Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
Pessoa, um dia, escreveu:
“Não sei quantas almas tenho,
Cada momento mudei”.
Eu, nem sempre estou sendo eu,
porque às vezes me abstenho
de ser eu mesma. Cansei.
Para estar onde não sou
o que bem me apetecer...
desdobro-me em muitos eus.
Em cada um, eu não estou.
...Ou eu estarei, sem saber.
São todos estados meus.
Para estar... deverei não ser
a outra! Cansa demais.
Só serei como antes era
quando, um dia, eu perceber,
se eu era outras a mais,
ou se o meu ser se adultera.
Quando leio notícias nas quais se transcrevem determinadas declarações, tendencialmente ameaçadoras, feitas por chefes de governo de uma qualquer nação, fico estupefacta.
Não me sentindo à altura de discutir o regime político que aqueles mesmos chefes de governo defendem, por carência de dados seguros e/ou, por ignorância, limito-me a comentar apenas, humildemente, mas com grande veemência, aquilo que considero serem afirmações denunciadoras de alguém com uma formação de carácter inexoravelmente perigosa. Neste caso - pergunto eu - se devemos considerar tranquilizantes as soluções que esses chefes de governo apresentam como forma de resolver um conflito, ameaçando recorrerem a uma solução através do uso de armas nucleares, mesmo que medianamente potentes. Esta solução não os tornará, jamais, vencedores. Tal armamento, eventual e premeditadamente concebido para imposição do que defendem, tira-lhes a honra de saírem vencedores do conflito. Guerra não deveria - NUNCA! - ser solução para conflitos entre as nações, se esta puser em causa a vida na Terra, em geral.
Poderá parecer utópica a solução que irei sugerir a seguir, já referida num outro manifesto escrito por mim, anteriormente:
Se este tipo de chefes de governo, e mesmo de população, é a favor da guerra como solução de conflitos - qualquer que seja a sua natureza - procurem um campo de batalha para poderem, livremente, digladiarem-se entre si.
Dei vida a seis filhos, os quais geraram os meus catorze netos. Eis a razão pela qual não consigo viver tranquila, lendo declarações como as que referi. Estamos a assistir a uma onda de troca de afirmações altamente perigosas e temíveis, as quais colocam milhões e milhões de pessoas em permanente ansiedade.
Mais ainda, aquilo que tenho vindo a constatar como sendo, paralelamente, perigoso, é a possibilidade de esses mesmos chefes de governo perderem algumas das suas forças humanas, nomeadamente de inteligência emocional, de humanidade, de justiça, de sabedoria e de temperança… e começarem a surgir evidentes sinais de colapso nas suas forças de carácter, sobretudo por ausência de bravura, de perseverança e de honestidade.
Pesaram-me as regras gerais,
porque nem todas eram iguais.
Isso originou o meu vacilar
sobre a decisão a tomar,
pois a opção... não era segura.
Decidir, foi prova dura…
carecia de profundeza.
Não havia qualquer certeza!
E pensava... reflectia...
cada hora e cada dia:
Vacina: sim, ou vacina não?
Ainda me punha a questão
dos medos! Mas disse: Sim.
Contudo... de mim pra mim,
dizia: Maria, toma cautela
que podes “partir de vela”.
Não sabia o que fazer!
Eu não queria morrer
dum vírus que é tão fatal.
Estaria a ponderar mal?
Nada havia de eficaz...
Sigo em frente... ou volto atrás?
Recuei e... pelo sim, pelo não,
optei pela negação!
Não havia meios termos!
Imaginava os enfermos
que, num sofrimento atroz,
morriam cedo, mal e sós.
Anos a fio passarão
até sabermos, então.
porque morreu tanta gente.
Impõe-se resposta urgente!
Não sei há quantos anos eu te amo,
nem sei quantos mais anos te amarei.
Só sei quantos serão os que reclamo,
por não poder mais ver-te. Esses... sei!
O que sinto por ti teve um começo,
mas nunca, nunca mais terá um fim.
Viajaste com bilhete sem regresso,
e ao partires, Amor, fiquei sem mim.
