Façamos, em conjunto, uma análise entre o que somos aconselhados a fazer e o que, na realidade, podemos fazer:
• Somos aconselhados a estar atentos a sinais físicos ou psicológicos não comuns em nós, e a consultar o médico caso eles persistam. Contudo, hoje em dia só quem for rico pode manter a saúde. Vejamos a falta de médicos de família e a confusão generalizada nos hospitais, em vários sectores. É chocante!
• Somos aconselhados a ter cuidados especiais com a alimentação, mas, começando pelo que se observa nos hospitais, não se presta a devida atenção ao que é dado aos doentes. Pergunto: Como poderemos ter uma alimentação adequada se a maioria das pessoas não tem condições económicas que lhes permitam o privilégio de escolher o mais saudável, ou mesmo o menos prejudicial? Também perguntaria por que razão não se põe o responsável pela saúde pública a ganhar o salário mínimo. Para não mencionar o valor da inserção social que o Estado paga a quem a ele recorre. Talvez assim resultasse e ele começasse a sentir na pele os resultados.
• Somos bombardeados por programas contra a violência, nomeadamente doméstica, mas ao mesmo tempo é facultada aos jovens a possibilidade de assistir a esse sacrilégio através de diversos programas de entretenimento, filmes e revistas tais como a "Telenovelas", onde são exibidas, frequentemente, imagens que revoltam qualquer ser humano mais sensível e contrário ao uso de violência.
Tenho absoluta consciência do quão complicado será alterar este estado de coisas e de muitas outras que não convém aqui referir pois tornaria este apontamento demasiado longo e poucas seriam as pessoas dispostas a lê-lo. Sei, também, que qualquer reforma a introduzir teria, necessariamente, de começar no seio familiar e teríamos de esperar algumas gerações para que surtisse efeito. Contudo, gostaria de reafirmar a minha convicção de que urge pôr um travão ao que está a acontecer. Estão a avançar movimentos perigosamente ameaçadores da tranquilidade das pessoas, e este assunto percorre um caminho onde é comum a justiça falhar sempre que não são convenientemente penalizados aqueles que praticam crimes de previsível reincidência após condenação, com redução de pena por bom comportamento. É revoltante o número de casos em que tal se verifica.
A minha teimosa esperança de ver o meu velho país ser bafejado por uma onda de renovações de vária ordem, leva-me hoje a recordar um texto que escrevi, há exactamente sete anos, vinte e nove depois de uma previsão feita por Natália Correia, a qual achei fantástica mas que não irei transcrever porque tornaria demasiado longa a reflexão que gostaria de fazer hoje. Esta senhora, de quem sei pouco, inspirou esta minha reflexão porque fiquei com a impressão de que teria consciência de uma verdade que anunciou, independentemente das posições que tenha assumido, durante a sua vida, a maioria das quais desconheço.
Não importa se tu és de esquerda ou se és de direita, basta que tenhas consciência das opções que assumires ao tomar uma decisão importante, decisão essa que pode vir a prejudicar fortemente o teu país, se não souberes escolher o Homem que gostarias de ver governá-lo. Tal escolha não deve – de forma alguma – servir o teu partido, mas sim a tua Nação.
Por classe social entendo várias, entre elas:
- a que teve acesso à cultura e que a adaptou a bons princípios a defender;
- a que teve acesso a uma cultura apenas livresca e que a adaptou a si, para tentar satisfazer as
suas excessivas e egoístas ambições;
- a que não teve acesso – por um ou por outro motivo – à base cultural que poderia ter-lhe dado a
possibilidade de julgar por si e não pelo que os outros lhes dizem.
- etc....
Não acredito em classes sociais ditas ricas e pobres. Não é o ter ou não ter dinheiro que nos coloca num dos dois patamares. São os valores que defendemos e, aí, os patamares são vários.
Temos tido governos escolhidos por maiorias que votam no seu partido, e não no HOMEM que convém ao país, por provas dadas das suas grandes qualidades. Essa maioria, confia num programa que lhes apresentam e que vai de encontro à provável satisfação das suas ambições, sem respeito pelas ambições de outros. Mas, nessa maioria, encontram-se também eleitores que, ao votar, não têm consciência da responsabilidade do seu acto porque, provavelmente, foram manipulados por defensores de partidos que funcionam como “clubes” aos quais são fiéis. Esta é uma realidade, não é uma suposição. Os sacrificados, as grandes vítimas, são aqueles que estão a pagar pela predominância duma classe privilegiada e egoísta. Não estou a referir-me a uma classe social como é, normalmente, referida: rica, ou pobre. Estou a referir-me a uma classe de gente para quem os valores são, predominantemente, materiais. Quanta gente muito pobre os defende! Eu não seria contra a situação da classe privilegiada desde que, os outros, tivessem direito a uma base segura, que lhes garantisse emprego, um tecto, um bom serviço de saúde e de educação – gratuitos! - e o direito inquestionável a condições que lhes permitissem uma velhice tranquila, num ambiente de Amor. O que saísse deste grupo de bens de direito, faria parte de conquistas conseguidas, por mérito próprio, por comprovada lealdade, honestidade, e não prejudicando fosse quem fosse.
Revolta-me saber da existência de tantos privilegiados, em detrimento do chocante número de pessoas que vive na miséria, sem receio de exagerar, muitas das quais estão a pagar uma pesadíssima factura por erros cometidos, por devoção a partidos e não a valores.
Procuro na escrita o que não encontro em ninguém, mas já não sei se escrevo ou se me deixo mergulhar nas pausas que o tempo me vai dando. Vou-me desfolhando lentamente, contando, um a um, os Bem-me-Quer, Malmequer, da minha vida de Mulher. Oh! Como eu gostaria de prolongar a minha existência! Quantas histórias irei deixar inacabadas, se me afogar num dos mergulhos que vou dando. Coragem e comunicação foram sempre as minhas armas de combate contra os ácidos da Vida. Não gosto da solidão. Umas vezes é flor, outras vezes um espinho, espetado no coração. Quando narro o que ficou escrito, nas palmas da minha mão, sinto o doce do mel, e o acre do limão. Quantas feridas se abriram em mim, sem um lamento meu e sem revolta. Foram muitas viagens que fizeram, de ida... e de volta. Fui Mãe nas horas de ponta e madrasta vezes sem conta, quando aquilo que exigia não se dissolvia nas águas em que me envolvia. Não! Não me tortura mais o Passado. Tortura-me o Presente. Esse sim, que é responsável pelo que sinto em mim. O meu corpo tem marcas, mas o meu espírito, não! Sou amor e desamor, numa mistura que dói, mas que não corrói a minha mente, porque a realidade não lho consente. Deslizo numa descida a pique, sem qualquer vontade, escorregando aqui ou ali, mas levantando-me sempre. Quero manter-me na vertical até que me chegue a desistência que aniquilará esta minha resistência. Não, eu não quero caminhar mais em chão de areia! Quero mergulhar em mares, como se fosse uma sereia.
Data da criação deste conteúdo: 2015-05-01 Livro "Contos ao Vento": Edições Vieira da Silva Excerto de: Maria Letr@ Autor da imagem: Fred Azevedo.
"Por má distribuição dos bens da Terra, Que torna a vida dura e faz a guerra Nos corações dos homens sem um guia, Pergunto às solidões do ser humano Se Deus criou o Homem por engano, Se o Homem criou Deus por cobardia."
Permitam-me que hoje dê o meu parecer:
"Por má governação dos bens da Terra", que faz os Homens provocarem guerra — por mentes desprovidas de valores... Respondo sem recurso a quaisquer tretas: Deus não criou o Homem por engano, este é que deixou de ser humano e mata sedes em fontes abjectas.
Data da criação deste conteúdo: 2018-07-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Hoje, decidi expressar neste manifesto o desencanto que provo ao ler certos textos onde o Acordo Ortográfico de 1990 está representado por expressões que me deixam perplexa. Dói a alma constatar que, aparentemente, não há forma de travar aquilo que considero uma reprovável condenação da língua portuguesa, de que tanto me orgulho; daí, não respeitar esse malogrado acordo.
Por vezes provo um profundo mal estar, nomeadamente pelas expressões usadas por pessoas que deveriam pensar nos jovens que, eventualmente, possam estar a ouvi-los. Refiro, por exemplo, a avalanche de jornalistas que, no início do relato de uma ocorrência, usam a expressão : “Dizer que"... É uma moda que se tornou viral e, muito sinceramente, não consigo ‘digeri-la’, pois não encontro qualquer lógica no seu uso.
Outro particular que me faz uma enorme confusão, é a acentuação das palavras, feita pelos brasileiros. Reflectamos bem na importância de uma correcta acentuação. É esse o meu objectivo, sobretudo pensando nos mais novos. Foi depois de ter lido um texto que foi partilhado por muitos blogueiros, que ponderei se não seria preferível fazer a separação do Português de Portugal e do Português do Brasil, em vez de misturar as duas línguas.
Data da criação deste conteúdo: 2020-02-24 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Hoje irei dedicar ao “Dia da Alimentação” um manifesto muito particular, dada a sua importância real na vida de cada um e da sociedade. Regra geral, considero que “o dia de” – seja ele do que for – alimenta interesses que nada têm a ver com o objectivo que deveria representar. Daí a minha relutância em aceitá-lo pelo que envolve.
O tipo de alimentação que cada ser humano deveria seguir dependerá de vários factores, entre eles:
a) Conhecimentos científicos – Com base na opção de cada um, cada pessoa deverá ponderar se é fiável a fonte de informação da qual adquiriu o conhecimento que possui.
b) Questão cultural – Todas as pessoas deveriam ter suficiente cultura para saber bem o que não devem comer, pormenor que determina se pretendem viver bem ou viver mal, muito embora a imunidade seja, neste caso, determinante até nos seus comportamentos.
c) Casos particulares – Existe, por exemplo, o problema das alergias, pormenor de relevante importância a dever respeitar.
d) Situação económica – Esta alínea levou-me, sobretudo, a dar especial atenção a este dia porque, considerando quem de a), b) e c) respeita – ou não – estas três alíneas, quis debruçar-me sobre as seguintes considerações:
Se uma pessoa vive sem problemas económicos e está minimamente segura de que a alínea a) lhe permite seguir os ensinamentos adquiridos, tudo bem.
Se não dá grande importância a regimes alimentares, terá de suportar as consequências do regime alimentar que escolher.
Na alínea c), diria que será de toda a conveniência uma consulta – ou mesmo três – para adquirir mais confiança na opção que considerar seu dever escolher. O que, certamente, irá tocar no problema económico que me conduziu à apreciação deste dia particularmente importante porque, mesmo considerando as três alíneas…
Se uma pessoa carecer de capacidade económica que lhe permita defender a sua saúde da melhor maneira possível, acaba por perder saúde e ganhar doença, alavancando:
- O excessivo custo de certos medicamentos. - Perturbações de natureza física e psicológica do paciente. - Sobrecarga económica para o Estado. - Aumento das listas de espera no SNS. - Redução da produtividade laboral. - Maior absentismo no trabalho e na escola. - Pressão acrescida sobre programas sociais e subsídios. - Enfraquecimento da sustentabilidade económica e social a médio prazo.
