Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
Pai, quando, muito jovem, eu não tinha a percepção do que me esperava no espaço em que, tímido, manifestava grande sensibilidade e sede de amor. No tempo, percebi que a distância entre nós silenciava-me a voz, mas travava-me o rancor. Entre mim e ti um mundo obtuso nos separava. Tudo me parecia muito confuso. Buscava conhecer-me através de ti, Pai, mas tu eras impenetrável. Queria emancipar-me, mas sentia-me preso e inadaptável àquele espaço frio, entre nós. O tempo correu veloz, e nunca adquiriu a função de mestre. Continuou a silenciar-me a voz. Hoje não culpo a vida nem este espaço terrestre onde muita gente é oca e assaz presumida. Partiste dum universo que te comandava a vida. Entretanto, esperava que neste mundo adverso encontrasse o espaço que tanto ambicionei, para poder gritar... PAI… EU SEMPRE TE AMEI!
Data da criação deste conteúdo: 2020-12-27 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
IMPLORO AO PODER MÁXIMO QUE REGE A VIDA AQUI NA TERRA - A QUEM UNS CHAMAM DEUS, E OUTROS CHAMAM UNIVERSO - QUE SEJA FEITA JUSTIÇA E QUE ACABE COM A GUERRA!
Aprendemos que matar é contra as leis da Vida. Cada criança que morre, é uma Esperança traída. A Inocência pura, intrínseca a cada criança que é gerada, não deveria nunca ser desrespeitada. O mundo está carregado de seres demolidores da confiança no futuro, que se prevẽ tão inseguro. Abracemos todos, uma importante intervenção: Contrariar os defensores da guerra, como solução.
Data da criação deste conteúdo: 2023-10-18 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Estou vivendo neste mundo,
cada dia mais imundo,
com esperança e muita coragem.
Estou seguindo uma viagem.
Não sei bem de onde parti,
nem sei o que faço aqui.
Calmamente, vou tentando
nunca perder o comando
de mim e das ambições
que criei, sem condições.
Sigo amarrada a mim própria,
talvez duma forma imprópria,
mas é aquela que aguenta,
com tudo o que me atormenta.
Com Amor seguem, comigo,
quem de mim fez seu abrigo.
Amanhã, os que hoje estão,
quem sabe, já não estarão,
quando livres se sentirem.
Chorarei por eles partirem,
em busca dum seu Futuro,
menos preso, menos duro.
Farão o que fiz um dia,
quando buscava o que queria...
Libertei-me de uma amarra,
cheia de força, de garra,
e a muitas mais fiquei presa.
De nada tenho a certeza,
mas seguirei sempre em frente.
Muito há que me contente,
nesta ânsia de viver.
Eu sinto que irei vencer,
mas se não for, paciência!
Eu sou contra a desistência.
Que acelerem os meus passos
e que os meus braços se estendam.
Quero abraçar-te, amanhã.
Há que enfrentar os devassos,
se mais crianças morrerem
e a morte virar campeã.
Que se condenem traidores,
que a justiça protegeu.
Que se puna cada ser
de sistemas opressores.
Há nuvens negras no céu
e crimes a acontecer..
Vejo flores a murchar
e fontes que já secaram
porque o ódio... gera guerra.
Mal consigo caminhar...
Cansaram-me os que espalharam
a incúria aqui na Terra.
Talvez porque as minhas decisões são tomadas sem considerar que há um EU que eu devo respeitar em primeiro lugar, tenho caído algumas vezes no erro de, muito prontamente, achar por bem seguir o que um médico me aconselha ou o que uma necessidade pessoal, por qualquer outra razão, me impõe. Não é a primeira vez, portanto, que caio no ridículo de não cumprir o que, levianamente, comuniquei que faria. Mentira! Tudo mentira, porque há em mim impulsos que não consigo, efectivamente, travar. Refiro-me, por exemplo, ao que transmito, publicamente, como por exemplo, que passarei a ser mais comedida nos meus excessos de horas de trabalho… que não respeito!
a) Já teria idade, por exemplo, para não me meter em esquemas complicados como, por exemplo, trabalhar com o sistema operativo Linux, de que tanto gosto, mas que atrai o meu gosto pela boa organização dos conteúdos que fui criando ao longo dos anos, absorvendo o tempo que deveria usar para repousar, sobretudo à noite.
b) Já teria idade para interpretar apenas o papel de Avó Nhó Nhó, mas isso toca fundo no plano das emoções, plano esse que me está interdito pela minha natureza. Por essa razão, escrevo, pesquiso, ou crio, afim de manter-me numa plataforma muito particular, para que o meu coração se mantenha calmo… pois sofre de mau bater quando lhe tocam fundo.
a) O Web Master do meu site, é o meu filho Miguel Letra, que por vezes vai “aos arames” porque eu ouso penetrar em vias que me são interditas. E o que é que acontece? Há discussão acesa e acabamos por ficar de costas voltadas. Isso sim, faz-me mal, até porque eu preciso do seu apoio e, aí, achamos por bem recorrer a uma qualidade comum aos dois: em cinco minutos perdoamo-nos mutuamente.
Após esta explicação, que claramente não evidencia qualquer vontade, da minha parte, de seguir o que me é, superiormente, aconselhado, peço o favor de não confiarem em mim quando declaro, publicamente, que irei entrar numa fase de restrição de exageros, porque pode acabar por não ser verdade. Com esta idade já não irei mudar e, portanto, apelo à benevolente aceitação dos meus amigos, no que se refere
• à minha impulsividade, quando não penso, primeiramente, em mim, e não no que me dizem para não fazer. • à minha desobediência, quando não consigo travar o respeito que deveria ter pelo meu descanso.
Portanto, enquanto puder, continuarei a seguir a terapia de que mais gosto: escrever, criar, aprender, enfim... VIVER! Quem não estiver de acordo, que faça o favor de ignorar-me. Ficarei triste, mas continuarei a ser EU MESMA.
Data da criação deste conteúdo: 2023-10-16 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Não me assusta nada a Morte, mas a Vida, agora, sim! Ela avança sem saber o que bem fazer de mim. É dela que eu tenho medo. Sinto uma luta entre as duas quando, como hoje, me excedo e fico horas e horas a pensar no que inventar para não ser castigada por este meu “deixa andar”... Soluções? Não encontrei porque o caminho que sigo diz-me que olhe por mim, mas afinal... não consigo!
