Quisera poder virar-me do avesso, duplicar-me... Ser mais eu! Ser urgência e ser excesso, nunca ausência. Fazer mais do que aquilo que já faço. Estar presente, frente a frente com a dor e, num abraço, juntar a Fé, a Coragem e tanto, mas tanto Amor. Urge acalmar a maré de raiva e de rancor, que ronda por todo o lado. Que mundo desnorteado, onde quase tudo errado não pode dar certo, não! Vive-se a vida morrendo, sem praticar o perdão.
Quando escrevo tenho asas, o coração é meu guia. Gosto de voar sozinha, não quero ter companhia. Sobrevoo mil montanhas e mares fundos, com baleias. Vejo formas lindas, estranhas, que mais parecem sereias. Na minha imaginação deslizam cores e corais. Faço dela o meu guião e dos versos... meus canais.
Através deles comunico com aqueles a quem dedico tudo o que escrevo em poemas. Foi a forma que encontrei para, do modo que eu sei, exorcizar meus dilemas.
Quero viver comigo a liberdade de sonhar acompanhada de ninguém, sem nada que possa perturbar o meu jeito de saborear o nascer do sol depois duma linda madrugada.
Não quero dó nem tão pouco comiseração de quem outrora fingiu querer-me bem. Eu amo o meu silêncio e sinto aberração ao ruído da ribalta que este mundo tem.
Quero ser eu inteira, viver as minhas paixões sem ser contrariada ou mesmo constrangida a ter de ouvir as mais diversas opiniões, de quem ousou meter-se na minha vida.
Não quero mais trair-me. Cansei-me de fingir que iria adaptar-me a este mundo louco, onde concorrência feroz e frequente traição, exigem que semeies tanto... pra colher tão pouco.
Quero viver mais leve e mais feliz, bem ajustada ao meu dever social de convivência tolerante, para sentir em pleno a condição de libertada, que me permite ser eu de modo sempre constante.
Não quero, porém, ocasionar desconforto a alguém, com a minha preferência de estar só comigo mesma. Se alguém vier pedir-me ajuda, por não estar bem, correrei como um guepardo, não como uma lesma.
Data da criação deste conteúdo: 2022-10-27 Imagem: Eberhard Grossgasteiger
Hoje quero reflectir na posição a assumir, em regime democrático, sempre que surge um baldado, que, sendo assaz desbocado, atreve-se a ofender, sem consequências temer.
Se a testa do tipo é oca, não serve fechar-lhe a boca!
Trata-se dum conflito, se a apreciação de um dito, numa sociedade livre, foi julgada pelo critério de que o dito é um impropério. Tal julgamento - escusado - passa a caso muito sério.
Haja uma ideia que brote, e outro critério se adopte.
Portanto, perguntarei: até que ponto é que a lei é o meio mais correcto de usá-la como objecto de condenação de alguém? É que uma das partes pensa que não proferiu uma ofensa...
Dependerá, no momento, do que der como argumento.
Mais parece uma censura em tempo de ditadura! Julgar casos como este, exige se faça um teste de avaliação dos actos. O que ofendeu, é perfeito? E o ofendido, de respeito?
Que não regressem os tempos de múltiplos contratempos....
À pergunta “quem sou eu”,
sou directa e bem concreta:
não tenho nada de Orpheu,
mas dizem que sou poeta.
Sou uma mistura de pouco,
e o resultado de tanto,
e com meu “estar” meio louco,
acabo sendo eu, portanto!
Envolvo a insegurança,
numa certa valentia,
com muita perseverança...
...“e levo a carta a Garcia.”
Que acelerem os meus passos
e que os meus braços se estendam.
Quero abraçar-te, amanhã.
Há que enfrentar os devassos,
se mais crianças morrerem
e a morte virar campeã.
Que se condenem traidores,
que a justiça protegeu.
Que se puna cada ser
de sistemas opressores.
Há nuvens negras no céu
e crimes a acontecer..
Vejo flores a murchar
e fontes que já secaram
porque o ódio... gera guerra.
Mal consigo caminhar...
