INQUIETAÇÃO

Sou ave inquieta em ninho de penas;
vagueio à margem de vultos em dor;
não temo a maldade das almas pequenas,
nem cedo aos corvos em noites de horror.

Com asas me busco — dispersa de mim.
Debico o vazio onde impera carência.
O mal que me cansa não se chama fome,
não mata nem morre, mas rói na cadência.

Resgato fragmentos do que me faz falta.
É pouco — não chega, não basta sequer.
Urge solução para tanto querer.

Meu voo vacila, a mente ressalta,
o tempo desfaz-se perante a impotência.
Minha inquietude não tem resistência






Data da criação deste cobteúdo: 2026-03-28
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.