Escrevi este artigo há cerca de nove anos. Volto a ele agora e descubro, com amarga ironia, que o tempo passou… mas certos hábitos ficaram.
Deixei Coimbra, a minha terra natal, quando Salazar estava ainda no poder. Era muito nova, mas apercebia-me de que “o ar era pesado”. Isso não passava despercebido à minha sensibilidade. Em cada canto ouvia-se sussurrar contra o regime. Vivia-se mal. A fome andava escondida, porque, se alguém fosse apanhado a pedir na rua, corria o risco de ser preso/a.
Hoje, temos como que um vidro transparente e podemos ver, ou adivinhar, o que vai acontecendo — até certo ponto! — com maior ou menor facilidade. Sim, até certo ponto por duas razões: a) porque anda muita verdade mentirosa à solta… b) porque há muitas pessoas que escondem o que se passa no seu seio familiar. Têm vergonha.
Sabemos que, para uma parte da nossa sociedade, a favor e praticante das aparências, quem passa fome é como quem sofre de doença rara, contagiosa. É conveniente mantê-la afastada, ignorada até do seu círculo social. Quantas pessoas preferem o silêncio, ou eventualmente a morte, a dar a conhecer o que está a passar-se nos seus lares.
Homem honrado não deve ter dívidas, mas ladrão disfarçado de qualquer coisa — do que quer que seja — pode fazer o que quiser, desde que lhe consintam esconder-se do roubado. Há como que uma certa protecção oferecida a quem souber roubar bem. Embora saibamos que os alertas vão surgindo e as irregularidades se vão descobrindo, o ladrão de cartola continua muito bem protegido. Sofisticado, continua a operar em vários sectores, com considerável desfaçatez e coragem, até porque o julgamento dos actos descobertos arrasta processos lentos e de insuficiente justiça, e “os dito cujos” continuam a operar in modo “deixa andar”…
Haverá sempre um parágrafo na lei, um disfarce, uma camuflagem de acções, etc., de tal ordem possível que, mesmo descobertos e presos, o bom ladrão acaba por ser compensado. Ele sabe que, mais tarde ou mais cedo, vai ser libertado. Urge continuar a roubar ou terão de encontrar-lhe um tacho sedutor, trabalhando algures, noutro lugar de destaque — não importa onde —, como recompensa por ter sido preso, coitadito.
Não convém reduzir o número de actuantes deste calibre, até porque ele pode acabar por vir a tornar-se em mais um a sofrer da praga que só é permitida aos roubados: passar fome. Isso não pode acontecer — seria mais uma despesa para o Estado. E essa, curiosamente, é das poucas contas que parecem preocupar quem manda.
Data da criação desta publicação: 2014-05-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Há uma notória revolução generalizada nos neurónios da humanidade. Estamos em presença de regressos cíclicos de crimes inconcebíveis, cometidos no passado, ou trata-se de programas demoníacos em actividade no presente?
Hoje vou aqui escrever
sobre uma preocupação,
que está na minha cabeça:
quero passar a comer
aquilo que me apeteça!
Vem um diz, dum alimento,
que é muito bom prà saúde,
mas passado um tempo, alguém,
diz-nos, com conhecimento,
que afinal, não nos faz bem!
Estou farta desta incerteza,
do que era e já não é,
do que é, que antes não era.
Desisto, na incerteza.
Tudo isto me exaspera.
Passarei a respeitar
a vontade que sentir
disto, ou daquilo, comer.
Afinal, se bem pensar,
todos temos que morrer.
Se bem que... melhor pensando...
se me dá uma camoeca,
e dou aos outros trabalho,
poderei ficar penando
e, por isso, me baralho.
Pode tornar-se um sarilho!
Passo a vida a confrontar-me
com coisas incompatíveis,
em tabelas que hoje empilho,
porque sei serem falíveis.
Se houver alguém que me diga,
com segurança credível,
o que faz bem à saúde,
sem me vir com a cantiga
que depende da atitude
perante cada alimento...
eu mando-a dar uma curva.
Comigo, não funciona.
Continuo sempre magra
por muita coisa que coma.
Queria ser perfeita. Não consigo.
Sou reflexo de dor, por um castigo
vindo não sei de quem. Quiçá do Além
que desconheço, que teve - ou ainda tem -
algum ressentimento contra mim.
Será por isso que me mantém assim.
Escondo sentimentos que este mundo
não iria compreender mas que, no fundo,
controlo como posso ou como sei.
São fruto do rumo que tomei
e do qual hoje me sinto assaz culpada.
Porém, de malvadez, não teve nada.
Na vida amei - eu sei...- amei demais!
Não tenho, a definir-me, muito mais...
A palavra... já não basta! A oração... não resulta! Tanta coisa que contrasta... Tanta coisa sinto oculta... Intenções de vária ordem, ligadas à vil ganância, colocaram em desordem, Amor, Paz e Tolerância.
Data da criação deste conteúdo: 2014-08-05 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Os sonhos morrem de velhos, um a um.
Não se ouve o voo dos pássaros coloridos
que aqueciam a alma e semeavam vida.
Neste lúgubre mundo já não há nenhum.
Nunca mais se viram. Estão desaparecidos.
São silêncio, dor e esperança traída.
No passado foram montes de paródia.
Tão pequeninos! Eram aves sedentas de Amor
que quem ama não nega. Estimula!
E o chilrear recrudescia, virava rapsódia
à Lagardère. Sem sentido… mas com tanto valor!
Sabia a felicidade que o tempo mata, anula.
Ele, que desgasta, gera alterações
na essência das coisas que brilhavam em nós
… e deixam-nos restos do que não esquecemos.
Acumulam-se, então, invernos, verões,
primaveras, outonos, que geram avós…
ficando a memória do que já não temos.
Há folhas velhas pelo chão.
Estão secas. Perderam cor.
As que ainda ali não estão
sofrem de perdas de Amor.
A poda... já se avizinha.
Novas vidas surgirão
trazendo em cada folhinha
cores da velha geração.
É assim que o tempo faz.
