Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
No seio de um mau governo, tomadas de posição onde impere a prepotência, geram conflitos sociais, sobretudo quando as classes mais desfavorecidas não usufruem de condições básicas mínimas que lhes garantam uma desafogada estabilidade económica. “Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. Temo muito que a situação actual, no nosso País, esteja a caminhar a passos largos para o caos, uma vez que
1. as pessoas mais desprotegidas não estão a conseguir gerir o pouco rendimento mensal de que
dispõem. Os aumentos, sobretudo no sector alimentar, tornaram-se escandalosos;
2. entre as manifestações mais assustadoras nota-se o aumento gradual dos suicídios, dos crimes
de uma violência cada vez mais doentia, mais assustadora e mais generalizada;
3. há uma acentuada desorientação emocional, reflectindo-se já entre a classe social onde
o desafogo económico sempre existiu. É claro que temos de considerar
a) o problema da formação educacional de cada indivíduo;
b) desmedida tendência para um materialismo exacerbado, com muito egoísmo à mistura,
sem qualquer recato por quem está a sofrer profundamente;
c) frustração notória provocada pela obcessão do belo e da perfeição;
Bate-se muito – e bem! - na tecla do recurso ao tratamento clínico da depressão, por causa do incontável número de pessoas que estão a sofrer preocupantes depressões, mas entramos num campo onde há factores muito sensíveis _sobre os quais não quero pronunciar-me. Deveriam, porém, ser cuidadosamente observados.
Este meu desabafo é, obviamente, o de uma cidadã que se preocupa muito com o que a rodeia, mas que não tem formação superior na área, capaz de atrever-se a dar conselhos. Declaro o que penso aqui porque, como referi no meu primeiro manifesto, a minha página é um espaço onde, livremente, expresso a minha opinião, preocupação e/ou regozijo sobre assuntos de carácter geral que possam, de algum modo, interessar a quem lê o que vou escrevendo e suscitem interesse em trocar opiniões.
Para terminar, desejo bem que venham a descobrir-se factos que poderão dar resposta à minha preocupação sobre a existência de causas alheias ao conhecimento de todos nós.
Gostaria de direccionar este meu texto, não propriamente para as obras de Jorge Amado - informação acessível a qualquer pessoa através das várias fontes de pesquisa de que dispomos - mas sim para o homem que foi, o seu valor humano e aquilo que possa ter feito dele um exemplo para todos nós, independentemente de crenças religiosas ou de ideologias políticas. Interessa-me mais este lado da sua vida, na medida possível de análise do que o seu sofrimento, que inegavelmente deve ter suportado, possa ter feito dele, transformando-o ou mesmo exacerbando nele o ser humano que tanto admiro. Há dois pontos que sempre me intrigaram em Jorge Amado: a sua ideologia política e o seu grande interesse pelo universo mágico da Baía. Isto não significa, porém, que condene uma ou outro, mas aguça a minha curiosidade sobre “Quem era Jorge Amado”.
Homem de grande humildade, ele escrevia sobre vidas reais, dando-nos a conhecer caraterísticas de personalidades que criava e que representavam a realidade que o cercava. Aí podemos detectar, de imediato, a sua grande capacidade de análise e a sua enorme sensibilidade. Este facto, aliado às duas vertentes “ideologia política” e “universo mágico da Baía”, levou-me a recorrer a alguém que teve a honra de conhecê-lo de perto e cuja inegável idoneidade e capacidade de análise merecem o meu maior apreço. Trata-se do jornalista português Alfredo Mendes, que me escreveu o seguinte sobre o escritor:
“Jorge Amado retratou a realidade do povo daquele Estado, o seu amar, o seu sofrer, o
seu alegrar, criando tipos humanos imorredouros. Digamos, então, que se tratou, em versão brasileira, do nosso neorealismo, encarnado por Soeiro Pereira Gomes e Alves Redol.
Não admira, assim, a sua militância comunista. Porém, bebedor de tudo quanto à volta de si gravitava, sempre seria um homem livre, logo, de livre pensamento. Cortou com o partido comunista, alinhando, porém, ao lado dos injustiçados. Mas sem rancores ou facciosismos, porquanto sempre foi um humanista. Despreocupado, senhor de um fino sentido de humor, fez-se andarilho, mergulhando no pulsar do povo.
Tendo ganhado um prémio de jornalismo, tive a oportunidade de escolher um destino Tap. Não hesitei: São Salvador da Baía - mátria e barro de Amado. Mas... como ir à fala com ele? Calhou ter um amigo que, por seu turno, era amigo de um senhor de Lisboa amigo dele. Daí a sugestão: leve-lhe uma caixinha com pastéis de Belém que ele se derreterá em amabilidades. Assim fiz. Cheguei ao hotel da Baía e telefonei para casa do escritor. Do outro lado do fio, Amado agradeceu a oferta, informando-me que iria mandar à recepção o motorista para pegar na lambarice. E pronto. Dever cumprido, com algum amargo de boca, reconheço.
Eis quando, passado um ou dois dias, ligam da recepção para me informarem de que tinha ao telefone o escritor Jorge Amado. De pronto atendi, surpreendido. Afinal, o medo que se nos apodera de que o mito, o ídolo, a pessoa que tanto admiramos não corresponda, no contacto pessoal, à imagem que dela fizemos, não tinha razão se existir. Amado, em voz arrastada, meiga, quase suplicante, pedia-me desculpa por não me ter logo recebido e que seria uma honra que o visitasse em sua casa, na Rua da Alagoinha. Com minha mulher lá fomos de camioneta até àquela morada, com justificada ansiedade e redobrada alegria.
E, veja só, num instante, sem saber quem nós éramos, se ricos, pobres, se remediados, qual a nossa profissão, Jorge Amado inverte a situação e passa ele a engrandecer-nos, a louvar-nos. Com uma t-shirt coçada, de velhos calções e uns chinelos rascos, afofa-se no sofá, pergunta pela festa de Amarante, pelos bolinhos de ovos da Lai Lai, pelos doces de Viana do Castelo de seu amigo Natário, pergunta pelas vindimas no Alto Douro.
