Onde quer que estejas, Mãe, este poema é para ti, como se estivesses aqui... não nesse remoto Além. Estou carregada de dor, mas também de tanto Amor. Sabes da minha saudade e do quanto gostaria de ter-te connosco, este dia da tua maternidade. Mas não venceu a melhor, e foi a Morte, agressora, que, uma vez mais vencedora, levou vida, deixou dor. Porém... não nos separou. Eu sinto a tua presença, leve... serena... e muda. Não me fala, mas saúda. Maldita sejas, ó Morte, quando de nós te levou. Que triste condenação dada a um ser desejado. Para mim... isso é traição à vida de alguém amado. Não sei se rumaste a Norte, onde creio o Além morar. Só sei que estou à deriva, perdida num alto-mar... Onde quer que possas estar, não deixarei de te amar!!!
Data de criação deste conteúdo: 2012-09-01 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
A outra que existe em mim, por vezes é muito estranha. Pinta os lábios com carmim e, com uma vida tamanha, se revolta, me magoa, se contravolta, anda à toa… quando aquilo que ela quer eu não a deixo fazer. Há dias em que é Mulher, outros … nem sei que dizer. Não me deixa sossegada. Quando noite sinto em mim, ela sente madrugada e faz um grande chinfrim dentro da minha cabeça, até que eu lhe diga: SIM! e faça o que lhe apeteça!
Já corre um novo ano, velozmente.
Vem com a pressa irritante de outros anos.
Enquanto muita esperança nos consente,
vai fabricando traições e desenganos.
Que corra, que tropece, que se estenda
na estrada que percorre sem comando.
Não temo qualquer pressa que transcenda
a velocidade dos passos que vou dando.
Vivo como posso e como sei,
aproveitando o tempo, que venero,
para fazer aquilo que hoje quero.
Na senda do caminho que tracei
já não há nada que me torne lesta.
Sou senhora do tempo que me resta.
Data da criação deste conteúdo:
2018-01-05
Do meu livro "Meus Caminhos de Cristal"
Fui gerado com um senão,
... como todos os outros foram.
Só difere a dimensão,
se melhoram, ou se pioram...
Não haverá quem me convença!
Dois seres iguais? Nunca vi!
Há sempre alguma diferença
que os distingue, entre si.
Vim ao mundo por direito,
consenço de opiniões,
ou mero acaso, sem jeito
num monte de confusões.
Olhem-me como igual a todos,
sem diferenças, sem rancor,
com carinho e com bons modos,
e tanto, mas tanto, Amor.
Se o mundo está mal,
de que serve fazeres de conta
que tudo corre sobre rodas,
negligenciando os que sofrem
mais do que tu?
Se nesta vida que te deram,
falhares como cidadão,
serás tudo, menos um bom irmão.
Nascemos com a missão de viver,
não de matar.
Cerrem-se as lutas! Tranquem-se as portas
que conduzem a um fim indesejado.
Fazes parte deste todo,
envergonhado do que vês,
mas será insensatez
“deixar rolar”.
Demos as mãos e unamo-nos firmes
na luta contra a droga, a guerra
e a destruição dos valores básicos
para uma vida feliz.
Cortemos o mal pela raiz.
Dá-me a tua mão, sem hesitação.
Salvemos a Terra.
Sigamos a estrada que nos conduz à Paz.
Digamos NÃO à Guerra!
E foi a explosão na minha mente
- que me mantinha presa e amordaçada -
a causa que matou, naquele Presente,
a praga duma Vida mascarada.
Mudei a direcção que, então, seguia.
Rumei a um Futuro que, não nego,
mudou completamente, nesse dia,
o lado distorcido do meu ego.
Apraz-me constatar que sou feliz.
Assim... a minha alma nua,
nunca mais se mascarou de actriz.
Vestiu-se de verdade, não actua.
Já nada existe daquilo que acreditei
fosse verdade em ti e, pensando bem,
partiste da minha vida, e hoje sei
que fui, do teu egoísmo, sua refém.
