Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
Quando estabelecemos planos para a nossa vida, procurando exigir de nós o cumprimento dos mesmos, não convém negligenciar que o factor razão deverá sobrepor-se aos impulsos do coração, facilmente traiçoeiro e muito tentador. Ao seguirmos apenas o que nos dá prazer, poderemos acabar por fazer muito mal a nós mesmos.
Será aceitável e até desculpável que eu possa intuir a existência de duas forças mundiais, potencialmente antagónicas nos objectivos a atingir: uma de defesa permanente do cumprimento da lei e dos bons princípios morais, que trabalha no sentido do progresso e da paz, e outra que enfrenta esta com objectivos bem diversos, mas não menos poderosos: o maléfico mundo da droga, ambicioso e com projectos bem definidos.
Com base nesta minha elementar dedução, arrisco-me a conjecturar sobre a coexistência destas duas forças em permanente confronto, muito embora, repito, não negligenciando a existência de outras. A primeira existe em contínua luta pela tranquilidade da população, e a segunda está apostada em manter a sua ambiciosa e ilimitada acção de destruição, originando actos indubitavelmente nefastos à paz no mundo, em todos os sentidos.
Afigura-se-me impossível acreditar que alguma vez venha a ser possível neutralizar o que está a acontecer, pela dimensão dos casos de que temos conhecimento diário. Dir-se-ia que existe uma rede de informação e acção, confusa e intencional, que tolda permanentemente a verdade nua e crua dos acontecimentos.
Um gesto estudado, um rosto cansado, sem brilho, sem cor. Um falso sorriso no momento preciso, em tempo de amor. Um "whisky" com soda corta a inibição. Quem sabe? Talvez aquilo em que crês seja uma ilusão. Seguras a vida como que aturdida, aos poucos morrendo; calada a falar; falando calada; sem amor, a amar; a olhar, não vendo; Onde queres chegar?
Abraço os sonhos que tenho, indiferente aos sinais que me recordam a idade. Vivo meu dia após dia com enorme felicidade, pois ninguém se atreveria a travar o que é demais. Vou até onde eu puder, sem pressa ou agitação. Ninguém corre atrás de mim. Sou livre e sem compromissos... seguirei vivendo assim! Meus quereres insubmissos? Combato-os, por precaução.
A endorfina é um neurotransmissor associado ao bem-estar e à felicidade, cuja produção ocorre na hipófise, uma glândula situada na parte inferior do cérebro. A partir daí desencadeia-se uma série de sensações agradáveis que despertam no homem o desejo de viver, de criar, de aprender e de expandir o que há de bom e positivo na sua alma. Quando ocorre uma diminuição da endorfina, o homem perde a sensação de felicidade, gerando nele desencanto e perda de entusiasmo. Preservar a saúde é um dos aspectos primordiais a respeitar, pois promove bem-estar, vontade de viver e de transmitir aos outros positividade.
Considero absolutamente absurdas algumas declarações feitas ontem, 09 de Setembro, 2024, sobre os presumíveis responsáveis pela fuga de cinco reclusos de Vale de Judeus, considerada a prisão mais segura do país. Trata-se de dois portugueses, um georgiano, um inglês e um argentino, todos potencialmente perigosos. Então, e o responsável pela vigilância das câmaras não detectou nada de anormal?
Choca-me e impede-me de perceber como esta fuga teve sucesso. Por tal motivo, é obviamente fácil presumir que a sua realização só terá sido possível – tal como outras anteriores – com um conluio muito bem organizado, dentro e fora do estabelecimento prisional. O abominável mundo do crime terá, seguramente, uma organização muito bem orquestrada por detrás de tudo o que vai acontecendo, que, muitas vezes, leva longos anos a ser descoberta e, hipoteticamente, desmantelada... O Bem e o Mal, em permanente competição de inteligências.
Nuvens choraram de pena, lágrimas envenenadas caindo em cima da vida. A noite estava serena, e as almas, adormentadas, não deram pela investida. Aqui não impera a sorte; trava-se uma grande luta entre gente resoluta tentando vingar a morte.
