Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
Não me faço perguntas escusadas sobre a escalada de violência que, diariamente, caem nas páginas dos jornais e nos noticiários - que já evito escutar. Trata-se de um conjunto de causas, cujos efeitos estão a tornar-se profundamente lamentáveis, assustadores, e indicadores de um país sem rédeas. Tudo à volta dos problemas - já para não referir tantos outros – que geram consequências nefastas a muitos níveis, agravadas pela demora das condenações que tantas vezes urge fazer. Actualmente parece não bastar ao criminoso simplesmente matar. Hoje ele consegue ser mais sádico, mais hediondo e mais perverso!
Politicamente, a população está a sentir-se desprotegida, negligenciada e altamente prejudicada, se tivermos em conta o que se passa com o final de muitos processos contra elementos do Estado e outros de tantas figuras com cargos de grande responsabilidade no País, e que se tornaram, mais do que uma GRANDE desilusão, uma GRANDE vergonha para Portugal.
Focando, paralelamente, o interesse que aos media suscita notícias mundanas que não acrescentam nada seja a quem for, assistimos a que os mesmos - preocupados com a necessidade de manterem a percentagem de audiências no topo, transmitam programas que, ao invés de gerarem cultura e bons princípios de formação, dão ao povo aquilo que a maioria dele prefere: drama, violência, e uma série de maus exemplos servidos com muito "molho", deixando a outra percentagem de pessoas limitada a uma minoria de bons canais.
Repare-se, ainda, na forma como são feitas entrevistas a pessoas vítimas de um dramático episódio nas suas vidas, como por exemplo terem matado à força de pontapés na cabeça, de forma brutal (MESMO QUE BRUTAL SEJA SEMPRE!) um familiar de alguém. Exemplo ao acaso: - O que é que sentiu quando lhe contaram o que aconteceu? Isto é uma pergunta que se faça? Alguém tem dúvida que o seu familiar está em sofrimento??? Porquê perguntar? Seriam muito desejadas palavras de conforto, não massacrando mais a pessoa entrevistada. É espremer o sentimento até às lágrimas, senão não gera uma atmosfera de dor... Será isso? Chega-se ao cúmulo de assistirmos à forma como alguns apresentadores orientam as perguntas que fazem aos entrevistados, e ouvimos verdadeiros disparates, até com perguntas sem qualquer interesse para o tema da conversa, o que deixa a impressão de que foi dado um tempo demasiado longo ao entrevistador, levando-o a fazer perguntas que mais parecem de natureza coscuvilheira, do que de análise de dados que teriam muito interesse para o tema a explorar. Que mediocridade!
Este meu texto reflecte uma certa decepção que tenho vindo a acumular dia, após dia, face às circunstâncias em que se vive neste País. Estes foram os temas que hoje, cansada e desgastada, ocuparam a minha manhã.
Fui gerado com um senão,
... como todos os outros foram.
Só difere a dimensão,
se melhoram, ou se pioram...
Não haverá quem me convença!
Dois seres iguais? Nunca vi!
Há sempre alguma diferença
que os distingue, entre si.
Vim ao mundo por direito,
consenço de opiniões,
ou mero acaso, sem jeito
num monte de confusões.
Olhem-me como igual a todos,
sem diferenças, sem rancor,
com carinho e com bons modos,
e tanto, mas tanto, Amor.
Hoje quero reflectir na posição a assumir, em regime democrático, sempre que surge um baldado, que, sendo assaz desbocado, atreve-se a ofender, sem consequências temer.
Se a testa do tipo é oca, não serve fechar-lhe a boca!
Trata-se dum conflito, se a apreciação de um dito, numa sociedade livre, foi julgada pelo critério de que o dito é um impropério. Tal julgamento - escusado - passa a caso muito sério.
Haja uma ideia que brote, e outro critério se adopte.
Portanto, perguntarei: até que ponto é que a lei é o meio mais correcto de usá-la como objecto de condenação de alguém? É que uma das partes pensa que não proferiu uma ofensa...
Dependerá, no momento, do que der como argumento.
Mais parece uma censura em tempo de ditadura! Julgar casos como este, exige se faça um teste de avaliação dos actos. O que ofendeu, é perfeito? E o ofendido, de respeito?
Que não regressem os tempos de múltiplos contratempos....
Uma cantora com uma presença doce, que nos mantém deslumbrados com os graves da sua voz, e nos leva a senti-la como que envolvida no mistério de um além desconhecido, que a tornou uma intérprete extraordinária. Vale a pena escutá-la!
Eis uma das suas magníficas interpretações: DERNIERE DANCE -https://www.youtube.com/watch?v=qSBXNJmdif8
Uma cantora com uma presença doce, que nos mantém deslumbrados com os graves da sua voz, e nos leva a senti-la como que envolvida no mistério de um além desconhecido, que a tornou uma intérprete extraordinária. Vale a pena escutá-la!
Eis uma das suas magníficas interpretações: DERNIERE DANCE -https://www.youtube.com/watch?v=qSBXNJmdif8
Imagem: https://www.letras.mus.br/diana-ankudinova/fotos.html#419283 Data da criação do conteúdo: 2023-04-30
Em jeito de espiroqueta
vai fermosa e bem segura,
Leonor… pela verdura,
mas ouve uma obsoleta
piada de garanhão,
e dispara-lhe a tensão.
Renuindo e avançando
achou ser um impropério
piropear-lhe um galdério!
Pior ainda... cantando!
O que disse aquele machão,
implicava uma reacção.
Leonor, perante as tretas
que a incitavam a agir,
teve mesmo de intervir.
Desferiu-lhe duas galhetas,
em jeito de punição,
e acabou-se a questão.
Teria a alma do poeta
- lá do sítio onde ela está -
visto o que se passou cá?
Não estará ela inquieta?
É que as Lianores de agora
não são como as de outrora.
