Poesia
LUZ E DESAIRE

Se muitas preocupações te manifestam presenças que originam desapego a valores que, do passado, ainda restam... procura o que na vida gera aconchego. Liberta-te de penas que ainda sintas, e que turvam a tua mente já cansada. Luz e desaire são forças bem distintas. Entrelaçam-se e confundem. Valem nada. A luz em demasia ofusca a alma que o desaire não deixa iluminar. São duas forças diferentes a actuar. Desamarra-te de tudo e busca calma. Serás exemplo de força e de coragem, e encherás de cores a tua imagem!

2021-05-21 Imagem: Maria Pia Fullone
A CERTEZA

...e escavei, escavei teimosamente
naquela areia negra como breu.
Sabia ser ali que, finalmente,
iria realizar um sonho meu.
A cova era já funda. Eu insistia.
Urgia descobrir o que buscava,
não fosse o mar e as ondas, que temia,
invadir o terreno onde escavava.
Num ímpeto de força e de confiança,
cheguei onde queria, com esperança.
As lágrimas caíam sem cessar.
Aquela cova funda era a Saudade.
Aquilo que encontrei... a Felicidade
e a eterna certeza de te amar.

Data da criação deste conteúdo:
2017-05-19
ADEUS 2009!

(2024! E tudo continua na mesma...)
Estás na hora da partida,
embalando os teus haveres.
Que pobreza de conteúdo!
Quando tu eras miúdo,
entraste num mundo em festa
com uma lista gigantesca
de coisas para fazermos.
Sem ideias, sem sabermos
por que lado começar,
era importante avançar!
Portugal estava abatido
pelo que tinha perdido.
Havia uns que corriam,
outros que nada faziam.
Muitos passavam o tempo
fazendo dele passatempo,
enquanto outros, honestos,
organizavam protestos
contra a gula e a luxúria
dos detentores da incúria.
Vais partir triste, deixando
muita gente meditando,
com perguntas sem resposta.
Eu faço-te uma proposta:
diz ao teu filho hoje à noite,
que reze por um milagre:
que a guerra não deflagre.
Estamos cá para ajudá-lo.
Somos muitos a apoiá-lo!

Data da criação deste conteúdo:
2009-12-31
AMBIÇÕES CORRUPTAS

A direcção que alguns seres seguem
na esperança de, um dia, pôr fim
ao que de mau tem o mundo,
está cravejada de estradas,
precipícios, contra-curvas,
cheias d’almas atrofiadas
de formação bem ruim.
Corruptos, parasitas,
têm bem no fundo
uma só ambição:
poder dominar,
para roubar
meu irmão!
São gente a quem vil cegueira,
quiçá das piores que haverá.
Só conhecem seus direitos.
Esses seres vis e egoístas
desconhecem a miséria.
É malta zero altruista.
É gentalha muito má!
E… os que padecem,
estão contrafeitos,
cansados, sem fé,
sem esperança,
porque esperar
já lhes cansa.
Ah… pois é!

Data da criação deste conteúdo:
2013-07-27
CONCEITOS DE RAPINA

Estranho costume o daqueles que fazem do “meu”, “seu”, também. Sem respeito e sem pudor, vão aumentando o que é “deles”, da forma que lhes convém. Para esses, sem excepções, esta é a vida melhor e, nesta luta por bens, a ambição dos ladrões, vai de mal a bem pior... Há vários tipos de rapina, que o rapinador consome: por cleptomania, porque se tornou sovina, ou por estar cheio de fome. Por doença, há que curá-la com um método eficaz; por ganância, há que perdê-la; pela fome, há que matá-la, senão... não se vive em Paz. À mistura com rapina, há mil formas de conduta perturbando muita gente, que se exalta e se amofina, fazendo-a manter em luta pois nesta guerra, infernal, há que pegar-lhe pela ponta, começando pelo imbecil que, indiferente à moral, alimenta o “faz de conta”. Com discursos de fachada, sem nada a ver com o que sentem, deixam muitos convencidos que a razão, arquitectada, está do lado dos que mentem. Mas há outros, aos milhões, que querem fazer um cerco a esta corja de ladrões, que cresce dia, após dia. São uma forma de esterco!

Data da criação deste conteúdo: 2009-08-08
ABELHA MESTRA NÃO CHORA

Confusas estão, nas colmeias,
a rainha e as obreiras.
É grande a azáfama ali.
Impõe-se entrega total.
A Vida, de mortes cheia,
arrasta enormes fileiras
de abelhas que olham por si
duma forma excepcional!
Reina confusão no espaço.
Obreiras choram ausentes,
mas partiram... Já não estão.
O Sol espreita... e vai embora.
Lá dentro impera o cansaço.
Todas querem estar presentes,
apesar da aflição.
Abelha Mestra... não chora!

