Toda a violência exercida nas raízes
de alguém para quem o passado é sagrado,
perpetua-lhe inapagáveis cicatrizes
que serão, eternamente, um seu legado.
Actos imperdoáveis, causadores de medo,
como aqueles do direito de posse, e do ciúme,
são comparáveis aos da lapa presa no rochedo
que, como tal... de direito se julga e se presume.
Urge encontrar meios para exterminar
vícios nefastos, geradores de violência...
embora difícil seja qualquer interferência.
Contudo, se nada se fizer, irão continuar
mortes macabras e todo o tipo de agressão.
Tenha-se eficaz control da situação.
Ao mar, que toda a tua vida tanto amaste, estarás a oferecer o que de ti sobrou. Estampado, no teu tronco, há o desgaste que o tempo, impiedoso, lhe deixou. Desejarás perpetuares-te na coragem, de mergulhares onde nunca ousaste entrar. Jazerás só, despido e sem qualquer bagagem, eternamente esquecido nesse mar.
Tal qual sou, estarei aqui.
De como acordo... dependo.
Não espero me compreendam
pois nem eu mesma me entendo.
Sou muito sujeita a luas,
nunca sei o que me espera
Tenho um coração que é calmo
e um outro que acelera.
Se está um dia de sol,
faço projectos, actuo,
mas se o dia está cinzento,
viro teimosa e amuo.
Surpreendo facilmente,
porque detesto a rotina.
Já não mudo nesta idade.
Sou assim desde menina.
É escrevendo, de alma leve e nua,
sem constrangimentos, e sem qualquer pudor,
que falo do meu passado, à luz da lua,
buscando-te entre as trevas, meu Amor!
Encontro no teu silêncio, paz amena...
um eco doce... de palavras que não dizes.
É como uma brisa suave, serena,
acalmando dores de muitas cicatrizes.
Se o tempo não existe, nesse Além,
estarás imune, à espera dum vento
que não acelera. O seu passo é lento.
Saldarei as contas que tenho com alguém,
antes de deixar outros seres que eu amo;
...dívidas de Amor, de teor humano.
Reviravolta... que volta foste tu dar a Belém? Quando o diabo anda à solta ...já nem dar volta convém! Vira lá isso ao contrário, que me dás volta à cabeça! Arranja-me outro cenário, antes que um mal aconteça...
Será muito complicado pôr a igreja de lado neste espaço português, quando um caso, como a fome, magoa, desgasta, consome… Milagres? Quem os espera nesta má atmosfera de injustiças, de ladrões, de oportunistas e de vilões? Oferecemos, à juventude, muito defeito, pouca virtude. Quem deveria resolver tudo o que estamos a ver... em vez de promover paz, gera guerra. Nada faz! Pedir milagres, Senhor, em preces ditas de cor? Somos nós, apenas nós, e certamente nós sós, quem deverá “milagrar”, mudar o mundo, lutar por tudo o que mais convém... para irmos muito além duma esmolinha qualquer dada ao pobre, que o que quer, é limpar o que é imundo; fazer lavagens no mundo. Há um bom número de gente, de mente suja e doente, que vive muito enfunada, vaidosa e cheia de nada nas suas cabeças ocas. Em verdade tudo vêm, mas se fecham, porque têm mais brio na ostentação, do que amor no coração. Não lhes é difícil viverem indiferentes, sem sofrerem ao verem tanta miséria. São temas de cariz séria que, em parte, queimam com droga muito usada, muito em voga. Amigos, se nada fizermos, em prol do que nós quisermos... viveremos contrafeitos, num país cheio de defeitos. Nesta sociedade gasta… comovermo-nos... não basta!
Com cravos de várias cores, a esperança nos corações e o fim de mil horrores, pairava uma ambição: festejar a liberdade, e o fim da crueldade!
Acabou a ditadura! E agora? O que é que há? Estão abrindo a sepultura a muitos de nós! Vá lá... Acordem! Estão-nos tramando e nós… sempre escorregando.
Dir-vos-ei o que nos resta dessa ambição que existia: Um resíduo que não presta! Pouco pão, muita alergia! Há cenários que só de vê-los sinto arrepios nos cabelos...