Anseio, loucamente, ver-te um dia,
para abraçar, feliz, a tua alma
serena… na sua paz... na sua calma.
Eras sempre tranquilo, quando te via.
Daí, na minha dor, ter superado
todo e qualquer problema, no passado.
Enquanto a vida se entende nesta incerteza em que vivo, solto esta arte que corre dentro do meu coração. Continua muito activo o fogo desta paixão. Viverá até ao fim. Que morra apenas eu, como um pobre plebeu, mas nunca pobre de mim!
É escrevendo, de alma leve e nua,
sem constrangimentos, e sem qualquer pudor,
que falo do meu passado, à luz da lua,
buscando-te entre as trevas, meu Amor!
Encontro no teu silêncio, paz amena...
um eco doce... de palavras que não dizes.
É como uma brisa suave, serena,
acalmando dores de muitas cicatrizes.
Se o tempo não existe, nesse Além,
estarás imune, à espera dum vento
que não acelera. O seu passo é lento.
Saldarei as contas que tenho com alguém,
antes de deixar outros seres que eu amo;
...dívidas de Amor, de teor humano.
Pergunta a Fé à Esperança:
- Por que andas sempre a meu lado?
- Porque sou brisa que amansa
todo o ser abandonado.
Quando a ausência desespera
um sofrido coração,
sou eu a que, nessa espera,
acalma a situação.
Segura do teu valor,
não gostas de companhia,
mas eu sou Esperança e Amor,
e no tempo... Terapia.
E quando já nem o Sucesso basta,
a Tentação, quase sempre madrasta,
pode anular a frágil Consciência
de quem quer abraçar a Dependência.
Vimos então que Razão e Saber,
deixarão de ter peso no Querer,
aniquilando qualquer ser humano
incapaz de combater o Desengano.
E surge o sinal mais evidente:
a clara Degeneração da mente.
Usarei neste manifesto uma linguagem tão elementar quanto elementar é o meu conhecimento da lei. Ousarei transpor o muro do desconhecimento que me separa de todo e qualquer argumento apresentado por um juiz – ou grupo de juizes – como elemento justificativo da razão pela qual decide – ou decidem – manter em prisão preventiva um cidadão suspeito de corrupção ou infracção de qualquer tipo. Vulgarmente, diz-se que todo o acusado é inocente até que seja feita uma clara e isenta análise das acusações que lhe são atribuídas e que provem que ele é, ou não, culpado. Assim sendo, ponho esta questão:
Não seria mais dignificante, tanto para o acusado, como para um juiz – ou grupo de juízes – que fossem pormenorizadamente averiguadas todas as provas de acusação que lhe são feitas, ANTES de condená-lo a prisão preventiva? Se a lei permite esta prevenção, e há, constantemente, casos em que o suspeito acaba, finalmente, por ser ilibado de qualquer culpa ou suspeita, parece-me tremendamente humilhante colocar-se em prisão um inocente, se for este o caso. Há o perigo de fugir do país? Nesse caso, fica em liberdade condicional, proibido de ausentar-se do seu local de residência. Com isto poderia evitar-se a um cidadão, eventualmente idóneo, a vergonhosa condição de ex-recluso, para toda a vida.
Não creio seja admissível o tempo de espera para a eventual libertação de um inocente em prisão perventiva, ou mesmo outros casos de que todos temos conhecimento. A minha opinião pessoal - que sei não ter qualquer relevância! - é a de que se dispõe muito da vida de cada um em conflito, em deterimento da necessidade de acelerar o tempo que os tribunais levam a concluir os processos em análise.
As férias terminaram?
E o que é que isso tem?
Não aproveitaram?
Não se sentem bem?
Então…
Encham o peito de ar,
e respirem bem fundo.
Tudo tem de acabar…
É assim o Mundo!
