Maria Letra
Posts by Maria Letra:
DEPOIS DO VOO

Quando o voo dos hoazins te perturbar a vida,
rodopiando nos céus, em jeito de inconstância,
escuta o grasnar da gaivota enlouquecida.
É tempo de combater o espectro da ganância.
Para além do que vês, há um mundo de traições
planeadas por detrás de secretos bastidores.
Impõe-se analisar com cura as direcções
por onde seguirão esses velhos traidores.
Águas limpas deslizam pelas montanhas,
limpando as impurezas que os hoazins lançam.
São aves muito sujas e muito estranhas.
Não temas o inimigo. É fraco e inseguro.
Joga com as tuas armas, que honra alcançam.
Aposta e acredita num pacífico futuro.

Data da criação deste conteúdo: 2026-02-12
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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REFLEXOS DE UM EU PERDIDO

Não me perguntem quem sou,
pois não sei se me conheço.
O pouco que de mim resta
está virado do avesso
e dentro... já pouco presta.
Há quem veja um coração.
Sinto que ainda palpita.
Por muitos… decerto não!
Haverá quem admita
que em tempos fui furacão.
Fico contente por isso,
mas não me revejo assim.
Que bati recordes... sim!
A minha mente só esqueceu
quem é que hoje serei eu.

Data da criação deste conteúdo: 2013-04-16
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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ENTRE O INSEGURO E AS PROMESSAS

Este caos que em portugal e espanha se instalou,
gerou devastação geral, muito profunda:
perda de vidas, de bens e do que ocasionou
a má governação por tanta actuação imunda.
O nome “Marta”, paira na mente de quem,
generosamente trocou o seu ócio por acção,
e dá-se de alma e coração a alguém
que ela sente estar a gritar-lhe por atenção.
Porém… sopra um vento ainda mais decisivo;
nas urnas mede-se o rumo nacional.
É tempo de pesar o gesto colectivo:
disputam-se dois nomes bastante desiguais.
E eis chegado o momento das decisões…
A ala esquerda defende o que lhe convém,
e a da direita, cheia de argumentações,
apela ao que disse, ao que promete… e que mantém.
Após este presente, pensemos no passado
para fundamentar o próximo futuro.
Somos um povo que vive ameaçado
por um novo tempo, sem dúvida, não seguro.

Data da criação deste conteúdo: 2025-02-08
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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ENTRE O ALERTA E O ABUSO

Este meu manifesto de hoje representa a grande preocupação que me causam certas publicações na internet — e não só — a maioria das quais tem como fundamento fins de teor materialista, sejam eles sôbre religião, saúde, desporto, etc.
Interpreto tais publicações como acções tomadas no sentido de atingir determinados fins, sem que os seus autores considerem os prejuízos que podem causar a quem não dispõe de bases culturais suficientes para compreender o mal que lhes pode advir.
Lamento não haver uma lei que proíba, terminantemente, o abuso — aparentemente livre — da edição de vídeos sôbre os perigos a que cada pessoa estará sujeita se, a partir de certos sintomas, consumir determinados alimentos ou cometer determinados erros de comportamento.
Este abuso estende-se a diversos outros “conselhos”, muito provavelmente sem que os seus autores sejam obrigados a apresentar, perante uma autoridade designada para o efeito, qualquer certificado comprovativo das bases em que fundamentam a veracidade do que sugerem ou aconselham, deixando desprotegidos aqueles que, por fragilidade, desconhecimento ou confiança excessiva, acabam por seguir orientações que podem comprometer o seu bem-estar.

Data da criação deste conteúdo: 2026-01-29
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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QUANDO O FRIO CANSA A ALMA

Almejo a primavera com íntima urgência.
Estamos fartos do frio, da áspera insistência
do vento e da humidade em dura permanência.
Ferem este país sem dó nem complacência.
Sonhamos ver os campos em flor rendidos,
mantos de cor, de beleza, de sentidos,
promessas que nos deixam comovidos
e devedores do tempo que nos foi subtraído.
As estações mudam — sempre mudaram — sabemos,
mas nunca como agora o peso que trazemos:
um inverno longo demais para quem já treme
e sente a alma cansada de tanto que ela teme.
Que venha o sol romper esta tristeza fria,
aquecer a Terra, a gente, a poesia.
Não era este o tempo que o povo queria:
tem saudades do bom tempo e vive de nostalgia.

Data da criação deste conteúdo:2026-01-22
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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O SABICHÃO ELEITOR

O Sabichão é reconhecido em cada canto
do nosso belo país, pelo que faz e pelo que diz.
Reconhecido à distância, onde quer que esteja,
tem saber para todos e ainda lhe sobeja.
Está imbuído de um saber com matriz.
Ele não receia o dia das votações,
para a eleição, seja do que ou de quem fôr.
De ventre para fora e peito para dentro…
votará à esquerda ou à direita ou até ao centro.
É uma questão de escolha “do seu maior”.
O sabichão não sabe — e, se souber, não teme —
a força de uma máquina de grande envergadura,
que está atenta a tudo o que se passa
em cada canto do universo que ele abraça.
Pairam por todo o mundo defensores da ditadura.
Perante o poder do eterno dominador,
conhecedor das muitas vantagens
que lhes trazem o uso de chantagens
exercidas com intervenções do exterior…
Há que estar atento a margens e percentagens!
O que poderão os cidadãos mais comuns,
na sua maioria incultos e desprevenidos,
sem adequado saber na altura de votação?
Impõe-se cultivar o estatuto do sabichão senão…
Sofreremos por abstenções e por votos falidos.