Depois, tendo a indescritível simpatia da mulher ao lado, a Zélia Gattai, a quem, amorosamente, chama essa bruxa aí, oferece-nos livros seus, autografa-os e fica até perplexo por conhecermos as suas obras. E torna a agradecer a visita, a nossa cortesia.
Tivemos a sensação, nítida sensação, de já nos conhecermos há muitos anos, de estarmos em casa de uns tios do Brasil. Zélia afaga a cara de minha mulher "então, querida, está gostando daqui? Ainda não está moreninha, não". Beija-a, mostra-lhe peças de artesanato português, enquanto Amado continua a falar de Portugal, da Baía e dos seus santos, pais-santos. Depois, pede-me um favor: que levasse um cheque para entregar a um amigo de Lisboa, por conta de uma dívida. E, pachorrento e bonacheirão, com toda a naturalidade passou a explicar:
Quando o seu motorista fez anos de casado, ofereceu ao casal aniversariante uma viagem de núpcias pela Europa. Eles deslumbraram-se pelas capitais do Velho Continente e, quando chegaram a Lisboa, já nem dinheiro tinham para dormir ou almoçar, quanto mais para embarcar no avião. Telefonaram, aflitos. Ao que Jorge Amado, divertido, ligou a um amigo de Lisboa que os foi buscar, instalou-os num hotel com tudo pago, comprando-lhes, dias depois, passagem aérea para o Brasil.
Lá para o fim da tarde, o casal mostra-nos o jardim, descreve-nos as árvores, deixa-se fotografar, fotografa-nos. E, emocionados, cheios de calor humano, descem a escadaria (um suplício para Amado, agarrado a uma discreta bengalinha), despedindo-se de nós com um até sempre dizendo-nos que, a partir dali, passávamos a ter casa, a casa deles na Baía. Enfim, um dia encantador, vivido em família, em que as estrelas foram as visitas - que esse foi o desejo de um homem amado.”
Procuro-me onde estava e como era
no tempo em que te amava loucamente
e duma forma transparente, tão sincera,
que eras presença mesmo estando ausente.
Se no espaço etéreo que te envolve,
adivinhar-te pudesse... eu te diria
que a lucidez que tenho não me devolve
aquilo que fui perdendo, dia após dia.
Pergunto-me, por vezes, onde estará
aquela outra que não sinto mais em mim.
Será que o nosso amor chegou ao fim?
Que se perca o tempo que não voltará,
mas que não se apague a recordação
daquilo que perdura no meu coração.
Como gostaria de olhar este mundo,
com um filtro nos olhos, para protegê-los.
- O que hoje irradia, tolda-me a visão!
Mergulho num espaço que é meu, assaz fundo...
Construo mil sonhos e enormes castelos,
que se vão ajustando no meu coração.
Entre o sono e o alerta brotam forças do mal.
Perturbam-me o sono, mas sigo sonhando.
Apagam-se luzes na imaginação.
Ouço o Universo. Sua voz astral
está cheia de fúria, de tanto pesar
por ver mil sacanas entre a multidão.
Acolho-te em mim, ó meu amor, meu Mundo!
Dou-te a cor que quero. Deixa-me sonhar
e que o Universo olhe bem por mim.
Que gira a justiça de modo fecundo
e me faça, finalmente, acreditar
que tudo o que está mal terá um fim.
Vou publicar um desabafo que tenho evitado fazer, mas que não consigo silenciar por mais tempo. Esta minha página é o meu ponto de encontro comigo mesma onde, através do que escrevo, vou procurando filtrar o que me incomoda e/ou vou captando meles que me adocem a alma. No mínimo, hoje tentarei serenar.
Há dias li uma notícia que tinha sido publicada na Hiper fm, do dia 27 de Julho, p.p., através da qual é dado conhecimento público - usando um estilo assaz medíocre - de mais umas férias a serem gozadas por Cristina Ferreira. Claro está que só satisfaz a curiosidade pública quem está, de alguma forma, interessado em fazê-lo. Está no seu pleno direito. É que, paralelamente às milhares de pessoas interessadas neste tipo de informação, há um bom grupo de figuras públicas dispostas a alimentarem as almas dessas mesmas pessoas, nesse sentido. Até aí, entendo. Só é pena que essa notícia tenha sido escrita num tom jocoso, de baixo nível, bem à semelhança, certamente, de quem se mistura num certo tipo de comentários.
Deixou-me profundamente triste, não só a forma como foi redigida a notícia, mas também a ousadia que é preciso possuir para publicá-la num país onde abunda carência de meios económicos na maioria das pessoas, facto do qual todos nós temos consciência absoluta. Há famílias a enfrentar dificuldades de bradar aos céus e senti bem, no âmago da minha alma, a crueldade que é preciso ter para colocar tal notícia, redigida daquela forma, a qual poderá ser lida por pessoas que neste momento não têm dinheiro para comer e muito menos para gozar férias em hotéis, nos quais – escreveram - a diária é superior a 5.000 euros. Que necessidade tinha, quem redigiu esta informação, de expor desta forma, as suas férias? Podia ter reduzido a informação a uma forma humana, de cidadã recatada, atendendo à conjuntura da situação que se vive em Portugal. Aparentemente, a pessoa em questão é desprovida de sensibilidade e não poderá, portanto, avaliar até onde poderá pavonear o seu exibicionismo arrogante. Perante uma inconveniência, não seria melhor destacar-se através de uma recatada reserva?
Procura na Natureza,
fonte de rara beleza,
aquilo de que careces
e que, provavelmente, mereces,
...mas não estás a conseguir.
Ela existe para servir,
ajuda-te a bem viver,
em harmonia, com saber.
Se a tratares com respeito,
ela até se porá a jeito
de improvisar-te um colinho,
bem moldado ao teu corpinho.
Recorre a ela sempre que carente,
ou mesmo bastante doente,
a precisares de uma cura.
Quando estiver em modo pura,
faz buscas nela, com calma,
e verás a paz que trará à tua alma.
Não esqueças, porém:
Há um lado mau que ela tem,
quando está com os azeites.
Nesses dias, não te deites
no seu tronco curvilíneo
pois perde todo o fascínio.
Dá às de Vila Diogo,
foge, pisga-te logo!
Tem um lado insubmisso
que nunca cede em serviço.
Discursos, de acrimónia impregnados,
retratam teu carácter hediondo.
