Ervas daninhas habitam no canteiro do jardim que em minha alma floresceu. Todas as flores se agitam... mas uma, cor de carmim, está linda! Recrudesceu... Ela é Amor num deserto. Não quero vê-la secar, precipitando o seu fim, porque, sempre que desperto, põe-me no peito um colar feito de afectos por mim.
Hoje passará a ontem, quando a meia-noite vem, e passa a ser anteontem, numa outra a vir também. Todos eles viram passado, dia após dia, por certo, deixando sempre ignorado um amanhã muito incerto. O Presente é uma porta desse amanhã que me atrai, pois o futuro é que importa, quando o passado se vai. Contudo, nessa magia que o Amanhã dizem ter, há um mistério que adia o nosso querer saber. A Natureza, perfeita, o amanhã quis esconder, para que a Vida, essa eleita, não saiba quando irá morrer.
Ser Mulher está para além do género a que pertence. Ela é Força, Coragem, Mérito, Excelência. Não aceita ser refém de quem a julga diferente. Repudia vassalagem a quem lhe exerce violência. Aguenta os seus defeitos porque os considera efémeros. Tem deveres e tem direitos comuns a todos os géneros. Quem não está neste padrão chama-se Mulher Excepção.
Foram anos e anos de grande trovoada.
Não havia sossego no meu lindo país,
nem uma forma de alguém sentir-se feliz.
Minha mão tremendo, estava cheia de nada,
afagando a alma de quem queria mais,
mas faltava paz e liberdade de acção,
para que as crianças... nessa vil condição,
recebessem conforto e bem estar reais.
..........
Foram anos e anos de vidas sem sentido.
Os sonhos morreram... mas ficou a ilusão
de que tudo mudaria. E porque não
se a trovoada tinha desaparecido?
Mas outras tempestades, ainda mais pesadas,
fizeram-se ecoar, dia e noite adentro...
O factor idade era, agora, o epicentro
da minha memória, onde estão bem gravadas
velhas recordações que me mantêm cativa.
Oh meu perseguidor e cruel mês de Setembro...
Tu voltaste à carga! Sim, porque bem me lembro
de cada um dos teus anos, enquanto for viva.
Cativa serei, mas não me sentirei vencida.
Seguirei lutando. SIM... PORQUE EU AMO A VIDA!
Diz um ditado, já velho, que os olhos serão o espelho da alma do ser humano. Como tal, não por engano, transporta para o que cria uma especial magia em sentimentos, em imagens, indicadores de mensagens cuja interpretação depende da formação e do grau de sensibilidade de quem as lê, na verdade. O emissor as envia, o receptor as aprecia. Passa-se isso com as telas e, quando pincela nelas, o artista se revela. O quadro é aquilo que expela, em emoções. É o seu emissário, levando-nos a um universo onde o pintor resta, imerso. Por vezes, quem observa, fá-lo sem qualquer reserva de espaço para sentir o que o quadro reflectir. Tal depende do valor que terá o seu autor.
Um jogo vergonhoso de interesses
impera... destruindo este País
onde a população... está infeliz.
Oh infortúnio! Poucas são as vezes
em que a justiça faz pronta questão
de antecipar devida punição!
Fala-se de culpas e condenações,
mas a espera... enfim! É muito longa!
Entretanto, se alonga... se prolonga...
Quando chegam, finalmente, conclusões...
os culpados ter-se-ão bem prevenido,
e terão um bom futuro! Garantido!
Maldita seja a grande perversidade
que impera neste mundo desumano
onde os bons... só existem por engano!
Impera a vilânia e a dupla crueldade.
Salvemos as crianças desta loucura!
Isto não é viver! Isto é tortura!
Os anos vão avançando
e eu vou-me transformando…
Sinto-me muito carente
da força que hoje não tenho.
É um não sei quê… Algo estranho...
pois não sou quem era outrora!
Diluiu-se a inspiração.
A que tenho pouco presta...
Estou entre o caos e a acção!
É tão pobre o que me resta
do muito que já perdi,
que não ato... nem desato.
De tudo quero isolar-me.
