Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
Foram anos e anos de grande trovoada.
Não havia sossego no meu lindo país,
nem uma forma de alguém sentir-se feliz.
Minha mão tremendo, estava cheia de nada,
afagando a alma de quem queria mais,
mas faltava paz e liberdade de acção,
para que as crianças... nessa vil condição,
recebessem conforto e bem estar reais.
..........
Foram anos e anos de vidas sem sentido.
Os sonhos morreram... mas ficou a ilusão
de que tudo mudaria. E porque não
se a trovoada tinha desaparecido?
Mas outras tempestades, ainda mais pesadas,
fizeram-se ecoar, dia e noite adentro...
O factor idade era, agora, o epicentro
da minha memória, onde estão bem gravadas
velhas recordações que me mantêm cativa.
Oh meu perseguidor e cruel mês de Setembro...
Tu voltaste à carga! Sim, porque bem me lembro
de cada um dos teus anos, enquanto for viva.
Cativa serei, mas não me sentirei vencida.
Seguirei lutando. SIM... PORQUE EU AMO A VIDA!
Procuro-me onde estava e como era
no tempo em que te amava loucamente
e duma forma transparente, tão sincera,
que eras presença mesmo estando ausente.
Se no espaço etéreo que te envolve,
adivinhar-te pudesse... eu te diria
que a lucidez que tenho não me devolve
aquilo que fui perdendo, dia após dia.
Pergunto-me, por vezes, onde estará
aquela outra que não sinto mais em mim.
Será que o nosso amor chegou ao fim?
Que se perca o tempo que não voltará,
mas que não se apague a recordação
daquilo que perdura no meu coração.
Como gostaria de olhar este mundo,
com um filtro nos olhos, para protegê-los.
- O que hoje irradia, tolda-me a visão!
Mergulho num espaço que é meu, assaz fundo...
Construo mil sonhos e enormes castelos,
que se vão ajustando no meu coração.
Entre o sono e o alerta brotam forças do mal.
Perturbam-me o sono, mas sigo sonhando.
Apagam-se luzes na imaginação.
Ouço o Universo. Sua voz astral
está cheia de fúria, de tanto pesar
por ver mil sacanas entre a multidão.
Acolho-te em mim, ó meu amor, meu Mundo!
Dou-te a cor que quero. Deixa-me sonhar
e que o Universo olhe bem por mim.
Que gira a justiça de modo fecundo
e me faça, finalmente, acreditar
que tudo o que está mal terá um fim.
Procura na Natureza,
fonte de rara beleza,
aquilo de que careces
e que, provavelmente, mereces,
...mas não estás a conseguir.
Ela existe para servir,
ajuda-te a bem viver,
em harmonia, com saber.
Se a tratares com respeito,
ela até se porá a jeito
de improvisar-te um colinho,
bem moldado ao teu corpinho.
Recorre a ela sempre que carente,
ou mesmo bastante doente,
a precisares de uma cura.
Quando estiver em modo pura,
faz buscas nela, com calma,
e verás a paz que trará à tua alma.
Não esqueças, porém:
Há um lado mau que ela tem,
quando está com os azeites.
Nesses dias, não te deites
no seu tronco curvilíneo
pois perde todo o fascínio.
Dá às de Vila Diogo,
foge, pisga-te logo!
Tem um lado insubmisso
que nunca cede em serviço.
Discursos, de acrimónia impregnados,
retratam teu carácter hediondo.
Vê-se um brutal ódio escancarado
em tudo o que, habilmente, vais expondo.
Sem tergiversar, vais revelando
de que lado te encontras, no cenário.
O povo, ignorante, vais fraudando
com opróbias atitudes de vigário.
Vai longo o teu exórdio! Que pereça
na alma de pessoas desumanas,
isentas de valores, pragas humanas.
Desmascarar-te, urge que aconteça!
De gente como tu, está cheia a Terra.
