Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
Era há tantos, tantos anos que vivias por teu mérito, cuidando sempre de ti... que o tempo te ofereceu tempos pra compensar contratempos que, bem nova, conheci.
Resignada e sofrida, tiveste, na tua vida, enganos e desenganos, mas esse tempo que amamos sabia tu teres a crédito milhões de afectos aqui.
Usaste esses tempos todos até ao último dia. Apesar de mil engodos, minha Mãe, foste calmia nos meus momentos de dor. Deixaste em nós tanto amor!
Data da criação deste conteúdo: 2013-08-15 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Percorri caminhos de palavras e de sonhos, alargando horizontes em solos estrangeiros, onde cada frase se tornava uma ponte de conhecimento de diferentes culturas e saberes. Residente no Reino Unido durante vários anos, regressei a Portugal num momento crucial da minha já longa vida e, tal como a saudade acelera decisões importantes, também a irreflexão precipita impulsos imediatos. Assim, antes que pudesse realizar o motivo que me prendeu àquele país durante tantos anos, deixei Londres para sempre.
Aconteceu, porém, que esta aparentemente má decisão culminou num profundo enriquecimento pessoal: o de saber lidar com a Resiliência. Trouxe do Reino Unido uma bagagem de palavras que se entranham em cada verso que crio, no lirismo com que vejo o mundo e que ofereço a todos os que comigo partilham a paixão pela poesia, mas, sobretudo, permite-me hoje não só perpetuar uma realidade, como também “escoar” recordações que dão aos meus dias momentos deliciosos.
PROJECTO DE VIDA
Amo a estrada onde caminho. Não me importa onde irá ter. Aprendi com o passado várias formas de viver.
Viver com algo de um pouco, viver com um tanto de nada, amar o sol que me aquece e deitar de madrugada.
E se mais eu puder ter, eu quero ser candidata a um projecto de vida cujo fim não terá data.
Data da criação deste conteúdo: 2013-08-17 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
A lava do teu vulcão queimou-me calmos desejos. Não quero mais os teus beijos nem tua louca paixão. Sinto-me fria, a tremer, acorrentada em teus laços, fugindo dos teus abraços, querendo não mais te ver. Sedenta de solidão, quero encontrar-me comigo para auscultar se consigo dar paz ao meu coração. Não passaste de ilusão. Foste dor em noites loucas. Tu me amas mas eu não!
Caminho num mundo estranho; p'ra não ir só, me acompanho. Eu vou comigo mas sinto que parei num labirinto cuja saída perdi. Porém, nunca desisti, e não é com esta idade que deixo a minha vontade perder-se desta maneira. Enquanto estou caminhando, meu corpo vai-se cansando, mas, revendo os passos dados em mil dias mal passados, eu sou feliz por sentir que ainda posso insistir em seguir por uma estrada sem qualquer encruzilhada. Bastar-me-á persistir no que pretendo atingir.
Data da criação deste conteúdo: 2013-01-29 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Gostava que me aceitassem com a minha velha crença, e que nunca a mal julgassem, excessivamente intensa. Cada um é como é, quando se trata de Fé.
Duma crença limitada, neste espaço onde me movo, há muito que vem do nada e dá vida a todo um povo. Eu creio na Natureza, tão bela quanto indefesa.
É que, num dado momento, inventa-se outro cenário, e o nosso convencimento fica virado ao contrário. Sigo feliz um Senhor ao qual chamamos: AMOR.
De resto, tudo é incerto nesta vida que vivemos, pensando que o que está certo é tudo aquilo em que cremos. Por isto mesmo, eu respeito quem respeita este meu jeito.
Vejam-me como um jardim que acolhe qualquer flor. O coração que há em mim bem conhece a Fé no AMOR. Só nessa vou caminhando, as outras vou respeitando.
Com fé devota, girando entre amor e Natureza, vivo grata mesmo quando, contra um mal, não há defesa. Acolho, resignada, qualquer mão cheia de nada!
