NO LIMIAR DO CATRAPUM

Do nascer ao pôr do sol,
cada um dá o que tem
de um vasto e intrigante rol.
O pródigo em imaginação
expõe o seu estado de alma
num acto de criação.
Outro, que não tem estado,
aldraba uma situação
para não ficar calado.
Ainda alguém, com muita fome
de gerar protagonismo,
dá tudo o que não consome.
Depois, há o que fomenta
longas horas de atenção;
se não consegue… inventa!
E entramos naquela esfera
onde vale tudo, menos tirar olhos,
porque a insurreição, agora, impera.
Pudera! O Estado, prevaricador,
precisa desta cambada,
porque actua no mesmo sensor.
Do seu poleiro, cada um
espalhou desordem e confusão.
Mais um avanço… e catrapum!
Gerou-se o caos pela prepotência.
Atingiu-se o auge do admissível.
Carecemos de “murros” com excelência.

Data da criação deste conteúdo:
2026-01-02
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