Data da criação deste conteúdo: 2026-01-17
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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ENTRE O VERO E O VENTO

Sou um ser sedento de passos leves, suaves.
Repudio viver em constante sobressalto.
Aprecio o sol, o luar e as aves,
tributos reais que venero e exalto.
Sou mulher com norte! Não aceito ameaças.
Repudio horizontes com princípios vis,
que não respeitem crenças, nem tampouco raças,
ou atitudes comandadas, sem raiz.
Sigo a direcção criada num projecto,
gerador da diferença entre o vero e o vento.
Repudio o que fôr vil e abjecto,
ou comprometa o meu livre pensamento.
O vento sopra tão forte que estremeço.
Serão claros sintomas de mudança,
ou um sinal-objecto de arremeço,
que o Universo, em luta, à Terra lança?

Data da criação deste conteúdo: 2026-01-11
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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SEM PRESSA

A Propósito da Pressa
que Alberto Caeiro não Tinha
................
A pressa desafia o tempo,
numa correria louca.
Quer voltar ao tempo atrás.
Mas quando algum contratempo
faz a vontade ser pouca...
sabem o que a pressa faz?
Tira-nos de onde houvéramos
de viver, sem pressa ter
e deixa-nos onde antes, éramos,
ficando sem estar, nem ser.
É que o tempo... que pode e manda,
tanto anda... como desanda!

Data da criação deste poema: 2025-11-25
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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FARSA DA MULHER SOLAR

Hoje quero interpretar o papel de actriz,
ser Sol — esse enigma que me intriga.
Pretendo sentir os pôdres de raiz
que em muitos momentos promovem a briga.
Travestida de sol, viajarei pela Terra
para fingir uma missão: dar luz.
Mas tal como uma mãe, quando erra,
carregarei às costas uma pesada cruz.
Actuarei à margem de qualquer certeza,
porque direccionada pelo Universo.
Tenho a desastrosa missão-empresa,
de viajar num mundo muito controverso.
……………………………………………………………
FARSA DA MULHER SOLAR
Sou o sol amado mas pouco ou nada posso
contra a natureza do Homem prevertido.
Em cada canto da Terra há alvoroço
causado por interesses sem sentido.
Forças nefastas proliferam neste mundo
onde a ganância do Homem mal formado
gere ambições de cariz muito fecundo
que podem conduzir a um fim indesejado.
Discute-se a paz, explora-se a guerra.
Implora-se saúde, fomenta-se a doença.
A humanidade já não fala, berra…
Quanto mais reune, mais o caos adensa.

Data da criação deste conteúdo: 2026-01-07
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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MOMENTO DA DESPEDIDA

Está partindo mais um ano em cada vida,
sem acenar adeus na hora da partida.
Não se lamenta, não grita, nem reclama.
Aceita sempre o seu fim sem qualquer drama.
Oh! Como eu gostaria tanto de ser forte
para combater a irreversível morte.
Vivemos até que o Universo decida
quando é chegado o momento da despedida.
O homem, ao nascer, vem com “pena” suspensa,
independente de sorte ou até de crença.
Vai vivendo segundo a sua condição.
Ou reina bem, não fomentando a guerra,
ou o Real Universo porá um fim à Terra...
e tudo acabará em brutal escuridão.

Data da criação deste conteúdo: 2025-12-31
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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MINHA ALMA CHORA

Que a minha prece ao Universo voe,
perpetuando a minha gratidão.
Que ecoe um hino à vida tão bela,
quanto sofrida… por tanta corrupção.
Eu não sou ninguém quando, no fundo,
comparada com o que se passa agora
pelo mundo, me lamento. Minha alma
sofre pelos que perderam cada aurora...
Penso nas crianças que estão morrendo
e em todos os seres que estão sofrendo
por causas que cheiram a morte e ganância.
Haverá algo com maior e mais puro valor
do que tudo o que foi gerado pelo Criador,
isento de maldade ou de violência?

Data da criação deste conteúdo: 2026-01-06
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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NO LIMIAR DO CATRAPUM

Do nascer ao pôr do sol,
cada um dá o que tem
de um vasto e intrigante rol.
O pródigo em imaginação
expõe o seu estado de alma
num acto de criação.
Outro, que não tem estado,
aldraba uma situação
para não ficar calado.
Ainda alguém, com muita fome
de gerar protagonismo,
dá tudo o que não consome.
Depois, há o que fomenta
longas horas de atenção;
se não consegue… inventa!
E entramos naquela esfera
onde vale tudo, menos tirar olhos,
porque a insurreição, agora, impera.
Pudera! O Estado, prevaricador,
precisa desta cambada,
porque actua no mesmo sensor.
Do seu poleiro, cada um
espalhou desordem e confusão.
Mais um avanço… e catrapum!
Gerou-se o caos pela prepotência.
Atingiu-se o auge do admissível.
Carecemos de “murros” com excelência.

