Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
A maré hoje está cheia. Gaivotas pairam no ar. Quanto mais a maré sobe, outras mais se irão juntar. Não há barcos sobre as ondas, nem turistas pela praia. O tempo ameaça chuva, não se vê nada que atraia. Sem permissão para pesca, reina vida no cenário. Para peixes... sabe a festa, para gaivotas... calvário! Há ciclos durante a vida, que contrastam, grandemente. Uns dizem serem acasos, outros o poder da mente. Há, porém, quem contradiga, com um parecer diverso, atribuindo os acasos ao poder do Universo.
Com que moral é que nós, adultos, nos sentimos no direito de exigir dos jovens formação, educação e respeito, quando não lhes são facultados, na base, os fundamentos a que têm direito para o conseguirem?
Com que direito pretendemos que os jovens se preparem para o futuro quando o presente que milhões de adultos estão a proporcionar-lhes é deplorável?
Para que possamos pretender dos jovens uma boa formação, nas suas várias vertentes, impõe-se facultar-se-lhes, no presente, o direito às bases – também estas nas suas várias vertentes – que lhes proporcionem a possibilidade de realizarem o que nós, adultos, pretendemos deles.
Data da criação deste conteúdo: 2024-05-14 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sempre me preocupei com o meu futuro, mas sabia bem que ele não dependia só das minhas escolhas. A minha grande falha residiu no facto de não ter protegido bem o chão das estradas em que caminhava e, de vez em quando, levava com cada enxurrada de água, que recorria a um barco a remos para poder seguir em frente. Hoje, que a minha idade já não perdoa erros, decidi passar a viver “ao sabor da marés”.
Em 07 de Fevereiro de 2024, o Jornal “ONU News” informou que o secretário-geral da ONU teria afirmado que o mundo tinha entrado na “ERA DO CAOS”.
https://news.un.org/pt/story/2024/02/1827417
São tantas as causas sobejamente relatadas e comentadas – e incluo aqui as conhecidas como sendo "politicamente correctas" - que, a uma pessoa tão ignorante quanto eu, sobre tanta coisa que ouve e vê, ser-lhe-á (ou não) permitido fazer conjecturas absolutamente pessoais, sobre as mesmas.
Sou de opinião que a raiz daquele caos foi gerada pela acumulação de vários factores muito importantes, intrinsecamente ligados à formação, e consequente competência, de quem tem a estoica missão de governar o seu país. Entendendo bem as afirmações feitas pelo Secretário-Geral da ONU, Senhor Eng.º António Guterres, sinto, no entanto, dever juntar-se a esse global de causas, os transtornos físicos e psicológicos que o malogrado Covid-19 e seus sucessores - travestidos de múltiplas “variantes” - têm provocado, sobretudo, a partir de 2019.
Se é verdade que defendo, de alma e coração, a necessidade de evitar que o mundo chegue a qualquer situação caótica, através duma reestruturação social bastante abrangente - sobretudo no sentido perfeito do que significa “amar o próximo como a ti mesmo” - também é verdade sentir que, devido a diferentes ideologias, nomeada e principalmente de carácteres religioso e político, essa pretensão nunca passará de verdadeiramente utópica. Tal poderia, hipoteticamente, ter sucesso... se aplicada, e muito cautelosamente gerida, em cada País onde tal pretensão fosse aceite. Todavia, nos interesses envolvidos nas relações internacionais existentes, estão implícitos objectivos que esmagam qualquer esperança numa paz permanente. Assim, na mente dos responsáveis e dos seus seguidores, prevalecerá sempre “a lei do mais forte”, numa tentativa de levar àvante as suas pretensões, as quais começam por “provocações”, passando por esporádicos ou permanentes ataques e, não resultando... surge a ameaça do recurso a armas nucleares. Instalado o terror, vem o caos, faltando apenas a concretização da grande ameaça... se nada mais surtir efeito. E passa a reinar o desespero entre a população, começando as dramáticas fugas em busca de razões para continuarem vivos.
Entretanto, enquanto a população dos países em guerra, grita por paz ou foge em busca de um porto seguro, outras populações, alheias a essa realidade e a tantas outras, continuam a tentar “brilhar” sob as luzes da ribalta, indiferentes aos que estão sofrendo duma sede incessante do Saber que lhes permitiria entender a ganância humana, pela ponta justa.