Cansaram-me os que espalharam
a incúria aqui na Terra.
Cinco dias de vida para a despedida
de dois mil e vinte e três. Quem sabe, talvez,
parta humilhado, e com tanta vergonha...
Muito mais do que aquilo que se suponha!
Foram inúmeras as malogradas vidas,
certa e inexoravelmente perdidas;
umas foram causas brutais e desumanas,
praticadas por pessoas muito sacanas;
outras ligadas a ódios e a ganância,
nas quais se luta por tudo... em abundância;
restam ainda as de causas naturais...
pelas quais não foi possível fazer-se mais,
e outras, também, de causas a descobrir
as quais, quiçá, ocultam metas a atingir.
Ficarão no ar mil perguntas sem respostas
credíveis, esclarecedoras e compostas
das causas de alguns efeitos secundários...
mas só nos são explicados dados primários.
Assumem-se inúmeros procedimentos,
contra os quais não são admitidos argumentos.
E já asseguram que os vindouros anos
carregarão mares de vários desenganos.
Deixemos correr as prenunciadas águas!
Quem sabe lavarão todas as nossas mágoas...
A Mulher Portuguesa
é força todos os dias.
Acorda em posição “pino”,
para dar volta ao que enfrenta,
e aos cadilhos que aguenta.
Não confia no destino.
Vai à luta pelo que quer.
Para tanto... ela é MULHER!
Nasceu símbolo de Força
na sua forma mais casta.
Vive o Amor verdadeiro.
Nem se entrega por dinheiro,
nem qualquer coisa lhe basta.
Sabe bem qual o valor
de dar... recebendo Amor
na sua maior pureza.
É só isso que ela espera
da sua entrega sincera.
Esta é a Mulher Portuguesa!
Data da criação deste conteúdo:
2018-09-20
Imagem de Jo Kassis
Do mundo, sou cidadã. Da vida, sou sua amante. Moro onde me sinto bem. Sou, por norma, viajante. Para onde quer que vá, segue comigo, também, esta minha mente sã, quanto basta de esperança, uma mão cheia de amor, e tanta perseverança. Tenho perfeita consciência de fazer o meu melhor, ao opor-me à desistência a que os fracos dão valor.
Malmequer te elejo, A flor da noite. Ladina, sem pejo, Mergulhas na dor Errantes, amantes. Que queres tu tecer? Um romance em flor, Em alguém a querer Respostas de Amor?
Data da criação deste conteùdo: 2012-11-05 Autor da imagem: José Prada
Desgasto-me de raiva por não vencer o medo, causado pela fraqueza que sinto em mim, agora. Oh! Quem me dera travar este arremedo da mulher forte que eu encarnava outrora.
Quisera conseguir ultrapassar o tempo, chegar a vencedora de tudo o que criei, mas as pernas cedem perante o contratempo de ser tarde demais pra tanto que almejei.
As dores vão aumentando enquanto as folhas secam, e perdem-se vontades geradas com amor durante tantas fases, tão densas de fulgor.
Enquanto fui gerando sonhos que obcecam, não dei pelo desgaste da alma consumida por tudo o que, então, fiz sem respeitar a vida.
O povo grita e pragueja contra um governo impudente, que se desculpa, gagueja e não quer saber da «gente»! Da «gente»… pois! E não só! Ó meu Deus, vê lá… tem dó!
Na mente dos governantes, enfatuados senhores, nós não somos relevantes… nós somos só pagadores! O pobre está habituado a ser sempre o condenado.
Enquanto ladrões, à solta, vivem à grande, à francesa, duma forma que revolta, a «gente» vive na pobreza dum miserável ordenado, espremido e descontado.
Estamos cheios de conversas! Queremos acções diversas! Avancem com demissões, um após outro, que a «gente» quer ter, em vez de aldrabões, um governo competente!
