Despertei de um lindo sonho, dentro do teu coração... Batia ao ritmo do meu, sem qualquer aceleração. Não partas, fica comigo, até que chegue outro dia. Não me deixes, meu amor, careço de companhia. Hoje sou ave sem asas, já não consigo voar. Faz-me falta a tua calma, e a tua força de amar. Se ver-te não posso mais… que o sonho seja o autor dos cenários virtuais, da minha vida sem cor.
Tinha uma vontade férrea de rasgar os danos que carregava, teimosamente, há tantos anos. Eram eles que motivavam o meu enorme tédio para o qual procurava o milagre dum remédio.
Queria algo que eliminasse, que excluísse o meu sofrimento. Sim! Urgia que eu insistisse em continuar a viver, mas feliz, não penando por males adquiridos dum passado sem comando.
Mantinha-me colada a um teimoso apego, num passado remoto de desesperança e medo. Acabei por cegar e ainda não compreendo como escapei do mal que me estava fazendo.
Impus-me, realmente, uma radical mudança que repusesse em mim uma dose de perseverança. Hoje, sim, estou novamente vivendo a vida... não aquela insuportável morte adquirida.
Manter-me-ei fiel a esta premeditada conduta, recusando conselhos de gente toxica, astuta... Estou feliz com as manifestações do meu ego, que se revela forte, entusiasta, mas não cego.
Recuso-me aceitar o peso do malvado fardo do qual, felizmente, já nem a memória guardo. Regressei feliz, brindando novamente à Vida... orgulhosamente perseverante e destemida!
Esta saudade que sinto dói-me tanto quanto a resistência que perdi ao saber que partiste deste mundo. Foram muitos os anos que, entretanto, não conseguindo evitar pensar em ti, fui cavando em mim um mal profundo.
Tu eras vida e fogo, em minha vida. Vivia na esperança de que um dia passaria do sonho à realidade... Mas o tempo corria e eu... perdida na estrada mal amada em que seguia, queimava o tempo sofrendo de saudade..
O futuro que quis não é mais nosso. Estou farta desta vida de aquiescência contra a qual não quero mais lutar. Oh... esta dor com a qual não posso! Cada pedaço de mim é desistência, é barco abandonado, a naufragar.
Eu queria apenas ver-te, se pudesse... Não sei como... nem quando, meu amor. O tempo que tivemos... se perdeu. Aquilo que esperava que ele me desse não caberá no tempo ao meu dispor. Deixou de pertencer-me. Não é meu.
Não sei por que estou viva. Sou refém de mil pendentes esperando solução, para depois partir em liberdade. Não estás mais aqui. Estás num Além com o qual não tenho ligação e não consigo vencer esta saudade.
Data da criação deste conteúdo: 2015-10-29 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Era há tantos, tantos anos que vivias por teu mérito, cuidando sempre de ti... que o tempo te ofereceu tempos pra compensar contratempos que, bem nova, conheci.
Resignada e sofrida, tiveste, na tua vida, enganos e desenganos, mas esse tempo que amamos sabia tu teres a crédito milhões de afectos aqui.
Usaste esses tempos todos até ao último dia. Apesar de mil engodos, minha Mãe, foste calmia nos meus momentos de dor. Deixaste em nós tanto amor!
Data da criação deste conteúdo: 2013-08-15 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Olhai a chuva que cai durante uma tempestade. Olhai os lírios dos campos, cercados de pirilampos. Desfrutai da luz do sol, enquanto canta o rouxinol. São frutos da linda Natureza, em toda a sua beleza.
Escutai o som dos trovões, ou o ruído dos canhões, factos deste nosso mundo, tão fecundo pela coexistência brutal entre o bem e tanto mal. Somos todos viajantes temporários nestes cenários.
Meros humanos, vítimas de muitos enganos, alguns, vultos disfarçados, como que ocultos por um véu de incastidade, sem pureza e sem verdade, - quiçá traídos pela ignorância durante a sua infância.
