Maria Letra nasceu em Coimbra, a 20 de Setembro de 1938. Escreve poesia desde os 13 anos, idade em que manifestou a sua preferência por esta forma literária. Possui os cursos Comercial e Liceal, completos, tendo aperfeiçoado os seus conhecimentos das línguas Inglesa e Francesa em escolas estrangeiras. Aos 22 anos foi para Londres, onde estudou no conceituado colégio “The West London College”. Foi secretária de direcção e tradutora técnica durante 35 anos, e empresária durante 17.
Deixou Portugal para viver em Itália em 1989, por exigências de trabalho, mas três anos depois fixou residência definitiva no Reino Unido.
Lvros publicaos: “Meus Caminhos de Cristal”, em 2011, e "Meu Pequeno Grande País, em 2017.
Gostaria de saber se o saber que eu hoje tenho é um Saber de Verdade. Sinto nele muita mentira que não tem a perna curta... Mantém-se para que surta o efeito desejado? Tem um prazo calculado? Mentira, não tem idade. Não sabemos quando expira seu prazo de validade, portanto, o meu saber nunca me irá convencer. Ainda jovem, sentia que muito do que aprendia me deixava duvidosa... Toda a matéria estudada foi verdade comprovada, ou peca por mentirosa?
Em tuas ondas balanço. Minha mente em ti vagueia… Não me queixo, não me canso. Em ti busco o que escasseia num mundo de perversão. Deixa-me viver sonhando, mar de ninfas.!Tu que, outrora, eras Amor e Paixão, continuas ondulando, mas tuas águas, agora, sofrem de males que consomem… Não são limpas como então. A culpa será do Homem ou dum mundo em confusão?
A Criança... é um diamante. Ela não se usa, não se abusa, não se explora. A Criança... é um ser superior, puro... Ela é a esperança no futuro, é o amanhã e é o agora. A Criança... ...ai dos que se servirem dela! Maldito seja aquele, ou aquela, que a desrespeita. A Criança... merece ser adorada e superiormente guiada. O lírio a simboliza... Ela é perfeita!
Quero viver na esperança de que o mundo irá mudar e que aquilo que me cansa acabe por me encantar. O amor perdeu estatuto. Sinto que em muito faliu. O seu valor absoluto perdeu o norte… sumiu. Para acalmar, busco temas onde ainda exista amor. Prefiro criar poemas do que gerar desamor. Albergo na minha alma o que preciso esquecer, na esperança de que o trauma acabe por reverter.
Sinto-me vacilar entre, resignada, aceitar a crescente involução do amor, ou combater a insanidade de quem se julga o salvador da humanidade. Sinto-me enfraquecer ante um vento que emana poder ao erguer ondas de alto porte. Sem o respeito por heranças, mata a vida e pratica a morte de crianças.. Sinto-me enlouquecer com tanto mal a crescer. Velha e cansada, ajo de modo diverso. Nada poderei contra a maldade. Clamo com fé ao Universo, implorando piedade. Sinto-me incapaz de acreditar em acordos de Paz. O persuasor sob acusação tem a alma podre na raiz e a sua mente, confusa, atropela o que diz.
O sol desponta ao longe na montanna, movido por uma das leis do Universo; cumpre o seu dever que, belo e estranho, no rigor da Lei do Ritmo, é controverso.
Ao despontar sereno, em cada dia, indiferente ao tempo que o recebe, não vacila, não reclama, não desafia… mantém-se imperturbável, não retrocede.
No famoso “Caibalion” haverá exposta uma descrição cabal sôbre a matéria. Prefiro defender, como resposta, tratar-se de intercepção de força etérea.
Há que seguir em frente com os meios que a natureza superior muda nos pede. Somos meros viajantes com anseios que nem sempre a lei universal concede.
Sinto-me vacilar entre, resignada, aceitar a crescente involução do amor, ou combater a insanidade de quem se julga o salvador da humanidade.
Sinto-me enfraquecer ante um vento que emana poder ao erguer ondas de alto porte. Sem o respeito por heranças, mata a vida e pratica a morte de crianças.