Entre planos agendados e a sua concretização, está o povo em expectação. Alguns, já habituados a promessas não cumpridas… nada dizem! Nem se movem, nem tão pouco se comovem. Procuram outras saídas. Aquele povo mais confiante, mais letrado, mais paciente, mantem-se resiliente. Nem precisa de calmante… Mas com medo de que o CHEGA gere “um país de VENTURA”, há gentinha que tortura o André, que não sossega. Promessas já foram feitas, mas sua concretização exige a alteração de leis a que estão sujeitas. Da minha parte, direi: como não tenho partido, escolho no bom sentido, optando pelo que sei convir a gente de bem. Que se faça, enfim, justiça! Seguirei insubmissa Às leis do que não convém.
Mais um ano passou sem ver as tuas águas.
Mais um ano passou sem ver as tuas areias.
Ai quantas vezes lavaste as minhas mágoas
e quantas vezes, meu bem, mudei de ideias.
Mais um verão marcado pelo desgaste
sorrateiro e louco, que tanto me sufoca.
Esperei-te, meu amor, mas tu nunca chegaste.
Sou retrato fiel do que o esperar provoca.
O mar e tu, meu bem, são tudo o que me resta
dum passado remoto que me tem cativa
dum amor imenso, que não irá deixar-me.
Um vil cansaço em mim se manifesta.
São rugas de que o tempo não me priva...
Amar-te-ei, amor, até cessar de amar-me.
... E sendo eterno o nosso grande Amor, que eterna seja, também, a felicidade de vivê-lo até ao fim das nossas vidas. Nenhum de nós é hoje devedor seja do que for. Em liberdade, contámos muitas metas atingidas.
Não quereria sobreviver à tua morte, mas quereria que sobrevivesses tu, à minha e que a vida sãs vontades não me negue. Estou presa a um Amor vindo do norte, o qual matou as dores que, outrora, eu tinha e se tornou a luz que sigo e que me segue.
Não fora a podridão dum certo mundo insano
e os rebanhos seguidores da sua gente,
e acredito que o nosso Natal este ano
poderia bem ser outro, assaz diferente.
Há pessoas que eram... mas hoje já não são.
Outras, ficaram por cá. São seres expectantes
que, de meras cobaias de experimentação,
avançaram para esperanças periclitantes.
Desiludidos com o mundo em confusão
em que passaram a viver, preocupados,
esperam hipócrates, quiçá, tivesse razão...
No background ofusco, a Natureza Mãe,
será que inverterá os dramas ocasionados?
À ciência, argumentar, já não convém.
Terás sido magoada pela vida,
ou criticada por vis ignorantes,
mas nasceste pra cumprir várias missões
que não deverás, jamais, menosprezar.
Há que iniciares luta aguerrida
contra males reais e massacrantes.
Faz renascer em ti, novas paixões,
e nada será mais como era antes.
Segue em direcção àquela luz
que vês na nova estrada.
Segue em frente... confia!
Caminharás, então, em segurança,
com uma confiança intemporal.
Procura liberar-te dessa cruz
que sobre ti caiu e, de repente,
tudo enfrentarás com mais esperança!
No Universo nem tudo é surreal.
Sei que tens vontade de viver
e de fugir dessa inacção atroz
que irrompeu, inesperadamente,
sobre a tua alma limpa, pura...
Não desistas nunca. Urge vencer
os gritos da tua depressão sem voz.
Avança lenta, mas decididamente,
e sentir-te-ás, aos poucos, mais segura.
Não tenho medo da chuva,
nem mesmo quando troveja.
Não me assusta a vida dura,
por mais dura que ela seja.
Contudo, amigos, vos digo,
que me faz um mal profundo
ver pessoas sem abrigo
por culpa de leis no mundo.
Teremos sempre um por quê,
difícil de ser julgado...
que passa a ser cliché,
usado pelo culpado.
Haverá maior tristeza
do que passar a estar só
na rua, onde a frieza
transita, sem sentir dó?
Aquele primeiro encontro que tivemos, quando, ainda crianças, nos beijámos, foi o princípio de tudo o que fizemos para esconder o quanto nos amávamos.
Na sombra, tão inocente quanto pura, a minha alma te buscava sem que visses. Foram anos de pena, de amargura, pensando que por mim nada sentisses.