Deixo, fora de lista, aqueles que, à semelhança dum passado histórico de longuíssima data, seguem procurando “O PARAÌSO INEXISTENTE.”
Data da criação deste conteúdo: 2024-05-12 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Não tenho razões para sentir-me completamen- te feliz com a vida, como ela está, sobretudo neste momento. Tenho, porém, razões para acre- ditar no que possamos fazer para que ela melhore, nomeadamente alertando quem governa o país, para o caos em que temos os sectores principais que de- veriam garantir uma vida digna a cada cidadão.
Do mundo, sou cidadã. Da vida, sou sua amante. Moro onde me sinto bem. Sou, por norma, viajante. Para onde quer que vá, segue comigo, também, esta minha mente sã, quanto basta de esperança, uma mão cheia de amor, e tanta perseverança. Tenho perfeita consciência de fazer o meu melhor, ao opor-me à desistência a que os fracos dão valor.
Esse mastro sobre rochas resistentes, como eu, às tempestades da vida, marca a presença que outrora deixava rastos de amor por onde quer que passasse. Mastro de perseverança fecundada na esperança de conquistar mil batalhas. Arrojada e resiliente, cada uma que perdia gerava nova vertente. E era assim que investia pra realizar meus sonhos. Havia riscos medonhos, na luta por conseguir minhas metas atingir, mas tal como rocha dura, resisti às consequências de quem prefere arriscar, a desistir sem lutar.
A Preguiça é uma grande inimiga do progresso e da vida. Há lutas que travo que darão resposta a acontecimentos do meu dia-a-dia, sempre pensando na conquista de um futuro melhor. O meu Ter e o meu Haver são valores muito activos, virados mais para o espírito do que para a matéria. Dado que me têm dado muito mais do que aquilo que merecerei, tenho um saldo muito positivo, a despeito de alguns razoáveis desamores de quem menos esperaria.
Acredito numa Energia Universal, superior a tudo e a todos. Porém, não acredito no castigo após a morte. Acredito, sim, que seja em vida que pagamos pelo mal que praticamos. Daí eu procurar, todos os dias, corrigir os meus erros. Não sendo um exemplo de virtudes, esforço-me por melhorar todos os dias, e dar bons exemplos aos jovens que me rodeiam.
O que seria de mim se durante a minha infância me tivessem dado tudo aquilo que eu pedia? Hoje, carente de algumas coisas, não por ganância... muito sinceramente, não sei dizer o que faria.
O que seria de mim se durante a juventude tivessem ignorado a minha agitação? Seria mimada, caprichosa e bastante rude, carecendo de uma orientada correcção!
O que seria de mim se os meus pobres Pais, outrora, tivessem menosprezado o meu medo de voar? Seguramente não teria tanta força, agora, perante a minha necessidade de viajar.
Seria salutar que cada pessoa vivesse a sua vida em privado - se desejado - não sendo criticada por quem nada tem a ver com a sua preferência de como vivê-la.
A interferência na vida privada de alguém é, porém, louvável e legal, se a sua segurança e/ou bem-estar, estiverem a ser ameaçados.
Data da criação deste conteúdo: 2024-05-07 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Acreditar que o mundo vai mudar, enquanto viva, seria iludir-me. Contudo, preocupada com o que está a acontecer, actualmente, com uma certa camada de jovens, não desistirei de fazer o que estiver ao meu alcance para promover novos métodos de reeducação das crianças – a partir da base – afim de tentar uma mudança no cenário actual, com tanto crime hediondo a acontecer, tanto em Portugal, como noutros países.
Cabe a mim, e só a mim, aperfeiçoar-me, o que tento fazer tanto quanto possível. A única coisa que, nesse aperfeiçoar-me, não fui ainda capaz de vencer, foi o facto de não conseguir ultrapassar ofensas morais. Quem me ofende moralmente, é excluído do universo em que vivo. O resto, tenho conseguido superar.
Pior do que estar falido é não termos consciência da nossa maledicência ao julgarmos mal alguém... quando passamos a vida com a alma impedernida pelos podres que contém.