Escolham homens, não partidos! Não à cor, sim ao programa senão... seremos traídos! Votem em gente com fama de ter sempre, enfim, primado por ser alguém bem formado.
“Ergo os meus cravos, sem cor por um Portugal melhor!
Procuro segurar a ponta do meu afecto por ti. Eu não quero que ele acabe. Foi bonito o que vivi. Na minha cabeça, tonta, baralham-se interrogações, conjecturas, mil porquês. Não me queiras enganar. Não me conheces, talvez. Eu já não tenho ilusões, mas, na verdade, teimosa, seguro a ponta do afecto que mantenho preso a mim. Meu coração, inquieto, recusa perder-te assim.
Data da criação deste conteúdo: 2006-12-28 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Queria partir com o sol quando se põe no além; seguir-lhe o passo lento, acolher-lhe a magia. Fugir da noite incerta e do seu turvo vaivém, na esperança de alongar-me a vida em cada dia.
Rejeito a luz da lua, expoente de alternância; perturba a minha mente — tão triste, tão soturna. Venero a luz do sol: mantém-me em vigilância, e faz de mim mudança, enquanto taciturna.
Queria poder escrever, sentir inspiração, e encontrar um rumo para viver sem mim. Eu sei… não sou eterna, mas não aceito o fim.
É tempo de reflectir e de pedir perdão por todo o embaraço que possa ter causado a quem nunca aceitou eu tanto haver mudado.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-05 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando escrevo tenho asas, o coração é meu guia. Gosto de voar sozinha, não quero ter companhia. Sobrevoo mil montanhas e mares fundos, com baleias. Vejo formas lindas, estranhas, que mais parecem sereias. Na minha imaginação deslizam cores e corais. Faço dela o meu guião e dos versos... meus canais.
Através deles comunico com aqueles a quem dedico tudo o que escrevo em poemas. Foi a forma que encontrei para, do modo que eu sei, exorcizar meus dilemas.
Quero viver comigo a liberdade de sonhar acompanhada de ninguém, sem nada que possa perturbar o meu jeito de saborear o nascer do sol depois duma linda madrugada.
Não quero dó nem tão pouco comiseração de quem outrora fingiu querer-me bem. Eu amo o meu silêncio e sinto aberração ao ruído da ribalta que este mundo tem.
Quero ser eu inteira, viver as minhas paixões sem ser contrariada ou mesmo constrangida a ter de ouvir as mais diversas opiniões, de quem ousou meter-se na minha vida.
Não quero mais trair-me. Cansei-me de fingir que iria adaptar-me a este mundo louco, onde concorrência feroz e frequente traição, exigem que semeies tanto... pra colher tão pouco.
Quero viver mais leve e mais feliz, bem ajustada ao meu dever social de convivência tolerante, para sentir em pleno a condição de libertada, que me permite ser eu de modo sempre constante.
Não quero, porém, ocasionar desconforto a alguém, com a minha preferência de estar só comigo mesma. Se alguém vier pedir-me ajuda, por não estar bem, correrei como um guepardo, não como uma lesma.
Data da criação deste conteúdo: 2022-10-27 Imagem: Eberhard Grossgasteiger
Hoje quero reflectir na posição a assumir, em regime democrático, sempre que surge um baldado, que, sendo assaz desbocado, atreve-se a ofender, sem consequências temer.
Se a testa do tipo é oca, não serve fechar-lhe a boca!
Trata-se dum conflito, se a apreciação de um dito, numa sociedade livre, foi julgada pelo critério de que o dito é um impropério. Tal julgamento - escusado - passa a caso muito sério.
Haja uma ideia que brote, e outro critério se adopte.
Portanto, perguntarei: até que ponto é que a lei é o meio mais correcto de usá-la como objecto de condenação de alguém? É que uma das partes pensa que não proferiu uma ofensa...
Dependerá, no momento, do que der como argumento.
Mais parece uma censura em tempo de ditadura! Julgar casos como este, exige se faça um teste de avaliação dos actos. O que ofendeu, é perfeito? E o ofendido, de respeito?
Que não regressem os tempos de múltiplos contratempos....