Data da criação deste conteúdo: 2026-01-02
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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ENTRE O FIM E O RECOMEÇO

Transmito a todas as amigas, amigos e Familiares distantes a minha mais profunda
gratidão pelos votos de Boas Festas que, tão gentilmente, me enviaram.
Desejo a todos um Feliz ANO Novo!!! Que venha por bem.
________//________//________
Encurta-se a distância que me conduz ao fim
de mais um ano, sem saber bem de mim.
Busquei-me em vão no meio da confusão.
Absorvida pela vida, perdi-me pelo espaço
entre pouco de nada e tanto de escasso.
Foram tempos de tormenta e de muita desilusão.
Estou pronta a enfrentar mais um recomeço.
Quiçá o universo entenda que o mereço.
Imponho-me o dever de estar agradecida.
Gostava de abraçar com fé, com muito amor,
cada ser que sofre por tanto desamor.
A paz no mundo está comprometida.

Data da criação deste conteúdo: 2025-12-27
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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DEPOIS DO SILÊNCIO

Quero imaginar-te, serenamente, no etéreo espaço onde teu corpo jaz. Permanece, meu amor, na minha mente a ideia de que tu estarás em paz. Partiste deste mundo em turbulência, onde ninguém se entende ou está seguro. Urge que tenhamos a consciência do que possamos fazer pelo futuro. Quando na minha vida tu surgiste, mudou-se o meu programa de existência, marcado por princípios de prudência. A promessa que te fiz - porque pediste - manter-se-á de pé, enquanto viva. Do seu processamento estou cativa. Ao fio desse dever me sei cativa.

Data da criação deste conteúdo: 2025-12-20
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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MEMÓRIAS EM SILÊNCIO VIVO

Quando decidi abrir uma página pessoal, fi-lo movida pela vontade de partilhar o que escrevo sobre diversos temas, excluindo, porém, desgastantes discussões de natureza partidária. Estou completamente afastada desse campo e, se por acaso fizer algum comentário sobre certas “escandaleiras”, infelizmente tão frequentes hoje, esse comentário jamais será colocado na página seja de quem fôr. Permanecerá apenas neste meu espaço, tal como acontece, também, com a minha página no Facebook.
Reitero, naturalmente, o respeito que me merecem as opções partidárias de cada um. Espero que compreendam esta minha decisão. A experiência que vivi ao longo de tantos anos, com um certo número de presidentes da República, gerou em mim um cansaço inquestionável. Dessa vivência ficou a sensação de um país esgotado em promessas e carente de um certo número de pessoas de bom senso, no governo. Prefiro, portanto, que não compartilhem comigo as vossas publicações neste campo, as quais poderiam vir a transformrar-se em algo bem diferente do projecto que sempre tive em mente assumir.

Data a criação deste conteúdo: 2025-12-12
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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A POESIA E OS POETAS

Poesia, alimento da alma,
e um bom refúgio do coração
de um poeta, em inspiração.
Aceita, com muitíssima calma,
o mais particular sentimento
que ele tenha num dado momento.
Expõe aberta e publicamente
o que lhe conta o seu poeta,
de forma livre, mas muito concreta.
Não sente algum constrangimento:
faz um papel hoje já lendário
neste tão particular cenário.
Posso prever esta realidade:
os poemas que passaram de mão em mão
e de alma em alma, com devoção,
direi, sem qualquer ambiguidade,
que serão sempre bem-sucedidos;
os outros… eternamente esquecidos.

Data da criação deste conteúdo: 2025-12-11
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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À PRIMEIRA… BASTA!

Defendo que devíamos ponderar seriamente
sobre o que poderá levar certos seres humanos,
– considerados de mente sã e de corpo são –,
a praticar tantos actos cruéis e desumanos.
Escolho como palavra de ordem: a violência,
que transforma o precioso amor em ódio
e o natural desejo em forte rejeição.
Há que pôr lhe fim logo ao primeiro episódio.
Quem fôr violento deverá ser condenado,
com pena eficaz, com base na justiça
imparcial, credível e jamais adulterada,
onde a aplicação da lei não seja omissa.
Actuações globais, de modo organizado,
deveriam acompanhar um plano assaz geral,
aplicável em várias vertentes importantes.
Talvez assim acabasse a violência em Portugal.

Data da criação deste conteúdo:1925-12-10
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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ENQUANTO VIVA

Que o meu amor por ti não seja breve.
Quero senti-lo vivo enquanto viva.
Porque, de encantamento, sou cativa…
que ao grau de eternidade ele se eleve.
Entraste no meu mundo por acaso,
quando de mudança era carente.
Olhei-te indiferente e, por prudente,
dei-me, por precaução, um certo prazo.
Não fora essa atracção inesperada
a galgar o meu limite a ter em conta,
e tudo mudaria. Não estava pronta:
impus-me ser prudente e reservada.
O tempo foi, porém, célere na espera.
Correu a meu favor sem que eu sentisse
e, antes que, prudente, eu o gerisse,
tomou meu coração… que hoje o venera.
Que, viva, possa ter recordação
de memórias que me deixaste na partida:
serão, da minha alma, a despedida.
O teu amor por mim não foi em vão.