Procurava uma mulher da praia, que vestisse como antigamente, de avental e lenço na cabeça. Só essas poderão responder às mil perguntas que tenho para lhes fazer. Tenho um interesse insaciável de saber tudo o que puder desta terra mágica, que nos prende a ela, inexoravelmente, para toda a vida. Só elas sabem tudo e conhecem todos... Queria falar com Mulheres da minha idade, aproximadamente, para que fossem capazes de perceber o que ansiava saber das muitas coisas que gravei na minha memória. Só elas serão capazes de falar-me dum passado que me pertence também. Mulheres com rugas, de pele morena queimada e dura como a coragem com que enfrentaram sempre o trabalho, de sol a sol. A maioria vendia peixe, que era transportado em cima do burro que as conduzia da Praia de Vieira de Leiria à Marinha Grande. Essas não podem compreender os jovens de hoje e falam com orgulho da sua coragem e dessa força com que procuravam vencer todos os dramas e todos os obstáculos. A alma delas parece gritar, quando relatam os tempos em que as suas Mães se arrastavam pela areia chorando e pedindo protecção aos seus santos, enquanto os maridos e/ou familiares iam para o mar pescar o peixe que elas iriam vender.
E encontrei! Falei hoje com Argentina Feteira, uma Mulher típica, marcada pela vida mas cheia de força na sua alma. E falou dos seus antepassados de tal modo entusiasmada e interessada em desvendar laços de família que eu fiquei receosa de não estar a perceber nada. Não queria maçá-la com perguntas, mas a sua explicação ultrapassava de tal modo os meus conhecimentos, que receei continuar a conversa e terminar chegando à conclusão de que eu era irmã de mim mesma ou até, sei lá, sobrinha da minha Avó ou filha dela. Era um novelo tal de familiares, que a minha mente ficou toda num sarilho. E dizia-me:
- A ‘nha Mãe, que Deus haja, fez de mim uma mulher às direitas. Passámos muitas dificuldades... mas éramos muito honestos. Tá a ver aquela porta pintada de verde? Era ali que o meu home me vinha namorar todos os dias. Que tempos! Olhe, o meu home é aquele que passou agora...
Mas falava-me de uma mistura de Tomés, de Feteiras e de Letras que me deixou muito confusa. Segundo esta Senhora, nós ainda somos primas, da parte dos Tomés, mas ela também tem Letras na família, pelo que percebi. Mas será que eu teria percebido mesmo?
O que terão estas pessoas de tão particular que são capazes de prender a minha atenção durante longas conversas? Guardam na alma a mesma magia que nos prende a esta terra. Não sou a única a afirmar que a Praia de Vieira de Leiria fica para sempre no coração de quem por aqui passa a sua juventude. Não direi o mesmo relativamente aos que vêm passar férias apenas, que não nasceram cá ou não são familiares de quem aqui nasceu. Esses não poderão nunca compreender a intensidade do sentimento que nos traz a esta praia...
Parte de mim continuará aqui quando eu partir. Trata-se duma localidade a que pertencerei para sempre!
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2014-09-29
Nota: Livros que recomendo:
Maré Alta de José Loureiro Botas
Os Avieiros de Alves Redol
Se te cansa estar entre a multidão,
porque tua alma não quer agitação.
Se algo, ou alguém, te decepcionou
porque, de algum modo, te prejudicou.
Se agora te amas mais intensamente,
e queres colocar-te no lugar da frente.
Se a tua suportação diminuiu,
porque a resiliência te traiu...
Apoia-te apenas no que te faz bem,
e em tudo aquilo que mais te convém.
Não te excedas, porém. Tu és a pessoa
que deve estar firme, na frente, na proa.
Aceita o auxílio de alguém que te ama
se tu, porventura, caíres numa cama.
Abre bem os braços ao que a ti voltar.
É um prémio da Vida que dizias Amar.
Nunca te arrependas do que tu fizeste
em prol dos valores, que sempre defendeste.
Abençoa a Vida, em qualquer idade.
Dedica uma ode à tua Verdade.