Data da criação deste conteúdo: 2020-04-01
ESTAS BOTAS NÃO NOS SERVEM

Alto! Não estamos em tempos
de cantar grandes vitórias,
nem de apregoar glórias.
Há que estarmos bem atentos!
O País “está de gatas”,
porque está pobre de muito!
Caíu, débil, num circuito
com regras nada sensatas.
De muito o País está pobre,
mas não está pobre de tudo.
Somos ricos, sobretudo,
de gente bastante nobre,
com coragem a valer!
Lutaremos pela paz
duma maneira eficaz:
Nunca vergar… nem torcer!
Portugal caiu num caos,
por causa de certos trutas.
Por dinheiro... geram lutas.
Para além de serem maus...
de ricos fazem figura,
enquanto outros, que tristeza...
para terem pão na mesa,
que vida enfrentam! Que dura!
Esqueçamos partidarismos.
Somos todos seres humanos
que já estão fartos de enganos,
de mentira e de conformismo.
Estamos cheios de discursos
de “gente de mente aberta”.
Cada dia, há um alerta.
que nos põe todos piurços.
Há que arregaçar as mangas?
Comecemos pelos vilões,
vigaristas, aldrabões,
que nos deram tantas tangas.
O povo deste País
afundou-se na amargura
… duma pobreza bem dura,
que nunca, por certo, quis.
Há coisas que não percebo!
Tivemos alguns famosos,
perfumados e charmosos
que nos levaram ao cebo.
Agora, para livrar-nos
dum caos tendente a aumentar
outros tais querem "salvar-nos"
para mais pobres ficarmos.
Quanto a mim, compatriotas,
era cá muito entre nós,
- só nós... e muito nós sós -
(mesmo que a comer bolotas),
que a solução para a crise
devia ser encontrada
e muito bem aplicada,
antes que mais agudize.
Reparem bem: nas ajudas
que nos querem facultar,
há exigências no ar
que mais parecem de Judas.
Ainda vamos assistir
a cenas de revoltar,
com os ricos a aumentar
e os pobres a sucumbir.
Não nos deixemos levar
por promessas ardilosas,
dessas cabeças famosas,
peritas em calcular.
A moral que neles vigora,
dá para a fome aumentar
nos milhões a "patinar",
num mundo que os ignora.
Portugueses, meus irmãos,
(excluindo os trafulhas,
vigaristas, maus e pulhas):
Apertem todos as mãos
e vamos mostrar ao mundo
o nosso exemplo de luta,
antes que essa malta... astuta,
nos leve a um poço sem fundo.

Data da criação deste conteúdo:
2011-07-10
DEMOCRACIA ADULTERADA

Cerca de cinquenta anos tivemos a ditadura, instalada em Portugal. Sou testemunha dos danos causados pela tortura a muita gente, em geral. A revolução de Abril libertou-nos, finalmente, dum governo à força imposto, mas, gentinha assaz servil, continua, secretamente, atraiçoando por gosto. Bailando na corda bamba, bufando e manipulando... vão, ricamente, vivendo, enquanto outros, de tanga, ...de tristeza vão chorando, de pobreza vão morrendo...

Data da criação deste conteúdo:
2023-04-25
MONÓLOGO DE ‘MARIA POVINHO’

A um chefe de governo:
Entre nós há um grande abismo
de coexistência diversa.
Eu estou ligada ao realismo,
e tu, a uma causa adversa.
Ao teu sorriso reajo mal,
fere-me fundo o coração.
Está carente do fundamental:
empatia e comiseração.
Para os milhões desses teus bens...
talvez a solução eficaz
fosse perderes o que terás...
e viveres pobre, sem nada teres.
Irás, um dia, compreender,
que na estrada por onde vais,
só há ganância do ‘tudo’ teres.
Esse teu ‘tudo’... nunca é demais.

Data da criação deste conteúdo: 2024-09-05
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
NAS FRANJAS DA MINHA VIDA

As lágrimas que liberto são saudade
daquilo que na vida fui perdendo.
Segura do que sou na minha idade
já não lamento nada. Estou vivendo...
Cada lamento, em noites de reflexão,
é puro alívio do que ainda resta.
Gozo a franca liberdade da paixão
que me exclui daquilo que não presta.
Renovei-me pela base, pela raiz,
daí o coração, hoje cansado,
travar os meus impulsos mais subtis.
Não estou magoada. Eu sou perdão.
Vivo entre as franjas do passado
e os prazeres de tudo o que for são.

Data da criação deste conteúdo: 2024-10-17
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
DESFECHO DESEJADO

Não sei como te ocultaste!
Só sei que andei envolvida
uma parte da minha vida
em actos de muito contraste.
Hoje não consigo admitir
como, anos e anos… (tantos!),
presa aos teus falsos encantos,
tivesses coragem de trair.
Entretanto, vil desonesto,
amando à tua maneira,
enchias tua algibeira,
em jeito de muito honesto.
O teu plano saiu furado,
acabaste arruinado,
enquanto eu… tão lutadora,
saí forte e vencedora.