À pergunta “quem sou eu”,
sou directa e bem concreta:
não tenho nada de Orpheu,
mas dizem que sou poeta.
Sou uma mistura de pouco,
e o resultado de tanto,
e com meu “estar” meio louco,
acabo sendo eu, portanto!
Envolvo a insegurança,
numa certa valentia,
com muita perseverança...
...“e levo a carta a Garcia.”
Estou vivendo neste mundo,
cada dia mais imundo,
com esperança e muita coragem.
Estou seguindo uma viagem.
Não sei bem de onde parti,
nem sei o que faço aqui.
Calmamente, vou tentando
nunca perder o comando
de mim e das ambições
que criei, sem condições.
Sigo amarrada a mim própria,
talvez duma forma imprópria,
mas é aquela que aguenta,
com tudo o que me atormenta.
Com Amor seguem, comigo,
quem de mim fez seu abrigo.
Amanhã, os que hoje estão,
quem sabe, já não estarão,
quando livres se sentirem.
Chorarei por eles partirem,
em busca dum seu Futuro,
menos preso, menos duro.
Farão o que fiz um dia,
quando buscava o que queria...
Libertei-me de uma amarra,
cheia de força, de garra,
e a muitas mais fiquei presa.
De nada tenho a certeza,
mas seguirei sempre em frente.
Muito há que me contente,
nesta ânsia de viver.
Eu sinto que irei vencer,
mas se não for, paciência!
Eu sou contra a desistência.
Já fui luz e fui mensagem
em tempo de nevoeiro...
Já fui ponte de passagem
num passado traiçoeiro.
Já fui barco desejado,
perdido num mar deserto.
Tinha o presente amarrado,
e o futuro... incerto!
Aguentei abanões
de gente muito perversa.
Eram mestres em traições,
assaz ricos de conversa...
........................................…
Hoje, cansada de tudo,
luto contra uma má onda.
Meu coração virou mudo,
e a minha alma, redonda,
não tem princípio, nem fim.
Porém... sinto-me filtrada,
estanque ao que for ruim…
Não preciso de mais nada!
Durante esta minha vida
...rica de muito a fazer,
busco sempre uma saída
para alongar meu viver.
Deixo sempre algo pendente
de acabamento... Eu juro!
Não... pra fazer no presente,
mas sim durante o futuro.
Quero evitar o stress!
Vivo a vida deste jeito...
Só faço, se me apetece,
desde que acordo, e me deito…
Os meus poemas de outrora,
espero poder melhorar.
É uma forma, impostora,
da minha morte atrasar...
Desde os primórdios da vida que há gente a usar os outros como sua propriedade. Quanta pessoa agredida no mais fundo do seu ser! Oh quanta brutalidade!
Tem havido tentativas - ao longo de muitos anos - de acabar com esse mal. Contudo, são iniciativas sorrateiras, prepotentes, que mantêm tudo igual.
A lei tem processos lentos, não é rápida a actuar. Não vai ao fundo... ladeia... E apesar dos lamentos, de quem é escravizado, a eficácia escasseia.
Na mulher, na Esposa e Mãe, nas Filhas e nas Irmãs, o abuso vai actuando, e não se percebe bem, de que lado está a lei operando em modo brando...
Há que acabar com o abuso, mas é tão grande a ganância neste mundo tão cruel, neste mundo tão confuso, que perde qualquer substância qualquer contrato fiel.
E, de forma camuflada, que a muitos pode escapar, a escravatura acontece! Nem a criança é poupada neste mundo a descambar... pra algo que não merece.
Sentia aperto no beco, onde morei toda a vida. Lá fui grito; não fez eco; preparei-me prà partida. Mil sonhos, mil esperanças se tornaram pesadelos. Foram pesadas heranças deixadas por vis camelos.
Data da criação deste conteúdo: 2012-11-19 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Num baú antigo e tosco, vejo um transparente fosco, num mar de recordações. São sombras das ilusões que pintei com o verniz da vida que tive e quis. Estão enlaçadas num todo; fazem parte do engodo de um passado que não sigo. Procuro-te e me castigo por penosas concessões às tuas violações daquilo que sempre fiz. Secaste-lhes a raiz.