Sinto-me enlouquecer com tanto mal a crescer. Velha e cansada, ajo de modo diverso. Nada poderei contra a maldade. Clamo com fé ao Universo, implorando piedade.
Sinto-me incapaz de acreditar em acordos de Paz. O persuasor sob acusação tem a alma podre na raiz e a sua mente, confusa, atropela o que diz.
Data da criação deste conteúdo: 2026-04-20 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Eu quero focar aqui, de uma forma subtil, apenas dois dos exemplos do português do Brasil. Estão fora do Novo Acordo, com o qual eu não concordo, mas não esqueçamos, contudo, tratar-se de algo “bicudo”… Eu, espectadora, serei! Espetadora… é diferente! A pessoa que outro espeta não tem juízo! É pateta. Não se confundam! Porei outra questão pertinente: os termos facto… e fato; outro exemplo caricato. O que era um caso, direi, passa a algo de vestir. Uma espectadora, observa; uma espetadora… enerva! Um facto em que reflectir, passa a ser fato a despir. A mesma língua… e, afinal, no Brasil e em Portugal, há grafias diferentes? Isto foi só um aparte, porque, quanto ao novo acordo… esteja eu onde estiver, escreverei como eu quiser.
Data da criação deste conteúdo: 2015-05-21 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sou ave inquieta em ninho de penas; vagueio à margem de vultos em dor; não temo a maldade das almas pequenas, nem cedo aos corvos em noites de horror.
Com asas me busco — dispersa de mim. Debico o vazio onde impera carência. O mal que me cansa não se chama fome, não mata nem morre, mas rói na cadência.
Resgato fragmentos do que me faz falta. É pouco — não chega, não basta sequer. Urge solução para tanto querer.
Meu voo vacila, a mente ressalta, o tempo desfaz-se perante a impotência. Minha inquietude não tem resistência
Data da criação deste cobteúdo: 2026-03-28 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Uma parte dos meus poemas tem origem no silêncio interior; noutra, porém, brota da necessidade de olhar o mundo de frente. A poesia, em grande parte, nasce precisamente desse encontro entre consciência e palavra.
Na grande maioria dos meus versos, a observação da realidade transforma-se em reflexão poética e percorre temas como a condição humana, a inquietação social, a fragilidade das certezas e os jogos de poder que tantas vezes marcam o destino colectivo. Acontece isso com uma escrita que procuro seja clara, ritmada e directa, onde a musicalidade que procuro esteja presente nas minhas palavras e conviva com uma certa dose de ironia, sempre que possível subtil, por vezes incisiva, mas sempre muito minha.
A poesia presente no que escrevo não procura esconder-se em labirintos de obscuridade. Busco antes abrir espaço à interrogação e ao pensamento, convidando o leitor a reconhecer nos meus versos algo da minha forma muito particular de olhar sobre o mundo.
Entre denúncia e contemplação, entre inquietação e esperança, nos meus poemas procuro recordar que a palavra poética continua a ser um lugar onde a consciência humana se interroga e se revela.
Data da criação deste conteúdo: 2026-03-28 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando o voo dos hoazins perturba a tua vida, rodopiando nos céus, em jeito de inconstância, esvoaçam andorinhas, em dança desmedida, sob ventos que assobiam sinais de intolerância.
Escuta o grasnar da gaivota enlouquecida, anunciando tempos de luta e de mudança. É tempo de enfrentar a sombra endurecida e combater, com firmeza, o espectro da ganância.
Para além do que vês, há jogos e traições urdidos no silêncio de ocultos bastidores. Impõe-se discernir caminhos e direcções por onde se infiltram velhos semeadores.
Águas limpas deslizam pelas montanhas, lavando impurezas que o tempo não disfarça. Mesmo as aves mais turvas, sujas e estranhas, não vencem a verdade quando a alma esparsa.
Regressarão as flores com a Primavera, e o ar renovado há-de trazer bonança. Depois do vendaval, a vida persevera: há sempre um recomeço onde habita a esperança.
Data da criação deste conteúdo: 2026-03-20 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Misturam-se ganâncias repletas de manigâncias entre algumas nações. São diversas as pretensões. O povo mais obtuso sente-se muito confuso e poucos perceberão bem quem é que comanda quem.
