… e que ninguém se convença que esta podridão não vença. Habilmente protegida por gente para quem a vida dos outros, nada lhes diz, não chegamos à raiz... Essa, está forte e segura, a avaliar pela procura de muita gente de nome que nunca passará fome - enquanto o dinheiro dura. Haja drogas com fartura e traficantes da mesma! Seu fim, tem passo de lesma. Enquanto muitos vão “dentro”, muitos outros, os do centro desta maralha de gente muito rica e indecente, vivem da morte. Que importa? Entraram por uma porta que parece sempre aberta, apesar de tanto alerta! Drogas leves ou pesadas, fumadas ou snifadas por muita, mesmo muita gente com a mente já doente... estão condenados à morte, se não fizerem um corte no consumo que os destrói. Até dói vê-los sofrer! Oh se dói! Enquanto isso, os traficantes, por seus actos revoltantes, deixam num caos bem profundo, famílias de todo o mundo
Data da criação do conteúdo: 2016-06-10 Imagem: Kindel Media
Questiona-se o futuro que daremos
a cada jovem, no auge da ambição.
Nós, adultos, perante o que hoje vemos,
sentimos o nosso esforço ser em vão.
Não se vislumbram sinais fortes e reais,
de gente vocacionada prà mudança,
quando os governos não vêem que há chacais,
que conduzem o país à insegurança.
É todo o jovem, esperançado e crente,
que dos adultos espera a solução
...mas não conseguem remar contra a corrente!
Deixemos que sorriam os que acreditam
numa réstia de luz na escuridão.
Os velhos...já não se envolvem, só meditam!
O tempo gasta-se,
tal como a nossa paciência,
mas é um segredo do tempo
a grande conveniência
de saber esperar.
O tempo aflige,
tal como o sofrer duma criança,
mas é um segredo do tempo
pesar, numa balança,
o possível e o desejável.
Dar tempo ao tempo
pode ser o mais aconselhável.
O tempo corre veloz,
mas é um segredo do tempo
podermos dar corpo à voz
de todos nós, pelos que sofrem.
O tempo é professor.
Deixemos que ele nos dê
mais lições onde o amor
seja a palavra de ordem,
para que o mundo não acabe
numa grande desordem.
O tempo não é nosso,
foi-nos cedido
por um ano, um mês, um dia...
Ele não deve ser perdido.
O tempo passa por nós
e deixa marca...
quer sejas um plebeu
ou um monarca.
Saibamos amá-lo
com sabedoria,
para não corremos o risco
de não termos mais tempo
para apreciá-lo.
Data da criação deste conteúdo:
2010-10-25
Imagem: Montagem de Maria Letra
Gostaria que este poema tivesse asas
para poder voar pelo Universo,
pincelando de cores todas as casas
e emanando amor de cada verso.
Gostaria que cada ser reflectisse
nos seus erros, cometidos no passado,
e que, com a melhor fé, se permitisse
ser de muito sofrimento liberado.
Gostaria que cada pessoa fosse luz
no bom renascer dum mundo com valores.
Ódio é um factor que nos conduz
ao deflagrar de guerras, com seus horrores.
Gostaria que o renascer fosse na base,
no seio das famílias mal formadas,
atendidas com amor, em cada fase,
e todas, condignamente, respeitadas.
Gostaria que cada governo fosse forte,
fiel à sua causa, muito activo,
e nunca se desviasse do seu norte,
projectado num sentido construtivo.
Saudade é um mal que se sente,
Saudade é uma dor ingrata.
É uma ausência presente,
É uma presença que mata.
Saudade de quem partiu,
de quem não está, que não volta.
Saudade é ferida que abriu,
é um mal-estar que revolta.
É negra a cor da saudade,
negra sem réstia de luz.
Sem pena, sem piedade,
põe-nos ao peito uma cruz.
A Saudade não se cura,
enquanto presença for.
A minha saudade é dura,
há muitos anos, amor.
Tento analisar de frente
o cenário do Poente,
que sinto ter como certo.
Ele já me ronda de perto.
Está tão próximo de mim
que consigo ver-lhe o fim.
Não sei bem qual a distância
a que estou da minha infância,
mas do poente, sei eu.
Por vezes levanta o véu
e deixa-me calcular
o quanto possa sonhar
ainda, na minha vida
- tão bela quanto sofrida.