Cada ciclo é uma mudança
que a Natureza nos lança.
Os velhos ficam pra trás.
Vão morrendo em prestações
que a morte cobra... em fracções!
Vou abrir uma porta nova,
Onde a Vida nunca esteve.
Urge que o Sol possa entrar.
Adiei anos e anos,
Belos projetos que tinha,
Reservados para um dia…
Indiferente a que o tempo,
Rival da Vida, corria.
Uni-me à força que tinha,
Marcada por muitos sonhos
Aos quais tinha renunciado.
Parti, então, na aventura,
O que até então não fiz,
Receosa de que o sonho,
Tombasse pela raiz,
Acabando em desventura.
Data da criação deste conteúdo:
2011-04-25
Poema acróstico
Os anos vão avançando
e eu vou-me transformando…
Sinto-me muito carente
da força que hoje não tenho.
É um não sei quê… Algo estranho...
pois não sou quem era outrora!
Diluiu-se a inspiração.
A que tenho pouco presta...
Estou entre o caos e a acção!
É tão pobre o que me resta
do muito que já perdi,
que não ato... nem desato.
De tudo quero isolar-me.
Dizem que sou poetisa,
mas tal não se concretiza,
quando procuro escrever.
Não sou real, nem concreta,
no que escrevo... e no que digo.
Eu provo... mas não consigo.
As rimas que vou criando
se baralham, me exasperam,
se confundem, ou se fundem
se atropelam, se retraem.
São pobres letras dançando
nos versos que a mente traem.
Escondem-se dentro da rede
dum todo de fantasia
onde o que há é só sede
daquilo que tive um dia.
Os versos que agora faço,
geram-me um grande embaraço,
que não me deixa viver.
O pouco de que era abastada,
já perdi. Só resta... nada!
Minha alma quer renovar-se,
alongar-se, adaptar-se
a este barco sem remos.
Se consome neste estado
de intranquila disputa
travada comigo mesma.
É uma luta incomum,
e enquanto a coragem rasgo...
com a inspiração me engasgo,
por rimas sem jeito algum...
Em suma, compilo versos
muito meus, muito simplórios,
focando temas diversos.
Contudo…. são recorrentes
longas crises de jejum,
sem um poema escrever.
Recuso-me versejar!
Já não consigo criar!
Queria ter força, fugir, mesmo sem saber de quê. Deixar o mundo, partir em busca dum tal “por quê” que nunca me dá descanso e não deixa de seguir-me. Quando me enervo, me amanso. Já não quero mais trair-me. Enroscada no meu “EU”, continuo a procurar-me, mas não me encontro Deus meu!
Que o Estado não tome uma posição contra o abuso da violência de títulos e de imagens a que V. Ex.ªs recorrem para vender a vossa revista, já sabemos. Continuarei, porém, a bater na mesma tecla: a da inconveniência de tal abuso, o qual, através de uma posição mediadora entre o Governo e os Directores da revista, talvez pudesse conduzir a um consenso sobre essa matéria. Ainda acredito, piamente, que haverá muitos Pais, Avós e até pessoas que não têm filhos nem netos, que defenderão a posição que, pessoalmente, desejaria fosse tomada. Já temos tanta violência na nossa sociedade... para quê exacerbar ainda mais essa realidade? Em prol de um aumento de audiências? Escolham outra táctica. Somos um País de gente com muita inspiração e, consequentemente, não será impossível criar uma outra forma de chamar a atenção do público.
Quero deixar aqui bem claro que esta minha posição não tem nada a ver com as pessoas que apreciam telenovelas. Tem, tão somente, a ver com o facto de defender que deveria ser proibida a publicação de certo tipo de imagens em espaços públicos, e que não deveríamos ser sujeitos a suportar tal publicidade só porque os seus defensores têm interesse — ou necessidade — de aumentar o número de audiências ou vendas, seja do que for. Com tal tipo de publicidade, em vez de tentarmos travar o já tão elevado número de mortes ou de violência doméstica, acabamos por contribuir para o seu aumento, nomeadamente entre os mais jovens.
Não me parece estarem os responsáveis desta revista, ou outros que promovem vendas através do uso de imagens deste tipo, interessados em ver interdito o uso daquilo que lhes convém para atingirem os objectivos que pretendem. Tudo continuará na mesma. Tentarei sempre fazer o que puder, dentro das minhas limitadas possibilidades, para usar a minha experiência como mãe de seis filhos e avó de treze netos, lançando alertas que possam ser úteis na prevenção daquilo que considero negativo para a sociedade portuguesa, já tão afectada por casos amplamente noticiados.
Tenho ainda em memória um dia em que estava na paragem de um autocarro, com os meus filhos, no Largo Soares dos Reis, no Porto, onde havia um quiosque, perto da PIDE. Foi no tempo do apregoado Socialismo em Liberdade — creio que um slogan da autoria do Dr. Mário Soares — em que muita coisa condenável passou a ser permitida. Pois eu tive de sair daquele local para que os meus filhos deixassem de olhar, curiosos, para revistas pouco recomendáveis a menores. Daí julgar de toda a pertinência a criação de leis que proíbam certos abusos.
Penso na deterioração do comportamento de certos jovens — e não só — dada a libertinagem que se espalhou pela sociedade em geral. Pessoalmente, gostaria de ver pôr termo à escalada de violência que se pratica em Portugal. Continuarei, portanto, a insistir na necessidade de travar o cada vez mais recorrente uso da violência como solução de conflitos de todo e qualquer tipo. Obviamente, o que se publica na capa da revista Tele Novelas não representa, só por si, a causa da violência. Mas seria bom actuar em tudo o que possa, eventualmente, contribuir para a incitação ao crime. Com base nesta defesa da não publicação das imagens que referi, escolhi uma capa da revista onde a violência não fosse tão chocante.
Data da Criação do original deste conteúdo: 2023-09-24 Data da actualização deste conteúdo, dois anos depois: 2025-10-20 Imagem da Revista Tele Novelas
Minha mente não está calma…
Sinto um grande desconforto
no seu todo - que é tão meu...
porque quem o gere, sou eu!
Quero encontrar a maneira
que – espero! - seja eficaz,
de acabar com a hipocrisia,
que gera ira… e azia.