Tendo atingido uma respeitável idade, julgo muito improvável poder permitir-me a ousadia de divagar sobre o meu futuro. Não seria agradável colocar-me na ridícula posição de perder-me no campo das ilusões, nem seria recomendável fazê-lo, até pela fragilidade do terreno em que perspectivaria o que quer que fosse. Assim sendo, e porque navego hoje sobre um mar de ondulação muito variável e pouco consistente, sinto que a base para escrever sobre o meu futuro seja demasiadamente sensível para prospectivá-lo. O passado permitiu-me ter momentos – e até períodos – de grande felicidade. Foram esses momentos que geraram a resiliência que, até uma certa idade, foram o meu marco de sustentação de muitas vicissitudes. Actualmente, atingi um patamar da minha vida em que sinto-me tremer quando devo tomar uma decisão importante, de natureza muito pessoal, e que possa mexer com o que regula a minha estabilidade emocional. Sinto-me particularmente frágil a certas memórias as quais, de certa forma, acompanhar-me-ão sempre. Talvez por isso, se tenho de enfrentar um problema, e resolvê-lo, gera-se de imediato um sentimento de confronto entre o meu EU actual e o EU que, no passado, me identificava, porque fui uma mulher que sempre reagiu pegando “o touro pelos cornos”. Hoje sinto que, nesses momentos, gera-se uma troca de olhares entre duas almas: uma que olha a decisão a tomar dando-lhe o peso de um qualquer S.O.S., e a outra que responde com um olhar de quem quer, mas já não consegue.
A continuidade desta minha existência não depende de mim, obviamente, e é, também, um dos muitos senãos “irreversíveis” que sempre me perturbaram na vida. Vincadamente corajosa nas minhas tentativas de resolver causas aparentemente irresolúveis, sempre que esses casos surgem hoje, provocam em mim um grande desconforto. A certeza de que a minha vida irá ter um fim está, porém, a entrar no meu dia a dia com razoável aceitação, não lhe dando, no entanto, muita atenção.
Dar aos outros a possível impressão de que me sinto infeliz, ou depressiva, seria lamentável, pois dentro de mim há um amor à vida, e ao Universo, sem limites. Vim ao mundo com um propósito, muito provavelmente, o qual estará ainda por cumprir. Talvez seja isso que me dá uma certa sensação de quem quer expressar ao Universo, através de uma permanente rotina diária, que me deixe continuar por cá, pois tenho ainda muita coisa por organizar. Quando vou terminando a organização de umas, já outras - que criei entretanto - esperam por mim. E vou vivendo iludida de que alguém, algures, estará a perceber-me.
Continuarei agarrada à convicção de que a escrita é a forma que melhor me permite ser fiel ao que penso, até porque dá-me tempo de reflectir e, só depois, manifestar-me. Tal preferência dá-me, também, a possibilidade de desabafar com o ar que respiro enquanto as ideias vão fluindo… Isso evita que eu sinta solidão, não dependendo de quem não apreciaria ouvir eventuais lamentos de uma idosa. Depois… só lê o que escrevo quem quer.
Irmãos portugueses, vítimas como eu da impunidade de muitos desonestos. Expirou o tempo de resistir à dor. Portugal é de todos nós, não se rendeu. Accionemos uma onda de protestos contra cada demagogo, ou opressor. Não devemos continuar indiferentes ao abuso do poder duma certa malta, e aos seus eventuais golpes financeiros. Nós não somos mais um molho de inocentes que se conquista com as luzes da ribalta, projectada por camafeus interesseiros. Enquanto sacrificados pelo abuso dum poder em reconhecida decadência - que, de iludir o país não se abstém... O Zé Povinho, paupérrimo e obtuso, continua a ver uns que vivem muito mal, enquanto outros - Oh Deus Meu! - vivem tão bem! Por que permitimos esta vergonha crassa a que políticos sem pejo, nos condenam? Até quando manter-se-á esta miséria? Seremos nós indiferentes à desgraça? Onde estão afinal, os que mais ordenam? Era verdade ou apenas pura léria? Palavras de ordem pra quê? Não precisamos! Todos nós sabemos bem a lição de cor, não carecemos de mais tretas, de ninguém. Há muitos anos - Santo Deus! - que nós andamos a viver na corda bamba, com tanta dor, que até já sabemos o que nos convém. Não queiramos de nós próprios ter vergonha, pois temos contas a prestar aos nossos filhos. Teremos todos um mau fim, se continuarmos a confiar a nação a quem se oponha ao projecto de nos livrarmos dos sarilhos em que a sua ambição quer afundar-nos. Digamos todos NÃO ao voto inconsequente, por teimosa filiação a um partido. Repensemos muito bem a nossa opção. A grande prioridade, a mais urgente, é a da nossa segurança no sentido de sentirmos todos orgulho na Nação.
