
Se me perguntam se o programa “Em Cima da Hora” é o programa ideal, direi que essa resposta deverá ser dada por analistas à altura. A minha análise enquadra-se na de alguém que “, na ausência de melhor, valoriza o que possa existir de bom no que tem à sua disposição”.
Reflexão: O perdão concedido por pena, aos “arrependidos”, urge ter os dias contados, pois "Quem ama não magoa, protege do que possa fazer muito mal para toda a vida".
Data da criação deste conteúdo: 2014-04-14 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Art.º 37.º da Constituição da República Portuguesa
Até quando nos será permitido o livre pensamento e a sua divulgação pública?
Até quando poderemos usar o manifesto como um marco de uma posição pessoal, em determinado momento, sobre um assunto que consideramos da máxima importância para a sociedade em geral?
Perante uma evidente posição tendenciosa ou desprovida de fundamento positivo da parte de um governo, creio ser lícita a publicação de um manifesto – nunca com um objectivo impositivo por parte de quem o elabora, mas apenas como manifestação pessoal, traduzindo o julgamento de alguém.
É notória a existência de uma tendência para uma viragem à direita, em certos países. Consequentemente, perante essa ameaça, o panorama político desses países, onde a democracia é defendida – maioritariamente ou não – começa a alterar-se, agitando as forças antagónicas na tentativa de travar o avanço da direita. A história não me parece resultar como experiência, porque quando as “águas se agitam”, surge o desespero que gera o caos e, no auge dessa agitação, aparecem os defensores do regresso ao que consideram ter sido positivo, sem considerarem os males que causaram, em paralelo.
Prevalece, na história, o saudosismo de um passado que julgo pouco tenha ensinado. Acredito que não existirá nunca um aproveitamento benéfico dos factos que a história relata… até porque dependerá sempre do seu autor e de como tais factos são relatados. Tudo isto envolve um jogo de interesses que, pessoalmente, considero ignóbil, pois gerará sempre uma competição de forças que pode dar lugar a uma guerra atroz e ao risco evidente - e consequente - de perdas de vidas humanas.
Data da criação deste conteúdo: 2025-01-14 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando a idade avança e uma pessoa passa a ser considerada idosa, se ela tem uma “mente sana in corporeo sano” e sente que os outros começam a tratá-la como se estivessem a lidar com alguém com indícios de alzheimer ou dementia – que sabe não ter – pode estar a “assinar-lhe” um tratado de incapacidade “non-valido”, por distúrbios que não existem nela. A pessoa pode, muito simplesmente,
a) estar a abusar do uso da sua capacidade intelectual, na sua idade. b) estar a ser perturbada por problemas de vária natureza, tais como abandono de familiares ou amigos, c) ter situações que, na sua idade, podem muito bem estar a perturbá-la profundamente. d) etc..
Estes exemplos podem estar a magoá-la, causando-lhe um desvio da sua concentração para esses seus dilemas, de tal forma que lhe provoquem, permanentemente ou não, distracção relativamente a coisas importantes, distracção essa que passará a confundir quem lida com ela. Todavia, há que ter em consideração, quando se trata de uma pessoa de mente sã, que ela estará, eventualmente, atenta a essa nova forma de tratamento, com a qual passará a ter de lidar, sentindo-se sã, mas diminuída. Esta forma de tratamento poderá levá-la a uma permanente tristeza, perante a sua incapacidade pessoal de lutar contra “quem pode mais do que ela” _seja ou não familiar. Assim sendo, começa a notar-se, muitas vezes, o início de sintomas que dói o coração de quem a trata, mas que esta insiste em manter, por ignorância, fazendo com que a pessoa idosa passe a sentir-se condenada a incapaz. É triste, mas acontece todos os dias, e essa pessoa poderá passar a ter o que sempre receou.
Não seria óptimo - caso ainda não exista - criar-se uma disciplina extra nas escolas sobre como lidar, com respeito, com idades avançadas, e até com crianças? Aprenderiam a respeitar essas duas fases da vida tão importantes e, paralelamente, na escola iriam poder corrigir o que tantos pais, por vezes, são os primeiros a praticar erradamente.
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Data da criação deste conteúdo: 2022-11-04 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Autor da imagem: Motaz Tawfik
Hoje recordo aqui uma célebre frase de José Pinheiro de Azevedo....
"Não há perigo. O povo é sereno, ouçam. É apenas fumaça…"
Quem, como eu, viveu esse momento... acredita que, novamente, seja só fumaça... Há que seguir, tranquilamente, e com prognósticos reservados, as investigações a importantes figuras do Estado. Só espero é que a apregoada serenidade dos portugueses gere uma verdade que, de mentirosa, não tenha NADA!
Data da criação deste conteúdo: 2023-11-07 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
As lacunas existentes, actualmente, na situação política da nação, atropelam-se, sem que se veja, há muito tempo, uma adequada porta de saída desta confusão. Consequência evidente são o descontentamento, a revolta e a prática de crimes. Tudo isto, aliado ao longo tempo de averiguações a presumíveis culpados do sistema, gera um complexo quadro de 'porquês.'