Geras o ódio que conduz à guerra.
Revejo, palmo a palmo, as estradas onde caminhei
arrastando comigo a teimosa ilusão de haver-te.
Foi um penoso crescimento, que não controlei,
uma vontade constante de não perder-te.
Viveste escondido em todos os meus cenários.
Era um modo de ter-te, uma forma de provar-te
que estavas em mim nos meus sonhos diários.
Enquanto vida fui... continuei a amar-te.
Hoje sinto que parti. Choro esse tempo, Amor.
Será que percebeste a imensidão da dor
que carreguei no peito durante tantos anos?
Sou vulcão sem vida que jaz acorrentado
num espaço gelado, triste, ignorado.
Na minha mente secaram já mil desenganos.
Solta-se a fera nas asas dum inocente
que desconhece o espaço pra onde voa,
mas seguindo à deriva, quem o leva sente
carregar uma dura carga que atraiçoa!
Há que mudar de rumo. A praia, já remota,
recorda-lhe aquele mau tempo de criança.
Vagueia no espaço e pensa na derrota,
se prosseguir voando sem fé ou confiança.
Afrouxa o voo, e medita no seu fim
como algo imutável, sem outra saída.
Agradece ao tempo e à própria Vida!
Prosseguindo, aceita tudo o que foi ruim,
sorrindo ao futuro e aceitando a morte
porque nesta, não conta o factor sorte.
Foram milhares os quilómetros que fiz caminhando com calçado que magoa. Ganhei bolhas nos pés, apenas porque quis provar-me que a minha alma... perdoa.
Falhei em muitas direcções que programei mas que, por tantos imprevistos, não segui. Foram erros meus que, de culpas, só eu sei, e caminhadas das quais me arrependi.
Quis sentir-me capaz de evoluir no conceito de perdão que reinventei. Hoje estou descalça e a resistir. Sem bolhas e sem dores, aguentarei.
Data da criação deste conteúdo: 2021-09-16 Autor da imagem: Rennan Oliveira
Deixem-me gritar, clamar bem alto
por milhões de seres vivendo em dor,
cujo longo sofrimento exalto,
fiel, que sou, à força do AMOR.
São já milhões os pobres inocentes
em sofrimento atroz por tanta guerra.
Temem o recurso a armas tão potentes,
que podem destruir a própria Terra.
Disputas de interesses, de ganância,
invadiram sistemas, em nações,
para os quais nada serve a importância
dos direitos humanos, sem excepções.
São valores que procuram camuflar
com estudadas leis, feitas a seu jeito,
contudo, esse tratado a respeitar
não é uma coisa vã, é um direito!
Que cessem os insultos e as agressões
provocadas por gente que se diz
detentora de credos e razões,
mas que não passam dum molho de imbecis!
E se querem lutar, que sejam eles
os primeiros da fila, essa gentalha.
Façam esta opção, que é menos reles:
voltem de novo às lutas, por batalha!
A Criança é um diamante.
Ela não se usa,
não se abusa, não se explora.
A Criança...
é um ser superior, puro.
Ela é a esperança no futuro,
é o amanhã e é o agora.
A Criança...
...ai dos que se servirem dela!
Maldito seja aquele, ou aquela,
que a desrespeita.
A Criança...
merece ser adorada
e superiormente guiada.
O lírio a simboliza. Ela é perfeita!
Questiona-se o futuro que daremos
a cada jovem, no auge da ambição.
Nós, adultos, perante o que hoje vemos,
sentimos o nosso esforço ser em vão.
Não se vislumbram sinais fortes e reais,
de gente vocacionada prà mudança,
quando os governos não vêem que há chacais,
que conduzem o país à insegurança.
É todo o jovem, esperançado e crente,
que dos adultos espera a solução
...mas não conseguem remar contra a corrente!
Deixemos que sorriam os que acreditam
numa réstia de luz na escuridão.
Os velhos...já não se envolvem, só meditam!