Por este sentimento, agora em mim,
e por tudo quanto me fizeste sofrer,
eu espero apenas por um justo fim:
não recordar-te mais para poder viver.
Quando – falso - dizias que me amavas,
acreditava, porque tu, até juravas.
Era uma criança... com uma paixão.
Puro engano de quem sonha, iludida,
acreditando amar para toda a vida
alguém, que não foi mais do que traição.
Fui amante de tesouros que, em verdade,
fui criando ao longo duma certa idade,
em que a esperança mantinha-se permanente...
Acreditava em tudo... porque inocente.
Eles seriam os meus escudos nas batalhas
perpetradas contra os eventuais canalhas,
que ousassem querer violar a minha mente.
Percorri a minha juventude consciente
do quanto era importante que o futuro
fosse bem diferente, e muito mais seguro.
Aquilo a que assisti, tanto em excesso,
virou todas as minhas vontades do avesso.
Mantinha-se, bem vincado, dentro do meu lar,
aquilo que, fora dele, estava a faltar.
Mas isso não chegava. Era bem pouco
neste mundo onde aquele que confiar, é louco.
Ganhei uma forte, bem vincada consciência
das nossas regras sociais, e da prepotência
com que somos, tacitamente, manipulados.
E a minha alma partiu-se, em mil bocados.
Hoje, atingida já uma certa idade,
não me bastam a força e a boa vontade,
para moldar o leito em que eu me aqueço.
Foram tantos aqueles sonhos, que não esqueço!
Viraram pesados, fugazes e mal dormidos,
tal como os anos de luta com fé vividos
que, pensando bem, nem sei se valerá a pena
continuar a sonhar com uma vida plena.
Recomeçar da base seria repensar
uma nova fórmula para tudo mudar.
Vejo o mundo a sucumbir no exagero,
com tanto de falso e tão pouco de vero.
A maré hoje está cheia. Gaivotas pairam no ar. Quanto mais a maré sobe, outras mais se irão juntar. Não há barcos sobre as ondas, nem turistas pela praia. O tempo ameaça chuva, não se vê nada que atraia. Sem permissão para pesca, reina vida no cenário. Para peixes... sabe a festa, para gaivotas... calvário! Há ciclos durante a vida, que contrastam, grandemente. Uns dizem serem acasos, outros o poder da mente. Há, porém, quem contradiga, com um parecer diverso, atribuindo os acasos ao poder do Universo.
Urge uma rajada de esperança abanar-nos o corpo, sacudir-nos a alma. Tenhamos coragem para a mudança. O mundo está virado do avesso e ao que se passa, para além das teias, pouquíssimos seres têm acesso. Não confundamos as areias com que era feito o cimento, no passado. Hoje a massa é outra, e bem diferente. Aguenta mais e por mais tempo, mas quando cai, deixa milhões de pessoas perplexas. Acontece com outra projecção. Quem monta cada império, navega em áreas complexas. Só entra lá quem tiver credencial especial e sofre muita perseguição. No passado, sabias onde estava o inimigo. Hoje, ele actua em desafio. Reina o disfarce e um compadrio que compromete.
Será que a história, na verdade, não se repete ou cada um nunca sabe onde se mete?
Milhões de preces foram feitas para que a gripe cessasse. Mas não cessou; deixou maleitas. Os vírus multiplicaram-se e, velozes, transformaram-se em outras gripes perigosas. Rezar não adianta nada, quando esta sair falhada. São práticas religiosas paralelas à ciência, na luta por assistência. Em momentos de aflição, por que não uma oração? Espero que, sempre alerta, a cura seja descoberta.
Data da criação deste conteúdo: 2018-04-24 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Desperto e logo desejo continuar a dormir, porque, acordada, não vejo a forma de colorir o cenário desta peça a que chamam "Existir".
Eu não tenho mais cabeça para inventar um viver que não deixe que envelheça mesmo antes de envelhecer. É que aquilo com que sonho não é um existir qualquer.
A pergunta que me ponho é se haverá um modelo de sonhar, sem que esse sonho não termine em pesadelo... pela exaustão que prevejo por tanto que me acautelo.
