Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
Se fosse garantido a cada cidadão, gratuitamente, uma base com livre direito a:
casa, assistência médica, acesso ilimitado a educação e projectos culturais...
defendo que quem continuou a desenvolver os seus conhecimentos e aptidões especiais, deverá ser recompensado/a desde que, comprovadamente, desenvolvidos. Obviamente que deverá ser tida em consideração a diferença entre quem atingiu um conhecimento apenas básico e obrigatório, e quem, em iguais circunstâncias, adquiriu maiores conhecimentos, sendo remunerado de acordo com tal situação. Depois há os empregos de maior risco que deverão ser, igualmente, considerados.
De Pavlov a Skineer, inúmeras propostas de orientação pedagógica foram sugeridas sem que tivesse sido encontrado o modelo ideal para a correcta formação dum novo cidadão. Esse modelo deveria, contudo, contemplar em primeiro lugar a preparação adequada de elementos escolhidos a dedo para participar na desejada reestruturação escolar, completamente inovadora. Muitos dos mais velhos responsáveis escolares e encarregados de educação, continuam vítimas de vícios enraizados neles, em consequência, segundo a teoria comportamentalista, do que herdaram dos seus antepassados, durante o período Salazarista. Não sei mesmo quantas gerações serão necessárias para ‘limpar’, totalmente, os efeitos dessa mesma política, que tantos danos psicológicos causou. Eles manifestam-se, muitas vezes, duma forma quase indelével, mas são uma realidade a considerar. Embora preocupada com este facto, acredito na grande capacidade de muitos elementos e na sua boa formação para ser estudado um método eficaz de construção dum indivíduo de "Mens Sana in Corporeo Sano". Considero sejam três os principais pontos a considerar: EXEMPLAR ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Criação de normas de ensino e de acompanhamento dos alunos, completamente inovadoras, a serem postas em prática por elementos de reconhecida capacidade humana e adequada formação pessoal e académica. Seria muito importante, por exemplo, que todo e qualquer aluno fosse acompanhado pelo mesmo orientador pessoal, desde o início da sua frequência escolar, até ao seu términus. O problema de muitos alunos começa, exactamente, no seio familiar. Seria aconselhável começar a olhar-se a sua educação num sentido mais lato, uma vez que dependerá da sua boa formação a responsabilidade de criar e manter a conservação dum mundo completamente renovado. ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Embora não lhe seja atribuída a importância que merecia ser-lhe dada, sem uma adequada alimentação, não poderá haver um bom aproveitamento a todos os níveis.
Se perdoar-me puderes,
pelo silêncio em que estive...
aceita, se te aprouver,
os mil motivos que tive.
Eu sentia, bem presente,
não desejar abraçar-te.
Faltava, na minha mente,
vontade de perdoar-te.
Tu sabes bem das razões
que, na altura, tu me deste...
pelo excesso de traições,
e de erros que cometeste.
Cansei de tanto esperar
pelas vontades, sentidas,
que silenciei num mar
de palavras reprimidas.
Mas o tempo foi passando,
filtrando a minha paixão.
O amor… foi acabando,
daí, pedir-te perdão.
A dor embarga.
A saudade entristece.
A decepção é amarga.
O amor aquece...
… e a vida?... Continua…
Corrija-se olhando para trás.
Manifeste-se arrependida.
Trave os erros que ainda faz...
Abrace o perdão da Vida.
...e foi nesse mesmo dia,
e nessa data precisa,
que entraste na minha Vida
para sempre. Decidida,
passei a sentir magia
num viver que simboliza
a mudança e o valor
que tem a força do Amor.
Quando no olhar inocente e puro duma criança,
não há sinais da vida, da luz duma Esperança,
essa criança, sofrida, não pergunta nada.
Queria, apenas, sentir-se mais amada.
Amada por nós, pelo chão que pisa,
ou pela frescura duma doce brisa.
Bastar-lhe-ia algo do tanto
- não importa quanto -
que outras terão,
mas ela… NÃO!
Tu urdes teias com mil cuidados.
Teces teus actos, em cada fio,
bem disfarçados, camuflados
nas tuas veias, de sangue frio!
Nesse tecer, tu não me aturdes.
É de meu jeito ver causa-efeito,
ir mais no fundo, ir mais além.
Não fantasio, enquanto urdes.
E, nesses dias, em que tu teces,
com tua mente geras suspeitas.
Por alguns dias, não apareces,
até que as teias estejam feitas.
Mas não sou presa. Sou combativa.
O teu tecer já não me engana.
Pára de urdir. Estou na ofensiva.
Da minha vida sou soberana.