Escrevo para os inúmeros seres humanos que, por qualquer motivo, estão neste momento a viver conflitos emocionais de certa gravidade, sejam eles de que origem forem. Ao fazê-lo, estou a responder à dor que sinto por pessoas que conheço, numa tentativa de suavizar o seu estado de espírito, sendo eu própria vítima de muitos maus momentos ao longo da minha vida. Aprendi a aceitar o que quer que me aconteça, apoiando-me sempre, pacientemente, numa resposta que sei que poderá chegar demasiado tarde, mas a tempo de repensar, enquanto viva, essas más vivências, para poder refazer os meus conceitos e ainda sussurrar ao ouvido de cada ser que sofre um conselho amigo.
1. Quando não medimos bem as consequências de uma atitude nossa, irreflectida, fomos imprudentes e deveremos aprender a lição resultante do peso das respectivas consequências. A lição colhida alberga o peso da nossa responsabilidade pelos actos que cometemos.
2. Quando fomos prudentes nos actos que assumimos e, apesar disso, as suas consequências não foram as desejadas, então deveremos aceitá-las resignadamente, pois não nos cabe julgar o seu porquê. Estarão fora do controlo da nossa existência terrena. Teremos de repensar tudo, aceitando o que nos foi dado por uma força superior a nós. Não existirá, neste caso, uma lição a tirar; existirá, isso sim, a necessidade de aceitarmos humildemente o que nos foi dado e aguardarmos pela resposta que o futuro possa, eventualmente, vir a dar-nos.
Sinto que as palavras são tão importantes!
Elas sobrepõem-se às pausas de silêncio
que por vezes - mesmo que por instantes -
sentimos serem necessárias. Quando em dor
as soltamos, arbitrariamente e, em baixa voz,
num ímpeto de mágoa, e sem rancor,
aliviamos a solidão se nos sentirmos sós.
Usemos as palavras com tanto, tanto Amor.
Hoje acordei muito tarde.
Cedi a uma preguiça
que me mantém submissa.
Nada tem de covardia,
mas tenho de ser correcta…
Eu virei assaz medrosa
desta força poderosa
que quer manter-me quieta.
Todos nós estamos sujeitos ao cumprimento de leis que nos foram impostas por gente que, no seu conjunto, não me parece terem uma actuação coesa, quando da elaboração das mesmas, as quais deveriam contemplar, como princípios básicos, a Saúde, a Educação, a Economia, a Protecção do Ambiente e o respeito pelo Ser Humano. Nem toda essa gente respeita os mesmos princípios morais que geram Confiança e Segurança, sentimentos estes de que todos carecemos neste momento. Se, entre os que ditam as leis, há elementos com nobres sentimentos, outros haverá cuja função é vetar o que não convém ao crescimento monstruoso da riqueza de muitos, resultando, em consequência, no aumento progressivo da pobreza de outros. Somos todos vítimas da ineficácia e da inoperância de certos sistemas, cujos orientadores nem sempre dão provas de capacidade de liderança. O sector da Economia, por exemplo, deveria ser orientado por elementos cujas actuação desse provas de merecer o crédito de quem o vê como estando no fulcro de toda uma série de passos no sentido da Renovação do Mundo e não como um meio desse grupo conseguir o que, provavelmente, pretende: dominar para satisfazer os objectivos dum sistema corrupto, onde impera a ganância. Infelizmente nada mudará enquanto o ser humano não atingir um grau de sensibilidade e de humanidade capazes de fazê-los reconhecer uma realidade que está a provocar inúmeras mortes, minuto a minuto, tornando cada dia em mais um pesadelo para os que estão em sofrimento. Liderança deverá ser sinónimo de Competência e de Unidade e estas, por sua vez, só se conseguirão quando tiver, como fundamento, a Paz no Mundo, orientada por dois nobres sentimentos: O AMOR e o RESPEITO pela vida de cada ser humano, quaisquer que sejam as suas crenças e/ou preferências, desde que estas não afectem uma saudável coexistência entre todos.
Data da criação deste conteúdo: 2015-04-15 Imagem: Cup of Couple
Jovens coexistindo aqui comigo neste mundo repleto de loucuras… sigam este conselho que vos dou, mais do que muito útil, muito amigo: não embarquem nunca em aventuras que desafiem as vossas vidas. Sou uma mulher com uma certa idade, mas já fui jovem. Tal como vocês, cometi algumas imprudências de bradar aos céus! Sim, isso é verdade! Foi tudo fruto duma insensatez que, normalmente, traz consequências.
Sejam prudentes, nunca inconscientes; não provoquem; não sejam malcriados com os mais velhos, pais e professores. Um dia, se ficarem dependentes, cuidado… poderão ser vocês os provocados vivendo, na velhice, dissabores. As vossas acções de hoje criarão um conto muito bonito, que eu espero que sejam os vossos netos a lê-lo. Amem os outros de alma e coração e, se querem respeito no futuro, comecem, hoje mesmo, a promovê-lo.
Hoje gostaria de referir o que penso de uma certa camada de jovens, praticantes do desrespeito, nas suas várias formas, bem assim como do seu importantíssimo papel na construção de um futuro melhor, sem a prática de tanto crime – em aumento assustador – crimes esses grandes motores da destruição daquilo que o Universo criou de bom: A VIDA!
Sabemos da importância do papel dos jovens na construção de uma sociedade saudável - que tanto desejamos comece a dar bons frutos, acabando com o que de mau subsiste em todas as vertentes da sociedade. Urge, em meu entender, promover a criação de organismos, de estado ou particulares, para a prática de várias actividades, as quais deverão ser direccionadas para a instrução adequada dos mesmos no sentido – importantíssimo! – de aprenderem a amar e a respeitar a Natureza, os velhos, as crianças, enfim... a vida no seu todo, porque...
AMAR A NATUREZA NÃO É COMPATÍVEL COM O FABRICO DE ARMAS, NEM COM O RECURSO ÀS MESMAS COMO FORMA DE SOLUCCIONAR CONFLITOS.
AMAR OS VELHOS NÁO É COMPATÍVEL COM ACTOS DESPREZÍVEIS QUE ENVOLVAM FALTAS POR AUSÊNCIA DE RESPEITO E POR ABANDONO.
AMAR AS CRIANÇAS NÃO É COMPATÍVEL COM A PASSAGEM, AOS OUTROS, DE EXEMPLOS DEPLORÁVEIS.
