Semeei de asas partidas, batidas por fortes ventos... mas não quebrei, nem torci! Vivo o tempo que escolhi. Na alma jazem, perdidas, esperanças, não sentimentos. Recolhi-me em solidões. Sentia-me surda e muda. Reguei campos que secaram e almas que nunca amaram. Quem não vive de ilusões não há nada que as iluda.
Data da criação deste conteúdo: 2018-07-12 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Há ondas fortes nos mares do Oriente. Testam confrontos, tentando a sua sorte. Põem à prova o saber quem é mais forte, mas, entretanto… cai por terra muita gente!
O mundo está temendo os dois autores das guerras declaradas em pronta acção. Pergunto-me, revoltada, por que razão não lutam entre si, os temidos infractores?
Cessem as ondas nos mares, porque na Terra, há ventos rodopiando, em alvoroço. De paz não há sequer o mais leve esboço.
Carecemos de tratados contra a guerra. O mundo clama alto! Implora clemência. Salvemos a humanidade com urgência.
Data da criação deste conteúdo: 2025-06-18 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Não quero saber em que País está a razão! A guerra nunca foi justa, nem foi solução. Não quero saber quem ateou as acendalhas, porque acredito tenham sido vis canalhas. Não quero saber a verdade do que nos contam. Habituei-me às mil mentiras que se montam. Será que essa gentalha pensa na criança quando projecta a guerra na sua liderança? Quero saber quem irá pagar aqui na terra o ressuscitar dos mil despojos duma guerra. E quereria saber ainda, bem no meu fundo, quando se instalará a Paz aqui no mundo!
Data da criação deste conteúdo: 2022-03-11 Imagema: Dmitri Ganin
Urge que eu respeite a minha realidade
ou deverei começar, suavemente,
a dar mais atenção à indiscutível verdade
da não resistência aos grandes danos
que o tempo inflige em cada sana mente?
Sei que não sou imune ao avançar dos anos...
Deverei procurar serenar a minha agitação,
que me tem escrava do que falta acabar,
ou deverei moderar a minha tentação
deste meu fazer de conta, rumar a norte,
esquecendo que a sul, depressa ou devagar,
caminha, em minha direcção, a morte?
Por aqueles que sempre, fielmente, amei,
eu quero continuar a viver, a amar,
desprezando a tua chegada, que sempre ignorei!
A confiança que, de ninguém, mereces,
ofereço-a à Vida, que sabe criar e recriar!
Maldita sejas tu, que não desapareces!!!
O dia estava fresco, acinzentado.
A pobre da gaivota esvoaçava
em busca de alguns restos de pescado.
E enquanto sobrevoava... grasnava...
À ninhada, acabada de nascer,
não importava saber por que gritava.
Prosseguia, pipilrando por comer...
e a fome, entretanto, não passava.
Cansada de os ouvir, a gaivotinha,
solta um forte grasnar, tão estridente,
que acabou dorida numa asinha
e não pode voar mais. Ficou doente.
Arrastando-se, e bem contrariado,
surge o gaivoto, pai da pequenada.
Enfrenta a situação, desajeitado,
e decide, resoluto, fazer... nada!
Alguém da vizinhança, vendo a cena,
decidiu ir socorrer os pequenotes,
oferecendo à mãe, que lhe fez pena,
pescado muito fresquinho... aos magotes!
O gaivoto nunca mais apareceu,
não sei se por enorme humilhação.
Isto foi o que vi dum sítio meu,
com realismo em alta dimensão.
2023-04-14
Imagens: Olga Lioncat e Théo Lê
Montagem: Maria Letra
Um peso enorme nos ombros,
e um doce encanto que adoro,
parecem saír de escombros
de quando em quando… e choro
por elos de tanto Amor,
nascidos de muita dor.
Prisioneira neste mundo
em conflito, não me sinto
capaz de saír do fundo
dum Passado, mais que extinto.
Barulhos fortes, constantes,
me despertam por instantes…
Meus pés doem ao puxá-los
para que sigam em frente,
mas já não sei libertá-los
deste sofrido Presente.