Eu viajei neste mundo
com seres de saber profundo
e outros que, sem querer,
levaram-me a perceber
o porquê da ignorância
ter a sua relevância.
Actualmente, a cultura,
- na presente conjuntura -
prejudica-nos demais.
Não me refiro aos jornais,
revistas... e outros mais...
Notícias tendenciosas,
com verdades mentirosas
retiram, a quem é sério,
todo e qualquer desidério
de continuar no mundo.
Com efeito, eu, no fundo,
sofro por coabitar
com certa gente, na Terra,
porque promovem a guerra.
Prefiro a paz do Além.
Lá... não se lesa ninguém!
A hard life I have been made to face,
my brother, till you turn much older,
but I have great hope and faith
that I´ll be strong enough
to carry you, with love,
on my shoulder.
Data da criação deste conteúdo:
2014-08-29
Imagem de Quang
Tremem as folhas que, outrora, eram serenas.
Giram fortes ventos em muitas direcções.
Não sei se as minhas dores são somente penas
ou um acumular de tantas desilusões.
Ocultam-se na sombra de homens muito sábios,
verdades que recuso... das quais tanto preciso.
Inquieta-me o frio cerrar de tantos lábios
onde deixou de ver-se o mais leve sorriso.
Carrego ondas inquietas de perguntas
que me faço, dia-a-dia, sempre em vão.
Sinto muita falta de amor e de perdão.
As saudades que em mim pesam, todas juntas,
não encontram forças capazes de as levar...
São muitos anos de ausência e de pesar.
Hoje o mar está agitado. O vento, forte, ameaça cortar as asas às aves que voam alto demais. Muita gente anda assustada. Cada pássaro que passa, mesmo que em voos suaves, instala o pavor no cais... Agita-se a passarada de grandes voos sedenta, porque a força atroz do vento pode trazer guerra e morte. Sem asas, e depenada, a ave não aguenta... Perde a força e o alento e também perde o seu norte.
A palavra 'velhice'... carrega na minha alma! Nunca pensei, quando jovem, sedenta de brincadeira, que a última fase da vida, que exige calma, seria tão árdua... e pesada desta maneira.
Minha mãe, um dia, disse: 'Pra lá vais!' - no jeito seu. - 'Filha, nem sempre as nossas vontades movem montanhas'. E, no tempo que correu, que vivi e ela viveu, casei, fui mãe e fui avó... Fiz mil e uma façanhas!
Dei conselhos mal seguidos. Lutei tanto... Se lutei!!! Não gosto de pensar no que passei para poder ter forma de continuar viva. A vida - eu bem sei! - tem caminhos com muitas direcções para escolher.
Sempre que numa tormenta, nós carecermos de remos, devemos reflectir e assumir, com soluções chave, a forma mais correcta e digna como resolvemos eliminar a presença dum presumível entrave.
Somos levados a fases difíceis de colmatar... se não formos dotados de força e resiliência. Nesses momentos eu escolhi, sem sequer vacilar, a estrada mais adequada: a da resistencia!
Hoje constato que minha mãe tinha muita razão. Atingi a idade em que a força desfalece e o que era premente resolver 'do pé pra mão'... posso dizer: ‘já não me aquece... nem me arrefece’!
Amo-te de todo o jeito: quando me causas embaraço; quando me acalmas com um abraço; quando, no leito que partilhamos, nem nos saudamos, nem nos amamos.
Amor, confio em ti. Tu és o sol que me acalenta, és o farol que me orienta, és a pessoa que eu escolhi. Já não consigo viver sem ti.
Amor, toma atenção... Ciúme, não! Faz-me muito mal. Não tens razão, porque, afinal, és a essência da minha vida. Sem ti, estaria desprotegida.
Amor, te peço: Perdoa sempre meu coração quando perdido noutra paixão. Respeita bem meus sentimentos, adormecidos nos velhos tempos…
Sou fruto do casamento entre um jovem perfeccionista, Pai a cem por cento, e uma jovem maternalista, exemplar e dedicada. Fui por eles bem educada. Amo profundamente o mundo, mas nunca o que, através dele, se transforma em algo imundo: medo, egoísmo, vil traição, materialismo, perversão. Meus mecanismos de proteção: intransigência ao obverso do que vem por bem do universo. Caráter e personalidade, moldei-os na adversidade. Foram oitenta anos de luta, marcante, feroz, mas absoluta. A forma como estou na vida tornou-me frágil, mas decidida.. Sem crenças ideológicas ou teorias filosóficas, Viso a libertação de quem vive oprimido e sem ninguém. Com quem coabito… dou-me bem, basta apenas que me respeitem e que eu os respeite também. Sigo numa estrada errada que, de certeza, não escolhi... tal como o que adveio daí. Desilusões? Oh! Tive tantas! Contudo, hoje, já não me matam. O corpo já morreu! E a alma… dependerá de como a tratam. Restam-me bem dezanove luzes com que tu, ó vida, me seduzes.