Lunáticos poderosos, maus e ambiciosos, jogam planos e acções que congregam mil facções. As mortes que movem, por certo, não os comovem; …pretendem, com o seu poder, maior riqueza obter.
E a população grita, faz apelos. Está aflita! Cada um teme o pior. Uns oram, outros imploram. Ninguém percebe ao certo o que jaz encoberto. …não vá o inimigo descobrir e o projecto ruir.
Quem entre essa gentalha vil e canalha ousa abdicar das suas acções ou pretensões em prol da paz na sua nação e da multidão? Dir-se-á, sem poupar um desdém: Ninguém!
Data da criação deste conteúdo: 2026-03-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Como já referi, sou contra os dias seja do que fôr. Hoje, porém, sinto-me no dever de referir este dia específico, dedicado à Mulher. Talvez que, se o fizessemos mais vezes, acabasse o ultraje de haver tantos monstros a usarem-na sem qualquer tipo de respeito.
Mulher … Você não é uma mulher apenas, Você é graça, é arte, é beleza. É o branco alvo de lindas açucenas, é o melhor fruto que deu a Natureza. Mulher … Você nasceu com a grande missão de dar vidas à vida, parindo na dor, amando com garra, criando emoção, e dando lições de força e de amor. Mulher … Você espalha luz em noites escuras, em almas sofridas, carentes de beijos, sem pena de si, passando-lhe agruras, saciando corpos, matando desejos. Mulher … Você abre estradas e remove escombros, distribui coragem, com ar de menina, carregando a vida em cima dos ombros. Mulher … Você é Divina
Data da criação deste conteúdo: 2011-05-08 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
La perfezione non esiste, ma resta la mia meta; non so bene in che consiste questo sentirmi incompleta. Mi sta mancando qualcosa per sentirmi più perfetta; questo mio IO “da finire” ha un cuore che si dà a un mondo che non aspetta. Ma il mio modo di agire nasconde molto al di là di ciò che appare all’esterno. C’è dentro me qualcosa che non quadra e che mi stanca; non saprei come spiegare… Ad esempio sento spesso dei cambi d’atteggiamento che mi fanno preoccupare e talvolta anche tremare. Ci sono certi incidenti che affronto serenamente, ma ci sono altri momenti in cui cambio… stranamente. Un giorno sono ottimista, l’altro giorno non so bene; nel frattempo provo ad essere la miscela che conviene. Sono un enigma, purtroppo, agli occhi di chi mi vede; vedono e concludono dicendo: «Questa qui non è completa! Avrà una vite in meno o viene da un altro pianeta.
Data da criação deste conteúdo: 2026-03-02 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Abraço os sonhos que tenho, indiferente aos sinais que me recordam a idade. Vivo meu dia após dia com enorme felicidade, pois ninguém se atreveria a travar o que é demais. Vou até onde eu puder, sem pressa ou agitação. Ninguém corre atrás de mim. Sou livre e sem compromissos... seguirei vivendo assim! Meus quereres insubmissos? Combato-os, por precaução.
Data da criação deste conteúdo: 2016-11-01 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
No Choupal nos encontrámos para alfarroba colher. Não sei o que é que apanhámos. Não saberei descrever. Alfarroba não seria… porque a bolsa... veio vazia.
Data da criação deste conteúdo: 2013-07-03 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando o voo dos hoazins te perturbar a vida, rodopiando nos céus, em jeito de inconstância, escuta o grasnar da gaivota enlouquecida. É tempo de combater o espectro da ganância.
Para além do que vês, há um mundo de traições planeadas por detrás de secretos bastidores. Impõe-se analisar com cura as direcções por onde seguirão esses velhos traidores.
Águas limpas deslizam pelas montanhas, limpando as impurezas que os hoazins lançam. São aves muito sujas e muito estranhas.
Não temas o inimigo. É fraco e inseguro. Joga com as tuas armas, que honra alcançam. Aposta e acredita num pacífico futuro.