Data da criação deste conteúdo: 2013-01-16
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
IMPÉRIO DA MISANDRIA

Ó mar, acalma-te, amansa;
essa raiva que tu geras
contra um todo desregrado
seca a alma, enerva, cansa.
Não agites mais as feras
deste mundo atormentado.
Gentalha amante da guerra,
onde impera a misandria,
e o desamor pela vida
pode acabar com a Terra
e enveredar pela via
de uma paz comprometida.

Data da criação deste conteúdo: 2025-11-04
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
CLAMOR AO UNIVERSO

Sinto-me vacilar
entre, resignada, aceitar
a crescente involução do amor,
ou combater a insanidade
de quem se julga o salvador
da humanidade.
Sinto-me enfraquecer
ante um vento que emana poder
ao erguer ondas de alto porte.
Sem o respeito por heranças,
mata a vida e pratica a morte
de crianças.
Sinto-me enlouquecer
com tanto mal a crescer.
Velha e cansada, ajo de modo diverso.
Nada poderei contra a maldade.
Clamo com fé ao Universo,
implorando piedade.
Sinto-me incapaz
de acreditar em acordos de Paz.
O persuasor sob acusação
tem a alma podre na raiz
e a sua mente, confusa,
atropela o que diz.

Data da criação deste conteúdo: 2026-04-20
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
A CONTABILIDADE E A VIDA

Aqui jaz alguém que já nada faz
ou, provavelmente, fez alguma vez.
Dentro dessa caixa que o encerra,
o tempo reduzi-lo-á à origem,
ao estado de matéria virgem.
Para ele, o "Deve" e "Haver"
já não terão mais razão de ser.
Para muitos, a Contabilidade,
necessária, é uma afirmação
da sua situação nesta vida,
do seu valor como ser humano,
pois é directamente proporcional
ao valor intrínseco do seu capital.
É um conceito assaz desumano,
se assim interpretado. Contudo,
esse valor não é tudo. É nada!
É a tua essência mascarada,
um cálculo completamente errado,
e passas à categoria de condenado
se for provado que tu... nada tens,
além de alguns míseros bens.
A vida tem uma dimensão maior,
no que concerne ao seu real valor.
Sobrepõe-se à maldade profunda
duma sociedade moribunda.
Eu tento ignorar a falsidade
em que abunda: a perversidade,
a traição e a velha corrupção.
A vida gera o bater do coração,
quando vibra e quando se agita,
ou sente a falta de um amor ausente,
que nunca mais estará presente.
Não é preciso saber contabilidade
para compreender onde está a verdade
de cada ser de alma e coração,
que olha o outro como seu irmão.

Data da criação deste conteúdo:
1986-05-03
Autor da iImagem: KoolShooters
BEM-VINDO SEJA O NOVO ANO

Parte tranquilo, dois mil e vinte e dois. Leva contigo o mal que nos fizeste e deixa ficar o que de bom trouxeste. Tivemos esperança em ti. Pouco depois... com o decorrer dos dias e dos meses, perdemos a ilusão de tu seres diferente. Seguiste a linha do ano precedente, e começou uma escalada de reveses. Sentia-se uma certa baralhação na questão da saúde e também da vida. Favoreceste a morte, essa bandida! Fizeste do tempo uma péssima gestão! Quero ver-te partir em boa ordem! Que venha, pois, dois mil e vinte e três e que seja feita, finalmente, desta vez, a cessação do tempo da desordem. Carecemos duma mudança radical no sector da saúde e do bem viver, com alimentos de confiança pra comer. Há gente a sucumbir, por viver mal.

Data da criação deste conteúdo: 2022-12-31 Imagem: Javon Swaby
SELOS DE HORROR

Não serão, certamente, estes meus versos, gerados na dor do que estou vendo, que irão mudar as mentes dos perversos que vivem pra matar, mesmo morrendo. Condenada e sem saída, a vossa estrada cheira a mortes e a fogo, aqui na Terra. Vive-se a mentira arquitectada nas verdades ocultas duma guerra. Os corpos inocentes que hoje jazem em terras onde o solo é infecundo... têm o vosso selo vil, imundo. Não temo as ameaças que, em vão, fazem. Sou cidadã do mundo. Busco Paz... esteja ela onde estiver. Tanto faz!

2017-05-28
TEMPO, VAI DEVAGAR!

Atrás, não sei bem de quê, corre o Tempo assaz veloz. Leva um pouco de você, de mim… de todos nós. Criemos uma barragem no trajecto que ele seguir para aumentar a coragem de quem já quis desistir. Tempo que vai mas não volta, tem calma… vai devagar. A tua pressa revolta quem quer tempo para Amar.

Data da criação deste conteúdo: 21-10-20
NÃO AO RECURSO À GUERRA!