Vê-se um brutal ódio escancarado
em tudo o que, habilmente, vais expondo.
Sem tergiversar, vais revelando
de que lado te encontras, no cenário.
O povo, ignorante, vais fraudando
com opróbias atitudes de vigário.
Vai longo o teu exórdio! Que pereça
na alma de pessoas desumanas,
isentas de valores, pragas humanas.
Desmascarar-te, urge que aconteça!
De gente como tu, está cheia a Terra.
Geras o ódio que conduz à guerra.
Fazendo uso da minha liberdade de expressão, em 14 de Outubro publiquei um texto no Facebook, o qual foi partilhado da página de uma conhecida figura pública, e no qual se pedia às pessoas para darem água aos bombeiros que andavam, exaustos, a apagar os incêndios. Esse texto foi-me cancelado por não obedecer às regras do Facebook. Todavia, a publicação original nunca foi sancionada. Pedi explicações e prometeram que iriam rever a situação e que me informariam. Decorridos quatro anos, nunca tive o privilégio de uma justificação para o corte desse meu texto, puramente humanitário. Por esse motivo - e só por esse motivo, pois cada um vê o que quer e lhe apetece - quero referir aqui o facto do Facebook permitir a um dos utilizadores das "so called" Histórias, a montagem de falsas imagens absolutamente de mau gosto, que tocam a indecência, e cujo objectivo é a publicação de cenas que seriam censuráveis se colocadas antes da meia-noite mas que, como são falsas montagens, o facebook não terá justificação para sancionar o/a autor/a. No fundo, permite-se a publicação de imagens absolutamente de mau gosto, que tocam a indecência, repito, como forma de atrair a curiosidade de utilizadores que apreciam o indecoro.
Em que direcção caminhamos? Já não há limites?
Revejo, palmo a palmo, as estradas onde caminhei
arrastando comigo a teimosa ilusão de haver-te.
Foi um penoso crescimento, que não controlei,
uma vontade constante de não perder-te.
Viveste escondido em todos os meus cenários.
Era um modo de ter-te, uma forma de provar-te
que estavas em mim nos meus sonhos diários.
Enquanto vida fui... continuei a amar-te.
Hoje sinto que parti. Choro esse tempo, Amor.
Será que percebeste a imensidão da dor
que carreguei no peito durante tantos anos?
Sou vulcão sem vida que jaz acorrentado
num espaço gelado, triste, ignorado.
Na minha mente secaram já mil desenganos.
Solta-se a fera nas asas dum inocente
que desconhece o espaço pra onde voa,
mas seguindo à deriva, quem o leva sente
carregar uma dura carga que atraiçoa!
Há que mudar de rumo. A praia, já remota,
recorda-lhe aquele mau tempo de criança.
Vagueia no espaço e pensa na derrota,
se prosseguir voando sem fé ou confiança.
Afrouxa o voo, e medita no seu fim
como algo imutável, sem outra saída.
Agradece ao tempo e à própria Vida!
Prosseguindo, aceita tudo o que foi ruim,
sorrindo ao futuro e aceitando a morte
porque nesta, não conta o factor sorte.
Foram milhares os quilómetros que fiz caminhando com calçado que magoa. Ganhei bolhas nos pés, apenas porque quis provar-me que a minha alma... perdoa.
Falhei em muitas direcções que programei mas que, por tantos imprevistos, não segui. Foram erros meus que, de culpas, só eu sei, e caminhadas das quais me arrependi.
Quis sentir-me capaz de evoluir no conceito de perdão que reinventei. Hoje estou descalça e a resistir. Sem bolhas e sem dores, aguentarei.
Data da criação deste conteúdo: 2021-09-16 Autor da imagem: Rennan Oliveira
(Texto escrito e publicado em 2011. Onze anos volvidos, politicamente tudo continua como dantes)
Fico sempre muito bem impressionada quando bons críticos utilizam uma forma clara e precisa nas suas análises, tanto no que se refere ao comportamento nefasto de figuras políticas em relação aos interesses dos cidadãos, como aos interesses saudáveis defendidos por elas, cuja concretização não é possível devido ao obscurantismo que continua comodamente instalado no nosso país. Este texto foi elaborado precisamente com base numa crítica específica que li num blog, cujo texto não insiro aqui por considerar desnecessário pedir autorização para tal.
Programas adequados para o desenvolvimento cultural da população deveriam ser a base de medidas urgentes a serem implementadas por qualquer governo, em qualquer nação onde exista um elevado número de pessoas sem bases culturais sólidas. Quando me refiro a desenvolvimento cultural, falo de medidas revolucionárias a serem tomadas desde a base, visando a formação, em várias vertentes, de uma nova geração.
O sucesso dos 'vendedores de pomada Santa Gibóia' ainda ocorre devido ao elevado número de ignorantes, que, por falta de hábito e formação básica deficiente, não têm motivação para ler e são incapazes de compreender a maior parte das informações transmitidas. Esses manipuladores de promessas exploram a população de uma forma que perturba qualquer cidadão mais lúcido e informado – o que é, lamentavelmente, desagradável.
A agravar esta situação, a carência de cultura leva a tomadas de posição 'cegas' por parte daqueles que chamo de 'professores', que se julgam detentores de todo o conhecimento e não permitem que os outros aprendam. Essas atitudes, frequentemente transformadas em graves conflitos, dificultam a solução de problemas que poderiam ser resolvidos de forma democrática, mas que a referida carência não permite assimilar como sendo, em democracia, a forma correcta de ouvir e ser ouvido.
Assim, é urgente que os nossos políticos mudem de tática e comecem a usar uma transparência genuína (e não a manipulativa, que é perigosa), além de transformarem as suas promessas em discursos de verdade convincente. Seria bom, portanto, tentar de várias formas elevar o nível cultural da população menos informada, afim de ser atingido um maior grau de responsabilidade na escolha dos candidatos, não só para governar o país, mas também para assumirem lugares de chefia em outros sectores de interesse para o progresso da nação. É urgente formar pessoas de alma sã em corpo são, o que só poderá conseguir-se quando cada um tiver uma vida confortavelmente digna e de grande valor humano.