AMAR OS ANIMAIS NÁO É COMPATÍVEL COM EXCESSOS DE ATITUDES, TAIS COMO DORMIR COM ELES OU DAREM-LHES BEIJOS NA BOCA. OS ANIMAIS SENTEM O NOSSO AMOR, IGUALMENTE, ATRAVÉS DE OUTRAS FORMAS, NOMEADAMENTE PROTEGENDO O SEU BEM-ESTAR, EM TODAS AS VERTENTES.
AMAR A VIDA NÁO É COMPATÍVEL COM VIVÊ-LA ARTIFICIALMENTE, RECORRENDO AO USO DE DROGAS, TAIS COMO: O ALCOOL, AS CHAMADAS DROGAS PESADAS, OU MESMO LEVES - FALSOS E PREJUDICIAIS MEIOS DE CORRUPÇÃO NO MODO LENTO - PRÁTICA DE BULLYING QUE DEIXA MARCAS NAS SUAS VÍTIMAS - QUANTAS VEZES IRREPARÁVEIS, etc., etc..
Sejamos todos cooperantes nesta tarefa de tão elevado interesse para o mundo em geral, e para tranquilidade de todos nós, no futuro.
Data da criação deste conteúdo: 2016-04-16 Imagem: Cottombro Studio
Rodopiando na vida,
num rodopiar constante,
muitas vezes fui traída
de forma muito chocante.
Vivi anos assustada
numa escola onde a maldade
duma “doninha” frustada...
não gerou em mim saudade.
Adolescente inquieta,
amante de viajar,
decidida, e muito directa,
minha vida quis mudar.
Depois de ter posto fim
a um passado assaz duro,
escolhi Londres e, enfim,
programei o meu futuro.
Casei-me mal, fui sofrida,
mas meus filhos, meus amores,
ensinaram-me que a vida
é feita de muitas cores.
Numa luta sem descanso,
mil perdas quis esquecer,
e enfiei-me num campo
de mais ganhar que perder.
Serena e muito confiante,
faço provas, em escritos,
de ser da vida uma amante,
e de odiar conflitos.
O dia estava fresco, acinzentado.
A pobre da gaivota esvoaçava
em busca de alguns restos de pescado.
E enquanto sobrevoava... grasnava...
À ninhada, acabada de nascer,
não importava saber por que gritava.
Prosseguia, pipilrando por comer...
e a fome, entretanto, não passava.
Cansada de os ouvir, a gaivotinha,
solta um forte grasnar, tão estridente,
que acabou dorida numa asinha
e não pode voar mais. Ficou doente.
Arrastando-se, e bem contrariado,
surge o gaivoto, pai da pequenada.
Enfrenta a situação, desajeitado,
e decide, resoluto, fazer... nada!
Alguém da vizinhança, vendo a cena,
decidiu ir socorrer os pequenotes,
oferecendo à mãe, que lhe fez pena,
pescado muito fresquinho... aos magotes!
O gaivoto nunca mais apareceu,
não sei se por enorme humilhação.
Isto foi o que vi dum sítio meu,
com realismo em alta dimensão.
2023-04-14
Imagens: Olga Lioncat e Théo Lê
Montagem: Maria Letra
O problema da saúde da população portuguesa gerou o meu desejo da abordagem de um tema que, para mim, torna-se muito complexo – certamente pelo meu natural desconhecimento de certos particulares que serão inadmissíveis, contudo reais e existentes - em franca progressão para o intolerável.
1. https://www.medicina.ulisboa.pt/newsfmul-artigo/115/novas-normas-alimentares-das-escolas -publicas 2. Apenas 1% das escolas limitavam a venda de alimentos prejudiciais à saúde. Lusa-13-09-2021
Como é que se compreende sermos bombardeados todos os dias com alertas de produtos considerados absolutamente nocivos à saúde, e não se proíbe a sua produção já que, como temos vindo a constatar, há pelo menos cerca de dois anos, subsiste a existência de uma camada de pessoas que não foi instruida no sentido de saber o que não é aconselhável dar aos filhos? Constata-se que há pais incapazes de respeitar posições assumidas por quem estará deontologicamente preparado para assumir certas mudanças que se impõe sejam levadas a cabo nas escolas, em matéria de alimentação durante o tempo que permanecem nas escolas. Esta posição, no tempo, estou convencida que – se bem organizada – é de admitir que viessem a alterar a mentalidade de muitos pais. Se a produção desses alimentos fosse proibida, talvez eles acabassem por aceitar bem a posição do governo... ou será que tal imposição não seria aceitável por defesa de uma democracia em que há interesses que se sobrepõem ao bem-estar dos cidadãos? De notar que morre todos os anos um considerável número de pessoas que esperam longos meses por uma consulta nos muitos postos médicos do nosso desgastado Serviço Nacional de Saúde, pessoas essas vítimas de problemas de saúde por seguirem, durante anos e anos, um inadequado programa alimentar. Tenho consciência de que tal imposição, com incidência nos produtores, no início seria considerada demasiadamente drástica, o que poderia conduzir a reacções de vária ordem, mas através do estudo de eventuais reformas nos ingredientes de cada produto, com a ajuda do governo, através de apoios sugeridos e suavemente introduzidos nas empresas respectivas, poderiam talvez resultar numa mais valia em todos os sentidos. Pessoalmente sou absolutamente adversa a que sejam usados ingredientes nocivos à saúde, para que os produtos sejam mais apetecíveis. Os produtores vão enriquecendo cada vez mais e os consumidores vão vivendo cada vez menos tempo. É justo?
3. https://www.dn.pt/vida-e-futuro/ministerio-quer-saber-se-hospitais-estao-a-alimentar-bem-os- doentes-10739706.html O Ministério quer saber se hospitais estão a alimentar bem os doentes.