Data da criação deste conteúdo: 2026-02-12 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Este caos que em portugal e espanha se instalou, gerou devastação geral, muito profunda: perda de vidas, de bens e do que ocasionou a má governação por tanta actuação imunda.
O nome “Marta”, paira na mente de quem, generosamente trocou o seu ócio por acção, e dá-se de alma e coração a alguém que ela sente estar a gritar-lhe por atenção.
Porém… sopra um vento ainda mais decisivo; nas urnas mede-se o rumo nacional. É tempo de pesar o gesto colectivo: disputam-se dois nomes bastante desiguais.
E eis chegado o momento das decisões… A ala esquerda defende o que lhe convém, e a da direita, cheia de argumentações, apela ao que disse, ao que promete… e que mantém.
Após este presente, pensemos no passado para fundamentar o próximo futuro. Somos um povo que vive ameaçado por um novo tempo, sem dúvida, não seguro.
Data da criação deste conteúdo: 2025-02-08 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Almejo a primavera com íntima urgência. Estamos fartos do frio, da áspera insistência do vento e da humidade em dura permanência. Ferem este país sem dó nem complacência.
Sonhamos ver os campos em flor rendidos, mantos de cor, de beleza, de sentidos, promessas que nos deixam comovidos e devedores do tempo que nos foi subtraído.
As estações mudam — sempre mudaram — sabemos, mas nunca como agora o peso que trazemos: um inverno longo demais para quem já treme e sente a alma cansada de tanto que ela teme.
Que venha o sol romper esta tristeza fria, aquecer a Terra, a gente, a poesia. Não era este o tempo que o povo queria: tem saudades do bom tempo e vive de nostalgia.
Data da criação deste conteúdo:2026-01-22 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
O Sabichão é reconhecido em cada canto do nosso belo país, pelo que faz e pelo que diz. Reconhecido à distância, onde quer que esteja, tem saber para todos e ainda lhe sobeja.
Está imbuído de um saber com matriz.
Ele não receia o dia das votações, para a eleição, seja do que ou de quem fôr. De ventre para fora e peito para dentro… votará à esquerda ou à direita ou até ao centro.
É uma questão de escolha “do seu maior”.
O sabichão não sabe — e, se souber, não teme — a força de uma máquina de grande envergadura, que está atenta a tudo o que se passa em cada canto do universo que ele abraça.
Pairam por todo o mundo defensores da ditadura.
Perante o poder do eterno dominador, conhecedor das muitas vantagens que lhes trazem o uso de chantagens exercidas com intervenções do exterior…
Há que estar atento a margens e percentagens!
O que poderão os cidadãos mais comuns, na sua maioria incultos e desprevenidos, sem adequado saber na altura de votação? Impõe-se cultivar o estatuto do sabichão senão…
Sofreremos por abstenções e por votos falidos.
Data da criação deste conteúdo: 2026-01-17 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sou um ser sedento de passos leves, suaves. Repudio viver em constante sobressalto. Aprecio o sol, o luar e as aves, tributos reais que venero e exalto.
Sou mulher com norte! Não aceito ameaças. Repudio horizontes com princípios vis, que não respeitem crenças, nem tampouco raças, ou atitudes comandadas, sem raiz.
Sigo a direcção criada num projecto, gerador da diferença entre o vero e o vento. Repudio o que fôr vil e abjecto, ou comprometa o meu livre pensamento.
O vento sopra tão forte que estremeço. Serão claros sintomas de mudança, ou um sinal-objecto de arremeço, que o Universo, em luta, à Terra lança?
Data da criação deste conteúdo: 2026-01-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
A Propósito da Pressa que Alberto Caeiro não Tinha ................
A pressa desafia o tempo, numa correria louca. Quer voltar ao tempo atrás. Mas quando algum contratempo faz a vontade ser pouca... sabem o que a pressa faz? Tira-nos de onde houvéramos de viver, sem pressa ter e deixa-nos onde antes, éramos, ficando sem estar, nem ser. É que o tempo... que pode e manda, tanto anda... como desanda!
Data da criação deste poema: 2025-11-25 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Sou o sol amado mas pouco ou nada posso contra a natureza do Homem prevertido. Em cada canto da Terra há alvoroço causado por interesses sem sentido.