Face à avalanche diária de dados informativos a que temos acesso, parece-me incongruente o que é prometido, pois o que realmente se faz acaba por revelar vários incumprimentos. Tais incumprimentos, alguns aparentemente alheios aos objectivos a atingir, mas a eles intrinsecamente ligados, impedem o sucesso de iniciativas que, no seu conjunto, poderiam evitar a complexidade do lamentável caos que tenho vindo a mencionar em alguns manifestos, fiéis ao que sinto.
Data da criação deste conteúdo: 2024-08-03 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Através de cenas degradantes ocorridas, sobretudo, na Assembleia da República Portuguesa, constato que temos um razoável número de políticos cuja formação moral é, francamente, reprovável. Preocupantes são, também, todas as consequências e repercussões que as mesmas geram numa elevada camada da população portuguesa, quaisquer que sejam as vertentes culturais e políticas que cada grupo possa seguir. Trata-se de um paupérrimo cenário, que deprime todas as pessoas interessadas em ver o futuro governo português “mudar de estrada”.
Pessoalmente, dada a minha idade e o que vivi no passado, acredito que se impõe o máximo cuidado na declaração de voto, ao elegermos os diferentes candidatos a cargos de grande responsabilidade no governo. Tal candidato deverá ser isento politicamente e beneficiar de provas adquiridas de sólida idoneidade e reputação, muito embora saibamos que, muitas vezes, surgem decepções inesperadas. Se as bases não forem sólidas, podem ocorrer desvios, por manifestas tentações ou por declarada ganância adquirida com o tempo. Carecemos de gente que saiba defender princípios como humanidade, justiça, realismo e isenção. Gente capaz de convencer quem, como eu, se sente incrédula e insegura.
Quanto mais tempo levarmos a mudar para uma “nova estrada”, mais tempo os nossos filhos, netos ou bisnetos terão de sofrer as respectivas consequências da péssima formação que nos foi legada por certos políticos com lugares de responsabilidade assumidos no passado e no presente.
Data da criação deste conteúdo: 30-09-2025 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
O período mais significativo na construção da minha estrutura mental e psicológica de hoje, decorreu entre 25 de Abril de 1974 e o tempo actual. Antes desta data, nada do que fiz na minha vida tem seja o que for a ver com aquilo que eu teria feito se tivesse a consciência que tenho hoje, contudo, devo salientar que as mudanças que se operaram em mim, não foram imediatas. Decorridos tantos anos, em que fui acumulando conhecimentos e experiências de vária ordem, ganhei consciência do que estava mal em mim, parcialmente em consequência de traumas que tenho procurado ultrapassar da melhor forma, e sem ajuda especializada.
Depois de um episódio a que dei o título “A minha primeira desilusão”, muitos outros semelhantes aconteceram, mas eu sou perita em desenrolar novelos que estão cheios de fios embaraçados, embora nem sempre com sucesso. Quando consigo, fico com uma profunda sensação de felicidade pela "missão cumprida". Que outra coisa melhor fiz, na minha vida? Talvez criar os meus seis filhos; acarinhar – sempre que possível - os meus catorze netos; amar as crianças em geral, incondicionalmente; olhar os lírios dos campos nos momentos mais críticos; admirar o sol que nos aquece e a água que nos refresca... Sim, porque as marcas que me ficaram dos muitos pontapés dados em pedregulhos que me foram colocando nas estradas por onde fui caminhando em busca de novos caminhos, foram tantos, que os pés que hoje mal me seguram na posição vertical, perderam muito da sua magnífica resistência.
A minha vida é uma tela a duas cores: o azul da lealdade e o branco da verdade. Tem muitos pontos negros de amargura, e lindos pontos brancos de ternura. A clara indefinição de traços é fruto da falta de abraços.
Data da criação deste conteúdo: 2009-05-31 Imagem: Tim Mossholder
Portugal está, indiscutivelmente, com problemas graves no Sistema Nacional de Saúde, problemas esses que geraram este meu manifesto de hoje. Antes, porém, gostaria de repetir-me afirmando que sou absolutamente apolítica, sobretudo porque, com a minha avançada idade, já vi incumprimentos de todos os lados, quer seja da esquerda, quer seja do centro ou da direita.
• Em Portugal luta-se muito na tentativa de ensinar os Portugueses a optar por uma alimentação saudável.
a) O cidadão português que vive com um salário mínimo nacional, ou com um subsídio de reinserção (?), pode comer saudavelmente, quando o dinheiro que (não) tem disponível só dá para passar fome?
b) Quanto pior se come, mais doentes são gerados! Isso acelera a ineficiência latente do serviço hospitalar, agravando, em consequência, as condições económicas da população que acabará por ter de descontar parte do que recebe, para pagar ao Estado os prejuízos que possam advir da sua deficiente actuação. Todos os aumentos que têm sido feitos podem ser considerados uma permanente anedota... Ou não?!?
c) Estou de acordo quando há dias ouvi alguém dizer, numa entrevista, que os cidadãos que possuam formação superior - como um curso universitário ou outro de elevado mérito - deveriam receber mais do que outros trabalhadores que têm uma formação básica, por exemplo. Isso poderá, na realidade, criar nos alunos interesse por adquirirem uma formação superior. Não estou, porém, de acordo que esteja a perder-se prestígio no que respeita a certas posições do governo português, que faculta um rendimento de reinserção, ou mesmo um ordenado mínimo nacional, repito, absolutamente vergonhosos, valores esses que dão facilmente para atirar um ser humano para o Serviço Nacional de Saúde actual, podendo mesmo acabar morrendo à porta do hospital, se não houver médicos disponíveis para socorrê-lo em tempo record.