Sinto-os como que amarrados,
teimosamente parados.
Os sonhos morrem de velhos, um a um.
Não se ouve o voo dos pássaros coloridos
que aqueciam a alma e semeavam vida.
Neste lúgubre mundo já não há nenhum.
Nunca mais se viram. Estão desaparecidos.
São silêncio, dor e esperança traída.
No passado foram montes de paródia.
Tão pequeninos! Eram aves sedentas de Amor
que quem ama não nega. Estimula!
E o chilrear recrudescia, virava rapsódia
à Lagardère. Sem sentido… mas com tanto valor!
Sabia a felicidade que o tempo mata, anula.
Ele, que desgasta, gera alterações
na essência das coisas que brilhavam em nós
… e deixam-nos restos do que não esquecemos.
Acumulam-se, então, invernos, verões,
primaveras, outonos, que geram avós…
ficando a memória do que já não temos.
Quando no olhar inocente e puro duma criança,
não há sinais da vida, da luz duma Esperança,
essa criança, sofrida, não pergunta nada.
Queria, apenas, sentir-se mais amada.
Amada por nós, pelo chão que pisa,
ou pela frescura duma doce brisa.
Bastar-lhe-ia algo do tanto
- não importa quanto -
que outras terão,
mas ela… NÃO!
Um grande mar nos separa,
mas as palavras nos ligam
enquanto palavras forem
com verdadeira expressão.
Mas, se um dia já nem elas
servirem de ligação
entre nós… Oh! Meu amor,
não deixarei que te digam
o quanto dependi delas
quando tu, já contrafeito,
na tua tão grande dor,
teimavas abandonar
a missão que te marcou.
Serão espinhos no meu peito,
mas calarei meu sentir
porque o que morre, acabou.
Como é possível calar bocas que lançam prò ar calúnias e palavrões ditos sem qualquer respeito, por quem não tem outro jeito de aliviar frustrações? Seja política ou bola, só ganhar… não os consola. Têm mesmo que ofender! Provocam, gritam, insultam, não desistem, nem entendem, que tais coisas não resultam, nem os vão enaltecer. E se no disse e não disse vierem com a patetice de afirmar, não é assim… Desistam! Eu não sou surda. Há gente muito absurda e muito oca. Quanto a mim... contra o palavrão reclamo! Eu evito o que não chamo nem a um meu inimigo, muito embora até pareça, que dá alívio à revolta... … Que o palavrão desapareça! É ofensa! Vai... e volta.
Solto a minha cansada mente e deixo que me lembre daquele tempo em que brincava muito feliz, muito contente por tudo e por nada. Chegava a ser insensata. Eram tempos de prata! Fazia rir toda a gente, ora imitando, ora dançando, ora falando com as paredes, minhas amigas que, pacientes, mudas e surdas, deixavam que lhes dissesse tudo aquilo que eu quisesse. “Amiga, a fruta estava caríssima, e o mercado… cheio de gente!” Aquele trajecto que a minha mente, lesta, consente, estou recordando e derramando gotas de sal, porque a saudade faz muito mal! Busco defesas. Recordo, em fila, aqueles momentos, ano, após ano. Seis filhos tive. Tive os que quis. Daí em diante é pra esquecer. Contudo, neste meu fado que guardo, muda, houve episódios de grande luz que iluminavam a minha mente. Virei a página. E aquela dor que a minha alma ainda sente, muito pesada, não vale nada. Foi a herança que me deu força e tanta esperança. Os meus bons filhos foram sarilhos, muitos cadilhos, mas são tesouros. Deles nasceram catorze netos, e ainda uma menina que brilha, como uma filha. Ponto final! Eles são meus netos! Com eles partilho grandes projectos para o futuro que será deles. Sim, que do meu… o que sei eu?!