Tu foste esfera redonda, mas dizem que já não és. Gostaria de saber o que é que estará por trás de verdades mentirosas, que nos dão a conhecer em aulas prodigiosas. As teses são variáveis; vá-se lá saber porquê. Anda meio mundo, em vão, ensinando não sei quê, e descobre-se, afinal, que a tese que era ontem não tem o apoio geral. Na verdade, quando aluna, duvidava de teorias impostas na aprendizagem de matérias, de utopias – criadas não sei por quem – que me roubavam a coragem de aprender mais além. Se virmos bem, se pensarmos no que foi e já não é, dá vontade de passarmos a cancelar tudo a esmo, e passarmos a duvidar de cada teoria… mesmo! Acreditar ou sempre duvidar?
Portugal enfrenta um crescimento preocupante na prática de crimes gravíssimos – muitos dos quais perpetrados por grupos de jovens adolescentes-adultos. Acredito, portanto, que uma das grandes atitudes a tomar seria uma imediata e organizada restrição de imagens chocantes nos órgãos de informação, não só pelo que podem provocar na mente das pessoas mais sensíveis, mas também, e sobretudo, porque podem incitar jovens com problemas de vária ordem – nomeadamente de droga – a habituarem-se à ilusão de que tais imagens representam um sinal de aceitação social “normal”. Acreditarão, talvez, que a violência lhes possa trazer um protagonismo de heroicidade, a que muitos dão grande importância. Perguntar-se-á se não será prova disso o facto de tais actos de covardia estarem a ser praticados, correntemente, entre jovens namorados/as, alguns dos quais muito jovens.
A revista "Telenovelas" já foi, pelo menos duas vezes, referenciada por mim neste meu website, mesmo sabendo que de nada vale o que eu possa tentar provocar com isso. Fi-lo pela revolta que sinto face a este e outros ‘abusos’ semelhantes. Até hoje não tive conhecimento de que alguém, alguma vez, tivesse tomado uma posição relativamente a este assunto, que considero deveras chocante e que tem vindo a acontecer, de forma continuada. Julgo que seria de assumir uma adequada posição - não se tratando de censura jornalística - mas sim de pôr termo a um abuso que molesta qualquer ser humano, dada a violência explícita muitas vezes na imagem de capa dessa revista. Imagino que os responsáveis pela escolha das imagens a editar tenha a preocupação, não só de chamar a atenção para os seguidores das respectivas novelas a que as imagens dirão respeito, mas também para que a venda da revista aumente potencialmente, o que, pessoalmente, acho condenável.
Além deste particular, não menosprezemos o facto de haver milhões de pessoas que se alimentam de fortes sensações de ‘suspense’ a quem, portanto, tais imagens suscitam curiosidade. De que natureza? Não saberei!
Esta minha ironia é intencional, mas tem fundamento comprovado pelo número de audênciass diárias de quem aprecia telenovelas. Mas não é isso que está em causa. O que está em causa é aquilo a que se recorre para conseguir vender as revistas e aumentar essas audiências.
Foram tantos os anos que vivi, sofrida, que nem sei descrever o que, em mim, pesou. Se foram os erros que cometi na vida, ou aqueles com que a Vida me machucou.
Foram tantos os anos de suor molhados, carregando às costas deveres a cumprir, que nem sei se esses tempos atribulados seriam um castigo, por não desistir.
Fui tenacidade, fui força, fui Mulher! Fui fiel às bases, aço e temperança, com orgulho herdadas doutra geração.
Fui tudo o que hoje sou! Se Deus houver, que Ele me ajude, numa sã mudança, a transformar revolta em resignação.
Milhões de preces foram feitas para que a gripe cessasse. Mas não cessou; deixou maleitas. Os vírus multiplicaram-se e, velozes, transformaram-se em outras gripes perigosas. Rezar não adianta nada, quando esta sair falhada. São práticas religiosas paralelas à ciência, na luta por assistência. Em momentos de aflição, por que não uma oração? Espero que, sempre alerta, a cura seja descoberta.
Hoje, decidi expressar neste manifesto o desencanto que provo ao ler certos textos onde o Acordo Ortográfico de 1990 está representado por expressões que me deixam perplexa. Dói a alma constatar que, aparentemente, não há forma de travar aquilo que considero uma reprovável condenação da língua portuguesa, de que tanto me orgulho; daí, não respeitar esse malogrado acordo.
Por vezes provo um profundo mal estar, nomeadamente pelas expressões usadas por pessoas que deveriam pensar nos jovens que, eventualmente, possam estar a ouvi-los. Refiro, por exemplo, a avalanche de jornalistas que, no início do relato de uma ocorrência, usam a expressão : “Dizer que"... É uma moda que se tornou viral e, muito sinceramente, não consigo ‘digeri-la’, pois não encontro qualquer lógica no seu uso.