Forças nefastas proliferam neste mundo onde a ganância do Homem mal formado gere ambições de cariz muito fecundo que podem conduzir a um fim indesejado.
Discute-se a paz, explora-se a guerra. Implora-se saúde, fomenta-se a doença. A humanidade já não fala, berra… Quanto mais reune, mais o caos adensa.
Data da criação deste conteúdo: 2026-01-07 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Está partindo mais um ano em cada vida, sem acenar adeus na hora da partida. Não se lamenta, não grita, nem reclama. Aceita sempre o seu fim sem qualquer drama.
Oh! Como eu gostaria tanto de ser forte para combater a irreversível morte. Vivemos até que o Universo decida quando é chegado o momento da despedida.
O homem, ao nascer, vem com “pena” suspensa, independente de sorte ou até de crença. Vai vivendo segundo a sua condição.
Ou reina bem, não fomentando a guerra, ou o Real Universo porá um fim à Terra... e tudo acabará em brutal escuridão.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-31 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Transmito a todas as amigas, amigos e Familiares distantes a minha mais profunda gratidão pelos votos de Boas Festas que, tão gentilmente, me enviaram. Desejo a todos um Feliz ANO Novo!!! Que venha por bem.
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Encurta-se a distância que me conduz ao fim de mais um ano, sem saber bem de mim. Busquei-me em vão no meio da confusão.
Absorvida pela vida, perdi-me pelo espaço entre pouco de nada e tanto de escasso. Foram tempos de tormenta e de muita desilusão.
Estou pronta a enfrentar mais um recomeço. Quiçá o universo entenda que o mereço. Imponho-me o dever de estar agradecida.
Gostava de abraçar com fé, com muito amor, cada ser que sofre por tanto desamor. A paz no mundo está comprometida.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-27 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quero imaginar-te, serenamente,
no etéreo espaço onde teu corpo jaz.
Permanece, meu amor, na minha mente
a ideia de que tu estarás em paz.
Partiste deste mundo em turbulência,
onde ninguém se entende ou está seguro.
Urge que tenhamos a consciência
do que possamos fazer pelo futuro.
Quando na minha vida tu surgiste,
mudou-se o meu programa de existência,
marcado por princípios de prudência.
A promessa que te fiz - porque pediste -
manter-se-á de pé, enquanto viva.
Do seu processamento estou cativa.
Ao fio desse dever me sei cativa.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-20 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Poesia, alimento da alma, e um bom refúgio do coração de um poeta, em inspiração. Aceita, com muitíssima calma, o mais particular sentimento que ele tenha num dado momento.
Expõe aberta e publicamente o que lhe conta o seu poeta, de forma livre, mas muito concreta. Não sente algum constrangimento: faz um papel hoje já lendário neste tão particular cenário.
Posso prever esta realidade: os poemas que passaram de mão em mão e de alma em alma, com devoção, direi, sem qualquer ambiguidade, que serão sempre bem-sucedidos; os outros… eternamente esquecidos.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-11 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Defendo que devíamos ponderar seriamente sobre o que poderá levar certos seres humanos, – considerados de mente sã e de corpo são –, a praticar tantos actos cruéis e desumanos.
Escolho como palavra de ordem: a violência, que transforma o precioso amor em ódio e o natural desejo em forte rejeição. Há que pôr lhe fim logo ao primeiro episódio.
Quem fôr violento deverá ser condenado, com pena eficaz, com base na justiça imparcial, credível e jamais adulterada, onde a aplicação da lei não seja omissa.
Actuações globais, de modo organizado, deveriam acompanhar um plano assaz geral, aplicável em várias vertentes importantes. Talvez assim acabasse a violência em Portugal.
Data da criação deste conteúdo:1925-12-10 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Que o meu amor por ti não seja breve. Quero senti-lo vivo enquanto viva. Porque, de encantamento, sou cativa… que ao grau de eternidade ele se eleve.
Entraste no meu mundo por acaso, quando de mudança era carente. Olhei-te indiferente e, por prudente, dei-me, por precaução, um certo prazo.
