Deixa-me ser Primavera
no Outono que em ti caiu.
Deixa-me ser a chama
que desperta a fera
que ainda não sucumbiu,
no teu corpo.
Não quero acreditar
que o que sentiste está morto.
Foste rei nos meus sonhos,
na minha paixão,
e no tanto que faz palpitar,
ainda, o meu coração.
Deixa que baile contigo.
Minha alma grita
por aquele Amor
tão vivo, outrora,
mas que não sinto, agora.
Deixa-me dar-me a ti.
Deixa-me recordar
o belo sonho que vivi.
E, se algo em ti mudou,
deixa-me continuar a amar
o que de bom, ficou.