Se nós somos aquilo que comemos e que pensamos, solicito ao Estado o favor de deixar que pensemos melhor e proporcione a quem vive mal, acesso a uma alimentação digna. Considero muito grave que não se apliquem medidas para pôr fim à miserável situação em que vivem tantas famílias em Portugal, daí o aumento dos doentes, o aumento do crime e o aumento de tantas outras situações nefastas a todos e à reputação de um País lindo como o nosso. Sente-se que a maior preocupação de quem gere a nossa economia, é dar de comer a certos políticos que tanto mal causaram ao país e que, “coitaditos!”, devem continuar a viver bem. Não será isso?
Pela primeira vez, tive a coragem de ver, desde o início, o último programa “Big Brother” e, em seguida, o “Desafio Final”, transmitidos pela TVI. Sempre tive conhecimento de episódios específicos de vários “Big Brothers” apresentados com nomes diferentes - não sei porquê - mas nunca compreendi completamente como funcionam, porque só muito esporadicamente é que os via, no Reino Unido. Desta vez, por algum motivo, despertou-me a curiosidade e estive atenta ao que tem sido transmitido, chegando à conclusão de que, na realidade, cada vez mais, está a perder-se a noção do que está acontecendo no mundo, e o que convém fazer para reverter a situação. Parece impossível que a televisão esteja a passar uma triste imagem de mediocridade alargada ao mais baixo nível, ao ser-lhes permitido excederem-se no que deveria ser inexcedível. Sim, em boa verdade, cada um só vê o que quer! Mas será que isso lhes permite tudo?
Esclareço que sou absolutamente contra a censura, mas a luta de certos canais televisivos, pelo aumento das suas audiências, está a cegar os seus responsáveis ao ponto de não terem o cuidado de perceber o que pode resultar da apresentação de certos programas, em determinados moldes. Chegámos ao ponto de sentir que já tudo vale… menos tirar olhos! O problema é que não se tiram olhos, mas rasgam-se almas!
Lamento que, numa extensão já bastante alargada, Portugal esteja a passar ao mundo uma imagem muitíssimo triste. Já nem será preciso mencionar-se onde, por quem ou em que sectores.
Data da criação deste conteúdo: 2024-01-31 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
O que se passa, relativamente às sondagens sobre quem está em vantagem, politicamente, neste momento, revela bem que o quadro é preocupante. Não porque a direita está em vantagem, naturalmente, mas porque o clima geral que se tem vivido denunciava, há muito tempo, o crescente sucesso de um trabalho que tem vindo a ser levado a cabo pelas forças opostas às causas que estão na origem da relização da célebre Revolução de Abril de 1974.
Dado o grande entusiasmo da população após a Revolução, a direita sabia, de antemão, que iria precisar de muitos anos para acalmar o entusiasmo da população. Tratava-se de enfrentar a pouca cultura de um povo, os seus valores morais e a sua educação, e sabia também que seria necessário iniciar esta tarefa pegando-lhe pela ponta justa. Impunha enfrentar o árduo trabalho de “dar a volta” a mentalidades que, após a “Revolução dos Cravos”, estavam mais a favor da esquerda, na esperança de ser-lhes dado aquilo a que tinham, absolutamente, direito. O tempo é o grande mestre na execução de tarefas deste calibre.
Emoções fortes provocam reacções da parte do povo que, impulsionado pelo seu partido favorito, vai reagindo através de posições clubistas, como se de futebol se tratasse. E assim começam acções com o propósito de minar a atmosfera. Vão surgindo, lentamente, figuras de destaque político, prontas a actuar publicamente. O resto... já todos conhecemos. Uns vão-se perdendo pelo caminho, no entusiasmo daquilo que os move, mas também os denuncia. Outros, mais sólidos nos objectivos a atingir, podem acabar por permanecer neste ambiente cheio de falsos cenários durante longo tempo... até que sejam desmascarados.
O amor genuíno pelo próximo não concebe partidarismos nem jogos de interesses que visem beneficiar uns em detrimento de outros, carentes de uma justiça social transparente e equitativa. Esta é transversal a todos, se a sua raiz for saudável.
Data da criação deste conteúdo: 2024-10-13 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Do abandono de um idoso, perpetuar-se-á o eco do seu silêncio angustiante, após a sua morte. Os surdos continuarão a não ouvi-lo... E os que gerem a sua espera da morte, manter-se-ão surdos até quando?