Cansada dos erros meus, fiz um pacto com o meu Deus: eu nunca mais pecaria, e Ele... me perdoaria. Se agirmos sem reflectir no mal que possa advir de cada atitude nossa, um mau futuro se esboça. Deus nunca me deu resposta! Concluí, perante os factos, como dona dos meus actos, que, quando o erro sobeja... não há Deus que nos proteja.
Data da criação deste conteúdo: 2015-01-02 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Avizinhei-me do local onde, um dia, me beijaste. Sabia que não te encontraria. O farol que outrora me levou ali fez-se guia de tudo o que sonhaste. Transformava cada amanhã num breve agora. Irradiava tristeza, uma tristeza sombria, densa... Já nada me prendia àquela praia, como antigamente. Abraçava-me somente a saudade da tua presença. Procurei algo que iluminasse a minha mente e me convidasse a estar, a reviver, a recordar, mas a minha alma nada reconhecia. Faltavas tu. Imaginei o cenário que vivi ali: o sol, o mar, o odor a maresia... Um todo errado, rígido, cru, porque faltavas tu. Quanto daria, Amor, por um minuto apenas, abraçada a ti. Quanto mal me faz não ver-te, não sentir-te, não reviver aquelas noites serenas em que gerei mil sonhos... mas nunca o de perder-te.
Data da criação deste conteúdo: 2021-02-28 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Gostava que me aceitassem com a minha velha crença, e que nunca a mal julgassem, excessivamente intensa. Cada um é como é, quando se trata de Fé.
Duma crença limitada, neste espaço onde me movo, há muito que vem do nada e dá vida a todo um povo. Eu creio na Natureza, tão bela quanto indefesa.
É que, num dado momento, inventa-se outro cenário, e o nosso convencimento fica virado ao contrário. Sigo feliz um Senhor ao qual chamamos: AMOR.
De resto, tudo é incerto nesta vida que vivemos, pensando que o que está certo é tudo aquilo em que cremos. Por isto mesmo, eu respeito quem respeita este meu jeito.
Vejam-me como um jardim que acolhe qualquer flor. O coração que há em mim bem conhece a Fé no AMOR. Só nessa vou caminhando, as outras vou respeitando.
Com fé devota, girando entre amor e Natureza, vivo grata mesmo quando, contra um mal, não há defesa. Acolho, resignada, qualquer mão cheia de nada!
Data da criação deste conteúdo: 2013-01-29 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Na estrada em que caminhamos, ora ausentes, ora conscientes da meta com a qual fechamos o livro da nossa Vida, o tempo dá-nos vertentes que podem precipitar essa força presumida a que uns chamarão morte, outros alívio de penas, outros também, pouca sorte. Heterónimos apenas! Não sei qual deles o pior. O rasto... é sempre de dor...
Data da criação deste conteúdo: 2014-12-29 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
La perfezione non esiste, ma resta la mia meta; non so bene in che consiste questo sentirmi incompleta. Mi sta mancando qualcosa per sentirmi più perfetta; questo mio IO “da finire” ha un cuore che si dà a un mondo che non aspetta. Ma il mio modo di agire nasconde molto al di là di ciò che appare all’esterno. C’è dentro me qualcosa che non quadra e che mi stanca; non saprei come spiegare… Ad esempio sento spesso dei cambi d’atteggiamento che mi fanno preoccupare e talvolta anche tremare. Ci sono certi incidenti che affronto serenamente, ma ci sono altri momenti in cui cambio… stranamente. Un giorno sono ottimista, l’altro giorno non so bene; nel frattempo provo ad essere la miscela che conviene. Sono un enigma, purtroppo, agli occhi di chi mi vede; vedono e concludono dicendo: «Questa qui non è completa! Avrà una vite in meno o viene da un altro pianeta.
Data da criação deste conteúdo: 2026-03-02 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Nesta sua condição deveras muito importante, ela não nasceu em vão, foi-lhe dado um “ser” constante. Gerar amor, emoções, dar vidas aqui no mundo e perpetuar lições de teor muito profundo.
Ser Mulher não será nunca um “ser” qualquer...
