Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
Recordar-te-ei na vida... que não lidero,
mas serás sempre o meu eterno amor,
apesar de tudo ter sido “bluff” sincero.
Foste um reconhecido adulador,
contudo, os teus comportamentos mudaram
no dia em que, finalmente, te deixei.
Hoje vivo feliz este Presente gasto,
seguindo a luz da viragem que gerei.
Se queres ter uma criança,
reflecte antes de gerá-la.
O mundo está em mudança,
e podes prejudicá-la.
Deixa assentar a poeira…
Impõe-se muita atenção
até que passe a cegueira
deste mundo em confusão.
A hard life I have been made to face,
my brother, till you turn much older,
but I have great hope and faith
that I´ll be strong enough
to carry you, with love,
on my shoulder.
Data da criação deste conteúdo:
2014-08-29
Imagem de Quang
Para que pudesse avaliar, pessoalmente, os programas sobre os quais tanto se fala — isto é, “Big Brother” e “Desafio Final” — fiz o que seria expectável da minha parte: dediquei parte do tempo durante o qual escrevo sobre matérias de muito mais interesse para mim e tentei perceber por que razão estes programas são tão apreciados pelos jovens… e não só! Certa ou errada, julguei-os com imparcialidade, focando-me nos pontos mais importantes e na relevância da sua influência na educação. Este é o lado que mais me preocupa. Mesmo tratando-se de uma opinião muito pessoal e informal, decidi manifestar-me. Concluí, portanto, que, se, por um lado, a opinião pública reflecte o cenário da formação de um determinado grupo de pessoas, pelo interesse demonstrado, por outro, faculta a bons psicólogos e a bons entendedores, em matéria de educação, dados de comportamento que, naturalmente, lhes permitirão fazer uma correcta avaliação do que convirá evitar. Tal posição será, talvez, conveniente, a fim de não prejudicar todos quantos — possuidores de comportamentos preocupantes — acabem por agravar a sua condição de desestabilizadores da sociedade e impossibilitar a tarefa de quem tem em programa (ou desejo) levar uma panóplia de “Cartas a muitos Garcias”, espalhados pelo território português. Pergunto: — Serão as atitudes assumidas pelo Big Brother as mais correctas como punição dos transgressores? — Será que, entre aqueles que transgridem as regras, o massacre psicológico não conta? Mais ainda: a) Que tipo de público, na hora de votar, o faz com isenção total? b) Por que é passada ao público a “batata quente”, quando a responsabilidade é da produção do programa? Quer-me parecer que alguém quererá agradar a Gregos e a Troianos, pretendendo o óbvio: evitar prejudicar o nível de audiências, mantendo fora de julgamento o que deveria ser, realmente, da sua responsabilidade.
Data da criação deste conteúdo: 2024-02-02 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Longos voos realizei,
sempre com ida... e com vinda.
Tantos anos que eu matei!
Nem sei quantos tenho ainda.
Buscava pérolas brancas,
escapava a pontas de fogo.
Fechava portas com trancas,
pra fugir de um demagogo.
Uma asa já quebrou,
não a posso consertar.
Estou cansada de tentar.
Choro o tempo que passou.
Nem correndo o apanharia!
Mas... quem sabe se, um dia...
Pela primeira vez, tive a coragem de ver, desde o início, o último programa “Big Brother” e, em seguida, o “Desafio Final”, transmitidos pela TVI. Sempre tive conhecimento de episódios específicos de vários “Big Brothers” apresentados com nomes diferentes - não sei porquê - mas nunca compreendi completamente como funcionam, porque só muito esporadicamente é que os via, no Reino Unido. Desta vez, por algum motivo, despertou-me a curiosidade e estive atenta ao que tem sido transmitido, chegando à conclusão de que, na realidade, cada vez mais, está a perder-se a noção do que está acontecendo no mundo, e o que convém fazer para reverter a situação. Parece impossível que a televisão esteja a passar uma triste imagem de mediocridade alargada ao mais baixo nível, ao ser-lhes permitido excederem-se no que deveria ser inexcedível. Sim, em boa verdade, cada um só vê o que quer! Mas será que isso lhes permite tudo?