Segundo apelo, sete anos depois de "Gentalha Pra Batalha"
Deixem-me gritar esta revolta
que sinto em mim, por tanto mal à solta!
Deixem-me com outros, em uníssono,
perguntar a Deus, a Esse Altíssimo,
que dizem reger tudo, lá do alto:
- Quando terminará o sobressalto
provocado por fortes sons, estridentes,
de tantas armas que matam inocentes?
Por que pagarão eles, pelos adultos
seguidores de vis princípios bem ocultos?
Deponham as armas! Que cesse a guerra
destruidora de tudo o que há na Terra!
Não deixem que paguem as crianças
pelos crimes cometidos por alianças
feitas entre adultos muito maus,
que espalham ódio e geram tanto caos.
Enquanto há gente orando na igreja,
há outra gente no mundo, que pragueja!
Deixem-me despertar adormecidos,
cegos, imbecis e embrutecidos
pelas luzes estonteantes da ribalta
- onde circula tanta gente falsa…
Não optem pelo recurso à guerra.
Somos todos irmãos aqui na Terra!

Data da criação deste conteúdo:
2016-02-06
ESTA INSUPORTÁVEL VIOLÊNCIA

Cada monstro hediondo, deste mundo, que mantém a sua presa submissa a maus tratos de conteúdo imundo… impera onde a justiça for omissa.
Rogo a Vós, ó Deuses do Universo,
enquanto resta a ténue esperança…
que seja punido todo o perverso
que mata, ou abusa duma criança.
Demitam-se, juízes incompetentes,
que julgam sem pensar na reincidência
de um criminoso, não encarcerado.
Todo o inapto juiz, displicente,
é, comprovadamente, incompetente,
e deve demitir-se, após julgado.

Data da criação deste conteúdo_ 2019-02-16
FRAGMENTO DE UM ÊXODO

Como cidadã do mundo - eu não durmo! - sigo vendo um ódio enorme, profundo, na esfera em que estou vivendo. Gente em fuga, apavorada, deixa seus lares para trás e busca, desesperada, ir ao encontro de paz! Mas nessa fuga, o mistério de um milagre... não se vê. O mar passa a cemitério, nunca se sabe porquê. Morrem sem ver outros mundos, acabando sua história assim... São vítimas de seres imundos que geram guerras sem fim. Encontro os substantivos que possam designá-los, mas faltam-me adjectivos que possam classificá-los. Onde se encontra esse Deus a quem biliões de crentes pedem milagres? E os réus? Irão prosseguir doentes ou dar-lhes-á penitência que os façam sentir dor, pena ou condescendência de gerar cenas de horror? Já não sei se estou vivendo ou se, de pena, morrendo.

Data da criação deste conteúdo: 2015-08-06
APOTEOSE NO AREAL

Entrou pelo mar adentro
a rede dos pescadores,
em busca de peixe fresco.
O mar deu o que queriam,
sem querer saber pra quê.
No regresso, triunfante,
esperava-os um maranhal
de gente muito ansiosa,
curiosa e coisa e tal.
Com lenços brancos de neve
o mar acenou, contente,
ao povo, em grupo, na costa,
esperando ansiosamente.
- Até à volta! Até breve!
Não teve qualquer resposta.
Mercadores e usurários,
esperavam no areal.
Afastaram as pessoas,
naquele momento crucial,
para evitar muitas baixas
no conteúdo geral
das redes com pescaria.
Santo Deus! Virgem Maria!
O cenário se adensava,
atacado por gaivotas
que buscavam as marmotas
e o resto do cardume.
Palavra de ordem: - Matar!
Saí de cena... desfeita,
sem assistir à colheita.

Data da criação deste conteùdo:
2020-06-27
MEU MAR CAMINHO

Meu mar… foste caminho na minha vida.
Levaste-me onde o amor foi ilusão.
Na areia que pisei, em dor sentida,
apagaste minhas marcas... mas eu, não!
Contudo, meu mar, em ti eu brindo
à vida que me escapa, dia a dia,
levando no seu vento suave, lento,
o que num cruel passado, foi magia.

Data da criação deste conteúdo:
2012-12-25
MEUS “MININO D’OURO”

Amo meus “minino d’ouro”
como a Noite ama o Luar,
o Dia, o brilho do Sol
e a Natureza... o criar.
São partes do meu Tesouro,
pedaços do meu Amar,
palpitando no meu peito
com ternura e com respeito..
É um bem que não se perde,
em terras de Cabo Verde.
Um pé... vai para a escolinha,
enquanto o outro... caminha!
Pé-coxinho também anda:
é a vontade que o manda!

Data da criação deste conteúdo: 2013-07-23
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
O DELÍRIO DA BOLA

Nunca gostei de futebol,
pelo que gera a nível geral
mas cantei o hino como um rouxinol,
porque quem venceu foi Portugal!
Duas equipas… em que uma falha,
lutaram duro pela vitória;
porém, só uma vence a batalha
e dá ao povo honra e glória.
Não são só destas que precisamos
neste país de gente nobre,
pois tudo aquilo que façamos
é sempre pouco… e muito pobre.
Pobres nos meios, ricos na mente,
doam ao mundo o seu saber,
pois Portugal, concretamente,
não é capaz de os proteger.