Aqui, já não me refiro só a um problema relacionado com escolas, mas sim com hospitais, onde há jovens e adultos em tratamento. Se “nós somos aquilo que comemos”, a questão da alimentação deve ser considerada em paralelo com o tratamento aplicável a cada paciente. Fiquei feliz quando tomei conhecimento de que estaria a dar-se particular atenção a este ponto tão importante. Mas será que todos os hospitais estarão a cumprir com este programa? Permito-me duvidar, a avaliar por tantos falhas que vão sendo relatadas...
O problema da saúde da população portuguesa gerou o meu desejo da abordagem de um tema que, para mim, torna-se muito complexo – certamente pelo meu natural desconhecimento de certos particulares que serão inadmissíveis, contudo reais e existentes - em franca progressão para o intolerável.
1. https://www.medicina.ulisboa.pt/newsfmul-artigo/115/novas-normas-alimentares-das-escolas -publicas 2. Apenas 1% das escolas limitavam a venda de alimentos prejudiciais à saúde. Lusa-13-09-2021
Como é que se compreende sermos bombardeados todos os dias com alertas de produtos considerados absolutamente nocivos à saúde, e não se proíbe a sua produção já que, como temos vindo a constatar, subsiste a existência de uma camada de pessoas que não foi instruida no sentido de saber o que não é aconselhável dar aos filhos? Constata-se que há pais incapazes de respeitar posições assumidas por quem estará deontologicamente preparado para assumir certas mudanças que se impõe sejam levadas a cabo nas escolas, em matéria de alimentação durante o tempo que permanecem nas mesmas. Esta posição, no tempo, estou convencida que – se bem organizada – é de admitir que viessem a alterar a mentalidade de muitos pais. Se a produção desses alimentos fosse proibida, talvez eles acabassem por aceitar bem a posição do governo... ou será que tal imposição não seria aceitável por defesa de uma democracia em que há interesses que se sobrepõem ao bem-estar dos cidadãos? De notar que morre todos os anos um considerável número de pessoas que esperam longos meses por uma consulta nos muitos postos médicos do nosso desgastado Serviço Nacional de Saúde, pessoas essas vítimas de problemas de saúde por seguirem, durante anos e anos, um inadequado programa alimentar. Tenho consciência de que tal imposição, com incidência nos produtores, no início seria considerada demasiadamente drástica, o que poderia conduzir a reacções de vária ordem, mas através do estudo de eventuais reformas nos ingredientes de cada produto, com a ajuda do governo, através de apoios sugeridos e suavemente introduzidos nas empresas respectivas, poderiam talvez resultar numa mais valia em todos os sentidos. Pessoalmente sou absolutamente adversa a que sejam usados ingredientes nocivos à saúde, para que os produtos sejam mais apetecíveis. Os produtores vão enriquecendo cada vez mais e os consumidores vão vivendo cada vez menos tempo. É justo?
3. https://www.dn.pt/vida-e-futuro/ministerio-quer-saber-se-hospitais-estao-a-alimentar-bem-os- doentes-10739706.html Ministério quer saber se hospitais estão a alimentar bem os doentes.
Aqui, já não me refiro só a um problema relacionado com escolas, mas sim com hospitais, onde há jovens e adultos em tratamento. Se “nós somos aquilo que comemos”, a questão da alimentação deve ser considerada em paralelo com o tratamento aplicável a cada paciente. Fiquei feliz quando tomei conhecimento de que estaria a dar-se particular atenção a este ponto tão importante. Mas será que todos os hospitais estarão a cumprir com este programa? Permito-me duvidar, a avaliar por tantos falhas que vão sendo relatadas...
Sinto-me fora do espaço a que pertenço.
Não tenho eira, nem beira. Deslocada,
vivo alimentando um sonho imenso,
gerado em solitária madrugada.
Não saberei onde estou, mas concluí
que tu estarás comigo, porque te sinto
... embora neste espaço onde jazi,
estejamos ambos, num modo bem distinto.
Vivo a minha ‘sperança no amanhã
desejando chegar a um porto bem seguro.
Este meu sonho não é uma coisa vã
... é a meta onde me vejo no futuro.
Gostaria de, a seu tempo, constatar
que tudo o que padeci em tempo ido
tivesse sido, em concreto, pra gerar
um porto, em segurança, concebido !
Diz um ditado, já velho, que os olhos serão o espelho da alma do ser humano. Como tal, não por engano, transporta para o que cria uma especial magia em sentimentos, em imagens, indicadores de mensagens cuja interpretação depende da formação e do grau de sensibilidade de quem as lê, na verdade. O emissor as envia, o receptor as aprecia. Passa-se isso com as telas e, quando pincela nelas, o artista se revela. O quadro é aquilo que expela, em emoções. É o seu emissário, levando-nos a um universo onde o pintor resta, imerso. Por vezes, quem observa, fá-lo sem qualquer reserva de espaço para sentir o que o quadro reflectir. Tal depende do valor que terá o seu autor.
Se julgares-me te diverte, continua,
mas só eu sei quem sou e o que pretendo
quando tomo posições que tu condenas.
A tua convicção, na mentira flutua,
até que se dissolva em erros que não entendo.
Estás cheio de rancores que tu não drenas.
Liberta-te do peso que carregas
quando me julgas, carecendo de certeza.
Teus fundamentos nascem por incúria,
e por falsas convicções que sempre negas.
Acabas por cair em vil tristeza,
exactamente porque partem duma injúria.
Antes de me julgares, medita bem.
Sou eu a detentora das minhas razões
e da forma como quero conduzi-las.
Evita magoar-te. Não convém.
Perdes a força que têm as tuas opiniões
e o quanto te esforçaste, ao produzi-las.
Se, tal como eu, a tua mente
já não suporta os abusos incontroláveis
do obsceno, camuflado astutamente
para atrair negócios... autorizáveis,
sobretudo utilizando a Mulher....
Se, tal como eu, a tua paciência
já não suporta certos exibicionistas
espavoneando-se, na sua concuspicência
- seres cautelosos e estrategistas
que o seu status, em particular, requer -.
Se, tal como eu, achas que não vale a pena
remar contra a maré dessa gente insignificante
que nem amor por si sabe cultivar... Serena,
retira-te desse grupo assaz impactante,
mas oco de valores e de virtudes.