Excluindo aberrações e caracteres mal formados, que encontrará aos montões em gente de muitos lados... ela preza o que lhe serve em modos bem ponderados para de exemplo servir aos grupos de mal formados..
Ser Mulher não será nunca um “ser” qualquer..
Filtra mágoas amarradas em erros por redimir para ter forças lavadas num presente a corrigir. Gerando e gerindo vidas adoça-se de ternura e vai sanando feridas na alma de gente pura.
Ser Mulher não será nunca um “ser” qualquer..
Solteira ou mesmo casada, vive com grande prazer e assaz bem preparada, prà missão de conceber. Exige ser respeitada da forma como convém. Ela ama e é amada pelos seres de quem é Mãe!
Programa bem o futuro,
para não teres dissabores.
Na vida, nada é seguro!
São aos milhares os traidores.
Ama tudo o que criares
e quem sempre te apoiar.
Se, por acaso, falhares,
impõe-te recomeçar.
Busca valores que se ajustem
às tuas aspirações,
e que as falhas não te assustem
causando-te frustrações.
Segue a via mais correcta.
Não te enganes no caminho.
Corre em direcção à meta,
nem que tu corras sozinho.
Data da criação deste conteúdo:
2013-01-28
Imagem: Cottonbro Studio
Revolução!?! Mas o que é revolução?
É passares o tempo de jornal na mão,
condenares partidos, criares confusão?
É chamares aos outros nomes sem perdão?
É clamares por algo que não cultivaste,
e quando tu erras, não veres que falhaste?
Não! Revolução é pôres no que fazes, paixão,
repudiando o mal... dando nova razão
à existência humana, sem sede de fama.
Revolução, é amares todo o ser desprezado,
ou diferente, a que chamam coitado.
É sentires as dores daqueles que anseiam
condições melhores. Sim, amigo, Revolução
é jamais permitires a exploração;
é dares realidade à palavra "amigo".
É criares um mundo sem desunião.
Revolução, é não revelares qualquer distinção
entre ti e um ser que nasceu mais pobre;
é abrires caminhos para a Paz no mundo.
Meu irmão, Revolução... é algo mais nobre,
não a falsa paz, com fins abjectos,
mas a paz de espírito, com fins bem concretos,
sem as guerras frias, inúteis, cruéis,
onde opera gente nem a si fiéis.
Revolução... é fazeres sempre o bem;
é reinvindicares uma nobre condição:
a de haver compaixão e um abnegado AMOR,
que exclui o que seja traição e rancor.
Depois... conserva os valores que geras,
e praticas, porque acreditas que a vida
deverá ser dignamente vivida.
Reconhecerás, então, que a tua consistência
serviu à Nação, por serem valores reais.
Pratica lealdade, fidelidade e decência;
Exige justiça e condições sociais,
geradas numa base bem definida.
Dá-te a esta luta, de alma e coração!
Verás que isso, amigo, foi uma dura lida,
mas poderás gritar... FUI REVOLUÇÃO!!!
Amiga, tu, como eu,
foste jovem, no Passado.
Hoje... estamos na descida
dum tempo quase esgotado.
Não penso, porém, no fim.
Tenho muita Vida, ainda, em mim.
Amiga, fala-me do tempo,
dos teus desamores,
dos teus desencantos
e dos teus dissabores.
Fala-me da tua má sorte...
...mas nunca me fales de Morte.
Amiga, fala-me da lua,
das tuas fraquezas,
das tuas paixões
e até das tristezas,
quando foste traída...
...mas deixa que eu te fale de Vida!
Recuso temer a Morte
mesmo que esteja a sofrer.
Antes de mim, morre a esperança!
Quero ser a última a perecer.
Tenho mil projectos em suspenso.
Enquanto o tempo corre...
é neles que penso.
… e quando sentires que à tua volta,
tudo soa falso e tudo te cansa,
busca um ser pequeno.
Nada mais doce do que um amor pleno
reflectido no olhar duma criança.
Sim, porque no tempo, esse olhar muda.
Que ninguém duvide. Que ninguém se iluda.