Data da criação deste conteúdo: 2025-06-08
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
A POESIA E OS POETAS

Poesia, alimento da alma,
e um bom refúgio do coração
de um poeta, em inspiração.
Aceita, com muitíssima calma,
o mais particular sentimento
que ele tenha num dado momento.
Expõe aberta e publicamente
o que lhe conta o seu poeta,
de forma livre, mas muito concreta.
Não sente algum constrangimento:
faz um papel hoje já lendário
neste tão particular cenário.
Posso prever esta realidade:
os poemas que passaram de mão em mão
e de alma em alma, com devoção,
direi, sem qualquer ambiguidade,
que serão sempre bem-sucedidos;
os outros… eternamente esquecidos.

Data da criação deste conteúdo: 2025-12-11
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
NEM DESISTO…NEM CAIO!

Sou folha colorida... num Outono frio,
oscilando num ramo onde já fui vida.
Permaneço ocupante de um espaço vazio
recusando tornar-me uma folha caída.
O meu balançar é balanço morto.
Perdi toda a força que a vida me deu.
Meu pecíolo preso àquele ramo torto
ameaça soltar-se desde que nasceu.
Contudo, acusando um carácter teimoso
no espaço vazio que agora é ventoso,
oscilo agarrando-me àquilo que eu amo.
Vai longe a beleza que tem cada Maio.
Mantenho-me assim... nem desisto, nem caio...
e enquanto suspensa, meus versos declamo.

Data da criação desre conteúdo:
2018-11-09
Imagem: Olga
SIM… PORQUE EU AMO A VIDA!

Foram anos e anos de grande trovoada. Não havia sossego no meu lindo país, nem uma forma de alguém sentir-se feliz. Minha mão tremendo, estava cheia de nada, afagando a alma de quem queria mais, mas faltava paz e liberdade de acção, para que as crianças... nessa vil condição, recebessem conforto e bem estar reais. .......... Foram anos e anos de vidas sem sentido. Os sonhos morreram... mas ficou a ilusão de que tudo mudaria. E porque não se a trovoada tinha desaparecido? Mas outras tempestades, ainda mais pesadas, fizeram-se ecoar, dia e noite adentro... O factor idade era, agora, o epicentro da minha memória, onde estão bem gravadas velhas recordações que me mantêm cativa. Oh meu perseguidor e cruel mês de Setembro... Tu voltaste à carga! Sim, porque bem me lembro de cada um dos teus anos, enquanto for viva. Cativa serei, mas não me sentirei vencida. Seguirei lutando. SIM... PORQUE EU AMO A VIDA!

Data da criação deste conteúdo: 2022-09-01
A INTERPRETAÇÃO DA ARTE

Diz um ditado, já velho,
que os olhos serão o espelho
da alma do ser humano.
Como tal, não por engano,
transporta para o que cria
uma especial magia
em sentimentos, em imagens,
indicadores de mensagens
cuja interpretação
depende da formação
e do grau de sensibilidade
de quem as lê, na verdade.
O emissor as envia,
o receptor as aprecia.
Passa-se isso com as telas
e, quando pincela nelas,
o artista se revela.
O quadro é aquilo que expela,
em emoções. É o seu emissário,
levando-nos a um universo
onde o pintor resta, imerso.
Por vezes, quem observa,
fá-lo sem qualquer reserva
de espaço para sentir
o que o quadro reflectir.
Tal depende do valor
que terá o seu autor.

Data da criação deste conteúdo:
2016-02-17
MALDITOS INTERESSES!

Um jogo vergonhoso de interesses impera... destruindo este País onde a população... está infeliz. Oh infortúnio! Poucas são as vezes em que a justiça faz pronta questão de antecipar devida punição! Fala-se de culpas e condenações, mas a espera... enfim! É muito longa! Entretanto, se alonga... se prolonga... Quando chegam, finalmente, conclusões... os culpados ter-se-ão bem prevenido, e terão um bom futuro! Garantido! Maldita seja a grande perversidade que impera neste mundo desumano onde os bons... só existem por engano! Impera a vilânia e a dupla crueldade. Salvemos as crianças desta loucura! Isto não é viver! Isto é tortura!

2018-11-12
ESTOU ENTRE O CAOS E A ACÇÃO!