São gente que quer impor-se pelo brilho
mas tem a alma seca, sem qualquer cor.
Tem particulares que recuso e não partilho,
exactamente porque não sabem gerar amor.
Actuam no inverso, isentos de boas atitudes.
Jazem em mim amordaçadas esperanças
gélidas, sem cor. Passaram a lembranças
no dia em que partiste, feito orgulho,
mas é nelas que, por vezes, eu mergulho.
Eu sei que é doentia esta recordação
dum passado tanto vida quanto solidão...
Sobrepõe-se a tudo quanto me corrói,
um grande Amor que o tempo não destrói.
Eu sei que a minha frágil resistência
já pouco poderá, em realidade,
contra o desgaste recôndito da idade.
Mas prefiro abraçar-me à tua ausência,
do que anular em mim todo um passado!
Não estás... mas imagino-te ao meu lado.
Foste uma promessa, muito antecipada,
num tempo de criança, fora de prazo.
Na minha tenra idade, descuidada,
marquei-te para sempre, por acaso.
A seu tempo - quando ainda menina -
voltei a encontrar-te não sabendo
que a marca que tu tinhas, pequenina,
ainda estava em ti. Não compreendo.
Os anos transcorreram inocentes
do quanto às nossas vidas se ligavam
os danos que as ausências nos causavam...
Permitimos que todas as correntes
me mantivessem do teu amor cativa
... e passei a viver sempre à deriva.
Deixa-me continuar a viver, ó Vida,
mas dá-me algum do teu drenado espaço
imune aos podres daquilo que é devasso.
Não tolero mais sentir-me comprometida
entre aquilo que realmente defendo
e tanta injustiça, que eu não entendo.
Continuarei fiel ao que é correcto.
Não amo o mundo tal como ele está,
cheio de ostentação, e de gente má.
Amo o homem bom, desprezo o abjecto.
Que os anos que hão-de vir sejam de mudança,
e cesse o desrespeito pela criança.
Hoje a Ti clamo, Deus do Universo imenso!
Ignorante das razões que teriam motivado
tanta morte neste mundo a que pertenço,
eu não consigo entender, o que terá gerado
a perda de tantas vidas inocentes, tão a eito...
Estou profundamente chocada e muito desiludida!
Como mataste tão sem pena e tão sem jeito?
Uma a uma, tu deixaste que morresse tanta vida...
Já me confundiam as leis por que te reges, a qual gera
gritantes contrastes entre a abastança e a penúria.
Mas isto agora é o caos que sobre o mundo está caindo.
Enquanto milhares não verão mais a doce Primavera,
outros seguirão navegando no desprezo e na incúria
que devotam aos que lutando, irão também sucumbindo.
Como Tu foste veloz neste cenário contrastante,
revelando a coexistência de tanto sentimento...
Em apenas uns segundos, em apenas um momento,
deixaste escancarada uma panóplia de situações,
cheias de grande agoiro e de tantas aberrações.
Actuaste com tanta crueldade e tanto acirramento!
Não saberei dizer, nem saberá alguém,
quantas almas boas se vão perdendo pelo mundo,
olhando a vida com tolerância e fé, como convém.
Cravaste em nossa alma um espinho assaz profundo!
Oh se eu pudesse recuar àquele tempo em que sentia
que a vontade gera força! O que eu não faria!
Por conta própria vagueio em busca de tanto ausente. Estou farta do que é imundo, quero encontrar o que anseio. Minha’alma em luta crescente se está escondendo do mundo.
Almas penadas caminham aos encontrões sem saída do que se tornou fatal. Maus tempos já se adivinham, e a humanidade, perdida, rende-se a quem lhes faz mal.
No céu esvoaçam em grupo andorinhas que procuram onde fazerem seus ninhos. Com outras me preocupo. Almas doentes não curam se carentes de carinhos.
Até que a Vida me rejeite, …quero seguir, viajante, carregando aquilo que me tornou imigrante, num outro país. Quero ter força e fazer o que sempre quis: Amar-te, Vida! Sim, porque ao amar-te, estarei amando o mundo e todos os que nele sofrem dum mal profundo, que bem compreendo… Chama-se Saudade. Essa, não tem idade. Continuará vivendo depois de mim, de ti e de todos nós. Lutarei pela Vida, até quando ela quiser. A idade não perdoa, mas meu grito de dor, ainda que fraco, ecoa. Gentes que sempre amei, chorarão minha partida. Um dia? Uns anos?… Minha alma está dorida, feita de desenganos, mas meu coração é forte, afugentando a morte. Eu já não tenho anos, tenho vivências. Mereço respeito. Vivo de nada, para além do Amor que sinto no meu peito. Não quero envelhecer. Quero amar a Vida, deixar-me adormecer no seu regaço origem. Lutar contra os corruptos que nada dão… Exigem! Até quando a Vida quiser… quero continuar Mulher!
Data da criação deste conteúdo: 2014-03-11 Publicado na Antologia de Poesia Contemporânea Chiado Editora
O tempo gasta-se,
tal como a nossa paciência,
mas é um segredo do tempo
a grande conveniência
de saber esperar.
O tempo aflige,
tal como o sofrer duma criança,
mas é um segredo do tempo
pesar, numa balança,
o possível e o desejável.
Dar tempo ao tempo
pode ser o mais aconselhável.
O tempo corre veloz,
mas é um segredo do tempo
podermos dar corpo à voz
de todos nós, pelos que sofrem.
O tempo é professor.
Deixemos que ele nos dê
mais lições onde o amor
seja a palavra de ordem,
para que o mundo não acabe
numa grande desordem.
O tempo não é nosso,
foi-nos cedido
por um ano, um mês, um dia...
Ele não deve ser perdido.
O tempo passa por nós
e deixa marca...
quer sejas um plebeu
ou um monarca.
Saibamos amá-lo
com sabedoria,
para não corremos o risco
de não termos mais tempo
para apreciá-lo.
Data da criação deste conteúdo:
2010-10-25
Imagem: Montagem de Maria Letra
Parte tranquilo, dois mil e vinte e dois.
Leva contigo o mal que nos fizeste
e deixa ficar o que de bom trouxeste.