Façamos um cerco à vida, quando desprovida de justiça perante o crime que nos oprime. Abracemos o belo e tudo o que existe em paralelo com a prática do bem – eis o que ao Universo convém!
Data da criação deste conteúdo: 2025-11-084 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sinto-me fora do espaço a que pertenço.
Não tenho eira, nem beira. Deslocada,
vivo alimentando um sonho imenso,
gerado em solitária madrugada.
Não saberei onde estou, mas concluí
que tu estarás comigo, porque te sinto
... embora neste espaço onde jazi,
estejamos ambos, num modo bem distinto.
Vivo a minha ‘sperança no amanhã
desejando chegar a um porto bem seguro.
Este meu sonho não é uma coisa vã
... é a meta onde me vejo no futuro.
Gostaria de, a seu tempo, constatar
que tudo o que padeci em tempo ido
tivesse sido, em concreto, pra gerar
um porto, em segurança, concebido !
Um céu cinzento turva-me a razão. Não sei quem sou. Não me conheço. Giro como um robot, sem direcção, num nevoeiro cerrado e espesso que não me deixa ver pra onde vou. Não sei quem era, nem sequer quem sou. A minha alma confusa e perturbada não me deixa perceber o que se passa. Viajo perdida entre tudo... e entre nada. Na fonte que procuro, a água é escassa. Sou alguém que não vive, sucumbiu. Amputaram-me as asas. Sinto frio.
Há folhas velhas pelo chão.
Estão secas. Perderam cor.
As que ainda ali não estão
sofrem de perdas de Amor.
A poda... já se avizinha.
Novas vidas surgirão
trazendo em cada folhinha
cores da velha geração.
É assim que o tempo faz.
Cada ciclo é uma mudança
que a Natureza nos lança.
Os velhos ficam pra trás.
Vão morrendo em prestações
que a morte cobra... em fracções!
Tu urdes teias com mil cuidados.
Teces teus actos, em cada fio,
bem disfarçados, camuflados
nas tuas veias, de sangue frio!
Nesse tecer, tu não me aturdes.
É de meu jeito ver causa-efeito,
ir mais no fundo, ir mais além.
Não fantasio, enquanto urdes.
E, nesses dias, em que tu teces,
com tua mente geras suspeitas.
Por alguns dias, não apareces,
até que as teias estejam feitas.
Mas não sou presa. Sou combativa.
O teu tecer já não me engana.
Pára de urdir. Estou na ofensiva.
Da minha vida sou soberana.
Um movimento de gente atarefada
invade lojas, ruas e até calçadas.
Os multi-bancos, de forma inusitada,
esvaziam-se de notas... Que maçada!
A despeito de poderes, ou não, cobrir
uma listagem de presentes de Natal,
interessa-te é comprar e, a seguir,
“a ver vamos!”, dirás então... mas ficas mal.
Fazes a lista dos créditos a pagar, verificas o valor da tua receita,
e passarás esse Natal... insatisfeita!
Enfrentarás esta dura realidade:
Se o Dever for superior ao Haver,
há um saldo negativo… a inverter!
Pior do que estar falido é não termos consciência da nossa maledicência ao julgarmos mal alguém... quando passamos a vida com a alma impedernida pelos podres que contém.
Prometi amar-te eternamente, sim! Eu desejava que fosse mesmo assim. Reduziste-me a nada. Acreditei que tu ainda mudarias. Me enganei. Contudo, de loucura não irei morrer a despeito do quanto sei vir a sofrer.
Tudo farei para queimar esta paixão que subsiste, ainda, no meu coração. Hoje estou diferente. Nem sei quem sou. Só reconheço o mal que em mim ficou, paralisado os meus sonhos de criança. Perdi em ti, toda a minha confiança.
Silencia o que possas querer dizer-me. Não irias, seguramente, convencer-me.