Dou colinho com amor
a quem meu amigo for...
só tem é que ser limpinho,
ser um cão sossegadinho,
e que não deixe um jazido
em espaço não permitido.
Cumpridas as condições...
desfaço-me em corações.
Gaivotinhas, gaivotinhas, tragam meu amor de volta!
Por fora dói-me o rabinho, por dentro sinto a revolta ...
dura como este banquinho em que, sentadinha, espero!
Fico a pensar, feita mona,
se é isto mesmo que eu quero
ou uma fofa poltrona!
Sinto um aperto no beco
onde morei toda a vida.
Lá fui grito, não fez eco,
preparei-me prà partida.
Mil sonhos, mil esperanças
se tornaram pesadelos.
Foram pesadas heranças
deixadas por vis camelos.
Deixei meu País, sofrendo...
Rompi laços, à partida.
Ainda hoje não entendo,
por que mudou minha vida.
Na estrada que vou pisando
doem-me os pés. Não reclamo.
Caminho sempre sonhando,
voltar ao País que eu amo.
Recordar-te-ei na vida... que não lidero,
mas serás sempre o meu eterno amor,
apesar de tudo ter sido “bluff” sincero.
Foste um reconhecido adulador,
contudo, os teus comportamentos mudaram
no dia em que, finalmente, te deixei.
Hoje vivo feliz este Presente gasto,
seguindo a luz da viragem que gerei.
Se queres ter uma criança,
reflecte antes de gerá-la.
O mundo está em mudança,
e podes prejudicá-la.
Deixa assentar a poeira…
Impõe-se muita atenção
até que passe a cegueira
deste mundo em confusão.
A hard life I have been made to face,
my brother, till you turn much older,
but I have great hope and faith
that I´ll be strong enough
to carry you, with love,
on my shoulder.
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2014-08-29
Imagem de Quang
Para que pudesse avaliar, pessoalmente, os programas “Big Brother” e “Desafio Final”, fiz - como já referi - o que seria espectável da minha parte: dediquei parte do tempo de que tanto preciso para trabalhar, à apreciação do conteúdo dos mesmos, no que diz respeito à má influência que possa exercer na camada mais jovem… e não só! Certa, ou errada, julguei-os com imparcialidade, focando-me nos pontos mais importantes, pela relevância que certas atitudes possam ter na educação, sobretudo, dos jovens. Este é o lado que mais me preocupa.
Se, por um lado, a opinião pública reflecte o cenário da formação de um determinado grupo de pessoas, amantes desses mesmos programas, por outro faculta a bons psicólogos e a bons entendedores, em matéria de educação, dados de comportamento que lhes permitirão fazer uma correcta avaliação do que convirá evitar nesses mesmos programas, afim de não prejudicar todos os outros de reeducação de jovens violentos que, neste momento, tanto perturbam a estabilidade emocional de quem está empenhado em levar uma panóplia de “Cartas a muitos Garcias”, espalhados pelo território português.
No que se refere à posição assumida ontem pelo Big Brother, em relação ao que se passou entre Savat e Miguel Vicente, questiono-me se é aceitável colocar esses dois “transgressores” sujeitos ao parecer do público. Para perceber qual deles deveria continuar no programa, eu pergunto:
- Será essa a forma correcta de punir um deles? - Só um deles transgrediu as regras? - O massacre psicológico não conta?
a) Que tipo de público irá votar? b) Por que foi passada ao público a “batata quente”, quando a responsabilidade é da Produção do programa?