Que o Estado não tome uma posição contra o abuso da violência de títulos e de imagens a que V. Ex.ªs recorrem para vender a vossa revista, já sabemos. Continuarei, porém, a bater na mesma tecla: a da inconveniência de tal abuso, o qual, através de uma posição mediadora entre o Governo e os Directores da revista, talvez pudesse conduzir a um consenso sobre essa matéria. Ainda acredito, piamente, que haverá muitos Pais, Avós e até pessoas que não têm filhos nem netos, que defenderão a posição que, pessoalmente, desejaria fosse tomada. Já temos tanta violência na nossa sociedade... para quê exacerbar ainda mais essa realidade? Em prol de um aumento de audiências? Escolham outra táctica. Somos um País de gente com muita inspiração e, consequentemente, não será impossível criar uma outra forma de chamar a atenção do público.
Quero deixar aqui bem claro que esta minha posição não tem nada a ver com as pessoas que apreciam telenovelas. Tem, tão somente, a ver com o facto de defender que deveria ser proibida a publicação de certo tipo de imagens em espaços públicos, e que não deveríamos ser sujeitos a suportar tal publicidade só porque os seus defensores têm interesse — ou necessidade — de aumentar o número de audiências ou vendas, seja do que for. Com tal tipo de publicidade, em vez de tentarmos travar o já tão elevado número de mortes ou de violência doméstica, acabamos por contribuir para o seu aumento, nomeadamente entre os mais jovens.
Não me parece estarem os responsáveis desta revista, ou outros que promovem vendas através do uso de imagens deste tipo, interessados em ver interdito o uso daquilo que lhes convém para atingirem os objectivos que pretendem. Tudo continuará na mesma. Tentarei sempre fazer o que puder, dentro das minhas limitadas possibilidades, para usar a minha experiência como mãe de seis filhos e avó de treze netos, lançando alertas que possam ser úteis na prevenção daquilo que considero negativo para a sociedade portuguesa, já tão afectada por casos amplamente noticiados.
Tenho ainda em memória um dia em que estava na paragem de um autocarro, com os meus filhos, no Largo Soares dos Reis, no Porto, onde havia um quiosque, perto da PIDE. Foi no tempo do apregoado Socialismo em Liberdade — creio que um slogan da autoria do Dr. Mário Soares — em que muita coisa condenável passou a ser permitida. Pois eu tive de sair daquele local para que os meus filhos deixassem de olhar, curiosos, para revistas pouco recomendáveis a menores. Daí julgar de toda a pertinência a criação de leis que proíbam certos abusos.
Penso na deterioração do comportamento de certos jovens — e não só — dada a libertinagem que se espalhou pela sociedade em geral. Pessoalmente, gostaria de ver pôr termo à escalada de violência que se pratica em Portugal. Continuarei, portanto, a insistir na necessidade de travar o cada vez mais recorrente uso da violência como solução de conflitos de todo e qualquer tipo. Obviamente, o que se publica na capa da revista Tele Novelas não representa, só por si, a causa da violência. Mas seria bom actuar em tudo o que possa, eventualmente, contribuir para a incitação ao crime. Com base nesta defesa da não publicação das imagens que referi, escolhi uma capa da revista onde a violência não fosse tão chocante.
Data da Criação do original deste conteúdo: 2023-09-24 Data da actualização deste conteúdo, dois anos depois: 2025-10-20 Imagem da Revista Tele Novelas
O Professor Luís Correia, do Instituto Superior Técnico, e investigador na área das telecomunicações, afirmou, segundo a SIC Notícias de hoje, dia 23 de Abril, de 2024: “O telemóvel vai ser ultrapassado pelos óculos num futuro próximo, já não precisamos de teclado para nada, as lentes vão ser o nosso ecrã”
Escrevo como assumida ignorante no que diz respeito ao mundo das telecomunicações. Não estou, portanto, sob o “efeito Dunning-Kruger - “quanto menos uma pessoa sabe, mais ela acha que sabe" - porque sei muito pouco do quanto gostaria de saber.
É caso para acreditar nessa nova fonte de aquisição de conhecimento. Não chegavam os “oividos, os olhinhos e os dedinhos” (jornais, revistas, televisão, teclado e cenas ao vivo)? Se as vítimas do tal efeito Dunning-Kruger eram já uns enfatuados de sabedoria, irão passar ao grau de obsessividade!!! Não vamos aguentar!!!
Data da criação deste conteúdo: 2024-04-23 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Salvo raríssimas excepções, quando busco fontes de informação sobre o panorama político internacional, recorrendo à televisão ou aos jornais, fico absolutamente confusa e desagradada com tudo o que vejo ou leio. Dificilmente encontro uma fonte isenta, transparente e precisa. O que encontro é uma panóplia de manipuladores da verdade, defensores daquilo que, em franca realidade, considero ser-lhes conveniente moldar, à imagem e semelhança do que querem fazer do mundo.
Esta minha opinião é agravada pelos chamados “comentadores políticos”, os quais, em mesas de reuniões pluralistas, geram momentos saturantes, com resultados inconclusivos e, muitas vezes, até revoltantes, pelo ar com que se assumem como “detentores das soluções” que lhes serão convenientes.