Se "Existir" não deixar tornar sonhos realidade... amigos, por este andar, acabamos, na verdade, por escolher adormecer para não ver a maldade...
Data da criação deste conteúdo: 2014-01-05 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Avanças presa a um passado que não consegues esquecer. Transpõe os teus obstáculos! Cada passo que dás em frente é para avançar. Não pares! Apoia-te em sustentáculos que revigorem a mente, para voltares a viver. Enche a alma de esperança. Quem bem luta, sempre alcança! O que para trás ficou... ...não recordes. Acabou! Esquece quem te fez mal, ousando tua vida perturbar. Para além do que é verdade, há um mundo surreal que esconde um vasto mar de hipocrisia e falsidade. Confia no futuro que te espera! Não ajas à toa; pondera.
Data da criação deste conteúdo: 2019-03-03 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando o voo dos hoazins te perturbar a vida, rodopiando nos céus, em jeito de inconstância, escuta o grasnar da gaivota enlouquecida. É tempo de combater o espectro da ganância.
Para além do que vês, há um mundo de traições planeadas por detrás de secretos bastidores. Impõe-se analisar com cura as direcções por onde seguirão esses velhos traidores.
Águas limpas deslizam pelas montanhas, limpando as impurezas que os hoazins lançam. São aves muito sujas e muito estranhas.
Não temas o inimigo. É fraco e inseguro. Joga com as tuas armas, que honra alcançam. Aposta e acredita num pacífico futuro.
Data da criação deste conteúdo: 2026-02-12 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando o lindo mar se agita,
por revolta no seu fundo,
há gente que, muito aflita,
teme que termine o mundo.
Não te encrespes mais, ó mar!
Apesar dos males que alastram,
iremos poder travar
o que tantos egos castram.
Que a ira não se repita!
Entranhada no teu fundo,
há um mal-estar que grita
contra um egoísmo imundo.
Elevamos nossa voz!
Vivamos todos na Terra
considerando que NÓS,
muitos EU e TU encerra.
(Dois excertos do meu livro)
.....................................
Pra terminar esta parte
da História de Portugal
e do seu nome também
(apenas porque convém),
acrescentarei, portanto,
que o nosso país de encanto,
em redor de Portus Cale,
era o Porto... tal e qual
(ou mais ou menos, digamos,
pra que não atraia enganos)!
Então como foi possível
este feito inverosímel
de termos crescido tanto?
Foram séculos de luta
com muitos filhos da mãe
que sempre nos invadiram
de causas para disputa
desse país de ninguém.
No ano mil cento e três,
um tal Henrique Borgonha
- morto nove anos mais tarde -
com uma coragem medonha
faz algo que maravilha:
Resolve ajudar Castilha
de forma não calculista
(ou calculista, talvez...)
na luta pela reconquista.
Grato por este seu gesto,
Afonso VI o que fez?
Nomeou o tal Henrique,
por vontade ou manifesto,
El Conde de Portugal.
Foi um acto excepcional,
porém, morre Afonso VI
e altera-se o contexto
em que tudo decorria.
No terminar de mais um ano controverso, durante o qual muito foi mais, e pouco menos, recorro ao meu livre direito de opinar e toco no eterno drama do perverso, e dos factos que considero mais extremos, num país onde há um caos a criticar.
Entretanto o pobre passa fome...
Reina a desordem em diversos sectores. Há uma onda chocante de comentários de diferentes culturas, sem formação. Deparamos com supostos senhores doutores que, enfatuados, organizam plenários, mas de boas soluções... pouco saberão.
Entretanto o pobre se consome
Os media, tendo em mente as audiências e a distracção, bem “saudável”, do seu povo, exibem novidades muito eclatantes, tendenciosas, conforme as conveniências... ...com as quais já nem me movo nem me comovo, nem me perco em ver programas degradantes.
Entretanto o pobre venceu a fome ...