Nasci com uma missão em que actua o coração: dar vidas a este mundo banhando-as de amor profundo. Foram missões abençoadas bem cumpridas, bem louvadas. Seis filhos de mim nasceram e muito amor receberam. Todos foram desejados, muito queridos, muito amados. Criá-los... foi um caso sério, mas disso... não há mistério. Conheço bem o porquê. Só um cego é que não vê. Mas mesmo com atropelos dos pés até aos cabelos, cumpri a minha missão com amor no coração. Adorei este meu papel, banhado de mel... e fel. Eu não sou um ser qualquer. Eu... sou Mulher!r
Vivo tranquila sempre que consigo ver-me livre, tão depressa quanto possível, dos acidentes de percurso, na estrada em que caminho. Abomino os estados de ansiedade, que combato através de travões que me imponho porque, físicamente, conheço as consequências que provocam.
Tenho sempre programas para o futuro, os quais vou actualizando sem pensar que o mundo vai acabar amanhã. Criando novos projectos evito sentir que já não tenho sonhos.
A minha alma, estouvada, adora estar sempre a cantar. Conjecturando... presumo que não saberá chorar. Gasta, mas inconformada, decidiu mudar de rumo, para me ajustar ao mundo que o Universo governa, - mas que tanto mal contém. Tem uma ambição que alterna num seu desejo profundo: que eu baile… e me sinta bem. Com esta sua alternância, que me causa desconforto, nós entramos em conflito. Coisas há que não suporto. Perante tal circunstância, fico calada… e cogito...
JOVENS DELINQUENTES NO EXÉRCITO. NUNO MELO ATACADO PELAS ASSOCIAÇÕES MILITARES (RTP Notícias – 2024-05-01)
Que o Senhor Ministro da Defesa possa defender a colocação de jovens delinquentes no Exército não me surpreende. Tenho ouvido toda uma série de afirmações inaceitáveis, as quais vou classificando com montes de um irónico “Absolutamente!”. Agora... que o Senhor Ministro da Defesa tenha "esclarecido" que o governante apenas fez uma “reflexão”, para “efeitos académicos”, provoca em mim uma grande perplexidade. Comento tal "reflexão" da mesma forma que fiz relativamente a uma outra do Senhor Presidente da República, isto é: não seria melhor reflectirem em silêncio antes de se pronunciarem seja sobre o que for?
Se o Senhor Nuno Melo nega agora a intenção de recrutar jovens delinquentes para as Forças Armadas, perdeu uma gigantesca oportunidade de estar calado. A reflexão faz-se antes de uma afirmação, e nunca o contrário, porque coloca o seu autor na posição de vítima de irreflexão e/ou de imponderação, ficando, claro está, sujeito a julgamentos que poderão não corresponder ao desejável, especialmente quando se trata de um membro do governo que assumiu um cargo de tão relevante responsabilidade como é aquele para o qual Sua Excelência foi indigitado.
Data da criação deste conteúdo: 2024-05-02 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Revolta-se um mar de nada que atraia. Com algas eu banho um passado que dói. Olho as crianças agitadas na praia, e lamento o tempo que tudo corrói...
Aguardo outro ano... Sei que o terei! Mas... ano, após ano, viva permanece a recordaçãp que em mim conservei dos tempos de jovem que a mente não esquece.
E vibro sonhando, teimosa, insistindo no quanto ainda aspiro poder terminar coisas que, no tempo, ousei projectar.
De Amor e de Sonhos vou chorando e rindo porque creio na alma que carrego em mim! Sou feita de esperança. Serei sempre assim.
Nunca acreditei que haja alguma coisa escrita nas estrelas. Acredito, isso sim, que somos nós próprios quem determina o caminho a seguir. Mais ainda, não acredito que haja um “Deus” a guiar-nos. Esse Deus, para mim, é o Universo e o mistério de sabermos ou não viver dentro das normas impostas por esse grande sentimento a que chamamos Amor, de cujo grande mestre é a Natureza.