Dizem que sou poetisa,
mas tal não se concretiza,
quando procuro escrever.
Não sou real, nem concreta,
no que escrevo... e no que digo.
Eu provo... mas não consigo.
As rimas que vou criando
se baralham, me exasperam,
se confundem, ou se fundem
se atropelam, se retraem.
São pobres letras dançando
nos versos que a mente traem.
Escondem-se dentro da rede
dum todo de fantasia
onde o que há é só sede
daquilo que tive um dia.
Os versos que agora faço,
geram-me um grande embaraço,
que não me deixa viver.
O pouco de que era abastada,
já perdi. Só resta... nada!
Minha alma quer renovar-se,
alongar-se, adaptar-se
a este barco sem remos.
Se consome neste estado
de intranquila disputa
travada comigo mesma.
É uma luta incomum,
e enquanto a coragem rasgo...
com a inspiração me engasgo,
por rimas sem jeito algum...
Em suma, compilo versos
muito meus, muito simplórios,
focando temas diversos.
Contudo…. são recorrentes
longas crises de jejum,
sem um poema escrever.
Recuso-me versejar!
Já não consigo criar!
Não sei há quantos anos eu te amo,
nem sei quantos mais anos te amarei.
Só sei quantos serão os que reclamo,
por não poder mais ver-te. Esses... sei!
O que sinto por ti teve um começo,
mas nunca, nunca mais terá um fim.
Viajaste com bilhete sem regresso,
e ao partires, Amor, fiquei sem mim.
Anseio, loucamente, ver-te um dia,
para abraçar, feliz, a tua alma
serena… na sua paz... na sua calma.
Eras sempre tranquilo, quando te via.
Daí, na minha dor, ter superado
todo e qualquer problema, no passado.
Revolta-se um mar de nada que atraia. Com algas eu banho um passado que dói. Olho as crianças agitadas na praia, e lamento o tempo que tudo corrói...
Aguardo outro ano... Sei que o terei! Mas... ano, após ano, viva permanece a recordaçãp que em mim conservei dos tempos de jovem que a mente não esquece.
E vibro sonhando, teimosa, insistindo no quanto ainda aspiro poder terminar coisas que, no tempo, ousei projectar.
De Amor e de Sonhos vou chorando e rindo porque creio na alma que carrego em mim! Sou feita de esperança. Serei sempre assim.
Mesmo com a idade avançando, não me cansarei, jamais, de ir procurando o que tanta falta me faz: puros valores vitais, e tanta, tanta paz.
Busco novos objectivos, entre os quais ressalta o de como justificar esta minha sede de amar, de satisfazer a alma, de conseguir reparar aquilo que mina e que me traz o tédio causado pela rotina.
Amarei, entretanto, todos os que, como eu, acreditam na vida… mas não na do presente, profundamente agredida por tanta loucura, para a qual não vejo cura.
Como podem certos homens convencerem jovens a lutar por uma fé em que a maioria não crê?
Não importa como ou até quando, mas continuarei procurando bons e novos objectivos que tornem os fracos activos na recuperação do amor e de um mundo melhor.
Gostaria de saber se o saber que eu hoje tenho é um Saber de Verdade. Sinto nele muita mentira que não tem a perna curta... Mantém-se para que surta o efeito desejado? Tem um prazo calculado? Mentira, não tem idade. Não sabemos quando expira seu prazo de validade, portanto, o meu saber nunca me irá convencer. Ainda jovem, sentia que muito do que aprendia me deixava duvidosa... Certa matéria estudada foi verdade comprovada, ou peca por mentirosa?
De bocas abertas, a anunciar descobertas sensacionais, está o mundo farto; portanto, reparto-me — por razões especiais — entre acreditar e não me entusiasmar. Seja o que Deus quiser! Enquanto puder, recorro à Mãe Natureza — por uma questão natural — e estarei mais bem do que mal! E podem ter a certeza de que faço realmente isto: quando da cura receio, não arrisco! Ziguezagueio. E nunca me arrependi dos ziguezagues que fiz. Depois... eu nunca entendi tudo aquilo que se diz sobre ‘o mais aconselhável’. Porém, quando estiver mesmo mal, duma forma inquestionável, em que perca a paciência, viro brava e radical: entrego o corpo à ciência, decidida e resoluta, e aceito o que vier! De certeza absoluta!