E eis que o povo se transforma em gente que já não quer saber do que Ronaldo tem ou daquilo que Cristina lhes irá propor. Tem agora bem cuidada a sua mente, capaz de discernir o que é que lhe convém... ... isto é, matar a fome e gerar Amor!
Confirmam-se actos surpreendentes,
que não sabemos porque se geram,
nem com que fim são praticados.
Perturbam crentes e até descrentes.
Há mil respostas que nada alteram
se os seus autores são questionados.
Silêncios estranhos, perturbadores,
derrubam sonhos, queimam projectos,
ferem pessoas, destroem vidas...
Não conhecemos os vis traidores.
Hediondos monstros, seres abjectos,
que silenciam... com fins suicidas?
Caminham juntos, na mesma estrada,
seres que te amam, seres que te odeiam,
seres que te iludem, seres que te traem..
Porém... amigo, na caminhada,
há outras almas, de mil formatos,
que com ruídos... não se distraem.
Fica em silêncio, e põe-te à escuta
para aprenderes quem fala a quem,
e o que combinam de muito imundo...
Esquece os ruídos! Há gente em luta,
que quer salvar quem está refém
dessa gentalha, que trai o mundo.
A perfeição não existe,
mas essa é a minha meta.
De tão exigente ser
não me sinto completa.
Mesmo assim, por acabar,
tenho um coração que crê
que, de amor, estou repleta.
Aos olhos de quem me vê
por vezes sou assim mesmo:
Incompleta! O que é que falta?
O problema está dentro.
Há um senão que ressalta.
Ontem, fui boa pessoa;
anteontem… já não sei;
hoje procuro tornar-me
a mistura que convém.
Convém... a quem de mim espera
qualquer coisa... assaz diferente.
Acabo sendo um enigma
aos olhos de toda a gente
que me olha e vai dizendo:
- Esta aqui, não está completa!
Tem um parafuso a menos...
ou é doutro planeta.
Longos voos realizei,
sempre com ida... e com vinda.
Tantos anos que eu matei!
Nem sei quantos tenho ainda.
Buscava pérolas brancas,
escapava a pontas de fogo.
Fechava portas com trancas,
pra fugir de um demagogo.
Uma asa já quebrou,
não a posso consertar.
Estou cansada de tentar.
Choro o tempo que passou.
Nem correndo o apanharia!
Mas... quem sabe se, um dia...
Mãe, tu que me deste a Vida
para ser vivida em pleno,
tinhas a doce esperança
dum futuro assaz sereno.
Mãe, tu que me viste falhar
milhares de vezes - apesar
dos teus avisos permanentes,
sábios e tão pertinentes...
Crê, eu não te culpo de nada.
O meu falhar foi resultante
do quanto, na vida, passei.
Hoje, sinto-me arrependida.
Para sempre, recordar-te-ei
como uma Mulher de força,
uma Mãe boa, assumida,
porém, muito introvertida.
Não obstante irreverente,
sentia na tua conduta
os efeitos da tua luta.
Mãe, partiste tão de repente...
Tu travaste uma batalha
aos teus noventa e seis anos...
e eu... estava de novo ausente
e não me despedi de ti.
Foi injusto… inesperado,
e muito fora dos teus planos
… se de morte planos houvesse...
Estes, o Universo os tece.
Como eu me sinto sozinha!
Oh! Mãe, minha querida Mãe,
deixaste-me na maior dor.
Repousa, agora, em Paz,
Meu Grande Eterno Amor.
Ervas daninhas habitam no canteiro do jardim que em minha alma floresceu. Todas as flores se agitam... mas uma, cor de carmim, está linda! Recrudesceu... Ela é Amor num deserto. Não quero vê-la secar, precipitando o seu fim, porque, sempre que desperto, põe-me no peito um colar feito de afectos por mim.
Hoje passará a ontem, quando a meia-noite vem, e passa a ser anteontem, numa outra a vir também. Todos eles viram passado, dia após dia, por certo, deixando sempre ignorado um amanhã muito incerto. O Presente é uma porta desse amanhã que me atrai, pois o futuro é que importa, quando o passado se vai. Contudo, nessa magia que o Amanhã dizem ter, há um mistério que adia o nosso querer saber. A Natureza, perfeita, o amanhã quis esconder, para que a Vida, essa eleita, não saiba quando irá morrer.