Data da criação deste conteúdo: 2022-04-12 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Entre planos agendados e a sua concretização, está o povo em expectação. Alguns, já habituados a promessas não cumpridas… nada dizem! Nem se movem, nem tão pouco se comovem. Procuram outras saídas. Aquele povo mais confiante, mais letrado, mais paciente, mantem-se resiliente. Nem precisa de calmante… Mas com medo de que o CHEGA gere “um país de VENTURA”, há gentinha que tortura o André, que não sossega. Promessas já foram feitas, mas sua concretização exige a alteração de leis a que estão sujeitas. Da minha parte, direi: como não tenho partido, escolho no bom sentido, optando pelo que sei convir a gente de bem. Que se faça, enfim, justiça! Seguirei insubmissa Às leis do que não convém.
Data da criação deste conteúdo: 2025-08-31 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Este caos que em portugal e espanha se instalou, gerou devastação geral, muito profunda: perda de vidas, de bens e do que ocasionou a má governação por tanta actuação imunda.
O nome “Marta”, paira na mente de quem, generosamente trocou o seu ócio por acção, e dá-se de alma e coração a alguém que ela sente estar a gritar-lhe por atenção.
Porém… sopra um vento ainda mais decisivo; nas urnas mede-se o rumo nacional. É tempo de pesar o gesto colectivo: disputam-se dois nomes bastante desiguais.
E eis chegado o momento das decisões… A ala esquerda defende o que lhe convém, e a da direita, cheia de argumentações, apela ao que disse, ao que promete… e que mantém.
Após este presente, pensemos no passado para fundamentar o próximo futuro. Somos um povo que vive ameaçado por um novo tempo, sem dúvida, não seguro.
Data da criação deste conteúdo: 2025-02-08 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Mais um ano passou sem ver as tuas águas.
Mais um ano passou sem ver as tuas areias.
Ai quantas vezes lavaste as minhas mágoas
e quantas vezes, meu bem, mudei de ideias.
Mais um verão marcado pelo desgaste
sorrateiro e louco, que tanto me sufoca.
Esperei-te, meu amor, mas tu nunca chegaste.
Sou retrato fiel do que o esperar provoca.
O mar e tu, meu bem, são tudo o que me resta
dum passado remoto que me tem cativa
dum amor imenso, que não irá deixar-me.
Um vil cansaço em mim se manifesta.
São rugas de que o tempo não me priva...
Amar-te-ei, amor, até cessar de amar-me.
... E sendo eterno o nosso grande Amor, que eterna seja, também, a felicidade de vivê-lo até ao fim das nossas vidas. Nenhum de nós é hoje devedor seja do que for. Em liberdade, contámos muitas metas atingidas.
Não quereria sobreviver à tua morte, mas quereria que sobrevivesses tu, à minha e que a vida sãs vontades não me negue. Estou presa a um Amor vindo do norte, o qual matou as dores que, outrora, eu tinha e se tornou a luz que sigo e que me segue.
Não fora a podridão dum certo mundo insano
e os rebanhos seguidores da sua gente,
e acredito que o nosso Natal este ano
poderia bem ser outro, assaz diferente.
Há pessoas que eram... mas hoje já não são.
Outras, ficaram por cá. São seres expectantes
que, de meras cobaias de experimentação,
avançaram para esperanças periclitantes.
Desiludidos com o mundo em confusão
em que passaram a viver, preocupados,
esperam hipócrates, quiçá, tivesse razão...
No background ofusco, a Natureza Mãe,
será que inverterá os dramas ocasionados?
À ciência, argumentar, já não convém.
Terás sido magoada pela vida,
ou criticada por vis ignorantes,
mas nasceste pra cumprir várias missões
que não deverás, jamais, menosprezar.
Há que iniciares luta aguerrida
contra males reais e massacrantes.
Faz renascer em ti, novas paixões,
e nada será mais como era antes.
Segue em direcção àquela luz
que vês na nova estrada.
Segue em frente... confia!
Caminharás, então, em segurança,
com uma confiança intemporal.
Procura liberar-te dessa cruz
que sobre ti caiu e, de repente,
tudo enfrentarás com mais esperança!
No Universo nem tudo é surreal.