Tipologia: Embrião, quer seja esperado, ou não. Sua condição: Gerado. Tem Vida, não tem Passado. Posto na fila de “Espera”, espera... mas não desespera! Espera alimento e conforto, senão, pode nascer torto. Na sua espera, assaz calma, não tem conflitos de alma.
Nove meses, como ser, dão-lhe a honra de nascer. Um certo aperto no espaço, fá-lo sair do embaraço. Natus Sum! Aqui começa uma reacção expressa de várias formas. A espera, - que antes de ser, já o era no ventre de sua Mãe - grita, mas não ouve... Amén!
E continua esperando sem dela ter o comando... porque “Veni, Vedi, Vici” nem sempre funciona aqui. É que a espera, essa raínha, é lenta quando caminha. Esperar... palavra assaz dura, vira doença sem cura, se quem de esperar se cansa e o que quer... não alcança!
Estado normal: Esperar! Entretanto... vimos passar o tempo que nos foi dado pra viver cá deste lado. Não sei se lá, no Além, iremos esperar também. Esperámos para nascer. Esperamos melhor viver. Esperamos tudo, afinal. Maldita praga geral!
Data da criação deste conteúdo: 2016-01-28 Imagem: David Bartus
Se o lôbrego cenário em que te fechas,
recrudesce e amodorra a tua vida,
não quero mais ouvir as tuas queixas,
fundadas na tua mente empedernida.
Cada vez que, rangendo ao meu ouvido,
me vens falar da tua fé e crença,
afadigas o meu ser que, consumido,
acredita que em ti... é já doença.
Aurindo uma doutrina em que não creio,
coleias, devagar, e adivinho
não perceberes que eu, não serpenteio…
Se aquilo em que acredito, tu não crês,
prefiro mudar meu rumo, meu caminho,
ao remansar da tua insensatez.
Quem anda à chuva... acontece ter aquilo que merece! Tive seis filhos... que quis! Só por isso, já sou feliz. Netos, são catorze aqueles que tenho, cada qual do seu tamanho. Os que estão longe, ouço às vezes, mas alguns não ouço há meses! Depende das suas razões e das minhas limitações. Resumindo: lá gente... eu tenho! Até aqui, nada é estranho. Amo todos de igual maneira, vê-los é que é uma canseira! Alguns estão sempre ocupados com namoradas ou namorados. E se não estão... lá terão qualquer boa distracção. Bué de jogos, discoteca, internet... Mas que seca! E quem sofre? Sempre a avó, que não gosta de estar só. Raramente lhes dou prendas. Tenho despesas tremendas! É curto o meu rendimento. Se o gasto não me alimento. Dei muita gentinha ao mundo, e se não poupo, me afundo. Nem o Natal me comove. Catorze e seis... dezanove!!!
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A areia da tua praia guarda segredos bem fundo que nunca revelará aos curiosos do mundo. Tem sido fiel cobaia de mil ditos e enredos. Sem contramarcha, tu teimas em enfiá-los na tua abusada lida. Na tua vida não há, nem haverá, o sossego que desejas, enquanto nela faltar “Inversão de Marcha”, ou “Saída”…
A direcção que alguns seres seguem na esperança de, um dia, pôr fim ao que de mau tem o mundo, está cravejada de estradas, precipícios, contra-curvas, cheias d’almas atrofiadas de formação bem ruim. Corruptos, parasitas, têm bem no fundo uma só ambição: poder dominar, para roubar meu irmão!
São gente a quem vil cegueira, quiçá das piores que haverá. Só conhecem seus direitos. Esses seres vis e egoístas desconhecem a miséria. É malta zero altruista. É gentalha muito má! E… os que padecem, estão contrafeitos, cansados, sem fé, sem esperança, porque esperar já lhes cansa. Ah… pois é!