Para além deste cenário, há uma realidade – direi já quase insuportável de digerir – travada entre uma segunda panóplia, a dos governadores e seus “complementos operacionais”, que seguem actuando à margem daquilo que convém à população em geral, e não apenas à de quem vive em absoluto conforto, não reclamando, portanto, seja o que for.
Entretanto, há também um cenário exterior, onde predomina uma atmosfera de ameaça do recurso ao uso de armas nucleares, defendido pelos “eternos poderosos”, caso aqueles que consideram não ter qualquer poder, ou mesmo os chamados ‘mexilhões’, não respeitem as imposições que desejam ver bem-sucedidas.
A completar todo este cenário permanente e insuportável, vão morrendo milhões de pessoas, como complemento de um ambiente de terror e de prepotência humanitária absolutamente condenável.
Segundo Lavoisier, “Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Assim sendo, deveremos continuar a aceitar esta verdade, deixando que a História continue a revelar-se um abominável “Marco de Transformações”?
Data da criação deste conteúdo: 2025-01-31 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Para ver o vídeo clique no link: https://www.youtube.com/watch?v=IerSNKA9DPw
Palavras de Dimash Qudaibergen sobre “THE SOUL OF HUMANITY":
"Hoje, sentado no meu quarto, pensei muito no futuro da nossa gente, do futuro da nossa família. Observei muitos vídeos de crianças da guerra, apanhando migalhas do chão para fazer sopa com elas, sopa apenas com o sabor de pão e cimento.
Por que é que isto acontece na vida? Por que é que tanta gente passa fome durante o melhor período das suas vidas? Por que se gastam bilhões em guerras, quando podem ser gastos em salvar milhões de vidas no mundo? Por que precisam deste dinheiro sujo? Vocês não o levarão convosco quando morrerem. Provavelmente a nossa geração jamais verá o dia em que não haverá guerra nas nações.”(sic)
Não resisti à tentação de trazer hoje à minha página este famoso cantor, oriundo do Cazaquistão.
Embora este texto, acima transcrito, esteja inserido no CD “THE SOUL OF HUMANITY”, vou deixo aqui o vídeo relativo a “THE STORY OF THE SKY”, um trabalho impressionante interpretado por Dimash Qudaibergen que, na minha humilde opinião, colocou-o, como intérprete, numa plataforma ainda mais acima daquela por que era já conhecido, relativamente à qualidade das suas interpretações anteriores. Sendo já um dos melhores do mundo - se não o melhor - Dimash atingiu um grau de excelência nunca atingido até hoje, tanto quanto conheço.
"Por má distribuição dos bens da Terra, Que torna a vida dura e faz a guerra Nos corações dos homens sem um guia, Pergunto às solidões do ser humano Se Deus criou o Homem por engano, Se o Homem criou Deus por cobardia."
Permitam-me que hoje dê o meu parecer:
"Por má governação dos bens da Terra", que faz os Homens provocarem guerra — por mentes desprovidas de valores... Respondo sem recurso a quaisquer tretas: Deus não criou o Homem por engano, este é que deixou de ser humano e mata sedes em fontes abjectas.
Data da criação deste conteúdo: 2018-07-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Hoje, decidi expressar neste manifesto o desencanto que provo ao ler certos textos onde o Acordo Ortográfico de 1990 está representado por expressões que me deixam perplexa. Dói a alma constatar que, aparentemente, não há forma de travar aquilo que considero uma reprovável condenação da língua portuguesa, de que tanto me orgulho; daí, não respeitar esse malogrado acordo.
Por vezes provo um profundo mal estar, nomeadamente pelas expressões usadas por pessoas que deveriam pensar nos jovens que, eventualmente, possam estar a ouvi-los. Refiro, por exemplo, a avalanche de jornalistas que, no início do relato de uma ocorrência, usam a expressão : “Dizer que"... É uma moda que se tornou viral e, muito sinceramente, não consigo ‘digeri-la’, pois não encontro qualquer lógica no seu uso.
Outro particular que me faz uma enorme confusão, é a acentuação das palavras, feita pelos brasileiros. Reflectamos bem na importância de uma correcta acentuação. É esse o meu objectivo, sobretudo pensando nos mais novos. Foi depois de ter lido um texto que foi partilhado por muitos blogueiros, que ponderei se não seria preferível fazer a separação do Português de Portugal e do Português do Brasil, em vez de misturar as duas línguas.
Data da criação deste conteúdo: 2020-02-24 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Hoje irei dedicar ao “Dia da Alimentação” um manifesto muito particular, dada a sua importância real na vida de cada um e da sociedade. Regra geral, considero que “o dia de” – seja ele do que for – alimenta interesses que nada têm a ver com o objectivo que deveria representar. Daí a minha relutância em aceitá-lo pelo que envolve.