Data da criação deste conteúdo: 2025-12-09
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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A PAZ QUE EM MIM PROCURO

Há tão poucos instantes em que sossego a mente
e a deixo respirar sem medo do que sente…
que, se soltasse as asas, iria extravasar.
O meu pensamento levanta tempestades,
corre por caminhos plenos de vontades
à procura de um chão difícil de encontrar.
E, para não cair nos abismos que me chamam,
onde sombras negras tentam o que reclamam,
esforço-me a domar o medo mais obscuro.
Escrever torna-se então o meu refúgio ideal:
nele recolho forças, num reencontro vital
e mantenho viva a paz que em mim procuro.

Data da criação deste conteúdo: 2025-12-06
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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A CAMINHO DA LUZ

Queria partir com o sol quando se põe no além;
seguir-lhe o passo lento, acolher-lhe a magia.
Fugir da noite incerta e do seu turvo vaivém,
na esperança de alongar-me a vida em cada dia.
Rejeito a luz da lua, expoente de alternância;
perturba a minha mente — tão triste, tão soturna.
Venero a luz do sol: mantém-me em vigilância,
e faz de mim mudança, enquanto taciturna.
Queria poder escrever, sentir inspiração,
e encontrar um rumo para viver sem mim.
Eu sei… não sou eterna, mas não aceito o fim.
É tempo de reflectir e de pedir perdão
por todo o embaraço que possa ter causado
a quem nunca aceitou eu tanto haver mudado.

Data da criação deste conteúdo: 2025-12-05
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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MARCAS DO INVISÍVEL

Conhecer o mistério que envolve a raiz
de um ser acabado de nascer
não é tão fácil quanto intuis.
É algo inexequível de executar,
porque, no interior da alma de cada ser,
não se pode, obviamente, penetrar.
Assim como há crenças que não recomendo,
a alma humana tem certas reacções
e comportamentos que não entendo.
São fruto de traumas e contrariedades
ou o resultado de muitas provações,
dramas pesados ou adversidades?
Entretanto, vem a adolescência,
durante a qual os deslumbramentos
toldam a realidade e a prudência.
Tudo são rosas, paixão e positivismo.
Reina um dúbio par de consentimentos
e cai-se num excesso de altruismo.
E eis que surge uma traição inesperada
naquele cenário de luz resplandecente
que se transforma em sombra viciada.
Marcas antigas despontam do Universo,
transformando a felicidade permanente
num sentimento de carácter bem diverso.
E a menina que nasceu sob mistério
expõe a sua raiz — agora vulnerável —
por vil traição de um caso de adultério.
Nascemos com cicatrizes profundas,
herdadas de um dador inquestionável,
livre de culpas, mas que resultam imundas.

Data da criação deste conteúdo: 2025-12-01
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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TENDENCIOSOS FRENTE-A-FRENTE

Quando um frente a frente é importante
e merecedor de muita atenção,
deveria sofrer, doravante,
uma particular proibição:
O jornalista que fosse designado
para fazer perguntas, com um fim em vista,
deveria manter-se muito bem calado,
mesmo que desagrado, pela resposta, exista.
Só deveria poder fazer perguntas
e nunca contestar quaisquer respostas;
caso contrário, não será um frente a frente.
Perante mil questões em série, adjuntas,
estaremos perante tendências contrapostas,
quiçá com outro fim adjacente.

Data da criação deste conteúdo: 2025-11-25
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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ENTRE A FOME E A CULTURA

Entre a fome por carência de alimento
e o vazio por carência de cultura,
há um grande mar de convencimento
sobre como providenciar a sua cura.
No primeiro caso impõe-se haver riqueza,
pelo somatório de valores que arrasta;
No segundo, me interrogo - sem certeza -
somente quanto baste… ou vasta?
A ausência de dinheiro para comer
gera doenças e até mesmo a morte.
Cabe, portanto, ao Estado prometer,
dar a todo o pobre algum suporte.
Quanto à cultura, o Estado deverá
abrir-lhe as portas, sem limitação.
Ela é o que, na vida, produzirá
o progresso e a felicidade da Nação.