Percorri caminhos de palavras e de sonhos, alargando horizontes em solos estrangeiros, onde cada frase se tornava uma ponte de conhecimento de diferentes culturas e saberes. Residente no Reino Unido durante vários anos, regressei a Portugal num momento crucial da minha já longa vida e, tal como a saudade acelera decisões importantes, também a irreflexão precipita impulsos imediatos. Assim, antes que pudesse realizar o motivo que me prendeu àquele país durante tantos anos, deixei Londres para sempre.
Aconteceu, porém, que esta aparentemente má decisão culminou num profundo enriquecimento pessoal: o de saber lidar com a Resiliência. Trouxe do Reino Unido uma bagagem de palavras que se entranham em cada verso que crio, no lirismo com que vejo o mundo e que ofereço a todos os que comigo partilham a paixão pela poesia, mas, sobretudo, permite-me hoje não só perpetuar uma realidade, como também “escoar” recordações que dão aos meus dias momentos deliciosos.
PROJECTO DE VIDA
Amo a estrada onde caminho. Não me importa onde irá ter. Aprendi com o passado várias formas de viver.
Viver com algo de um pouco, viver com um tanto de nada, amar o sol que me aquece e deitar de madrugada.
E se mais eu puder ter, eu quero ser candidata a um projecto de vida cujo fim não terá data.
Data da criação deste conteúdo: 2013-08-17 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
É tão pequenino o espaço onde o velhinho se move tão tristemente... e tão só... que chega a fazer-me dó. Deixa de ser peregrino na Terra, comum a todos, passando a ficar sujeito ao espaço a que tem direito. Ainda que vivo... está morto! Mas que direito tão torto!
Recordo quando os dois, um belo dia,
sentados junto a um rio, que não tem fundo,
me prometeste amor que nos daria
para viajarmos juntos, pelo mundo.
Recordo, uma a uma, cada jura
proferida com palavras bem expressas.
A tua convicção era a mais pura,
mas eu não acreditava nas promessas.
Os anos foram correndo, lentamente.
A vida separou-nos, mesmo amando.
Víamo-nos, apenas, de quando em quando.
Recordo o velho rio, que não tem fundo...
Dissolve palavras ditas em promessas...
mesmo que com muito amor sejam expressas.
Amor é uma luz cheia de vida,
que surge quando menos esperamos.
É uma chama calma, reflectida
no mais pequeno gesto que façamos.
Amor, algo que nasce e fica em nós.
É uma força calma, linda, dedicada…
que não reclama, não fala, mas tem voz.
Usa os corações como morada.
Por ele se faz passar sua irmã gémea
a quem foi dado o nome de Paixão.
Actua sem piedade, sem ter rédea;
espalha dor, não sabe o que é perdão.
O Amor vive num tempo sem limite,
mesmo que magoado, e em ferida.
Ele é o centro dum mundo cego e tonto,
mas é a melhor essência desta Vida.
Vou abrir uma porta nova,
Onde a Vida nunca esteve.
Urge que o Sol possa entrar.
Adiei anos e anos,
Belos projetos que tinha,
Reservados para um dia…
Indiferente a que o tempo,
Rival da Vida, corria.
Uni-me à força que tinha,
Marcada por muitos sonhos
Aos quais tinha renunciado.
Parti, então, na aventura,
O que até então não fiz,
Receosa de que o sonho,
Tombasse pela raiz,
Acabando em desventura.
Data da criação deste conteúdo:
2011-04-25
Poema acróstico
Eu queria muito mudar o meu ser sem fé, impoluto de vis conceitos e convicções. Não consigo acreditar, não aceito… e não discuto, crenças verso contradições.
Acredito em cada homem que transforma os tristes ais em esplendorosos sorrisos. Desprezo aqueles que promovem crenças em deuses irreais. Milagres… não serão precisos!