Sei que tens vontade de viver
e de fugir dessa inacção atroz
que irrompeu, inesperadamente,
sobre a tua alma limpa, pura...
Não desistas nunca. Urge vencer
os gritos da tua depressão sem voz.
Avança lenta, mas decididamente,
e sentir-te-ás, aos poucos, mais segura.
Não tenho medo da chuva,
nem mesmo quando troveja.
Não me assusta a vida dura,
por mais dura que ela seja.
Contudo, amigos, vos digo,
que me faz um mal profundo
ver pessoas sem abrigo
por culpa de leis no mundo.
Teremos sempre um por quê,
difícil de ser julgado...
que passa a ser cliché,
usado pelo culpado.
Haverá maior tristeza
do que passar a estar só
na rua, onde a frieza
transita, sem sentir dó?
Mergulho na noite, breu medonho,
deixando-me, dormindo, transportar
ao mistério deslumbrante do sonho...
Actuante, sem deixas, sem suporte,
saio da plataforma "Consciente",
cheia de regras, ponderação,
para um teatro livre, potente,
cenas virtuais, encenação.
Oh! Este momento, sem comando,
onde o cenário, vil enganador,
poderia permitir-me que, sonhando,
sentisse Amor, não este Desamor.
Entre mim e ti
uma longa história
paira viva
na minha memória.
Jazem inapagáveis
cicatrizes
nas nossas raízes.
Imortal será,
entre nós,
a palavra Mãe...
pelo valor intrínseco
que tem.
Sólidos estarão
entre as duas,
dezanove rubis
onde continuas.
Quando me casar contigo não serás o meu senhor. Eu sou minha e Tu és teu! Para além de meu Amigo és minha fonte de Amor, sem que eu deixe de ser EU.
A posse implica poder, não quero ser possuída. Não me vejo desse jeito. Sou feliz por te querer e por ser por ti querida, mas exijo-te respeito.
Peço-te, Amor, que medites nestes pontos que foquei. São as minhas condições! Casar implica limites... Tu sabes... e eu também sei. Respeita as limitações.
Para além do que se conhece há uma incomensurável ignorância, - consciente ou não - do que ainda se desconhece ou que não convém darem-nos a conhecer. Em abundância, há uma teimosa convicção por vezes inabalável, de que há quem já saiba tudo! Um pormenor relevante: proliferação do surdo-mudo! Há um esquema, indecifrável, que andam a ocultar-nos e que segue camuflado sem quererem desvendá-lo. Depois... há o conhecimento, quiçá bem memorizado à força de martelá-lo na nossa mente ainda fresca... em que verdades “autênticas”, são mentiras gigantescas passadas constantemente, e escolhidas, tacitamente, para encobrir o obscuro que nem aceito, nem descuro... Resumindo... Existem os detentores dum certo conhecimento, que se chamam “professores”. Depois há os vigaristas, os mais espertos de todos, que nos enchem sempre as vistas - com um fim intencional - de “paisagens” mentirosas... e teorias enganosas dum rigor excepcional. Concluindo: Faz falta um Saber Superior capaz de priorizar o AMOR.
Mil países tivesse, em tempos, visitado, mil anos tivesse neles, longe vivido, e esta vontade que sinto me tentar - meu Portugal tão amado e tão querido - seria igual à de hoje: regressar! Foram penas nele sofridas num passado que no presente nem recordo, nem esqueci. Mas é aqui, meu Portugal acorrentado, que desejo reconstruir o que perdi.
Data da criação deste conteúdo: 2013-12-01 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
A lava do teu vulcão queimou-me calmos desejos. Não quero mais os teus beijos nem tua louca paixão. Sinto-me fria, a tremer, acorrentada em teus laços, fugindo dos teus abraços, querendo não mais te ver. Sedenta de solidão, quero encontrar-me comigo para auscultar se consigo dar paz ao meu coração. Não passaste de ilusão. Foste dor em noites loucas. Tu me amas mas eu não!
Vergo-me perante as marcas da saudade que não conhece as penas que sofri. Passei a ser presença e castidade de erros que no passado cometi.