Data da criação deste conteúdo: 2025-11-25
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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QUANDO UM ESTILO SE TRANSFORMA EM EPIDEMIA

Que ninguém se sinta ofendido com o desabafo que trago hoje. Há modas que não são modas: são autênticas epidemias estéticas que me desgastam a paciência e me fazem duvidar da imaginação humana. Parece que basta algo ficar “tendência” para se desligarem cérebros e ligarem o modo “imitar até cair”.
Falo, concretamente, de duas pragas contemporâneas: certos penteados e certos bailados televisivos.
A primeira praga é o penteado da risca ao meio, aquele em que os cabelos são esticados com tal violência que, se a moda continuar, qualquer dia vemos testas a ir da sobrancelha ao pescoço. Fortemente colados ao couro cabeludo, lá seguem eles — favoreça ou não, pouco importa; a ordem é obedecer à moda.
A segunda praga habita os palcos dos cantores pimba: uma coreografia sempre igual, sempre abanada, sempre no mesmo registo… duas ou três bailarinas a fazer exactamente o mesmo, dia após dia, programa após programa. Chega a ser quase hipnótico, não fosse tão pobre, tão repetitivo e tão profundamente enjoativo.
E pior: quando se tropeça em certos canais que insistem em injectar estes programas repetidos até à náusea, os telespectadores ficam com duas opções — desistir… ou aceitar o risco de ficarem meio chonés.
Antigamente via pouca televisão por falta de tempo; agora vejo ainda menos, mas por sanidade mental. Descobri um antídoto infalível: escolher apenas canais que não me dêem cabo do sistema nervoso. Chamo-lhes “OPÇÕES” — e digo-vos que, para quem não aprecia epidemias estilísticas, é a cura perfeita.

Data da criação deste conteúdo: 2025-11-19
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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MEU RIO EM MARÉ BAIXA

Olho o meu futuro tranquilamente,
perspectivando um rio em maré baixa.
Flui, sem nostalgia, em minha mente
o que, em certa idade, bem se encaixa.
Não sofro de saudades do passado.
Ultrapassei há muito alguns enganos.
Devia, para meu bem, ter ponderado
os actos geradores de certos danos.
Olho o meu futuro e sinto a paz
daquilo que de bom então vivi,
redimindo todo o mal, que já esqueci.
Eu sei que a minha força, hoje fugaz,
pode trair o meu programa do futuro,
incerto, oscilante e inseguro.

Data da criação deste conteúdo: 2025-11-12
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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CORRENTES OCULTAS

Ouço o rumor de águas deslizando
num leito sinuoso. Sem pressão,
mas apressado, vai avançando
em direcção a um mar em convulsão.
As águas, barrentas pelo desgaste
causado pela força da erosão,
sinalizam que se faça quanto baste
de algo… que lhes sirva de travão.
Que bem se compreenda tal função.
Há rios onde jazem mil factores
que geram caos e deterioração
nas águas comandadas por traidores.
Impõe-se pôr um termo a tanto mal.
Que surja o homem certo, sem receios
de criar um novo Estado em Portugal.
De rios envenenados… estamos cheios.

Data da criação deste conteúdo: 2025-11-17
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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DIAS DA BONDADE

Devem ser genuínos e sem outra intenção
que não seja a da sua aplicação
em importantes vertentes,
ajudando seres carentes.
Actuar sem nada esperar,
além de bondade exercitar.
Estes gestos devem ser generosos,
sejam os carentes ricos, pobres ou idosos.

Data da criação deste conteùdo: 2025-11-13
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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O PESO LEVE DO PASSADO

Reflexões sobre os erros cometidos
não devem perturbar a nossa mente.
Cumpre-nos aceitar, desinibidos,
o que seremos nós, actualmente.
Dum longo passado — que já não conta,
ficou apenas uma sã sabedoria,
que não deve causar fútil afronta
ou mesmo qualquer leve nostalgia.

Data da criação deste conteúdo: 2025-11-10
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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CONFLITO DE COEXISTÊNCIAS

Olhai a chuva que cai durante uma tempestade.
Olhai os lírios dos campos, cercados de pirilampos.
Desfrutai da luz do sol, enquanto canta o rouxinol.
São frutos da linda Natureza, em toda a sua beleza.
Escutai o som dos trovões, ou o ruído dos canhões,
factos deste nosso mundo, tão fecundo
pela coexistência brutal entre o bem e tanto mal.
Somos todos viajantes temporários nestes cenários.
Meros humanos, vítimas de muitos enganos,
alguns, vultos disfarçados, como que ocultos
por um véu de incastidade, sem pureza e sem verdade,
- quiçá traídos pela ignorância durante a sua infância.
Façamos um cerco à vida, quando desprovida
de justiça perante o crime que nos oprime.
Abracemos o belo e tudo o que existe em paralelo
com a prática do bem – eis o que ao Universo convém!

Data da criação deste conteúdo: 2025-11-084
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
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SÓ… NA TUA COMPANHIA

Uma vontade lenta surgiu na minha vida,
sem pedir licença, sem qualquer ambição,
mas com algum sentido.
Era a voz da minha alma cansada, traída
na sua busca de algo mais, onde o não
se afirmava decidido.
A minha voz não fazia eco no universo;
era apagada pela força da confusão
que pairava neste mundo.
Lentamente, fui sobrevivendo ao avesso
do meu desejo de paz e de acção,
que não confundo.
E foi quando optei pela tua companhia,
pela solidão e pela tua ligação
à pessoa de mim…
Mas isso não anulou a minha empatia
pelo ser bom. E pus um fim à exaustão
a que sobrevim.

Data da criação deste conteúdo: 2025-11-07
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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IMPÉRIO DA MISANDRIA

Ó mar, acalma-te, amansa;
essa raiva que tu geras
contra um todo desregrado
seca a alma, enerva, cansa.
Não agites mais as feras
deste mundo atormentado.
Gentalha amante da guerra,
onde impera a misandria,
e o desamor pela vida
pode acabar com a Terra
e enveredar pela via
de uma paz comprometida.