Preocupada com o aumento desmedido de casos de violência doméstica – e não só! - volto a manifestar-me sobre este assunto, juntando-me a todos quantos desejem alertar o governo para este flagelo em aumento alarmante. Trata-se de um dever urgente que se impõe tentemos levar a cabo, numa derradeira tentativa de serem estudados programas no sentido de formar crianças a partir de uma base intrinsecamente extensiva à família. Dedico esta publicação não só às vítimas de violência, mas também a todos os que sentem o peso dramático de cada caso. Não esqueçamos que muitos desses seres violentados, por razões que só a elas dizem respeito, vivem amarrados à impossibilidade de se libertarem do sofrimento que os mantém calados. Eu ainda não acredito no factor AMOR como justificação, um dos elementos que a vítima aponta, muitas vezes, quando questionada. Haverá outros fortes motivos, para além do mazoquismo, para que ela se deixe violentar por um ignóbil ser humano que faz do seu parceiro, ou parceira, um verdadeiro saco de pancada que ele utiliza para libertar-se de traumas retidos na sua insana mente.
Data da criação deste conteúdo: 1982-10-02 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Eu queria muito mudar o meu ser sem fé, impoluto de vis conceitos e convicções. Não consigo acreditar, não aceito… e não discuto, crenças verso contradições.
Acredito em cada homem que transforma os tristes ais em esplendorosos sorrisos. Desprezo aqueles que promovem crenças em deuses irreais. Milagres… não serão precisos!
Gostaria, sim, de mudar, criar sonhos, acreditar quando promessas sejam feitas por cada um, ao discursar. Iludir para conquistar, serão atitudes suspeitas.
Queria aceitar o Amor gerado por gente de bem, que tem em conta a justiça, que não instaura o terror, que nunca magoa alguém, e que à lei seja submissa.
Sinto ausência, merecida, de um tempo de sobressalto, em que eu fui refém da vida. Nunca me darei por vencida, mas paguei um preço tão alto, que nem sei bem qual a medida.
Mudar eu queria, ainda, por muito respeito a mim, e - porque não? - pela idade... Que do orgulho eu prescinda, e esqueça o que foi ruim, para abraçar a saudade.
Mais velha do que eu te sentirás tu,
madrugada linda! Fiel aos vivos,
transportas no teu mágico baú
surpresas com milhões de sonhos cativos
e tantos pesadelos, inesperados,
para os promotores de mil pecados!
Estarás sempre presente em cada dia
que surge, e que contemplo agradecida.
Na alma de cada ser semeias alegria.
Tu és prenúncio do milagre da Vida.
Quero todos os dias ter o ensejo
de ver-te, porque te amo e te almejo.
Espero por ti, madrugada, todos os dias.
És a minha permanente inspiração,
presente em cada uma das minhas poesias.
É comum, em alguns programas, haver espaço pra comentar notícias que envolvem dramas, ou factos a considerar. Jornalistas sem competência, são postos a entrevistar, sem a devida experiência.
Acabam de anunciar que alguém foi assassinado! Questionam um seu parente: - Por favor... o que sentiu ao saber desta notícia? Alguém à morte assistiu? Alguém chamou a polícia?
A pessoa nem respondeu, porque estava emocionada. Que pena não estar lá eu… Que mulher impreparada! São perguntas que se façam? Pegam em casos fatais, e em vez de acalmarem... maçam!
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Jornalismo incompetente dispensa-se, minha gente!
Data da criação deste conteúdo: 2015-04-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sou um produto do tempo, um ser com o carácter moldado pelas boas e más experiências que foi vivendo ao longo dos anos. Esse tempo modificou também o meu aspecto físico, colocando algumas rugas no meu corpo, mas nenhumas na minha alma. Esta viajará sempre jovem, silenciosamente indiferente aos riscos que vai correndo. Permanecerá ‘colada’ a mim enquanto a minha mente estiver activa. Como ‘utente’ do meu corpo, usa e abusa dele, sobretudo quando se opõe ao que decido fazer da minha vida. Provavelmente acredita no seu sentido de responsabilidade. Não sei se merecerá essa confiança, mas ela sabe que a sua permanência em mim é efémera e que a sua libertação acontecerá um dia, quando a minha mente parar de comandar-me. Desvincular-se-á, então, do meu corpo, partindo em liberdade… sabe-se lá para onde. O que hoje aceitamos como uma verdade mentirosa, amanhã poderemos concluir ter sido uma mentira verdadeira. Tem sido sempre assim, ao longo de séculos e séculos…
Data da criação deste conteúdo: 2012-11-20 Data da sua última publicação: 2024-10-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Café de Paris,
Ponto de encontro de tantos corpos.
Uns, cheios de vida, outros, quase mortos.
Nas cabeças, um mundo desconhecido de ambições.
No peito… mais dores do que corações.
A banda, repetitiva, sempre igual,
parecia tudo, menos musical.
O interior do salão era deprimente,
e o aspecto, sórdido.
Nos olhares sentia-se uma esperança
e um desejo mórbido.