A vida embaciará aquele espelho
que, pouco a pouco, irá ficando velho,
queimado pelo fogo de paixões
e do álgido efeito de muitas decepções.
No silêncio do meu quarto
sinto um presságio sacana
que ameaça tempestade.
O meu coração está farto!
Está gélida a minha cama.
Terei eu capacidade
para aguentar o frio
que teima paralizar-me?
Enfrentar o desafio
exige fé e coragem!
A minha alma se esforça.
Quero continuar lutando,
mas esta gelada aragem
não me deixa. Não sei quando
possa voltar o calor
capaz de aquecer-me a alma,
e revigorar meu EU,
carente de tanto Amor!
Impõe-se mantenha a calma.
Não desistirei, Deus meu!
Bateste na porta errada. Meu Amor não está à venda, nem em saldo. Podes crer. Minhas mãos, cheias de nada, não esperam que me arrependa. Têm força de Mulher.
Prefiro viver sem ti a vender-me por seres rico. Minha opção... ser feliz! No teu olhar eu já li coisas das quais abdico. Me fariam infeliz.
É curta a tua memória. Não te esqueças que, no fundo, não passaste duma treta. Meu nome... virou Victória. Nele, sinto orgulho profundo, todo o resto… não me afecta.
Quanto a mim, para gente assim, darei o meu conselho: olhem-se bem no espelho e respirem fundo. Com um olhar profundo, tentem acalmar, amigas. A falsidade não merece brigas. Encaro a hipocrisia com muita ironia, olhos nos olhos e firmeza aos molhos. Direi, sem pena e de forma serena, a quem me quiser bajular: ponha-se mas é a andar. Aquela com quem quer falar deve ter ido ao teatro, à matinée das quatro. Volte outro ano, num futuro... Com gente assim, não me misturo.
Quero viver na esperança de que o mundo irá mudar e que aquilo que me cansa acabe por me encantar. O amor perdeu estatuto. Sinto que em muito faliu. O seu valor absoluto perdeu o norte… sumiu. Para acalmar, busco temas onde ainda exista amor. Prefiro criar poemas do que gerar desamor. Albergo na minha alma o que preciso esquecer, na esperança de que o trauma acabe por reverter.
No limiar do trajecto que me conduz à partida da minha confusa vida, faço da mente objecto de criteriosa análise, com perguntas e respostas que me ponho, interpostas em "modo de psicanálise"... Gostava de concluir se nesta minha existência falhei por incompetência, ou por meu ego servir. Atribuo "mea culpa" a muitos maus resultados de passos que dei, mal dados. Não merecerei desculpa. Voltar atrás... já não posso! Mais vale, então, perdoar-me, seguir em frente e amar-me, pois com a dor... não me adoço.
Data da criação deste conteúdo: 2022-06-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem: Liza Summer
Foram milhares os quilómetros que fiz caminhando com calçado que magoa. Ganhei bolhas nos pés, apenas porque quis provar-me que a minha alma... perdoa.
Falhei em muitas direcções que programei mas que, por tantos imprevistos, não segui. Foram erros meus que, de culpas, só eu sei, e caminhadas das quais me arrependi.
Quis sentir-me capaz de evoluir no conceito de perdão que reinventei. Hoje estou descalça e a resistir. Sem bolhas e sem dores, aguentarei.
Data da criação deste conteúdo: 2021-09-16 Autor da imagem: Rennan Oliveira
Hoje a Ti clamo, Deus do Universo imenso!
Ignorante das razões que teriam motivado
tanta morte neste mundo a que pertenço,
eu não consigo entender, o que terá gerado
a perda de tantas vidas inocentes, tão a eito...
Estou profundamente chocada e muito desiludida!
Como mataste tão sem pena e tão sem jeito?
Uma a uma, tu deixaste que morresse tanta vida...
Já me confundiam as leis por que te reges, a qual gera
gritantes contrastes entre a abastança e a penúria.
Mas isto agora é o caos que sobre o mundo está caindo.