O tipo de alimentação que cada ser humano deveria seguir dependerá de vários factores, entre eles:
a) Conhecimentos científicos – Com base na opção de cada um, cada pessoa deverá ponderar se é fiável a fonte de informação da qual adquiriu o conhecimento que possui.
b) Questão cultural – Todas as pessoas deveriam ter suficiente cultura para saber bem o que não devem comer, pormenor que determina se pretendem viver bem ou viver mal, muito embora a imunidade seja, neste caso, determinante até nos seus comportamentos.
c) Casos particulares – Existe, por exemplo, o problema das alergias, pormenor de relevante importância a dever respeitar.
d) Situação económica – Esta alínea levou-me, sobretudo, a dar especial atenção a este dia porque, considerando quem de a), b) e c) respeita – ou não – estas três alíneas, quis debruçar-me sobre as seguintes considerações:
Se uma pessoa vive sem problemas económicos e está minimamente segura de que a alínea a) lhe permite seguir os ensinamentos adquiridos, tudo bem.
Se não dá grande importância a regimes alimentares, terá de suportar as consequências do regime alimentar que escolher.
Na alínea c), diria que será de toda a conveniência uma consulta – ou mesmo três – para adquirir mais confiança na opção que considerar seu dever escolher. O que, certamente, irá tocar no problema económico que me conduziu à apreciação deste dia particularmente importante porque, mesmo considerando as três alíneas…
Se uma pessoa carecer de capacidade económica que lhe permita defender a sua saúde da melhor maneira possível, acaba por perder saúde e ganhar doença, alavancando:
- O excessivo custo de certos medicamentos. - Perturbações de natureza física e psicológica do paciente. - Sobrecarga económica para o Estado. - Aumento das listas de espera no SNS. - Redução da produtividade laboral. - Maior absentismo no trabalho e na escola. - Pressão acrescida sobre programas sociais e subsídios. - Enfraquecimento da sustentabilidade económica e social a médio prazo.
Data da criação deste conteúdo: 2025-10-16 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Por vezes somos surpreendidos com notícias sobre novas curas as quais nos carregam a alma de esperança, sejamos nós portadores da doença em questão, ou não. Tais notícias, porém, para os mais cépticos, levantam de imediato uma série de perguntas quando, mais tarde, se verifica que tais notícias foram um logro. Foi o que aconteceu com um texto escrito por mim em 2018-10-12, num dos meus blogues o qual, inicialmente, dava conta de uma invenção científica que traria esperança aos pacientes de uma determinada doença, mas também a todos os curiosos da matéria. A fonte teve o cuidado de cancelar a notícia original, o que motivou a correcção que também eu fiz naquele momento, 2021-02-19, relativa à interligação que eu tinha tido o cuidado de fazer. No entanto, irei manter a continuação do texto pois duplica o motivo inicial por que foi escrito.
Saberemos nós em quem confiar e no que confiar?
Mas que mundo é este em que vivemos, supostamente acreditando que os cientistas fazem descobertas para bem da humanidade e não para encher os bolsos de gananciosos sem vergonha, nem escrúpulos?
Que mundo é este que coloca interesses materiais numa plataforma onde a moralidade não chega? Amigos, há muitos anos que coloco as "verdades" que nos contam numa prateleira, em "quarentena", durante algum tempo. Contudo, essa quarentena não deverá durar tanto tempo que acabe por conduzir a "incertezas" quanto aos resultados obtidos e à consequente perda total de confiança no produto. No campo da saúde, um dos mais importantes factores será o de termos uma segura confirmação de ser verdade as "verdades" que nos vão contando, para que possamos ter uma alternativa da ciência a que possamos recorrer sempre que a medicina natural não der ao doente outro caminho. Pessoalmente sou uma acérrima defensora da prevenção através do que é natural e, daí a minha preocupação.
Que vergonhosa realidade a deste mundo em que vivemos com milhões de pessoas de braços caídos, incapacitadas de tomar decisões correctas perante as "verdades" tristemente mentirosas que vão sendo passadas à população. Entretanto, quiçá os inventores de mais um tipo de pomada "Santa Jibóia" morrem empanturrados com tanto dinheiro que ganham à custa da confiança de quem acredita neles.
Claro que a indústria farmacêutica cria curas! Não concordo é com o abuso que se faz do uso de produtos químicos antes de serem tentadas alternativas tão naturais quanto possível ou, melhor ainda, usarmos a prevenção antes de termos de recorrer à cura. Há, porém, a necessidade absoluta de recorrermos, sempre que necessário, a um naturopata de absoluta confiança e NUNCA nos auto-prescrevermos com base no que lemos ou no que nos acconselham. Quando há situações de elevada complexidade, em que se impõe recorrer ao uso de um antibiótico, deveremos respeitar o conselho do médico em quem confiamos, mas não vejo com agrado recorrer-se, exageramente, à prática abusiva do uso do antibiótico, quando nem sequer se sabe de que mal o doente padece.