Quer-me parecer que alguém quererá agradar a Gregos e a Troianos, pretendendo o óbvio: evitar prejudicar o nível de audiências, mantendo-se fora do julgamento sobre o que deveria ser, realmente, de sua responsabilidade.
Longos voos realizei,
sempre com ida... e com vinda.
Tantos anos que eu matei!
Nem sei quantos tenho ainda.
Buscava pérolas brancas,
escapava a pontas de fogo.
Fechava portas com trancas,
pra fugir de um demagogo.
Uma asa já quebrou,
não a posso consertar.
Estou cansada de tentar.
Choro o tempo que passou.
Nem correndo o apanharia!
Mas... quem sabe se, um dia...
Pela primeira vez, tive a coragem de ver, desde o início, o último programa “Big Brother” e, em seguida, o “Desafio Final”, transmitidos pela TVI. Sempre tive conhecimento de episódios específicos de vários “Big Brothers” apresentados com nomes diferentes - não sei porquê - mas nunca compreendi completamente como funcionam, porque só muito esporadicamente é que os via, no Reino Unido. Desta vez, por algum motivo, despertou-me a curiosidade e estive atenta ao que tem sido transmitido, chegando à conclusão de que, na realidade, cada vez mais, está a perder-se a noção do que está acontecendo no mundo, e o que convém fazer para reverter a situação. Parece impossível que a televisão esteja a passar uma triste imagem de mediocridade alargada ao mais baixo nível, ao ser-lhes permitido excederem-se no que deveria ser inexcedível. Sim, em boa verdade, cada um só vê o que quer! Mas será que isso lhes permite tudo?
Esclareço que sou absolutamente contra a censura, mas a luta de certos canais televisivos, pelo aumento das suas audiências, está a cegar os seus responsáveis ao ponto de não terem o cuidado de perceber o que pode resultar da apresentação de certos programas, em determinados moldes. Chegámos ao ponto de sentir que já tudo vale… menos tirar olhos! O problema é que não se tiram olhos, mas rasgam-se almas!
Lamento que, numa extensão já bastante alargada, Portugal esteja a passar ao mundo uma imagem muitíssimo triste. Já nem será preciso mencionar-se onde, por quem ou em que sectores.
Mergulho na noite, breu medonho,
deixando-me, dormindo, transportar
ao mistério deslumbrante do sonho...
Actuante, sem deixas, sem suporte,
saio da plataforma "Consciente",
cheia de regras, ponderação,
para um teatro livre, potente,
cenas virtuais, encenação.
Oh! Este momento, sem comando,
onde o cenário, vil enganador,
poderia permitir-me que, sonhando,
sentisse Amor, não este Desamor.
I - LINGUAGEM POPULAR PORTUGUESA
Quando mando “posts” de pescada e fico sem perceber nada, procuro num dicionário, de correcto vocabulário, a resposta adequada.
Exemplificando:
1.
Mandar postas de pescada ou mandar bitaites.
Falar de alguma coisa não percebendo nada do assunto em questão.
2.
O rapaz estava na festa,
numa qualquer chafarica,
e pisgou-se, a toda a mecha,
tal e qual uma flecha,
com uma crise de forrica.
=
O rapaz estava na festa,
numa qualquer tabernita,
e fugiu a toda a pressa,
tal e qual uma flecha,
com uma crise intestinal.
3.
Chafarica: pequena loja, tipo taberna.
4.
Pisgou-se: vem do verbo pisgar-se, nas suas variadas formas, cujo presente do indicativo posso indicar como sendo expresso assim, popularmente:
Eu fujo = Eu fujo
Tu safas-te = Tu foges
Ele pisga-se = Ele foge
Nós piramo-nos = Nós fugimos
Vós raspais-vos = Vós fugis
Eles miscam-se = Eles fogem
5.
A toda a mecha: A grande velocidade
6.
Forrica:
1) Cousa branda, mole, de pouca consistência.
2) Dejeções brandas.
(3) Diarreia, furriqueira.