No silêncio vivemos nosso amor. Havia entre nós uma barreira. Tu nada me disseste e, por temor, nada te quis dizer a vida inteira.
Para poder ver-te, fiz longas caminhadas em troca dum instante curto e escasso, que compensasse as noites mal passadas, sem poder fechar os olhos, do cansaço.
Mas um dia, meu amor, me confessaste o forte sentimento que escondias. Tarde demais. Sofri, mas não deixaste que eu compreendesse, então, por que partias.
Nunca disseste a razão que — por culpa minha — nos manteve afastados toda a vida. Hoje és a minha estrela que, sozinha, me conduz, silenciosa, na descida.
Vivemos um amor grande e profundo, que guardei, tal como tu, no coração. Partiste para sempre deste mundo sem que eu pudesse, Amor, pedir perdão.
Há momentos - maus momentos!-
em que me sinto morrer,
mas há muitos mais, ainda,
em que me sinto viver.
A minha alma está limpa
de quaisquer comedimentos.
Sinto que a vida me enlaça,
me prende e até me abraça,
como água cristalina,
brincando com uma menina...
Nem a chuva me incomoda!
Esvazia-me a alma toda
daquilo que me faz mal,
e quedo-me, impressionada,
em profunda reflexão,
até que passe, em geral,
o que me causa impressão.
Quero pensar que é mentira
nada haver que seja são.
Na Vida, tudo venero,
nas pessoas é que não.
Enquanto a idade alonga,
eu não sinto que envelheço,
sinto boa orientação.
Que eu morra quando mereço,
mas o Universo... não!
Tua imagem reflecte ostentação,
gosto por luxúria... imaginação.
Há peças que te embelezam, na verdade,
mas pesam muito, devido à tua idade.
Leio ambiguidade na expressão
e avidez de posse, no teu coração.
São sinais muito evidentes de porfia
entre ti mesma, e a tua fantasia.
Conserva os sonhos, e as aspirações.
Envolve-os numa corrente de paixões
por novos projectos que possam promover
o teu futuro de vida... e de mulher.
Segue, consciente, por caminhos seguros,
evitando ir por atalhos obscuros.
Aquilo que tu fizeres, nesse sentido,
dar-te-á a paz dum dever que foi cumprido.
Vales pelo que és, não pelo que trajas.
Perante a ignorância, não reajas.
Enquanto jovem... adquire conhecimento,
aproveitando muito bem o teu talento.
Já nada do que fazia num tempo muito distante pouco estável, muito errante - que vivia, dia-a-dia - faz parte do meu presente. De programa organizado partia, nesse passado, e, por dias, estava ausente.
Quando tinha, reunidas, várias colecções de roupa, - Muita chique! Simples, pouca! - escolhia a mais preferida. Eu tinha de trabalhar de modo a deixar contentes vários tipos de clientes difíceis de contentar.
Na mulher simples e culta, de gostos sóbrios, simplistas, que não ousa dar nas vistas, o clássico… resulta. Mas há outras, extravagantes, que gostam de lantejoulas e, como são muito louras, são dos brilhos, muito amantes.
Com a roupa estagnada, comparo o que sou agora, com aquilo que era outrora. Eu... -“moi”-, não mudei nada! Quando a vida corre mal… procuro o que faz efeito: sigo em frente do meu jeito! Continuo tal e qual...
Prometo que te amarei - como sempre amar-te quis - se o futuro que sonhei e as juras que a mim fiz quando era aventureira... me soltarem desta amarra que mantém-me prisioneira da má onda que me agarra, e que me faz marear. É que há ventos que recuso sua direcção tomar. Não cederei ao abuso de sofrer... por tanto amar.
Deixaste-me, em herança, um Amor eterno. Repousa, reflectida na minha memória, a tua imagem serena, tranquila, calma. Comigo jaz um sentimento eterno. Da nossa vida guardo a longa história, que ainda hoje conforta a minha alma.
Como gostaria de olhar este mundo,
com um filtro nos olhos, para protegê-los.
- O que hoje irradia, tolda-me a visão!