Data da criação deste conteúdo: 2025-10-16 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Criei esta página para ter um espaço onde, livremente, expresse a minha opinião, preocupação e/ou regozijo sobre assuntos de carácter geral que possam, de algum modo, interessar a quem lê o que vou escrevendo. Qualquer texto meu nesse sentido, para além de ter a função de “desabafo pessoal”, servirá de “conversa silenciosa”, durante a qual só as expressões usadas, as imagens e a pontuação do texto darão eloquência a esse silêncio. Poderão, eventualmente, mexer com a sensibilidade do leitor, mas não afectarão, seguramente, os seus ouvidos.
Os textos aqui escritos não serão portadores de mensagens pretendendo aprovação, nem servem de “pretensiosa” afirmação pessoal do que defendo. Desejaria, porém, que cada um desses textos fosse um pretexto para troca de opiniões, ou outra qualquer manifestação, desde que feita com o devido respeito pela direito de opinião a que cada cidadão tem direito. Se tal não acontecer, ver-me-ei coagida a cancelar a sua participação, pois não permitirei qualquer ofensa provocatória à minha pessoa ou a outrem.
Chocou-me profundamente ter tido conhecimento, já com 60 anos, de incongruências existentes entre a doutrina católica e o que possa o Estado do Vaticano ter tentado encobrir sob um manto diáfano de lamentável hipocrisia. Recordo que, quando criança e quando adolescente, era o único membro da família que ia à missa ao domingo. O meu quarto – quando tinha treze anos – tinha uma mesinha carregada de santinhos e imagens. Meu Pai, que eu amava muito, era absolutamente ateu, e brincava sempre com essa minha prática semanal de ir à missa todos os domingos, tinha eu 15 anos. Quando me preparava para sair, ouvia-o sussurrar ao ouvido da minha Mãe, de forma a que eu ouvisse, e com ar entre irónico e brincalhão: - A tua filha vai à missa ao domingo para pedir perdão a Deus e poder continuar a pecar durante a semana. Claro está que o fazia brincando comigo, talvez porque acreditasse que tal prática pessoal iria passando com a idade... Não brincava, porém, quando me avisava que não ousasse confessar-me a um padre, porque aí o assunto seria mais sério... Mas eu confessei-me e fiz a comunhão em segredo, sem vestido especial ou qualquer tipo de festa, obviamente. Era um segredo que eu queria manter, porque sabia bem quanto me poderia custar se ele viesse a saber que eu havia transgredido as suas ordens. Quando eu tinha já 18 anos, estávamos à mesa a almoçar e ele olhou para mim, com ar “ameaçador”, e disse-me: - Que eu não tenha a confirmação de algo de que desconfio... porque aí, irei ter de tomar uma posição de que não irás gostar. A partir dos meus 30 anos, mais ou menos, comecei a manifestar uma certa relutância em aceitar atitudes e posições da igreja, que me chocavam muito, mas embora tivesse deixado de ir à missa, eu continuava a considerar-me católica apostólica romana. Tive, porém, um conhecimento mais profundo de certas situações, durante os anos em que fiz deslocações permanentes a Itália, por questões de trabalho. Aí, fui confrontada com o conhecimento de certas notícias lamentáveis do que se passaria no Vaticano, e que nada tinham de comum com valores de humanidade e de fraternidade que eu tanto defendia. Anos mais tarde fui viver para Torino, e foi aí que comecei a ouvir rumores da razão pela qual o Banco Ambrosiano tinha ido à falência e, então sim, comecei a duvidar dos conceitos de religião que tinha adquirido em criança e que fizeram de mim católica apostólica romana, bem contra o desejo do meu Pai. Assim sendo, fiz algumas reflexões! O Vaticano nada tinha que ver com os valores que eu defendia e, portanto, passei a perservar os que, moralmente me serviam, e servem, tendo-me desligado totalmente da igreja gerida por um grupo de entidades “religiosas” que estarão a degradar a confiança que os católicos depositavam neles. No que diz respeito à minha posição actual, perante a igreja, perante a sociedade, e perante o mundo, faço a gerência entre o que se diz e o que convém respeitar, optando por seguir uma linha de AMOR incondicional à vida, e aos outros, carregada de tudo o que a minha consciência me vai ditando.
Data da criação deste conteúdo: 2019-08-07 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Para que pudesse avaliar, pessoalmente, os programas sobre os quais tanto se fala — isto é, “Big Brother” e “Desafio Final” — fiz o que seria expectável da minha parte: dediquei parte do tempo durante o qual escrevo sobre matérias de muito mais interesse para mim e tentei perceber por que razão estes programas são tão apreciados pelos jovens… e não só! Certa ou errada, julguei-os com imparcialidade, focando-me nos pontos mais importantes e na relevância da sua influência na educação. Este é o lado que mais me preocupa. Mesmo tratando-se de uma opinião muito pessoal e informal, decidi manifestar-me. Concluí, portanto, que, se, por um lado, a opinião pública reflecte o cenário da formação de um determinado grupo de pessoas, pelo interesse demonstrado, por outro, faculta a bons psicólogos e a bons entendedores, em matéria de educação, dados de comportamento que, naturalmente, lhes permitirão fazer uma correcta avaliação do que convirá evitar. Tal posição será, talvez, conveniente, a fim de não prejudicar todos quantos — possuidores de comportamentos preocupantes — acabem por agravar a sua condição de desestabilizadores da sociedade e impossibilitar a tarefa de quem tem em programa (ou desejo) levar uma panóplia de “Cartas a muitos Garcias”, espalhados pelo território português. Pergunto: — Serão as atitudes assumidas pelo Big Brother as mais correctas como punição dos transgressores? — Será que, entre aqueles que transgridem as regras, o massacre psicológico não conta? Mais ainda: a) Que tipo de público, na hora de votar, o faz com isenção total? b) Por que é passada ao público a “batata quente”, quando a responsabilidade é da produção do programa? Quer-me parecer que alguém quererá agradar a Gregos e a Troianos, pretendendo o óbvio: evitar prejudicar o nível de audiências, mantendo fora de julgamento o que deveria ser, realmente, da sua responsabilidade.
Data da criação deste conteúdo: 2024-02-02 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Gerou-se em Portugal – e no mundo, com outros contornos adicionais – um clima angustiante de notícias relatando a prática de crimes horrendos, que estão a perturbar até os seres menos susceptíveis a distúrbios emocionais. Mas o que estará a passar-se para que pais matem filhos e casais se matem entre si, sem qualquer respeito pela vida a que todos têm direito? Que acção têm desenvolvido as supostas instituições humanitárias existentes? Sinto-me completamente desolada e confusa. Já não me basta, como justificação, as causas mais marcantes e variadas que possam provocar tais comportamentos.
Estaremos no limiar da eclosão de uma guerra sem precedentes, cujas consequências serão catastróficas para todos os seres do mundo, ou a consciência humanitária acabará por encontrar uma forma surpreendente de evitar o caos absoluto?
Data da criação deste conteúdo: 2024-10-17 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
A palavra... já não basta! A oração... não resulta! Tanta coisa que contrasta... Tanta coisa sinto oculta... Intenções de vária ordem, ligadas à vil ganância, colocaram em desordem, Amor, Paz e Tolerância.
Data da criação deste conteúdo: 2014-08-05 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Em Portugal, actualmente, é necessário possuir uma grande dose de serenidade, de resiliência e de autodomínio emocional, para enfrentar e aguentar, silenciosamente, e com grande sabedoria, a crescente onda de crimes, de violência, de assaltos, de instabilidade generalizada em várias áreas, tais como em escolas, em hospitais, em serviços públicos, etc. A população melhor informada e mais atenta, saberá bem o que está na base de certos comportamentos. O problema é que essa base deveria ter sido sujeita a transformações que não aconteceram em devido tempo.
Estarei a ser exagerada, ou na verdade precisámos de 50 anos para assistir a algo que nunca esperávamos ver? A Revolução de Abril de 1974, é uma data a partir da qual esperávamos que fosse cumprido o objectivo da revolução em questão. Estes 50 longos anos deram-nos um socialismo em liberdade relativa, coberto por um "manto diáfano recheado de verdades mentirosas". Ano, após ano, foi um ver se te avias no desfolhar dos cravos... Além de desgoverno, tivemos muitos casos de supostos desvios de dinheiro. Será com esses milhões, que fazem parte de um bolo sem cereja no topo, que Sua Excelência o Senhor Presidente da República esperará redimir o passado relativo às ex-colónias? Francamente, não saberei!!! O que saberei é que há momentos em que me interrogo se, por vezes, não seria mais conveniente o recurso ao silêncio...
Temos um novo governo formado. Sem maioria absoluta, foi, no entanto, eleito pelo público. Como democratas "à altura", e com a classificação de Povo Sereno, só nos resta ter de esperar para ver se Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro eleito, e a sua comitiva, põem em prática tudo o que foi apregoado como princípios de actuação a seguirem. Só assim poderemos definir a sua competência e definir, também, se o mesmo é um Homem de Palavra. Sorriso, pelo menos, não lhe falta.
Data da criação deste conteúdo: 2024-04-27 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Há vírus de várias estirpes actuando no mundo de várias formas, hipoteticamente deixando marcas para sempre, mas gostaria de concentrar-me neste momento, e em primeiro lugar, no que atacou Portugal em 25 de Abril de 1974, durante o processo de instalação da tão desejada Liberdade e, em segundo lugar, no que invadiu o mundo, no final de 2019. Através de uma simples análise básica, ambos me parece terem uma característica comum, isto é, possível morte por asfixia.
Tendo vivido, bem de perto, momento a momento, a Revolução de 25 de Abril de 1974, e revendo os ideais causais da mesma, chego à conclusão básica de que a evolução que teve proporcionou, aos mais curiosos, uma boa oportunidade de analisarem inúmeras e variadas reacções das pessoas, durante a qual aqueles adquiriram uma série de conhecimentos que lhes foram permitindo fazer um quadro das variadíssimas cores da alma do Povo Português – até então amarrado à proibição de ser livre.
Considerando que, num regime dito democrático, o slogan “Socialismo em Liberdade” ocasionou erradas interpretações e consequentes abusos da parte de pessoas sedentes de libertinagem – o que nada tem a ver com Liberdade! – não posso deixar de continuar posicionando-me defensora do respeito por certos valores morais que foram negligenciados a partir daí, e que o novo regime não soube proteger. É certo que não seria fácil dominar certos ímpetos do povo, parte do qual carecia, e carece ainda, de princípios de educação e de cultura adequados a um país democrático, mas tenho de reconhecer, repetindo-me, de que competia aos detentores do poder dar ao povo aquilo de que carecia, para melhor sentirem a diferença entre o que foi o país antes do dia 25 de Abril de 1974 e o que foi proposto vir a acontecer a partir desta célebre data.