Outro particular que me faz uma enorme confusão, é a acentuação das palavras, feita pelos brasileiros. Reflectamos bem na importância de uma correcta acentuação. É esse o meu objectivo, sobretudo pensando nos mais novos. Foi depois de ter lido um texto que foi partilhado por muitos blogueiros, que ponderei se não seria preferível fazer a separação do Português de Portugal e do Português do Brasil, em vez de misturar as duas línguas.
Sentia aperto no beco, onde morei toda a vida. Lá fui grito; não fez eco; preparei-me prà partida. Mil sonhos, mil esperanças se tornaram pesadelos. Foram pesadas heranças deixadas por vis camelos.
Malmequer te elejo, A flor da noite. Ladina, sem pejo, Mergulhas na dor Errantes, amantes. Que queres tu tecer? Um romance em flor, Em alguém a querer Respostas de Amor?
Data da criação deste conteùdo: 2012-11-05 Autor da imagem: José Prada
Tu foste a estrela de um sonho, que caducou numa doce esperança. Deste-me força, amor e confiança. Hoje, suporto o que me desespera em cada esquina da minha estrada. Foste agridoce nesta caminhada. Serás sempre uma estrela lembrada entre tantas outras que eu abracei. Tu és a perda maior, indesejada, que, certamente, nunca esquecerei. Caminho, ousada, buscando o fio de um confuso novelo cuja traça corroeu a imaterial essência, agora, malogradamente, escassa. Vivo a memória do nosso tempo, mas o futuro me apaixona tanto que, neste tempo de mau contentamento, até com o que foi... hoje me encanto. De Deus imploro asas para voar, que o que perdi, Ele não me pode dar.
A Assembleia da República foi palco de cena lúdica, sem nada de divertido. O povo, desiludido, já pondera observar quem está lá em seu lugar, a defender seus direitos. Enganados e contrafeitos, veem enfraquecer o país, por caruncho na raiz. Lá dentro, uma palhaçada de gente nada engraçada brinca com a boca do lobo, esquecendo a força do povo, que, cansado desta cena, e num sofrer que faz pena, não acredita em conversas de tendências bem diversas do seu tema principal: a injustiça social. O caos em que está o Estado, no qual se sente afundado, é composto de pessoas que são tudo, menos boas pra governar Portugal. Assim, será bem normal que se levante uma onda de protestos que, sem conta, vão acabar por punir quem insistiu em dormir, em vez de lutar com garra contra esta gente bizarra que só pensa no seu tacho. Pois é… É isto que eu acho!
Solto a minha cansada mente e deixo que me lembre daquele tempo em que brincava muito feliz, muito contente por tudo e por nada. Chegava a ser insensata. Eram tempos de prata! Fazia rir toda a gente, ora imitando, ora dançando, ora falando com as paredes, minhas amigas que, pacientes, mudas e surdas, deixavam que lhes dissesse tudo aquilo que eu quisesse. “Amiga, a fruta estava caríssima, e o mercado… cheio de gente!” Aquele trajecto que a minha mente, lesta, consente, estou recordando e derramando gotas de sal, porque a saudade faz muito mal! Busco defesas. Recordo, em fila, aqueles momentos, ano, após ano. Seis filhos tive. Tive os que quis. Daí em diante é pra esquecer. Contudo, neste meu fado que guardo, muda, houve episódios de grande luz que iluminavam a minha mente. Virei a página. E aquela dor que a minha alma ainda sente, muito pesada, não vale nada. Foi a herança que me deu força e tanta esperança. Os meus bons filhos foram sarilhos, muitos cadilhos, mas são tesouros. Deles nasceram catorze netos, e ainda uma menina que brilha, como uma filha. Ponto final! Eles são meus netos! Com eles partilho grandes projectos para o futuro que será deles. Sim, que do meu… o que sei eu?!
Fustigam-me ventos parecendo lamentos de alguém que perdi. Sinto-me traída, magoada, sentida, vivendo sem ti. Cansada, rebolo na cama e me enrolo nos lençóis esquecida. Procuro com brio esquecer o vazio da tua partida. Foste vida que em mim deu início e deu fim a uma história de amor. Hoje busco na vida minha alma ferida pelo teu desamor.