Não há bem que sempre dure, nem há mal que não acabe… - diz o povo, que bem sabe! Para grande mal, grande cura. Este ditado… convence! Ora recorde, ora pense: Quando cremos estarmos bem… surge uma qualquer má nova, de levar caixão à cova, e o povo, bué cansado, não reage. Desanimado, nem aquece, nem arrefece… Se as águas passadas já não movem moínhos, sigamos novos caminhos... Façamos o que deve ser feito... ...mas sem intenções subtis: Cortemos o mal pela raiz!
Consciente como sou, nunca culpei ninguém, nem mesmo a minha pessoa, dos meus erros. Já tive oportunidade de dizer que tudo o que fiz mal, na vida, foi feito pensando estar a fazer o meu melhor, portanto, não me acuso de nada. Reconhecer o erro duma posição tomada não significa que me culpe disso. Sirvo-me dele para corrigir o que esteve mal.
Em Portugal, actualmente, é necessário possuir uma grande dose de serenidade, de resiliência e de autodomínio emocional, para enfrentar e aguentar, silenciosamente, e com grande sabedoria, a crescente onda de crimes, de violência, de assaltos, de instabilidade generalizada em várias áreas, tais como em escolas, em hospitais, em serviços públicos, etc. A população melhor informada e mais atenta, saberá bem o que está na base de certos comportamentos. O problema é que essa base deveria ter sido sujeita a transformações que não aconteceram em devido tempo.
Estarei a ser exagerada, ou na verdade precisámos de 50 anos para assistir a algo que nunca esperávamos ver? A Revolução de Abril de 1974, é uma data a partir da qual esperávamos que fosse cumprido o objectivo da revolução em questão. Estes 50 longos anos deram-nos um socialismo em liberdade relativa, coberto por um "manto diáfano recheado de verdades mentirosas". Ano, após ano, foi um ver se te avias no desfolhar dos cravos... Além de desgoverno, tivemos muitos casos de supostos desvios de dinheiro. Será com esses milhões, que fazem parte de um bolo sem cereja no topo, que Sua Excelência o Senhor Presidente da República esperará redimir o passado relativo às ex-colónias? Francamente, não saberei!!! O que saberei é que há momentos em que me interrogo se, por vezes, não seria mais conveniente o recurso ao silêncio...
Temos um novo governo formado. Sem maioria absoluta, foi, no entanto, eleito pelo público. Como democratas "à altura", e com a classificação de Povo Sereno, só nos resta ter de esperar para ver se Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro eleito, e a sua comitiva, põem em prática tudo o que foi apregoado como princípios de actuação a seguirem. Só assim poderemos definir a sua competência e definir, também, se o mesmo é um Homem de Palavra. Sorriso, pelo menos, não lhe falta.
Data da criação deste conteúdo: 2024-04-27 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Nunca amaldiçoei a minha sorte, nem os lobos que encontrei pelos caminhos que percorri. Soube aprender com as lições que a vida me deu. No erro, enchi o peito de ar, o coração de amor, e parti para uma nova luta, procurando não pensar mais no passado.
Reviravolta... que volta foste tu dar a Belém? Quando o diabo anda à solta ...já nem dar volta convém! Vira lá isso ao contrário, que me dás volta à cabeça! Arranja-me outro cenário, antes que um mal aconteça...
Nunca deixei que os medos paralisassem os meus planos, daí ter feito algumas asneiras na minha vida. Não basta esperar que sejamos bem sucedidos. É preciso estarmos atentos ao lobo que, infelizmente, espreita em cada esquina.
Minha alma... irresoluta, quando se observa ao espelho, faz sempre a mesma pergunta: - Quem foi a filha da mãe, que te pôs rugas no rosto? Não te ficam nada bem. Respondo triste e calada: - Foram dores. Deixaram traços fingindo serem abraços. Não reajo… mas eu sei: - Foi o tempo que me tirou aquilo que mais amei!
Tristonha, não me rebelo. Nem tudo na vida é belo, e um dia... partiremos belas ou não - não importa. Quando a morte bate à porta, como estivermos… iremos. Na campa, um camafeu em vez de fotografia, não mostra que seja eu naquela imagem esculpida. Repousarei, de alma fria, com tudo o que fui na vida.