Data da criação deste conteúdo. 2011-02-16 Imagem: Harrison Haines
Deixem-me gritar, clamar bem alto
por milhões de seres vivendo em dor,
cujo longo sofrimento exalto,
fiel, que sou, à força do AMOR.
São já milhões os pobres inocentes
em sofrimento atroz por tanta guerra.
Temem o recurso a armas tão potentes,
que podem destruir a própria Terra.
Disputas de interesses, de ganância,
invadiram sistemas, em nações,
para os quais nada serve a importância
dos direitos humanos, sem excepções.
São valores que procuram camuflar
com estudadas leis, feitas a seu jeito,
contudo, esse tratado a respeitar
não é uma coisa vã, é um direito!
Que cessem os insultos e as agressões
provocadas por gente que se diz
detentora de credos e razões,
mas que não passam dum molho de imbecis!
E se querem lutar, que sejam eles
os primeiros da fila, essa gentalha.
Façam esta opção, que é menos reles:
voltem de novo às lutas, por batalha!
A Criança é um diamante.
Ela não se usa,
não se abusa, não se explora.
A Criança...
é um ser superior, puro.
Ela é a esperança no futuro,
é o amanhã e é o agora.
A Criança...
...ai dos que se servirem dela!
Maldito seja aquele, ou aquela,
que a desrespeita.
A Criança...
merece ser adorada
e superiormente guiada.
O lírio a simboliza. Ela é perfeita!
Questiona-se o futuro que daremos
a cada jovem, no auge da ambição.
Nós, adultos, perante o que hoje vemos,
sentimos o nosso esforço ser em vão.
Não se vislumbram sinais fortes e reais,
de gente vocacionada prà mudança,
quando os governos não vêem que há chacais,
que conduzem o país à insegurança.
É todo o jovem, esperançado e crente,
que dos adultos espera a solução
...mas não conseguem remar contra a corrente!
Deixemos que sorriam os que acreditam
numa réstia de luz na escuridão.
Os velhos...já não se envolvem, só meditam!
Aqui jaz alguém que já nada faz ou, provavelmente, fez alguma vez. Dentro dessa caixa que o encerra, o tempo reduzi-lo-á à origem, ao estado de matéria virgem. Para ele, o "Deve" e "Haver" já não terão mais razão de ser. Para muitos, a Contabilidade, necessária, é uma afirmação da sua situação nesta vida, do seu valor como ser humano, pois é directamente proporcional ao valor intrínseco do seu capital. É um conceito assaz desumano, se assim interpretado. Contudo, esse valor não é tudo. É nada! É a tua essência mascarada, um cálculo completamente errado, e passas à categoria de condenado se for provado que tu... nada tens, além de alguns míseros bens. A vida tem uma dimensão maior, no que concerne ao seu real valor. Sobrepõe-se à maldade profunda duma sociedade moribunda. Eu tento ignorar a falsidade em que abunda: a perversidade, a traição e a velha corrupção. A vida gera o bater do coração, quando vibra e quando se agita, ou sente a falta de um amor ausente, que nunca mais estará presente. Não é preciso saber contabilidade para compreender onde está a verdade de cada ser de alma e coração, que olha o outro como seu irmão.
Data da criação deste conteúdo: 1986-05-03 Autor da iImagem: KoolShooters
Do abandono de um idoso, perpetuar-se-á o eco do seu silêncio angustiante, após a sua morte. Os surdos continuarão a não ouvi-lo... E os que gerem a sua espera da morte, manter-se-ão surdos até quando?
- Lê, lê muito!
- Analisa com muita atenção o conteúdo de cada livro que escolheste.
- Sobre cada matéria de teu interesse busca, com entusiasmo, outras opiniões, outros dados de autores de prestígio.
- Não deixes o que foste lendo permanecer arquivado no teu cérebro, sem que te dês a oportunidade de construires a tua própria opinião.
- Cultura livresca não chega, não te torna culto/a. Só te fornece informação, mas esta, necessita de ser submetida ao teu julgamento, depois de teres colhido o máximo possível do conhecimento de mestres na matéria.
- O que, finalmente, concluíres ajustar-se a ti, ou parecer-te mais em conformidade com o aceitável, essa será a tua cultura, não a cultura de outros.
- Mantém-te sempre aberto/a ao aparecimento de conhecimentos renovados. O CONHECIMENTO, seja do que for, NÃO É ESTÁTICO. Manter-se-á SEMPRE DINÂMICO.
(Dois excertos do meu livro)
.....................................
Pra terminar esta parte
da História de Portugal
e do seu nome também
(apenas porque convém),
acrescentarei, portanto,
que o nosso país de encanto,
em redor de Portus Cale,
era o Porto... tal e qual
(ou mais ou menos, digamos,
pra que não atraia enganos)!
Então como foi possível
este feito inverosímel
de termos crescido tanto?
Foram séculos de luta
com muitos filhos da mãe
que sempre nos invadiram
de causas para disputa
desse país de ninguém.
No ano mil cento e três,
um tal Henrique Borgonha
- morto nove anos mais tarde -
com uma coragem medonha
faz algo que maravilha:
Resolve ajudar Castilha
de forma não calculista
(ou calculista, talvez...)
na luta pela reconquista.
Grato por este seu gesto,
Afonso VI o que fez?
Nomeou o tal Henrique,
por vontade ou manifesto,
El Conde de Portugal.
Foi um acto excepcional,
porém, morre Afonso VI
e altera-se o contexto
em que tudo decorria.
URGE REVER AS LEIS QUE ESTABELECEM A PUNIÇÃO A SER APLICADA EM CADA CASO
a) O execrável aumento da violência;
b) O que os "mass media" transmitem/publicam, fugindo ao respeito pelo pudor e sensibilidade
dos outros, para atraírem a atenção de um público bem específico e, assim, aumentarem as
suas audiências/os seus leitores;
c) A inoperância das leis que regem as punições pelo abuso sexual de crianças e de adultos;
d) A incontrolável falta de respeito dos alunos nas escolas, para com os professores;
e) O assustador aumento de jovens que recorrem ao uso das chamadas drogas leves, quantas
vezes evoluindo, mais tarde, para as drogas pesadas.
De a)+b)+c)+d) e e) resulta a tendência para criar, na geração mais velha, a defesa da hedionda falsa moralidade dos "extremistas", como justificação para atingirem objectivos bem concretos, ocultos por um "manto diáfano de bons propósitos".