Em cada par, um caso… por vezes sério,
mas na maioria, pra não recordar.
Contudo,
neste salão deprimente, de aspecto sórdido,
onde quase tudo era doentio, era mórbido...
encontrei-te a ti.
No teu doce peito senti um coração.
Na tua cabeça… uma humana ambição:
encontrares alguém que suavizasse
a vida que tens.
Dançámos. Sem falsas ilusões,
dia, após dia, um desejo crescia:
estarmos juntos os dois.
O meu corpo ansiava aprender
a lição do Amor. Ensinaste-ma tu.
Hoje, meu bem,
o meu coração sabe bem o que quer.
Aprendeu, contigo como é bom ser Mulher.
Tal qual sou, estarei aqui.
De como acordo... dependo.
Não espero me compreendam
pois nem eu mesma me entendo.
Sou muito sujeita a luas,
nunca sei o que me espera
Tenho um coração que é calmo
e um outro que acelera.
Se está um dia de sol,
faço projectos, actuo,
mas se o dia está cinzento,
viro teimosa e amuo.
Surpreendo facilmente,
porque detesto a rotina.
Já não mudo nesta idade.
Sou assim desde menina.
Caminhava às escuras,
na última etapa
da estrada onde, um dia,
perdi o meu norte.
As noites tão duras,
sem lua, sem mapa
e sem companhia,
eram breu de morte.
Abracei-me e beijei
minhas mãos já gastas
de tanto escrever
de tanto afagar.
Não te choro. Cansei.
Foram muito nefastas
as dores de temer,
as dores de te amar.
"Por má distribuição dos bens da Terra, Que torna a vida dura e faz a guerra Nos corações dos homens sem um guia, Pergunto às solidões do ser humano Se Deus criou o Homem por engano, Se o Homem criou Deus por cobardia."
Permitam-me que hoje dê o meu parecer:
"Por má governação dos bens da Terra", que faz os Homens provocarem guerra — por mentes desprovidas de valores... Respondo sem recurso a quaisquer tretas: Deus não criou o Homem por engano, este é que deixou de ser humano e mata sedes em fontes abjectas.
Data da criação deste conteúdo: 2018-07-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Portugal, fragmentado
em todo o singular lado,
no mais recôndito canto...
virou um país em pranto.
De tanto que foi traído
já pouco nele faz sentido.
Nem usando cola-tudo
se colaria, contudo,
Mesmo que desajeitado,
qualquer fadista tem fado
que cantará a seu jeito,
filtrando a dor a preceito.
Oh... País desgovernado...
Não serás silenciado!
Faz-te ouvir, sem veleidade.
Grita de dor e saudade.
Quando somos jovens, contemplamos a vida
como sendo longa, mesmo que sem medida.
Criamos sonhos, envolvendo-os num cenário
colorido pelo nosso imaginário.
No tempo, talvez por erosão da mente,
desgastada por factores a ela adjacentes,
e más experiências acumuladas...
a esperança e a fé, são alteradas.
Não canceles pendentes por organizar.
Ocupa-te do que está por acabar,
criando compromissos com sentido.
Não lamentes o que o tempo diluiu!
Valoriza o que a mente conseguiu.
O que hoje tens é o Saber Adquirido.
Leio, na transparência linda da tua alma
que amarás aquilo que ambos comungamos
mesmo quando tu, cansado e quase sem calma,
escavas paciência no que partilhamos.
São acordos de amor, laivos de atenção
na procura de algo que não sei explicar.
Busco mil tesouros que tens no teu coração,
os quais te devolvo num maroto olhar.
Um olhar apenas. Fico presa a ti.
Sentirás tu, Pai, o que vale pra mim
entregares-te assim à minha malandrice?
São poemas de amor que não vi... nem li.
Páginas de estórias que nunca terão fim...
Verdadeiros sonhos da minha meninice.
Entrai, minha gente, entrai!
Nós, portugueses, sabemos,
que já não há quem debande
gente a mais. Todos cabemos!
Entre quem veio, e quem foi,
houve quem, tão bem, dizia...
“Levo barriga de boi
e a bolsa, não vai vazia”.
Basta que sejam estrangeiros...
Mesmo sem cobrar vintém,
estamos prontos a servir-vos
pra que nos alembrem bem.
Vinde de novo, almas santas!
Estão abertas as fronteiras
pra turistas especiais,
que tenham boas maneiras.
Tão bem estiveram por cá…
Outros verões haverão!
Com uns euros bem poupados,
terão sol, vinho e bom pão.
Se, realmente,voltarem,
quiçá ‘inda cá estaremos...
Simpatia, encontrarão!
Sobreviventes… veremos!