Enquanto milhares não verão mais a doce Primavera,
outros seguirão navegando no desprezo e na incúria
que devotam aos que lutando, irão também sucumbindo.
Como Tu foste veloz neste cenário contrastante,
revelando a coexistência de tanto sentimento...
Em apenas uns segundos, em apenas um momento,
deixaste escancarada uma panóplia de situações,
cheias de grande agoiro e de tantas aberrações.
Actuaste com tanta crueldade e tanto acirramento!
Não saberei dizer, nem saberá alguém,
quantas almas boas se vão perdendo pelo mundo,
olhando a vida com tolerância e fé, como convém.
Cravaste em nossa alma um espinho assaz profundo!
Oh se eu pudesse recuar àquele tempo em que sentia
que a vontade gera força! O que eu não faria!
Leio, na transparência linda da tua alma
que amarás aquilo que ambos comungamos
mesmo quando tu, cansado e quase sem calma,
escavas paciência no que partilhamos.
São acordos de amor, laivos de atenção
na procura de algo que não sei explicar.
Busco mil tesouros que tens no teu coração,
os quais te devolvo num maroto olhar.
Um olhar apenas. Fico presa a ti.
Sentirás tu, Pai, o que vale pra mim
entregares-te assim à minha malandrice?
São poemas de amor que não vi... nem li.
Páginas de estórias que nunca terão fim...
Verdadeiros sonhos da minha meninice.
Dou colinho com amor
a quem meu amigo for...
só tem é que ser limpinho,
ser um cão sossegadinho,
e que não deixe um jazido
em espaço não permitido.
Cumpridas as condições...
desfaço-me em corações.
Sonho com cargas às costas.
De vez em quando, tropeço.
Trepo muros, subo encostas,
viro sonhos do avesso.
É no sonho que eu me cruzo
com outros eus, que nele vejo,
mas são tantos, que recuso
fazer parte do cortejo.
Saio do sonho cansada
dos eus que aí encontrei!
Pergunto-me, aparvalhada;
Porque vi tantos? - Não sei!
O mar se mostra agitado. A maré viva ameaça. Soltem as asas às aves, em cada uma que passa. Quero que voem comigo. Sopra o vento, são os ais da alma dos imortais.
Voa alto o pensamento. Tem asas, pode voar, mesmo que, em sobressalto por algum constrangimento, páre um tempo. Tranquilo, fica pairando no ar até aos sonhos voltar.
Excedo-me nas alturas, sobre o mar em maré viva. Atrevo-me em aventuras até que, sempre à deriva, recomece a calmaria. Assobia forte o vento. que odeia o meu voo lento.
Não tenho força nas asas por tanto haver estagnado em almas pobres e rasas. Meu coração, já cansado, chora de tanto esperar. A cor negra da Saudade. corroeu-lhe a Liberdade.
Está partindo mais um ano em cada vida, sem acenar adeus na hora da partida. Não se lamenta, não grita, nem reclama. Aceita sempre o seu fim sem qualquer drama.
Oh! Como eu gostaria tanto de ser forte para combater a irreversível morte. Vivemos até que o Universo decida quando é chegado o momento da despedida.
O homem, ao nascer, vem com “pena” suspensa, independente de sorte ou até de crença. Vai vivendo segundo a sua condição.
Ou reina bem, não fomentando a guerra, ou o Real Universo porá um fim à Terra... e tudo acabará em brutal escuridão.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-31 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Que não te impeça o mal que estás vivendo entre gente diversa, e assaz devassa, de aceitar tranquilamente o que vais tendo esquecendo aquele "por quê" que te ultrapassa.
Procura admirar todos os pôr do sol, através de espaços que tens na tua vida. Em cada dia que nasce, há um farol, que guiará teus passos, na descida.
A tua vida faz parte de um processo que se multiplicou. Em cada episódio haverá actos de amor, azar e ódio.
Terias enfrentado muitos retrocessos, avanços, e mais aquilo que se não vê. Portanto, vive e esquece os teus: - POR QUÊ?