Paira no mundo, de lés a lés, uma onda viciada de opiniões. Não cancela chavões gastos: recicla-os em muitas versões e, assim, fomenta a guerra que nos aterra. Fala-se de proveitos num processo intrincado e conveniente — que se consente — onde há pouco de bom e excesso em demasia. Falam os cultos, os conhecidos sabichões — todos adultos. Seguros, ruidosos, abastecidos de certezas instantâneas, desafiam os cautelosos porque as inspirações momentâneas se multiplicam aos milhões. Vultosos na forma, ocos no conteúdo. Vagueiam pela Terra, calmamente alheios, inversos e controversos, opinando sobre tudo, sustentando quase nada. Cada tese desagrada. Não querem, porventura, a guerra. Querem, certamente, futebol; amam arguir… E chamam Amor às múltiplas formas de não sentir.