Há uma certa caridade,
- em forma de ocupação -
que causa mal-estar profundo
em qualquer recanto do mundo.
Incomodam-me as pessoas,
com um egoísmo gigante,
a quem chamam "gente do bem",
mas que deste... bem pouco tem.
Espalhados por toda a parte
confundem muito inocente,
por seus movimentos balofos
e sorrisos… “bué de” fôfos.
Actuam por conveniência,
em pontos muito sociais,
onde brilham com esplendor.
Dão ”esmolas”, não dão Amor.
Contrastam com os cidadãos
que nasceram iluminados.
São desprovidos de vaidade,
e espalham humanidade.
Esses amo! São almas boas...
Aos pobres carentes de tudo,
dão Amor muito genuíno,
assaz doce, assaz Divino.
2014-02-10
Data da recriação deste conteúdo:
2023-10-04
Ao mar, que toda a tua vida tanto amaste, estarás a oferecer o que de ti sobrou. Estampado, no teu tronco, há o desgaste que o tempo, impiedoso, lhe deixou. Desejarás perpetuares-te na coragem, de mergulhares onde nunca ousaste entrar. Jazerás só, despido e sem qualquer bagagem, eternamente esquecido nesse mar.
Faço parte desse teu imaginário. Para ti, não sou um ser... Eu sou um vulto bem escondido atrás dum cenário onde, covardemente, o manténs, oculto. Tu nunca consideraste o meu direito à liberdade. Ignoras o respeito que me deves. Sou Mulher e sou pessoa. Tu não planeaste tudo isto, à toa...
Não tolero a tua covardia, tanto insuportável, quanto infame! Tu geres sempre o meu dia-a-dia tentando protegeres-te do vexame de poderes vir a ser reconhecido. Tu és um ser que vive comprometido entre fazer bem e fazer muito mal. Tu és.... subtilmente... um anormal.
Divides-te entre o bem que aparentas, e o insuportável mal que praticas. Satisfazes velhas ânsias sedentas de vingança e guerra, que exercitas provocando no meu ser um medo atroz. Impedida de erguer a minha voz. fizeste de mim a escrava desejada que amordaças, para manteres calada.
E eu... - Deus meu! - não posso fazer-te frente. És demasiado musculoso... forte! A minha grande fraqueza não consente arrojos, porque vive temendo a morte. Até quando segue a lei, compactuante com este horror que continua actuante? Até ser tarde demais e deixar que eu sinta a liberdade morrer em mim... faminta?
As bases duma cultura que poderá vir a distinguir-nos residem na nossa entrega ao estudo e na nossa humildade em reconhecer que sabemos apenas um pouco do muito que temos ainda para aprender. Pretendermos passar por “professores”, quando tanto precisamos de acreditar que ainda somos meros “alunos”, é pura enfatuação.
Saberes dizer “Yes”, “Oui”, “Ya” não faz de ti um poliglota… Faz só figura de idiota!
"Quem se gaba sem saber, encontra o eco da própria vaidade."
Data da criação deste conteúdo: 2015-03-09 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por Miguel Letra
Mocho lindo, sabichão,
lê este poema todo
e responde, com prontidão:
serei do mal, um engodo?
Nasci no mês de Setembro,
e gostava de saber
porque será que não lembro,
noutro mês me acontecer
tanto azar em 30 dias…
Já pensei em recolher-me,
mas... como tenho manias,
não consigo resolver-me.
Não suporto estar fechada
dentro dum pequeno espaço...
Como sou amedrontada,
não confio no que faço.
Temo que em qualquer momento
me ataque qualquer fobia,
e, com este meu sofrimento,
eu morra duma histeria.
Estive oculta três estações
na minha Mãe, que me teve;
quando saí, sem pressões,
nem Outono me deteve...
Daí em diante, então,
ano após ano, em Setembro,
cada minha decisão...
foi um desastre que lembro.
Há provas do que escrevi.
De cada caso... um tratado!
Foi Karma que contraí,
ou destino programado?
Fazendo uma busca na internet sobre poesia orfã *, encontrei uma que senti ser mais uma lindíssima reflexão, do que outra coisa. Portanto, reflecti - como aliás o texto aconselha – sobre a impressionante velocidade do tempo durante as diferentes etapas da minha vida, velocidade essa que, na minha idade actual, relembrou-me uma série de projectos que tinha em mente executar sem pressas, sem grandes preocupações.
Depois da leitura de “Dança Lenta”, passei a temer a morte que se aproxima a grande velocidade. E passei, também depois desta leitura reflexiva, a meditar sobre o meu desejo de completar tudo aquilo que tenho, ainda, por fazer, sentindo, intensamente, que a minha ansiedade foi agravada. Desacelerar como, se eu sinto o vento que essa velocidade gera, bater-me de frente?
Existe uma considerável polémica sobre quem é – ou quem teria sido - o autor desta reflexão. Não tendo eu “ferramentas” que me permitam concluir seja o que for sobre este assunto, limito-me a transcrever o que li, com o devido respeito por quem, tão sabiamente, controlava a sua existência.
* Poesia que, por qualquer contingência, perdeu o pai ao nascer, e foi adoptada, ou perfilhada mais tarde, por um pai verdadeiro, ou por um ou mais meros interessados em usá-la.
DANÇA LENTA
Alguma vez você já viu crianças brincando de roda?
Ou ouviu o som da chuva batendo no chão?
Já seguiu o vôo errático de uma borboleta?
Ou olhou para o sol dando lugar à noite?
É melhor desacelerar; não dance tão rápido.
O tempo é curto e a música acaba.
Você passa batido por cada dia?
Quando você pergunta: como vai você?, ouve a resposta?
Quando acaba o dia, você se deita em sua cama
Com a próxima centena de tarefas percorrendo sua cabeça?
É melhor desacelerar; não dance tão rápido.
O tempo é curto e a música acaba.
Alguma vez disse a seu filho, pode ser amanhã?
E, na sua pressa, percebeu a tristeza em seu rosto?
Já perdeu contato e deixou morrer um amigo
Porque nunca teve tempo de ligar e dizer “oi"?
É melhor desacelerar; não dance tão rápido.
O tempo é curto e a música acaba.