Esclareço que sou absolutamente contra a censura, mas a luta de certos canais televisivos, pelo aumento das suas audiências, está a cegar os seus responsáveis ao ponto de não terem o cuidado de perceber o que pode resultar da apresentação de certos programas, em determinados moldes. Chegámos ao ponto de sentir que já tudo vale… menos tirar olhos! O problema é que não se tiram olhos, mas rasgam-se almas!
Lamento que, numa extensão já bastante alargada, Portugal esteja a passar ao mundo uma imagem muitíssimo triste. Já nem será preciso mencionar-se onde, por quem ou em que sectores.
Data da criação deste conteúdo: 2024-01-31 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Mergulho na noite, breu medonho,
deixando-me, dormindo, transportar
ao mistério deslumbrante do sonho...
Actuante, sem deixas, sem suporte,
saio da plataforma "Consciente",
cheia de regras, ponderação,
para um teatro livre, potente,
cenas virtuais, encenação.
Oh! Este momento, sem comando,
onde o cenário, vil enganador,
poderia permitir-me que, sonhando,
sentisse Amor, não este Desamor.
I - LINGUAGEM POPULAR PORTUGUESA
Quando mando “posts” de pescada e fico sem perceber nada, procuro num dicionário, de correcto vocabulário, a resposta adequada.
Exemplificando:
1.
Mandar postas de pescada ou mandar bitaites.
Falar de alguma coisa não percebendo nada do assunto em questão.
2.
O rapaz estava na festa,
numa qualquer chafarica,
e pisgou-se, a toda a mecha,
tal e qual uma flecha,
com uma crise de forrica.
=
O rapaz estava na festa,
numa qualquer tabernita,
e fugiu a toda a pressa,
tal e qual uma flecha,
com uma crise intestinal.
3.
Chafarica: pequena loja, tipo taberna.
4.
Pisgou-se: vem do verbo pisgar-se, nas suas variadas formas, cujo presente do indicativo posso indicar como sendo expresso assim, popularmente:
Eu fujo = Eu fujo
Tu safas-te = Tu foges
Ele pisga-se = Ele foge
Nós piramo-nos = Nós fugimos
Vós raspais-vos = Vós fugis
Eles miscam-se = Eles fogem
5.
A toda a mecha: A grande velocidade
6.
Forrica:
1) Cousa branda, mole, de pouca consistência.
2) Dejeções brandas.
(3) Diarreia, furriqueira.
Nota: há dicionários onde as palavras "furrica" e "forriqueira" estão escritas com "o", e outros onde estão escritas com "u". Tanto umas, como outras, existem com o mesmo significado.
Se eu fosse uma bactéria, alojar-me-ia, escondida na alma de certa gente... Queria ver qual a matéria que compõe a sua vida, tornando-a tão indecente.
Penso na pedofilia… pior que sarna malvada ou outra, com semelhança. Só o nome me arrepia, deixando-me transtornada quando penso na criança.
Como pode, a um criminoso de tão grande envergadura, ser dada pena suspensa??? Sofre de um mal asqueroso, que nunca mais terá cura. Impunha-se outra sentença!
Dura Lex! Sed Lex! nem sempre é aplicado num ser de reles gabarito que, entretanto, “relax” e volta a ser condenado por actos em que é perito.
Data da criação deste conteúdo: 2016-11-23 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Há momentos - maus momentos!-
em que me sinto morrer,
mas há muitos mais, ainda,
em que me sinto viver.
A minha alma está limpa
de quaisquer comedimentos.
Sinto que a vida me enlaça,
me prende e até me abraça,
como água cristalina,
brincando com uma menina...
Nem a chuva me incomoda!
Esvazia-me a alma toda
daquilo que me faz mal,
e quedo-me, impressionada,
em profunda reflexão,
até que passe, em geral,
o que me causa impressão.
Quero pensar que é mentira
nada haver que seja são.
Na Vida, tudo venero,
nas pessoas é que não.
Enquanto a idade alonga,
eu não sinto que envelheço,
sinto boa orientação.
Que eu morra quando mereço,
mas o Universo... não!