Considerando ainda não só os diferentes níveis culturais da nossa sociedade, na altura, mas também o que resultou dos cinquenta anos de “clausura da alma de cada português”, ainda hoje considero não terem sido totalmente neutralizadas as consequências dos quase cinquenta anos de regime totalitarista, então vividos. Quer nas vítimas directas quer, por reflexo, nos seus descendentes, essas consequências representaram golpes muito graves, que atacavam primeiro a alma e, depois, o corpo que era, em muitos casos, “enclausurado”, se ousassem manifestar-se contra o regime. Tal clausura não era provocada por um vírus qualquer… Tratava-se de uma estirpe, também esta com várias mutações de ampla envergadura, que causavam lesões graves nos opositores ao regime, acabando por asfixiá-los, lentamente.
Se fizermos um estudo – que nem é necessário que seja profundo – do que se passa hoje, verificamos que, decorridos quase outros cinquenta anos, ainda somos perseguidos por vírus “especiais” que matam por asfixia, só que agora trata-se de uma outra espécie, também assassina e com variadas mutações, mas igualmente asfixiante. Este vírus ataca primeiro o corpo, deixando a alma a pairar num espaço perdido… Por que nos enclausuram? Porque a ciência isso aconselha! Contudo, as inúmeras contradições de opinião e de constatação de factos e de insucessos, “engasgam” quem está atento e geram perguntas sem resposta aparente. Depois, todo este quadro tem um background e um jogo de interesses não indiferentes… Assim sendo, continuamos a sofrer a perseguição de verdadeiros assassinos do corpo e da alma… mas trazendo sempre implícito o estabelecimento de regras de comportamento que têm como objectivo “sermos protegidos e protegermos os outros”. Não estarão estas regras mascaradas para servir novos fins, mais perversos ainda – se bem que diferentes daqueles que imperavam antes e durante a revolução de 1974? Decorridos cerca de cinquenta anos, somos surpreendidos por uma nova situação viral, de novo mascarada com “diferentes mutações”.
Quem serão os “malabaristas” que continuam presos ao dito cujo da galinha, desde o primeiro ovo que de lá tiraram, em 2019? É que se trata de um “soma e segue” de partos… numa galinha que continua viva… Até quando? Estarão estes “malabaristas” com propósitos bem definidos, na tentativa de levar uma qualquer outra carta a Garcia”? Da primeira vez, saímos marcados e com deficiências. Como sairemos desta vez?
É comum, em alguns programas, haver espaço pra comentar notícias que envolvem dramas, ou factos a considerar. Jornalistas sem competência, são postos a entrevistar, sem a devida experiência.
Acabam de anunciar que alguém foi assassinado! Questionam um seu parente: - Por favor... o que sentiu ao saber desta notícia? Alguém à morte assistiu? Alguém chamou a polícia?
A pessoa nem respondeu, porque estava emocionada. Que pena não estar lá eu… Que mulher impreparada! São perguntas que se façam? Pegam em casos fatais, e em vez de acalmarem... maçam!
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Jornalismo incompetente dispensa-se, minha gente!
Data da criação deste conteúdo: 2015-04-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Portugal enfrenta um crescimento preocupante na prática de crimes gravíssimos – muitos dos quais perpetrados por grupos de jovens adolescentes-adultos. Acredito, portanto, que uma das grandes atitudes a tomar seria uma imediata e organizada restrição de imagens chocantes nos órgãos de informação, não só pelo que podem provocar na mente das pessoas mais sensíveis, mas também, e sobretudo, porque podem incitar jovens com problemas de vária ordem – nomeadamente de droga – a habituarem-se à ilusão de que tais imagens representam um sinal de aceitação social “normal”. Acreditarão, talvez, que a violência lhes possa trazer um protagonismo de heroicidade, a que muitos dão grande importância. Perguntar-se-á se não será prova disso o facto de tais actos de covardia estarem a ser praticados, correntemente, entre jovens namorados/as, alguns dos quais muito jovens.
A revista "Telenovelas" já foi, pelo menos duas vezes, referenciada por mim neste meu website, mesmo sabendo que de nada vale o que eu possa tentar provocar com isso. Fi-lo pela revolta que sinto face a este e outros ‘abusos’ semelhantes. Até hoje não tive conhecimento de que alguém, alguma vez, tivesse tomado uma posição relativamente a este assunto, que considero deveras chocante e que tem vindo a acontecer, de forma continuada. Julgo que seria de assumir uma adequada posição - não se tratando de censura jornalística - mas sim de pôr termo a um abuso que molesta qualquer ser humano, dada a violência explícita muitas vezes na imagem de capa dessa revista. Imagino que os responsáveis pela escolha das imagens a editar tenha a preocupação, não só de chamar a atenção para os seguidores das respectivas novelas a que as imagens dirão respeito, mas também para que a venda da revista aumente potencialmente, o que, pessoalmente, acho condenável.
Além deste particular, não menosprezemos o facto de haver milhões de pessoas que se alimentam de fortes sensações de ‘suspense’ a quem, portanto, tais imagens suscitam curiosidade. De que natureza? Não saberei!
Esta minha ironia é intencional, mas tem fundamento comprovado pelo número de audênciass diárias de quem aprecia telenovelas. Mas não é isso que está em causa. O que está em causa é aquilo a que se recorre para conseguir vender as revistas e aumentar essas audiências.
Data da criação deste conteúdo: 2024-09-08 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando decidi abrir uma página pessoal, fi-lo movida pela vontade de partilhar o que escrevo sobre diversos temas, excluindo, porém, desgastantes discussões de natureza partidária. Estou completamente afastada desse campo e, se por acaso fizer algum comentário sobre certas “escandaleiras”, infelizmente tão frequentes hoje, esse comentário jamais será colocado na página seja de quem fôr. Permanecerá apenas neste meu espaço, tal como acontece, também, com a minha página no Facebook. Reitero, naturalmente, o respeito que me merecem as opções partidárias de cada um. Espero que compreendam esta minha decisão. A experiência que vivi ao longo de tantos anos, com um certo número de presidentes da República, gerou em mim um cansaço inquestionável. Dessa vivência ficou a sensação de um país esgotado em promessas e carente de um certo número de pessoas de bom senso, no governo. Prefiro, portanto, que não compartilhem comigo as vossas publicações neste campo, as quais poderiam vir a transformrar-se em algo bem diferente do projecto que sempre tive em mente assumir.
Data a criação deste conteúdo: 2025-12-12 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
É verdadeiramente emocionante a entrada de um barco de pesca no mar, sobretudo durante os primeiros momentos da operação de controle da posição em que o barco deverá entrar para que não suceda o pior. É louvável a comunhão de sentimentos e de responsabilidade existente entre os que se envolvem nesta tarefa.
Sente-se, em cada elemento, uma grande dose de cooperação, humanidade, altruismo e espírito de luta, permanecendo, porém, entre estes sentimentos, o orgulho bem patente entre os elementos de cada “campanha”, quando vão para o mar. Há sempre a expectativa, talvez, de quem conseguiu pescar mais e melhor, o que motiva o esforço a dedicar ao trabalho. Quando o mar está bravo, esta tarefa apresenta-se dramática, com os familiares dos pescadores arrastando-se de joelhos pela areia, em preces emocionantes, clamando protecção para quem está dentro daquele barquinho, aparentemente tão frágil. Vivi isto em pequena, quando ia para esta praia passar férias, local onde nasceu meu Pai.
Eu tinha um primo pescador, que tinha o apelido de "Ganeno", tendo ficado na minha memória, bem nítido, o timbre da voz de um seu companheiro quando, de madrugada, passava em frente à casa dele gritando, num tom arrastado e calmo... - Ó Ganeno, o mar está manso..." Parece-me ouvi-lo ainda. É uma praia de gente vocacionada para aceitar o cumprimento de um seu dever existencial, mais do que o de viver com um objectivo material, mesmo sendo esta, também, uma das pretensões de cada elemento. Contudo, o primeiro supera o segundo, na alma de cada um.
Aceitação e Resignação comandam a vida desta pessoas, depois... vem a Entrega e o Orgulho (ou não) do que conseguem atingir.
Data da criação deste conteúdo: 2022-07-03 Autos da imagem: Miguel Letra
Fala-se muito de violência doméstica mas, pessoalmente, chamar-lhe-ei apenas violência em geral, porque hoje generalizou-se de tal maneira esta forma de imposição do poder de uns sobre outros, que prefiro não fazer distinções entre uma e outra.
Ao longo da minha vida - que já vai longa! - nunca senti tão profundamente o que está a acontecer, no plano social da luta contra a violência. Parece-me existir uma considerável dose de hipocrisia, da parte do poder e das instituições, quando tomam certas posições, relativamente à urgente necessidade de acabar com a escabrosa violência, generalizada, entre focos da população portuguesa e obstáculos, ocultos ou não, que surgem de todos os lados, no sentido de travar as posições a assumir, travão esse que impossibilita a realização do que seria desejável. Instalou-se um absoluto caos entre as diversas fontes de comando e de actuação para solução do problema, e a população menos instruída - e talvez farta de "levar no corpo" - parece procurar na violência a sua forma de manifestar-se vítima e/ou exorcista de si mesma. Com o que expus acima, gostaria de expressar a forma como encaro as possíveis causas mínimas do que está a passar-se na nossa sociedade, causas essas muito medíocres relativamente a um manancial de muitíssimas outras. Assim sendo, e consciente de que tudo o que pudesse expor como óptica pessoal do problema poderia ser julgado como sendo anti-democrático - quando sou completamente o inverso disso mesmo - exporei apenas pontos que carecem de uma reflexão profunda, começando pelos mais importantes, indiscutivelmente. Irei repetir-me em alguns que já referi, aqui e ali, em textos anteriores, os quais pecam por antagonismos que se vão manifestando, os quais, de algum modo - mesmo que por diversificadas actuações - poderão alterar os respectivos efeitos em diferentes vertentes.