Mergulho num espaço que é meu, assaz fundo...
Construo mil sonhos e enormes castelos,
que se vão ajustando no meu coração.
Entre o sono e o alerta brotam forças do mal.
Perturbam-me o sono, mas sigo sonhando.
Apagam-se luzes na imaginação.
Ouço o Universo. Sua voz astral
está cheia de fúria, de tanto pesar
por ver mil sacanas entre a multidão.
Acolho-te em mim, ó meu amor, meu Mundo!
Dou-te a cor que quero. Deixa-me sonhar
e que o Universo olhe bem por mim.
Que gira a justiça de modo fecundo
e me faça, finalmente, acreditar
que tudo o que está mal terá um fim.
Se julgares-me te diverte, continua,
mas só eu sei quem sou e o que pretendo
quando tomo posições que tu condenas.
A tua convicção, na mentira flutua,
até que se dissolva em erros que não entendo.
Estás cheio de rancores que tu não drenas.
Liberta-te do peso que carregas
quando me julgas, carecendo de certeza.
Teus fundamentos nascem por incúria,
e por falsas convicções que sempre negas.
Acabas por cair em vil tristeza,
exactamente porque partem duma injúria.
Antes de me julgares, medita bem.
Sou eu a detentora das minhas razões
e da forma como quero conduzi-las.
Evita magoar-te. Não convém.
Perdes a força que têm as tuas opiniões
e o quanto te esforçaste, ao produzi-las.
Luto por encontrar-me
entre o meu ego e eu.
Não sei onde estou,
por onde tenho andado,
nem o que me aconteceu.
Sim, talvez viva algures,
numa dimensão diferente.
Quiçá terá sido a razão
por que se gerou tanta tensão,
entre um e outra,
duma forma crescente.
Fizemos disparates sem conta
em todas as minhas presenças,
e em todas as minhas ausências.
Foram inúmeros os conflitos
existentes entre ambos.
- Quantos... Quantos!!!
Perdi-lhes muitas vezes,
o rumo, ao ser-me pedido
para dar mais do que podia,
...simplesmente porque devia.
Talvez eu já tenha sucumbido,
ou vagueie neste mundo caótico,
procurando-me entre os dois,
num passado tortuoso, sofrido.
Tive de tudo, mas nada pedi.
Busco-me por toda a parte!
Até mesmo nas minhas raizes,
onde o meu ser foi concebido,
e onde nem tudo foi alegria.
Acredito ainda, que um belo dia...
será dada vida à esperança
de ficarmos juntos, felizes,
em perfeita harmonia,
e em eterna segurança.
Minha mente não está calma…
Sinto um grande desconforto
no seu todo - que é tão meu...
porque quem o gere, sou eu!
Quero encontrar a maneira
que – espero! - seja eficaz,
de acabar com a hipocrisia,
que gera ira… e azia.
Há uma certa caridade,
- em forma de ocupação -
que causa mal-estar profundo
em qualquer recanto do mundo.
Incomodam-me as pessoas,
com um egoísmo gigante,
a quem chamam "gente do bem",
mas que deste... bem pouco tem.
Espalhados por toda a parte
confundem muito inocente,
por seus movimentos balofos
e sorrisos… “bué de” fôfos.
Actuam por conveniência,
em pontos muito sociais,
onde brilham com esplendor.
Dão ”esmolas”, não dão Amor.
Contrastam com os cidadãos
que nasceram iluminados.
São desprovidos de vaidade,
e espalham humanidade.
Esses amo! São almas boas...
Aos pobres carentes de tudo,
dão Amor muito genuíno,
assaz doce, assaz Divino.
2014-02-10
Data da recriação deste conteúdo:
2023-10-04
Tal qual sou, estarei aqui.
De como acordo... dependo.
Não espero me compreendam
pois nem eu mesma me entendo.
Sou muito sujeita a luas,
nunca sei o que me espera
Tenho um coração que é calmo
e um outro que acelera.
Se está um dia de sol,
faço projectos, actuo,
mas se o dia está cinzento,
viro teimosa e amuo.