Panteísmo, Pampsiquismo, Imanência e Transcendência coexistem, porque existem. São teorisas que exulto não precisar de abraçar. São temas com problemas de entendimento tão lento que desisto, sem ter visto factos concretos, objetos da minha entrega, que nega ir além do que convém. São meras linhas, não minhas, de pensamentos que tento, não ousar aprofundar. Nesta ignorância e ânsia de procurar saber mais, jamais terei, ou tentarei, uma resposta, pois exposta a cada teoria que as diferencia, perco a razão e, então... por ignorante passarei. Entre a verdade e a realidade do muito que tem sido dito gerar-se-á sempre um conflito.
Data da criação deste conteúdo: 2014-08-05 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Transmito a todas as amigas, amigos e Familiares distantes a minha mais profunda gratidão pelos votos de Boas Festas que, tão gentilmente, me enviaram. Desejo a todos um Feliz ANO Novo!!! Que venha por bem.
________//________//________
Encurta-se a distância que me conduz ao fim de mais um ano, sem saber bem de mim. Busquei-me em vão no meio da confusão.
Absorvida pela vida, perdi-me pelo espaço entre pouco de nada e tanto de escasso. Foram tempos de tormenta e de muita desilusão.
Estou pronta a enfrentar mais um recomeço. Quiçá o universo entenda que o mereço. Imponho-me o dever de estar agradecida.
Gostava de abraçar com fé, com muito amor, cada ser que sofre por tanto desamor. A paz no mundo está comprometida.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-27 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Vida, meu filho,
é força,
é coragem,
é amor.
Vida...
é uma luta constante
entre a felicidade
e a dor.
Vida...
é saberes olhar
com ternura
e compreensão,
todo aquele
que não é como tu,
mas é teu irmão.
Vida...
é saberes aceitar,
com resignação,
cada dia que vem,
mesmo aquele pior.
Vida...
é aprenderes a lição
da diferença que existe
entre o mal e o bem.
Sabê-la de cor,
rejeitares os erros
daqueles que, coitados,
não sabem melhor.
Vida...
é o fogo que aquece,
a neve que gela,
o quadro, a aguarela.
É um mar que assusta,
mas comove.
Vida...
é a história que ouviste
sobre coisas passadas,
que não viste.
Vida...
é sentires
o que o olhar puro
duma criança,
pode conseguir.
Vida...
é saberes como
e porquê,
podemos salvar
tantos dos que sofrem
e a maioria não vê.
Vida...
é a Natureza
que teima ajudar-te
em cada momento que passa.
Vida...
é o oposto à Morte,
à Guerra,
à Caça,
à Repressão,
e à indiferença do mundo
que contrai,
que aperta
tanto o coração.
Vida...
é a recusa
a todas as forças
nefastas, más,
que não deixam sentires
o que quer dizer Amor,
o que quer dizer Paz!
Há pavor entre as pessoas! Está a aumentar, dia-a-dia, um cenário muito imundo. As noticias não são boas. Há mais uma epidemia entre gente deste mundo. Actuam à rebelia, mesmo dentro de prisões e, como que por magia, tal e qual como as baratas, proliferam aos milhões, nas zonas mais caricatas.
Onde existem traficantes, há muita perseguição a tanta gente... Oh se tanta! São acérrimos amantes desta maldita paixão: fazer de sãos, uns doentes. Os dependentes da droga, quer seja da cocaina, marijuana ou maconha, usam as que estão em voga, tais como... a velha heroína, - ou nomes que me proponha.
Começam por drogas leves, pensando que não afectam a sua mente “ainda” sã, e esses tempos tão breves, que os seus utentes afectam, viram reais, amanhã. Vem a fase indesejada: mente e corpo... pedem mais. As leves já não resultam. - Querem tudo! Nunca nada, porque os seus “vazios demais”, geram dores... que não ocultam.
Certos de que essa adicção não acontece, jamais, vão fumando, ou snifando... Sentem-se bem! Por que não? Mas crises existenciais, requerem outro comando. O disfarce e a mentira encobrem actos ilícitos muito bem organizados. É assim que a droga gira, e os resultados, implícitos, nem sempre são detectados.
