ONDE QUER QUE ESTEJAS, MÃE…


Onde quer que estejas, Mãe,
este poema é para ti,
como se estivesses aqui...
não nesse remoto Além.

Estou carregada de dor,
mas também de tanto Amor.
Sabes da minha saudade
e do quanto gostaria
de ter-te connosco, este dia
da tua maternidade.

Mas não venceu a melhor,
e foi a Morte, agressora,
que, uma vez mais, vencedora,
levou vida, deixou dor.

Porém... não nos separou.
Eu sinto a tua presença,
leve... serena... e muda.
Não me fala, mas saúda.
Maldita sejas, ó Morte,
quando de nós te levou.

Que triste condenação
dada a um ser desejado.
Para mim... isso é traição
à vida de alguém amado.

Não sei se rumaste a Norte,
onde creio o Além morar.
Só sei que estou à deriva,
perdida num alto-mar...
Onde quer que possas estar,
não deixarei de te amar!!!


Data de criação deste conteúdo:
2015-05-0