1. É inadmissível a permissão de serem transmitidos certos tipos de programas televisivos ou a edição de capas de revista de novelas exibindo imagens de uma violência macabra, expondo-as aos olhos de, por exemplo, jovens em formação, muitos dos quais são já defensores da violência durante o namoro, o que estamos a constatar acontecer em larga escala. 2. Igualmente inconveniente é, também, a permissão de serem vendidos produtos alimentares muito prejudiciais à saúde - e não só! - e, paralelamente, ser apregoada à população, pelas mais variadas fontes, a necessidade de respeitar uma alimentação saudável. “Dando uma no cravo e outra na ferradura”, não se chegará a lado algum. Sabemos da existência de muita ignorância neste país e dizer-se que as pessoas são livres de comerem, permanentemente, o que muito bem lhes aprouver, como é o caso do que acontece em milhares de famílias, estamos a incorrer numa situação desagradável no que se refere à formação de uma juventude saudável. De uma óptima alimentação se constroem homens de mente sã. Não podendo, obviamente, ser imposto o fim de uma má alimentação, haveria, no mínimo, a necessidade de realizar atraentes e permanentes campanhas de consciencialização. Infelizmente retardaria o propósito, mas valeria a pena tentar-se. Mais... ser pretendida uma boa formação dos jovens quando, de uma grande maioria deles fazem parte já auténticos heróis de sobrevivência, é uma utopia. Esta situação choca com a realidade de muitos deles serem já referenciados como sendo vítimas directas do tipo de vida que são levados a conduzir, face às suas carências. 3. É inadmissível o descalabro do aumento exagerado dos preços de produtos alimentares, quando além do miserável ordenado mínimo e do subsídio de reincerção que muitos recebem, a população está a ser altamente prejudicada pelas inúmeras desonestidades praticadas por um ou por outro elemento do governo e/ou de importantes responsáveis de instituições e de grandes empresas - desonestidades essas que empobrecem o país. Não esqueçamos que a população será sempre – de uma maneira ou de outra - quem paga os prejuizos financeiros que o governo possa sofrer. 4. De que serve o aconselhamento sobre prevenções a bem da saúde pública, quando o que é facultado a quem não tem um rendimento mínimo digno, gera milhares de doentes que, por sua vez, são expostos a situações constrangedoras ao recorrerem aos hospitais e/ou centros de saúde? Esta posição é vergonhosa! 5. A tendência hoje, em Portugal, gira neste sentido: o teu valor como pessoa é proporcional ao valor do teu património. Regra geral, só escapa desta classificação quem teve a sorte de adquirir uma boa formação moral e cultural, e uma robustez espiritual fora dos limites considerados normais. 6. Saúde e Educação são dois temas de uma importância social preciosíssima! Serem permitidas condições de trabalho absolutamente condenáveis, a profissionais de saúde e de educação, inspiram na população o quê, em boa verdade? Resiliência!!! O problema é que muitos idosos e mesmo até os mais jovens, não aguentam o peso que esse mesmo problema lhes pôe em cima. Admite-se que haja doentes a recorrer às urgências e não haja médicos de serviço para os socorrer, acabando alguns por morrer? 7. Entre os que vivem miseravelmente e os que “se vão safando”, circulam os que têm rendimentos superiores àquilo de que necessitam para viver desafogadamente e sem preocupações... já para não referir os que, em quaisquer situações, marimbam sempre para o que vai acontecendo no seu País.
Sente-se, em Portugal, uma enorme falta de ESTOICISMO, da parte dos mais carenciados, o que é perfeitamente compreensível dadas as suas condições de vida. Esta falta é chocante quando confrontada com uma enorme OSTENTAÇÃO da parte de alguns dos grandes priviligiados existentes, e de uma considerável dose de INCOMPETÊNCIA da parte de outros que têm a superior responsabilidade de governar o nosso querido País.
Data da criação deste conteúdo: 2023-07-24 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Irmãos portugueses, vítimas como eu da impunidade de muitos desonestos. Expirou o tempo de resistir à dor. Portugal é de todos nós, não se rendeu. Accionemos uma onda de protestos contra cada demagogo, ou opressor. Não devemos continuar indiferentes ao abuso do poder duma certa malta, e aos seus eventuais golpes financeiros. Nós não somos mais um molho de inocentes que se conquista com as luzes da ribalta, projectada por camafeus interesseiros. Enquanto sacrificados pelo abuso dum poder em reconhecida decadência - que, de iludir o país não se abstém... O Zé Povinho, paupérrimo e obtuso, continua a ver uns que vivem muito mal, enquanto outros - Oh Deus Meu! - vivem tão bem! Por que permitimos esta vergonha crassa a que políticos sem pejo, nos condenam? Até quando manter-se-á esta miséria? Seremos nós indiferentes à desgraça? Onde estão afinal, os que mais ordenam? Era verdade ou apenas pura léria? Palavras de ordem para quê? Não precisamos! Todos nós sabemos bem a lição de cor, não carecemos de mais tretas, de ninguém. Há muitos anos - Santo Deus! - que nós andamos a viver na corda bamba, com tanta dor, que até já sabemos o que nos convém. Não queiramos de nós próprios ter vergonha, pois temos contas a prestar aos nossos filhos. Teremos todos um mau fim, se continuarmos a confiar a nação a quem se oponha ao projecto de nos livrarmos dos sarilhos em que a sua ambição quer afundar-nos. Digamos todos NÃO ao voto inconsequente, por teimosa filiação a um partido. Repensemos muito bem a nossa opção. A grande prioridade, a mais urgente, é a da nossa segurança no sentido de sentirmos todos orgulho na Nação.
Data da criação deste conteúdo: 2009-07-22 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando existe uma situação de candidatura para a eleição de um novo chefe de governo, durante aquele período ando numa azáfama, na tentativa de perceber quem tem as melhores propostas de actuação. Tenho o cuidado de ouvir todas as acusações que cada candidato faz aos parceiros de campanha. Tento percepcionar bem os argumentos de cada um, contudo, geralmente acabo frustrada porque todos tentam iludir-me, e nenhum me convence. Cada um julga-se melhor do que os outros e, no geral, sinto que todos se consideram muito bem preparados para enfrentar o futuro.
É sabido que cada candidato a chefe de governo dá o melhor de si para vencer, mas normalmente sem convencer quem está de olhos bem abertos. No meu caso, e depois de reflectir cuidadosamente sobre a posição a assumir, acabo por fazer sempre o mesmo: voto no que foi eleito!
Após a eleição do escolhido pelo povo, faço sempre o mesmo: sento-me numa cadeira muito bem refestelada e espero que comece a onda de acusações ao governo anterior, à guisa de pré-justificação dos erros que, eventualmente, venha a cometer. E não tenho de me preocupar com o cenário, pois uso sempre o do ano anterior.
Data da criação deste conteúdo: 2024-10-20 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Fazendo uso da minha liberdade de expressão, em 14 de Outubro publiquei um texto no Facebook, o qual foi partilhado da página de uma conhecida figura pública, e no qual se pedia às pessoas para darem água aos bombeiros que andavam, exaustos, a apagar os incêndios. Esse texto foi-me cancelado por não obedecer às regras do Facebook. Todavia, a publicação original nunca foi sancionada. Pedi explicações e prometeram que iriam rever a situação e que me informariam. Decorridos quatro anos, nunca tive o privilégio de uma justificação para o corte desse meu texto, puramente humanitário. Por esse motivo - e só por esse motivo, pois cada um vê o que quer e lhe apetece - quero referir aqui o facto do Facebook permitir a um dos utilizadores das "so called" Histórias, a montagem de falsas imagens absolutamente de mau gosto, que tocam a indecência, e cujo objectivo é a publicação de cenas que seriam censuráveis se colocadas antes da meia-noite mas que, como são falsas montagens, o facebook não terá justificação para sancionar o/a autor/a. No fundo, permite-se a publicação de imagens absolutamente de mau gosto, que tocam a indecência, repito, como forma de atrair a curiosidade de utilizadores que apreciam o indecoro.
Em que direcção caminhamos? Já não há limites?
Escrevi este artigo há cerca de nove anos. Volto a ele agora e descubro, com amarga ironia, que o tempo passou… mas certos hábitos ficaram.
Deixei Coimbra, a minha terra natal, quando Salazar estava ainda no poder. Era muito nova, mas apercebia-me de que “o ar era pesado”. Isso não passava despercebido à minha sensibilidade. Em cada canto ouvia-se sussurrar contra o regime. Vivia-se mal. A fome andava escondida, porque, se alguém fosse apanhado a pedir na rua, corria o risco de ser preso/a.
Hoje, temos como que um vidro transparente e podemos ver, ou adivinhar, o que vai acontecendo — até certo ponto! — com maior ou menor facilidade. Sim, até certo ponto por duas razões: a) porque anda muita verdade mentirosa à solta… b) porque há muitas pessoas que escondem o que se passa no seu seio familiar. Têm vergonha.
Sabemos que, para uma parte da nossa sociedade, a favor e praticante das aparências, quem passa fome é como quem sofre de doença rara, contagiosa. É conveniente mantê-la afastada, ignorada até do seu círculo social. Quantas pessoas preferem o silêncio, ou eventualmente a morte, a dar a conhecer o que está a passar-se nos seus lares.
Homem honrado não deve ter dívidas, mas ladrão disfarçado de qualquer coisa — do que quer que seja — pode fazer o que quiser, desde que lhe consintam esconder-se do roubado. Há como que uma certa protecção oferecida a quem souber roubar bem. Embora saibamos que os alertas vão surgindo e as irregularidades se vão descobrindo, o ladrão de cartola continua muito bem protegido. Sofisticado, continua a operar em vários sectores, com considerável desfaçatez e coragem, até porque o julgamento dos actos descobertos arrasta processos lentos e de insuficiente justiça, e “os dito cujos” continuam a operar in modo “deixa andar”…
Haverá sempre um parágrafo na lei, um disfarce, uma camuflagem de acções, etc., de tal ordem possível que, mesmo descobertos e presos, o bom ladrão acaba por ser compensado. Ele sabe que, mais tarde ou mais cedo, vai ser libertado. Urge continuar a roubar ou terão de encontrar-lhe um tacho sedutor, trabalhando algures, noutro lugar de destaque — não importa onde —, como recompensa por ter sido preso, coitadito.
Não convém reduzir o número de actuantes deste calibre, até porque ele pode acabar por vir a tornar-se em mais um a sofrer da praga que só é permitida aos roubados: passar fome. Isso não pode acontecer — seria mais uma despesa para o Estado. E essa, curiosamente, é das poucas contas que parecem preocupar quem manda.
Data da criação desta publicação: 2014-05-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
JOVENS DELINQUENTES NO EXÉRCITO. NUNO MELO ATACADO PELAS ASSOCIAÇÕES MILITARES (RTP Notícias – 2024-05-01)
Que o Senhor Ministro da Defesa possa defender a colocação de jovens delinquentes no Exército não me surpreende. Tenho ouvido toda uma série de afirmações inaceitáveis, as quais vou classificando com montes de um irónico “Absolutamente!”. Agora... que o Senhor Ministro da Defesa tenha "esclarecido" que o governante apenas fez uma “reflexão”, para “efeitos académicos”, provoca em mim uma grande perplexidade. Comento tal "reflexão" da mesma forma que fiz relativamente a uma outra do Senhor Presidente da República, isto é: não seria melhor reflectirem em silêncio antes de se pronunciarem seja sobre o que for?