Tivemos esperança em ti. Pouco depois...
com o decorrer dos dias e dos meses,
perdemos a ilusão de tu seres diferente.
Seguiste a linha do ano precedente,
e começou uma escalada de reveses.
Sentia-se uma certa baralhação
na questão da saúde e também da vida.
Favoreceste a morte, essa bandida!
Fizeste do tempo uma péssima gestão!
Quero ver-te partir em boa ordem!
Que venha, pois, dois mil e vinte e três
e que seja feita, finalmente, desta vez,
a cessação do tempo da desordem.
Carecemos duma mudança radical
no sector da saúde e do bem viver,
com alimentos de confiança pra comer.
Há gente a sucumbir, por viver mal.
Data da criação deste conteúdo:
2022-12-31
Imagem: Javon Swaby
Procuro na escrita o que não encontro em ninguém, mas já não sei se escrevo ou se me deixo mergulhar nas pausas que o tempo me vai dando. Vou-me desfolhando lentamente, contando, um a um, os Bem-me-Quer, Malmequer, da minha vida de Mulher. Oh! Como eu gostaria de prolongar a minha existência! Quantas histórias irei deixar inacabadas, se me afogar num dos mergulhos que vou dando. Coragem e comunicação foram sempre as minhas armas de combate contra os ácidos da Vida. Não gosto da solidão. Umas vezes é flor, outras vezes um espinho, espetado no coração. Quando narro o que ficou escrito, nas palmas da minha mão, sinto o doce do mel, e o acre do limão. Quantas feridas se abriram em mim, sem um lamento meu e sem revolta. Foram muitas viagens que fizeram, de ida... e de volta. Fui Mãe nas horas de ponta e madrasta vezes sem conta, quando aquilo que exigia não se dissolvia nas águas em que me envolvia. Não! Não me tortura mais o Passado. Tortura-me o Presente. Esse sim, que é responsável pelo que sinto em mim. O meu corpo tem marcas, mas o meu espírito, não! Sou amor e desamor, numa mistura que dói, mas que não corrói a minha mente, porque a realidade não lho consente. Deslizo numa descida a pique, sem qualquer vontade, escorregando aqui ou ali, mas levantando-me sempre. Quero manter-me na vertical até que me chegue a desistência que aniquilará esta minha resistência. Não, eu não quero caminhar mais em chão de areia! Quero mergulhar em mares, como se fosse uma sereia.
2015-05-01
Excerto de minha autoria, do Livro "Contos ao Vento"
Imagem da autoria do meu neto Fred Azevedo.
No terminar de mais um ano controverso, durante o qual muito foi mais, e pouco menos, recorro ao meu livre direito de opinar e toco no eterno drama do perverso, e dos factos que considero mais extremos, num país onde há um caos a criticar.
Entretanto o pobre passa fome...
Reina a desordem em diversos sectores. Há uma onda chocante de comentários de diferentes culturas, sem formação. Deparamos com supostos senhores doutores que, enfatuados, organizam plenários, mas de boas soluções... pouco saberão.
Entretanto o pobre se consome
Os media, tendo em mente as audiências e a distracção, bem “saudável”, do seu povo, exibem novidades muito eclatantes, tendenciosas, conforme as conveniências... ...com as quais já nem me movo nem me comovo, nem me perco em ver programas degradantes.
Entretanto o pobre venceu a fome ...
E eis que o povo se transforma em gente que já não quer saber do que Ronaldo tem ou daquilo que Cristina lhes irá propor. Tem agora bem cuidada a sua mente, capaz de discernir o que é que lhe convém... ... isto é, matar a fome e gerar Amor!
Não fora a podridão dum certo mundo insano
e os rebanhos seguidores da sua gente,
e acredito que o nosso Natal este ano
poderia bem ser outro, assaz diferente.
Há pessoas que eram... mas hoje já não são.
Outras, ficaram por cá. São seres expectantes
que, de meras cobaias de experimentação,
avançaram para esperanças periclitantes.
Desiludidos com o mundo em confusão
em que passaram a viver, preocupados,
esperam hipócrates, quiçá, tivesse razão...
No background ofusco, a Natureza Mãe,
será que inverterá os dramas ocasionados?
À ciência, argumentar, já não convém.
As marcas que nunca saram
permanecem como alertas.
Os dramas que as geraram
são feridas sempre abertas.
Passaste pela minha vida
fazendo de mim refém,
porém, a tua partida,
como refém me mantém.
Vivi gelados invernos
e verões muito violentos;
primaveras... como infernos,
sessenta outonos cinzentos...
No tempo, a chaga que tenho
virou da cor de carmim.
São lembranças que mantenho.
São penas... partes de mim.
Para ver o vídeo clique no link: https://www.youtube.com/watch?v=IerSNKA9DPw
Palavras de Dimash Qudaibergen sobre “THE SOUL OF HUMANITY":
"Hoje, sentado no meu quarto, pensei muito no futuro da nossa gente, do futuro da nossa família. Observei muitos vídeos de crianças da guerra, apanhando migalhas do chão para fazer sopa com elas, sopa apenas com o sabor de pão e cimento.
Por que é que isto acontece na vida? Por que é que tanta gente passa fome durante o melhor período das suas vidas? Por que se gastam bilhões em guerras, quando podem ser gastos em salvar milhões de vidas no mundo? Por que precisam deste dinheiro sujo? Vocês não o levarão convosco quando morrerem. Provavelmente a nossa geração jamais verá o dia em que não haverá guerra nas nações.”(sic)
Não resisti à tentação de trazer hoje à minha página este famoso cantor, oriundo do Cazaquistão.
Embora este texto, acima transcrito, esteja inserido no CD “THE SOUL OF HUMANITY”, vou deixo aqui o vídeo relativo a “THE STORY OF THE SKY”, um trabalho impressionante interpretado por Dimash Qudaibergen que, na minha humilde opinião, colocou-o, como intérprete, numa plataforma ainda mais acima daquela por que era já conhecido, relativamente à qualidade das suas interpretações anteriores. Sendo já um dos melhores do mundo - se não o melhor - Dimash atingiu um grau de excelência nunca atingido até hoje, tanto quanto conheço.
