Onde quer que estejas, Mãe, este poema é para ti, como se estivesses aqui... não nesse remoto Além.
Estou carregada de dor, mas também de tanto Amor. Sabes da minha saudade e do quanto gostaria de ter-te connosco, este dia da tua maternidade.
Mas não venceu a melhor, e foi a Morte, agressora, que, uma vez mais, vencedora, levou vida, deixou dor.
Porém... não nos separou. Eu sinto a tua presença, leve... serena... e muda. Não me fala, mas saúda. Maldita sejas, ó Morte, quando de nós te levou.
Que triste condenação dada a um ser desejado. Para mim... isso é traição à vida de alguém amado.
Não sei se rumaste a Norte, onde creio o Além morar. Só sei que estou à deriva, perdida num alto-mar... Onde quer que possas estar, não deixarei de te amar!!!