Estranho costume o daqueles
que fazem do “meu”, “seu”, também.
Sem respeito e sem pudor,
vão aumentando o que é “deles”,
da forma que lhes convém.
Para esses, sem excepções,
esta é a vida melhor
e, nesta luta por bens,
a ambição dos ladrões,
vai de mal a bem pior...
Há vários tipos de rapina,
que o rapinador consome:
por cleptomania,
porque se tornou sovina,
ou por estar cheio de fome.
Por doença, há que curá-la
com um método eficaz;
por ganância, há que perdê-la;
pela fome, há que matá-la,
senão... não se vive em Paz.
À mistura com rapina,
há mil formas de conduta
perturbando muita gente,
que se exalta e se amofina,
fazendo-a manter em luta
pois nesta guerra, infernal,
há que pegar-lhe pela ponta,
começando pelo imbecil
que, indiferente à moral,
alimenta o “faz de conta”.
Com discursos de fachada,
sem nada a ver com o que sentem,
deixam muitos convencidos
que a razão, arquitectada,
está do lado dos que mentem.
Mas há outros, aos milhões,
que querem fazer um cerco
a esta corja de ladrões,
que cresce dia, após dia.
São uma forma de esterco!
Confusas estão, nas colmeias,
a rainha e as obreiras.
É grande a azáfama ali.
Impõe-se entrega total.
A Vida, de mortes cheia,
arrasta enormes fileiras
de abelhas que olham por si
duma forma excepcional!
Reina confusão no espaço.
Obreiras choram ausentes,
mas partiram... Já não estão.
O Sol espreita... e vai embora.
Lá dentro impera o cansaço.
Todas querem estar presentes,
apesar da aflição.
Abelha Mestra... não chora!
Alto! Não estamos em tempos de cantar grandes vitórias, nem de apregoar glórias. Há que estarmos bem atentos! O País “está de gatas”, porque está pobre de muito! Caíu, débil, num circuito com regras nada sensatas.
De muito o País está pobre, mas não está pobre de tudo. Somos ricos, sobretudo, de gente bastante nobre, com coragem a valer! Lutaremos pela paz duma maneira eficaz: Nunca vergar… nem torcer!
Portugal caiu num caos, por causa de certos trutas. Por dinheiro... geram lutas. Para além de serem maus... de ricos fazem figura, enquanto outros, que tristeza... para terem pão na mesa, que vida enfrentam! Que dura!
Esqueçamos partidarismos. Somos todos seres humanos que já estão fartos de enganos, de mentira e de conformismo. Estamos cheios de discursos de “gente de mente aberta”. Cada dia, há um alerta. que nos põe todos piurços.
Há que arregaçar as mangas? Comecemos pelos vilões, vigaristas, aldrabões, que nos deram tantas tangas. O povo deste País afundou-se na amargura … duma pobreza bem dura, que nunca, por certo, quis.
Há coisas que não percebo! Tivemos alguns famosos, perfumados e charmosos que nos levaram ao cebo. Agora, para livrar-nos dum caos tendente a aumentar outros tais querem "salvar-nos" para mais pobres ficarmos.
Quanto a mim, compatriotas, era cá muito entre nós, - só nós... e muito nós sós - (mesmo que a comer bolotas), que a solução para a crise devia ser encontrada e muito bem aplicada, antes que mais agudize.
Reparem bem: nas ajudas que nos querem facultar, há exigências no ar que mais parecem de Judas. Ainda vamos assistir a cenas de revoltar, com os ricos a aumentar e os pobres a sucumbir.
Não nos deixemos levar por promessas ardilosas, dessas cabeças famosas, peritas em calcular. A moral que neles vigora, dá para a fome aumentar nos milhões a "patinar", num mundo que os ignora.
Portugueses, meus irmãos, (excluindo os trafulhas, vigaristas, maus e pulhas): Apertem todos as mãos e vamos mostrar ao mundo o nosso exemplo de luta, antes que essa malta... astuta, nos leve a um poço sem fundo.
Cerca de cinquenta anos
tivemos a ditadura,
instalada em Portugal.