Há sentenças de crimes de violência, que não respeitam o perigo de reincidência. Constata-se que é gerido muito mal, o combate à violência em Portugal. Cada cabeça aplica a sua sentença, que pode ser... de prisão suspensa! Se o criminoso anda à solta, gera medo - e também revolta - na vítima e na família, que passam a viver em permanente vigília. Trata-se de erros infelizes, ou incompetência de juizes?
Data de criação deste conteúdo: 2019-02-19 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
A todas as pessoas que, tal como eu, têm um conhecimento apenas razoável dos malefícios de certos pesticidas, recomendo vivamente a leitura de uma notícia para a qual fui alertada hoje. Trata-se de informações relativas às PFAS-Substâncias Perfluoro Alquídicas, que são ácidos muito fortes, altamente perigosos para a saúde. A sua leitura será importante para se aperceberem dos perigos que corremos todos, relativamente ao que bebemos e ao que comemos diariamente, e o quanto podemos comprometer a nossa saúde, mesmo quando usamos certas substâncias na pele, e não só. Inicialmente li esta notícia na euronews.com, mas dada a grande importância do que acabava de ler, estendi a minha busca a outros campos de informação.
Cada vez mais convencida do que haverá, muito para além do que nos dão a saber, periodicamente faço uma cuidadosa busca de certas informações a respeito do que não deveria ser permitido vender-se, mas vende-se. Desta notícia, não tinha conhecimento.
Reforço o meu convite a lerem com atenção as notícias relativas aos links que transcreverei a seguir, numa tentativa de poderem optar por minimizar os riscos que correm em cada instante do vosso dia-a-dia, enquanto uma rigorosa legislação não seja posta em prática, e ponha um desejado fim ao que – aparentemente desde 1960 - vem sendo ignorado pela maioria da população. a) https://pt.euronews.com/green/2023/11/10/quimicos-eternos- novo-relatorio-afirma-que-sao- pulverizados-através-de-pesticidas. b) https://www.ecycle.com.br/produtos-quimicos-eternos/ c) https://sicnoticias.pt/especiais/curiosidades-da-ciencia/2023- 03-02-Papel-higienico-uma-fonte-inesperada-de-quimicos- eternos-84e385ff.
Data da criação deste conteúdo: 2024-01-21 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
...E foi no teu olhar que mergulhei
um dia, procurando-me,
buscando saciar a minha sede
de amar... e de ser amada,
de libertar-me daquela dura rede
onde permanecia, encarcerada.
...E foi em ti que, descrente, constatei,
confrontando-me,
que amar era tão importante
quanto virar a página dum livro velho,
onde já nada era belo, ou relevante,
e onde me revia, como num espelho.
Amar de novo era um desejo ardente,
era uma necessidade, não uma ilusão
ou um capricho impertinente.
Ser livre, esquecer aquele diário
onde quase tudo me parecia secundário
deixou de ser uma simples ambição.
Urgia libertar-me da prisão
onde, cruelmente, estava aprisionada,
reduzida a zero, no auge do tormento...
...E foi em ti que me reencontrei,
liberta das amarras em que estive
tantos anos, nos quais não tive, um só momento,
o que me deste tu, Amor. Quanto te amei!
...E foi em ti, num lindo amanhecer,
que despertei dum pesadelo... para Viver!
Desde os primórdios da vida
que pessoas, com poder,
vão escravizando a criança.
Quanta pessoa agredida
no mais fundo do seu ser...
Quanta desesperança!
Foram feitas tentativas
- ao longo de muitos anos -
de acabar com esse mal.
Contudo, não conclusivas,
vão causando brutais danos,
e mantém-se tudo igual.
A lei tem processos lentos,
não é rápida a actuar.
Não vai ao fundo, ladeia...
Ignora comportamentos
de quem está a escravizar...
A eficácia escasseia.
Todo o ser que é abusado
carece de muito amor
e de muita iniciativa...
Ainda não sei pra qual lado
pende a lei. Seu valor...
… depende da perspectiva.
Há que acabar com o abuso,
mas a ganância é poder
neste mundo tão cruel.