Enquanto alguns estão no mundo, - digamos, seres que vegetam e que dói-nos ver sofrer – outros, segundo, a segundo, suavemente... deletam, acabando por morrer. A droga esconde-se em tudo que hoje se faz. Que indecência! É já um tema sem fundo, e o culpado... actua mudo. Por que há tanta delinquência neste impune toximundo?
Não sei se estou seguindo em linha recta no caminho que escolhi como correcto pra chegar, vitoriosa, à minha meta. Espero, porém, ser limpo o meu trajecto.
Vou enfrentando a estrada na defesa. Reajo sempre conforme a situação. O que é benéfico acolho com firmeza, o que é maléfico... sem contemplação.
Neste meu caminhar encontro amarras com laçadas que julgo assaz bizarras, e que nem sempre consigo desfazer.
Serão obra de mestres bem treinados, que vivem de expedientes destinados a destruir, sem dó, quem quer vencer.
Espero-me, paciente, há longos anos,
ao ritmo com que, já velhas, vão caindo
as folhas, uma a uma, em cada Outono.
Perdi a conta de tantos desenganos
que me foram, lentamente, consumindo
o privilégio de um sonho, em cada sono.
Já deixei de reagir à força sórdida,
que mantém-me refém, numa apatia mórbida.
Espero-me na solidão a que me agarro.
Já não há voos no meu imaginário
porque perdi as asas num voo louco.
Vítima dum todo, assaz bizarro,
vivo escondida num pérfido cenário,
desencontrada de mim e com bem pouco.
Se tudo quanto amei, saíu de cena,
porquê esperar-me, então? Não vale a pena!
Espero-me, paciente, há longos anos,
ao ritmo com que, já velhas, vão caindo
as folhas, uma a uma, em cada Outono.
Perdi a conta de tantos desenganos
que me foram, lentamente, consumindo
o privilégio de um sonho, em cada sono.
Já deixei de reagir à força sórdida,
que mantém-me refém, numa apatia mórbida.
Espero-me na solidão a que me agarro.
Já não há voos no meu imaginário
porque perdi as asas num voo louco.
Vítima dum todo, assaz bizarro,
vivo escondida num pérfido cenário,
desencontrada de mim e com bem pouco.
Se tudo quanto amei, saíu de cena,
porquê esperar-me, então? Não vale a pena!
Vivo ao sabor das marés.
Poucas vazas, muitas cheias.
Se o mar não acalma as ondas...
se agitarão as areias.
Sofro as loucuras da Vida!
De tanto sofrer... estou louca.
Gritando passo meus dias...
de tanto gritar... estou rouca.
Estou farta da confusão
de um vai e vem que me cansa
e me deixa perturbada.
Com tanto golpe à traição,
trairam-me a confiança
e já não creio em mais nada!
Não me perguntem quem sou,
pois não sei se me conheço.
O pouco que de mim resta
está virado do avesso.
Dentro... já pouco presta.
Há quem veja um coração.
Sim, na verdade… palpita!
Por muitos? Decerto não!
Haverá quem admita
que, em tempos, fui furacão.
Fico contente por isso,
mas não me revejo assim.
Que bati recordes... Sim!
Minha mente só esqueceu
quem é que, hoje, serei eu.
Sentia o coração fechar-se no meu peito.
Não aceitava a minha vida tão sem jeito,
porque enquanto a minha alma se despia,
revelava-me ao mundo, muito só… vazia!
Estava cercada de tudo, porém, de nada.
Não vivia mais em mim! Estava magoada…
O ser humano deixou de ver. Tornou-se cego,
pensando apenas na defesa do seu EGO.
Lutava, desejando que não fosse em vão
a força que ia mantendo, na esperança
de que iria acontecer qualquer mudança.
Impus-me dar uma volta à situação.
Se as soluções, falham todas, uma a uma,
O peso que já carregamos se avoluma!