Sou testemunha dos danos
causados pela tortura
a muita gente, em geral.
A revolução de Abril
libertou-nos, finalmente,
dum governo à força imposto,
mas, gentinha assaz servil,
continua, secretamente,
atraiçoando por gosto.
Bailando na corda bamba,
bufando e manipulando...
vão, ricamente, vivendo,
enquanto outros, de tanga,
...de tristeza vão chorando,
de pobreza vão morrendo...
Desperta fico sonhando nesse lindo tempo, quando, inocente e especial, eu cria no Pai Natal. Que saudade desse tempo! Mas um triste contratempo acabou por ocorrer, e fez o sonho morrer. O adulto, nesta cena, é sempre quem contracena com a inocência pura. E pode ser a altura duma porta entreaberta conduzir à descoberta de que o papá real também é Papá Natal. E vem a desilusão — a primeira, até então… Surge a desconfiança no coração da criança, e aquilo que conduz a ter de repor a luz que o sonho lhe traz à vida. Bem cedo vira mentira o que a criança admira.
Entre pedras de um caminho, nasceu esta linda flor. Eu não sei se por amor ou por respeito e carinho, quem vai passando por lá não ousa sequer tocar-lhe, talvez para não roubar-lhe a vida que nela há.
Oh! Quem me dera ser cuidada como essa flor de rua, ser companheira da lua e do sol ser namorada! Mas o tempo da existência é efémero, sem prazo. A morte é fruto do acaso ou tem tempo de vigência?
Sou como um rio em busca de um destino, ou será ânsia de encontrar acolhimento? Perante os obstáculos, me obstino e sigo em frente, sem constrangimento.
Amo a aventura! Gera em mim audácia. Não temo o imprevisível Universo. Face ao perigo, activo a perspicácia e jogo contra tudo o que é perverso.
Não sei se alcançarei o que procuro, Nem saberei, ao certo, o que é que quero, mas vivo um bom momento, assaz sincero.
Viajo entre montanhas, com ar puro, mas sei que a minha água irá secar. O que sempre durou… tende a acabar.
Data da criação deste conteúdo: 2025-10-04 Imagem de Zé e Zeza
… e que ninguém se convença que esta podridão não vença. Habilmente protegida por gente para quem a vida dos outros, nada lhes diz, não chegamos à raiz... Essa, está forte e segura, a avaliar pela procura de muita gente de nome que nunca passará fome - enquanto o dinheiro dura. Haja drogas com fartura e traficantes da mesma! Seu fim, tem passo de lesma. Enquanto muitos vão “dentro”, muitos outros, os do centro desta maralha de gente muito rica e indecente, vivem da morte. Que importa? Entraram por uma porta que parece sempre aberta, apesar de tanto alerta! Drogas leves ou pesadas, fumadas ou snifadas por muita, mesmo muita gente com a mente já doente... estão condenados à morte, se não fizerem um corte no consumo que os destrói. Até dói vê-los sofrer! Oh se dói! Enquanto isso, os traficantes, por seus actos revoltantes, deixam num caos bem profundo, famílias de todo o mundo
Data da criação do conteúdo: 2016-06-10 Imagem: Kindel Media
Questiona-se o futuro que daremos
a cada jovem, no auge da ambição.
Nós, adultos, perante o que hoje vemos,
sentimos o nosso esforço ser em vão.
Não se vislumbram sinais fortes e reais,
de gente vocacionada prà mudança,
quando os governos não vêem que há chacais,
que conduzem o país à insegurança.
É todo o jovem, esperançado e crente,
que dos adultos espera a solução
...mas não conseguem remar contra a corrente!
Deixemos que sorriam os que acreditam
numa réstia de luz na escuridão.
Os velhos...já não se envolvem, só meditam!
O tempo gasta-se,
tal como a nossa paciência,
mas é um segredo do tempo
a grande conveniência
de saber esperar.
O tempo aflige,
tal como o sofrer duma criança,
mas é um segredo do tempo
pesar, numa balança,
o possível e o desejável.
Dar tempo ao tempo
pode ser o mais aconselhável.