Gostaria, sim, de mudar, criar sonhos, acreditar quando promessas sejam feitas por cada um, ao discursar. Iludir para conquistar, serão atitudes suspeitas.
Queria aceitar o Amor gerado por gente de bem, que tem em conta a justiça, que não instaura o terror, que nunca magoa alguém, e que à lei seja submissa.
Sinto ausência, merecida, de um tempo de sobressalto, em que eu fui refém da vida. Nunca me darei por vencida, mas paguei um preço tão alto, que nem sei bem qual a medida.
Mudar eu queria, ainda, por muito respeito a mim, e - porque não? - pela idade... Que do orgulho eu prescinda, e esqueça o que foi ruim, para abraçar a saudade.
Pessoa, um dia, escreveu:
“Não sei quantas almas tenho,
Cada momento mudei”.
Eu, nem sempre estou sendo eu,
porque às vezes me abstenho
de ser eu mesma. Cansei.
Para estar onde não sou
o que bem me apetecer...
desdobro-me em muitos eus.
Em cada um, eu não estou.
...Ou eu estarei, sem saber.
São todos estados meus.
Para estar... deverei não ser
a outra! Cansa demais.
Só serei como antes era
quando, um dia, eu perceber,
se eu era outras a mais,
ou se o meu ser se adultera.
Nasci com uma missão em que actua o coração: dar vidas a este mundo banhando-as de amor profundo. Foram missões abençoadas bem cumpridas, bem louvadas. Seis filhos de mim nasceram e muito amor receberam. Todos foram desejados, muito queridos, muito amados. Criá-los... foi um caso sério, mas disso... não há mistério. Conheço bem o porquê. Só um cego é que não vê. Mas mesmo com atropelos dos pés até aos cabelos, cumpri a minha missão com amor no coração. Adorei este meu papel, banhado de mel... e fel. Eu não sou um ser qualquer. Eu... sou Mulher!r
Fustigam-me ventos parecendo lamentos de alguém que perdi. Sinto-me traída, magoada, sentida, vivendo sem ti. Cansada, rebolo na cama e me enrolo nos lençóis esquecida. Procuro com brio esquecer o vazio da tua partida. Foste vida que em mim deu início e deu fim a uma história de amor. Hoje busco na vida minha alma ferida pelo teu desamor.
Na minha vida longa vivo assim:
caminho, lado a lado, com um desejo.
Sinto-o, mas não o vejo.
Está dentro de mim.
Na minha vida longa e protegida
por algo que não conheço
nem provavelmente mereço,
sou Amor e sou Vida.
Na minha alma, um cenário abstracto,
que não reconheço meu,
paira no breu,
reina o desacato.
No meu corpo vive este desejo ardente.
Identifico mil coisas que não quero
e, por vezes, desespero.
Porquê esta presença ausente?
Data da criação deste conteúdo: 2013-01-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Deslizam como um rio de águas turvas, feridas de um passado que me corrói. No leito que as abraça, existem curvas, jacentes de tanta mágoa que me dói.
Não fora o grande amor que tenho à vida, não suportaria as dores que em mim ficaram. Foram golpes que enfrentei, desprevenida, mas segura dos lindos frutos que geraram.
Hoje, já no limiar de um patamar a que nenhum de nós, jamais, escapará, encaro a nova fase a repensar como será que minha alma reagirá.
Enfrento o mundo em franca mutação, carente de um grande bem assaz disperso: a continuidade na humanização, que gera paz e harmonia no Universo.
Data da criação deste conteúdo: 2024-11-30 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Oh! Como eu gostava de viver mais anos, não sendo efémera a felicidade. Viver, para poder vencer os desenganos e ser, diariamente, eternidade.
Não fora o mal de estar em sofrimento, e saberia agir, sem raiva, a tanta dor — por depender de quem, sem um lamento, transforma cada esforço em puro amor.
Sou pena pesada a quem me cuida — eu sei. Vivo com esse alguém no meu frágil coração, sabendo que não preciso de pedir perdão.
Cada dia que passa… luto contra a lei imposta pelo Universo. Agradecida, aceito o que vier — venerando a vida.
Data da criação deste conteúdo: 2025-06-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quero imaginar-te, serenamente,
no etéreo espaço onde teu corpo jaz.