Não fora essa atracção inesperada a galgar o meu limite a ter em conta, e tudo mudaria. Não estava pronta: impus-me ser prudente e reservada.
O tempo foi, porém, célere na espera. Correu a meu favor sem que eu sentisse e, antes que, prudente, eu o gerisse, tomou meu coração… que hoje o venera.
Que, viva, possa ter recordação de memórias que me deixaste na partida: serão, da minha alma, a despedida. O teu amor por mim não foi em vão.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-09 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Queria partir com o sol quando se põe no além; seguir-lhe o passo lento, acolher-lhe a magia. Fugir da noite incerta e do seu turvo vaivém, na esperança de alongar-me a vida em cada dia.
Rejeito a luz da lua, expoente de alternância; perturba a minha mente — tão triste, tão soturna. Venero a luz do sol: mantém-me em vigilância, e faz de mim mudança, enquanto taciturna.
Queria poder escrever, sentir inspiração, e encontrar um rumo para viver sem mim. Eu sei… não sou eterna, mas não aceito o fim.
É tempo de reflectir e de pedir perdão por todo o embaraço que possa ter causado a quem nunca aceitou eu tanto haver mudado.
Data da criação deste conteúdo: 2025-12-05 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Quando um frente a frente é importante e merecedor de muita atenção, deveria sofrer, doravante, uma particular proibição:
O jornalista que fosse designado para fazer perguntas, com um fim em vista, deveria manter-se muito bem calado, mesmo que desagrado, pela resposta, exista.
Só deveria poder fazer perguntas e nunca contestar quaisquer respostas; caso contrário, não será um frente a frente.
Perante mil questões em série, adjuntas, estaremos perante tendências contrapostas, quiçá com outro fim adjacente.
Data da criação deste conteúdo: 2025-11-25 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Entre a fome por carência de alimento e o vazio por carência de cultura, há um grande mar de convencimento sobre como providenciar a sua cura.
No primeiro caso impõe-se haver riqueza, pelo somatório de valores que arrasta; No segundo, me interrogo - sem certeza - somente quanto baste… ou vasta?
A ausência de dinheiro para comer gera doenças e até mesmo a morte. Cabe, portanto, ao Estado prometer, dar a todo o pobre algum suporte.
Quanto à cultura, o Estado deverá abrir-lhe as portas, sem limitação. Ela é o que, na vida, produzirá o progresso e a felicidade da Nação.
Data da criação deste conteúdo: 2025-11-25 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.
Que ninguém se sinta ofendido com o desabafo que trago hoje. Há modas que não são modas: são autênticas epidemias estéticas que me desgastam a paciência e me fazem duvidar da imaginação humana. Parece que basta algo ficar “tendência” para se desligarem cérebros e ligarem o modo “imitar até cair”. Falo, concretamente, de duas pragas contemporâneas: certos penteados e certos bailados televisivos. A primeira praga é o penteado da risca ao meio, aquele em que os cabelos são esticados com tal violência que, se a moda continuar, qualquer dia vemos testas a ir da sobrancelha ao pescoço. Fortemente colados ao couro cabeludo, lá seguem eles — favoreça ou não, pouco importa; a ordem é obedecer à moda. A segunda praga habita os palcos dos cantores pimba: uma coreografia sempre igual, sempre abanada, sempre no mesmo registo… duas ou três bailarinas a fazer exactamente o mesmo, dia após dia, programa após programa. Chega a ser quase hipnótico, não fosse tão pobre, tão repetitivo e tão profundamente enjoativo. E pior: quando se tropeça em certos canais que insistem em injectar estes programas repetidos até à náusea, os telespectadores ficam com duas opções — desistir… ou aceitar o risco de ficarem meio chonés. Antigamente via pouca televisão por falta de tempo; agora vejo ainda menos, mas por sanidade mental. Descobri um antídoto infalível: escolher apenas canais que não me dêem cabo do sistema nervoso. Chamo-lhes “OPÇÕES” — e digo-vos que, para quem não aprecia epidemias estilísticas, é a cura perfeita.
Data da criação deste conteúdo: 2025-11-19 Texto e conceito visual: Maria Letr@ Imagem gerada por plataforma de A.I.