Aqui jaz alguém que já nada faz ou, provavelmente, fez alguma vez. Dentro dessa caixa que o encerra, o tempo reduzi-lo-á à origem, ao estado de matéria virgem. Para ele, o "Deve" e "Haver" já não terão mais razão de ser. Para muitos, a Contabilidade, necessária, é uma afirmação da sua situação nesta vida, do seu valor como ser humano, pois é directamente proporcional ao valor intrínseco do seu capital. É um conceito assaz desumano, se assim interpretado. Contudo, esse valor não é tudo. É nada! É a tua essência mascarada, um cálculo completamente errado, e passas à categoria de condenado se for provado que tu... nada tens, além de alguns míseros bens. A vida tem uma dimensão maior, no que concerne ao seu real valor. Sobrepõe-se à maldade profunda duma sociedade moribunda. Eu tento ignorar a falsidade em que abunda: a perversidade, a traição e a velha corrupção. A vida gera o bater do coração, quando vibra e quando se agita, ou sente a falta de um amor ausente, que nunca mais estará presente. Não é preciso saber contabilidade para compreender onde está a verdade de cada ser de alma e coração, que olha o outro como seu irmão.
Data da criação deste conteúdo: 1986-05-03 Autor da iImagem: KoolShooters
(Dois excertos do meu livro)
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Pra terminar esta parte
da História de Portugal
e do seu nome também
(apenas porque convém),
acrescentarei, portanto,
que o nosso país de encanto,
em redor de Portus Cale,
era o Porto... tal e qual
(ou mais ou menos, digamos,
pra que não atraia enganos)!
Então como foi possível
este feito inverosímel
de termos crescido tanto?
Foram séculos de luta
com muitos filhos da mãe
que sempre nos invadiram
de causas para disputa
desse país de ninguém.
No ano mil cento e três,
um tal Henrique Borgonha
- morto nove anos mais tarde -
com uma coragem medonha
faz algo que maravilha:
Resolve ajudar Castilha
de forma não calculista
(ou calculista, talvez...)
na luta pela reconquista.
Grato por este seu gesto,
Afonso VI o que fez?
Nomeou o tal Henrique,
por vontade ou manifesto,
El Conde de Portugal.
Foi um acto excepcional,
porém, morre Afonso VI
e altera-se o contexto
em que tudo decorria.
... E sendo eterno o nosso grande Amor, que eterna seja, também, a felicidade de vivê-lo até ao fim das nossas vidas. Nenhum de nós é hoje devedor seja do que for. Em liberdade, contámos muitas metas atingidas.
Não quereria sobreviver à tua morte, mas quereria que sobrevivesses tu, à minha e que a vida sãs vontades não me negue. Estou presa a um Amor vindo do norte, o qual matou as dores que, outrora, eu tinha e se tornou a luz que sigo e que me segue.
Meus Caminhos de Cristal
percorro com ambições,
lado-a-lado com camelos,
águias, mochos, camaleões.
Por vezes lhes faço frente,
outras há que os ignoro.
Depende do que consente
a minha vida, que adoro.
Aos camelos tiro espaço;
às águias apalpo o pulso;
aos mochos abro um abraço
e os camaleões... expulso!
Neste caminhar que mudo
- porque a vida mo consente -
tenho encontrado de tudo,
e tanto que me atormente.
Vejo males noutros caminhos
muito piores do que os meus;
bichos perversos, daninhos,
‘ávis raras’, camafeus.
Magoa fundo esta dor
de ver o velho e a criança,
sem defesa, sem amor,
morrer de desesperança.
E não se enganem aqueles
que pensam remediar
erros velhos... quando neles
há vícios a degradar.
Não se cancela num dia
condutas velhas, caducas,
e o remendo só adia
a regra que nos educa.
É preciso fazer mais.
Defenderei, com fervor,
actuações globais
em prol dum mundo melhor.