São essas marcas que hoje me concedem idoneidade que no tempo em mim gerei. São memórias reais que não me impedem de recordar vivências que ultrapassei.
Saúdo um grande mestre, de excepção. Permitiu-me, eficazmente, separar factores flutuantes em ablação no centro de valores a ponderar.
Faço reflexões neste Universo grande considerando o que sou, sem o que fui. A água vai correndo sem que a comande… porque o que vai com ela não dilui.
Data da criação deste conteúdo: 2025-10-26 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando o voo dos hoazins perturba a tua vida, rodopiando nos céus, em jeito de inconstância, esvoaçam andorinhas, em dança desmedida, sob ventos que assobiam sinais de intolerância.
Escuta o grasnar da gaivota enlouquecida, anunciando tempos de luta e de mudança. É tempo de enfrentar a sombra endurecida e combater, com firmeza, o espectro da ganância.
Para além do que vês, há jogos e traições urdidos no silêncio de ocultos bastidores. Impõe-se discernir caminhos e direcções por onde se infiltram velhos semeadores.
Águas limpas deslizam pelas montanhas, lavando impurezas que o tempo não disfarça. Mesmo as aves mais turvas, sujas e estranhas, não vencem a verdade quando a alma esparsa.
Regressarão as flores com a Primavera, e o ar renovado há-de trazer bonança. Depois do vendaval, a vida persevera: há sempre um recomeço onde habita a esperança.
Data da criação deste conteúdo: 2026-03-20 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Como gostaria de olhar este mundo,
com um filtro nos olhos, para protegê-los.
- O que hoje irradia, tolda-me a visão!
Mergulho num espaço que é meu, assaz fundo...
Construo mil sonhos e enormes castelos,
que se vão ajustando no meu coração.
Entre o sono e o alerta brotam forças do mal.
Perturbam-me o sono, mas sigo sonhando.
Apagam-se luzes na imaginação.
Ouço o Universo. Sua voz astral
está cheia de fúria, de tanto pesar
por ver mil sacanas entre a multidão.
Acolho-te em mim, ó meu amor, meu Mundo!
Dou-te a cor que quero. Deixa-me sonhar
e que o Universo olhe bem por mim.
Que gira a justiça de modo fecundo
e me faça, finalmente, acreditar
que tudo o que está mal terá um fim.
Se julgares-me te diverte, continua,
mas só eu sei quem sou e o que pretendo
quando tomo posições que tu condenas.
A tua convicção, na mentira flutua,
até que se dissolva em erros que não entendo.
Estás cheio de rancores que tu não drenas.
Liberta-te do peso que carregas
quando me julgas, carecendo de certeza.
Teus fundamentos nascem por incúria,
e por falsas convicções que sempre negas.
Acabas por cair em vil tristeza,
exactamente porque partem duma injúria.
Antes de me julgares, medita bem.
Sou eu a detentora das minhas razões
e da forma como quero conduzi-las.
Evita magoar-te. Não convém.
Perdes a força que têm as tuas opiniões
e o quanto te esforçaste, ao produzi-las.
Luto por encontrar-me
entre o meu ego e eu.
Não sei onde estou,
por onde tenho andado,
nem o que me aconteceu.
Sim, talvez viva algures,
numa dimensão diferente.
Quiçá terá sido a razão
por que se gerou tanta tensão,
entre um e outra,
duma forma crescente.
Fizemos disparates sem conta
em todas as minhas presenças,
e em todas as minhas ausências.
Foram inúmeros os conflitos
existentes entre ambos.
- Quantos... Quantos!!!
Perdi-lhes muitas vezes,
o rumo, ao ser-me pedido
para dar mais do que podia,
...simplesmente porque devia.
Talvez eu já tenha sucumbido,
ou vagueie neste mundo caótico,
procurando-me entre os dois,
num passado tortuoso, sofrido.
Tive de tudo, mas nada pedi.
Busco-me por toda a parte!
Até mesmo nas minhas raizes,
onde o meu ser foi concebido,
e onde nem tudo foi alegria.
Acredito ainda, que um belo dia...
será dada vida à esperança
de ficarmos juntos, felizes,
em perfeita harmonia,
e em eterna segurança.