Nota: há dicionários onde as palavras "furrica" e "forriqueira" estão escritas com "o", e outros onde estão escritas com "u". Tanto umas, como outras, existem com o mesmo significado.
Se eu fosse uma bactéria,
alojar-me-ia, escondida
na alma de certa gente...
Queria ver qual a matéria
que compõe a sua vida,
tornando-a tão indecente.
Penso na pedofilia…
pior que sarna malvada
ou outra, com semelhança.
Só o nome me arrepia,
deixando-me transtornada
quando penso na criança.
Como pode, a um criminoso
de tão grande envergadura,
ser dada pena suspensa???
Sofre de um mal asqueroso,
que nunca mais terá cura.
Impunha-se outra sentença!
Dura Lex! Sed Lex!
nem sempre é aplicado
num ser de reles gabarito
que, entretanto, “relax”
e volta a ser condenado
por actos em que é perito.
Há momentos - maus momentos!-
em que me sinto morrer,
mas há muitos mais, ainda,
em que me sinto viver.
A minha alma está limpa
de quaisquer comedimentos.
Sinto que a vida me enlaça,
me prende e até me abraça,
como água cristalina,
brincando com uma menina...
Nem a chuva me incomoda!
Esvazia-me a alma toda
daquilo que me faz mal,
e quedo-me, impressionada,
em profunda reflexão,
até que passe, em geral,
o que me causa impressão.
Quero pensar que é mentira
nada haver que seja são.
Na Vida, tudo venero,
nas pessoas é que não.
Enquanto a idade alonga,
eu não sinto que envelheço,
sinto boa orientação.
Que eu morra quando mereço,
mas o Universo... não!
Há sentenças de crimes de violência, que não respeitam o perigo de reincidência. Constata-se que é gerido muito mal, o combate à violência em Portugal. Cada cabeça aplica a sua sentença, que pode ser... de prisão suspensa! Se o criminoso anda à solta, gera medo - e também revolta - na vítima e na família, que passam a viver em permanente vigília. Trata-se de erros infelizes, ou incompetência de juizes?
A todas as pessoas que, tal como eu, têm um conhecimento apenas razoável dos malefícios de certos pesticidas, recomendo vivamente a leitura de uma notícia para a qual fui alertada hoje. Trata-se de informações relativas às PFAS-Substâncias Perfluoro Alquídicas, que são ácidos muito fortes, altamente perigosos para a saúde. A sua leitura será importante para se aperceberem dos perigos que corremos todos, relativamente ao que bebemos e ao que comemos diariamente, e o quanto podemos comprometer a nossa saúde, mesmo quando usamos certas substâncias na pele, e não só. Inicialmente li esta notícia na euronews.com, mas dada a grande importância do que acabava de ler, estendi a minha busca a outros campos de informação.
Cada vez mais convencida do que haverá, muito para além do que nos dão a saber, periodicamente faço uma cuidadosa busca de certas informações a respeito do que não deveria ser permitido vender-se, mas vende-se. Desta notícia, não tinha conhecimento.
Reforço o meu convite a lerem com atenção as notícias relativas aos links que transcreverei a seguir, numa tentativa de poderem optar por minimizar os riscos que correm em cada instante do vosso dia-a-dia, enquanto uma rigorosa legislação não seja posta em prática, e ponha um desejado fim ao que – aparentemente desde 1960 - vem sendo ignorado pela maioria da população. a) https://pt.euronews.com/green/2023/11/10/quimicos-eternos-novo-relatorio-afirma-que-sao-pulverizados-atraves-de-pesticidas b) https://www.ecycle.com.br/produtos-quimicos-eternos/ c) https://sicnoticias.pt/especiais/curiosidades-da-ciencia/2023-03-02-Papel-higienico-uma-fonte-inesperada-de-quimicos-eternos-84e385ff.
...E foi no teu olhar que mergulhei
um dia, procurando-me,
buscando saciar a minha sede
de amar... e de ser amada,
de libertar-me daquela dura rede
onde permanecia, encarcerada.