Data da transcrição deste excerto do livro: 2011-05-03 Capa do Livro: Miguel Letra
Encarcerada num espaço,
- lembrando o que fui... ou era -
sinto o meu corpo entalado
entre o Outono e a Primavera.
Suspensa nas frias águas
onde, imersa, estou lutando,
corre um fraco tempo, escasso,
que nem sinto, nem comando.
Espero um ciclo coeterno,
com Verão e com Inverno.
De Neonata, a Menina,
um ser com tanto de seu!
Nascer assim, não foi sina...
foi a Vida que a escolheu.
De Menina, a Criança,
doce, meiga, caprichosa,
ora cativa, ora cansa.
Adora tudo que é rosa.
De Criança, a Adolescente
passa por algumas fases.
Por vezes irreverente...
Muitos castelos sem bases.
De Adolescente, a Mulher
quanta coisa que transtorna.
Não é um mudar qualquer,
é um ser que se transforma.
De Mulher, a Mãe,
troca, com a sua graça,
a liberdade que tem,
por um ser lindo, que abraça.
Nesta sua condição deveras muito importante, ela não nasceu em vão, foi-lhe dado um “ser” constante. Gerar amor, emoções, dar vidas aqui no mundo e perpetuar lições de teor muito profundo.
Ser Mulher não será nunca um “ser” qualquer...
Excluindo aberrações e caracteres mal formados, que encontrará aos montões em gente de muitos lados... ela preza o que lhe serve em modos bem ponderados para de exemplo servir aos grupos de mal formados..
Ser Mulher não será nunca um “ser” qualquer..
Filtra mágoas amarradas em erros por redimir para ter forças lavadas num presente a corrigir. Gerando e gerindo vidas adoça-se de ternura e vai sanando feridas na alma de gente pura.
Ser Mulher não será nunca um “ser” qualquer..
Solteira ou mesmo casada, vive com grande prazer e assaz bem preparada, prà missão de conceber. Exige ser respeitada da forma como convém. Ela ama e é amada pelos seres de quem é Mãe!
Vida, meu filho,
é força,
é coragem,
é amor.
Vida...
é uma luta constante
entre a felicidade
e a dor.
Vida...
é saberes olhar
com ternura
e compreensão,
todo aquele
que não é como tu,
mas é teu irmão.
Vida...
é saberes aceitar,
com resignação,
cada dia que vem,
mesmo aquele pior.
Vida...
é aprenderes a lição
da diferença que existe
entre o mal e o bem.
Sabê-la de cor,
rejeitares os erros
daqueles que, coitados,
não sabem melhor.
Vida...
é o fogo que aquece,
a neve que gela,
o quadro, a aguarela.
É um mar que assusta,
mas comove.
Vida...
é a história que ouviste
sobre coisas passadas,
que não viste.
Vida...
é sentires
o que o olhar puro
duma criança,
pode conseguir.
Vida...
é saberes como
e porquê,
podemos salvar
tantos dos que sofrem
e a maioria não vê.
Vida...
é a Natureza
que teima ajudar-te
em cada momento que passa.
Vida...
é o oposto à Morte,
à Guerra,
à Caça,
à Repressão,
e à indiferença do mundo
que contrai,
que aperta
tanto o coração.
Vida...
é a recusa
a todas as forças
nefastas, más,
que não deixam sentires
o que quer dizer Amor,
o que quer dizer Paz!
ACEITAÇÃO e RESILIÊNCIA são duas importantes chaves que nos ajudam a reagir, de forma tranquila, às más surpresas da Vida. Ao praticá-las, poderemos acabar por concluir, no tempo, que elas surgiram na nossa vida, de alguma forma a nosso favor, e não o contrário.
E o Mostrengo,
velhíssimo e trengo,
em noite de breu
do mar se ergueu.
Voltas não conseguiu dar
...nem mesmo se ouviu chiar.