Quando você corre para chegar a algum lugar
Perde metade da graça em chegar lá.
Quando se preocupa e atropela seu dia
É como um presente que vai pro lixo sem ser aberto.
A vida não é uma corrida. Vá devagar.
Ouça a música antes que ela acabe.
O meu conselho:
1. Se ainda é novo, desacelere agora. Respeite a preciosa oportunidade que lhe deram de viver. Tranquilamente, procure realizar sonhos ao ritmo do correr de um rio limpo de impurezas. Ele irá, sem dúvida, terminar num mar abundante, para o qual o passado de cada rio não é importante.
2. Se já não é jovem, interiorize a necessidade de respeitar o facto de estar vivo e, sem agitações, vá fazendo o que puder, pois poderá não ter quem saiba o que tinha programado executar no tempo e, consequentemente, não haja quem queira assumir, por si, o acabamento seja do que for.
Data da criação deste conteúdo:
2023-09-14
Autor da poesia: desconhecido
Foram anos passados numa luta
com vitórias e derrotas que enfrentei.
Fui vítima de gente muito astuta,
treinada para contornar a lei.
Foram anos passados que vivi
ora magoada, ora bem feliz.
Há erros dos quais já me esqueci.
Outros, porém, deixaram cicatriz.
Sempre preferi o risco ao ócio
de ver passar o tempo conformada
com a desdita de saber-me derrotada.
Nada do que fiz foi por “negócio”.
Sinto-me orgulhosa de saber
que tudo quanto fiz foi por prazer.
Há mentalidades sujas
que se contam aos milhões!
Ora parecem corujas,
ora mochos sabichões.
Vivem tramando quem calha,
com grande sabedoria.
São estrigiformes! Maralha
do mesmo saco. Sabia?
Saudade é um mal que se sente,
Saudade é uma dor ingrata.
É uma ausência presente,
É uma presença que mata.
Saudade de quem partiu,
de quem não está, que não volta.
Saudade é ferida que abriu,
é um mal-estar que revolta.
É negra a cor da saudade,
negra sem réstia de luz.
Sem pena, sem piedade,
põe-nos ao peito uma cruz.
A Saudade não se cura,
enquanto presença for.
A minha saudade é dura,
há muitos anos, amor.
Atrás, não sei bem de quê,
corre o Tempo assaz veloz.
Leva um pouco de você,
de mim… de todos nós.
Criemos uma barragem
no trajecto que ele seguir
para aumentar a coragem
de quem já quis desistir.
Tempo que vai mas não volta,
tem calma… vai devagar.
A tua pressa revolta
quem quer tempo para Amar.
Confirmam-se actos surpreendentes,
que não sabemos porque se geram,
nem com que fim são praticados.
Perturbam crentes e até descrentes.
Há mil respostas que nada alteram
se os seus autores são questionados.
Silêncios estranhos, perturbadores,
derrubam sonhos, queimam projectos,
ferem pessoas, destroem vidas...
Não conhecemos os vis traidores.
Hediondos monstros, seres abjectos,
que silenciam... com fins suicidas?
Caminham juntos, na mesma estrada,
seres que te amam, seres que te odeiam,
seres que te iludem, seres que te traem..
Porém... amigo, na caminhada,
há outras almas, de mil formatos,
que com ruídos... não se distraem.
Fica em silêncio, e põe-te à escuta
para aprenderes quem fala a quem,
e o que combinam de muito imundo...
Esquece os ruídos! Há gente em luta,
que quer salvar quem está refém
dessa gentalha, que trai o mundo.
Senhores Directores de jornais, de revistas, de televisão, de sites de comunicação, etc., etc., etc.. Volto à desagradável forma como pretendem convencer os destinatários daquilo que anunciam, a aderir de imediato ao que pretendem com a V/ publicidade. As expressões a que V. Ex.ªs recorrem todos os dias, quer seja como promotores de vendas, quer seja como promotores de conhecimento ou mesmo para aumento de audiências, não me parece sejam elegantes, a despeito do quanto possamos estar-lhes gratos pelos conhecimentos, mais ou menos úteis, que possam proporcionar-nos. Trata-se de um intercâmbio de interesses e, até aí... quem não estiver satisfeito saberá muito bem o que deverá fazer: muda de fonte de transmissão ou busca qualquer outra forma de lidar com a publicidade. Considero que há uma coisa a ponderar no Vosso trabalho: os transmissores dos variadíssimos conhecimentos que quererão sejam aceites pelo público, não devem, de forma alguma, tratar as pessoas a quem se dirijam, como se fossem peças de submissão às vossas ordens. Seria de toda a conveniência acabarem de uma vez por todas com as expressões:
Enfim! É um bombardear de exclamações irritantes, que só merecem uma resposta: É JÁ A SEGUIR!
Seria mais gentil, e até cativante, cancelarem o impasse que o uso do termo “JÁ” confere à frase, isto é, prepotência com sabor a comando... e passassem a uma forma mais de sujestão, ou de convite. Sabemos que os prazos para obtenção de vantagens deverão ser respeitados, mas mesmo assim, seria muito mais agradável usar uma forma mais suave de alertar o público para esse facto. Não devem negligenciar que as pessoas já vivem pressionadas pelo tempo todos dias da semana, e a forma como se dirigem a elas, repito, depois de um dia inteiro de pressão, torna-se verdadeiramente desagradável.
Data da criação deste conteúdo: 2023-08-19 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
O povo português é massacrado diariamente com longos períodos de publicidade durante os programas de televisão, noticiários, sites de convívio social, etc., etc.; publicidade essa absolutamente imprescindível como fonte de receita de quase todas as empresas de comunicação. Representa, porém, um “ataque massivo” à resistência psicológica de cada um. Naturalmente, os importunados poderão sempre, naqueles quinze, vinte minutos – ou o que quer que seja – aproveitar esse período para fazer quaisquer tarefas pendentes de atenção. Contudo, os interessados em promover as suas marcas só beneficiam, eventualmente, dessa publicidade com as pessoas que estiverem permanentemente dependentes da televisão ou de qualquer outro transmissor de publicidade.