Data da criação deste conteúdo: 2025-11-04
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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MEMÓRIAS COM LUZ

Deixaste-me, em herança, um Amor eterno.
Repousa, reflectida na minha memória,
a tua imagem serena, tranquila, calma.
Comigo jaz um sentimento eterno.
Da nossa vida guardo a longa história,
que ainda hoje conforta a minha alma.

Data da criação deste conteúdo: 2025-10-27
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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DEIXE-ME SÓ DIZER O SEGUINTE…

Ex.mo Senhor Doutor André Ventura,
Hoje gostaria de transmitir-lhe o que penso de algumas das Suas afirmações que me intrigam pelo que podem significar. A forma eloquente como se expressa poderá, eventualmente, arrastar nela pontos a mais, que carecem de especificação.
Gostaria, por exemplo, de conhecer qual o tipo de liderança que V. Ex.ª desejará para a sua actuação como Presidente da República, já que foi a esse cargo que acabou por candidatar-se, em vez daquele que inicialmente pretendia, isto é, o de primeiro ministro. Por exemplo, quando cita espanha, reino Unido, etc., como países exemplares no que diz respeito a determinados sectores sobre os quais os distingue, eu desejaria que definisse melhor, para as pessoas menos cultas, qual o tipo de hegemonia aplicada a esses mesmos países: coersiva, cultural ou política.
Pela forma como se expressa, fico quase sempre com a sensação de vazio num turbilhão de campos de actuação que lhe dão a possibilidade de ficar indefinido o que carece de definição. Pretenderá V. Ex.ª usar apenas “uma manga que venha a resultar em muitas outras que essa poderá gerar” ? Com isto, poderá ser julgado como alguém que pretende estar defendido pelas afirmações que faz, actuando, eventualmente, num sentido contrário àquele que a maioria das pessoas menos cultas, julga. Não é desta forma que, pessoalmente, gostaria de continuar a ouvi-lo expressar-se. Se um país hegemónico se define pela sua posição de supremacia na sociedade… quando, concretamente, não a define, mencionando apenas o seu objectivo, a sua “meta”, poderá ser mal interpretado/a, na minha modesta opinião. Assim, seria talvez melhor que evitasse a certos entrevistadores tantas insistências, definindo melhor a sua resposta, em vez do “deixe-me só dizer o seguinte”, demasiadamente frequente. Talvez até perceba por que o faz, mas penso que o colocaria em melhor posição, se o evitasse.
Respeitosos cumprimentos.
© Maria Letra

Data da criação deste conteúdo: 2025-10-27
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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VALORES FLUTUANTES

Vergo-me perante as marcas da saudade
que não conhece as penas que sofri.
Passei a ser presença e castidade
de erros que no passado cometi.
São essas marcas que hoje me concedem
idoneidade que no tempo em mim gerei.
São memórias reais que não me impedem
de recordar vivências que ultrapassei.
Saúdo um grande mestre, de excepção.
Permitiu-me, eficazmente, separar
factores flutuantes em ablação
no centro de valores a ponderar.
Faço reflexões neste Universo grande
considerando o que sou, sem o que fui.
A água vai correndo sem que a comande…
porque o que vai com ela não dilui.

Data da criação deste conteúdo: 2025-10-26
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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ENTRE O AMOR E O MEDO

A vida tem mil revezes,
contudo, por vezes,
dissipam-se na magia
do nascer de um novo dia
cheio de fé, de esperança
e do calor da bonança.
A mente joga em paralelo
com o mal e com o belo:
se não vives com amor,
morres afogado na dor.
Falharás em pleno,
por fragilidade e por medo.

Data da criação deste conteúdo: 2025-10-25
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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PARABÉNS, MIGUEL!

Hoje é o teu Dia de Anos.
Muitos mais ainda virão…
Quais serão os teus planos
e tua grande ambição?
Ler… criar… investigar…
para mais vires a aprender.
Mas quando é que irá parar
a tua sede de saber?
Se faço a comparação
do que aprendi nesta vida,
não há equiparação.
Sou ignorante, assumida!
Estou orgulhosa de ti!
Parabéns! Felicidade!
Uma coisa eu aprendi:
De nada conta a idade.
Vai em fente, filho meu,
respeitando o Universo.
Esquece tudo o que doeu
e tudo o que foi perverso.
Terás sempre a sabedoria
de continuar, seguro,
pela estrada e pela via
do respeito pelo futuro.