... E sendo eterno o nosso grande Amor, que eterna seja, também, a felicidade de vivê-lo até ao fim das nossas vidas. Nenhum de nós é hoje devedor seja do que for. Em liberdade, contámos muitas metas atingidas.
Não quereria sobreviver à tua morte, mas quereria que sobrevivesses tu, à minha e que a vida sãs vontades não me negue. Estou presa a um Amor vindo do norte, o qual matou as dores que, outrora, eu tinha e se tornou a luz que sigo e que me segue.
Meus Caminhos de Cristal
percorro com ambições,
lado-a-lado com camelos,
águias, mochos, camaleões.
Por vezes lhes faço frente,
outras há que os ignoro.
Depende do que consente
a minha vida, que adoro.
Aos camelos tiro espaço;
às águias apalpo o pulso;
aos mochos abro um abraço
e os camaleões... expulso!
Neste caminhar que mudo
- porque a vida mo consente -
tenho encontrado de tudo,
e tanto que me atormente.
Vejo males noutros caminhos
muito piores do que os meus;
bichos perversos, daninhos,
‘ávis raras’, camafeus.
Magoa fundo esta dor
de ver o velho e a criança,
sem defesa, sem amor,
morrer de desesperança.
E não se enganem aqueles
que pensam remediar
erros velhos... quando neles
há vícios a degradar.
Não se cancela num dia
condutas velhas, caducas,
e o remendo só adia
a regra que nos educa.
É preciso fazer mais.
Defenderei, com fervor,
actuações globais
em prol dum mundo melhor.
Data da transcrição deste excerto do livro: 2011-05-03 Capa do Livro: Miguel Letra
A minha teimosa esperança de ver o meu velho país ser bafejado por uma onda de renovações de vária ordem, leva-me hoje a recordar um texto que escrevi, há exactamente sete anos, vinte e nove depois de uma previsão feita por Natália Correia, a qual achei fantástica mas que não irei transcrever porque tornaria demasiado longa a reflexão que gostaria de fazer hoje. Esta senhora, de quem sei pouco, inspirou esta minha reflexão porque fiquei com a impressão de que teria consciência de uma verdade que anunciou, independentemente das posições que tenha assumido, durante a sua vida, a maioria das quais desconheço.
Não importa se tu és de esquerda ou se és de direita, basta que tenhas consciência das opções que assumires ao tomar uma decisão importante, decisão essa que pode vir a prejudicar fortemente o teu país, se não souberes escolher o Homem que gostarias de ver governá-lo. Tal escolha não deve – de forma alguma – servir o teu partido, mas sim a tua Nação.
Por classe social entendo várias, entre elas:
- a que teve acesso à cultura e que a adaptou a bons princípios a defender;
- a que teve acesso a uma cultura apenas livresca e que a adaptou a si, para tentar satisfazer as
suas excessivas e egoístas ambições;
- a que não teve acesso – por um ou por outro motivo – à base cultural que poderia ter-lhe dado a
possibilidade de julgar por si e não pelo que os outros lhes dizem.
- etc....
Não acredito em classes sociais ditas ricas e pobres. Não é o ter ou não ter dinheiro que nos coloca num dos dois patamares. São os valores que defendemos e, aí, os patamares são vários.
Temos tido governos escolhidos por maiorias que votam no seu partido, e não no HOMEM que convém ao país, por provas dadas das suas grandes qualidades. Essa maioria, confia num programa que lhes apresentam e que vai de encontro à provável satisfação das suas ambições, sem respeito pelas ambições de outros. Mas, nessa maioria, encontram-se também eleitores que, ao votar, não têm consciência da responsabilidade do seu acto porque, provavelmente, foram manipulados por defensores de partidos que funcionam como “clubes” aos quais são fiéis. Esta é uma realidade, não é uma suposição. Os sacrificados, as grandes vítimas, são aqueles que estão a pagar pela predominância duma classe privilegiada e egoísta. Não estou a referir-me a uma classe social como é, normalmente, referida: rica, ou pobre. Estou a referir-me a uma classe de gente para quem os valores são, predominantemente, materiais. Quanta gente muito pobre os defende! Eu não seria contra a situação da classe privilegiada desde que, os outros, tivessem direito a uma base segura, que lhes garantisse emprego, um tecto, um bom serviço de saúde e de educação – gratuitos! - e o direito inquestionável a condições que lhes permitissem uma velhice tranquila, num ambiente de Amor. O que saísse deste grupo de bens de direito, faria parte de conquistas conseguidas, por mérito próprio, por comprovada lealdade, honestidade, e não prejudicando fosse quem fosse.
Revolta-me saber da existência de tantos privilegiados, em detrimento do chocante número de pessoas que vive na miséria, sem receio de exagerar, muitas das quais estão a pagar uma pesadíssima factura por erros cometidos, por devoção a partidos e não a valores.
Encarcerada num espaço,
- lembrando o que fui... ou era -
sinto o meu corpo entalado
entre o Outono e a Primavera.
Suspensa nas frias águas
onde, imersa, estou lutando,
corre um fraco tempo, escasso,
que nem sinto, nem comando.
Espero um ciclo coeterno,
com Verão e com Inverno.
Viajando entre o desconhecido, o que lhe dizem ser verdade, e as verdades que, amanhã, podem deixar de o ser, está o Ser Humano em conflito, carregando o peso de muitas dúvidas, um ser que veio ao mundo por um motivo, ou quem sabe se sem ele, mas que, de alguma forma, o tornou curioso acerca de uma série de fenómenos que gostaria de entender.
De Neonata, a Menina,
um ser com tanto de seu!
Nascer assim, não foi sina...
foi a Vida que a escolheu.
De Menina, a Criança,
doce, meiga, caprichosa,
ora cativa, ora cansa.
Adora tudo que é rosa.
De Criança, a Adolescente
passa por algumas fases.
Por vezes irreverente...
Muitos castelos sem bases.
De Adolescente, a Mulher
quanta coisa que transtorna.
Não é um mudar qualquer,
é um ser que se transforma.
De Mulher, a Mãe,
troca, com a sua graça,
a liberdade que tem,
por um ser lindo, que abraça.