No ano dois mil e dezoito, sentia-se que, no país, estávamos feitos num oito, mas não haveria embromas com um declarado cariz de preocupantes sintomas... Tais sinais eram diferentes, em quem quer dominar o mundo. Revelavam-se evidentes! Ocultaram-se mil perguntas - que prosseguirão sem resposta. Hoje mais parecem defuntas. E... em dois mil e dezanove, foi declarada a suposta peste, que move... e remove. Em dois mil e vinte e dois, paira um penoso mistério pelo que se passou depois da aplicação de vacinas, deixando um rasto funéreo em meninos e meninas. Por infindáveis mutações, aqueles que vivos estão, têm fundadas pretensões, de saber por que não resulta só uma inoculação, em cada pessoa adulta. Resta-nos, então - já se vê - saber quando irão parar de dar vacinas... pra quê? Até jovens vão perecendo? Onde iremos acabar? A vida não está vencendo! Reina um desaire escabroso, que acaba fazendo mal. Mesmo que o vírus, teimoso, acabasse por regredir, há uma verdade geral: o mundo está a sucumbir.
Data da criação deste conteúdo: 2022-11-20 Imagem: Mikhail Nilov
Não fora este meu jeito de viver
despegada do infâme materialismo
em que vejo o nosso mundo se abater...
e eu me anularia neste abismo.
Não fora este meu jeito de esquecer
e até de perdoar, sem abusar-me...
...e aqueles que me magoam, sem piedade,
teriam muitas contas a prestar-me.
Não me revejo em tudo o que é vileza
e falta de respeito, ou desamor.
Assusta-me a ousadia e a ligeireza
com que é adulterado o termo AMOR.
Prezo o abraço quente de quem ama,
tanto quanto abomino o dos que odeiam
e o dos que, sequiosos, querem fama.
Em mim, os maus amantes... serpenteiam.
Bem haja quem nas trevas se faz luz
e quem, no desfolhar-se, busca Vida.
Esses, seguem na estrada que conduz
a um Amor sem conta e sem medida.
Programa bem o futuro,
para não teres dissabores.
Na vida, nada é seguro!
São aos milhares os traidores.
Ama tudo o que criares
e quem sempre te apoiar.
Se, por acaso, falhares,
impõe-te recomeçar.
Busca valores que se ajustem
às tuas aspirações,
e que as falhas não te assustem
causando-te frustrações.
Segue a via mais correcta.
Não te enganes no caminho.
Corre em direcção à meta,
nem que tu corras sozinho.
Data da criação deste conteúdo:
2013-01-28
Imagem: Cottonbro Studio
Há pavor entre as pessoas! Está a aumentar, dia-a-dia, um cenário muito imundo. As noticias não são boas. Há mais uma epidemia entre gente deste mundo. Actuam à rebelia, mesmo dentro de prisões e, como que por magia, tal e qual como as baratas, proliferam aos milhões, nas zonas mais caricatas.
Onde existem traficantes, há muita perseguição a tanta gente... Oh se tanta! São acérrimos amantes desta maldita paixão: fazer de sãos, uns doentes. Os dependentes da droga, quer seja da cocaina, marijuana ou maconha, usam as que estão em voga, tais como... a velha heroína, - ou nomes que me proponha.
Começam por drogas leves, pensando que não afectam a sua mente “ainda” sã, e esses tempos tão breves, que os seus utentes afectam, viram reais, amanhã. Vem a fase indesejada: mente e corpo... pedem mais. As leves já não resultam. - Querem tudo! Nunca nada, porque os seus “vazios demais”, geram dores... que não ocultam.
Certos de que essa adicção não acontece, jamais, vão fumando, ou snifando... Sentem-se bem! Por que não? Mas crises existenciais, requerem outro comando. O disfarce e a mentira encobrem actos ilícitos muito bem organizados. É assim que a droga gira, e os resultados, implícitos, nem sempre são detectados.
Enquanto alguns estão no mundo, - digamos, seres que vegetam e que dói-nos ver sofrer – outros, segundo, a segundo, suavemente... deletam, acabando por morrer. A droga esconde-se em tudo que hoje se faz. Que indecência! É já um tema sem fundo, e o culpado... actua mudo. Por que há tanta delinquência neste impune toximundo?
Agradeço-te, Universo,
por tudo aquilo que me dás!
Por vezes, se surpreendida
por um drama inesperado,
irava-me contra a vida.
Qualquer um era o culpado.
Não encontrando resposta
para os porquês que me punha
atribuía ao destino
ou à má sorte que teria,
o que, de fonte incerta viria.
Sem bases, eu contrapunha
a minha convicção
a uma outra inventada
por gente mal informada
que também sabia... nada!
Um belo dia, porém,
procurei, no obverso
dessa tal convicção
- que atribuía a sansão
por um erro cometido -
um cunho mais evidente,
e uma justiça diferente
que fizesse mais sentido
e me tornasse consciente
do que, acreditava, seria
a grande e real verdade.
Constatando, com a idade,
que a resposta que buscava
era bem outra, por certo,
aprendi que o obverso
daquilo que procurava,
eras tu, nosso Universo!
Hoje sei que zelarás
por aquilo que a nós vem,
e que um dia nos provarás
que o que nos dás… nos convém.
Quando a idade avança e uma pessoa passa a ser considerada idosa, se ela tem uma “mente sana in corporeo sano” e sente que os outros começam a tratá-la como se estivessem a lidar com alguém com indícios de alzheimer ou dementia – que sabe não ter – pode estar a “assinar-lhe” um tratado de incapacidade “non-valido”, por distúrbios que não existem nela. A pessoa pode, muito simplesmente,
a) estar a abusar do uso da sua capacidade intelectual, na sua idade.
b) estar a ser perturbada por problemas de vária natureza, tais como abandono de familiares ou
amigos,
c) ter situações que, na sua idade, podem muito bem estar a perturbá-la profundamente.
d) etc..
