ENTRE O VERO E O VENTO


Sou um ser sedento de passos leves, suaves.
Repudio viver em constante sobressalto.
Aprecio o sol, o luar e as aves,
tributos reais que venero e exalto.

Sou mulher com norte! Não aceito ameaças.
Repudio horizontes com princípios vis,
que não respeitem crenças, nem tampouco raças,
ou atitudes comandadas, sem raiz.

Sigo a direcção criada num projecto,
gerador da diferença entre o vero e o vento.
Repudio o que fôr vil e abjecto,
ou comprometa o meu livre pensamento.

O vento sopra tão forte que estremeço.
Serão claros sintomas de mudança,
ou um sinal-objecto de arremeço,
que o Universo, em luta, à Terra lança?


Data da criação deste conteúdo:
2026-01-11