Data da criação deste conteúdo: 2022-06-29 Imagem: Nataliya Vaitkevitch
Chocou-me profundamente ter tido conhecimento, já com 60 anos, de incongruências existentes entre a doutrina católica e o que possa o Estado do Vaticano ter tentado encobrir sob um manto diáfano de lamentável hipocrisia. Recordo que, quando criança e quando adolescente, era o único membro da família que ia à missa ao domingo. O meu quarto – quando tinha treze anos – tinha uma mesinha carregada de santinhos e imagens. Meu Pai, que eu amava muito, era absolutamente ateu, e brincava sempre com essa minha prática semanal de ir à missa todos os domingos, tinha eu 15 anos. Quando me preparava para sair, ouvia-o sussurrar ao ouvido da minha Mãe, de forma a que eu ouvisse, e com ar entre irónico e brincalhão: - A tua filha vai à missa ao domingo para pedir perdão a Deus e poder continuar a pecar durante a semana. Claro está que o fazia brincando comigo, talvez porque acreditasse que tal prática pessoal iria passando com a idade... Não brincava, porém, quando me avisava que não ousasse confessar-me a um padre, porque aí o assunto seria mais sério... Mas eu confessei-me e fiz a comunhão em segredo, sem vestido especial ou qualquer tipo de festa, obviamente. Era um segredo que eu queria manter, porque sabia bem quanto me poderia custar se ele viesse a saber que eu havia transgredido as suas ordens. Quando eu tinha já 18 anos, estávamos à mesa a almoçar e ele olhou para mim, com ar “ameaçador”, e disse-me: - Que eu não tenha a confirmação de algo de que desconfio... porque aí, irei ter de tomar uma posição de que não irás gostar. A partir dos meus 30 anos, mais ou menos, comecei a manifestar uma certa relutância em aceitar atitudes e posições da igreja, que me chocavam muito, mas embora tivesse deixado de ir à missa, eu continuava a considerar-me católica apostólica romana. Tive, porém, um conhecimento mais profundo de certas situações, durante os anos em que fiz deslocações permanentes a Itália, por questões de trabalho. Aí, fui confrontada com o conhecimento de certas notícias lamentáveis do que se passaria no Vaticano, e que nada tinham de comum com valores de humanidade e de fraternidade que eu tanto defendia. Anos mais tarde fui viver para Torino, e foi aí que comecei a ouvir rumores da razão pela qual o Banco Ambrosiano tinha ido à falência e, então sim, comecei a duvidar dos conceitos de religião que tinha adquirido em criança e que fizeram de mim católica apostólica romana, bem contra o desejo do meu Pai. Assim sendo, fiz algumas reflexões! O Vaticano nada tinha que ver com os valores que eu defendia e, portanto, passei a perservar os que, moralmente me serviam, e servem, tendo-me desligado totalmente da igreja gerida por um grupo de entidades “religiosas” que estarão a degradar a confiança que os católicos depositavam neles. No que diz respeito à minha posição actual, perante a igreja, perante a sociedade, e perante o mundo, faço a gerência entre o que se diz e o que convém respeitar, optando por seguir uma linha de AMOR incondicional à vida, e aos outros, carregada de tudo o que a minha consciência me vai ditando.
Data da criação deste conteúdo: 2019-08-07 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Para que pudesse avaliar, pessoalmente, os programas sobre os quais tanto se fala — isto é, “Big Brother” e “Desafio Final” — fiz o que seria expectável da minha parte: dediquei parte do tempo durante o qual escrevo sobre matérias de muito mais interesse para mim e tentei perceber por que razão estes programas são tão apreciados pelos jovens… e não só! Certa ou errada, julguei-os com imparcialidade, focando-me nos pontos mais importantes e na relevância da sua influência na educação. Este é o lado que mais me preocupa. Mesmo tratando-se de uma opinião muito pessoal e informal, decidi manifestar-me. Concluí, portanto, que, se, por um lado, a opinião pública reflecte o cenário da formação de um determinado grupo de pessoas, pelo interesse demonstrado, por outro, faculta a bons psicólogos e a bons entendedores, em matéria de educação, dados de comportamento que, naturalmente, lhes permitirão fazer uma correcta avaliação do que convirá evitar. Tal posição será, talvez, conveniente, a fim de não prejudicar todos quantos — possuidores de comportamentos preocupantes — acabem por agravar a sua condição de desestabilizadores da sociedade e impossibilitar a tarefa de quem tem em programa (ou desejo) levar uma panóplia de “Cartas a muitos Garcias”, espalhados pelo território português. Pergunto: — Serão as atitudes assumidas pelo Big Brother as mais correctas como punição dos transgressores? — Será que, entre aqueles que transgridem as regras, o massacre psicológico não conta? Mais ainda: a) Que tipo de público, na hora de votar, o faz com isenção total? b) Por que é passada ao público a “batata quente”, quando a responsabilidade é da produção do programa? Quer-me parecer que alguém quererá agradar a Gregos e a Troianos, pretendendo o óbvio: evitar prejudicar o nível de audiências, mantendo fora de julgamento o que deveria ser, realmente, da sua responsabilidade.
Data da criação deste conteúdo: 2024-02-02 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Gerou-se em Portugal – e no mundo, com outros contornos adicionais – um clima angustiante de notícias relatando a prática de crimes horrendos, que estão a perturbar até os seres menos susceptíveis a distúrbios emocionais. Mas o que estará a passar-se para que pais matem filhos e casais se matem entre si, sem qualquer respeito pela vida a que todos têm direito? Que acção têm desenvolvido as supostas instituições humanitárias existentes? Sinto-me completamente desolada e confusa. Já não me basta, como justificação, as causas mais marcantes e variadas que possam provocar tais comportamentos.