Estes exemplos podem estar a magoá-la, causando-lhe um desvio da sua concentração para esses seus dilemas, de tal forma que lhe provoquem, permanentemente ou não, distracção relativamente a coisas importantes, distracção essa que passará a confundir quem lida com ela. Todavia, há que ter em consideração, quando se trata de uma pessoa de mente sã, que ela estará, eventualmente, atenta a essa nova forma de tratamento, com a qual passará a ter de lidar, sentindo-se sã, mas diminuída. Esta forma de tratamento poderá levá-la a uma permanente tristeza, perante a sua incapacidade pessoal de lutar contra “quem pode mais do que ela” _seja ou não familiar. Assim sendo, começa a notar-se, muitas vezes, o início de sintomas que dói o coração de quem a trata, mas que esta insiste em manter, por ignorância, fazendo com que a pessoa idosa passe a sentir-se condenada a incapaz. É triste, mas acontece todos os dias, e essa pessoa poderá passar a ter o que sempre receou.
Não seria óptimo - caso ainda não exista - criar-se uma disciplina extra nas escolas sobre como lidar, com respeito, com idades avançadas, e até com crianças? Aprenderiam a respeitar essas duas fases da vida tão importantes e, paralelamente, na escola iriam poder corrigir o que tantos pais, por vezes, são os primeiros a praticar erradamente.
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Se o lôbrego cenário em que te fechas,
recrudesce e amodorra a tua vida,
não quero mais ouvir as tuas queixas,
fundadas na tua mente empedernida.
Cada vez que, rangendo ao meu ouvido,
me vens falar da tua fé e crença,
afadigas o meu ser que, consumido,
acredita que em ti... é já doença.
Aurindo uma doutrina em que não creio,
coleias, devagar, e adivinho
não perceberes que eu, não serpenteio…
Se aquilo em que acredito, tu não crês,
prefiro mudar meu rumo, meu caminho,
ao remansar da tua insensatez.
Se muitas preocupações te manifestam
presenças que originam desapego
a valores que, do passado, ainda restam...
procura o que na vida gera aconchego.
Liberta-te de penas que ainda sintas,
e que turvam a tua mente já cansada.
Luz e desaire são forças bem distintas.
Entrelaçam-se e confundem. Valem nada.
A luz em demasia ofusca a alma
que o desaire não deixa iluminar.
São duas forças diferentes a actuar.
Desamarra-te de tudo e busca calma.
Serás exemplo de força e de coragem,
e encherás de cores a tua imagem!
Já corre um novo ano, velozmente.
Vem com a pressa irritante de outros anos.
Enquanto muita esperança nos consente,
vai fabricando traições e desenganos.
Que corra, que tropece, que se estenda
na estrada que percorre sem comando.
Não temo qualquer pressa que transcenda
a velocidade dos passos que vou dando.
Vivo como posso e como sei,
aproveitando o tempo, que venero,
para fazer aquilo que hoje quero.
Na senda do caminho que tracei
já não há nada que me torne lesta.
Sou senhora do tempo que me resta.
Data da criação deste conteúdo:
2018-01-05
Do meu livro "Meus Caminhos de Cristal"
As palavras, e a forma como as expressamos, têm uma importância extraordinária na vida das pessoas, tanto em quem as ouve, ou lê, como nas pessoas que as expressam, pelas reacções adjacentes ao seu significado. Elas podem alterar, significativamente, estados de alma, ou alteração de situações que se apresentavam complexas mas que, quando bem pensadas, reflectidas, podem mudar todo o quadro duma situação.
Façamos, portanto, das palavras que usamos para manifestarmo-nos, a nossa arma de construção de algo que possamos desejar valorizar, e nunca agravar, qualquer caso. As palavras devem transmitir
Comece cada dia reflectindo bem sobre as palavras que deverá pronunciar sempre que pretenda manifestar a sua reacção a qualquer situação, mesmo que esta possa requerer uma posição de desagrado ou de contrariedade. Usemos as palavras bem ajustadas a cada caso, escritas ou pronunciadas com respeito, sem agressividade. Se, porém, com o uso destes princípios, a reacção ao que disser ou escrever, for imprópria, decida com ponderação o que deverá fazer, não devendo piorar a situação se tomar atitudes que possam tornar-se gravosas.
Quero viver comigo a liberdade de sonhar acompanhada de ninguém, sem nada que possa perturbar o meu jeito de saborear o nascer do sol depois duma linda madrugada.
Não quero dó nem tão pouco comiseração de quem outrora fingiu querer-me bem. Eu amo o meu silêncio e sinto aberração ao ruído da ribalta que este mundo tem.
Quero ser eu inteira, viver as minhas paixões sem ser contrariada ou mesmo constrangida a ter de ouvir as mais diversas opiniões, de quem ousou meter-se na minha vida.
Não quero mais trair-me. Cansei-me de fingir que iria adaptar-me a este mundo louco, onde concorrência feroz e frequente traição, exigem que semeies tanto... pra colher tão pouco.
Quero viver mais leve e mais feliz, bem ajustada ao meu dever social de convivência tolerante, para sentir em pleno a condição de libertada, que me permite ser eu de modo sempre constante.
Não quero, porém, ocasionar desconforto a alguém, com a minha preferência de estar só comigo mesma. Se alguém vier pedir-me ajuda, por não estar bem, correrei como um guepardo, não como uma lesma.
Data da criação deste conteúdo: 2022-10-27 Imagem: Eberhard Grossgasteiger
Com respeito eu entro e saio
nas(das) igrejas do mundo,
mas não preciso de ensaio
pra dizer o que, no fundo,
sinto ser uma agressão
à moral de um bom Cristão.
Não tem nada a ver com crenças.
Tem a ver com atitudes
notoriamente perversas
...disfarçadas de virtudes
por homens que as defendem.
São desumanos! Ofendem!
Conquistam os seus “rebanhos”
usando uma má doutrina,
e dogmas assaz estranhos
que actuam como morfina
na alma de muitos crentes.
São ordinários e doentes!
Por grandes portas eu entro...
saindo isenta de tanto!
Há manchas negras no centro
do meu grande desencanto.