Estava triste e estupefacto
com um surpreendente facto:
percebeu que, lá no fundo,
não sentia como estava o mundo.
Tipologia: Embrião quer seja esperado ou não. Sua condição: Gerado. Tem vida, não tem passado. Posto na fila de “Espera”, espera… mas não desespera! Espera alimento e conforto, senão, pode nascer morto. Na sua espera, assaz calma, não tem conflitos de alma. Nove meses, como ser, dão-lhe a honra de nascer. Um certo aperto no espaço fá-lo sair do embaraço. Natus sum! Aqui começa uma reacção expressa de várias formas. A espera, — que antes de ser, já o era no ventre de sua Mãe — grita, mas não ouve… Amén! E continua esperando sem dela ter o comando… porque “Veni, Vidi, Vici” nem sempre funciona aqui. É que a espera, essa rainha, é lenta quando caminha. Esperar… palavra assaz dura, vira doença sem cura, se quem de esperar se cansa e o que quer… não alcança! Estado normal: Esperar! Entretanto… vimos passar o tempo que nos foi dado para viver deste lado. Não sei se lá, no Além, se espera também. Esperámos para nascer; esperamos melhor viver; esperamos sempre, afinal. Fatal condição geral.
Data da criação deste conteúdo: 2016-01-28 Autor da imagem: Janko Ferlic
Mulher … Você não é uma Mulher, apenas, Você é graça, é arte, é beleza. É o branco alvo de lindas açucenas, é o melhor fruto que deu a Natureza.
Mulher … Você nasceu com a grande missão de dar vidas à vida, parindo na dor, amando com garra, criando emoção, e dando lições de força e de amor.
Mulher … Você espalha luz em noites escuras, em almas sofridas, carentes de beijos, sem pena de si, passando-lhe agruras, saciando corpos, matando desejos.
Mulher … Você abre estradas e remove escombros, distribui coragem, com ar de menina, carregando a vida em cima dos ombros. Mulher … Você é Divina!
A outra que existe em mim, por vezes é muito estranha. Pinta os lábios com carmim e, com uma vida tamanha, se revolta, me magoa, se contravolta, anda à toa… quando aquilo que ela quer eu não a deixo fazer. Há dias em que é Mulher, outros … nem sei que dizer. Não me deixa sossegada. Quando noite sinto em mim, ela sente madrugada e faz um grande chinfrim dentro da minha cabeça, até que eu lhe diga: SIM! e faça o que lhe apeteça!
Quando escrevo tenho asas, o coração é meu guia. Gosto de voar sozinha, não quero ter companhia. Sobrevoo mil montanhas e mares fundos, com baleias. Vejo formas lindas, estranhas, que mais parecem sereias. Na minha imaginação deslizam cores e corais. Faço dela o meu guião e dos versos... meus canais.
Através deles comunico com aqueles a quem dedico tudo o que escrevo em poemas. Foi a forma que encontrei para, do modo que eu sei, exorcizar meus dilemas.
Procuro na tua mente, rica de bons elementos de informação adquirida e muito bem trabalhada... aquilo de que careço. Faço-o, tranquilamente, naqueles momentos de conversa bem contida, por mim tão apreciada. E o meu saber abasteço, como qualquer viatura, numa estação de serviço. Há muito tema oriundo de coisas já diluídas que prefiro explorar da tua enorme cultura. Procuro o que tenho omisso de algum tema assaz profundo. São essências extraídas de uma fonte a transbordar.
É tempo de fome e de guerra em muitas zonas do planeta Terra. Se ouvires gritos de inocentes, ecoando com os ruídos estridentes do detonar violento de metralhas, serás um conivente se não espalhas a denúncia da existência de opressores, déspotas, facínoras, malfeitores que, com um ódio profundo, gerem os destinos deste mundo. Escuta, irmão: tu, tal como eu, deves ajudar a levantar o véu que esconde acordos indecentes entre homens de mentes muito doentes. É tempo de reflexão, meu bom amigo. Em cada canto espreita um inimigo.