Dura Lex! Sed Lex! A primeira condenação imposta a qualquer cidadão. Todavia. um mundo de interrogações paira no ar: Quem de direito a inventou? Quem de direito a aprova ou a faz aplicar? Mas ela faz-se cumprir, de modo fácil, ou não, sem lugar pra admitir a mais leve compaixão. Os parágrafos... enfim! Dão "pano pra muita manga". Por vezes a culpa anula, outras vezes acumula males maiores a cada caso. Mas... insisto eu: quem de verdade e direito está à altura de julgar cada lei? Vejo pouco de perfeito - sem medo de exagerar - em muitos que a inventam, em muitos que a aprovam, ou a fazem aplicar. Num mundo em cujos sistemas, mais corruptos que sãos, fazem pesar grandes penas nos ombros dos cidadãos a eles sujeitos... vejo leis contrárias à lei do Amor, males com muitas virtudes e bens com muitos defeitos. E, com pavor, assisto a tanta injustiça na lei imposta, submissa ao poder de cada estado, que já não sei se lutar traz benefícios de vulto a um futuro que, oculto, me parece amordaçado. Mas, pra esse mal, não sai lei. É duma injustiça tremenda. Cada um que se defenda!
Tento analisar de frente
o cenário do Poente,
que sinto ter como certo.
Ele já me ronda de perto.
Está tão próximo de mim
que consigo ver-lhe o fim.
Não sei bem qual a distância
a que estou da minha infância,
mas do poente, sei eu.
Por vezes levanta o véu
e deixa-me calcular
o quanto possa sonhar
ainda, na minha vida
- tão bela quanto sofrida.
Eu viajei neste mundo
com seres de saber profundo
e outros que, sem querer,
levaram-me a perceber
o porquê da ignorância
ter a sua relevância.
Actualmente, a cultura,
- na presente conjuntura -
prejudica-nos demais.
Não me refiro aos jornais,
revistas... e outros mais...
Notícias tendenciosas,
com verdades mentirosas
retiram, a quem é sério,
todo e qualquer desidério
de continuar no mundo.
Com efeito, eu, no fundo,
sofro por coabitar
com certa gente, na Terra,
porque promovem a guerra.
Prefiro a paz do Além.
Lá... não se lesa ninguém!
• Quando sentires que à tua volta tudo parece ruir… e que a tua revolta não te deixa reflectir;
• Quando quem tu amas não pára de magoar-te, não percas o control e silencia a dor que possa causar-te;
• Se precisares de ajuda, nesse teu drama, procura um técnico e clama;
• Verás que aquilo que parecia ser um muro a desabar sobre ti, é uma luz que te conduz;
• Abraça o que dela emana. Serás do teu destino a soberana;
• Luta pela tua vida e pelo teu bem. Retribui a graça, ajudando alguém.
Segundo apelo, sete anos depois de "Gentalha Pra Batalha"
Deixem-me gritar esta revolta que sinto em mim, por tanto mal à solta! Deixem-me com outros, em uníssono, perguntar a Deus, a Esse Altíssimo, que dizem reger tudo, lá do alto: - Quando terminará o sobressalto provocado por fortes sons, estridentes, de tantas armas que matam inocentes? Por que pagarão eles, pelos adultos seguidores de vis princípios bem ocultos? Deponham as armas! Que cesse a guerra destruidora de tudo o que há na Terra! Não deixem que paguem as crianças pelos crimes cometidos por alianças feitas entre adultos muito maus, que espalham ódio e geram tanto caos. Enquanto há gente orando na igreja, há outra gente no mundo, que pragueja! Deixem-me despertar adormecidos, cegos, imbecis e embrutecidos pelas luzes estonteantes da ribalta - onde circula tanta gente falsa… Não optem pelo recurso à guerra. Somos todos irmãos aqui na Terra!
Hoje recordo aqui uma célebre frase de José Pinheiro de Azevedo....
"Não há perigo. O povo é sereno, ouçam. É apenas fumaça…"
Quem, como eu, viveu esse momento... acredita que, novamente, seja só fumaça... Há que seguir, tranquilamente, e com prognósticos reservados, as investigações a importantes figuras do Estado. Só espero é que a apregoada serenidade dos portugueses gere uma verdade que, de mentirosa, não tenha NADA!
Data da criação deste conteúdo: 2023-11-07 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
A perfeição não existe,
mas essa é a minha meta.
De tão exigente ser
não me sinto completa.
Mesmo assim, por acabar,
tenho um coração que crê
que, de amor, estou repleta.
Aos olhos de quem me vê
por vezes sou assim mesmo:
Incompleta! O que é que falta?
O problema está dentro.
Há um senão que ressalta.
Ontem, fui boa pessoa;
anteontem… já não sei;
hoje procuro tornar-me
a mistura que convém.
Convém... a quem de mim espera
qualquer coisa... assaz diferente.
Acabo sendo um enigma
aos olhos de toda a gente
que me olha e vai dizendo:
- Esta aqui, não está completa!
Tem um parafuso a menos...
ou é doutro planeta.