As lacunas existentes, actualmente, na situação política da nação, atropelam-se, sem que se veja, há muito tempo, uma adequada porta de saída desta confusão. Consequência evidente são o descontentamento, a revolta e a prática de crimes. Tudo isto, aliado ao longo tempo de averiguações a presumíveis culpados do sistema, gera um complexo quadro de 'porquês.'
Face à avalanche diária de dados informativos a que temos acesso, parece-me incongruente o que é prometido, pois o que realmente se faz acaba por revelar vários incumprimentos. Tais incumprimentos, alguns aparentemente alheios aos objectivos a atingir, mas a eles intrinsecamente ligados, impedem o sucesso de iniciativas que, no seu conjunto, poderiam evitar a complexidade do lamentável caos que tenho vindo a mencionar em alguns manifestos, fiéis ao que sinto.
Gostaria de saber se o saber que eu hoje tenho é um Saber de Verdade. Sinto nele muita mentira que não tem a perna curta... Mantém-se para que surta o efeito desejado? Tem um prazo calculado? Mentira, não tem idade. Não sabemos quando expira seu prazo de validade, portanto, o meu saber nunca me irá convencer. Ainda jovem, sentia que muito do que aprendia me deixava duvidosa... Certa matéria estudada foi verdade comprovada, ou peca por mentirosa?
Gostaria de conhecer resultados absolutos - confirmados por quem de direito e de competência para tal – sobre os benefícios concretos que foram obtidos com a promulgação de uma lei que, aparentemente, nada alterou no que concerne ao tipo de alimentação da grande maioria das crianças.
Mais do que proibir a publicidade, seria muito preferível proibir o fabrico desses alimentos. Sei que este último recurso levantaria uma série de protestos devido às consequências daí advindas em múltiplas vertentes, o que me leva a concluir que a lei n.º 30/2019 serviu apenas como um alerta – para não afirmar que se trata de uma possível fonte de receita através das multas que possam resultar do seu incumprimento.
Reitero a minha velha convicção de que também este problema deveria começar por ser compreendido, primeiramente, pelos pais, para, depois, poder ser corrigido no seio famíliar. Não estou a querer afirmar mais do que o seguinte: O que colhemos só será verdadeiramente são se a terra onde as raízes são fecundadas for saudável.
O mesmo sucede com tantas outras leis que deveriam ser promulgadas apenas após uma atenta observação da competência de quem as idealiza. Gostaria de conhecer resultados absolutos - confirmados por quem de direito e de competência para tal – sobre os benefícios concretos que foram obtidos com a promulgação de uma lei que, aparentemente, nada alterou no que concerne ao tipo de alimentação da grande maioria das crianças.
Mais do que proibir a publicidade, seria muito preferível proibir o fabrico desses alimentos. Sei que este último recurso levantaria uma série de protestos devido às consequências daí advindas em múltiplas vertentes, o que me leva a concluir que a lei n.º 30/2019 serviu apenas como um alerta – para não afirmar que se trata de uma possível fonte de receita através das multas que possam resultar do seu incumprimento.
Reitero a minha velha convicção de que também este problema deveria começar por ser compreendido, primeiramente, pelos pais, para, depois, poder ser corrigido no seio famíliar. Não estou a querer afirmar mais do que o seguinte: O que colhemos só será verdadeiramente são se a terra onde as raízes são fecundadas for saudável.
O mesmo sucede com tantas outras leis que deveriam ser promulgadas apenas após uma atenta observação da competência de quem as idealiza. Estarei errada?
Neste espelho em que me vejo retratada, fielmente, vejo rugas em cortejo marcando este meu presente. Não há margem para enganos: o meu corpo está cansado, por muitos e muitos danos, dum tormentoso passado. Abundante em muitos feitos, minha vida virou rica... rica de “golpes” desfeitos e tanto que a dignifica. Mas com orgulho e coragem enfrento o futuro bem, fazendo sempre a filtragem do que nele mais me convém. Escolho bem as amizades para poder enfrentar as muitas falsas verdades que nos querem injectar. Depois… o que é que me impede de viver, sempre sonhando, se o meu coração não cede aos anos que vão passando?
Análise pessoal com base no que transparece do que vejo e do que ouço
O rigor das exigências do Estado português, relativamente ao incumprimento dos mais basilares deveres de cada cidadão, afigura-se-me uma verdadeira afronta... quando comparado com a forma como a justiça gere a punição dos inúmeros casos de desonestidade de alguns responsáveis que trabalham para o Estado ou para qualquer importante organização.