O tempo corre veloz,
mas é um segredo do tempo
podermos dar corpo à voz
de todos nós, pelos que sofrem.
O tempo é professor.
Deixemos que ele nos dê
mais lições onde o amor
seja a palavra de ordem,
para que o mundo não acabe
numa grande desordem.
O tempo não é nosso,
foi-nos cedido
por um ano, um mês, um dia...
Ele não deve ser perdido.
O tempo passa por nós
e deixa marca...
quer sejas um plebeu
ou um monarca.
Saibamos amá-lo
com sabedoria,
para não corremos o risco
de não termos mais tempo
para apreciá-lo.
Data da criação deste conteúdo:
2010-10-25
Imagem: Montagem de Maria Letra
Gostaria que este poema tivesse asas
para poder voar pelo Universo,
pincelando de cores todas as casas
e emanando amor de cada verso.
Gostaria que cada ser reflectisse
nos seus erros, cometidos no passado,
e que, com a melhor fé, se permitisse
ser de muito sofrimento liberado.
Gostaria que cada pessoa fosse luz
no bom renascer dum mundo com valores.
Ódio é um factor que nos conduz
ao deflagrar de guerras, com seus horrores.
Gostaria que o renascer fosse na base,
no seio das famílias mal formadas,
atendidas com amor, em cada fase,
e todas, condignamente, respeitadas.
Gostaria que cada governo fosse forte,
fiel à sua causa, muito activo,
e nunca se desviasse do seu norte,
projectado num sentido construtivo.
Saudade é um mal que se sente,
Saudade é uma dor ingrata.
É uma ausência presente,
É uma presença que mata.
Saudade de quem partiu,
de quem não está, que não volta.
Saudade é ferida que abriu,
é um mal-estar que revolta.
É negra a cor da saudade,
negra sem réstia de luz.
Sem pena, sem piedade,
põe-nos ao peito uma cruz.
A Saudade não se cura,
enquanto presença for.
A minha saudade é dura,
há muitos anos, amor.
Segundo apelo, sete anos depois de "Gentalha Pra Batalha"
Deixem-me gritar esta revolta que sinto em mim, por tanto mal à solta! Deixem-me com outros, em uníssono, perguntar a Deus, a Esse Altíssimo, que dizem reger tudo, lá do alto: - Quando terminará o sobressalto provocado por fortes sons, estridentes, de tantas armas que matam inocentes? Por que pagarão eles, pelos adultos seguidores de vis princípios bem ocultos? Deponham as armas! Que cesse a guerra destruidora de tudo o que há na Terra! Não deixem que paguem as crianças pelos crimes cometidos por alianças feitas entre adultos muito maus, que espalham ódio e geram tanto caos. Enquanto há gente orando na igreja, há outra gente no mundo, que pragueja! Deixem-me despertar adormecidos, cegos, imbecis e embrutecidos pelas luzes estonteantes da ribalta - onde circula tanta gente falsa… Não optem pelo recurso à guerra. Somos todos irmãos aqui na Terra!
Como cidadã do mundo
- eu não durmo! - sigo vendo
um ódio enorme, profundo,
na esfera em que estou vivendo.
Gente em fuga, apavorada,
deixa seus lares para trás
e busca, desesperada,
ir ao encontro de paz!
Mas nessa fuga, o mistério
de um milagre... não se vê.
O mar passa a cemitério,
nunca se sabe porquê.
Morrem sem ver outros mundos,
acabando sua história assim...
São vítimas de seres imundos
que geram guerras sem fim.
Encontro os substantivos
que possam designá-los,
mas faltam-me adjectivos
que possam classificá-los.
Onde se encontra esse Deus
a quem biliões de crentes
pedem milagres? E os réus?
Irão prosseguir doentes
ou dar-lhes-á penitência
que os façam sentir dor,
pena ou condescendência
de gerar cenas de horror?
Já não sei se estou vivendo
ou se, de pena, morrendo.