Se o Senhor Nuno Melo nega agora a intenção de recrutar jovens delinquentes para as Forças Armadas, perdeu uma gigantesca oportunidade de estar calado. A reflexão faz-se antes de uma afirmação, e nunca o contrário, porque coloca o seu autor na posição de vítima de irreflexão e/ou de imponderação, ficando, claro está, sujeito a julgamentos que poderão não corresponder ao desejável, especialmente quando se trata de um membro do governo que assumiu um cargo de tão relevante responsabilidade como é aquele para o qual Sua Excelência foi indigitado.
Data da criação deste conteúdo: 2024-05-02 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sinto que todos nós — cidadãos sem formação académica adequada sobre saúde — estamos sedentos de informação credível e imparcial sobre os vários regimes alimentares hoje defendidos por, aparentemente, verdadeiros mestres na matéria. É certo que cada um de nós tem toda a liberdade para julgar o que lê e ouve sobre este assunto; o que me parece, porém, é que a avalanche de informação está a tornar-se, de certo modo, perigosa, podendo provocar males irreparáveis na saúde das pessoas, que acabam por não saber qual dos mestres terá razão, seguindo, consequentemente, caminhos errados.
Paralelamente a esta minha observação muito pessoal, devo acrescentar que, enquanto os fanáticos da sua leitura vão ficando sem o valor dos livros que compram, os seus autores vão aumentando a receita, tanto pelo que vendem como pelo acréscimo de entrevistas e seguidores que conseguem. Quem ficará em situação mais vantajosa?
Mais ainda, face às teorias defendidas, nomeadamente, pelo Dr. Lair Ribeiro, pelo Dr. Manuel Pinto Coelho, pela Dra. Jessie Inchaus, etc., etc., etc., quem deveremos seguir, considerando que temos, no background de toda esta situação, um Serviço Nacional de Saúde a dar provas de inadequação e desprovido de condições essenciais à dignidade humana?
Data da criação deste conteúdo: 2025-02-27 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Assemelham-se a um octopode predador ondulando os seus tentáculos entre possíveis presas, com a intenção de aprisionar na suas ventosas o maior número possível de “distraídos”.
Objectivo da ondulação: Seduzirem, através da Falsa Verdade.
Objectivo da sedução: Alimentarem o seu próprio Ego usando o poder que lhes foi conferido, mesmo que, com isso, acabem por ferir o Ego dos outros.
O problema da saúde da população portuguesa gerou o meu desejo da abordagem de um tema que, para mim, torna-se muito complexo – certamente pelo meu natural desconhecimento de certos particulares que serão inadmissíveis, contudo reais e existentes - em franca progressão para o intolerável.
1. https://www.medicina.ulisboa.pt/newsfmul-artigo/115/novas-normas-alimentares-das-escolas -publicas 2. Apenas 1% das escolas limitavam a venda de alimentos prejudiciais à saúde. Lusa-13-09-2021
Como é que se compreende sermos bombardeados todos os dias com alertas de produtos considerados absolutamente nocivos à saúde, e não se proíbe a sua produção já que, como temos vindo a constatar, há pelo menos cerca de dois anos, subsiste a existência de uma camada da população que não foi instruida no sentido de saber o que não é aconselhável dar aos seus filhos? Constata-se que há pais incapazes de respeitar posições assumidas por quem estará deontologicamente preparado para assumir certas mudanças que se impõe sejam levadas a cabo nas escolas, em matéria de alimentação durante o tempo que permanecem nelas. Esta posição, no tempo, estou convencida que – se bem organizada – é de admitir que viessem a alterar a mentalidade de muitos pais. Se a produção desses alimentos fosse proibida, talvez eles acabassem por aceitar bem a posição do governo... ou será que tal imposição não seria aceitável por defesa de uma democracia em que há interesses que se sobrepõem ao bem-estar dos cidadãos? De notar que morre todos os anos um considerável número de pessoas que esperam longos meses por uma consulta nos muitos postos médicos do nosso desgastado Serviço Nacional de Saúde, pessoas essas vítimas de problemas de saúde por seguirem, durante anos e anos, um inadequado programa alimentar. Tenho consciência de que tal imposição, com incidência nos produtores, no início seria considerada demasiadamente drástica, o que poderia conduzir a reacções de vária ordem, mas através do estudo de eventuais reformas nos ingredientes de cada produto, com a ajuda do governo, e com apoios sugeridos e suavemente introduzidos nas empresas respectivas, poderiam talvez resultar numa mais valia em todos os sentidos. Pessoalmente sou absolutamente adversa a que sejam usados ingredientes nocivos à saúde, para que os produtos sejam mais apetecíveis. Os produtores vão enriquecendo cada vez mais e os consumidores vão vivendo cada vez menos tempo. É justo?
3. https://www.dn.pt/vida-e-futuro/ministerio-quer-saber-se-hospitais-estao-a-alimentar-bem-os- doentes-10739706.html O Ministério quer saber se hospitais estão a alimentar bem os doentes.
Aqui, já não me refiro só a um problema relacionado com escolas, mas sim com hospitais, onde há jovens e adultos em tratamento. Se “nós somos aquilo que comemos”, a questão da alimentação deve ser considerada em paralelo com o tratamento aplicável a cada paciente. Fiquei feliz quando tomei conhecimento de que estaria a dar-se particular atenção a este ponto tão importante. Mas será que todos os hospitais estarão a cumprir com este programa? Permito-me duvidar, a avaliar por tantos falhas que vão sendo relatadas...
Data da criação deste conteúdo: 2023-04-13 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
De Pavlov a Skineer, inúmeras propostas de orientação pedagógica foram sugeridas sem que tivesse sido encontrado o modelo ideal para a correcta formação dum novo cidadão. Esse modelo deveria, contudo, contemplar em primeiro lugar a preparação adequada de elementos escolhidos a dedo para participar na desejada reestruturação escolar, completamente inovadora. Muitos dos mais velhos responsáveis escolares e encarregados de educação, continuam vítimas de vícios enraizados neles, em consequência, segundo a teoria comportamentalista, do que herdaram dos seus antepassados, durante o período Salazarista. Não sei mesmo quantas gerações serão necessárias para ‘limpar’, totalmente, os efeitos dessa mesma política, que tantos danos psicológicos causou. Eles manifestam-se, muitas vezes, duma forma quase indelével, mas são uma realidade a considerar. Embora preocupada com este facto, acredito na grande capacidade de muitos elementos e na sua boa formação para ser estudado um método eficaz de construção dum indivíduo de "Mens Sana in Corporeo Sano". Considero sejam três os principais pontos a considerar: EXEMPLAR ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Criação de normas de ensino e de acompanhamento dos alunos, completamente inovadoras, a serem postas em prática por elementos de reconhecida capacidade humana e adequada formação pessoal e académica. Seria muito importante, por exemplo, que todo e qualquer aluno fosse acompanhado pelo mesmo orientador pessoal, desde o início da sua frequência escolar, até ao seu términus. O problema de muitos alunos começa, exactamente, no seio familiar. Seria aconselhável começar a olhar-se a sua educação num sentido mais lato, uma vez que dependerá da sua boa formação a responsabilidade de criar e manter a conservação dum mundo completamente renovado. ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Embora não lhe seja atribuída a importância que merecia ser-lhe dada, sem uma adequada alimentação, não poderá haver um bom aproveitamento a todos os níveis.
Considero absolutamente absurdas algumas declarações feitas ontem, 09 de Setembro, 2024, sobre os presumíveis responsáveis pela fuga de cinco reclusos de Vale de Judeus, considerada a prisão mais segura do país. Trata-se de dois portugueses, um georgiano, um inglês e um argentino, todos potencialmente perigosos. Então, e o responsável pela vigilância das câmaras não detectou nada de anormal?
Choca-me e impede-me de perceber como esta fuga teve sucesso. Por tal motivo, é obviamente fácil presumir que a sua realização só terá sido possível – tal como outras anteriores – com um conluio muito bem organizado, dentro e fora do estabelecimento prisional. O abominável mundo do crime terá, seguramente, uma organização muito bem orquestrada por detrás de tudo o que vai acontecendo, que, muitas vezes, leva longos anos a ser descoberta e, hipoteticamente, desmantelada... O Bem e o Mal, em permanente competição de inteligências.
Data da criação deste conteúdo: 2024-09-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Este meu manifesto de hoje representa a grande preocupação que me causam certas publicações na internet — e não só — a maioria das quais tem como fundamento fins de teor materialista, sejam eles sôbre religião, saúde, desporto, etc.
Interpreto tais publicações como acções tomadas no sentido de atingir determinados fins, sem que os seus autores considerem os prejuízos que podem causar a quem não dispõe de bases culturais suficientes para compreender o mal que lhes pode advir.
Lamento não haver uma lei que proíba, terminantemente, o abuso — aparentemente livre — da edição de vídeos sôbre os perigos a que cada pessoa estará sujeita se, a partir de certos sintomas, consumir determinados alimentos ou cometer determinados erros de comportamento.
Este abuso estende-se a diversos outros “conselhos”, muito provavelmente sem que os seus autores sejam obrigados a apresentar, perante uma autoridade designada para o efeito, qualquer certificado comprovativo das bases em que fundamentam a veracidade do que sugerem ou aconselham, deixando desprotegidos aqueles que, por fragilidade, desconhecimento ou confiança excessiva, acabam por seguir orientações que podem comprometer o seu bem-estar.
Data da criação deste conteúdo: 2026-01-29 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
• O estado social dum país é o espelho da competência de quem o governa. • O número exagerado de bancos pode ser sintoma de tendência à prática de usura. Quanto maior for o número de bancos, maior poderá ser a pobreza. • A miséria, e a degradação social, denunciam a existência de jogos de interesses não a favor do povo, mas a favor duma classe dominante para a qual o significado da palavra Amor não coincide com aquela que conduz ao bem-estar de toda a humanidade, em geral.
Capa da Revista "Telenovelas" de 28 de Julho a 6 de Agosto de 2023
Num País onde o crime está a aumentar todos os dias, de uma maneira absolutamente preocupante, eu pergunto mais uma vez se não seria oportuno proibir a exibição de imagens chocantes como a que vemos na revista acima exposta, cujo maioritário propósito será o de aumentar as suas vendas, eventualmente aproveitando-se da conhecida paixão dos portugueses por telenovelas e/ou por viver cenas que envolvam drama pesado, marimbando para o respeito que deveria merecer-lhes os traumas de tantíssimas vítimas de violência, a quem magoará recordar certas imagens, e/ou mesmo para o quanto possa ser pernicioso para certos jovens, mal orientados, a quem as mesmas possam instigá-los à prática de violência como arma de descarga da sua revolta pela vida que têm, mas que não desejam.
Não me cansarei de denunciar tudo aquilo que, de uma maneira, ou de outra, possa alimentar os muitos criminosos que já existem em Portugal, situação esta agravada, actualmente, pela nossa justa boa vontade em acolher migrantes que estejam a viver grandes dramas no seu país de origem, embora muitos dos quais não saibamos, tão pouco, qual a verdadeira intenção por que pedem permissão de residência no nosso País.