Recordo hoje um manifesto que escrevi em 2012. Onze anos decorridos... parece que foi ontem… O panorama agravou de tal modo que começo a acreditar no estoicismo da humanidade que tenta “segurar a barra” que esperamos não vergue perante a sede de matar que têm os muitos (des)humanos para quem a vida de milhões de pessoas nada significa.
“MAS AS CRIANÇAS, SENHOR, POR QUE LHES DAIS TANTA DOR, POR QUE PADECEM ASSIM?” Excerto do poema “Balada da Neve”, de Augusto Gil
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REMANDO CONTRA A MARÉ
Gostaria de acreditar que este caos em que vivem as nações, mesmo as que se pensava mais estáveis, não permanecerá assim durante muito mais tempo, porque algo de muito bom acontecerá, inevitavelmente. Estamos a caminhar na direcção errada. A inoperância de certos programas, a indiferença e a incapacidade de certos governantes, a inflexibilidade de certos sistemas políticos, totalitaristas - e outros bem disfarçados - levam-me a admitir que o mundo está a seguir uma rota capaz de conduzir-nos a um fim indesejável. Não fosse a força de certos seres verdadeiramente interessados em levar importantes temas a discussão em inúmeras reuniões internacionais e estou convencida que já teríamos tido uma Terceira Guerra Mundial. Constitui uma constante ameaça à Paz Mundial o ódio gerado entre algumas nações, seja porque seguem ideologias políticas antagónicas, onde não há espaço para atitudes de tolerância e de aceitação do respeito que cada um merece, seja porque o facto de serem países ricos em petróleo os torna gananciosos, ou - talvez mais grave ainda - porque esse ódio é resultante de diferentes convicções religiosas. Entretanto, há nações muçulmanas, fundamentalistas, que constituem uma ameaça pela sua cada vez mais crescente aquisição de tecnologias modernas para o fabrico de armas nucleares e, portanto, porque de fundamentalistas se trata, não podemos deixar de vê-los, também, como uma ameaça à Paz, devido às suas fanáticas crenças e ambição de aumentar o seu poder através da aquisição de armas nucleares sofisticadíssimas. Tal é ocaso da Índia, Israel e Paquistão. Paralelamente à crise mundial, que é um facto indubitável, como se sabe, assiste-se ao crescimento de potências como a China Comunista, que está a fazer tremer os alicerces económicos de certos países da Europa. Não sei até que ponto a abertura que lhe foi concedida para comercialização dos seus produtos a nível internacional e, consequentemente, o seu enriquecimento devido ao considerável aumento das suas exportações, não venha a ser irreversivelmente lamentada, sobretudo pelo ocidente. Com a entrada no mercado de produtos chineses a um baixíssimo preço, o que temos de considerar ser bastante bem aceite por quem vê as suas possibilidades financeiras cada vez mais afectadas pela crise, vimos muitas empresas acabarem na falência. Isto é um facto indiscutível e não se vê forma de isso ser evitado porque a moral da maior parte dos fabricantes só lhes permite lutar por um objectivo: atingir elevado número de vendas, com lucros exagerados. Sabemos que o preço pago pela mão-de-obra é elevado, mas também sabemos que, dificultando a importação de produtos da China e de outros países que praticam o abuso de pagarem baixíssimos valores aos operários, que vivem miseravelmente, iria pôr termo a este tipo de exploração. Esta medida, aliada à de contenção nos lucros dos fabricantes iria certamente contornar, também, o problema. Não sendo assim, gera-se um ciclo vicioso que só beneficia e fortalece esses países, capazes de recorrerem à mão-de-obra barata, pois enquanto os outros enfraquecem, eles tornam-se fortes potências mundiais, as quais passam a constituir, igualmente, uma outra ameaça quando, a par deste crescimento, sobretudo em países de governos totalitaristas, surge a sua corrida ao armamento nuclear. Eu não acredito, portanto, que o mundo esteja a seguir o rumo que convém à construção duma política de actuação correcta por parte dos governos a qual, se conscientemente pensados e estruturados os seus fundamentos, iria permitir vivermos num mundo, senão perfeito, que contemplasse... - acabar com o espírito do lucro excessivo, - dar dignidade a quem está a passar por grandes dificuldades económicas no seio das suas famílias, onde a fome e o desespero se instalaram, - dar à Natureza o seu direito de não ser agredida por constantes gestos dum menefreguismo que revolta, - dar à criança o seu direito a um crescimento são e tranquilo, - dar a cada um a tranquilidade de saber que não precisará de ser rico para ter saúde, - dar a cada criança uma educação digna de orgulhar-se quem dela irá beneficiar, i.e., ela própria, em todos os sentidos, quando adulta. Para quando podermos acreditar que tudo isto possa ser possível, se continuamos a assistir à defesa de estratégias materialistas onde a avaliação de valores tende a favorecer o tacho de grandes egoístas, em vez de respeitar o bem-estar de quem sofre? Lutemos por uma resposta traduzida em actos, não em discursos que há muito nos saturam, feitos por gente que se tornou indiferente à luta de que carecemos. Não necessitamos de conversa da treta, tida para satisfazer a sede de protagonismo de muitos vendedores da Santa Banha de Gibóia, que não cura absolutamente NADA. Precisamos, URGENTEMENTE, isso sim, de Homens de Boa-Vontade para os quais o seu bem-estar pessoal está intrinsecamente ligado ao bem-estar do seu próximo.