Mantém em modo confuso,
- embora sem se render -
quem à justiça é fiel.
De forma bem programada
por quem tem mente canalha,
e sentimentos amorfos…
a criança é escravizada,
enriquecendo gentalha
desprovida de remorsos.
Prosa poética
Escondo-me nas palavras que não digo por recear, dizendo-as, magoar-me.
Quero, loucamente, estar contigo, mas nunca, se o fizer, irei perdoar-me.
Escondo-me nos silêncios que tu dizes marcarem cada dia em que me ausento. Não quero ser presença enquanto vives de um sonho que, de cor, está já isento.
Escondo-me na praga de um desejo que combato, consciente das razões
pelas quais, de ti, eu me protejo. Escondo-me nas marcas que me escudam
a mente, repleta de ambiçõesl Meu amor... palavras não te mudam!
No silêncio do meu quarto
sinto um presságio sacana
que ameaça tempestade.
O meu coração está farto!
Está gélida a minha cama.
Terei eu capacidade
para aguentar o frio
que teima paralizar-me?
Enfrentar o desafio
exige fé e coragem!
A minha alma se esforça.
Quero continuar lutando,
mas esta gelada aragem
não me deixa. Não sei quando
possa voltar o calor
capaz de aquecer-me a alma,
e revigorar meu EU,
carente de tanto Amor!
Impõe-se mantenha a calma.
Não desistirei, Deus meu!
I. Hoje, no âmbito deste meu manifesto, abordo um dos muitos “modernismos” particularmente desagradáveis, na língua portuguesa.
É solicitado a um jornalista, ou apresentador, que relate uma determinada ocorrência. Actualmente, é comum ouvirmos esta primeira palavra, "disparada" com uma naturalidade impressionante:
- Dizer que………..
Tal expressão causa arrepios. É uma verdadeira aberração presente em linguagem expressa diariamente, em qualquer canal televisivo… e não só!
II. Existem, igualmente, inúmeras expressões com sistemáticas incorrecções gramaticais, da mesma família desta que exemplifico:
- Estás-me a ouvir? em vez de... - Estás a ouvir-me?- Eu já tinha aceite esse valor, em vez de... - Eu já tinha aceitado esse valor.
Ensinemos as nossas crianças a falar correctamente, logo comecem a pronunciar as primeiras frases. Evitaremos, assim, que criem vícios de linguagem inadmissíveis.
Não me perguntem quem sou,
pois não sei se me conheço.
O pouco que de mim resta
está virado do avesso.
Dentro... já pouco presta.
Há quem veja um coração.
Sim, na verdade… palpita!
Por muitos? Decerto não!
Haverá quem admita
que, em tempos, fui furacão.
Fico contente por isso,
mas não me revejo assim.
Que bati recordes... Sim!
Minha mente só esqueceu
quem é que, hoje, serei eu.
Esta minha saudação especial vai para todas as pessoas que, neste momento, choram a morte de um ente querido, com particular relevância, desta vez, para os familiares de quem morre em consequência das inaceitáveis negligências que têm ocorrido no Serviço Nacional de Saúde Português. Tais negligências exigem acção imediata da parte do Estado, para bem dos que sofrem e dos que vêm sofrer. Nem todos têm a possibilidade de recorrer aos cuidados médicos de uma instituição privada, até porque o que recebem, mensalmente, não chegará para as despesas básicas do seu agregado familiar. Nunca pensei assistir a esta vergonhosa situação, que tanto afecta pessoas de mente sã.
Data da criação deste conteúdo: 2024-01-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Minha alma, turbulenta,
brinca na poesia
que inventa.
Cria rimas
- umas irmãs,
outras primas -
que se confundem,
se enlaçam,
se entrelaçam,
se embaraçam,
se atropelam,
se rebelam,
e se fundem.
Sob um véu de fantasia
coexiste, na sua rede,
o meu EU e a sua sede
de acalmar na poesia.
Minha alma, destemida,
se estende,
se distende,
se rasga…
se anima...
e até se engasga
com a rima.
Ad Hoc, compila versos
muito seus,
muito simplórios,
focando temas diversos
que acaba por construir,
colorir e musicar
com palavras aldrabadas...