Se um infeliz, que vive de um subsídio de reinserção vergonhoso, ou mesmo de um salário mínimo insuficiente para viver com dignidade, falhar no cumprimento de algum pagamento, vejamos a velocidade com que é punido pelo tribunal, em comparação com o inaceitável arrastar de tempo necessário para a condenação de um qualquer servidor superior que tenha prevaricado.
Entretanto, tal arrastar permite a este recorrer às mais diversas formas de escapar às suas responsabilidades, continuando a viver no conforto daquilo que, por ganância, foi acumulando. Cumpra-se, neste ponto, uma chamada de atenção para o que poderá acontecer ao supra mencionado infeliz cidadão que caiu no incumprimento, em comparação com a “destacável” forma como continua a viver o privilegiado prevaricador superior.
Não esqueçamos que a falta de condições de vida pode accionar a aptência para a morte. A revolta extrema pode conduzir à violência contra outros que, inúmeras vezes, nem têm culpa de nada – absolutamente nada!
Com cravos de várias cores, a esperança nos corações e o fim de mil horrores, pairava uma ambição: festejar a liberdade, e o fim da crueldade!
Acabou a ditadura! E agora? O que é que há? Estão abrindo a sepultura a muitos de nós! Vá lá... Acordem! Estão-nos tramando e nós… sempre escorregando.
Dir-vos-ei o que nos resta dessa ambição que existia: Um resíduo que não presta! Pouco pão, muita alergia! Há cenários que só de vê-los sinto arrepios nos cabelos...
Escolham homens, não partidos! Não à cor, sim ao programa senão... seremos traídos! Votem em gente com fama de ter sempre, enfim, primado por ser alguém bem formado.
“Ergo os meus cravos, sem cor por um Portugal melhor!
Sentimos aumentar a fragilidade do que pensávamos ser bastante forte e tememos perder o nosso norte. O chão que pisamos perde estabilidade. Passamos a sentir o peso de longos anos vividos entre sonhos e desenganos, numa luta constante em busca de Amor, de Saúde, de um desejado bem-estar... em que exigimos demais, sem pensar. É o desgaste. O tempo não perdoa. Tudo aquilo que ambicionávamos, que tanto idealizávamos… encalha como um barco que abalroa. Desintegra-se. Deixa de interessar porque sabemos ser impossível realizar. E choramos o passado, com saudade. Mas... durante o tempo que perdemos, houve uma lição que não aprendemos: a de vivermos com muita simplicidade sem desejar sequer, transpor limitações que exigem bom senso e tantas precauções.
Há por aí uns ‘musicistas’ que nos dão música a rodos - impregnada de engodos. Chamemos-lhes... vigaristas! Dão-nos ‘baile’ noite e dia, duma maneira impudente. Bem haja quem, previdente, nesse ‘bailar’ não confia.
Estes não são de Van Gogh! Cada um... mostra o que pode. Foi o próprio Miguel Letra, com sua câmera preta, que fez a fotografia. Um... gira todo o dia, o outro... gira com o sol. São os gémeos “girassol”
Data da criação deste conteúdo: 2024-07-26 Autor da imagem: Miguel Letra
É com profunda tristeza e inconformada perplexidade que, quase a completar oitenta e sete anos de idade, e depois de ter vivido trinta e seis anos de uma ditadura, mais cinquenta de uma democracia adulterada, vejo o meu querido país afundar-se numa onda de conflitos internos de toda a ordem, cuja causa reside, sobretudo, em situações como:
- Má orientação do SEF que tem de gerir cerca de um milhão de imigrantes no país, nomeada e principalmente porque se trata de gente a mais - dadas as condições económicas existentes. Nota: Que esta referência ao problema não seja julgada como sendo uma reacção contra a imigração, mas sim contra a má gestão de um problema tão importante, má gestão essa que está a gerar violência e desconforto em muitos pontos do país.
- Má gestão de um acumular de situações onde impera o desespero de quem carece de bases mínimas de sobrevivência e de assistência médica e que, no desespero, perde o controle da racionalidade e gera o caos e o medo por todo o país, através da prática de assaltos, violência de vária ordem, homicídios, etc..
- Ganância indecorosa de certos irresponsáveis aos quais, pelas razões que todos conhecemos, certamente, é-lhes dada a possibilidade de candidatarem-se a cargos superiores de elevadíssima responsabilidade sem que, previamente, seja explorado, ‘a pente fino’, o seu passado. No tempo, certos elementos poderão acabar por revelar-se possuidores de uma inadmissível desfaçatez, praticando actos condenáveis, e pretendendo, talvez, não serem descobertos, e/ou considerarem-se imunes ao castigo respectivo, daí resultante.