E se a publicidade – fastidiosa, maçadora – fosse transformada em curtos vídeos humorísticos, de diversão, sobre o produto a promover, acabando por produzir um efeito positivo em vez de instantes de verdadeiro repúdio? Seria uma forma cativante de transformar “um grande peso” em “uns minutos de boa disposição.” Conheço esse sistema, praticado em Itália, por exemplo, há muitos anos – e até em Portugal, muito esporadicamente. Todos ficariam a lucrar com isso, certamente. Ou não? Imagino que esta sugestão ficaria mais cara, mas num tempo necessariamente curto, é provável que se sentissem bons resultados. O povo português já está demasiadamente massacrado pela vida.
Data da criação deste conteúdo: 2023-08-19 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Não tenho medo da chuva,
nem mesmo quando troveja.
Não me assusta a vida dura,
por mais dura que ela seja.
Contudo, amigos, vos digo,
que me faz um mal profundo
ver pessoas sem abrigo
por culpa de leis no mundo.
Teremos sempre um por quê,
difícil de ser julgado...
que passa a ser cliché,
usado pelo culpado.
Haverá maior tristeza
do que passar a estar só
na rua, onde a frieza
transita, sem sentir dó?
Quando sofro conto à lua
o quanto a dor me corrói,
e o quanto, não sendo tua,
vivo um mal-estar que dói.
A lua, suave e meiga.
aceita o que lhe narrar.
Sendo, do que eu sinto, leiga,
nunca irá me contestar.
Prefiro lua, a pessoa,
pois em vez de falar... escrevo.
Com seu luar me abençoa;
cada texto... eu subscrevo!
Quando construo um poema,
exorciso a minha alma...
Expulsando cada dilema,
fico mais leve... e mais calma.
Hoje achei por bem voltar a um manifesto que escrevi em 2015, baseado num texto de Natália Correia - que achei fantástico - mas que estou impossibilitada de transcrever, uma vez que o perdi. Tratava-se de uma premunição feita por esta escritora, dramaturga, poeta e deputada do Parlamento, de quem, muito sinceramente, eu sabia pouco. Portanto, passo a escrever o texto que, na altura, publiquei, inspirada no que li desta controversa autora.
Não importa se tu és de esquerda ou de direita, basta que tenhas consciência das opções que assumires ao tomar uma decisão importante, decisão essa que pode vir a prejudicar fortemente a tua Nação, se não souberes escolher o Homem que gostarias de ver governá-la. Tal escolha não deve – de forma alguma – servir o teu partido, mas sim a tua Nação.
Por classe social entendo várias, entre elas: • a que teve acesso à cultura e que a adaptou a bons princípios que defende; • a que teve acesso a uma cultura apenas libresca e que a adaptou a si, para tentar satisfazer as suas excessivas e egoístas ambições; • a que não teve acesso – por um ou por outro motivo – à base cultural que poderia ter-lhe dado a possibilidade de julgar por si e não pelo que os outros lhe dizem. • etc....
Não acredito em classes sociais ditas ricas e pobres. Não é o ter ou não ter dinheiro que nos coloca num dos dois patamares. São os valores que defendemos e, aí, os patamares são vários. Temos tido governos escolhidos por maiorias que votam no seu partido, e não no HOMEM que convém por provas dadas das suas grandes qualidades. Essa maioria, confia num programa que lhes apresentam e que vai de encontro à provável satisfação das suas ambições, sem respeito pelas ambições de outros. Mas, nessa maioria, encontram-se também eleitores que, ao votar, não têm consciência da responsabilidade do seu acto porque, provavelmente, foram manipulados por defensores de partidos que funcionam como “clubes” aos quais são fiéis. Esta é uma realidade, não é uma suposição. Os sacrificados, as grandes vítimas, são aqueles que estão a pagar pela predominância duma classe privilegiada e egoísta. Não estou a refirir-me a uma classe social como é, normalmente, destacada: rica, ou pobre. Estou a referir-me a uma classe de gente para quem os valores são, predominantemente, materiais. Quanta gente muito pobre os defende! Eu não seria contra a situação da classe privilegiada desde que, os outros, tivessem direito a uma base segura, que lhes garantisse emprego, um tecto, um bom serviço de saúde e de educação gratuitos e o direito inquestionável a condições que lhes permitissem uma velhice tranquila, num ambiente de Amor. O que saísse deste grupo de bens de direito, faria parte de conquistas conseguidas, desde que com lealdade, honestidade, e não prejudicando fosse quem fosse.
Eis a razão acima, muito sintetizada, do que penso sobre o porquê da existência de tantos privilegiados, em deterimento do chocante número de pessoas que vive na miséria - sem receio de exagerar! – pessoas essas que estão a pagar uma pesadíssima factura por erros cometidos por devoção a partidos e não a Valores.
Termino deixando a pergunta que faço muitas vezes a mim própria: Temos, em Portugal, um vasto número de pessoas cultas, idóneas, bem formadas e de elevada competência para governar o País. Mas... será que aceitariam candidatarem-se à Presidência de um governo, depois de tudo o que temos visto acontecer no País, sobretudo nos últimos trinta anos?
Ano da criação do Manifesto original: 2015 Data da readaptação deste conteúdo: 2023-08-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando avaliamos os objectivos atingidos por um governo no final do seu mandato,
há duas perguntas para as quais será necessária uma resposta com um bom conhecimento
global do que se passou durante esse período:
Os membros desse governo “Governaram bem”, ou “Governaram-se bem"?
Sendo eu alguém, entre milhões de seres humanos, que ainda acredita na força do Amor como solução de conflictos, nunca fui influenciada por qualquer tipo de organizações religiosas, entre as quais incluo a do Vaticano, sobre a qual pesam acusações que nem contesto, nem defendo, porque desconheço onde termina a mentira e começa a verdade. Vou repetir parte do que escrevi no meu manifesto sobre a JMJ-Jornada Mundial da Juventude, realizada em Lisboa, a qual terminou no passado domingo: Sou suficientemente "grande" para não seguir rebanhos, e demasiadamente "pequena" para julgar os males que as consomem. Consequentemente, o que vou escrever sobre a JMJ-Jornada Mundial da Juventude, nada tem a ver com o Papa Francisco, nem com os milhões de euros gastos no evento. Cada um julgará, como lhe aprouver, o bloco de organizadores da mesma. Escreverei apenas algumas linhas sobre aquilo que me impressionou mais - excluindo, também, as expressões usadas pelo Papa Francisco, as quais significarão muito para o milhão e meio de pessoas de boa fé, presentes no evento - e que merecem o meu maior respeito. Caberá a cada um desses, presente - ou não - no evento, julgar a aplicação a dar às mesmas. Estaria a fugir à verdade se não afirmasse que todo o evento foi surpreendente e emocionante. Encheu-me a alma de carinho e de ternura ao ver a forma como todos aqueles jovens se comportaram uns com os outros, sobretudo porque a atmosfera foi de harmonia, de participação, fraternal e feliz. Tudo isto estava estampado nas mais elementares atitudes, tais como a mútua troca de sorrisos e manifestações de carinho evidente entre todos.