… mas muito em jeito de amar.
……………………………..
Com a mente intransigente
no que respeita a rimar...
saem sempre da minha mente
versos que o meu coração sente.
Quando, um dia, for velhinha.
- mas não estiver muito mal -
quero tornar-me vizinha
dum tranquilo hospital
e, ainda... duma escola bem zelada,
porque há algo que eu anseio:
seguir ouvindo, deliciada,
as crianças no recreio.
• A Arte é uma manifestação espiritual do seu criador, quando intrinsecamente desligada de valores materiais.
• A interpretação do valor de uma obra de arte - enquanto manifestação espiritual do seu criador - dependerá do tipo de impacto que possa gerar em cada ser humano que a observa.
• Os diferentes impactos que uma obra de arte gera em cada indivíduo, poderão servir de análise dos diversos tipos de personalidade e de caráter do ser humano.
Quando a condição "estar só"
passa a ser nossa, no tempo,
porque a idade avançou…
Causa, efeito, ou dominó,
geram sempre um contratempo
e algo, então, se alterou.
Procura uma boa via
de tornares mais valioso
teu saber, dia após dia.
Faz de ti tua companhia.
Esse tempo é precioso
e... quiçá... uma mais valia.
Não desesperes! Reflecte!
Segue em frente, com bom senso.
Explora o tempo. Ele é teu!
Abraça o que completa
o espaço que no teu eu
precisa ser mais intenso.
Estranho costume o daqueles
que fazem do “meu”, “seu”, também.
Sem respeito e sem pudor,
vão aumentando o que é “deles”,
da forma que lhes convém.
Para esses, sem excepções,
esta é a vida melhor
e, nesta luta por bens,
a ambição dos ladrões,
vai de mal a bem pior...
Há vários tipos de rapina,
que o rapinador consome:
por cleptomania,
porque se tornou sovina,
ou por estar cheio de fome.
Por doença, há que curá-la
com um método eficaz;
por ganância, há que perdê-la;
pela fome, há que matá-la,
senão... não se vive em Paz.
À mistura com rapina,
há mil formas de conduta
perturbando muita gente,
que se exalta e se amofina,
fazendo-a manter em luta
pois nesta guerra, infernal,
há que pegar-lhe pela ponta,
começando pelo imbecil
que, indiferente à moral,
alimenta o “faz de conta”.
Com discursos de fachada,
sem nada a ver com o que sentem,
deixam muitos convencidos
que a razão, arquitectada,
está do lado dos que mentem.
Mas há outros, aos milhões,
que querem fazer um cerco
a esta corja de ladrões,
que cresce dia, após dia.
São uma forma de esterco!
Já nada existe daquilo que acreditei
fosse verdade em ti e, pensando bem,
partiste da minha vida, e hoje sei
que fui, do teu egoísmo, sua refém.
Por este sentimento, agora em mim,
e por tudo quanto me fizeste sofrer,
eu espero apenas por um justo fim:
não recordar-te mais para poder viver.
Quando – falso - dizias que me amavas,
acreditava, porque tu, até juravas.
Era uma criança... com uma paixão.
Puro engano de quem sonha, iludida,
acreditando amar para toda a vida
alguém, que não foi mais do que traição.
Neste primeiro dia dos 365 que se seguirão, deixo votos de esperança na necessária luta mundial contra a carência de amor, de dedicação a causas humanitárias, de coesão e de resiliência, carências estas que tornam impeditivo o desejado progresso e paz mundiais de que tanto precisamos.
Chegou o momento em que urge filtrar de cada um de nós todo e qualquer pensamento negativo, por erros cometidos no passado, afim de avançarmos para um futuro sem egoísmo ou atitudes em que a ganância e defesa de interesses pessoais ou de estado, prejudicaram a liberdade e o bem-estar geral da Humanidade. A prática destes erros colocou o mundo numa situação de insegurança generalizada, a qual se encontra no limite do suportável.