Permanece, meu amor, na minha mente
a ideia de que tu estarás em paz.
Partiste deste mundo em turbulência,
onde ninguém se entende ou está seguro.
Urge que tenhamos a consciência
do que possamos fazer pelo futuro.
Quando na minha vida tu surgiste,
mudou-se o meu programa de existência,
marcado por princípios de prudência.
A promessa que te fiz - porque pediste -
manter-se-á de pé, enquanto viva.
Do seu processamento estou cativa.
Ao fio desse dever me sei cativa.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-20 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
E o Mostrengo,
velhíssimo e trengo,
em noite de breu
do mar se ergueu.
Voltas não conseguiu dar
...nem mesmo se ouviu chiar.
Estava triste e estupefacto
com um surpreendente facto:
percebeu que, lá no fundo,
não sentia como estava o mundo.
Agradeço-te, Universo,
por tudo aquilo que me dás!
Por vezes, se surpreendida
por um drama inesperado,
irava-me contra a vida.
Qualquer um era o culpado.
Não encontrando resposta
para os porquês que me punha
atribuía ao destino
ou à má sorte que teria,
o que, de fonte incerta viria.
Sem bases, eu contrapunha
a minha convicção
a uma outra inventada
por gente mal informada
que também sabia... nada!
Um belo dia, porém,
procurei, no obverso
dessa tal convicção
- que atribuía a sansão
por um erro cometido -
um cunho mais evidente,
e uma justiça diferente
que fizesse mais sentido
e me tornasse consciente
do que, acreditava, seria
a grande e real verdade.
Constatando, com a idade,
que a resposta que buscava
era bem outra, por certo,
aprendi que o obverso
daquilo que procurava,
eras tu, nosso Universo!
Hoje sei que zelarás
por aquilo que a nós vem,
e que um dia nos provarás
que o que nos dás… nos convém.
Oh Natureza Perfeita!
Oh grande eleita!
Tu me sorris cada dia,
enchendo-me de alegria.
Tu proteges e acarinhas
tantas coisas, também minhas,
que nascem em cada canto,
e que hoje venero tanto...
Rogo ao meu Deus clemência,
para quem destrói a essência
de tudo o que vais criando.
Que não reduzam a pó
esta Terra onde, sem dó,
tanto mal se está fazendo.
É vergonhoso! É tremendo
o desrespeito que existe
e que me põe muito triste.
Que sejas, por longos anos,
protegida contra danos.
Que o Sol continue raiando
cada manhã, acordando
mil almas que, com respeito,
defendem o seu direito
a esta magia querida
a que nós chamamos VIDA!
Servimo-nos de ti, constantemente.
És usada e abusada.
Não reclamas, não contestas
e, em troca, o que é que pedes?
Nada!
Se te pegam, docemente,
tu és amada.
Se te pegam, rudemente,
tu és odiada.
Se fores veículo de insulto,
e não cederes à resposta,
geras tumulto
na alma de quem tu feres
e sofres o que não queres:
um bombardear de ofensas.
O que pensarias tu
se pensamento tivesses?
Que o teu corpo nasceu nu…
serve todos os interesses.
Minha alma, turbulenta,
brinca na poesia
que inventa.
Cria rimas
- umas irmãs,
outras primas -
que se confundem,
se enlaçam,
se entrelaçam,
se embaraçam,
se atropelam,
se rebelam,
e se fundem.
Sob um véu de fantasia
coexiste, na sua rede,
o meu EU e a sua sede
de acalmar na poesia.
Minha alma, destemida,
se estende,
se distende,
se rasga…
se anima...
e até se engasga
com a rima.
Ad Hoc, compila versos
muito seus,
muito simplórios,
focando temas diversos
que acaba por construir,
colorir e musicar
com palavras aldrabadas...
… mas muito em jeito de amar.
……………………………..
Com a mente intransigente
no que respeita a rimar...
saem sempre da minha mente
versos que o meu coração sente.
No teu semblante pesado,
envergonhado,
vejo sinais de tortura,
de escravatura
da tua alma inocente.
És um marco de sofrimento
sedento de compaixão
e de atenção...
… não importa por que razão.
És o retrato fiel
do fel que ronda no mundo,
onde impera muito imundo!
És vítima duma fera,
de poder sedenta,
que intenta sobrepor-se a tudo e a todos.