Data da criação deste conteúdo: 2011-04-15 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Ser Mulher está para além do género a que pertence. Ela é Força, Coragem, Mérito, Excelência. Não aceita ser refém de quem a julga diferente. Repudia vassalagem a quem lhe exerce violência. Aguenta os seus defeitos porque os considera efémeros. Tem deveres e tem direitos comuns a todos os géneros. Quem não está neste padrão chama-se Mulher Excepção.
Data da criação deste conteúdo: 2021-10-19 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Deixaste-me, em herança, um Amor eterno. Repousa, reflectida na minha memória, a tua imagem serena, tranquila, calma. Comigo jaz um sentimento eterno. Da nossa vida guardo a longa história, que ainda hoje conforta a minha alma.
Data da criação deste conteúdo: 2025-10-27 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sou ave inquieta em ninho de penas; vagueio à margem de vultos em dor; não temo a maldade das almas pequenas, nem cedo aos corvos em noites de horror.
Com asas me busco — dispersa de mim. Debico o vazio onde impera carência. O mal que me cansa não se chama fome, não mata nem morre, mas rói na cadência.
Resgato fragmentos do que me faz falta. É pouco — não chega, não basta sequer. Urge solução para tanto querer.
Meu voo vacila, a mente ressalta, o tempo desfaz-se perante a impotência. Minha inquietude não tem resistência
Data da criação deste cobteúdo: 2026-03-28 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
De quem é, então, a culpa? Do culpado, ou de quem julga? Puxo aqui o tema AMBIENTE, que, ultimamente, se sente em todo o mundo, alterado. Tem sido negligenciado. Portanto, decidi acrescentar, ou direi mesmo, mudar palavras neste poema, para focar o dilema que estamos vivendo já no mundo, tal como está.
Há que tentarmos pôr fim, por todos e até por mim, no caos que está a gerar-se. Quem estiver a marimbar-se fugindo a regras impostas, a que muitos viram costas, deve sofrer um castigo. Isso é acto de inimigo. A mim também caberá, apesar de idosa... vá, fazer tudo o que puder pra mudança acontecer.
Daí eu ter decidido escrever aqui um pedido de empenhamento geral. E que ninguém leve a mal... O que é vida vira morte, (e não se trata de sorte!) se este planeta, em risco, não for protegido... Insisto: Nós deixaremos cadilhos aos netos dos nossos filhos, se mantivermos estagnada a questão de fazer... nada!
E pensei, de mim pra mim, pôr este poema assim, porque aquele, antes escrito, pecava por ser restrito, no tema aqui em questão. Ora vamos lá então... Quando o sol, luz irradia, no começo de cada dia, a Natureza implora, estarmos atentos, na hora, com rigor, e de bom jeito, à dupla: Causa-Efeito.
Muda e cega, muita gente age de forma imprudente, deixando subentender, que não quer mesmo saber do que se passa no mundo. Claro que, enfim, no fundo, não faz o que lhe compete, e o futuro compromete! Deixo a coisa neste pé: Quem avisa… amigo é!
Data da criação deste conteúdo: 2022-07-14 Imagem: Margarida Antunes Vieira
Procuro-me onde estava e como era
no tempo em que te amava loucamente
e duma forma transparente, tão sincera,
que eras presença mesmo estando ausente.
Se no espaço etéreo que te envolve,
adivinhar-te pudesse... eu te diria
que a lucidez que tenho não me devolve
aquilo que fui perdendo, dia após dia.
Pergunto-me, por vezes, onde estará
aquela outra que não sinto mais em mim.
Será que o nosso amor chegou ao fim?
Que se perca o tempo que não voltará,
mas que não se apague a recordação
daquilo que perdura no meu coração.
Em tempos de criancinha, na minha igreja,
falavam-me de inferno, com muita firmeza.