Data da criação deste manifesto: 2024-01-01 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Façamos votos para que, durante 2024, surjam projectos válidos para:
1. A instauração da Paz em todo o mundo. 2. O fim da miséria em que vivem milhões de famílias.
Cada ser humano morto em consequência de uma guerra, ou vítima da maldade de outrem, leva um pouco de vida de todos aqueles que repudiam a desumanidade e a sede de vingança. A morte de alguém só é compreendida se resultante de um factor alheio à existência de perversidade e de desamor. Procuremos um conhecimento válido daquilo que está acontecendo no mundo, através da leitura de notícias credíveis e não daquilo com que tantos tentam, tendenciosamente, ofuscar a verdade dos factos para proveito próprio, ou para proveito de grupos que pretendem alcançar sucesso em projectos com finalidade duvidosa. Estamos a avançar velozmente para a era do conhecimento e da tecnologia avançada do foro digital. Entremos na plataforma dos que sofrem e busquemos dados reais de informação, uma das formas possíveis de constatar a verdade sobre a existência de problemas ligados a carências inaceitáveis. É tempo de agir, porque estamos a ser presenteados com meios que podem denunciar factos que nos foram ocultados de várias formas, no passado. O futuro do mundo carece da instauração de programas de actuação a partir da raiz de muitas vertentes, a fim de ser conseguida uma sã HUMANIDADE, em detrimento da MENTIRA e da GANÂNCIA, dois dos factores que fomentam guerras, monopolizam riquezas excessivas e privilegiam a maldade hedionda de uma onda de sedentos de poder, para moldarem o mundo à sua imagem e semelhança.
Data da criação deste conteúdo: 2023-12-31 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
E foram anos de dor entre paredes, escrevendo sobre tanto que nem sei se o que compus, por amor, são só rascunhos, gemidos, ou livros que, em mim, guardei.
Não devemos menosprezar uma opção que tomámos no sentido de seguir uma direcção que, aparentemente, até parecia não ser conveniente. Quantas vezes, apesar de ponderarmos ser impróprio, decidimos, teimosamente, seguir o caminho que, mais tarde, por uma razão a que não demos atenção, porque esta se manteve oculta… vem a provar-se que até resulta?!? Eu chamo a isso um mistério que altera, de modo sério, os nossos planos e convicções, gerando alegrias... ou até decepções.
Há que reflectirmos nesta situação:
Pensemos nos fortes abanos que, por vezes, sofremos durante meses... ou mesmo durante anos. Não serão eles avisos de caminhos alternativa a seguir, mas que preferimos não admitir?
Já fui luz e fui mensagem
em tempo de nevoeiro...
Já fui ponte de passagem
num passado traiçoeiro.
Já fui barco desejado,
perdido num mar deserto.
Tinha o presente amarrado,
e o futuro... incerto!
Aguentei abanões
de gente muito perversa.
Eram mestres em traições,
assaz ricos de conversa...
........................................…
Hoje, cansada de tudo,
luto contra uma má onda.
Meu coração virou mudo,
e a minha alma, redonda,
não tem princípio, nem fim.
Porém... sinto-me filtrada,
estanque ao que for ruim…
Não preciso de mais nada!
Cinco dias de vida para a despedida
de dois mil e vinte e três. Quem sabe, talvez,
parta humilhado, e com tanta vergonha...
Muito mais do que aquilo que se suponha!
Foram inúmeras as malogradas vidas,
certa e inexoravelmente perdidas;
umas foram causas brutais e desumanas,
praticadas por pessoas muito sacanas;
outras ligadas a ódios e a ganância,
nas quais se luta por tudo... em abundância;
restam ainda as de causas naturais...
pelas quais não foi possível fazer-se mais,
e outras, também, de causas a descobrir
as quais, quiçá, ocultam metas a atingir.
Ficarão no ar mil perguntas sem respostas
credíveis, esclarecedoras e compostas
das causas de alguns efeitos secundários...
mas só nos são explicados dados primários.
Assumem-se inúmeros procedimentos,
contra os quais não são admitidos argumentos.
E já asseguram que os vindouros anos
carregarão mares de vários desenganos.
Deixemos correr as prenunciadas águas!
Quem sabe lavarão todas as nossas mágoas...