O Professor Luís Correia, do Instituto Superior Técnico, e investigador na área das telecomunicações, afirmou, segundo a SIC Notícias de hoje, dia 23 de Abril, de 2024: “O telemóvel vai ser ultrapassado pelos óculos num futuro próximo, já não precisamos de teclado para nada, as lentes vão ser o nosso ecrã”
Escrevo como assumida ignorante no que diz respeito ao mundo das telecomunicações. Não estou, portanto, sob o “efeito Dunning-Kruger - “quanto menos uma pessoa sabe, mais ela acha que sabe" - porque sei muito pouco do quanto gostaria de saber.
É caso para acreditar nessa nova fonte de aquisição de conhecimento. Não chegavam os “oividos, os olhinhos e os dedinhos” (jornais, revistas, televisão, teclado e cenas ao vivo)? Se as vítimas do tal efeito Dunning-Kruger eram já uns enfatuados de sabedoria, irão passar ao grau de obsessividade!!! Não vamos aguentar!!!
Data da criação deste conteúdo: 2024-04-23 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Tendo profunda consciência da mudança que se operou na vida de cada pessoa, a partir de 2019 - a qual enfrentei com muita resiliência - vou realizando múltiplas mudanças que carecem, ainda, de ajustamento progressivo àquilo que são hoje as necessidades de alguns elementos da minha famĩlia. A vida que vivemos hoje, poderá não voltar a ser a mesma que vivemos no passado.
Posso não saber quem sou, por que caminho é que vou, ou os males que me afligem... Mas sei que, enquanto viver, tenho o honroso dever de respeitar minha origem.
Ouço o meu coração todos os dias e ajo sempre a seu favor, apaixonadamente. Dado que o conteúdo da minha cabeça foi cultivado pelo meu coração, o meu Eu sente-se “em família”.
Amo e gosto de ser amada. Aos que não me amam, posso dizer, apenas, uma frase muito italiana: “Chi non mi ama, non mi merita”, isto é: “Quem não me ama, não me merece”.
Olho-me ao espelho com ternura e com complacência, da mesmíssima forma com que olho os outros. Faço uma excepção sempre que alguém me ofende, moralmente. Esses são banidos, completamente, das minhas relações.
Sonho com cargas às costas.
De vez em quando, tropeço.
Trepo muros, subo encostas,
viro sonhos do avesso.
É no sonho que eu me cruzo
com outros eus, que nele vejo,
mas são tantos, que recuso
fazer parte do cortejo.
Saio do sonho cansada
dos eus que aí encontrei!
Pergunto-me, aparvalhada;
Porque vi tantos? - Não sei!
Cuido-me porque amo a vida. Divirto-me sempre que posso (oh… se divirto!); já não canto porque respeito os outros, que não gostariam de ouvir-me, mas danço sempre que posso. Não tenho idade enquanto ela me deixar não senti-la e essa de “coisas fúteis” – ou coisas que não ficam bem a pessoas da minha idade – existiu mais no tempo dos meus pais e dos meus avós. Contudo, há limites que respeito… por respeito a mim própria.
Assumo a minha individualidade. Não reprimo os meus talentos. Tento controlar as minhas falhas por respeitar normas de comportamento, mas nunca fui aquilo que os outros gostariam que eu fosse. Daí certos dissabores.
Quando se domina a liberdade das aves porque a força duma fera, impera… até o mar se agita, se encrispa e o farol apita. Porém, surge a reviravolta lopo após... quando a fera, esperançada, chega à meta, e leva com uma derrota… sem uso de batota. O Zé Povo não perdoa... quem monta sobre quem voa.
Nem me lamento por ser como sou, nem sou infeliz por não ser quem eu gostaria de ser. Sou apenas EU, alguém em busca da perfeição que, embora acreditando seja possível não vir nunca a atingi-la, continua a tentar obtê-la.
Outrora, houve um tempo muito longo
em que era fácil saber o que fazer
perante inesperadas situações.
Cada uma que surgia, íamos pondo
em lista que se impunha resolver
- antes que causasse depressões.
Nada desse tempo resta agora…
e nada do que vem, pode esperar.
Vivemos amarrados na incerteza.
Milhares de seres partiram, muito embora
a Ciência não pare de inventar...
Carece de respostas com sageza!
Nós fomos apanhados por vil surto
de um vírus em contínua mutação,
cuja vacina nem sempre é eficaz.