Entre as diversas questões que me ponho frequentemente, há uma que gostaria de partilhar com quem lê o que escrevo: Constatamos que está em crescente aumento a existência de pessoas com problemas de saúde mental, especialmente após o aparecimento do vírus SARS-CoV-2... vá lá saber-se como e porquê, em boa verdade. Tudo o que tem acontecido, afigura-se-me de uma forma bastante misteriosa, forma essa que dá lugar a muitas perguntas. Mas não é esse o objectivo deste meu texto.
Desejando ser consultado por um especialista da área respectiva, o paciente dirige-se a um Centro de Saúde – que me dizem poderá nem ser o seu - e começa, então, uma série de anomalias no seu acompanhamento, as quais me levam a fazer uma reflexão: Suponhamos que esse paciente, por qualquer razão _aceitável ou não, • perde o seu médico de família e tenta conseguir uma consulta de recurso, para o dia seguinte. Para isso, terá de compreender que deverá chegar ao Centro de Saúde respectivo, onde quer que seja, duas horas antes da sua abertura, porque quem mais cedo chegar, maior será a possibilidade de ser visto por um médico. Quem não tiver em conta esta realidade, terá uma menor chance de conseguir o objectivo pretendido. Suponhamos que o médico que o atender irá encaminhá-lo para um hospital e, caso concorde, passa-lhe uma carta para que seja visto pelo respetivo especialista. • A partir daí, se não tiver a sorte de ser bem sucedido no tratamento que lhe tiver sido prescrito, verifica-se, com frequência, que esse paciente começa a estar sujeito a saltar de médico em médico, mais parecendo uma bola de ping-pong, ou melhor expressando, uma cobaia submetida a testes um após outro, na sua desesperada busca de “sentir-se bem”. • A escolha do médico, pelo paciente que depende do SNS, nem sempre lhe é permitida, mas a base do sucesso de qualquer tratamento, seja a doença que for, passa pela confiança que o paciente tem no seu médico. Hoje, porém, foco-me, especificamente, na doença mental. • Mais ainda, se o médico, eventualmente, tem interesse pessoal em receitar medicamentos de determinados laboratórios, o paciente é que sofre se continua a não estar bem, e poderá sentir-se profundamente frustrado _frustração essa que nunca sabemos como poderá acabar. Não poderemos facilmente adivinhar qual irá ser a reação de cada paciente. Defendo, portanto, que tanto quanto possível, qualquer paciente que se encontra em sofrimento, seja seguido considerando os seguintes factores importantíssimos:
1. CONFIANÇA NO SEU MÉDICO. 2. CUIDADA ATENÇÃO NA PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS, de forma a que se respeite o que necessita o paciente e nunca o que convém ao especialista receitar. 3. QUE SEJA MANTIDO, TANTO QUANDO POSSÍVEL, O MESMO MÉDICO QUE ACOMPANHA O PACIENTE DESDE O INÍCIO.
Nesta sua condição deveras muito importante, ela não nasceu em vão, foi-lhe dado um “ser” constante. Gerar amor, emoções, dar vidas aqui no mundo e perpetuar lições de teor muito profundo.
Ser Mulher não será nunca um “ser” qualquer...
Excluindo aberrações e caracteres mal formados, que encontrará aos montões em gente de muitos lados... ela preza o que lhe serve em modos bem ponderados para de exemplo servir aos grupos de mal formados..
Ser Mulher não será nunca um “ser” qualquer..
Filtra mágoas amarradas em erros por redimir para ter forças lavadas num presente a corrigir. Gerando e gerindo vidas adoça-se de ternura e vai sanando feridas na alma de gente pura.
Ser Mulher não será nunca um “ser” qualquer..
Solteira ou mesmo casada, vive com grande prazer e assaz bem preparada, prà missão de conceber. Exige ser respeitada da forma como convém. Ela ama e é amada pelos seres de quem é Mãe!
Vida, meu filho,
é força,
é coragem,
é amor.
Vida...
é uma luta constante
entre a felicidade
e a dor.
Vida...
é saberes olhar
com ternura
e compreensão,
todo aquele
que não é como tu,
mas é teu irmão.
Vida...
é saberes aceitar,
com resignação,
cada dia que vem,
mesmo aquele pior.
Vida...
é aprenderes a lição
da diferença que existe
entre o mal e o bem.
Sabê-la de cor,
rejeitares os erros
daqueles que, coitados,
não sabem melhor.
Vida...
é o fogo que aquece,
a neve que gela,
o quadro, a aguarela.
É um mar que assusta,
mas comove.
Vida...
é a história que ouviste
sobre coisas passadas,
que não viste.
Vida...
é sentires
o que o olhar puro
duma criança,
pode conseguir.
Vida...
é saberes como
e porquê,
podemos salvar
tantos dos que sofrem
e a maioria não vê.
Vida...
é a Natureza
que teima ajudar-te
em cada momento que passa.
Vida...
é o oposto à Morte,
à Guerra,
à Caça,
à Repressão,
e à indiferença do mundo
que contrai,
que aperta
tanto o coração.
Vida...
é a recusa
a todas as forças
nefastas, más,
que não deixam sentires
o que quer dizer Amor,
o que quer dizer Paz!
ACEITAÇÃO e RESILIÊNCIA são duas importantes chaves que nos ajudam a reagir, de forma tranquila, às más surpresas da Vida. Ao praticá-las, poderemos acabar por concluir, no tempo, que elas surgiram na nossa vida, de alguma forma a nosso favor, e não o contrário.
E o Mostrengo,
velhíssimo e trengo,
em noite de breu
do mar se ergueu.
Voltas não conseguiu dar
...nem mesmo se ouviu chiar.
Estava triste e estupefacto
com um surpreendente facto:
percebeu que, lá no fundo,
não sentia como estava o mundo.
Quando um governo opta pela guerra para fazer valer o que defende, deixa de ser um governo para se tornar uma maldição. Quem toma tal decisão gera insatisfação, pois faz com que vidas sejam ceifadas, sobretudo as de crianças que nada fazem para se tornarem vítimas diretas de conflitos de interesses.