Vivo a impressão de que o mundo está a sofrer uma pesada reviravolta, em todos os sentidos, e temo muito pelas crianças.
Data da criação deste conteúdo: 2023-07-28 Texto e conceito visual: Maria Letr@
Tendo atingido uma respeitável idade, julgo muito improvável poder permitir-me a ousadia de divagar sobre o meu futuro. Não seria agradável colocar-me na ridícula posição de perder-me no campo das ilusões, nem seria recomendável fazê-lo, até pela fragilidade do terreno em que perspectivaria o que quer que fosse. Assim sendo, e porque navego hoje sobre um mar de ondulação muito variável e pouco consistente, sinto que a base para escrever sobre o meu futuro seja demasiadamente sensível para prospectivá-lo. O passado permitiu-me ter momentos – e até períodos – de grande felicidade. Foram esses momentos que geraram a resiliência que, até uma certa idade, foram o meu marco de sustentação de muitas vicissitudes. Actualmente, atingi um patamar da minha vida em que sinto-me tremer quando devo tomar uma decisão importante, de natureza muito pessoal, e que possa mexer com o que regula a minha estabilidade emocional. Sinto-me particularmente frágil a certas memórias as quais, de certa forma, acompanhar-me-ão sempre. Talvez por isso, se tenho de enfrentar um problema, e resolvê-lo, gera-se de imediato um sentimento de confronto entre o meu EU actual e o EU que, no passado, me identificava, porque fui uma mulher que sempre reagiu pegando “o touro pelos cornos”. Hoje sinto que, nesses momentos, gera-se uma troca de olhares entre duas almas: uma que olha a decisão a tomar dando-lhe o peso de um qualquer S.O.S., e a outra que responde com um olhar de quem quer, mas já não consegue.
A continuidade desta minha existência não depende de mim, obviamente, e é, também, um dos muitos senãos “irreversíveis” que sempre me perturbaram na vida. Vincadamente corajosa nas minhas tentativas de resolver causas aparentemente irresolúveis, sempre que esses casos surgem hoje, provocam em mim um grande desconforto. A certeza de que a minha vida irá ter um fim está, porém, a entrar no meu dia a dia com razoável aceitação, não lhe dando, no entanto, muita atenção.
Dar aos outros a possível impressão de que me sinto infeliz, ou depressiva, seria lamentável, pois dentro de mim há um amor à vida, e ao Universo, sem limites. Vim ao mundo com um propósito, muito provavelmente, o qual estará ainda por cumprir. Talvez seja isso que me dá uma certa sensação de quem quer expressar ao Universo, através de uma permanente rotina diária, que me deixe continuar por cá, pois tenho ainda muita coisa por organizar. Quando vou terminando a organização de umas, já outras - que criei entretanto - esperam por mim. E vou vivendo iludida de que alguém, algures, estará a perceber-me.
Continuarei agarrada à convicção de que a escrita é a forma que melhor me permite ser fiel ao que penso, até porque dá-me tempo de reflectir e, só depois, manifestar-me. Tal preferência dá-me, também, a possibilidade de desabafar com o ar que respiro enquanto as ideias vão fluindo… Isso evita que eu sinta solidão, não dependendo de quem não apreciaria ouvir eventuais lamentos de uma idosa. Depois… só lê o que escrevo quem quer.
Data da criação deste conteúdo: 2024-02-17 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Inicio este meu manifesto esclarecendo, primeiramente, que não tenho qualquer vantagem comercial com a publicação deste post. Desde a criação do meu site, em 2020, que tenho enfrentado um problema cada vez mais incómodo: o permanente aparecimento de spam nos comentários do que publico. O administrador do meu site tentou, permanentemente. quase todas as maneiras de lidar com este massacrante problema. Utilizou vários plugins e, por fim, no desespero, acabou desabilitando a opção de permitir comentários, medida que não é aconselhável mas, como referi, já estava desesperada. Até que, milagrosamente, descobriu o Anti-Spam do CleanTalk. Sinceramente, inicialmente, pensei que seria apenas mais um daqueles tantos plugins que instalaria no meu WordPress com poucas esperanças de livrar-me dessa praga -como muito bem sabe quem usa a plataforma. O facto é que, durante o período de teste, os malditos comentários de spam foram completamente neutralizados. Espantada, afirmo feliz ter decidido comprar a licença. Nunca mais tive estresse ou dores de cabeça por causa dessa verdadeira praga! Quem usa WordPress sabe, exactamente, a que me estou referindo. Conclusão: instale e experimente! Veja você mesmo os resultados e tire as suas próprias conclusões! Aqui está o respectivo link: https://cleantalk.org/ Muito grata, CleanTalk!
Vou publicar um desabafo que tenho evitado fazer, mas que não consigo silenciar por mais tempo. Esta minha página é o meu ponto de encontro comigo mesma onde, através do que escrevo, vou procurando filtrar o que me incomoda e/ou vou captando meles que me adocem a alma. No mínimo, hoje tentarei serenar.
Há dias li uma notícia que tinha sido publicada na Hiper fm, do dia 27 de Julho, p.p., através da qual é dado conhecimento público - usando um estilo assaz medíocre - de mais umas férias a serem gozadas por Cristina Ferreira. Claro está que só satisfaz a curiosidade pública quem está, de alguma forma, interessado em fazê-lo. Está no seu pleno direito. É que, paralelamente às milhares de pessoas interessadas neste tipo de informação, há um bom grupo de figuras públicas dispostas a alimentarem as almas dessas mesmas pessoas, nesse sentido. Até aí, entendo. Só é pena que essa notícia tenha sido escrita num tom jocoso, de baixo nível, bem à semelhança, certamente, de quem se mistura num certo tipo de comentários.
Deixou-me profundamente triste, não só a forma como foi redigida a notícia, mas também a ousadia que é preciso possuir para publicá-la num país onde abunda carência de meios económicos na maioria das pessoas, facto do qual todos nós temos consciência absoluta. Há famílias a enfrentar dificuldades de bradar aos céus e senti bem, no âmago da minha alma, a crueldade que é preciso ter para colocar tal notícia, redigida daquela forma, a qual poderá ser lida por pessoas que neste momento não têm dinheiro para comer e muito menos para gozar férias em hotéis, nos quais – escreveram - a diária é superior a 5.000 euros. Que necessidade tinha, quem redigiu esta informação, de expor desta forma, as suas férias? Podia ter reduzido a informação a uma forma humana, de cidadã recatada, atendendo à conjuntura da situação que se vive em Portugal. Aparentemente, a pessoa em questão é desprovida de sensibilidade e não poderá, portanto, avaliar até onde poderá pavonear o seu exibicionismo arrogante. Perante uma inconveniência, não seria melhor destacar-se através de uma recatada reserva?
Talvez porque as minhas decisões são tomadas sem considerar que há um EU que eu devo respeitar em primeiro lugar, tenho caído algumas vezes no erro de, muito prontamente, achar por bem seguir o que um médico me aconselha ou o que uma necessidade pessoal, por qualquer outra razão, me impõe. Não é a primeira vez, portanto, que caio no ridículo de não cumprir o que, levianamente, comuniquei que faria. Mentira! Tudo mentira, porque há em mim impulsos que não consigo, efectivamente, travar. Refiro-me, por exemplo, ao que transmito, publicamente, como por exemplo, que passarei a ser mais comedida nos meus excessos de horas de trabalho… que não respeito!
a) Já teria idade, por exemplo, para não me meter em esquemas complicados como, por exemplo, trabalhar com o sistema operativo Linux, de que tanto gosto, mas que atrai o meu gosto pela boa organização dos conteúdos que fui criando ao longo dos anos, absorvendo o tempo que deveria usar para repousar, sobretudo à noite.
b) Já teria idade para interpretar apenas o papel de Avó Nhó Nhó, mas isso toca fundo no plano das emoções, plano esse que me está interdito pela minha natureza. Por essa razão, escrevo, pesquiso, ou crio, afim de manter-me numa plataforma muito particular, para que o meu coração se mantenha calmo… pois sofre de mau bater quando lhe tocam fundo.
a) O Web Master do meu site, é o meu filho Miguel Letra, que por vezes vai “aos arames” porque eu ouso penetrar em vias que me são interditas. E o que é que acontece? Há discussão acesa e acabamos por ficar de costas voltadas. Isso sim, faz-me mal, até porque eu preciso do seu apoio e, aí, achamos por bem recorrer a uma qualidade comum aos dois: em cinco minutos perdoamo-nos mutuamente.
Após esta explicação, que claramente não evidencia qualquer vontade, da minha parte, de seguir o que me é, superiormente, aconselhado, peço o favor de não confiarem em mim quando declaro, publicamente, que irei entrar numa fase de restrição de exageros, porque pode acabar por não ser verdade. Com esta idade já não irei mudar e, portanto, apelo à benevolente aceitação dos meus amigos, no que se refere
• à minha impulsividade, quando não penso, primeiramente, em mim, e não no que me dizem para não fazer. • à minha desobediência, quando não consigo travar o respeito que deveria ter pelo meu descanso.
Portanto, enquanto puder, continuarei a seguir a terapia de que mais gosto: escrever, criar, aprender, enfim... VIVER! Quem não estiver de acordo, que faça o favor de ignorar-me. Ficarei triste, mas continuarei a ser EU MESMA.
Data da criação deste conteúdo: 2023-10-16 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Seria salutar que cada pessoa vivesse a sua vida em privado - se desejado - não sendo criticada por quem nada tem a ver com a sua preferência de como vivê-la.
A interferência na vida privada de alguém é, porém, louvável e legal, se a sua segurança e/ou bem-estar, estiverem a ser ameaçados.
Data da criação deste conteúdo: 2024-05-07 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Começo a pôr em dúvida se vivo no mesmo país que o Senhor Primeiro-Ministro Luís Montenegro. Fico absolutamente boquiaberta ao ouvi-lo afirmar, de forma convencida e peremptória, que o país vive agora em estabilidade económica e financeira. Será que ouvi bem, ou o Senhor Primeiro-Ministro está a tentar atirar areia aos olhos de milhares de pessoas afundadas numa situação de verdadeiro desespero?! Como é que um indivíduo com responsabilidade governativa pode fazer uma afirmação destas com tanta desfaçatez e convicção? Efectivamente, somos um país de sonhadores… Francamente, já nem consigo ouvi-lo, Senhor Primeiro-Ministro!! Foi preciso atingir uma certa e respeitável idade para assistir a verdadeiros momentos de um lirismo chocante.