Diziam ser o castigo, quando eu pecasse...
Porque toda a repetição a mais, caleja,
como sempre fui uma prendada, que se preza,
ficava assaz estarrecida... sempre que falhasse.
Fui crescendo... Muito devagar, fui entendendo,
que para perceber bem o que é o inferno,
teria de aprender mais... para além dele...
E foi assim que, lentamenter, fui diluendo
certos medos - mesmo que ‘in modo” prosternal.
Que contra o meu passado eu nunca me rebele!
Queria ter força, fugir, mesmo sem saber de quê. Deixar o mundo, partir em busca dum tal “por quê” que nunca me dá descanso e não deixa de seguir-me. Quando me enervo, me amanso. Já não quero mais trair-me. Enroscada no meu “EU”, continuo a procurar-me, mas não me encontro Deus meu!
Não sei há quantos anos eu te amo,
nem sei quantos mais anos te amarei.
Só sei quantos serão os que reclamo,
por não poder mais ver-te. Esses... sei!
O que sinto por ti teve um começo,
mas nunca, nunca mais terá um fim.
Viajaste com bilhete sem regresso,
e ao partires, Amor, fiquei sem mim.
Anseio, loucamente, ver-te um dia,
para abraçar, feliz, a tua alma
serena… na sua paz... na sua calma.
Eras sempre tranquilo, quando te via.
Daí, na minha dor, ter superado
todo e qualquer problema, no passado.
Revolta-se um mar de nada que atraia. Com algas eu banho um passado que dói. Olho as crianças agitadas na praia, e lamento o tempo que tudo corrói...
Aguardo outro ano... Sei que o terei! Mas... ano, após ano, viva permanece a recordaçãp que em mim conservei dos tempos de jovem que a mente não esquece.
E vibro sonhando, teimosa, insistindo no quanto ainda aspiro poder terminar coisas que, no tempo, ousei projectar.
De Amor e de Sonhos vou chorando e rindo porque creio na alma que carrego em mim! Sou feita de esperança. Serei sempre assim.
Mesmo com a idade avançando, não me cansarei, jamais, de ir procurando o que tanta falta me faz: puros valores vitais, e tanta, tanta paz.
Busco novos objectivos, entre os quais ressalta o de como justificar esta minha sede de amar, de satisfazer a alma, de conseguir reparar aquilo que mina e que me traz o tédio causado pela rotina.
Amarei, entretanto, todos os que, como eu, acreditam na vida… mas não na do presente, profundamente agredida por tanta loucura, para a qual não vejo cura.
Como podem certos homens convencerem jovens a lutar por uma fé em que a maioria não crê?
Não importa como ou até quando, mas continuarei procurando bons e novos objectivos que tornem os fracos activos na recuperação do amor e de um mundo melhor.
Gostaria de saber se o saber que eu hoje tenho é um Saber de Verdade. Sinto nele muita mentira que não tem a perna curta... Mantém-se para que surta o efeito desejado? Tem um prazo calculado? Mentira, não tem idade. Não sabemos quando expira seu prazo de validade, portanto, o meu saber nunca me irá convencer. Ainda jovem, sentia que muito do que aprendia me deixava duvidosa... Certa matéria estudada foi verdade comprovada, ou peca por mentirosa?
De bocas abertas, a anunciar descobertas sensacionais, está o mundo farto; portanto, reparto-me — por razões especiais — entre acreditar e não me entusiasmar. Seja o que Deus quiser! Enquanto puder, recorro à Mãe Natureza — por uma questão natural — e estarei mais bem do que mal! E podem ter a certeza de que faço realmente isto: quando da cura receio, não arrisco! Ziguezagueio. E nunca me arrependi dos ziguezagues que fiz. Depois... eu nunca entendi tudo aquilo que se diz sobre ‘o mais aconselhável’. Porém, quando estiver mesmo mal, duma forma inquestionável, em que perca a paciência, viro brava e radical: entrego o corpo à ciência, decidida e resoluta, e aceito o que vier! De certeza absoluta!