Data da criação deste conteúdo: 2025-10-23
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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DIA DA ALIMENTAÇÃO

Hoje irei dedicar ao “Dia da Alimentação” um manifesto muito particular, dada a sua importância real na vida de cada um e da sociedade. Regra geral, considero que “o dia de” – seja ele do que for – alimenta interesses que nada têm a ver com o objectivo que deveria representar. Daí a minha relutância em aceitá-lo pelo que envolve.
O tipo de alimentação que cada ser humano deveria seguir dependerá de vários factores, entre eles:
a) Conhecimentos científicos – Com base na opção de cada um, cada pessoa deverá ponderar se é fiável a fonte de informação da qual adquiriu o conhecimento que possui.
b) Questão cultural – Todas as pessoas deveriam ter suficiente cultura para saber bem o que não devem comer, pormenor que determina se pretendem viver bem ou viver mal, muito embora a imunidade seja, neste caso, determinante até nos seus comportamentos.
c) Casos particulares – Existe, por exemplo, o problema das alergias, pormenor de relevante importância a dever respeitar.
d) Situação económica – Esta alínea levou-me, sobretudo, a dar especial atenção a este dia porque, considerando quem de a), b) e c) respeita – ou não – estas três alíneas, quis debruçar-me sobre as seguintes considerações:
Se uma pessoa vive sem problemas económicos e está minimamente segura de que a alínea a) lhe permite seguir os ensinamentos adquiridos, tudo bem.
Se não dá grande importância a regimes alimentares, terá de suportar as consequências do regime alimentar que escolher.
Na alínea c), diria que será de toda a conveniência uma consulta – ou mesmo três – para adquirir mais confiança na opção que considerar seu dever escolher. O que, certamente, irá tocar no problema económico que me conduziu à apreciação deste dia particularmente importante porque, mesmo considerando as três alíneas…
Se uma pessoa carecer de capacidade económica que lhe permita defender a sua saúde da melhor maneira possível, acaba por perder saúde e ganhar doença, alavancando:
- O excessivo custo de certos medicamentos.
- Perturbações de natureza física e psicológica do paciente.
- Sobrecarga económica para o Estado.
- Aumento das listas de espera no SNS.
- Redução da produtividade laboral.
- Maior absentismo no trabalho e na escola.
- Pressão acrescida sobre programas sociais e subsídios.
- Enfraquecimento da sustentabilidade económica e social a médio prazo.

Data da criação deste conteúdo: 2025-10-16
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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SEM PIEDADE!

Imbuído de maldade,
um mundo sujo, imoral,
actua na derrocada
de valores essenciais.
Opera sem piedade!
Usa só forças do mal.
Com enorme crueldade,
mata por tudo e por nada!
Nem a criança é poupada…
E, enquanto muitos mortais
pedem Pão, Paz e Amor
e um Tecto que proteja...
um grupo vil, sem pudor,
pratica o que mais almeja:
satisfazer o seu ego.
De tanto querer, viciado,
não vê nada… Virou cego!

Data da criação deste conteúdo: 2014-05-29
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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INCOERÊNCIAS DA LEI

As leis devem ser cumpridas
por todos nós, em Portugal.
Devem ser pre-concebidas,
incluindo os parágrafos,
para aplicação geral.
Há casos com contra-tempos.
Por exemplo: quando um ser
passa a ter incumprimentos
nos pagamentos mensais,
o credor não quer saber.
Se esse pobre ser, coitado,
carecer de liquidez,
sentir-se-á pressionado
por não poder liquidar
todas as contas do mês...
O seu credor, neste caso,
recorre aos juros de mora.
É-lhe concedido um prazo.
Se falharem pagamentos…
aplica-lhe a penhora.
Todo o valor em questão,
nem que seja pouca monta,
o credor, por precaução,
confisca-lhe o seu salário
enquanto não paga a conta.
Mas… se o devedor fôr ministro
ou outro VIP qualquer,
e tiver seu nome em risco,
que lese o povo em geral…
usa os truques que puder.
Terá tempo, sem precipitar-se,
de usar os anos que tem.
Pode sempre divorciar-se
passando os bens para quem
estárá pronto a “jogar” também.
Esse, nunca se arrepende,
nem com o caso se zanga,
enquanto o pobre… impotente,
sem encontrar solução,
fica doente... e de tanga!
O que tem é só pobreza.
Até se foi a mobília.
Resta-lhe a nobre certeza
cruel, humilhante e triste,
de só contar com a família.
Pode, nos anos de engonha,
o VIP vir a ser preso,
mas jamais perde a vergonha.
Orgulhoso dos seus actos,
olha o mundo com desprezo.
Pois é com pesar que digo:
há leis neste nosso país
com males na sua raiz.
Lembra um complot camuflado
entre Élites… e Estado.

Data da criação deste conteúdo: 2018-03-25
Data da sua alteração: 2025-11-24
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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HETERÓNIMOS DA MORTE

Na estrada em que caminhamos,
ora ausentes, ora conscientes
da meta com a qual fechamos
o livro da nossa Vida,
o tempo dá-nos vertentes
que podem precipitar
essa força presumida
a que uns chamarão morte,
outros alívio de penas,
outros também, pouca sorte.
Heterónimos apenas!
Não sei qual deles o pior.
O rasto... é sempre de dor...