Dois exemplos, ainda, de grande emoção: a vista aérea de Lisboa, tão inesperadamente coberta por o anunciado milhão e meio de gente cheia de fé - ou não, pouco importa - e o impressionante minuto de silêncio sugerido pelo Papa Francisco, ao qual todas as pessoas aderiram com elevado respeito. Isto sim, faz-me acreditar numa possível "mudança", num futuro tão desejado. Precisamos de gente capaz de motivar a população mundial a construir um verdadeiro Paraíso na Terra. Dói muito constatar que enquanto este evento decorria, havia polícia, em outras zonas do País, a apreender droga, armas, dinheiro, etc., em grupos de gente vocacionada para o tráfico de estupefacientes, gente essa que, no seu desespero, faz da morte dos outros um forma de continuarem vivos.
Deixo aqui um desejo ardente que, a concretizar-se a sua realização, terá ainda um longo tempo de espera para surtir efeito: Que as JMJ-Jornadas Mundiais de Juventude, em todo o mundo, eliminem de vez com a existência de pedofilia.
Data da criação deste conteúdo: 2023-08-07 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Autora da imagem: Tara Winstead
Adormeceram em mim vontades insaciadas
que me pediam tanto, mas gostavam de tão pouco.
Eram sedes abstractas, muito inadequadas
à minha alma imaterial, num mundo louco.
Hoje, compreendo minha luta interior.
Estava incarcerada, amando a liberdade.
Lutava, por dever, contra um imenso Amor,
entalada entre o desejo, e a saudade!
Adormecia a dor num constante rodopio.
Travei ímpetos que o dever não me consentiu,
mas não perdi a esperança, nem o amor à Vida.
Apagaram-se as luzes. É tempo de descanso!
Queria renascer, pra reviver, mas já me canso...
Há tantos compromissos de que estou arrependida.
Este meu manifesto foi escrito em 2010. Regresso a ele, remodelando-o, pelo facto de ir constatando que, em treze anos, muito foi feito, mas nada resultou se considerarmos que o pouco que se possa ter conseguido foi abafado por um tremendo aumento do consumo de drogas de todo o género, sobretudo do alcool, responsável pelo desmoronar de muitas relações, de muitas famílias e, sobretudo, pelo aumento de crimes cometidos em resultado do consumo das mesmas. Da parte dos traficantes, há um objectivo demasiado evidente e, portanto, nem vou referir-me a eles. Se existem é porque são procurados como fonte de “recurso” dos desesperados e, consequentemente, é a estes que me referirei.
Cresce, dia após dia, o número de jovens que consomem drogas como forma imediata de ultrapassarem certos estados de alma, cuja causa nem sempre é fácil de identificar, seja pelo próprio, seja por técnicos cuja aplicação no estudo desta matéria é já longa. Recorrem ao uso destes dois inimigos da consciência humana, pelos mais diversos motivos, sendo normalmente os indivíduos de grande sensibilidade, eventualmente mais frágeis quem, refugiando-se numa ‘atmosfera mental’ provisoriamente “à defesa”, são arrastados para uma progressiva perde de amor à vida. No início, tudo lhes parece fácil. Bebem uns copos, ou fumam umas ‘ervas’ e tentam sobrepor-se à causa que os incomoda e que lhes provoca uma angústia que, de algum modo, não querem enfrentar. O argumento para o seu uso, é-me muitas vezes dito ser o de “sentirem-se melhor”. Claro, nem duvido. E depois? Eles estão absolutamente convencidos de que não prejudica mesmo... “Até faz bem”, dizem eles muito seguros, com aquele ar de que sabem mais do que os outros, uma característica que os distingue... Sei – sem qualquer sombra de dúvida – que há jovens, (e adultos!!!), aparentemente de “mens sana in corpore sano”, que estão agarrados às delícias dessa tal “maconha” - para não referir outras - e que, portanto, passariam a odiar-me se lessem este meu texto. E se realmente, por mero acaso, o lerem, chamar-me-ão um qualquer nome que não me ocorre, pois são nomes mais usados por eles. Mas isso não me move, nem me comove.
Dói-me saber que, não abandonando esses vícios, esses jovens avançam, a passos mais ou menos largos, para uma vida de sofrimento cada vez maior e, eventualmente, para uma morte prematura. Eles podem não ter a percepção de que os conflictos que começam a sentir têm a sua raiz no uso de simples enganadoras “passas de maconha” que, muito lentamente, vai-lhes alterando a personalidade... E que ninguém lhes diga que os prejudica, porque além de esconderem que as usam, contestam quem os aconselha a parar, até porque não lhes convém perceber isso e, daí, este comportamento quando alguém tenta chamá-los à razão. Atrás da “maconha” ou de qualquer outra droga das consideradas “leves”, passam a existir outras alternativas que surtam mais efeito e tudo poderá acontecer. A partir daí inicia-se um processo penoso, indubitavelmente, não só para quem o vive, física e psicologicamente, mas também para os familiares e/ou os amigos. É um abismo que se abre inexoravelmente fundo para ambas as partes, quantas vezes muito pior para os que assistem à sua progressiva decadência.