Data do texto original do manifesto "Remando Contra a Maré": 2012-11-20 Data da recriação deste conteúdo: 2023-11-06 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Cai chuva miúda, que atropela a graúda que fica nas nuvens, esperando cair. Vem suave, mansinha, com ar de santinha mas vem pra ferir. Me enlaço num laço, em jeito de abraço, em jeito de amar. Me giro, me viro, e fico suspensa, com a chuva a cansar. Traz sabor de fel, disfarçado de mel, e quando desperto, não há céu aberto, há nuvem cinzenta. A chuva graúda, que já não desgruda, cai forte, não lenta. Então, recomeço de novo e tropeço. Caio, mas não esqueço a chuva miúda que nem me saúda.
Aquele primeiro encontro que tivemos, quando, ainda crianças, nos beijámos, foi o princípio de tudo o que fizemos para esconder o quanto nos amávamos.
Na sombra, tão inocente quanto pura, a minha alma te buscava sem que visses. Foram anos de pena, de amargura, pensando que por mim nada sentisses.
No silêncio vivemos nosso amor. Havia entre nós uma barreira. Tu nada me disseste e, por temor, nada te quis dizer a vida inteira.
Para poder ver-te, fiz longas caminhadas em troca dum instante curto e escasso, que compensasse as noites mal passadas, sem poder fechar os olhos, do cansaço.
Mas um dia, meu amor, me confessaste o forte sentimento que escondias. Tarde demais. Sofri, mas não deixaste que eu compreendesse, então, por que partias.
Nunca disseste a razão que — por culpa minha — nos manteve afastados toda a vida. Hoje és a minha estrela que, sozinha, me conduz, silenciosa, na descida.
Vivemos um amor grande e profundo, que guardei, tal como tu, no coração. Partiste para sempre deste mundo sem que eu pudesse, Amor, pedir perdão.
Gostava de ser capaz
de poder voltar atrás,
aos velhos tempos de outrora...
...sabendo o que sei agora!
Escondidos nestes meus versos,
há muitos sonhos imersos
em quadros de muitas cores.
São contos de mil amores.
Sonhos perdidos, quimeras,
mil e muitas primaveras
vividas, enquanto amei.
Oh… mas quanto me enganei!
………………
Abracei-te com saudade,
ansiando liberdade...
O amor tornou-se escasso,
tal como este meu abraço.
Cubos e Caixas,
Barracas baixas.
Robots e Peças,
Ruas, Travessas.
Máquinas, Contas,
Cabeças tontas.
Governos, Ministros,
Rostos Sinistros.
Dólares, Escudos,
Tostões miúdos.
Prisões, Tortura,
Droga, Loucura.
Um mundo cão,
Sem compaixão.
Está tudo em mim.
Para quando o fim?
Procura os porquês desta confusa vida,
sem grande ambição. Lê no teu coração.
Dentro dele há verdade, nunca ficção.
Procura os porquês desta confusa vida,
com muita simplicidade. Amigo, acredita,
vive tranquilo, sê feliz e medita.
Procura os porquês desta confusa vida,
olhando uma criança. Nela reside o segredo.
Vive a sua inocência! Rejeita esse teu medo.
Abandona os porquês desta confusa vida.
porque só o tempo poderá dar-te respostas,
através de sinais... com verdades expostas.
Num baú já muito antigo, repleto de recordações, reencontrei-me com as tuas cartas. Estavam todas juntas, já sem cor, muito em jeito de terem sido amarradas na tua infinita dor. Tu não conseguiste perdoar-te todo o mal que me fizeste, tal como eu não soube ultrapassar ainda o que, ao longo do tempo, tu me disseste.
Procuro-te dentro de mim, mas de ti já pouco tenho. Só resta um sentimento que mantenho: o da Superação, mas culpo-me das penosas concessões que, consciente, me fiz, e das quais tu, meu eleito no passado, te sentiste culpado.
Não rasgarei as cartas que hoje li e reli. Elas são o meu único testemunho, ainda presente, do que significa “Não Esquecer”, mas “Perdoar”. Sim, porque houve entre nós um passado a respeitar.
… e quando sentires que à tua volta,
tudo soa falso e tudo te cansa,
busca um ser pequeno.