Data da criação deste conteúdo: 2025-04-03 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Procurava uma mulher da praia, que vestisse como antigamente, de avental e lenço na cabeça. Só essas poderão responder às mil perguntas que tenho para lhes fazer. Tenho um interesse insaciável de saber tudo o que puder sobre esta terra mágica, que nos prende a ela, inexoravelmente, para toda a vida. Só elas sabem tudo e conhecem todos... Queria falar com Mulheres da minha idade, aproximadamente, para que fossem capazes de perceber o que ansiava saber das muitas coisas que gravei na minha memória. Só elas serão capazes de falar-me dum passado que me pertence também. Mulheres com rugas, de pele morena, queimada e dura como a coragem com que enfrentaram sempre o trabalho, de sol a sol. A maioria vendia peixe, que era transportado em cima do burro que as conduzia da Praia de Vieira de Leiria à Marinha Grande. Essas não podem compreender os jovens de hoje. Falam com orgulho da sua coragem e dessa força com que procuravam vencer todos os dramas e todos os obstáculos. A alma delas parece gritar, quando relatam os tempos em que as suas Mães se arrastavam pela areia chorando e pedindo protecção aos seus santos, enquanto os maridos e/ou familiares iam para o mar pescar o peixe que elas iriam vender.
E encontrei! Falei hoje com Argentina Feteira, uma Mulher típica, marcada pela vida mas cheia de força na sua alma. E falou dos seus antepassados de tal modo entusiasmada e interessada em desvendar laços de família que eu fiquei receosa de não estar a perceber bem o que dizia. Não queria maçá-la com perguntas, mas a sua explicação ultrapassava de tal modo os meus conhecimentos, que receei continuar a conversa e terminá-la chegando à conclusão de que eu era irmã de mim mesma ou até, sei lá, sobrinha da minha Avó ou filha dela. Era um novelo tal de familiares, que a minha mente ficou toda num sarilho. E dizia-me:
- A ‘nha Mãe, que Deus haja, fez de mim uma mulher às direitas. Passámos muitas dificuldades, mas éramos muito honestos. Tá a ver aquela porta pintada de verde? Era ali que o meu home me vinha namorar todos os dias. Que tempos! Olhe, o meu home é aquele que passou agora...
Mas falava-me de uma mistura de Tomés, de Feteiras e de Letras que me deixou muito confusa. Segundo esta, nós ainda somos primas, da parte dos Tomés, mas ela também tem Letras na família, pelo que percebi. Mas será que eu teria percebido mesmo?
O que terão estas pessoas de tão particular que são capazes de prender a minha atenção durante longas conversas? Guardam na alma a mesma magia que nos prende a esta terra. Não sou a única a afirmar que a Praia de Vieira de Leiria fica para sempre no coração de quem por ali passa a sua juventude. Não direi o mesmo relativamente aos que vão apenas passar férias, que não nasceram lá, ou não são familiares de quem ali nasceu. Esses não poderão nunca compreender a intensidade do sentimento que nos leva a esta praia...
Parte de mim continuará ali quando partir. Trata-se duma localidade a que pertencerei para sempre!
Hoje gostaria de referir o que penso de uma certa camada de jovens, praticantes do desrespeito, nas suas várias formas, bem assim como do seu importantíssimo papel na construção de um futuro melhor, sem a prática de tanto crime – em aumento assustador – crimes esses grandes motores da destruição daquilo que o Universo criou de bom: A VIDA!
Sabemos da importância do papel dos jovens na construção de uma sociedade saudável - que tanto desejamos comece a dar bons frutos, acabando com o que de mau subsiste em todas as vertentes da sociedade. Urge, em meu entender, promover a criação de organismos, de estado ou particulares, para a prática de várias actividades, as quais deverão ser direccionadas para a instrução adequada dos mesmos no sentido – importantíssimo! – de aprenderem a amar e a respeitar a Natureza, os velhos, as crianças, enfim... a vida no seu todo.
Amar a Natureza não é compatível com o fabrico de armas, nem com o recurso às mesmas como forma de soluccionar conflitos.
Amar os velhos não é compatível com actos desprezíveis que envolvam faltas por ausência de afecto e/ou por abandono.
Amar as crianças não é compatível com a prática de actos deploráveis.
Amar os animais não é compatível com excessos de atitudes, tais como dormir com eles ou dar-lhes beijos na boca. Os animais sentem o nosso amor, igualmente, através de outras formas, nomeadamente protegendo o seu bem-estar permanente.
Amar a vida não é compatível com vivê-la artificialmente, praticando excessos de vária ordem, tais como recorrer a drogas, leves ou pesadas e fazendo parte deste grupo o alcool. O recurso ao seu uso destroe, lenta mas progressivamente, a saúde física e mental de quem a elas recorre, sendo uma das muitas consequências, o facto de poder deixar marcas eventualmente irreversíveis, nas suas vítimas.
Sejamos todos cooperantes nesta tarefa de tão elevado interesse para o mundo em geral e para a tranquilidade de todos nós, no futuro.
Data da criação deste conteúdo: 2016-04-16 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem: Cottombro Studio
Façamos votos para que, durante 2024, surjam projectos válidos para:
1. A instauração da Paz em todo o mundo. 2. O fim da miséria em que vivem milhões de famílias.
Cada ser humano morto em consequência de uma guerra, ou vítima da maldade de outrem, leva um pouco de vida de todos aqueles que repudiam a desumanidade e a sede de vingança. A morte de alguém só é compreendida se resultante de um factor alheio à existência de perversidade e de desamor. Procuremos um conhecimento válido daquilo que está acontecendo no mundo, através da leitura de notícias credíveis e não daquilo com que tantos tentam, tendenciosamente, ofuscar a verdade dos factos para proveito próprio, ou para proveito de grupos que pretendem alcançar sucesso em projectos com finalidade duvidosa. Estamos a avançar velozmente para a era do conhecimento e da tecnologia avançada do foro digital. Entremos na plataforma dos que sofrem e busquemos dados reais de informação, uma das formas possíveis de constatar a verdade sobre a existência de problemas ligados a carências inaceitáveis. É tempo de agir, porque estamos a ser presenteados com meios que podem denunciar factos que nos foram ocultados de várias formas, no passado. O futuro do mundo carece da instauração de programas de actuação a partir da raiz de muitas vertentes, a fim de ser conseguida uma sã HUMANIDADE, em detrimento da MENTIRA e da GANÂNCIA, dois dos factores que fomentam guerras, monopolizam riquezas excessivas e privilegiam a maldade hedionda de uma onda de sedentos de poder, para moldarem o mundo à sua imagem e semelhança.
Data da criação deste conteúdo: 2023-12-31 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Será aceitável e até desculpável que eu possa intuir a existência de duas forças mundiais, potencialmente antagónicas nos objectivos a atingir: uma de defesa permanente do cumprimento da lei e dos bons princípios morais, que trabalha no sentido do progresso e da paz, e outra que enfrenta esta com objectivos bem diversos, mas não menos poderosos: o maléfico mundo da droga, ambicioso e com projectos bem definidos.
Com base nesta minha elementar dedução, arrisco-me a conjecturar sobre a coexistência destas duas forças em permanente confronto, muito embora, repito, não negligenciando a existência de outras. A primeira existe em contínua luta pela tranquilidade da população, e a segunda está apostada em manter a sua ambiciosa e ilimitada acção de destruição, originando actos indubitavelmente nefastos à paz no mundo, em todos os sentidos.
Afigura-se-me impossível acreditar que alguma vez venha a ser possível neutralizar o que está a acontecer, pela dimensão dos casos de que temos conhecimento diário. Dir-se-ia que existe uma rede de informação e acção, confusa e intencional, que tolda permanentemente a verdade nua e crua dos acontecimentos.
Data da criação deste conteúdo: 2024-09-14 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Manifesta as tuas opiniões mas nunca imponhas ou contraponhas conviccões. A liberdade de expressão não é absoluta... mas implica respeito e uma exemplar conduta.
Data da criação deste conteúdo: 2023-10-19 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando um governo opta pela guerra para fazer valer o que defende, deixa de ser um governo para se tornar uma maldição. Quem toma tal decisão gera insatisfação, pois faz com que vidas sejam ceifadas, sobretudo as de crianças que nada fazem para se tornarem vítimas diretas de conflitos de interesses.
Vivemos num mundo onde passamos com vida efémera, mas muita gente vive alheia a essa realidade, obcecada pela conquista de um vasto conjunto de bens materiais que lhes turva os valores morais, perdendo a consciência de que não estão sós nesta inconfundível e deliciosa esfera a que chamamos Terra.
Sinto-me demasiadamente "pequena" para escrever sobre a JMJ-Jornada Mundial da Juventude, a decorrer em Lisboa, neste momento. Ultrapassa a minha capacidade de equilíbrio, a ter em consideração, ao decidir escrever sobre os prós e os contra que pairam sobre um tema tremendamente delicado.
A organização responsável por todo o trabalho que envolveu o programa em curso terá, essa sim, um manancial de objectivos sobre os quais os seus elementos poderão pronunciar-se. Não me sinto motivada para dissertar sobre uma matéria onde a verdade segue de braço dado com um jogo de intenções que não me entusiasma abordar. Os propósitos dos organizadores terão sido suficientemente diversificados, afim de ser atingido o objectivo principal: limpar actos de uma vergonhosa dimensão, em paralelo com a intenção de chamar à Igreja os milhões de jovens que gravitam pelo mundo, numa atmosfera confusa, ora frágil, ora determinada a vencer nos seus propósitos. Reflessiva e emocionada, olho estes milhares de jovens intervenientes num cenário assaz complexo, assaz não sei bem o quê, mas fazendo-me lembrar estrelas e flores brilhando inocentemente - ou não! - entre uma multidão espectante... incrédula para uns, e para outros... religiosos convictos, sem dúvida.
Imagem: JMJ.Lisboa.2023.PNG Vector(AI.CDR.PDF)FREE DOWNLOAD Data da criação deste conteúdo: 2013-08-03 Texto e conceito visual: Maria Letr@
Usarei neste manifesto uma linguagem tão elementar quanto elementar é o meu conhecimento da lei. Ousarei transpor o muro do desconhecimento que me separa de todo e qualquer argumento apresentado por um juiz – ou grupo de juizes – como elemento justificativo da razão pela qual decide – ou decidem – manter em prisão preventiva um cidadão suspeito de corrupção ou infracção de qualquer tipo. Vulgarmente, diz-se que todo o acusado é inocente até que seja feita uma clara e isenta análise das acusações que lhe são atribuídas e que provem que ele é, ou não, culpado. Assim sendo, ponho esta questão:
Não seria mais dignificante, tanto para o acusado, como para um juiz – ou grupo de juízes – que fossem pormenorizadamente averiguadas todas as provas de acusação que lhe são feitas, ANTES de condená-lo a prisão preventiva? Se a lei permite esta prevenção, e há, constantemente, casos em que o suspeito acaba, finalmente, por ser ilibado de qualquer culpa ou suspeita, parece-me tremendamente humilhante colocar-se em prisão um inocente, se for este o caso. Há o perigo de fugir do país? Nesse caso, fica em liberdade condicional, proibido de ausentar-se do seu local de residência. Com isto poderia evitar-se a um cidadão, eventualmente idóneo, a vergonhosa condição de ex-recluso, para toda a vida.