...E foi em ti que, descrente, constatei,
confrontando-me,
que amar era tão importante
quanto virar a página dum livro velho,
onde já nada era belo, ou relevante,
e onde me revia, como num espelho.
Amar de novo era um desejo ardente,
era uma necessidade, não uma ilusão
ou um capricho impertinente.
Ser livre, esquecer aquele diário
onde quase tudo me parecia secundário
deixou de ser uma simples ambição.
Urgia libertar-me da prisão
onde, cruelmente, estava aprisionada,
reduzida a zero, no auge do tormento...
...E foi em ti que me reencontrei,
liberta das amarras em que estive
tantos anos, nos quais não tive, um só momento,
o que me deste tu, Amor. Quanto te amei!
...E foi em ti, num lindo amanhecer,
que despertei dum pesadelo... para Viver!
Desde os primórdios da vida
que pessoas, com poder,
vão escravizando a criança.
Quanta pessoa agredida
no mais fundo do seu ser...
Quanta desesperança!
Foram feitas tentativas
- ao longo de muitos anos -
de acabar com esse mal.
Contudo, não conclusivas,
vão causando brutais danos,
e mantém-se tudo igual.
A lei tem processos lentos,
não é rápida a actuar.
Não vai ao fundo, ladeia...
Ignora comportamentos
de quem está a escravizar...
A eficácia escasseia.
Todo o ser que é abusado
carece de muito amor
e de muita iniciativa...
Ainda não sei pra qual lado
pende a lei. Seu valor...
… depende da perspectiva.
Há que acabar com o abuso,
mas a ganância é poder
neste mundo tão cruel.
Mantém em modo confuso,
- embora sem se render -
quem à justiça é fiel.
De forma bem programada
por quem tem mente canalha,
e sentimentos amorfos…
a criança é escravizada,
enriquecendo gentalha
desprovida de remorsos.
A Sé Catedral do Porto
e o famoso Pelourinho
são monumentos que exorto
visitem, estando vizinho.
São, para além do que vimos,
a história que nós sentimos.
Data da criação deste conteúdo:
2024-01-16
Autor da imagem: Miguel Letra
Prosa poética
Escondo-me nas palavras que não digo por recear, dizendo-as, magoar-me.
Quero, loucamente, estar contigo, mas nunca, se o fizer, irei perdoar-me.
Escondo-me nos silêncios que tu dizes marcarem cada dia em que me ausento. Não quero ser presença enquanto vives de um sonho que, de cor, está já isento.
Escondo-me na praga de um desejo que combato, consciente das razões
pelas quais, de ti, eu me protejo. Escondo-me nas marcas que me escudam
a mente, repleta de ambiçõesl Meu amor... palavras não te mudam!
A passagem prò outro lado
poderá ser feita a nado,
ou mesmo por uma ponte
que vemos aqui defronte.
Na alternativa, de barco,
de certeza... não embarco!
Se a corrente do rio for forte,
poderei ter a má sorte
de entrar pela Foz adentro!!!!
Acabo num epicentro
diferente do desejado
...e não passo prò outro lado.
Data da criação deste conteúdo:
2024-01-15
Autor da imagem: Miguel Letra
No silêncio do meu quarto
sinto um presságio sacana
que ameaça tempestade.
O meu coração está farto!
Está gélida a minha cama.
Terei eu capacidade
para aguentar o frio
que teima paralizar-me?
Enfrentar o desafio
exige fé e coragem!
A minha alma se esforça.
Quero continuar lutando,
mas esta gelada aragem
não me deixa. Não sei quando
possa voltar o calor
capaz de aquecer-me a alma,
e revigorar meu EU,
carente de tanto Amor!
Impõe-se mantenha a calma.
Não desistirei, Deus meu!
Estás a caminhar na ronha,
porque te chamei pamonha.
Perde esse ar de melindrado.
Disfarça! Estou esfomeado.
Olha que o sol vai se pôr,
avança lá... por favor!
Data da criação deste conteúdo:
2024-01-14
Autor da imagem: Miguel Letra