Os anos vão avançando
e eu vou-me transformando…
Sinto-me muito carente
da força que hoje não tenho.
É um não sei quê… Algo estranho...
pois não sou quem era outrora!
Diluiu-se a inspiração.
A que tenho pouco presta...
Estou entre o caos e a acção!
É tão pobre o que me resta
do muito que já perdi,
que não ato... nem desato.
De tudo quero isolar-me.
Dizem que sou poetisa,
mas tal não se concretiza,
quando procuro escrever.
Não sou real, nem concreta,
no que escrevo... e no que digo.
Eu provo... mas não consigo.
As rimas que vou criando
se baralham, me exasperam,
se confundem, ou se fundem
se atropelam, se retraem.
São pobres letras dançando
nos versos que a mente traem.
Escondem-se dentro da rede
dum todo de fantasia
onde o que há é só sede
daquilo que tive um dia.
Os versos que agora faço,
geram-me um grande embaraço,
que não me deixa viver.
O pouco de que era abastada,
já perdi. Só resta... nada!
Minha alma quer renovar-se,
alongar-se, adaptar-se
a este barco sem remos.
Se consome neste estado
de intranquila disputa
travada comigo mesma.
É uma luta incomum,
e enquanto a coragem rasgo...
com a inspiração me engasgo,
por rimas sem jeito algum...
Em suma, compilo versos
muito meus, muito simplórios,
focando temas diversos.
Contudo…. são recorrentes
longas crises de jejum,
sem um poema escrever.
Recuso-me versejar!
Já não consigo criar!

Data da criação deste conteúdo: 2013-10-02
ESPERO POR TI, MADRUGADA

Mais velha do que eu te sentirás tu, madrugada linda! Fiel aos vivos, transportas no teu mágico baú surpresas com milhões de sonhos cativos e tantos pesadelos, inesperados, para os promotores de mil pecados! Estarás sempre presente em cada dia que surge, e que contemplo agradecida. Na alma de cada ser semeias alegria. Tu és prenúncio do milagre da Vida. Quero todos os dias ter o ensejo de ver-te, porque te amo e te almejo. Espero por ti, madrugada, todos os dias. És a minha permanente inspiração, presente em cada uma das minhas poesias.

Data da criação deste conteúdo: 2021-04-05
DILEMA PANDÉMICO

Pesaram-me as regras gerais, porque nem todas eram iguais. Isso originou o meu vacilar sobre a decisão a tomar, pois a opção... não era segura. Decidir, foi prova dura… carecia de profundeza. Não havia qualquer certeza! E pensava... reflectia... cada hora e cada dia: Vacina: sim, ou vacina não? Ainda me punha a questão dos medos! Mas disse: Sim. Contudo... de mim pra mim, dizia: Maria, toma cautela que podes “partir de vela”. Não sabia o que fazer! Eu não queria morrer dum vírus que é tão fatal. Estaria a ponderar mal? Nada havia de eficaz... Sigo em frente... ou volto atrás? Recuei e... pelo sim, pelo não, optei pela negação! Não havia meios termos! Imaginava os enfermos que, num sofrimento atroz, morriam cedo, mal e sós. Anos a fio passarão até sabermos, então. porque morreu tanta gente. Impõe-se resposta urgente!

Data da criação deste conteúdo: 2021-02-28
O BAILE DA MINHA ALMA

A minha alma, estouvada,
adora estar sempre a cantar.
Conjecturando... presumo
que não saberá chorar.
Gasta, mas inconformada,
decidiu mudar de rumo,
para me ajustar ao mundo
que o Universo governa,
- mas que tanto mal contém.
Tem uma ambição que alterna
num seu desejo profundo:
que eu baile… e me sinta bem.
Com esta sua alternância,
que me causa desconforto,
nós entramos em conflito.
Coisas há que não suporto.
Perante tal circunstância,
fico calada… e cogito...
- Alma minha, mesmo assim,
não te separes de mim!

Data da criação deste conteúdo:
2016-09-08
ALMA ESCRAVA

Tal como um mar em tumulto, galgando rochas e areias
em dias de marés cheias, em noites de tempo instável...
assim estou, face ao insulto de ver que há gente que trava
a paz que urge implantar neste mundo, a desabar
para um caos insuportável…
Minha alma virou escrava duma luta sem dar tréguas
a cada ladrão herói. Sim, porque este disfarce dói!
É fruto da corrupção de quem está a muitas léguas
de pensar com o coração.
Reina a guerra e a vida insana
… por culpa de tanto sacana!!

Data da criação deste conteúdo:
2013-06-23
NA PLATAFORMA DE UM SONHO

Às voltas, reviro, às voltas,
buscando uma posição
que me dê algum conforto
ao corpo, já meio morto
por tanto lutar em vão.
Sinto mal-estar profundo.
Triste, sem qualquer esperança,
sonho numa plataforma
sem alicerces, sem forma.
Careço de confiança.
Como cenário... o mundo!
Sem perceber esta água
que me atormenta, caindo…
vou a mim própria inquirindo
porque terei tanta mágoa.
Sinto que estou num castelo
onde as regras estão falidas
e os reis e as rainhas
se movem em fileirinhas...
como baratas perdidas.
Deslizam como formigas
à pressa, mas sem acção.
Umas falam com os reis
traindo todas as leis,
outras com submissão.
Pecam todas por vaidade.
Fazem pena, geram dó.
Traidoras, sem um porquê,
procuram não sei o quê…
Estou entre elas… muito só!
Já desperta, me pergunto
por que tanta chuva cai...
molhando tantos peões!
Solitários, aos milhões,
nada os atrai… ou distrai.