Data da criação deste conteúdo: 2014-12-29
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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MULHER DE RESPEITO

Sinto-me, de verdade, uma mulher feliz
quando repenso em tudo de que fui capaz.
Fiz aquilo que, mal ou bem, eu quis…
mal-grado, por vezes, carecer de paz.
Longos anos sofri de impensáveis medos
não sei bem de quê, nem sei bem de quem.
Imaginava cenários com dezenas de enredos
e clamava ajuda à minha querida Mãe.
Na escola primária, a velha professora
invadia-me a vida gerando terror.
Malvada palmatória! Era ameaçadora.
Martelava-me a mente com a palavra: dor.
Fui mulher-criança, Virei poetisa.
Venerava Camões e as suas poesias,
as quais declamava de forma precisa,
sem ponto ou ajuda servindo de guias.
Sofri violência em mulher-adulta.
Para defesa minha e preservar a calma,
faço por mantê-la secretamente oculta.
Se escrever sobre ela traio a minha alma.
Percorri quilómetros, voei dias e dias,
Fiz exposições, visitei clientes…
Sobrevivi a tudo! “Um ver se te avias”
sempre com respeito pelas leis vigentes.
E eis-me chegada a Mulher de Respeito,
com as marcas antigas, mas mais indulgente.
Continuo activa, porém, de outro jeito.
Vivo mais em mim. Tornei-me prudente.

Data da criação deste conteúdo: 2025-10-08
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
O MUNDO EM CONTRADIÇÃO

Paira no mundo, de lés a lés,
uma onda viciada de opiniões.
Não cancela chavões gastos:
recicla-os em muitas versões
e, assim, fomenta a guerra
que nos aterra.
Fala-se de proveitos
num processo intrincado
e conveniente —
que se consente —
onde há pouco de bom
e excesso em demasia.
Falam os cultos,
os conhecidos sabichões —
todos adultos.
Seguros, ruidosos,
abastecidos de certezas instantâneas,
desafiam os cautelosos
porque as inspirações momentâneas
se multiplicam aos milhões.
Vultosos na forma,
ocos no conteúdo.
Vagueiam pela Terra,
calmamente alheios,
inversos e controversos,
opinando sobre tudo,
sustentando quase nada.
Cada tese desagrada.
Não querem, porventura, a guerra.
Querem, certamente, futebol;
amam arguir…
E chamam Amor
às múltiplas formas
de não sentir.

Data da criação deste conteúdo: 2026-01-09
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
O DESTINO DO MEU RIO

Sou como um rio em busca de um destino,
ou será ânsia de encontrar acolhimento?
Perante os obstáculos, me obstino
e sigo em frente, sem constrangimento.
Amo a aventura! Gera em mim audácia.
Não temo o imprevisível Universo.
Face ao perigo, activo a perspicácia
e jogo contra tudo o que é perverso.
Não sei se alcançarei o que procuro,
nem saberei, ao certo, o que é que quero,
mas vivo um bom momento, assaz sincero.
Viajo entre montanhas, com ar puro,
e sei que a minha água irá secar.
O que sempre durou… tende a acabar.

Data da criação deste conteúdo: 2025-10-04
Imagem de Zé e Zeza
ESTRADA DA MUDANÇA

Através de cenas degradantes ocorridas, sobretudo, na Assembleia da República Portuguesa, constato que temos um razoável número de políticos cuja formação moral é, francamente, reprovável. Preocupantes são, também, todas as consequências e repercussões que as mesmas geram numa elevada camada da população portuguesa, quaisquer que sejam as vertentes culturais e políticas que cada grupo possa seguir. Trata-se de um paupérrimo cenário, que deprime todas as pessoas interessadas em ver o futuro governo português “mudar de estrada”.
Pessoalmente, dada a minha idade e o que vivi no passado, acredito que se impõe o máximo cuidado na declaração de voto, ao elegermos os diferentes candidatos a cargos de grande responsabilidade no governo. Tal candidato deverá ser isento politicamente e beneficiar de provas adquiridas de sólida idoneidade e reputação, muito embora saibamos que, muitas vezes, surgem decepções inesperadas. Se as bases não forem sólidas, podem ocorrer desvios, por manifestas tentações ou por declarada ganância adquirida com o tempo. Carecemos de gente que saiba defender princípios como humanidade, justiça, realismo e isenção. Gente capaz de convencer quem, como eu, se sente incrédula e insegura.
Quanto mais tempo levarmos a mudar para uma “nova estrada”, mais tempo os nossos filhos, netos ou bisnetos terão de sofrer as respectivas consequências da péssima formação que nos foi legada por certos políticos com lugares de responsabilidade assumidos no passado e no presente.

Data da criação deste conteúdo: 30-09-2025
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.
REINO DA LOUCURA

Não me fales de amor se vives da ganância,
nem de empatia se fomentas guerra.
Vives a vida na crassa ignorância
dos reais valores de que carece a Terra.
Vive-se uma onda de real loucura
que há muito grassa no mundo… e quanto a leis
nem sempre são cumpridas, pois perdura
a dos que vivem, ainda, como reis.
Passam por cima de tudo e de todos
para forçar vitórias. Vis, implacáveis,
acabam por matar, de vários modos.
Morrem inocentes aos milhões,
em cruéis lutas insustentáveis.
Seguimos numa fila aos trambolhões.

Data da criação deste conteúdo: 27-09-2025
Texto e conceito visual: Maria Letr@
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