Surpreendo facilmente,
porque detesto a rotina.
Já não mudo nesta idade.
Sou assim desde menina.
É escrevendo, de alma leve e nua,
sem constrangimentos, e sem qualquer pudor,
que falo do meu passado, à luz da lua,
buscando-te entre as trevas, meu Amor!
Encontro no teu silêncio, paz amena...
um eco doce... de palavras que não dizes.
É como uma brisa suave, serena,
acalmando dores de muitas cicatrizes.
Se o tempo não existe, nesse Além,
estarás imune, à espera dum vento
que não acelera. O seu passo é lento.
Saldarei as contas que tenho com alguém,
antes de deixar outros seres que eu amo;
...dívidas de Amor, de teor humano.
Reviravolta... que volta foste tu dar a Belém? Quando o diabo anda à solta ...já nem dar volta convém! Vira lá isso ao contrário, que me dás volta à cabeça! Arranja-me outro cenário, antes que um mal aconteça...
Será muito complicado pôr a igreja de lado neste espaço português, quando um caso, como a fome, magoa, desgasta, consome… Milagres? Quem os espera nesta má atmosfera de injustiças, de ladrões, de oportunistas e de vilões? Oferecemos, à juventude, muito defeito, pouca virtude. Quem deveria resolver tudo o que estamos a ver... em vez de promover paz, gera guerra. Nada faz! Pedir milagres, Senhor, em preces ditas de cor? Somos nós, apenas nós, e certamente nós sós, quem deverá “milagrar”, mudar o mundo, lutar por tudo o que mais convém... para irmos muito além duma esmolinha qualquer dada ao pobre, que o que quer, é limpar o que é imundo; fazer lavagens no mundo. Há um bom número de gente, de mente suja e doente, que vive muito enfunada, vaidosa e cheia de nada nas suas cabeças ocas. Em verdade tudo vêm, mas se fecham, porque têm mais brio na ostentação, do que amor no coração. Não lhes é difícil viverem indiferentes, sem sofrerem ao verem tanta miséria. São temas de cariz séria que, em parte, queimam com droga muito usada, muito em voga. Amigos, se nada fizermos, em prol do que nós quisermos... viveremos contrafeitos, num país cheio de defeitos. Nesta sociedade gasta… comovermo-nos... não basta!
Com cravos de várias cores, a esperança nos corações e o fim de mil horrores, pairava uma ambição: festejar a liberdade, e o fim da crueldade!
Acabou a ditadura! E agora? O que é que há? Estão abrindo a sepultura a muitos de nós! Vá lá... Acordem! Estão-nos tramando e nós… sempre escorregando.
Dir-vos-ei o que nos resta dessa ambição que existia: Um resíduo que não presta! Pouco pão, muita alergia! Há cenários que só de vê-los sinto arrepios nos cabelos...
Escolham homens, não partidos! Não à cor, sim ao programa senão... seremos traídos! Votem em gente com fama de ter sempre, enfim, primado por ser alguém bem formado.
“Ergo os meus cravos, sem cor por um Portugal melhor!
Procuro segurar a ponta do meu afecto por ti. Eu não quero que ele acabe. Foi bonito o que vivi. Na minha cabeça, tonta, baralham-se interrogações, conjecturas, mil porquês. Não me queiras enganar. Não me conheces, talvez. Eu já não tenho ilusões, mas, na verdade, teimosa, seguro a ponta do afecto que mantenho preso a mim. Meu coração, inquieto, recusa perder-te assim.
A outra que existe em mim, por vezes é muito estranha. Pinta os lábios com carmim e, com uma vida tamanha, se revolta, me magoa, se contravolta, anda à toa… quando aquilo que ela quer eu não a deixo fazer. Há dias em que é Mulher, outros … nem sei que dizer. Não me deixa sossegada. Quando noite sinto em mim, ela sente madrugada e faz um grande chinfrim dentro da minha cabeça, até que eu lhe diga: SIM! e faça o que lhe apeteça!
Já corre um novo ano, velozmente.
Vem com a pressa irritante de outros anos.