Recorre a perpretados engodos
pró-guerra,
com o fito de governar a Terra.
Tu és a medalha atribuída
a vil canalha
que não está governando...
está aproveitando
o que milhões de seres, em missão,
dão com o coração.
Vejo na tua imagem ressequida,
alguém que deu tanto à vida!
Tu foste esfera redonda, mas dizem que já não és. Gostaria de saber o que é que estará por trás de verdades mentirosas, que nos dão a conhecer em aulas prodigiosas. As teses são variáveis; vá-se lá saber porquê. Anda meio mundo, em vão, ensinando não sei quê, e descobre-se, afinal, que a tese que era ontem não tem o apoio geral. Na verdade, quando aluna, duvidava de teorias impostas na aprendizagem de matérias, de utopias – criadas não sei por quem – que me roubavam a coragem de aprender mais além. Se virmos bem, se pensarmos no que foi e já não é, dá vontade de passarmos a cancelar tudo a esmo, e passarmos a duvidar de cada teoria… mesmo! Acreditar ou sempre duvidar?
Data da criação deste conteúdo: 2011-04-18 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Onde quer que tu estejas, meu amor, faz-me sentir-te... e que tu me escutas quando o breu da noite se avizinha. Tira-me deste inferno, desta dor de não te ter, das verdades absolutas que nos afastaram. Foi escolha minha. Espero que tu consigas entender. Peço perdão. Está para além de mim a decisão que tomei, sem te dizer.
Faz-me acreditar que estás aqui. Que não fui condenada a viver sem ti. Que o teu silêncio, amor, não perdure, e que este meu querer-te jamais finda. Regressa a mim e perdoa-me se puderes. Tu não pertences a esse além, ainda. Preciso que minha alma sofrida cure. Tu foste a luz da minha vida triste. Morri para sempre quando tu partiste.
Mas se nada, meu bem, te trouxer de volta, Já nada, também, me prenderá aqui. Não quererei sustentar esta revolta. Embalarei nos meus braços a coragem e iniciarei a tão desejada viagem. Começará, então, uma nova fase que, defendo, de alma e coração. O meu corpo poderia viver sem ti, mas a minha alma, certamente, não!
Daya da criação deste conteúdo: 2013-08-04 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Paira no mundo, de lés a lés, uma onda viciada de opiniões. Não cancela chavões gastos: recicla-os em muitas versões e, assim, fomenta a guerra que nos aterra. Fala-se de proveitos num processo intrincado e conveniente — que se consente — onde há pouco de bom e excesso em demasia. Falam os cultos, os conhecidos sabichões — todos adultos. Seguros, ruidosos, abastecidos de certezas instantâneas, desafiam os cautelosos porque as inspirações momentâneas se multiplicam aos milhões. Vultosos na forma, ocos no conteúdo. Vagueiam pela Terra, calmamente alheios, inversos e controversos, opinando sobre tudo, sustentando quase nada. Cada tese desagrada. Não querem, porventura, a guerra. Querem, certamente, futebol; amam arguir… E chamam Amor às múltiplas formas de não sentir.
Data da criação deste conteúdo: 2026-01-09 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Abraço os sonhos que tenho, indiferente aos sinais que me recordam a idade. Vivo meu dia após dia com enorme felicidade, pois ninguém se atreveria a travar o que é demais. Vou até onde eu puder, sem pressa ou agitação. Ninguém corre atrás de mim. Sou livre e sem compromissos... seguirei vivendo assim! Meus quereres insubmissos? Combato-os, por precaução.
Data da criação deste conteúdo: 2016-11-01 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Outrora, o meu regaço quente e fundo abraçava, apaixonado, todo o mundo. Partilhava sonhos, era outra atmosfera. Oh! Quem dera que voltasse a Primavera...
Pairava cheiro intenso a urze nas montanhas enquanto os rios geravam força nas azenhas. Brilhava felicidade por todo o lado, e os maus momentos dissolviam-se no fado.
Quisera sentir hoje, como antigamente, a magia do indiviso e, lentamente, envelhecer durante os anos que me restam.
Porém, os rios já não são livres como outrora. Parte do caudal diminuiu, e pesa agora, uma infinidade de males que molestam.
A Criança é um diamante.
Ela não se usa,
não se abusa, não se explora.
A Criança...
é um ser superior, puro.
Ela é a esperança no futuro,
é o amanhã e é o agora.
