Ninguém deverá julgar a posição assumida por alguém que esteja em pleno domínio do seu raciocínio. Numa sua decisão, contestada, há que respeitar o que só o próprio conhece de si e dos traumas que foram alterando as suas reacções. Os afectos têm aqui um papel muito importante, sobretudo se pensarmos no efeito que a sua ausência, em determinado período da sua vida - por exemplo, durante o seu processo de envelhecimento - mais precisou da sua ajuda, e torna-se um ser frio e indiferente. Através do seu raciocínio indutivo, poderá ter chegado à conclusão de que quem não a ama não a merece, deixando de prestar-lhe a atenção que, antes, mereceria.