Amo-te, Vida! Não sei como foste concebida, quem te gerou, e depois te propagou por este maravilhoso Universo, do qual faço parte. Tu és uma obra de arte! Tu és perfeita! Mas há gente que não respeita a verdadeira aplicação de cada elemento, de cada orgão, com que foram concebidos: refiro-me aos assumidos “Reis da sua Preferência”. Eles personificam a prepotência do seu eu, da sua ganância... defendida com pompa e com circunstância, porque eles Querem e Podem impor uma nova ordem na vida: o malogrado fim deste indecifrável Universo onde já reina tanto de perverso!!! Defenderei, até à exaustão, o verdadeiro mistério da criação!
Peço perdão
pela escolha que fiz de como exorcizar
o drama que vivi durante o meu passado.
Teria sido pior mantê-lo ignorado.
Peço perdão
Parte da história que não contei - por opção -
irá partir comigo um dia, silenciada.
Foi uma decisão longamente ponderada.
Peço perdão
Eu só queria proteger os meus sentimentos.
Não era fácil encontrar uma solução,
que aliviasse a dor, sem consternação.
Peço perdão
por não ter sabido escolher outra forma de esconder
a dor que a cada hora multiplicava.
Tinha de libertá-la. Sentia que me sufocava.
Peço perdão
Cada verso que escrevi, poupou alguém de ouvir-me.
Foram gritos de silêncio do pensamento...
derradeira libertação do meu sofrimento.
Se fosse garantido a cada cidadão, gratuitamente, uma base com livre direito a:
casa, assistência médica, acesso ilimitado a educação e projectos culturais...
defendo que quem continuou a desenvolver os seus conhecimentos e aptidões especiais, deverá ser recompensado/a desde que, comprovadamente, desenvolvidos. Obviamente que deverá ser tida em consideração a diferença entre quem atingiu um conhecimento apenas básico e obrigatório, e quem, em iguais circunstâncias, adquiriu maiores conhecimentos, sendo remunerado de acordo com tal situação. Depois há os empregos de maior risco que deverão ser, igualmente, considerados.
De Pavlov a Skineer, inúmeras propostas de orientação pedagógica foram sugeridas sem que tivesse sido encontrado o modelo ideal para a correcta formação dum novo cidadão. Esse modelo deveria, contudo, contemplar em primeiro lugar a preparação adequada de elementos escolhidos a dedo para participar na desejada reestruturação escolar, completamente inovadora. Muitos dos mais velhos responsáveis escolares e encarregados de educação, continuam vítimas de vícios enraizados neles, em consequência, segundo a teoria comportamentalista, do que herdaram dos seus antepassados, durante o período Salazarista. Não sei mesmo quantas gerações serão necessárias para ‘limpar’, totalmente, os efeitos dessa mesma política, que tantos danos psicológicos causou. Eles manifestam-se, muitas vezes, duma forma quase indelével, mas são uma realidade a considerar. Embora preocupada com este facto, acredito na grande capacidade de muitos elementos e na sua boa formação para ser estudado um método eficaz de construção dum indivíduo de "Mens Sana in Corporeo Sano". Considero sejam três os principais pontos a considerar: EXEMPLAR ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Criação de normas de ensino e de acompanhamento dos alunos, completamente inovadoras, a serem postas em prática por elementos de reconhecida capacidade humana e adequada formação pessoal e académica. Seria muito importante, por exemplo, que todo e qualquer aluno fosse acompanhado pelo mesmo orientador pessoal, desde o início da sua frequência escolar, até ao seu términus. O problema de muitos alunos começa, exactamente, no seio familiar. Seria aconselhável começar a olhar-se a sua educação num sentido mais lato, uma vez que dependerá da sua boa formação a responsabilidade de criar e manter a conservação dum mundo completamente renovado. ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Embora não lhe seja atribuída a importância que merecia ser-lhe dada, sem uma adequada alimentação, não poderá haver um bom aproveitamento a todos os níveis.
Se perdoar-me puderes,
pelo silêncio em que estive...
aceita, se te aprouver,
os mil motivos que tive.
Eu sentia, bem presente,
não desejar abraçar-te.