Desvirtuadas virtudes estão hoje muito na moda. É um misto de atitudes, uma moral que incomoda... Não consigo lidar bem com um certo amar de cobra, mal amando quem não tem o que outros têm de sobra. Um molhe de gente egoísta, com uma mente assaz sacana e muito materialista... tornou-nos a Vida insana.
Não posso crer na mudança quando a sede é de vingança.
Somos um povo importante, como tantos outros são, sejamos nós Arapasos, Anambés, ou Aruás, uma só coisa queremos: vivermos todos em Paz. Somos um povo importante, como tantos outros são, sejamos nós Bacairis, Alsanos ou Aparais, no Amor temos direito a sermos todos iguais. Somos um povo importante, como tantos outros são, sejamos nós Fulniôs, Guatos ou Uarequenas, vos dizemos o que somos: seres humanos. Isso apenas. Somos um povo importante, como tantos outros são, sejamos nós Xucurus, Lecuanas ou Zorós, uma coisa vos pedimos: RESPEITO por todos nós!
Data da criação deste conteúdo: 2011-03-22 Autor da imagem: Alex Azabache
Nuvens choraram de pena, lágrimas envenenadas caindo em cima da vida. A noite estava serena, e as almas, adormentadas, não deram pela investida. Aqui não impera a sorte; trava-se uma grande luta entre gente resoluta tentando vingar a morte.
Data da criação deste conteúdo: 2020-03-18 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Me atrai a sua graça, me enlaça, me abraça, deixa-me feliz. Atento, Cupido, atrevido, assaz seduzido pelo meu lado de actriz, deixa-me sem jeito e aproveita o ensejo para conquistar-me … e, quem sabe, enganar-me. Mas fico na minha, entre fofa e fofinha, feliz… mas sozinha.
Data da criação deste conteúdo: 2009-08-08 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sinto-me, de verdade, uma mulher feliz quando repenso em tudo de que fui capaz. Fiz aquilo que, mal ou bem, eu quis… mal-grado, por vezes, carecer de paz.
Longos anos sofri de impensáveis medos não sei bem de quê, nem sei bem de quem. Imaginava cenários com dezenas de enredos e clamava ajuda à minha querida Mãe.
Na escola primária, a velha professora invadia-me a vida gerando terror. Malvada palmatória! Era ameaçadora. Martelava-me a mente com a palavra: dor.
Fui mulher-criança, Virei poetisa. Venerava Camões e as suas poesias, as quais declamava de forma precisa, sem ponto ou ajuda servindo de guias.
Sofri violência em mulher-adulta. Para defesa minha e preservar a calma, faço por mantê-la secretamente oculta. Se escrever sobre ela traio a minha alma.
Percorri quilómetros, voei dias e dias, Fiz exposições, visitei clientes… Sobrevivi a tudo! “Um ver se te avias” sempre com respeito pelas leis vigentes.
E eis-me chegada a Mulher de Respeito, com as marcas antigas, mas mais indulgente. Continuo activa, porém, de outro jeito. Vivo mais em mim. Tornei-me prudente.
Data da criação deste conteúdo: 2025-10-08 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sorri! Enche os teus olhos de brilho e de ternura. Semeia esperança em cada sepultura. Tu és a vida, a luz, a alegria da lua nova que surge em cada dia. Sê forte, serena, confiante, e que o Amor seja o teu grande amante. Vive pra ele. Faz-nos sentir que em cada ser há uma razão para sorrir.
Data da criação deste conteúdo:2009-12-06 Fotografia de família Publicado em “World Art Friends”19.530 visualizações
Deixem-me gritar, clamar bem alto
por milhões de seres vivendo em dor,
cujo longo sofrimento exalto,
fiel, que sou, à força do AMOR.
São já milhões os pobres inocentes
em sofrimento atroz por tanta guerra.
Temem o recurso a armas tão potentes,
que podem destruir a própria Terra.
Disputas de interesses, de ganância,
invadiram sistemas, em nações,
para os quais nada serve a importância
dos direitos humanos, sem excepções.