Data da criação deste conteúdo: 2016-04-20 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Que o meu amor por ti não seja breve. Quero senti-lo vivo enquanto viva. Porque, de encantamento, sou cativa… que ao grau de eternidade ele se eleve.
Entraste no meu mundo por acaso, quando de mudança era carente. Olhei-te indiferente e, por prudente, dei-me, por precaução, um certo prazo.
Não fora essa atracção inesperada a galgar o meu limite a ter em conta, e tudo mudaria. Não estava pronta: impus-me ser prudente e reservada.
O tempo foi, porém, célere na espera. Correu a meu favor sem que eu sentisse e, antes que, prudente, eu o gerisse, tomou meu coração… que hoje o venera.
Que, viva, possa ter recordação de memórias que me deixaste na partida: serão, da minha alma, a despedida. O teu amor por mim não foi em vão.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-09 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Se muitas preocupações te manifestam
presenças que originam desapego
a valores que, do passado, ainda restam...
procura o que na vida gera aconchego.
Liberta-te de penas que ainda sintas,
e que turvam a tua mente já cansada.
Luz e desaire são forças bem distintas.
Entrelaçam-se e confundem. Valem nada.
A luz em demasia ofusca a alma
que o desaire não deixa iluminar.
São duas forças diferentes a actuar.
Desamarra-te de tudo e busca calma.
Serás exemplo de força e de coragem,
e encherás de cores a tua imagem!
Estás na hora da partida, embalando os teus haveres. Que pobreza de conteúdo! Quando tu eras miúdo, entraste num mundo em festa com uma lista gigantesca de coisas para fazermos. Sem ideias, sem sabermos por que lado começar, era importante avançar! Portugal estava abatido pelo que tinha perdido. Havia uns que corriam, outros que nada faziam. Muitos passavam o tempo fazendo dele passatempo, enquanto outros, honestos, organizavam protestos contra a gula e a luxúria dos detentores da incúria. Vais partir triste, deixando muita gente meditando, com perguntas sem resposta. Eu faço-te uma proposta: diz ao teu filho hoje à noite, que reze por um milagre: que a guerra não deflagre. Estamos cá para ajudá-lo. Somos muitos a apoiá-lo!
A direcção que alguns seres seguem na esperança de, um dia, pôr fim ao que de mau tem o mundo, está cravejada de estradas, precipícios, contra-curvas, cheias d’almas atrofiadas de formação bem ruim. Corruptos, parasitas, têm bem no fundo uma só ambição: poder dominar, para roubar meu irmão!
São gente a quem vil cegueira, quiçá das piores que haverá. Só conhecem seus direitos. Esses seres vis e egoístas desconhecem a miséria. É malta zero altruista. É gentalha muito má! E… os que padecem, estão contrafeitos, cansados, sem fé, sem esperança, porque esperar já lhes cansa. Ah… pois é!
Estranho costume o daqueles
que fazem do “meu”, “seu”, também.
Sem respeito e sem pudor,
vão aumentando o que é “deles”,
da forma que lhes convém.
Para esses, sem excepções,
esta é a vida melhor
e, nesta luta por bens,
a ambição dos ladrões,
vai de mal a bem pior...
Há vários tipos de rapina,
que o rapinador consome:
por cleptomania,
porque se tornou sovina,
ou por estar cheio de fome.
Por doença, há que curá-la
com um método eficaz;
por ganância, há que perdê-la;
pela fome, há que matá-la,
senão... não se vive em Paz.
À mistura com rapina,
há mil formas de conduta
perturbando muita gente,
que se exalta e se amofina,
fazendo-a manter em luta
pois nesta guerra, infernal,
há que pegar-lhe pela ponta,
começando pelo imbecil
que, indiferente à moral,
alimenta o “faz de conta”.
Com discursos de fachada,
sem nada a ver com o que sentem,
deixam muitos convencidos
que a razão, arquitectada,
está do lado dos que mentem.
Mas há outros, aos milhões,
que querem fazer um cerco
a esta corja de ladrões,
que cresce dia, após dia.
São uma forma de esterco!