Nada mais doce do que um amor pleno
reflectido no olhar duma criança.
Sim, porque no tempo, esse olhar muda.
Que ninguém duvide. Que ninguém se iluda.
A vida embaciará aquele espelho
que, pouco a pouco, irá ficando velho,
queimado pelo fogo de paixões
e do álgido efeito de muitas decepções.
Vivo ao sabor das marés.
Poucas vazas, muitas cheias.
Se o mar não acalma as ondas...
se agitarão as areias.
Sofro as loucuras da Vida!
De tanto sofrer... estou louca.
Gritando passo meus dias...
de tanto gritar... estou rouca.
Estou farta da confusão
de um vai e vem que me cansa
e me deixa perturbada.
Com tanto golpe à traição,
trairam-me a confiança
e já não creio em mais nada!
• supostas verdades, comprovadamente mentirosas; • ganância incontrolável dos ladrões de alto gabarito, cujos actos provocam situações dramáticas em muitos sectores; • maus valores, nos quais o pudor e o respeito pelos outros são quase inexistentes; • ausência absoluta de humanidade em pessoas julgadas como sendo, supostamente, competentes para assumir o comando de cargos importantes ; • consumismo compulsivo, em detrimento de uma cuidadosa análise para ver se o que se compra é mesmo necessário; • conflitos sociais generalizados, os quais afectam a mente e, consequentemente, a vida de cada um;
Lamentavelmente, se estávamos muito mal em 1974, estamos consideravelmente pior hoje, e sem perspectivas de soluções aceitáveis que possam pôr fim ao drama existente em muitos lares. Estamos de tal forma que nem o tão precário turismo que temos poderá salvar o deplorável estado em que o país se encontra.
Data da criação deste conteúdo: 2023-10-27 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Mil nove e cinquenta e um.
O dia... já não me lembro,
mas foi no mês de Setembro.
Naquela tarde precisa
entraste na minha Vida.
De repente, fui atraída
por não sei quê fascinante,
que actuou naquele instante.
Passei a sentir magia
num viver que simboliza
a importância e o valor
que tem a força do Amor.
A minha mente me acusa de mil difíceis estradas que percorri sem pensar no possível contratempo de não poder recuar. Mas, apesar de confusa por essas encruzilhadas onde sempre fui parar durante este espaço de tempo, nunca desisti de Amar! Sou filha da Temperança. A minha mente é imprudente, mas a minha alma, não. Em vez de lutar com asco, luto com o coração! E nesta luta, com Esperança, vive uma coisa envolvente, contrária à resignação: tentar vencer o fiasco de Acreditar... sem Razão!
A direcção que alguns seres seguem na esperança de, um dia, pôr fim ao que de mau tem o mundo, está cravejada de estradas, precipícios, contra-curvas, cheias d’almas atrofiadas de formação bem ruim. Corruptos, parasitas, têm bem no fundo uma só ambição: poder dominar, para roubar meu irmão!
São gente a quem vil cegueira, quiçá das piores que haverá. Só conhecem seus direitos. Esses seres vis e egoístas desconhecem a miséria. É malta zero altruista. É gentalha muito má! E… os que padecem, estão contrafeitos, cansados, sem fé, sem esperança, porque esperar já lhes cansa. Ah… pois é!
Partilhar o que sinto através da poesia foi, sem dúvida, a melhor forma que encontrei, aos 13 anos, para sentir tranquilidade espiritual. Não sei é se, com isso, arranjei “lenha para queimar-me” ou se, bem pelo contrário, fui ao encontro de tantas pessoas que se identificam com o que escrevo.
O facto de escrever não faria de mim uma escritora, se se tratasse de uma circunstância ocasional. Bem pelo contrário, eu sinto um permanente comprometimento com a prática da escrita, até para manter a minha sanidade mental. Lamento só que esta minha vocação reflicta, frequentemente, os dramas que vivi ao longo da minha vida pessoal, na minha tentativa de neutralizar os efeitos que provocaram em mim. Tranquiliza-me, porém, o facto de haver sempre a possibilidade do leitor ignorar-me.
Data da criação deste conteúdo: 2015-03-17 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
E foi a explosão na minha mente
- que me mantinha presa e amordaçada -
a causa que matou, naquele Presente,
a praga duma Vida mascarada.
Mudei a direcção que, então, seguia.
Rumei a um Futuro que, não nego,
mudou completamente, nesse dia,
o lado distorcido do meu ego.
Apraz-me constatar que sou feliz.
Assim... a minha alma nua,
nunca mais se mascarou de actriz.
Vestiu-se de verdade, não actua.