Vivemos num mundo onde passamos com vida efémera, mas muita gente vive alheia a essa realidade, obcecada pela conquista de um vasto conjunto de bens materiais que lhes turva os valores morais, perdendo a consciência de que não estão sós nesta inconfundível e deliciosa esfera a que chamamos Terra.
• O estado social dum país é o espelho da competência de quem o governa. • O número exagerado de bancos pode ser sintoma de tendência à prática de usura. Quanto maior for o número de bancos, maior poderá ser a pobreza. • A miséria, e a degradação social, denunciam a existência de jogos de interesses não a favor do povo, mas a favor duma classe dominante para a qual o significado da palavra Amor não coincide com aquela que conduz ao bem-estar de toda a humanidade, em geral.
Tipologia: Embrião quer seja esperado ou não. Sua condição: Gerado. Tem vida, não tem passado. Posto na fila de “Espera”, espera… mas não desespera! Espera alimento e conforto, senão, pode nascer morto. Na sua espera, assaz calma, não tem conflitos de alma. Nove meses, como ser, dão-lhe a honra de nascer. Um certo aperto no espaço fá-lo sair do embaraço. Natus sum! Aqui começa uma reacção expressa de várias formas. A espera, — que antes de ser, já o era no ventre de sua Mãe — grita, mas não ouve… Amén! E continua esperando sem dela ter o comando… porque “Veni, Vidi, Vici” nem sempre funciona aqui. É que a espera, essa rainha, é lenta quando caminha. Esperar… palavra assaz dura, vira doença sem cura, se quem de esperar se cansa e o que quer… não alcança! Estado normal: Esperar! Entretanto… vimos passar o tempo que nos foi dado para viver deste lado. Não sei se lá, no Além, se espera também. Esperámos para nascer; esperamos melhor viver; esperamos sempre, afinal. Fatal condição geral.
Data da criação deste conteúdo: 2016-01-28 Autor da imagem: Janko Ferlic
É verdadeiramente emocionante a entrada de um barco de pesca no mar, sobretudo durante os primeiros momentos da operação de controle da posição em que o barco deverá entrar para que não suceda o pior. É louvável a comunhão de sentimentos e de responsabilidade existente entre os que se envolvem nesta tarefa.
Sente-se, em cada elemento, uma grande dose de cooperação, humanidade, altruismo e espírito de luta, permanecendo, porém, entre estes sentimentos, o orgulho bem patente entre os elementos de cada “campanha”, quando vão para o mar. Há sempre a expectativa, talvez, de quem conseguiu pescar mais e melhor, o que motiva o esforço a dedicar ao trabalho. Quando o mar está bravo, esta tarefa apresenta-se dramática, com os familiares dos pescadores arrastando-se de joelhos pela areia, em preces emocionantes, clamando protecção para quem está dentro daquele barquinho, aparentemente tão frágil. Vivi isto em pequena, quando ia para esta praia passar férias, local onde nasceu meu Pai.
Eu tinha um primo pescador, que tinha o apelido de "Ganeno", tendo ficado na minha memória, bem nítido, o timbre da voz de um seu companheiro quando, de madrugada, passava em frente à casa dele gritando, num tom arrastado e calmo... - Ó Ganeno, o mar está manso..." Parece-me ouvi-lo ainda. É uma praia de gente vocacionada para aceitar o cumprimento de um seu dever existencial, mais do que o de viver com um objectivo material, mesmo sendo esta, também, uma das pretensões de cada elemento. Contudo, o primeiro supera o segundo, na alma de cada um.
Aceitação e Resignação comandam a vida desta pessoas, depois... vem a Entrega e o Orgulho (ou não) do que conseguem atingir.
Data da criação deste conteúdo: 2022-07-03 Autos da imagem: Miguel Letra
Mulher … Você não é uma Mulher, apenas, Você é graça, é arte, é beleza. É o branco alvo de lindas açucenas, é o melhor fruto que deu a Natureza.
Mulher … Você nasceu com a grande missão de dar vidas à vida, parindo na dor, amando com garra, criando emoção, e dando lições de força e de amor.
Mulher … Você espalha luz em noites escuras, em almas sofridas, carentes de beijos, sem pena de si, passando-lhe agruras, saciando corpos, matando desejos.
Mulher … Você abre estradas e remove escombros, distribui coragem, com ar de menina, carregando a vida em cima dos ombros. Mulher … Você é Divina!
A outra que existe em mim, por vezes é muito estranha. Pinta os lábios com carmim e, com uma vida tamanha, se revolta, me magoa, se contravolta, anda à toa… quando aquilo que ela quer eu não a deixo fazer. Há dias em que é Mulher, outros … nem sei que dizer. Não me deixa sossegada. Quando noite sinto em mim, ela sente madrugada e faz um grande chinfrim dentro da minha cabeça, até que eu lhe diga: SIM! e faça o que lhe apeteça!
Quando escrevo tenho asas, o coração é meu guia. Gosto de voar sozinha, não quero ter companhia. Sobrevoo mil montanhas e mares fundos, com baleias. Vejo formas lindas, estranhas, que mais parecem sereias. Na minha imaginação deslizam cores e corais. Faço dela o meu guião e dos versos... meus canais.
Através deles comunico com aqueles a quem dedico tudo o que escrevo em poemas. Foi a forma que encontrei para, do modo que eu sei, exorcizar meus dilemas.
Criei esta página para ter um espaço onde, livremente, expresse a minha opinião, preocupação e/ou regozijo sobre assuntos de carácter geral que possam, de algum modo, interessar a quem lê o que vou escrevendo. Qualquer texto meu nesse sentido, para além de ter a função de “desabafo pessoal”, servirá de “conversa silenciosa”, durante a qual só as expressões usadas, as imagens e a pontuação do texto darão eloquência a esse silêncio. Poderão, eventualmente, mexer com a sensibilidade do leitor, mas não afectarão, seguramente, os seus ouvidos.
Os textos aqui escritos não serão portadores de mensagens pretendendo aprovação, nem servem de “pretensiosa” afirmação pessoal do que defendo. Desejaria, porém, que cada um desses textos fosse um pretexto para troca de opiniões, ou outra qualquer manifestação, desde que feita com o devido respeito pela direito de opinião a que cada cidadão tem direito. Se tal não acontecer, ver-me-ei coagida a cancelar a sua participação, pois não permitirei qualquer ofensa provocatória à minha pessoa ou a outrem.