Sobre os protagonistas desta terceira alínea, atrever-me-ia a perguntar a quem propõe a sua candidatura, ou mesmo a quem a avalia, em que base fundamentou a sua análise do candidato, ou candidata. Custa-me aceitar que uma pessoa que, durante o seu mandato, supostamente, cometeu crimes contra a nação, nunca tivesse revelado certas características duvidosas. Será a sua ganância de enriquecimento tão cega que não receia as consequências dos seus actos? Se não conhece as leis, antes de cair em tentações deveria procurar saber em que labirintos se irá meter. Não fazendo isso, só prova a estreiteza das suas capacidades. Os actos ilícitos que possa, eventualmente, praticar, indiciarão não só carência de inteligência mas, também, a existência de uma inaceitável astúcia que, provavelmente, possa ser confundida com uma elevada capacidade de argumentção através de convincentes discursos, onde o recurso a argumentos ‘politicamente correctos’, possam ser-lhe muito convenientes. Os exemplos já são tantos que perguntaria ainda, sobre estas pessoas:
• sentir-se-ão superiores à máxima: “A lei é dura! Cumpra-se a lei!” ? • seriam eles já useiros e vezeiros na prática do pequeno crime? • a sua ganância atropela seja o que, e quem for, para alcançarem o que pretendem? • ou sofrerão de doença mental?
Só posso supor que quem aprova ou sugere um candidato deste calibre, provavelmente nunca teve a mínima desconfiança que o levasse a suspeitar da uma ávida e cega ganância de enriquecer à custa de milhões de pessoas em séria luta pela sobrevivência. Depois, através de uma hábil queda para a elaboração de discursos especiais, esses candidatos a “pessoas importantes” lançam ao povo mais ‘clubista’ e menos informado, uma série de promessas “engravatadas”, povo esse que, em tempo de nomeações, opta por eleger o candidato que melhor convenceu, como se de um clube de futebol se tratasse.
Conclusão: Face à delicada situação, em que Portugal, compreendo que, actualmente, não será fácil encontrar pessoas competentes predispostas a assumir a responsabilidade de ocupar lugares de grande responsabilidade, em todos os sectores do estado ou a ele ligados, daí o recurso ao que haverá disponível.
Sendo a reflexão “um processo mental fundamental que permite a análise e a avaliação de ideias, comportamentos e crenças.”, pergunto-me, várias vezes, de que serve a reflexão se os valores de um elevadíssimo número de quem se predispõe a reflectir estiverem corrompidos por defeitos básicos, tais como,
- de educação - de cultura adquirida - de saúde mental
Há alguma certeza de que os padrões que possam estar a ser considerados como regras ideais de comportamento e de acção perante a sociedade, prevaleçam sempre, face à multiplicidade de factores que, certa e definitivamente, influenciam o julgamento dos mesmos nas diferentes sociedades espalhadas pelo mundo? Como poderá esta multiplicidade de factores - que está na base de grandes conflitos mundiais – ser neutralizada? Considerando os incomensuráveis interesses económicos que se sobrepoẽm a tanto argumento, quando da realização de inúmeras conferências mundiais no sentido de minimizar danos, quer-me parecer que o resultado de uma reflexão reflectir-se-á sempre positiva para uns, e muito negativa para outros – os que fomentam a guerra para imporem os seus objectivos.
A Natureza cria beleza em toda a sua extensão. O homem cria os meios que facilitam a sua exploração. Quando a missão dos dois é bem cumprida… gera-se amor à vida.
Data da criação deste conteúdo: 2024-07-24 Autor da imagem: Miguel Letra
Tenho uma prenda escondida dentro do meu coração. Não quis abrir no Natal, não sei bem por que razão. Talvez não fosse o momento de dar-lhe vida terrena. Ficou só em pensamento, duma forma assaz serena... Eu não me sentia em Paz para assumi-la com garra, nem me sentia capaz de soltar-me de uma amarra que há tantos anos sentia. Estava seca de tão velha. Era muito doentia... O coração me aconselha abri-la para toda a vida, lançando ao mar o passado e deixando, na despedida, um pensamento gravado: Tal como o céu, o Perdão não tem limite, pra mim: Eterno na duração... tem princípio, não tem fim.