AUDIÊNCIAS A QUALQUER PREÇO


Para que pudesse avaliar, pessoalmente, os programas sobre os quais tanto se fala — isto é, “Big Brother” e “Desafio Final” — fiz o que seria expectável da minha parte: dediquei parte do tempo durante o qual escrevo sobre matérias de muito mais interesse para mim e tentei perceber por que razão estes programas são tão apreciados pelos jovens… e não só!
Certa ou errada, julguei-os com imparcialidade, focando-me nos pontos mais importantes e na relevância da sua influência na educação. Este é o lado que mais me preocupa. Mesmo tratando-se de uma opinião muito pessoal e informal, decidi manifestar-me.
Concluí, portanto, que, se, por um lado, a opinião pública reflecte o cenário da formação de um determinado grupo de pessoas, pelo interesse demonstrado, por outro, faculta a bons psicólogos e a bons entendedores, em matéria de educação, dados de comportamento que, naturalmente, lhes permitirão fazer uma correcta avaliação do que convirá evitar. Tal posição será, talvez, conveniente, a fim de não prejudicar todos quantos — possuidores de comportamentos preocupantes — acabem por agravar a sua condição de desestabilizadores da sociedade e impossibilitar a tarefa de quem tem em programa (ou desejo) levar uma panóplia de “Cartas a muitos Garcias”, espalhados pelo território português.
Pergunto:
— Serão as atitudes assumidas pelo Big Brother as mais correctas como punição dos transgressores?
— Será que, entre aqueles que transgridem as regras, o massacre psicológico não conta?
Mais ainda:
a) Que tipo de público, na hora de votar, o faz com isenção total?
b) Por que é passada ao público a “batata quente”, quando a responsabilidade é da produção do programa?
Quer-me parecer que alguém quererá agradar a Gregos e a Troianos, pretendendo o óbvio: evitar prejudicar o nível de audiências, mantendo fora de julgamento o que deveria ser, realmente, da sua responsabilidade.


Data da criação deste conteúdo: 2024-02-02
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.