Em vez dessa escumalha interromper a vida de seres que amam viver, que busquem energúmenos defensores das suas teses erradas, de ditadores. Juntem-se a assassinos voluntários, ou mesmo experientes mercenários, e chacinem-se, entre si, sem piedade. Morram todos na sua iniquidade. Fazerem guerra como antigamente, seria muito menos abrangente. Ninguém tem o direito de impor, de qualquer jeito e seja como for, lutas em defesa de alienações que não admitem outras soluções, que não sejam as do recurso à guerra. Isso, é contra a Vida aqui na Terra.
Sou contra os dias de tudo, mas deste… não posso ser. Façamos, portanto, um estudo do que possamos fazer para acabar com a praga da malvada corrupção que prolifera no mundo. Sabemos o que sentimos! É como uma grande chaga. Actua como uma praga consumindo o mais profundo da alma de todos nós. Ela massacra, destrói, ataca em múltiplas frentes. Vive no crime, corrói porque obedece a uma voz que agita mentes doentes. Que tal esta solução: passarmos a promover princípios de protecção das crianças, ao nascer. Eduquemos os seus pais para a sua rejeição dos podres da sociedade. Começando em tenra idade, no seio familiar, gerar-se-ão promotores de uma sã moralidade, em luta contra corruptos. Pouco a pouco, os transgressores, por actos ininterruptos, perdem espaço de actuação, e gera-se outro, fecundo, como prémio da contra-acção: UM PARAÍSO NO MUNDO!
Que não te impeça o mal que estás vivendo entre gente diversa, e assaz devassa, de aceitar tranquilamente o que vais tendo esquecendo aquele "por quê" que te ultrapassa.
Procura admirar todos os pôr do sol, através de espaços que tens na tua vida. Em cada dia que nasce, há um farol, que guiará teus passos, na descida.
A tua vida faz parte de um processo que se multiplicou. Em cada episódio haverá actos de amor, azar e ódio.
Terias enfrentado muitos retrocessos, avanços, e mais aquilo que se não vê. Portanto, vive e esquece os teus: - POR QUÊ?
Não quero saber em que País está a razão! A guerra nunca foi justa, nem foi solução. Não quero saber quem ateou as acendalhas, porque acredito tenham sido vis canalhas. Não quero saber a verdade do que nos contam. Habituei-me às mil mentiras que se montam. Será que essa gentalha pensa na criança quando projecta a guerra na sua liderança? Quero saber quem irá pagar aqui na terra o ressuscitar dos mil despojos duma guerra. E quereria saber ainda, bem no meu fundo, quando se instalará a Paz aqui no mundo!
Data da criação deste conteúdo: 2022-03-11 Imagema: Dmitri Ganin
É tão pequenino o espaço onde o velhinho se move tão tristemente... e tão só... que chega a fazer-me dó. Deixa de ser peregrino na Terra, comum a todos, passando a ficar sujeito ao espaço a que tem direito. Ainda que vivo... está morto! Mas que direito tão torto!
De quem é, então, a culpa? Do culpado, ou de quem julga? Puxo aqui o tema AMBIENTE, que, ultimamente, se sente em todo o mundo, alterado. Tem sido negligenciado. Portanto, decidi acrescentar, ou direi mesmo, mudar palavras neste poema, para focar o dilema que estamos vivendo já no mundo, tal como está.
Há que tentarmos pôr fim, por todos e até por mim, no caos que está a gerar-se. Quem estiver a marimbar-se fugindo a regras impostas, a que muitos viram costas, deve sofrer um castigo. Isso é acto de inimigo. A mim também caberá, apesar de idosa... vá, fazer tudo o que puder pra mudança acontecer.