Minha mente não está calma…
Sinto um grande desconforto
no seu todo - que é tão meu...
porque quem o gere, sou eu!
Quero encontrar a maneira
que – espero! - seja eficaz,
de acabar com a hipocrisia,
que gera ira… e azia.
Há uma certa caridade,
- em forma de ocupação -
que causa mal-estar profundo
em qualquer recanto do mundo.
Incomodam-me as pessoas,
com um egoísmo gigante,
a quem chamam "gente do bem",
mas que deste... bem pouco tem.
Espalhados por toda a parte
confundem muito inocente,
por seus movimentos balofos
e sorrisos… “bué de” fôfos.
Actuam por conveniência,
em pontos muito sociais,
onde brilham com esplendor.
Dão ”esmolas”, não dão Amor.
Contrastam com os cidadãos
que nasceram iluminados.
São desprovidos de vaidade,
e espalham humanidade.
Esses amo! São almas boas...
Aos pobres carentes de tudo,
dão Amor muito genuíno,
assaz doce, assaz Divino.
2014-02-10
Data da recriação deste conteúdo:
2023-10-04
Café de Paris,
Ponto de encontro de tantos corpos.
Uns, cheios de vida, outros, quase mortos.
Nas cabeças, um mundo desconhecido de ambições.
No peito… mais dores do que corações.
A banda, repetitiva, sempre igual,
parecia tudo, menos musical.
O interior do salão era deprimente,
e o aspecto, sórdido.
Nos olhares sentia-se uma esperança
e um desejo mórbido.
Em cada par, um caso… por vezes sério,
mas na maioria, pra não recordar.
Contudo,
neste salão deprimente, de aspecto sórdido,
onde quase tudo era doentio, era mórbido...
encontrei-te a ti.
No teu doce peito senti um coração.
Na tua cabeça… uma humana ambição:
encontrares alguém que suavizasse
a vida que tens.
Dançámos. Sem falsas ilusões,
dia, após dia, um desejo crescia:
estarmos juntos os dois.
O meu corpo ansiava aprender
a lição do Amor. Ensinaste-ma tu.
Hoje, meu bem,
o meu coração sabe bem o que quer.
Aprendeu, contigo como é bom ser Mulher.
Enquanto a vida se entende nesta incerteza em que vivo, solto esta arte que corre dentro do meu coração. Continua muito activo o fogo desta paixão. Viverá até ao fim. Que morra apenas eu, como um pobre plebeu, mas nunca pobre de mim!
Não há bem que sempre dure, nem há mal que não acabe… - diz o povo, que bem sabe! Para grande mal, grande cura. Este ditado… convence! Ora recorde, ora pense: Quando cremos estarmos bem… surge uma qualquer má nova, de levar caixão à cova, e o povo, bué cansado, não reage. Desanimado, nem aquece, nem arrefece… Se as águas passadas já não movem moínhos, sigamos novos caminhos... Façamos o que deve ser feito... ...mas sem intenções subtis: Cortemos o mal pela raiz!
Texto inspirado nos actos de um desonesto gestor que tinha uma grande ambição: continuar corrupto ininterrupto.
Aquela cor vermelha no semblante de quem vai rebentar em qualquer instante, pareciam indiciar que não conseguia saír do pesado labirinto em que se meteu…
Dir-se-ia ser da “telha” com que viu deslizar, por uma malvada grelha, aquilo que ambicionou, mas que uma “busca” não lhe possibilitou… ... E tudo o vento levou!
Prémio da discrepância entre a ganância, a honestidade e outros afins: um bom par de patins!
Neste espelho em que me vejo retratada, fielmente, vejo rugas em cortejo marcando este meu presente. Não há margem para enganos: o meu corpo está cansado, por muitos e muitos danos, dum tormentoso passado. Abundante em muitos feitos, minha vida virou rica... rica de “golpes” desfeitos e tanto que a dignifica. Mas com orgulho e coragem enfrento o futuro bem, fazendo sempre a filtragem do que nele mais me convém. Escolho bem as amizades para poder enfrentar as muitas falsas verdades que nos querem injectar. Depois… o que é que me impede de viver, sempre sonhando, se o meu coração não cede aos anos que vão passando?