Data da criação deste conteúdo: 2013-01-29 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Me atrai a sua graça, me enlaça, me abraça, deixa-me feliz. Atento, Cupido, atrevido, assaz seduzido pelo meu lado de actriz, deixa-me sem jeito e aproveita o ensejo para conquistar-me … e, quem sabe, enganar-me. Mas fico na minha, entre fofa e fofinha, feliz… mas sozinha.
Data da criação deste conteúdo: 2009-08-08 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Penso naquele tempo de mel e de vinagre, tão insensato quanto ponderado e acre, e sinto a mudança enquanto, já idosa, cada nuvem negra se tornava cor-de-rosa.
Deixei, adormecidas, memórias dum passado descrito num simples diário ocultado de alguém que gostaria de saber quanto sei. Houve muito que, ignorando, ultrapassei.
Resignada, serena e sem algum remorso, comandaria a minha vida sem esforço, se na minha alma pesar ainda houvesse.
Presentemente vivo sem mágoas, com amor, mas filtraria de novo ulterior rancor, se a resíduos cruéis ainda cedesse.
Data da criação deste conteúdo: 2025-01-19 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Entre pedras de um caminho, nasceu esta linda flor. Eu não sei se por amor ou por respeito e carinho, quem vai passando por lá não ousa sequer tocar-lhe, talvez para não roubar-lhe a vida que nela há.
Oh! Quem me dera ser cuidada como essa flor de rua, ser companheira da lua e do sol ser namorada! Mas o tempo da existência é efémero, sem prazo. A morte é fruto do acaso ou tem tempo de vigência?
Data da criação deste conteúdo: 2025-01-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Avanças presa a um passado que não consegues esquecer. Transpõe os teus obstáculos! Cada passo que dás em frente é para avançar. Não pares! Apoia-te em sustentáculos que revigorem a mente, para voltares a viver. Enche a alma de esperança. Quem bem luta, sempre alcança! O que para trás ficou... ...não recordes. Acabou! Esquece quem te fez mal, ousando tua vida perturbar. Para além do que é verdade, há um mundo surreal que esconde um vasto mar de hipocrisia e falsidade. Confia no futuro que te espera! Não ajas à toa; pondera.
Data da criação deste conteúdo: 2019-03-03 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Num baú antigo e tosco, vejo um transparente fosco, num mar de recordações. São sombras das ilusões que pintei com o verniz da vida que tive e quis. Estão enlaçadas num todo; fazem parte do engodo de um passado que não sigo. Procuro-te e me castigo por penosas concessões às tuas violações daquilo que sempre fiz. Secaste-lhes a raiz.
Data da criação deste conteúdo: 2022-04-12 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
O povo grita e pragueja contra um governo impudente, que se desculpa, gagueja e não quer saber da «gente»! Da «gente»… pois! E não só! Ó meu Deus, vê lá… tem dó!
Na mente dos governantes, enfatuados senhores, nós não somos relevantes… nós somos só pagadores! O pobre está habituado a ser sempre o condenado.
Enquanto ladrões, à solta, vivem à grande, à francesa, duma forma que revolta, a «gente» vive na pobreza dum miserável ordenado, espremido e descontado.
Estamos cheios de conversas! Queremos acções diversas! Avancem com demissões, um após outro, que a «gente» quer ter, em vez de aldrabões, um governo competente!
Data da criação deste conteúdo: 2012-10-17 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
As marcas infligidas na Mulher, vítima de violência doméstica, são irreversíveis, condenando-a à perpétua condição de alguém perseguida por medos permanentes, se não for convenientemente assistida após a sua libertação do agressor.
Data da criação deste conteúdo: 2024-12-14 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Cansei-me de esperanças sem resposta, de promessas vãs, tantas, tantas... A paciência está às avessas, exposta à dura espera sem sentido, mergulhada num sonho comprometido.
Não me venham com tretas esfarrapadas, de algum "algo" que virará o mundo. Estamos cercados por marretas, com ideias torpes e ódio profundo. Querem poder, tudo mais que poder.
Pretendem, firmes, executar um esquema que, a seu tempo, nos conduzirá, sem dó, sem pena ou piedade, à amarga verdade deste poema, se não agirmos já!