Enquanto muita esperança nos consente,
vai fabricando traições e desenganos.
Que corra, que tropece, que se estenda
na estrada que percorre sem comando.
Não temo qualquer pressa que transcenda
a velocidade dos passos que vou dando.
Vivo como posso e como sei,
aproveitando o tempo, que venero,
para fazer aquilo que hoje quero.
Na senda do caminho que tracei
já não há nada que me torne lesta.
Sou senhora do tempo que me resta.
Data da criação deste conteúdo:
2018-01-05
Do meu livro "Meus Caminhos de Cristal"
Fui gerado com um senão,
... como todos os outros foram.
Só difere a dimensão,
se melhoram, ou se pioram...
Não haverá quem me convença!
Dois seres iguais? Nunca vi!
Há sempre alguma diferença
que os distingue, entre si.
Vim ao mundo por direito,
consenço de opiniões,
ou mero acaso, sem jeito
num monte de confusões.
Olhem-me como igual a todos,
sem diferenças, sem rancor,
com carinho e com bons modos,
e tanto, mas tanto, Amor.
Se o mundo está mal,
de que serve fazeres de conta
que tudo corre sobre rodas,
negligenciando os que sofrem
mais do que tu?
Se nesta vida que te deram,
falhares como cidadão,
serás tudo, menos um bom irmão.
Nascemos com a missão de viver,
não de matar.
Cerrem-se as lutas! Tranquem-se as portas
que conduzem a um fim indesejado.
Fazes parte deste todo,
envergonhado do que vês,
mas será insensatez
“deixar rolar”.
Demos as mãos e unamo-nos firmes
na luta contra a droga, a guerra
e a destruição dos valores básicos
para uma vida feliz.
Cortemos o mal pela raiz.
Dá-me a tua mão, sem hesitação.
Salvemos a Terra.
Sigamos a estrada que nos conduz à Paz.
Digamos NÃO à Guerra!
Estou vivendo neste mundo,
cada dia mais imundo,
com esperança e muita coragem.
Estou seguindo uma viagem.
Não sei bem de onde parti,
nem sei o que faço aqui.
Calmamente, vou tentando
nunca perder o comando
de mim e das ambições
que criei, sem condições.
Sigo amarrada a mim própria,
talvez duma forma imprópria,
mas é aquela que aguenta,
com tudo o que me atormenta.
Com Amor seguem, comigo,
quem de mim fez seu abrigo.
Amanhã, os que hoje estão,
quem sabe, já não estarão,
quando livres se sentirem.
Chorarei por eles partirem,
em busca dum seu Futuro,
menos preso, menos duro.
Farão o que fiz um dia,
quando buscava o que queria...
Libertei-me de uma amarra,
cheia de força, de garra,
e a muitas mais fiquei presa.
De nada tenho a certeza,
mas seguirei sempre em frente.
Muito há que me contente,
nesta ânsia de viver.
Eu sinto que irei vencer,
mas se não for, paciência!
Eu sou contra a desistência.
Já fui luz e fui mensagem
em tempo de nevoeiro...
Já fui ponte de passagem
num passado traiçoeiro.
Já fui barco desejado,
perdido num mar deserto.
Tinha o presente amarrado,
e o futuro... incerto!
Aguentei abanões
de gente muito perversa.
Eram mestres em traições,
assaz ricos de conversa...
........................................…
Hoje, cansada de tudo,
luto contra uma má onda.
Meu coração virou mudo,
e a minha alma, redonda,
não tem princípio, nem fim.
Porém... sinto-me filtrada,
estanque ao que for ruim…
Não preciso de mais nada!
Durante esta minha vida
...rica de muito a fazer,
busco sempre uma saída
para alongar meu viver.
Deixo sempre algo pendente
de acabamento... Eu juro!
Não... pra fazer no presente,
mas sim durante o futuro.
Quero evitar o stress!
Vivo a vida deste jeito...
Só faço, se me apetece,
desde que acordo, e me deito…
Os meus poemas de outrora,
espero poder melhorar.
É uma forma, impostora,
da minha morte atrasar...