Faltava, na minha mente,
vontade de perdoar-te.
Tu sabes bem das razões
que, na altura, tu me deste...
pelo excesso de traições,
e de erros que cometeste.
Cansei de tanto esperar
pelas vontades, sentidas,
que silenciei num mar
de palavras reprimidas.
Mas o tempo foi passando,
filtrando a minha paixão.
O amor… foi acabando,
daí, pedir-te perdão.
A dor embarga.
A saudade entristece.
A decepção é amarga.
O amor aquece...
… e a vida?... Continua…
Corrija-se olhando para trás.
Manifeste-se arrependida.
Trave os erros que ainda faz...
Abrace o perdão da Vida.
...e foi nesse mesmo dia,
e nessa data precisa,
que entraste na minha Vida
para sempre. Decidida,
passei a sentir magia
num viver que simboliza
a mudança e o valor
que tem a força do Amor.
Quando no olhar inocente e puro duma criança,
não há sinais da vida, da luz duma Esperança,
essa criança, sofrida, não pergunta nada.
Queria, apenas, sentir-se mais amada.
Amada por nós, pelo chão que pisa,
ou pela frescura duma doce brisa.
Bastar-lhe-ia algo do tanto
- não importa quanto -
que outras terão,
mas ela… NÃO!
Tu urdes teias com mil cuidados.
Teces teus actos, em cada fio,
bem disfarçados, camuflados
nas tuas veias, de sangue frio!
Nesse tecer, tu não me aturdes.
É de meu jeito ver causa-efeito,
ir mais no fundo, ir mais além.
Não fantasio, enquanto urdes.
E, nesses dias, em que tu teces,
com tua mente geras suspeitas.
Por alguns dias, não apareces,
até que as teias estejam feitas.
Mas não sou presa. Sou combativa.
O teu tecer já não me engana.
Pára de urdir. Estou na ofensiva.
Da minha vida sou soberana.
Preocupada com o aumento desmedido de casos de violência doméstica – e não só! - volto a manifestar-me sobre este assunto, juntando-me a todos quantos desejem alertar o governo para este flagelo em aumento alarmante. Trata-se de um dever urgente que se impõe tentemos levar a cabo, numa derradeira tentativa de serem estudados programas no sentido de formar crianças a partir de uma base intrinsecamente extensiva à família. Dedico esta publicação não só às vítimas de violência, mas também a todos os que sentem o peso dramático de cada caso. Não esqueçamos que muitos desses seres violentados, por razões que só a elas dizem respeito, vivem amarrados à impossibilidade de se libertarem do sofrimento que os mantém calados. Eu ainda não acredito no factor AMOR como justificação, um dos elementos que a vítima aponta, muitas vezes, quando questionada. Haverá outros fortes motivos, para além do mazoquismo, para que ela se deixe violentar por um ignóbil ser humano que faz do seu parceiro, ou parceira, um verdadeiro saco de pancada que ele utiliza para libertar-se de traumas retidos na sua insana mente.
Data da criação deste conteúdo: 1982-10-02 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Eu queria muito mudar o meu ser sem fé, impoluto de vis conceitos e convicções. Não consigo acreditar, não aceito… e não discuto, crenças verso contradições.
Acredito em cada homem que transforma os tristes ais em esplendorosos sorrisos. Desprezo aqueles que promovem crenças em deuses irreais. Milagres… não serão precisos!
Gostaria, sim, de mudar, criar sonhos, acreditar quando promessas sejam feitas por cada um, ao discursar. Iludir para conquistar, serão atitudes suspeitas.
Queria aceitar o Amor gerado por gente de bem, que tem em conta a justiça, que não instaura o terror, que nunca magoa alguém, e que à lei seja submissa.
Sinto ausência, merecida, de um tempo de sobressalto, em que eu fui refém da vida. Nunca me darei por vencida, mas paguei um preço tão alto, que nem sei bem qual a medida.
Mudar eu queria, ainda, por muito respeito a mim, e - porque não? - pela idade... Que do orgulho eu prescinda, e esqueça o que foi ruim, para abraçar a saudade.