Data da criação deste conteúdo:
2014-08-02
HÁ NEVOEIRO A SUDOESTE

Paira um clima aziado...
Um cerrado nevoeiro
invadiu um estado inteiro.
Concentrou-se a sudoeste.
Pouco se vê da bandeira,
porque aumentou a cegueira!
Já há quem se manifeste…
É comum a toda a gente
querer limpar o ambiente
de tanta peste que abunda.
Não muda seja o que for...
cada dia está pior!
No povo... a dor afunda.
Há olhares angustiados,
em rostos muito enrugados.
Paira medo em todo o lado!
Tanto nos mais revoltados
como nos que estão calados.
Há mudança no cenário,
que parece contrastante.
O povo está hesitante
sobre a força do palácio.
onde permanece um conto…
em jeito de contra-ponto.
Deus – Pátria – Família
Lá dentro… querem que dure.
Os alicerces são fortes...
Quem os tem que os segure!
Os estadistas da Nação
reprimem com convicção.
Não há bem que sempre dure!
Nem há mal que nunca acabe.
Deixemos para quem sabe
‘limpar’ de fio... a pavio...
Basta de tanta opressão,
imposta anos a fio!

Data da criação deste conteúdo: 2015-05-27
(Recriação do poema que escrevi em 1973)
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
PENAS EXPOSTAS

No silêncio, exorcizo
males que sofri na vida.
Se não me sinto vencida,
continuo vencedora.
Uma coisa só preciso:
calar as penas que sinto,
e, enquanto assim, calada,
gritando as penas que tenho
dentro de mim, expostas...
comparo qual o tamanho
das minhas, com tantas mais,
que outros levam às costas...
Acalmo. As minhas penas
podem matar-me de dores,
mas, mesmo assim, são pequenas.
Há outras muito maiores,
causadas, principalmente,
por tanta falta de AMOR!

Data da criação deste conteúdo: 2014-12-25
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
REFLEXOS DA MINHA VIDA

Penso naquele tempo de mel e de vinagre,
tão insensato quanto ponderado e acre,
e sinto a mudança enquanto, já idosa,
cada nuvem negra se tornava cor-de-rosa.
Deixei, adormecidas, memórias dum passado
descrito num simples diário ocultado
de alguém que gostaria de saber quanto sei.
Houve muito que, ignorando, ultrapassei.
Resignada, serena e sem algum remorso,
comandaria a minha vida sem esforço,
se na minha alma pesar ainda houvesse.
Presentemente vivo sem mágoas, com amor,
mas filtraria de novo ulterior rancor,
se a resíduos cruéis ainda cedesse.

Data da criação deste conteúdo: 2025-01-19
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
O DESTINO DO MEU RIO

Sou como um rio em busca de um destino,
ou será ânsia de encontrar acolhimento?
Perante os obstáculos, me obstino
e sigo em frente, sem constrangimento.
Amo a aventura! Gera em mim audácia.
Não temo o imprevisível Universo.
Face ao perigo, activo a perspicácia
e jogo contra tudo o que é perverso.
Não sei se alcançarei o que procuro,
nem saberei, ao certo, o que é que quero,
mas vivo um bom momento, assaz sincero.
Viajo entre montanhas, com ar puro,
e sei que a minha água irá secar.
O que sempre durou… tende a acabar.

Data da criação deste conteúdo: 2025-10-04
Imagem de Zé e Zeza
ENTRE A VIDA E O NORTE

Procuro o princípio de uma longa via
onde vou caminhando à procura de mim.
Sinto-me perdida, num túnel sem fim.
Dominada por medos que filtrei no tempo,
fui menina, criança, mulher, mãe, avó.
Nunca desisti, mesmo quando só.
Gerava alegria enquanto menina,
numa busca constante de felicidade.
O cenário em redor gerava ansiedade.
Amante de jogos de provocação,
fiz dores de cabeça enquanto criança,
sedenta de risos, clamando mudança.
Tornei-me mulher destemida e forte.
Vivi muito em luta entre a vida e a morte.
Travei sempre a fundo, mantendo o meu norte.
Para defender o meu nome de Mãe,
nem sempre fui justa, nem sempre correcta,
porém verdadeira, empática, directa.
Hoje, já muito avó, sinto em mim um nó,
impedindo-me sonhos por cumprir.
Seguirei em frente! Porquê desistir?