Cada vez mais, bebe-se e usa-se drogas em todo o mundo. Isso deu origem a muitos outros males que viajam paralelamente, sem se ver o fim dessa estrada. É por isso que sinto tratar-se de um problema que necessita de ser combatido com outras armas e com a máxima urgência, através de medidas que combatam o mal pela raiz, o que se afigura muito difícil. Esta é, talvez, a maior praga entre tantas outras, pelos inúmeros crimes que daí advêm. Deveria, consequentemente, não estar limitado a um estudo do indivíduo, isolado, mas sim de uma sociedade em decadência absoluta. Esta minha convicção não exclui uma simultânea e atenta análise à forma como vive a família do jovem em risco, para serem tomadas em consideração medidas de protecção adequadas, pois é no seio familiar que, numa grande maioria dos casos, vamos encontrar a causa do seu comportamento. Não é raro ser a família a grande culpada. Certamente que não poderemos pretender formar novos cidadãos, negligenciando o importante estudo dos seus ascendentes, os quais não deveriam ser deixados à deriva, neste processo, sem uma correcta orientação. Se defendemos a reconstrução deste mundo, que não nos agrada, de forma alguma, deveremos fazê-lo através dum trabalho paralelo: escola e seio familiar, caso contrário assistiremos a um trabalho infrutífero, desnecessário. Tenho consciência, ao dizer isto que, durante a recuperação de certos valores, caminharemos, lado-a-lado, com aqueles que irão pretender fazer frente à alteração daquilo que não lhes convirá ser alterado, mas a nossa força deverá ser superior à deles. Refiro-me, por exemplo, ao “mundo obscuro da superficialidade e da ganância” e das organizações nada interessadas em que certos males acabem.
Mas continuando... Terão de ser encontradas fórmulas de motivação para um maior respeito pela Natureza e pela convivência saudável entre todos, fórmulas essas que deveriam ser aplicadas a partir do nascimento, através de adequada assistência técnica de orientação especial, dada por elementos habilitados para o efeito, os quais deveriam ser, eles próprios, um exemplo daquilo que se pretende para a formação de um “novo cidadão”. Lamento que uma boa maioria de crianças seja, muitas vezes, vítima da necessária ausência dos pais, o que pode ser a mais grave causa para situações de insegurança e fragilidade, pois – como que de repente – a partir duma certa idade, é-lhes retirada aquela protecção e segurança a que as habituámos. Isso faz-me muita pena. Não será que a criança passará a sentir que pode ser culpada da razão pela qual deixa de continuar a ter essa potecção? Será que, mesmo explicando, a sua fragilidade irá aceitar a justificação, ou justificações que lhes damos? Não esqueçamos que a criança entra na pré-primária muito cedo e que a mudança faz-se de um dia para o outro. Tenho assistido a verdadeiros dramas, em que a criança sofre e chora desesperadamente, deixando-nos em sofrimento, também, sofrimento esse que ‘tentamos’ ocultar com a nossa determinação de ir em frente com o errado projecto de educação que nos é imposto pela exigente sociedade em que vivemos. Este processo deveria ser lento. Terei de ser muito bem convencida por quem saiba muito sobre esta matéria, se não será aqui que começa um processo de afirmação da personalidade na criança, “coxo” logo à partida, fragilizando-a para sempre. Se há crianças que, pelo que herdaram, geneticamente, dos pais, são fortes, outras há que - também pelo mesmo motivo, ou outros, em ambos os casos – ficam muito marcadas, psicologicamente.
Sei que é muito difícil para os pais – e eu que o diga como mãe de 6 filhos e avó de 14 netos – estabelecer as doses adequadas de amor e de exigência, sendo estas marcos importantes na sua formação. E a situação torna-se – como no meu caso – incontrolável, de certo modo, quando agravada por um divórcio. Os pais deveriam ser convenientemente orientados por técnicos à altura, no dia em que decidissem ter filhos e só uma correcta formação das pessoas designadas para esse efeito, poderia levar os pais e as crianças ao reconhecimento saudável dos mais elementares deveres de cidadania, em todos os sectores, afim de ser conseguida uma progressiva melhoria da forma como vivem as pessoas, neste novo mundo que se deseja em transformação, para bem de todos.
O ”desabafo” que acabo de deixar aqui não defende qualquer tipo de atitudes de prepotência ou de imposição, pois deixaria de ter o significado que se pretende: a formação duma sociedade onde cada elemento saiba respeitar os outros através duma doutrina de amor, o que só é possível se cada um tiver uma perfeita consciência dos seus deveres para consigo e para com os outros.
Data da criação deste conteúdo: 2010-12-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@
Balanço no balancear
dos anos que já lá vão.
Já deixei de os contar
de tantos anos que são.
Dei de mim até estourar.
Rebentei como um balão.
Espalhei-me toda no ar,
só me resta o coração.
É ele o que balanceia...
Não sabe quando parar.
Espalha Amor sem ter ideia
do quanto me faz chorar.
Meu corpo já não existe,
não sei onde foi parar.
Só o coração resiste
a tanta sede de Amar.
Sinto-me demasiadamente "pequena" para escrever sobre a JMJ-Jornada Mundial da Juventude, a decorrer em Lisboa, neste momento. Ultrapassa a minha capacidade de equilíbrio, a ter em consideração, ao decidir escrever sobre os prós e os contra que pairam sobre um tema tremendamente delicado.
A organização responsável por todo o trabalho que envolveu o programa em curso terá, essa sim, um manancial de objectivos sobre os quais os seus elementos poderão pronunciar-se. Não me sinto motivada para dissertar sobre uma matéria onde a verdade segue de braço dado com um jogo de intenções que não me entusiasma abordar. Os propósitos dos organizadores terão sido suficientemente diversificados, afim de ser atingido o objectivo principal: limpar actos de uma vergonhosa dimensão, em paralelo com a intenção de chamar à Igreja os milhões de jovens que gravitam pelo mundo, numa atmosfera confusa, ora frágil, ora determinada a vencer nos seus propósitos. Reflessiva e emocionada, olho estes milhares de jovens intervenientes num cenário assaz complexo, assaz não sei bem o quê, mas fazendo-me lembrar estrelas e flores brilhando inocentemente - ou não! - entre uma multidão espectante... incrédula para uns, e para outros... religiosos convictos, sem dúvida.
Imagem: JMJ.Lisboa.2023.PNG Vector(AI.CDR.PDF)FREE DOWNLOAD Data da criação deste conteúdo: 2013-08-03 Texto e conceito visual: Maria Letr@