Entrou pelo mar adentro a rede dos pescadores, em busca de peixe fresco. O mar deu o que queriam, sem querer saber pra quê. No regresso, triunfante, esperava-os um maranhal de gente muito ansiosa, curiosa e coisa e tal. Com lenços brancos de neve o mar acenou, contente, ao povo, em grupo, na costa, esperando ansiosamente.
- Até à volta! Até breve! Não teve qualquer resposta.
Mercadores e usurários, esperavam no areal. Afastaram as pessoas, naquele momento crucial, para evitar muitas baixas no conteúdo geral das redes com pescaria. Santo Deus! Virgem Maria! O cenário se adensava, atacado por gaivotas que buscavam as marmotas e o resto do cardume. Palavra de ordem: - Matar!
Meu mar… foste caminho na minha vida. Levaste-me onde o amor foi ilusão. Na areia que pisei, em dor sentida, apagaste minhas marcas... mas eu, não! Contudo, meu mar, em ti eu brindo à vida que me escapa, dia a dia, levando no seu vento suave, lento, o que num cruel passado, foi magia.
Quero semear amor em áridos campos frios, e enregelados rios. Ali, nem o sol aquece, nem algo acontece. São terras de desamor, onde seres desventurados são picados por espinhos de tortuosos caminhos. Muitos morrem castigados... São vítimas! Não são culpados!
Olhai a chuva que cai durante uma tempestade. Olhai os lírios dos campos, cercados de pirilampos. Desfrutai da luz do sol, enquanto canta o rouxinol. São frutos da linda Natureza, em toda a sua beleza.
Escutai o som dos trovões, ou o ruído dos canhões, factos deste nosso mundo, tão fecundo pela coexistência brutal entre o bem e tanto mal. Somos todos viajantes temporários nestes cenários.
Meros humanos, vítimas de muitos enganos, alguns, vultos disfarçados, como que ocultos por um véu de incastidade, sem pureza e sem verdade, - quiçá traídos pela ignorância durante a sua infância.
Façamos um cerco à vida, quando desprovida de justiça perante o crime que nos oprime. Abracemos o belo e tudo o que existe em paralelo com a prática do bem – eis o que ao Universo convém!
É tão pequenino o espaço onde o velhinho se move tão tristemente... e tão só... que chega a fazer-me dó. Deixa de ser peregrino na Terra, comum a todos, passando a ficar sujeito ao espaço a que tem direito. Ainda que vivo... está morto! Mas que direito tão torto!
Recordo quando os dois, um belo dia,
sentados junto a um rio, que não tem fundo,
me prometeste amor que nos daria
para viajarmos juntos, pelo mundo.
Recordo, uma a uma, cada jura
proferida com palavras bem expressas.
A tua convicção era a mais pura,
mas eu não acreditava nas promessas.
Os anos foram correndo, lentamente.
A vida separou-nos, mesmo amando.
Víamo-nos, apenas, de quando em quando.
Recordo o velho rio, que não tem fundo...
Dissolve palavras ditas em promessas...
mesmo que com muito amor sejam expressas.
As palavras que escrevo me retratam;
As palavras que digo me consomem;
As palavras em que penso, me comovem;
As palavras que não escrevo, me magoam;
As palavras que não digo, não me exaltam;
As palavras que não penso, não me faltam;
São todas dum passado a que pertenço;
São todas dum passado sem herói;
São todas dum passado que me dói:
São retalhos duma vida sem quimera;
São retalhos de alegrias e de prantos;
São retalhos dum passado igual a tantos;
Amor é uma luz cheia de vida,
que surge quando menos esperamos.
É uma chama calma, reflectida
no mais pequeno gesto que façamos.
Amor, algo que nasce e fica em nós.
É uma força calma, linda, dedicada…
que não reclama, não fala, mas tem voz.
Usa os corações como morada.
Por ele se faz passar sua irmã gémea
a quem foi dado o nome de Paixão.
Actua sem piedade, sem ter rédea;
espalha dor, não sabe o que é perdão.
O Amor vive num tempo sem limite,
mesmo que magoado, e em ferida.
Ele é o centro dum mundo cego e tonto,
mas é a melhor essência desta Vida.