Data da criação deste conteúdo: 2026-02-17
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
ONDE COMEÇA A ESPERA

Tipologia: Embrião
quer seja esperado ou não.
Sua condição: Gerado.
Tem vida, não tem passado.
Posto na fila de “Espera”,
espera… mas não desespera!
Espera alimento e conforto,
senão, pode nascer morto.
Na sua espera, assaz calma,
não tem conflitos de alma.
Nove meses, como ser,
dão-lhe a honra de nascer.
Um certo aperto no espaço
fá-lo sair do embaraço.
Natus sum! Aqui começa
uma reacção expressa
de várias formas. A espera,
— que antes de ser, já o era
no ventre de sua Mãe —
grita, mas não ouve… Amén!
E continua esperando
sem dela ter o comando…
porque “Veni, Vidi, Vici”
nem sempre funciona aqui.
É que a espera, essa rainha,
é lenta quando caminha.
Esperar… palavra assaz dura,
vira doença sem cura,
se quem de esperar se cansa
e o que quer… não alcança!
Estado normal: Esperar!
Entretanto… vimos passar
o tempo que nos foi dado
para viver deste lado.
Não sei se lá, no Além,
se espera também.
Esperámos para nascer;
esperamos melhor viver;
esperamos sempre, afinal.
Fatal condição geral.

Data da criação deste conteúdo:
2016-01-28
Autor da imagem: Janko Ferlic
BRINCANDO COM AS PALAVRAS

Se o lôbrego cenário em que te fechas,
recrudesce e amodorra a tua vida,
não quero mais ouvir as tuas queixas,
fundadas na tua mente empedernida.
Cada vez que, rangendo ao meu ouvido,
me vens falar da tua fé e crença,
afadigas o meu ser que, consumido,
acredita que em ti... é já doença.
Aurindo uma doutrina em que não creio,
coleias, devagar, e adivinho
não perceberes que eu, não serpenteio…
Se aquilo em que acredito, tu não crês,
prefiro mudar meu rumo, meu caminho,
ao remansar da tua insensatez.

Data da criação deste conteúdo: 2021-05-01
DESABAFOS DE UMA AVÓ

Quem anda à chuva... acontece
ter aquilo que merece!
Tive seis filhos... que quis!
Só por isso, já sou feliz.
Netos, são catorze aqueles que tenho,
cada qual do seu tamanho.
Os que estão longe, ouço às vezes,
mas alguns não ouço há meses!
Depende das suas razões
e das minhas limitações.
Resumindo: lá gente... eu tenho!
Até aqui, nada é estranho.
Amo todos de igual maneira,
vê-los é que é uma canseira!
Alguns estão sempre ocupados
com namoradas ou namorados.
E se não estão... lá terão
qualquer boa distracção.
Bué de jogos, discoteca,
internet... Mas que seca!
E quem sofre? Sempre a avó,
que não gosta de estar só.
Raramente lhes dou prendas.
Tenho despesas tremendas!
É curto o meu rendimento.
Se o gasto não me alimento.
Dei muita gentinha ao mundo,
e se não poupo, me afundo.
Nem o Natal me comove.
Catorze e seis... dezanove!!!

Data da criação deste conteúdo:
2019-06-28
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A AREIA DA TUA PRAIA

A areia da tua praia
guarda segredos
bem fundo
que nunca revelará
aos curiosos do mundo.
Tem sido fiel cobaia
de mil ditos e enredos.
Sem contramarcha,
tu teimas em enfiá-los
na tua abusada lida.
Na tua vida não há,
nem haverá,
o sossego que desejas,
enquanto nela faltar
“Inversão de Marcha”,
ou “Saída”…

Data da criação deste conteúdo:
2013-07-03
ACREDITAR SEM RAZÃO!

A minha mente me acusa
de mil difíceis estradas
que percorri sem pensar
no possível contratempo
de não poder recuar.
Mas, apesar de confusa
por essas encruzilhadas
onde sempre fui parar
durante este espaço de tempo,
nunca desisti de Amar!
Sou filha da Temperança.
A minha mente é imprudente,
mas a minha alma, não.
Em vez de lutar com asco,
luto com o coração!
E nesta luta, com Esperança,
vive uma coisa envolvente,
contrária à resignação:
tentar vencer o fiasco
de Acreditar... sem Razão!

Data da criação deste conteúdo:
2014-06-28
QUANDO ESTAR SÓ VALE A PENA

Quando a condição "estar só" passa a ser nossa, no tempo, porque a idade avançou… Causa, efeito, ou dominó, geram sempre um contratempo e algo, então, se alterou. Procura uma boa via de tornares mais valioso teu saber, dia após dia. Faz de ti tua companhia. Esse tempo é precioso e... quiçá... uma mais valia. Não desesperes! Reflecte! Segue em frente, com bom senso. Explora o tempo. Ele é teu! Abraça o que completa o espaço que no teu eu precisa ser mais intenso.

Data da criação deste conteúdo: 2013-08-09
FOME OU MISÉRIA?

Nas tuas mãos rugosas, calejadas, vejo mil sonhos por realizar, mil promessas amorosas, impensadas, mil tormentos enfadonhos, a magoar. Um quadro sem vida e sem cor, e uma vontade teimosa, insaciável, de não te dares por vencida, nessa dor. Sua causa – vergonhosa! - é intragável. Gostarias de ultrapassar algo que te morde, te remorde, te consome cada artéria. Há gente que lhe chama Fome, outros lhe chamam Miséria!

Data da criação deste conteúdo: 2012-03-24