São valores que procuram camuflar
com estudadas leis, feitas a seu jeito,
contudo, esse tratado a respeitar
não é uma coisa vã, é um direito!
Que cessem os insultos e as agressões
provocadas por gente que se diz
detentora de credos e razões,
mas que não passam dum molho de imbecis!
E se querem lutar, que sejam eles
os primeiros da fila, essa gentalha.
Façam esta opção, que é menos reles:
voltem de novo às lutas, por batalha!
Por conta própria vagueio em busca de tanto ausente. Estou farta do que é imundo, quero encontrar o que anseio. Minha’alma em luta crescente se está escondendo do mundo.
Almas penadas caminham aos encontrões sem saída do que se tornou fatal. Maus tempos já se adivinham, e a humanidade, perdida, rende-se a quem lhes faz mal.
No céu esvoaçam em grupo andorinhas que procuram onde fazerem seus ninhos. Com outras me preocupo. Almas doentes não curam se carentes de carinhos.
Peço um firme alerta a cada ser
coexistindo comigo, aqui no mundo:
façamos cerrado cerco a quem estiver
revelando, por actos, ser alguém imundo.
Sempre que virmos uma anormal presença
de alguém suspeito, junto duma criança,
deveremos questioná-lo, sem ofensa.
Nunca ignorar se houver desconfiança.
Estejamos atentos! Urge observarmos
atitudes diárias, inconsequentes,
que nos surpreendam e não compreendamos.
Prolifera no mundo gente que maltrata,
e nem sempre a lei protege os inocentes
com punição severa, para quem os mata.
Foram anos passados numa luta
com vitórias e derrotas que enfrentei.
Fui vítima de gente muito astuta,
treinada para contornar a lei.
Foram anos passados que vivi
ora magoada, ora bem feliz.
Há erros dos quais já me esqueci.
Outros, porém, deixaram cicatriz.
Sempre preferi o risco ao ócio
de ver passar o tempo conformada
com a desdita de saber-me derrotada.
Nada do que fiz foi por “negócio”.
Sinto-me orgulhosa de saber
que tudo quanto fiz foi por prazer.
Entrai, minha gente, entrai!
Nós, portugueses, sabemos,
que já não há quem debande
gente a mais. Todos cabemos!
Entre quem veio, e quem foi,
houve quem, tão bem, dizia...
“Levo barriga de boi
e a bolsa, não vai vazia”.
Basta que sejam estrangeiros...
Mesmo sem cobrar vintém,
estamos prontos a servir-vos
pra que nos alembrem bem.
Vinde de novo, almas santas!
Estão abertas as fronteiras
pra turistas especiais,
que tenham boas maneiras.
Tão bem estiveram por cá…
Outros verões haverão!
Com uns euros bem poupados,
terão sol, vinho e bom pão.
Se, realmente,voltarem,
quiçá ‘inda cá estaremos...
Simpatia, encontrarão!
Sobreviventes… veremos!
Sinto um aperto no beco
onde morei toda a vida.
Lá fui grito, não fez eco,
preparei-me prà partida.
Mil sonhos, mil esperanças
se tornaram pesadelos.
Foram pesadas heranças
deixadas por vis camelos.
Deixei meu País, sofrendo...
Rompi laços, à partida.
Ainda hoje não entendo,
por que mudou minha vida.
Na estrada que vou pisando
doem-me os pés. Não reclamo.
Caminho sempre sonhando,
voltar ao País que eu amo.
Outrora, houve um tempo muito longo
em que era fácil saber o que fazer
perante inesperadas situações.
Cada uma que surgia, íamos pondo
em lista que se impunha resolver
- antes que causasse depressões.
Nada desse tempo resta agora…
e nada do que vem, pode esperar.
Vivemos amarrados na incerteza.
Milhares de seres partiram, muito embora
a Ciência não pare de inventar...
Carece de respostas com sageza!
Nós fomos apanhados por vil surto
de um vírus em contínua mutação,
cuja vacina nem sempre é eficaz.
Lutamos contra um tempo muito curto.