Daí eu ter decidido escrever aqui um pedido de empenhamento geral. E que ninguém leve a mal... O que é vida vira morte, (e não se trata de sorte!) se este planeta, em risco, não for protegido... Insisto: Nós deixaremos cadilhos aos netos dos nossos filhos, se mantivermos estagnada a questão de fazer... nada!
E pensei, de mim pra mim, pôr este poema assim, porque aquele, antes escrito, pecava por ser restrito, no tema aqui em questão. Ora vamos lá então... Quando o sol, luz irradia, no começo de cada dia, a Natureza implora, estarmos atentos, na hora, com rigor, e de bom jeito, à dupla: Causa-Efeito.
Muda e cega, muita gente age de forma imprudente, deixando subentender, que não quer mesmo saber do que se passa no mundo. Claro que, enfim, no fundo, não faz o que lhe compete, e o futuro compromete! Deixo a coisa neste pé: Quem avisa… amigo é!
Data da criação deste conteúdo: 2022-07-14 Imagem: Margarida Antunes Vieira
Se os julgamentos são feitos
tendo em conta só defeitos,
sem considerar virtudes...
quanto a mim, tais atitudes,
são frias, tendenciosas,
e porventura enganosas.
Há posições que tomamos
que nem sempre controlamos.
Serão, quiçá, provocadas
por pressões acumuladas.
Qualquer avaliação
duma incontrolada acção,
gera a pergunta: - Por quê?
Esse alguém fica à mercê
de quem o julga, contudo,
o acto em si, não é tudo.
Ao focarmos uma imagem,
há que fazer a filtragem
do que queremos realçar.
Sairá, então, um todo
resultante, em certo modo,
do que é feio e do que é belo.
Coexistem, em paralelo.
Há julgamentos suspeitos,
que só conhecem defeitos.
Enquanto, à segunda-feira,
és da preguiça, uma herdeira.
Enquanto, nos outros dias,
tu tens muitas arrelias
- ou mesmo um fim de semana
com muita coisa sacana.
Enquanto tu te revoltas
por males viajando à solta.
Enquanto no teu ofício,
o trabalho virou vício
_porque a família que tens
são os teus mais puros bens.
Enquanto buscas, em vão,
um amor, uma paixão.
Enquanto, do que semeias,
colhes menos do que anseias...
outros há esperando a morte.
Isso sim, é que é “má sorte”!
Enquanto uns, desgastando
o que ainda vai sobrando
dum corpo já quase ausente
deste mundo deprimente...
há ainda os que se lamentam
de coisas que os atormentam.
E enquanto o corpo gastam
e sua alma desgastam...
há os que dariam tudo
pelo passado. Contudo,
estão velhos e a enfrentar
o que lhes resta: esperar!
És habitante com prazo.
Não deixes que aquele atraso
que tu sentes, no que esperas,
te desespere deveras.
Aceita o que tens sabendo
que, mal ou bem, tu estás vivendo!
Ó mar lindo, inspirador de poetas
a quem lavas, docemente, suas mágoas,
solta as ninfas que conservas submersas,
na profundidade dessas tuas águas.
Vives, indiferente, serpenteando
em ondas, que sempre vão… e sempre voltam.
Lembram crianças tontas, rodopiando
de tanta felicidade... quando as soltam.
Escrava dos teus encantos escolho rimas
que tornem este poema - especial -
um hino à tua imagem, em geral.
Estou-te grata, mar, porque me animas
quando te procuro. Me basta olhar-te!
Eu sei que para sempre irei amar-te!
...
Apesar do que se diz,
amarei o meu País
da forma como o entendo.
Não por aquilo que é hoje
mas sim pela sua raiz.
Admito que, crescendo,
fui talvez me apercebendo
de coisas que estavam mal,
sobretudo em Portugal.
Milagres... eu nunca vi
e, portanto, decidi
correr, para conseguir
aquilo que pretendia.
E foi essa mesma a via.