A Criança...
...ai dos que se servirem dela!
Maldito seja aquele, ou aquela,
que a desrespeita.
A Criança...
merece ser adorada
e superiormente guiada.
O lírio a simboliza. Ela é perfeita!
Até que a Vida me rejeite, …quero seguir, viajante, carregando aquilo que me tornou imigrante, num outro país. Quero ter força e fazer o que sempre quis: Amar-te, Vida! Sim, porque ao amar-te, estarei amando o mundo e todos os que nele sofrem dum mal profundo, que bem compreendo… Chama-se Saudade. Essa, não tem idade. Continuará vivendo depois de mim, de ti e de todos nós. Lutarei pela Vida, até quando ela quiser. A idade não perdoa, mas meu grito de dor, ainda que fraco, ecoa. Gentes que sempre amei, chorarão minha partida. Um dia? Uns anos?… Minha alma está dorida, feita de desenganos, mas meu coração é forte, afugentando a morte. Eu já não tenho anos, tenho vivências. Mereço respeito. Vivo de nada, para além do Amor que sinto no meu peito. Não quero envelhecer. Quero amar a Vida, deixar-me adormecer no seu regaço origem. Lutar contra os corruptos que nada dão… Exigem! Até quando a Vida quiser… quero continuar Mulher!
Data da criação deste conteúdo: 2014-03-11 Publicado na Antologia de Poesia Contemporânea Chiado Editora
Que ninguém tenha ilusões quando julga reacções. Se não conhecer a fundo - por exame assaz profundo - o cerne duma questão, pode haver precipitação. Cada pessoa é um caso se acontecer extravaso que venha a ser causador de boa ‘molha’ em redor. Aí, é porque há revolta que se liberta, se solta, por se romper o travão. Isso gera exaltação. Por vezes é como ter um copo de água a encher e uma simples gotinha, que pouco volume tinha, provoca um aguaceiro que serve de mensageiro de penas acumuladas que não podem ser julgadas por uma gotinha a mais, porque essa... já foi demais!
Há mentalidades sujas
que se contam aos milhões!
Ora parecem corujas,
ora mochos sabichões.
Vivem tramando quem calha,
com grande sabedoria.
São estrigiformes! Maralha
do mesmo saco. Sabia?
Dura Lex! Sed Lex! A primeira condenação imposta a qualquer cidadão. Todavia. um mundo de interrogações paira no ar: Quem de direito a inventou? Quem de direito a aprova ou a faz aplicar? Mas ela faz-se cumprir, de modo fácil, ou não, sem lugar pra admitir a mais leve compaixão. Os parágrafos... enfim! Dão "pano pra muita manga". Por vezes a culpa anula, outras vezes acumula males maiores a cada caso. Mas... insisto eu: quem de verdade e direito está à altura de julgar cada lei? Vejo pouco de perfeito - sem medo de exagerar - em muitos que a inventam, em muitos que a aprovam, ou a fazem aplicar. Num mundo em cujos sistemas, mais corruptos que sãos, fazem pesar grandes penas nos ombros dos cidadãos a eles sujeitos... vejo leis contrárias à lei do Amor, males com muitas virtudes e bens com muitos defeitos. E, com pavor, assisto a tanta injustiça na lei imposta, submissa ao poder de cada estado, que já não sei se lutar traz benefícios de vulto a um futuro que, oculto, me parece amordaçado. Mas, pra esse mal, não sai lei. É duma injustiça tremenda. Cada um que se defenda!
Recordar-te-ei na vida... que não lidero,
mas serás sempre o meu eterno amor,
apesar de tudo ter sido “bluff” sincero.
Foste um reconhecido adulador,
contudo, os teus comportamentos mudaram
no dia em que, finalmente, te deixei.
Hoje vivo feliz este Presente gasto,
seguindo a luz da viragem que gerei.
O tempo que se queima a promover
questões de cariz estranha e obscura,
devia ser usado para suster
a população carente de cultura.
Repete-se o velho antigamente...
Mantém-se a ignorância estagnada
enquanto um grupo livre, prepotente,
vai actuando firme, à descarada.
Fabricam-se leis em vários sectores.
Inventam-se facciosas decisões
com um fim: silenciar as multidões.
As condições de vida… são bem piores.
Enchem-se vários cofres, em segredo.
Não se gera cultura, gera-se medo.