Urge esclarecer muita questão
num mundo onde há de tudo, menos Paz.
Semeei de asas partidas, batidas por fortes ventos... mas não quebrei, nem torci! Vivo o tempo que escolhi. Na alma jazem, perdidas, esperanças, não sentimentos. Recolhi-me em solidões. Sentia-me surda e muda. Reguei campos que secaram e almas que nunca amaram. Quem não vive de ilusões não há nada que as iluda.
Data da criação deste conteúdo: 2018-07-12 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sigo em busca dum encontro entre o meu ego e eu mesma. Por medo de um desencontro, ora corro como a lebre ora travo, e viro lesma. Não quero que a força quebre, ou que o tempo me consuma. Nas peças da minha vida não consigo ver alguma que me defina, em concreto, um valor absoluto. Desesperada me ofendo de modo um tanto indiscreto, sempre que me precipito. Hoje páro, amanhã luto contra este medo tremendo daquela que agora sou... Mas será que serei eu quem me procura, Deus meu? Algo em mim se complicou e me matou, certamente. Perdi determinação, e sempre que a minha mente se intromete fortemente, em coisas do coração... aí... fraquejo, assustada, por nunca poder prever qual a minha reacção. Neste meu desconhecer a outra que existe em mim... me perco, me precipito. Recuso viver assim! Me sinto inconformada e em constante conflito! Estou só e desencontrada…
Data da criação deste conteúdo: 2014-07-14 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Não quero saber em que País está a razão! A guerra nunca foi justa, nem foi solução. Não quero saber quem ateou as acendalhas, porque acredito tenham sido vis canalhas. Não quero saber a verdade do que nos contam. Habituei-me às mil mentiras que se montam. Será que essa gentalha pensa na criança quando projecta a guerra na sua liderança? Quero saber quem irá pagar aqui na terra o ressuscitar dos mil despojos duma guerra. E quereria saber ainda, bem no meu fundo, quando se instalará a Paz aqui no mundo!
Data da criação deste conteúdo: 2022-03-11 Imagema: Dmitri Ganin
Urge que eu respeite a minha realidade
ou deverei começar, suavemente,
a dar mais atenção à indiscutível verdade
da não resistência aos grandes danos
que o tempo inflige em cada sana mente?
Sei que não sou imune ao avançar dos anos...
Deverei procurar serenar a minha agitação,
que me tem escrava do que falta acabar,
ou deverei moderar a minha tentação
deste meu fazer de conta, rumar a norte,
esquecendo que a sul, depressa ou devagar,
caminha, em minha direcção, a morte?
Por aqueles que sempre, fielmente, amei,
eu quero continuar a viver, a amar,
desprezando a tua chegada, que sempre ignorei!
A confiança que, de ninguém, mereces,
ofereço-a à Vida, que sabe criar e recriar!
Maldita sejas tu, que não desapareces!!!
O dia estava fresco, acinzentado.
A pobre da gaivota esvoaçava
em busca de alguns restos de pescado.
E enquanto sobrevoava... grasnava...
À ninhada, acabada de nascer,
não importava saber por que gritava.
Prosseguia, pipilrando por comer...
e a fome, entretanto, não passava.
Cansada de os ouvir, a gaivotinha,
solta um forte grasnar, tão estridente,
que acabou dorida numa asinha
e não pode voar mais. Ficou doente.
Arrastando-se, e bem contrariado,
surge o gaivoto, pai da pequenada.
Enfrenta a situação, desajeitado,
e decide, resoluto, fazer... nada!
Alguém da vizinhança, vendo a cena,
decidiu ir socorrer os pequenotes,
oferecendo à mãe, que lhe fez pena,
pescado muito fresquinho... aos magotes!
O gaivoto nunca mais apareceu,
não sei se por enorme humilhação.
Isto foi o que vi dum sítio meu,
com realismo em alta dimensão.
2023-04-14
Imagens: Olga Lioncat e Théo Lê
Montagem: Maria Letra