Recordo hoje um texto que escrevi em 2014-01-27, depois de ter lido um artigo sobre “TDAH-Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperactividade”, artigo esse que representou mais um escândalo de grande envergadura e que nos leva a questionar como será possível que sejamos tão ingénuos que não nos apercebamos que estão constantemente a enfiarem-nos no cérebro teorias inventadas, muitas vezes através duma arte manhosa, a que chamamos “artimanhas para engordar o património financeiro de mal intencionados que não têm nem pudor, nem respeito pelo próximo”. O referido artigo referia-se a um assunto muito delicado, i.e., o comportamento dos nossos pequeninos, artigo este que veio de encontro às dúvidas que sempre tive neste campo.
A educação da criança exige tanto de nós! Muito sacrifício e muita entrega mas, sobretudo, muita atenção. Quando o mau comportamento duma criança ultrapassa, de longe, a nossa capacidade de control do mesmo, deveremos reflectir, em primeiro lugar, sobre eventuais razões para que tal aconteça e perguntarmo-nos se a educação que estamos a dar-lhe será a correcta. É necessária, da parte dos pais, muita firmeza, paralelamente a tanto amor, quando educam os seus filhos. O Amor e a Firmeza devem interligar-se constantemente, na educação a dar à criança, acabando esta por compreender o significado das duas, aceitando-as.
Nem tudo o que nos parece ser, é-o, realmente, e muitas vezes vêm com teorias que me assustam por chegarem mesmo, não só a agravar o problema da criança, por procedimentos inadequados, como também a 'desviar' uma correcta posição dos pais, comprometendo a sua adequada actuação, no momento próprio. E depois, na grande maioria dos casos, são os pais os directíssimos responsáveis pelos maus comportamentos dos filhos, que tantos dizem - ou diziam - serem esses comportamentos devidos a um "distúrbio" a que chamam - ou chamavam - *TDAH (ou ADHD), quiçá para desculpabilizarem-se...
A nossa culpa não estará, eventualmente,
1. no quanto estaremos a exagerar ao satisfazermos todos os caprichos das nossas crianças, oferecendo-lhes os mais sofisticados meios de diversão, tais como jogos para computador, play station, Wii, Nintendo, etc.? 2. no quanto as prejudicamos quando não damos a devida importância à correcta organização dos seus tempos livres? 3. no quanto estaremos a prejudicar o seu equilíbrio emocional, pelo excessivo tempo que perdem em jogos de competição os quais, na sua maioria, incitam à violência? 4. no quanto as prejudicamos deixando que usem o seu computador (tantas vezes para verem ou jogarem o que não devem, por ausência de vigilância ou que alimentem a sua vontade de serem sempre vencedores em jogos de competição tão agressivos, quanto impróprios, em vez de as acompanharmos em salutares brincadeiras ao ar livre? 5. no facto de muitos educadores permitirem que os seus filhos comam as suas refeições em frente do computador, ou a jogarem os referidos jogos, o que - como é natural - os prejudica altamente?
Gostaria de saber se os herdeiros de Leon Eisenberg, psiquiatra e educador infantil que inventou o TDAH, (ou ADHD), Transtorno de Deficit de Atenção com Hiperactividade, serão dignos merecedores da fortuna que, eventualmente, ter-lhes-ão deixado, herança essa que ele teria "engordado" ao longo dos anos em que a sua teoria não passou duma "invenção" com esse fim: enriquecer à custa dessa mesma falsa teoria (e quem sabe de outras do mesmo calibre), que levou inocentes pais a acreditarem nele. Essa fortuna não seria suficiente, SEM DÚVIDA NENHUMA, para compensar, moralmente, aqueles que ele prejudicou psicológica e fisicamente.
São homens como Leon Eisenberg e uma fila enormíssima de outros - que não caberia aqui referir - que levam tantas pessoas a acreditarem neles sem reflectirem, primeiro, sobre a veracidade das suas teorias, por desconhecimento óbvio.
Para quê mais palavras? A minha família saberá bem que sempre me opus à teoria dele, quando conversávamos sobre determinados comportamentos de crianças. Amo-as demasiado, para confiar cegamente em algumas das afirmações tão peremptórias quanto maléficas.
Deixo mais duas simples perguntas no ar:
a) Será que todos os jovens que programam virem a ser pais, alguma vez se perguntam se estarão dispostos a sacrificar o seu tempo, dando à criança a atenção que lhes será exigida por dever? Não menosprezem este ponto importantíssimo! b) Será que estarão preparados para proporcionar aos seus filhos ar livre, em vez de, por comodismo ou franca falta de tempo, preferirem manter-se em casa, alimentando neles o hábito, que passará a vício como qualquer droga? Mais tarde ou mais cedo, eventualmente, os filhos acabarão por ter com eles os mesmos comportamentos, se não souberem lidar com as suas "exigências".
De que servirá a alguns pais irem ao gabinete dum psicólogo para receberem conselhos, se eles mesmos desconhecerem o que são regras nas suas próprias casas?
Data da recriação deste conteúdo: 2023-10-20 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.