Deixei, também, de ir à igreja,
essa casa de um Jesus
que pregaram numa cruz
pra que todo o mundo veja...
Amarra-me a Portugal
tanto o que vejo estar bem,
como o que vejo estar mal.
Uma corda com nó cego,
que continua a apertar-me,
causa em mim desassossego.
Sinto um mal-estar que incomoda
por tudo o que vejo cá...
Não sei dizer: Tanto dá!!!
Meu Portugal está carente
de gente que reconheça
que precisa de lutar
pelo que quer que aconteça.
Depois, há o inconveniente
de cada vez haver mais
elementos muito maus,
de actuação condenável
que torna o país instável.
2016-02-01
Do meu livro "Meu Pequeno Grande País"
Imagem: Litografia de António Ramalho
No limiar do trajecto que me conduz à partida da minha confusa vida, faço da mente objecto de criteriosa análise, com perguntas e respostas que me ponho, interpostas em "modo de psicanálise"... Gostava de concluir se nesta minha existência falhei por incompetência, ou por meu ego servir. Atribuo "mea culpa" a muitos maus resultados de passos que dei, mal dados. Não merecerei desculpa. Voltar atrás... já não posso! Mais vale, então, perdoar-me, seguir em frente e amar-me, pois com a dor... não me adoço.
Data da criação deste conteúdo: 2022-06-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem: Liza Summer
Sorri! Enche os teus olhos de brilho e de ternura. Semeia esperança em cada sepultura. Tu és a vida, a luz, a alegria da lua nova que surge em cada dia. Sê forte, serena, confiante, e que o Amor seja o teu grande amante. Vive pra ele. Faz-nos sentir que em cada ser há uma razão para sorrir.
Data da criação deste conteúdo:2009-12-06 Fotografia de família Publicado em “World Art Friends”19.530 visualizações
Outrora, o meu regaço quente e fundo abraçava, apaixonado, todo o mundo. Partilhava sonhos, era outra atmosfera. Oh! Quem dera que voltasse a Primavera...
Pairava cheiro intenso a urze nas montanhas enquanto os rios geravam força nas azenhas. Brilhava felicidade por todo o lado, e os maus momentos dissolviam-se no fado.
Quisera sentir hoje, como antigamente, a magia do indiviso e, lentamente, envelhecer durante os anos que me restam.
Porém, os rios já não são livres como outrora. Parte do caudal diminuiu, e pesa agora, uma infinidade de males que molestam.
… e que ninguém se convença que esta podridão não vença. Habilmente protegida por gente para quem a vida dos outros, nada lhes diz, não chegamos à raiz... Essa, está forte e segura, a avaliar pela procura de muita gente de nome que nunca passará fome - enquanto o dinheiro dura. Haja drogas com fartura e traficantes da mesma! Seu fim, tem passo de lesma. Enquanto muitos vão “dentro”, muitos outros, os do centro desta maralha de gente muito rica e indecente, vivem da morte. Que importa? Entraram por uma porta que parece sempre aberta, apesar de tanto alerta! Drogas leves ou pesadas, fumadas ou snifadas por muita, mesmo muita gente com a mente já doente... estão condenados à morte, se não fizerem um corte no consumo que os destrói. Até dói vê-los sofrer! Oh se dói! Enquanto isso, os traficantes, por seus actos revoltantes, deixam num caos bem profundo, famílias de todo o mundo
Data da criação do conteúdo: 2016-06-10 Imagem: Kindel Media
Quando o lindo mar se agita,
por revolta no seu fundo,
há gente que, muito aflita,
teme que termine o mundo.
Não te encrespes mais, ó mar!
Apesar dos males que alastram,
iremos poder travar
o que tantos egos castram.
Que a ira não se repita!
Entranhada no teu fundo,
há um mal-estar que grita
contra um egoísmo imundo.
Elevamos nossa voz!
Vivamos todos na Terra
considerando que NÓS,
muitos EU e TU encerra.