Travemos nesses cretinos hostis, corruptos, orgulhosos e servis o mal que se preparam para fazer. Querem voltar aos tempos de outrora, sem hesitação e sem demora.
Facultemos às crianças, pois, razão para serem felizes! Com bons exemplos, plantemos raízes sadias nas suas mentes. ainda sãs, como queremos.
Urge fazer uma limpeza geral em toda a Nação, sem hesitar, para que nasça um novo Portugal, onde o Amor floresça, vindo da alma e do coração, sem sombra de mal.
Que nunca mais seja aspiração imposta pelo medo ou pela repressão, como na sombra do Estado Novo, com seu rastro de miséria e consternação. Jamais tal pesar no nosso povo!
Data da criação deste conteúdo: 2013-10-07 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
A ambição é um desejo de algo que não teremos, mas que bem queremos ter. Será justo ter o ensejo, mas sem cair nos extremos, desse algo mais obter.
Tal ambição… é demais se muitas outras virão, provocando o exagero de querer cada vez mais. Daí, então, resultarão a crise e o desespero.
Se tu não páras a tempo, tudo pode acontecer, e, portanto, eu te aconselho: antes dum mau contratempo, tenta já retroceder e olha-te bem num espelho.
Teus olhos estão esbugalhados, teus cabelos muito fracos, oleosos e sem jeito. Os teus bens estão penhorados, teus instintos são velhacos, já ninguém te tem respeito.
Data da criação deste conteúdo: 2013-04-28 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Deslizam como um rio de águas turvas, feridas de um passado que me corrói. No leito que as abraça, existem curvas, jacentes de tanta mágoa que me dói.
Não fora o grande amor que tenho à vida, não suportaria as dores que em mim ficaram. Foram golpes que enfrentei, desprevenida, mas segura dos lindos frutos que geraram.
Hoje, já no limiar de um patamar a que nenhum de nós, jamais, escapará, encaro a nova fase a repensar como será que minha alma reagirá.
Enfrento o mundo em franca mutação, carente de um grande bem assaz disperso: a continuidade na humanização, que gera paz e harmonia no Universo.
Data da criação deste conteúdo: 2024-11-30 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
A involução que se verifica, no que respeita à necessidade de evitar a guerra, seja ela de que forma for, pode conduzir ao recurso atroz do uso de armamento nuclear como solução.
Na minha prespectiva, impõe-se a criação urgente de meios que conduzam a uma revolução na mentalidade dos defensores da guerra, através da qual ninguém sairá – ou sairia – vencedor.
Data da criação deste conteúdo: 2024-11-30 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Amo meus “minino d’ouro” como a Noite ama o Luar, o Dia, o brilho do Sol e a Natureza... o criar. São partes do meu Tesouro, pedaços do meu Amar, palpitando no meu peito com ternura e com respeito.. É um bem que não se perde, em terras de Cabo Verde. Um pé... vai para a escolinha, enquanto o outro... caminha! Pé-coxinho também anda: é a vontade que o manda!
Data da criação deste conteúdo: 2013-07-23 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quisera poder virar-me do avesso, duplicar-me... Ser mais eu! Ser urgência e ser excesso, nunca ausência. Fazer mais do que aquilo que já faço. Estar presente, frente a frente com a dor e, num abraço, juntar a Fé, a Coragem e tanto, mas tanto Amor. Urge acalmar a maré de raiva e de rancor, que ronda por todo o lado. Que mundo desnorteado, onde quase tudo errado não pode dar certo, não! Vive-se a vida morrendo, sem praticar o perdão.