Não creio seja admissível o tempo de espera para a eventual libertação de um inocente em prisão perventiva, ou mesmo outros casos de que todos temos conhecimento. A minha opinião pessoal - que sei não ter qualquer relevância! - é a de que se dispõe muito da vida de cada um em conflito, em deterimento da necessidade de acelerar o tempo que os tribunais levam a concluir os processos em análise.
Data da criação deste conteúdo: 2024-02-20 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Como cidadã consciente da realidade que vivemos em Portugal, hoje reclamo contra a inconsciência de todo aquele que, usufruindo de condições privilegiadas de vida, aceitou ter sido escolhido pelo partido que representa para candidatar-se a primeiro-ministro de um país com milhares de pessoas a viver em condições deploráveis, sabendo, de antemão, que não iria ser fácil tal tarefa.
Eleito sem ter atingido a maioria, entregou-se à tarefa de colocar “remendos” aqui ou ali, tentando criar um clima de contentamento descontente entre o povo. Contudo, é preciso uma boa dose de sangue frio para aceitar essa situação, sabendo, antecipadamente, que não irá ter soluções imediatas para “levar a carta a Garcia”. Nessa impossibilidade, permite-se calar o eco dos gritos vindos da alma de quem está em sofrimento, dando-lhe pequenas “esmolas” que vão sendo oferecidas, como se de regalias se tratasse.
Qualquer candidato que aceite assumir a chefia de um governo não deveria compactuar com incongruências que pusessem em causa a sua consciência absoluta de uma realidade que não deveria pôr em prática, tais como:
a) Uma vez única, num determinado mês, dar uma “esmola” a cada cidadão reformado, como compensação pelos escandalosos aumentos no preço de produtos alimentares, e não só:
b) Haver, neste momento, milhares de pessoas que, por vergonha, muitas vezes já só comem arroz com arroz e batatas com batatas, vivendo, portanto, no limiar da miséria;
c) Termos certos cidadãos – inadmissível! – a sobreviver com a miserável esmola de um subsídio vergonhoso e deplorável de reinserção social;
Um chefe de governo que permite estas incongruências está a candidatar-se a entrar na longa lista de todos quantos colocaram Portugal no caos em que se encontra agora. E, enquanto tudo isso ocorre, esse responsável elemento do governo cumpre o honroso dever de sorrir à população com um ar que eu sinto ser “de quem sabe, mas não diz”, pomposamente protegido pelo célebre manto diáfano de fantasia, a que faço, por vezes, referência, e que o eleva à categoria de promotor de injustiça social, se nada fizer de concreto, imediato e eficaz.
Relativamente a uma considerável camada da população portuguesa, que vive deambulando pelas ruas “in mode” zombie, gostaria que fossem encontradas soluções para essa gente, vítimas directas de desamor e espelhos do que acontece a quem abusa do recurso ao uso permanente de substâncias psicotrópicas, maldição que lhes permite perder a consciência da verdadeira realidade de um mundo em transformação continuada, onde a ofensa à dignidade humana tem lugar de destaque.
Seria bom, também, que terminasse, de vez, a atribuição de culpas a governos anteriores. Essa desculpa já perdeu o prazo de validade. Ao assumir uma posição, há que arregaçar as mangas e provar competência. A incompetência de quem governou anteriormente faz parte do passado. Ou o novo substituto aceita o cargo ou o recusa. A elaboração de um programa concebido com o objectivo efectivo de renovação deste lindo país terá de dar provas do que há a fazer, e não do que poderia ter sido feito. Esse argumento já não "cola" como alibi para futuros erros imperdoáveis.
Ninguém poria em causa a vida privilegiada a que cada cidadão possa, meritoriamente, ter direito. O que deve ser posto em causa, a quem governa um país numa situação deplorável como a que se vive, actualmente, em Portugal, é não permitir-se governar mal, ou “governar-se bem”, sabendo perfeitamente que muita gente está a sucumbir devido à fome ou à ingestão de alimentos prejudiciais à sua saúde, porque não tem condições económicas para comprar melhor. Muita gente morre de fome e de vergonha, e o Estado fecha os olhos a essa realidade. Tais condições incitam, malogradamente, à violência de todo o género. Lugares de elevada responsabilidade, como o de primeiro-ministro – e não só – deveriam ser preenchidos por pessoas que não permitissem a esmola, em detrimento da elaboração de um claro programa de mudança radical, justo e transparente. “Dar esmola” ofende, mais ainda se o que se pretende é, tão-somente, apaziguar a revolta.
A concluir este manifesto de preocupação e de desagrado:
"A história parece repetir-se, e na Assembleia da República paira uma impávida expectativa de um “dois mil e qualquer coisa” que, forçosamente, recorda aos mais atentos e conhecedores de causa, o ano de mil novecentos e vinte e seis, em que a ditadura nacional se impôs. Isso é uma das coisas que a maioria não gostaria que voltasse a acontecer...”
Data da criação deste conteúdo: 2024-10-15 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Gostaria de direccionar este meu texto, não propriamente para as obras de Jorge Amado - informação acessível a qualquer pessoa através das várias fontes de pesquisa de que dispomos - mas sim para o homem que foi, o seu valor humano e aquilo que possa ter feito dele um exemplo para todos nós, independentemente de crenças religiosas ou de ideologias políticas. Interessa-me mais este lado da sua vida, na medida possível de análise do que o seu sofrimento, que inegavelmente deve ter suportado, possa ter feito dele, transformando-o ou mesmo exacerbando nele o ser humano que tanto admiro. Há dois pontos que sempre me intrigaram em Jorge Amado: a sua ideologia política e o seu grande interesse pelo universo mágico da Baía. Isto não significa, porém, que condene uma ou outro, mas aguça a minha curiosidade sobre “Quem era Jorge Amado”.
Homem de grande humildade, ele escrevia sobre vidas reais, dando-nos a conhecer caraterísticas de personalidades que criava e que representavam a realidade que o cercava. Aí podemos detectar, de imediato, a sua grande capacidade de análise e a sua enorme sensibilidade. Este facto, aliado às duas vertentes “ideologia política” e “universo mágico da Baía”, levou-me a recorrer a alguém que teve a honra de conhecê-lo de perto e cuja inegável idoneidade e capacidade de análise merecem o meu maior apreço. Trata-se do jornalista português Alfredo Mendes, que me escreveu o seguinte sobre o escritor:
“Jorge Amado retratou a realidade do povo daquele Estado, o seu amar, o seu sofrer, o
seu alegrar, criando tipos humanos imorredouros. Digamos, então, que se tratou, em versão brasileira, do nosso neorealismo, encarnado por Soeiro Pereira Gomes e Alves Redol.
Não admira, assim, a sua militância comunista. Porém, bebedor de tudo quanto à volta de si gravitava, sempre seria um homem livre, logo, de livre pensamento. Cortou com o partido comunista, alinhando, porém, ao lado dos injustiçados. Mas sem rancores ou facciosismos, porquanto sempre foi um humanista. Despreocupado, senhor de um fino sentido de humor, fez-se andarilho, mergulhando no pulsar do povo.
Tendo ganhado um prémio de jornalismo, tive a oportunidade de escolher um destino Tap. Não hesitei: São Salvador da Baía - mátria e barro de Amado. Mas... como ir à fala com ele? Calhou ter um amigo que, por seu turno, era amigo de um senhor de Lisboa amigo dele. Daí a sugestão: leve-lhe uma caixinha com pastéis de Belém que ele se derreterá em amabilidades. Assim fiz. Cheguei ao hotel da Baía e telefonei para casa do escritor. Do outro lado do fio, Amado agradeceu a oferta, informando-me que iria mandar à recepção o motorista para pegar na lambarice. E pronto. Dever cumprido, com algum amargo de boca, reconheço.
Eis quando, passado um ou dois dias, ligam da recepção para me informarem de que tinha ao telefone o escritor Jorge Amado. De pronto atendi, surpreendido. Afinal, o medo que se nos apodera de que o mito, o ídolo, a pessoa que tanto admiramos não corresponda, no contacto pessoal, à imagem que dela fizemos, não tinha razão se existir. Amado, em voz arrastada, meiga, quase suplicante, pedia-me desculpa por não me ter logo recebido e que seria uma honra que o visitasse em sua casa, na Rua da Alagoinha. Com minha mulher lá fomos de camioneta até àquela morada, com justificada ansiedade e redobrada alegria.
E, veja só, num instante, sem saber quem nós éramos, se ricos, pobres, se remediados, qual a nossa profissão, Jorge Amado inverte a situação e passa ele a engrandecer-nos, a louvar-nos. Com uma t-shirt coçada, de velhos calções e uns chinelos rascos, afofa-se no sofá, pergunta pela festa de Amarante, pelos bolinhos de ovos da Lai Lai, pelos doces de Viana do Castelo de seu amigo Natário, pergunta pelas vindimas no Alto Douro.
Depois, tendo a indescritível simpatia da mulher ao lado, a Zélia Gattai, a quem, amorosamente, chama essa bruxa aí, oferece-nos livros seus, autografa-os e fica até perplexo por conhecermos as suas obras. E torna a agradecer a visita, a nossa cortesia.
Tivemos a sensação, nítida sensação, de já nos conhecermos há muitos anos, de estarmos em casa de uns tios do Brasil. Zélia afaga a cara de minha mulher "então, querida, está gostando daqui? Ainda não está moreninha, não". Beija-a, mostra-lhe peças de artesanato português, enquanto Amado continua a falar de Portugal, da Baía e dos seus santos, pais-santos. Depois, pede-me um favor: que levasse um cheque para entregar a um amigo de Lisboa, por conta de uma dívida. E, pachorrento e bonacheirão, com toda a naturalidade passou a explicar:
Quando o seu motorista fez anos de casado, ofereceu ao casal aniversariante uma viagem de núpcias pela Europa. Eles deslumbraram-se pelas capitais do Velho Continente e, quando chegaram a Lisboa, já nem dinheiro tinham para dormir ou almoçar, quanto mais para embarcar no avião. Telefonaram, aflitos. Ao que Jorge Amado, divertido, ligou a um amigo de Lisboa que os foi buscar, instalou-os num hotel com tudo pago, comprando-lhes, dias depois, passagem aérea para o Brasil.
Lá para o fim da tarde, o casal mostra-nos o jardim, descreve-nos as árvores, deixa-se fotografar, fotografa-nos. E, emocionados, cheios de calor humano, descem a escadaria (um suplício para Amado, agarrado a uma discreta bengalinha), despedindo-se de nós com um até sempre dizendo-nos que, a partir dali, passávamos a ter casa, a casa deles na Baía. Enfim, um dia encantador, vivido em família, em que as estrelas foram as visitas - que esse foi o desejo de um homem amado.”