DA PALAVRA QUE ME HABITA


Reflexão sôbre a minha poesia

Uma parte dos meus poemas tem origem no silêncio interior; noutra, porém, brota da necessidade de olhar o mundo de frente. A poesia, em grande parte, nasce precisamente desse encontro entre consciência e palavra.

Na grande maioria dos meus versos, a observação da realidade transforma-se em reflexão poética e percorre temas como a condição humana, a inquietação social, a fragilidade das certezas e os jogos de poder que tantas vezes marcam o destino colectivo. Acontece isso com uma escrita que procuro seja clara, ritmada e directa, onde a musicalidade que procuro esteja presente nas minhas palavras e conviva com uma certa dose de ironia, sempre que possível subtil, por vezes incisiva, mas sempre muito minha.

A poesia presente no que escrevo não procura esconder-se em labirintos de obscuridade. Busco antes abrir espaço à interrogação e ao pensamento, convidando o leitor a reconhecer nos meus versos algo da minha forma muito particular de olhar sobre o mundo.

Entre denúncia e contemplação, entre inquietação e esperança, nos meus poemas procuro recordar que a palavra poética continua a ser um lugar onde a consciência humana se interroga e se revela.




Data da criação deste conteúdo: 2026-03-28
Texto e conceito visual: Maria Letr@
Imagem gerada por plataforma de A.I.