Por vezes somos surpreendidos com notícias sobre novas curas as quais nos carregam a alma de esperança, sejamos nós portadores da doença em questão, ou não. Tais notícias, porém, para os mais cépticos, levantam de imediato uma série de perguntas quando, mais tarde, se verifica que tais notícias foram um logro. Foi o que aconteceu com um texto escrito por mim em 2018-10-12, num dos meus blogues o qual, inicialmente, dava conta de uma invenção científica que traria esperança aos pacientes de uma determinada doença, mas também a todos os curiosos da matéria. A fonte teve o cuidado de cancelar a notícia original, o que motivou a correcção que também eu fiz naquele momento, 2021-02-19, relativa à interligação que eu tinha tido o cuidado de fazer. No entanto, irei manter a continuação do texto pois duplica o motivo inicial por que foi escrito.
Saberemos nós em quem confiar e no que confiar?
Mas que mundo é este em que vivemos, supostamente acreditando que os cientistas fazem descobertas para bem da humanidade e não para encher os bolsos de gananciosos sem vergonha, nem escrúpulos?
Que mundo é este que coloca interesses materiais numa plataforma onde a moralidade não chega? Amigos, há muitos anos que coloco as "verdades" que nos contam numa prateleira, em "quarentena", durante algum tempo. Contudo, essa quarentena não deverá durar tanto tempo que acabe por conduzir a "incertezas" quanto aos resultados obtidos e à consequente perda total de confiança no produto. No campo da saúde, um dos mais importantes factores será o de termos uma segura confirmação de ser verdade as "verdades" que nos vão contando, para que possamos ter uma alternativa da ciência a que possamos recorrer sempre que a medicina natural não der ao doente outro caminho. Pessoalmente sou uma acérrima defensora da prevenção através do que é natural e, daí a minha preocupação.
Que vergonhosa realidade a deste mundo em que vivemos com milhões de pessoas de braços caídos, incapacitadas de tomar decisões correctas perante as "verdades" tristemente mentirosas que vão sendo passadas à população. Entretanto, quiçá os inventores de mais um tipo de pomada "Santa Jibóia" morrem empanturrados com tanto dinheiro que ganham à custa da confiança de quem acredita neles.
Claro que a indústria farmacêutica cria curas! Não concordo é com o abuso que se faz do uso de produtos químicos antes de serem tentadas alternativas tão naturais quanto possível ou, melhor ainda, usarmos a prevenção antes de termos de recorrer à cura. Há, porém, a necessidade absoluta de recorrermos, sempre que necessário, a um naturopata de absoluta confiança e NUNCA nos auto-prescrevermos com base no que lemos ou no que nos acconselham. Quando há situações de elevada complexidade, em que se impõe recorrer ao uso de um antibiótico, deveremos respeitar o conselho do médico em quem confiamos, mas não vejo com agrado recorrer-se, exageramente, à prática abusiva do uso do antibiótico, quando nem sequer se sabe de que mal o doente padece.
Data da criação deste conteúdo: 2022-06-29 Imagem: Nataliya Vaitkevitch
Procuro na tua mente, rica de bons elementos de informação adquirida e muito bem trabalhada... aquilo de que careço. Faço-o, tranquilamente, naqueles momentos de conversa bem contida, por mim tão apreciada. E o meu saber abasteço, como qualquer viatura, numa estação de serviço. Há muito tema oriundo de coisas já diluídas que prefiro explorar da tua enorme cultura. Procuro o que tenho omisso de algum tema assaz profundo. São essências extraídas de uma fonte a transbordar.
É tempo de fome e de guerra em muitas zonas do planeta Terra. Se ouvires gritos de inocentes, ecoando com os ruídos estridentes do detonar violento de metralhas, serás um conivente se não espalhas a denúncia da existência de opressores, déspotas, facínoras, malfeitores que, com um ódio profundo, gerem os destinos deste mundo. Escuta, irmão: tu, tal como eu, deves ajudar a levantar o véu que esconde acordos indecentes entre homens de mentes muito doentes. É tempo de reflexão, meu bom amigo. Em cada canto espreita um inimigo.
Em vez dessa escumalha interromper a vida de seres que amam viver, que busquem energúmenos defensores das suas teses erradas, de ditadores. Juntem-se a assassinos voluntários, ou mesmo experientes mercenários, e chacinem-se, entre si, sem piedade. Morram todos na sua iniquidade. Fazerem guerra como antigamente, seria muito menos abrangente. Ninguém tem o direito de impor, de qualquer jeito e seja como for, lutas em defesa de alienações que não admitem outras soluções, que não sejam as do recurso à guerra. Isso, é contra a Vida aqui na Terra.
Sou contra os dias de tudo, mas deste… não posso ser. Façamos, portanto, um estudo do que possamos fazer para acabar com a praga da malvada corrupção que prolifera no mundo. Sabemos o que sentimos! É como uma grande chaga. Actua como uma praga consumindo o mais profundo da alma de todos nós. Ela massacra, destrói, ataca em múltiplas frentes. Vive no crime, corrói porque obedece a uma voz que agita mentes doentes. Que tal esta solução: passarmos a promover princípios de protecção das crianças, ao nascer. Eduquemos os seus pais para a sua rejeição dos podres da sociedade. Começando em tenra idade, no seio familiar, gerar-se-ão promotores de uma sã moralidade, em luta contra corruptos. Pouco a pouco, os transgressores, por actos ininterruptos, perdem espaço de actuação, e gera-se outro, fecundo, como prémio da contra-acção: UM PARAÍSO NO MUNDO!
Que não te impeça o mal que estás vivendo entre gente diversa, e assaz devassa, de aceitar tranquilamente o que vais tendo esquecendo aquele "por quê" que te ultrapassa.
Procura admirar todos os pôr do sol, através de espaços que tens na tua vida. Em cada dia que nasce, há um farol, que guiará teus passos, na descida.
A tua vida faz parte de um processo que se multiplicou. Em cada episódio haverá actos de amor, azar e ódio.
Terias enfrentado muitos retrocessos, avanços, e mais aquilo que se não vê. Portanto, vive e esquece os teus: - POR QUÊ?