Estaremos no limiar da eclosão de uma guerra sem precedentes, cujas consequências serão catastróficas para todos os seres do mundo, ou a consciência humanitária acabará por encontrar uma forma surpreendente de evitar o caos absoluto?
Data da criação deste conteúdo: 2024-10-17 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
(Texto escrito e publicado em 2011. Onze anos volvidos, politicamente tudo continua como dantes)
Fico sempre muito bem impressionada quando bons críticos utilizam uma forma clara e precisa nas suas análises, tanto no que se refere ao comportamento nefasto de figuras políticas em relação aos interesses dos cidadãos, como aos interesses saudáveis defendidos por elas, cuja concretização não é possível devido ao obscurantismo que continua comodamente instalado no nosso país. Este texto foi elaborado precisamente com base numa crítica específica que li num blog, cujo texto não insiro aqui por considerar desnecessário pedir autorização para tal.
Programas adequados para o desenvolvimento cultural da população deveriam ser a base de medidas urgentes a serem implementadas por qualquer governo, em qualquer nação onde exista um elevado número de pessoas sem bases culturais sólidas. Quando me refiro a desenvolvimento cultural, falo de medidas revolucionárias a serem tomadas desde a base, visando a formação, em várias vertentes, de uma nova geração.
O sucesso dos 'vendedores de pomada Santa Gibóia' ainda ocorre devido ao elevado número de ignorantes, que, por falta de hábito e formação básica deficiente, não têm motivação para ler e são incapazes de compreender a maior parte das informações transmitidas. Esses manipuladores de promessas exploram a população de uma forma que perturba qualquer cidadão mais lúcido e informado – o que é, lamentavelmente, desagradável.
A agravar esta situação, a carência de cultura leva a tomadas de posição 'cegas' por parte daqueles que chamo de 'professores', que se julgam detentores de todo o conhecimento e não permitem que os outros aprendam. Essas atitudes, frequentemente transformadas em graves conflitos, dificultam a solução de problemas que poderiam ser resolvidos de forma democrática, mas que a referida carência não permite assimilar como sendo, em democracia, a forma correcta de ouvir e ser ouvido.
Assim, é urgente que os nossos políticos mudem de tática e comecem a usar uma transparência genuína (e não a manipulativa, que é perigosa), além de transformarem as suas promessas em discursos de verdade convincente. Seria bom, portanto, tentar de várias formas elevar o nível cultural da população menos informada, afim de ser atingido um maior grau de responsabilidade na escolha dos candidatos, não só para governar o país, mas também para assumirem lugares de chefia em outros sectores de interesse para o progresso da nação. É urgente formar pessoas de alma sã em corpo são, o que só poderá conseguir-se quando cada um tiver uma vida confortavelmente digna e de grande valor humano.
Data da criação deste conteúdo. 2011-02-16 Imagem: Harrison Haines
A palavra... já não basta! A oração... não resulta! Tanta coisa que contrasta... Tanta coisa sinto oculta... Intenções de vária ordem, ligadas à vil ganância, colocaram em desordem, Amor, Paz e Tolerância.
Data da criação deste conteúdo: 2014-08-05 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Em Portugal, actualmente, é necessário possuir uma grande dose de serenidade, de resiliência e de autodomínio emocional, para enfrentar e aguentar, silenciosamente, e com grande sabedoria, a crescente onda de crimes, de violência, de assaltos, de instabilidade generalizada em várias áreas, tais como em escolas, em hospitais, em serviços públicos, etc. A população melhor informada e mais atenta, saberá bem o que está na base de certos comportamentos. O problema é que essa base deveria ter sido sujeita a transformações que não aconteceram em devido tempo.
Estarei a ser exagerada, ou na verdade precisámos de 50 anos para assistir a algo que nunca esperávamos ver? A Revolução de Abril de 1974, é uma data a partir da qual esperávamos que fosse cumprido o objectivo da revolução em questão. Estes 50 longos anos deram-nos um socialismo em liberdade relativa, coberto por um "manto diáfano recheado de verdades mentirosas". Ano, após ano, foi um ver se te avias no desfolhar dos cravos... Além de desgoverno, tivemos muitos casos de supostos desvios de dinheiro. Será com esses milhões, que fazem parte de um bolo sem cereja no topo, que Sua Excelência o Senhor Presidente da República esperará redimir o passado relativo às ex-colónias? Francamente, não saberei!!! O que saberei é que há momentos em que me interrogo se, por vezes, não seria mais conveniente o recurso ao silêncio...
Temos um novo governo formado. Sem maioria absoluta, foi, no entanto, eleito pelo público. Como democratas "à altura", e com a classificação de Povo Sereno, só nos resta ter de esperar para ver se Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro eleito, e a sua comitiva, põem em prática tudo o que foi apregoado como princípios de actuação a seguirem. Só assim poderemos definir a sua competência e definir, também, se o mesmo é um Homem de Palavra. Sorriso, pelo menos, não lhe falta.
Data da criação deste conteúdo: 2024-04-27 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.