Lutamos contra um tempo muito curto.
Urge esclarecer muita questão
num mundo onde há de tudo, menos Paz.
Disse Camões, com montes de razão...
“Cesse tudo quanto a antiga musa canta...
porque outro valor mais alto se alevanta”!
Hoje, pedir-vos-ei muita atenção. Pensemos nos que em casa têm... nada! É tempo de reflectir, de muito Amar, e a melhor prenda que poderemos dar aos que sofrem, com a voz estrangulada… será: que cada um de nós se atreva a demonstrar o quanto neles pensamos e o quanto, dia-a-dia, nos esforçamos por mudar a direcção que o mundo leva… Digamos, todo o ano, Estou presente! Ninguém merece ser vitima do engano de ser amado no Natal, somente… por culpa de gente, mais do que egoísta, indecente!
O tempo que se queima a promover
questões de cariz estranha e obscura,
devia ser usado para suster
a população carente de cultura.
Repete-se o velho antigamente...
Mantém-se a ignorância estagnada
enquanto um grupo livre, prepotente,
vai actuando firme, à descarada.
Fabricam-se leis em vários sectores.
Inventam-se facciosas decisões
com um fim: silenciar as multidões.
As condições de vida… são bem piores.
Enchem-se vários cofres, em segredo.
Não se gera cultura, gera-se medo.
O crime em Portugal teve um aumento muito significativo e tornou-se um sério factor de preocupação, não só pelo que representa para as vítimas, mas também pela consequente instabilidade emocional que cria a todos os níveis, instabilidade essa que abrange desde o exterior das nossas casas, e o interior das escolas e de lugares públicos, até ao sagrado direito de paz no interior de tantos lares ameaçados por criminosos de quem a última coisa que se esperaria seria a prática de um crime que vitimize um cônjuge, uma criança ou mesmo um familiar.
O programa ”Em Cima da Hora”, da TVI, só vê quem aguenta e/ou quem quer, pois muitas pessoas poderão considerá-lo bastante pesado pela exposição em bloco do que está a passar-se no mundo do crime em Portugal. A constatação da existência de casos hediondos é, sem sombra de qualquer dúvida, altamente preocupante porque esconde, muitas vezes, realidades camufladas por comportamentos dissimulados da parte dos transgressores, como sendo reais provas de (des)amor cheias de “boas intenções”. Estas atitudes, frequentemente. levam as vítimas a menosprezar realidades diferentes das que imaginariam. Pessoalmente, aprecio a existência deste programa televisivo incluindo a presença de técnicos na área do crime, os quais não só nos facultam uma análise detalhada da realidade que se vive neste momento em Portugal, mas também da mesma ser discutida por bons especialistas na área do crime, cujas chamadas de atenção para certos comportamentos poderão ajudar os interessados a reconhecer certos particulares da imaginação fertil de tantos criminosos, para com as suas vítimas. Programas de breve referência a casos isolados não bastavam. Eram noticiados casos demasiadamente fragmentados, sabendo-se que enquanto tais casos eram focados, o crime estava alastrando cada vez mais.
Se me perguntam se o programa “Em Cima da Hora” é o programa ideal, direi que essa resposta deverá ser dada por analistas à altura. A minha análise enquadra-se na de alguém que “, na ausência de melhor, valoriza o que possa existir de bom no que tem à sua disposição”.
Reflexão: O perdão concedido por pena, aos “arrependidos”, urge ter os dias contados, pois "Quem ama não magoa, protege do que possa fazer muito mal para toda a vida".
Data da criação deste conteúdo: 2014-04-14 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Tremem as folhas que, outrora, eram serenas.
Giram fortes ventos em muitas direcções.
Não sei se as minhas dores são somente penas
ou um acumular de tantas desilusões.
Ocultam-se na sombra de homens muito sábios,
verdades que recuso... das quais tanto preciso.
Inquieta-me o frio cerrar de tantos lábios
onde deixou de ver-se o mais leve sorriso.
Carrego ondas inquietas de perguntas
que me faço, dia-a-dia, sempre em vão.
Sinto muita falta de amor e de perdão.
As saudades que em mim pesam, todas juntas,
não encontram forças capazes de as levar...
São muitos anos de ausência e de pesar.