Data da criação deste conteúdo: 2014-05-23 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Do nada, formou-se, um dia, um Todo, um Todo onde Tudo era perfeito, no seu todo, sem defeito. Mas esse Tudo passou a ser quase tudo, pois, tempos depois, verificou-se que era no "quase" do Tudo que existia um problema. Alguns dos Todos daquele Todo queriam destruir o ecossistema, desenvolvendo métodos que poderiam destruir Tudo e Todos. Entre esses todos, alguns queriam o paraíso só para si e, por isso, o Todo passou a ser um todo imperfeito. Se Todos fossem de bom jeito, no Todo, Tudo seria perfeito. Todos, naquele Todo, estariam bem. O Todo, sem o imperfeito, seria soberbo. Mas alguns de todos, naquele Todo, que diziam seguir o verbo... e outros todos, que não queriam saber do verbo, foram abalados por esses alguns, que querem dar cabo de Tudo. Isso está já a acontecer. Mas acreditem: é horrendo! Os mais velhacos, desses alguns, estão a destruir muito do que resta do Todo, pois caíram no engodo. Esses patifes, parte do Todo, ora se fazem amigos dos outros todos, para conquistar posição e dar cabo de Tudo, ora revelam-se um grupo cruel, prejudicando Tudo e Todos, fazendo um Todo amargo como fel. Malditos os todos que tentam destruir o lindo Todo, pois Tudo e Todos estão a sofrer. Se continuarem a atacar Tudo e Todos, o resultado será fatal. E, assim, os restantes Todos morrerão sem ver mais nada do Tudo, que era lindo, neste Todo.
Data da criação deste conteúdo: 2011-01-04 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Soltei-me das amarras que me prendiam à longa distância de um tempo sem contagem. Mergulhei nas entranhas do desconhecido, em busca de um saber ou de uma miragem, que desse luz a um todo abluído nas águas que o tornaram respeitado e oficialmente consagrado. Não me perdoo tudo o que perdi, durante tantos anos de inconsciência, dominada por inaceitável prepotência. Cavei um abismo no limiar do caos, sem retorno ou concebível solução. Os pesadelos eram tantos e tão maus, que quase enlouqueci de perdição. Não encontrava a saída dessa vida. Mas foi na origem deste meu poema que me encontrei comigo. Decidida, adquiri uma alternativa e uma paz serena
Data da criação deste conteúdo: 2024-11-15 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Nasci forte e destemida. Sou Mulher à Portuguesa. Doei seis filhos à vida, dos quais – que grande surpresa! – nasceram catorze netos, todos de rara beleza. São uma fonte de afectos, entre brincadeiras e mimos... Oh! Quanto nos divertimos!
Data da criação deste conteúdo: 2021-10-31 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quanto a mim, para gente assim, darei o meu conselho: olhem-se bem no espelho e respirem fundo. Com um olhar profundo, tentem acalmar, amigas. A falsidade não merece brigas. Encaro a hipocrisia com muita ironia, olhos nos olhos e firmeza aos molhos. Direi, sem pena e de forma serena, a quem me quiser bajular: ponha-se mas é a andar. Aquela com quem quer falar deve ter ido ao teatro, à matinée das quatro. Volte outro ano, num futuro... Com gente assim, não me misturo.
Sigo em busca dum encontro entre o meu ego e eu mesma. Por medo de um desencontro, ora corro como a lebre ora travo, e viro lesma. Não quero que a força quebre, ou que o tempo me consuma. Nas peças da minha vida não consigo ver alguma que me defina, em concreto, um valor absoluto. Desesperada me ofendo de modo um tanto indiscreto, sempre que me precipito. Hoje páro, amanhã luto contra este medo tremendo daquela que agora sou... Mas será que serei eu quem me procura, Deus meu? Algo em mim se complicou e me matou, certamente. Perdi determinação, e sempre que a minha mente se intromete fortemente, em coisas do coração... aí... fraquejo, assustada, por nunca poder prever qual a minha reacção. Neste meu desconhecer a outra que existe em mim... me perco, me precipito. Recuso viver assim! Me sinto inconformada e em constante conflito! Estou só e desencontrada…
Data da criação deste conteúdo: 2014-07-14 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sou alguém vindo não sei de onde, não sei porquê, nem para quê. A vida encarregou-se de transformar-me ao ponto de não reconhecer-me, daí não poder julgar-me, por não entender-me. Aprender a adaptar-me foi a única via que encontrei para não me perder de mim.
Data da criação deste conteúdo: 2015-03-17 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.